28 de julho de 2017

A História fecundada por Deus

Padre Geovane Saraiva*

A Igreja está inserida neste imenso mundo, que é o campo de ação, onde se encontram plantados o trigo e o joio. Na verdade, ela nasce do anúncio do Evangelho, no abraço do projeto divino confiado a Jesus de Nazaré, que precisa, sem medo de errar, estar de acordo com a Parábola da Boa Semente. Sabemos que a Igreja é santa e pecadora, sempre estando necessitada de conversão, além de ser pobre, servidora, despojada e missionária. Segundo o Papa Francisco, “a nós cristãos, cabe o discernimento entre o bem e o mal, conjugando decisão e paciência. Nesse sentido, devemos evitar julgar quem está ou não no Reino de Deus, pois todos somos pecadores”. Fica claro o convite de se inserir na realidade das pessoas mais identificadas com os empobrecidos, sendo fermento de uma vida de irmãos, digna e fraterna, sinal definitivo do Reino de Deus.

Resultado de imagem para campo trigo e joioResultado de imagem para campo trigo e joioEsse sinal chega a ser esperança de fecundar a história - esperança sendo a palavra de ordem -, protegendo-nos de todo mal e desânimo, que, de acordo com o apóstolo Paulo, “é para nós qual âncora da alma, segura e firme” (cf. Hb 6, 19), que indica para a humanidade a consciência de filhos de Deus e irmãos uns dos outros, como protagonistas e destinatários do Reino, no sonho solidário de Deus Pai, antecipação da glória futura.

Esperança quer dizer não desanimar, pois o projeto do Reino de Deus deve ser um compromisso de todas as pessoas de boa vontade em semear a boa semente e fermentar o mundo pela mensagem do Evangelho. É necessário, mais do que nunca, perceber que os gestos de Jesus semeiam bondade e justiça, distantes da ilusão do espetáculo do mundo e do seu aparente triunfo. Nossa esperança no projeto do Reino, profundamente humano, que o Filho de Deus instarou na Galileia foi introduzido no mundo por seu poder divino: o de transformar a história da humanidade.

Nosso bom Deus nos faz o convite de exercer a paciência, a tolerância e a misericórdia, sem nunca perder de vista a beleza e a preciosidade do seu Reino. Como exemplo, temos o Santo Padre totalmente envolvido com o cuidado do campo tão vasto, que é a casa comum todos, na busca de bons resultados, no sonho de um mundo restaurado e reconciliado com Deus: “Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas no nosso caminho para a vossa luz infinita. Obrigado, porque estais conosco todos os dias. Sustentai-nos, por favor, na nossa luta por justiça, amor e paz”. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com

Programa Adote um Escritor será alterado pela Secretaria Municipal de Educação

Programa Adote um Escritor será alterado pela Secretaria Municipal de Educação André Ávila/Agencia RBS
Mesmo com mudança,, Smed promete manter visitas das escolas da rede municipal à Feira do Livro de Porto AlegreFoto: André Ávila / Agencia RBS
A Secretaria Municipal de Educação (Smed) anunciou alterações no Adote um Escritor, iniciativa de apoio à leitura em escolas da rede municipal de ensino. Criado em 2002 em parceria com a Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL), o programa seleciona a cada ano uma lista de livros recém-lançados para aquisição e trabalho em sala de aula, numa atividade coroada ao fim do semestre com uma visita do autor à escola. De acordo com a secretaria, embora as visitas de autores às escolas continuem, a partir deste ano o Adote não vai comprar livros novos para as bibliotecas. A medida provocou críticas da Câmara Rio-Grandense do Livro e de escritores, que publicaram manifestações de apoio ao projeto nas redes sociais. 

