20 de março de 2016

PORTO: NOVO BISPO AUXILIAR QUER AJUDAR NA «RENOVAÇÃO» DE «UMA DIOCESE IMPORTANTE PARA O PAÍS»

Agência Ecclesia 19 de Março de 2016, às 17:24  
Foto: Diocese do Porto
«Há muito que trabalhar», frisou D. António Augusto Azevedo, ordenado esta tarde
Foto: Diocese do Porto
Porto 19 mar 2016 (Ecclesia) - A Sé do Porto acolheu hoje a ordenação episcopal de D. António Augusto Azevedo, que o Papa Francisco nomeou como auxiliar desta diocese.

Em declarações aos jornalistas, este sábado, o novo bispo salientou a intenção de ser um “colaborador próximo” de D. António Francisco dos Santos e de “contribuir” com “fidelidade plena”, com “alegria” e “entrega” para a “renovação” de “uma diocese de grande dimensão” e “importante para o país”.

O até agora reitor do Seminário Maior da Diocese do Porto sublinhou a vontade de “levar a alegria do Evangelho às pessoas”, na “continuação do espírito dos apóstolos” e daquilo que o “Papa Francisco tem ensinado”.

D. António Augusto Azevedo quer privilegiar o “acolhimento” como forma de “ir ao encontro das pessoas” e revela ter já “uma agenda carregada”.

“Há muito que trabalhar, com o espirito do Papa, pelo espirito de proximidade por todos”, frisou o novo bispo auxiliar do Porto, que vai continuar durante algum tempo a acompanhar as novas vocações que estão a surgir na região, não só na Diocese do Porto mas também de dioceses vizinhas, como Vila Real e Coimbra.

Sobre o futuro do clero no território, D. António Augusto Azevedo revela ter “muita esperança” nos novos sacerdotes, perspetivando “bons pastores, dedicados ao serviço das comunidades”.

“É uma geração de jovens muito disponíveis, muito generosos, também muito corajosos, pois a vocação sacerdotal hoje exige uma grande coragem. Terão também, como todas as gerações, as suas fragilidades, mas dessas também tentaremos cuidar e estar atentos, para que sejam fiéis e servidores dedicados”, apontou o prelado.

D. António Augusto Azevedo, de 53 anos, é natural do Concelho da Maia e sacerdote na região do Porto há cerca de 30 anos.

Passou a partir de hoje a ser o terceiro bispo auxiliar da diocese, na companhia de D. António Maria Bessa Taipa e D. Pio Alves.

Juntos, vão procurar apoiar D. António Francisco dos Santos na missão de cuidar da diocese mais populosa do país, com 2,06 milhões de habitantes e 477 paróquias, numa área de mais de 3 mil quilómetros quadrados.

Para D. António Francisco dos Santos, que presidiu esta tarde à ordenação episcopal na Sé do Porto, o facto do novo bispo auxiliar ser da casa e “conhecer bem a diocese” poderá ser fundamental para o desenvolvimento de uma Igreja Católica local atualmente "em percurso sinodal", de revitalização.

“Ele conhece muito bem a realidade, o contexto, a geografia, as pessoas, as motivações e também o caminho que nós estamos a fazer. Por isso, é assim, cremos que com a ajuda dele e com o conhecimento que ele nos traz, pela sua idade, pelo seu entusiasmo, dinamismo e doação, vamos ter um servidor extraordinário desta Igreja do Porto”, sustentou.  

Num dia em que o Papa Francisco assinalou o início do terceiro ano do seu pontificado, o bispo do Porto enalteceu também o espirito de abertura que o Papa argentino demonstrou ter para com toda a Igreja Católica, ao nomear um novo membro para o episcopado português.

“Eu quando estive com o Papa, a 18 de novembro de 2015, ele disse-me: ‘Foste tu que escreveste há dias a pedir um novo bispo auxiliar, e vais tê-lo’. Vejo que é uma dádiva do Papa e também um testemunho de comunhão da Igreja com Francisco”, concluiu.