A Câmara Rio-Grandense do Livro postou em sua página oficial no Facebook a informação de que o cancelamento das compras de livros novos foi "recebido com surpresa". De acordo com o presidente da entidade, Marco Cena, a CRL e a secretaria já haviam entrado em acordo com relação a alterações necessárias por conta da crise do Estado, mas a compra de livros havia sido garantida em encontro prévio com o secretário Adriano Naves de Brito, no início do ano.
– Logo em fevereiro, nos reunimos com o novo secretário. Uma das coisas que ele nos disse é que o programa estava garantido, mas que não havia dinheiro para oferecer à Biblioteca do Professor, um cartão com R$ 50 para os docentes da rede municipal comprarem livros na Feira. Entendemos que a situação era difícil e concordamos, e demos seguimento ao projeto como sempre. Mas a notícia de que agora as compras de livros serão suspensas foi algo em cima da hora e compromete a própria realização do projeto deste ano – diz Cena.
De acordo com o presidente da CRL, a entidade não recebeu nenhuma manifestação oficial da secretaria depois de uma reunião realizada em junho informando que as compras de livros seriam suspensas, o que impacta na realização do projeto porque alguns dos 73 autores convidados a visitar as escolas não moram em Porto Alegre e já estão com passagens compradas para a atividade, algumas pagas pelas editoras.
– Temos 39 autores que terão as passagens pagas pelas editoras, para que não saísse tudo da prefeitura. Sem a compra de livros, isso pode tornar mais difícil a vinda de novos escritores. O escritor quer falar de sua obra mais recente – comenta Cena.
SMED AFIRMA QUE ACERVOS
ATUAIS JÁ SÃO SUFICIENTES

O programa Adote Um Escritor foi iniciado em 2002, em uma parceria da Secretaria Municipal da Educação com a Câmara Rio-Grandense do Livro para incentivar a leitura nas escolas do município. Suas ações incluíram: a compra de livros para as bibliotecas escolares de uma lista previamente elaborada pela Smed, com a participação da Câmara do Livro; visitas de escolas à Feira do Livro; visitas à escola, ao fim do ano letivo, de autores de obras adquiridas e trabalhadas em aula com as turmas; a distribuição de um cartão valendo R$ 50 para que professores da rede municipal pudessem adquirir livros durante a Feira.
Ao longo dos anos, o projeto foi reconhecido com indicações e premiações – foi duas vezes finalista do Prêmio RBS Fato Literário e recebeu menções honrosas e indicações em concursos da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e dos ministérios da Cultura e da Educação. Além disso, tornou-se um projeto de referência no cenário literário do Estado.
– É um projeto muito bem sucedido, ele atinge ao mesmo tempo o aluno e o professor, e serviu de modelo para outras iniciativas semelhantes. Estamos esperando uma posição oficial da Smed, mas as alterações nos preocupam – diz o presidente da Associação Gaúcha de Escritores (AGEs), Christian David.
A diretoria da AGEs chegou a realizar uma reunião na noite de segunda-feira para discutir as mudanças e deve divulgar um comunicado oficial. Ao longo da semana, vários escritores e editores se manifestaram nas redes sociais apoiando o Adote – uma página independente foi criada no Facebook. Desde sexta-feira, muitos rumores circularam a respeito do possível fim do programa com a mudança de gestão.
DIRETORA AFIRMA QUE O
PROGRAMA NÃO SERÁ CANCELADO

De acordo com Maria Cláudia Bombassaro, diretora pedagógica da Smed, as mudanças estão confirmadas, mas não representariam cancelamento do programa, nem a substituição por outras iniciativas, como a plataforma digital Elefante Letrado, anunciada recentemente pela Smed como parte de sua política de incentivo à leitura.
– O Adote um Escritor vai continuar como uma vertente de nossa política para a leitura. A plataforma Elefante Letrado será outra. Uma não substituirá a outra – afirma.
De acordo com Maria Cláudia, os livros comprados desde 2002 formam um acervo suficiente para continuar trabalhando com os alunos sem a necessidade de novas aquisições.
– O Adote um Escritor passou os últimos 10 anos entregando de R$ 4 mil a R$ 9 mil para que cada escola comprasse livros, renovasse e qualificasse o acervo. Chegamos à conclusão de que esse recurso já é suficiente para termos uma política de leitura com uma nova perspectiva. Até porque, se analisarmos os números, a maioria dos alunos da rede municipal pública não tem proficiência em português – diz Maria Cláudia, citando os números apresentados pela administração municipal de que apenas 39% dos alunos dos anos iniciais e 23% dos alunos de séries finais são proficientes na disciplina.
Maria Cláudia também afirma que as visitas de escolas à Feira do Livro estão mantidas. E se diz surpresa com a afirmação da CRL de que não houve comunicado da decisão:
– Fizemos reuniões e trocamos e-mails com a Câmara, inclusive com o presidente, deixando claro que iríamos buscar os recursos para garantir as visitas dos escritores às escolas, mas que não iríamos comprar livros este ano. Pedimos um orçamento necessário para mantermos a visita dos escritores, passagens, hospedagem e alimentação, e a Câmara nos enviou esse valor. Então qual é a surpresa?
De acordo com Maria Cláudia, os recursos para garantir a continuidade das visitas, um valor em torno de R$ 120 mil, ainda estão sendo prospectados pela secretaria.
Zero Hora