D. António Augusto Azevedo é assistente diocesano do CPM - Centro de Preparação para o Matrimónio desde 2005 e juiz do Tribunal Eclesiástico do Porto desde 2004; antes trabalhou nas paróquias de Santo Tirso e Vilar do Paraíso (Vila Nova de Gaia) e foi capelão militar na Força Aérea.

Na cerimónia da sua ordenação episcopal, este sábado, participaram entre outros o cardeal-patriarca de Lisboa, e presidente da Conferência Episcopal, D. Manuel Clemente.

Também o núncio apostólico (representante diplomático) da Santa Sé em Portugal, D. Rino Passigato; o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga; o ministro da Defesa, José Alberto Azeredo Lopes; e o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.
SN/JCP

JESUS NAZARÉ SEMPRE PRESENTE NOS CALVÁRIOS DA HUMANIDADE


Jesus de Nazaré sofre conosco e não fica indiferente à miséria que afeta as pessoas. O nosso sofrimento penetra o íntimo de sua existência. Não existe um Deus cuja vida transcorre, por assim dizer, à margem das nossas penas, lágrimas e desgraças. No dizer do teólogo espanhol José Antonio Pagola: "Ele está em todos os Calvários do nosso mundo".
Padre Geovane Saraia

JENNIFER GARNER REENCONTRA A FÉ

Diplomacy, Development, And National Security Hearing

Photo by Paul Morigi/WireImage
Para interpretar o papel da mãe de uma menina que foi curada milagrosamente, Jennifer Garner precisou conviver com a mãe real da menina. E foi assim que tudo começou.
 ARTHUR HERLIN  18 DE MARÇO DE 2016

Jennifer Garner volta de uma longa viagem pessoal. Após o doloroso divórcio com Ben Affleck, pai dos seus três filhos, e depois de uma profunda reflexão pessoal, parece que a atriz finalmente encontrou a alegria de viver.

No dia 22 de fevereiro, no famoso programa americano matinal “Good Morning Texas”, a estrela revelou o segredo desta ressurreição: a gravação do seu último filme, “Miracles from Heaven”, teria levado Jennifer a reencontrar-se com a fé.

Esta nova produção relata a verdadeira história de Annabel Beam, uma menina do Texas curada milagrosamente em 2011 de uma doença incurável, após sobreviver a uma queda que deveria ter sido fatal.

A jovem heroína afirma que, estando inconsciente, havia visitado o Paraíso e inclusive tinha se reunido com Cristo.

No filme, Jennifer Garner interpreta a mãe de Anabel, a quem conheceu em pessoa para incorporar melhor a personagem. Ficou literalmente comovida pelo seu testemunho e pela sua fé, razão pela qual a atriz voltou a frequentar cada vez mais a agreja.

“Fui criada indo à missa todos os domingos”

Uma autêntica bênção: o filme e os encontros que derivaram dele a incentivaram a levar seus filhos à igreja com mais frequência.

“Foi impressionante fazer este filme, falar dele aos meus filhos e perceber até que pontos estavam buscando a estrutura que a Igreja poderia lhes dar”, declarou Jennifer.

“Miracles from Heaven nos deu um presente maravilhoso, ao nos levar novamente ao culto, é um verdadeiro prazer!”, exclamou a atriz.

Desde então, Jennifer Garner e sua família voltaram a ser fiéis da Igreja Metodista Unida de Cristo, na qual seus três filhos, Violet, Seraphina e Samuel, foram batizados.

“Eu fui criada indo à missa todos os domingos – revelou a atriz de 43 anos. Quando fui morar em Los Angeles, isso deixou de fazer parte da minha cultura ambiental, deixou de ser um hábito para mim. Mas isso não significa que eu tenha me esquecido de quem eu sou”, concluiu.

FRANCISCO: ESCOLHER O CAMINHO DE JESUS RENUNCIANDO EGOÍSMO, FAMA E PODER

2016-03-20 Rádio Vaticana

Photo published for [TEXTO COMPLETO] Homilia do Papa Francisco na Santa Missa do Domingo de Ramos
20 de março, Domingo de Ramos: a Igreja celebra a entrada de Jesus em Jerusalém e na sua homilia o Papa Francisco falou da aniquilação e humilhação de Jesus. Numa reflexão sobre os momentos da Paixão de Cristo destaque especial para as palavras do Santo Padre sobre a atual situação de tantos refugiados que esperam que alguém tome “a responsabilidade do seu destino”.

Milhares de fiéis participaram na Missa no Domingo de Ramos, que foi precedida pela tradicional procissão na Praça S. Pedro , decorada com cerca de 10 mil plantas. Começaram, assim as celebrações da Semana Santa neste ano de 2016.

Francisco começou por se referir ao entusiasmo do acolhimento que foi feito a Jesus com ramos de palmeira e oliveira e que todos os fiéis repetiram na Praça de S. Pedro acolhendo Jesus que “deseja entrar nas nossas cidades e nas nossas vidas” – afirmou – um Jesus que “nos salva das amarras do pecado, da morte, do medo e da tristeza”.

E Jesus ensina-nos o caminho a seguir com um primeiro gesto: o do “Lava-Pés” baixando-se “até aos pés dos discípulos, como somente os servos faziam”.

Mas esta atitude foi só o início da humilhação de Jesus que se torna extrema na sua Paixão: “é vendido por trinta moedas de prata e traído com um beijo por um discípulo que escolhera e chamara amigo. Quase todos os outros fugiram e O abandonaram; Pedro renega-O três vezes no pátio do Sinédrio. Humilhado na alma com zombarias, insultos e escarros, sofre no corpo violências atrozes: as cacetadas, a flagelação e a coroa de espinhos tornam irreconhecível o seu aspeto. Sofre também a infâmia e a iníqua condenação das autoridades, religiosas e políticas: é feito pecado e reconhecido injusto. Depois, Pilatos envia-o a Herodes, e este devolve-O ao governador romano: enquanto Lhe é negada toda a justiça, Jesus sente na própria pele também a indiferença, porque ninguém se quer assumir a responsabilidade do seu destino.” Neste momento da sua homilia o Papa Francisco recordou a atual situação dos refugiados:

“E penso em tanta gente, em tantos marginalizados, em tantos refugiados e digo-lhes: que são tantos os que não querem tomar a responsabilidade do seu destino.”

No caminho da Paixão de Cristo, a multidão que o aclamara “troca os louvores por um grito de condenação” mas Jesus porém, “reza e entrega-Se: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”.

“Pode parecer-nos muito distante o modo de agir de Deus”- disse Francisco – ao vermos Jesus que “Se aniquilou por nós, quando vemos que já sentimos tanta dificuldade para nos esquecermos um pouco de nós mesmos”. O Santo Padre afirmou que somos chamados a escolher o caminho de Jesus, “o caminho do serviço, da doação, do esquecimento de nós próprios”, contemplando nesta Semana Santa a “Cátedra de Deus”

“Convido-vos nesta semana a contemplar a “Cátedra de Deus”, para aprender o amor humilde, que salva e dá a vida, para renunciar ao egoísmo, à busca do poder e da fama.”

Fixemos o olhar em Jesus – disse o Papa na conclusão da sua homilia e “peçamos a graça de compreender algo da sua aniquilação por nós; reconheçamo-Lo Senhor da nossa vida e respondamos ao seu amor infinito com um pouco de amor concreto.”

(RS)

(from Vatican Radio)

PAPA FRANCISCO CONVIDA JOVENS PARA A JMJ DE CRACÓVIA: SEJAM NUMEROSOS!

Por Alvaro de Juana
Jovens celebram anúncio de que próxima JMJ será em Cracóvia. Foto: ACI Prensa

Vaticano, 20 Mar. 16 / 10:30 am (ACI).- O Papa Francisco rezou o Ângelus ao término da Santa Missa de Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro. As palavras que dedicou nesta ocasião foram destinadas aos milhares de jovens reunidos para celebrar o 31ª Jornada Mundial da Juventude, que terá seu ápice em Cracóvia (Polônia), em julho.

“Saúdo todos vocês que participaram nesta celebração e todos os que estão unidos a nós através da televisão, do rádio e de outros meios de comunicação”.

“Hoje, celebra-se a 31ª Jornada Mundial da Juventude, que terá seu ápice no final de julho no grande Encontro Mundial em Cracóvia. O tema é “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”, recordou Francisco. 

“A minha saudação especial é dirigida aos jovens aqui presentes e se estende a todos os jovens do mundo. Espero que possam vir numerosos para Cracóvia, pátria de São João Paulo II, iniciador da Jornada Mundial da Juventude”.

O Papa continuou: “À sua intercessão, confiamos os últimos meses de preparação desta peregrinação que, no âmbito do Ano Santo da Misericórdia, será o Jubileu dos jovens a nível da Igreja universal”.

“Estão aqui conosco muitos jovens voluntários de Cracóvia. Ao regressarem à Polônia, levarão aos responsáveis da nação os ramos de oliveira provenientes de Jerusalém, Assis e Monteccasino e abençoados nesta Praça, como convite a cultivar propósitos de paz, de reconciliação e de fraternidade. Prossigam com coragem!”.

O Vaticano instituiu que em cada Domingo de Ramos, é celebrada a Jornada Mundial da Juventude. Por isso, a cada ano, neste dia milhares de jovens vão a Roma. No entanto, o grande evento no qual se congregam milhões de jovens é realizado a cada dois ou rês anos em países de diferentes continentes. Este ano, acontecerá em Cracóvia (Polônia), na terra natal de João Paulo II, de 26 a 31 julho e Papa Francisco participará.

QUE FAZ DEUS NUMA CRUZ?


Por José Antonio Pagola*
Segundo o relato evangélico, os que passavam ante Jesus crucificado sobre a colina do Gólgota escarneciam dele e, rindo-se da sua impotência, diziam-lhe: "Se és o Filho de Deus, desce da cruz". Jesus não responde à provocação. Sua resposta é um silêncio carregado de mistério. Precisamente porque é Filho de Deus permanecerá na cruz até a sua morte.
As perguntas são inevitáveis: Como é possível acreditar num Deus crucificado pelos homens? Damo-nos conta do que estamos a dizer? Que faz Deus numa cruz? Como pode subsistir uma religião fundada numa conceição tão absurda de Deus?
Um "Deus crucificado" constitui uma revolução e um escândalo que nos obriga a questionar todas as ideias que nós nos fazemos a um Deus a quem supostamente conhecemos. O Crucificado não tem o rosto nem os traços que as religiões atribuem ao Ser Supremo.
O "Deus crucificado" não é um ser onipotente e majestoso, imutável e feliz, alheio ao sofrimento dos humanos, mas um Deus impotente e humilhado que sofre conosco a dor, a angústia e até mesmo a morte. Com a Cruz, ou termina a nossa fé em Deus, ou nos abrimos a uma compreensão nova e surpreendente de um Deus que, encarnado no nosso sofrimento, nos ama de forma incrível.
Ante o Crucificado começamos a intuir que Deus, no seu último mistério, é alguém que sofre conosco. A nossa miséria lhe afeta. O nosso sofrimento lhe salpica. Não existe um Deus cuja vida transcorre, por assim dizer, à margem das nossas penas, lágrimas e desgraças. Ele está em todos os Calvários do nosso mundo.
Este "Deus crucificado" não permite uma fé frívola e egoísta num Deus onipotente a serviço dos nossos caprichos e pretensões. Este Deus coloca-nos a olhar para o sofrimento, o abandono e o desamparo de tantas vítimas da injustiça e das desgraças. Com este Deus encontramo-nos, quando nos aproximamos do sofrimento de qualquer crucificado.
Os cristãos continuam a tomar todo o gênero de desvios para não dar com o "Deus crucificado". Temos aprendido, inclusive, a levantar o nosso olhar para a Cruz do Senhor, desviando-a dos crucificados que estão ante os nossos olhos. No entanto, a forma mais autêntica de celebrar a Paixão do Senhor é reavivar a nossa compaixão. Sem isto, dilui-se a nossa fé no "Deus crucificado" e abre-se a porta a todo o tipo de manipulações. Que o nosso beijo ao Crucificado nos coloque sempre a olhar para quem, próximo ou afastado de nós, vive a sofrer.
Instituto Humanitas Unisinos
*José Antonio Pagola, teólogo espanhol.

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