Recomeçar

Gonzaga Mota*
Nos dias de hoje, fatores como a globalização perversa, aquela conduzida pela supremacia do setor financeiro sobre o setor produtivo; a busca do poder pelo poder; o fundamentalismo religioso; o corporativismo autoritário; o capitalismo selvagem, priorizando os compromissos financeiros especulativos em relação aos gastos nos setores sociais básicos; a corrupção; os estelionatos eleitorais e administrativos motivados por alguns mecanismos de "marketing" e da falsa mídia; dentre outros elementos, estão conduzindo tanto as nações ricas, emergentes e pobres, para uma crise abrangendo aspectos morais, sociais e econômicos, de desesperança, de irresponsabilidade, de distanciamento dos valores espirituais, de injustiça, de violência etc. Precisamos, estrategicamente, pensar o futuro. Para tanto, sem preconceitos, é fundamental a leitura de filósofos e cientistas como Aristóteles, Santo Agostinho, Kant, Hegel, Ricardo, Marx, Weber e tantos outros. Foram verdadeiros formadores de "Escolas de Pensamento" que serviram e ainda servem de orientação a muitas pessoas.
Apesar das controvérsias, todos buscaram formas para justificar, de acordo com suas teses e convicções, o sentido da vida, da moral, da ética etc. Cremos, que a grande crise mundial é consequência do aumento do pragmatismo tático e da redução das correntes de pensamento filosófico preocupadas com a verdade e a existência. A coerência programática, baseada em princípios cristãos, é o remédio capaz de combater com eficácia essa doença. Conforme Jacques Maritain: "O Cristianismo ensinou aos homens que o amor vale mais do que a inteligência".
*Professor aposentado da UFC

Projeto holandês transforma rolos de papel higiênico usados em ciclofaixas!

Projeto holandês transforma rolos de papel higiênico usados em ciclofaixas!
Quando você limpa o banheiro, você provavelmente não está pensando em ciclofaixas ou isolantes térmicos para sua casa. Mas é aí que o seu rolo de papel higiênico usado pode acabar um dia! De acordo com um projeto holandês, celulose pode ser extraída destes resíduos produzidos por todos nós. Na planta de tratamento de Geestmerambacht, na Holanda, uma peneira industrial consegue filtrar diariamente 400 kg de celulose a partir de lixo doméstico.
A celulose, que seria incinerada no final do processo de tratamento de esgoto, é limpa e esterilizada com temperaturas muito elevadas e transformada em um material esponjoso ou em pellets. Estes são vendidos como matéria-prima para produtos como asfalto e materiais de construção.
Uma porção também é exportada para o Reino Unido, onde a Universidade Brunel está trabalhando em tecnologias para transformar a celulose em fonte de energia, garrafas bioplásticas e outros produtos.
Os holandeses descartam 180 mil toneladas de papel higiênico por ano, de acordo com as autoridades do país. Quando se trata da Europa toda, são mais de 5 milhões de toneladas anuais!
Esgoto não é um desperdício, e sim um portador de recursos valiosos: fosfatos, celulose, energia e água limpa.
Foto: Pixabay/congerdesign
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Novas vozes femininas discutem identidade e ritmo

© walter craveiro
Três mulheres da novíssima literatura em língua portuguesa — escritoras de romance, contos e poemas — estiveram lado a lado na mesa "Pontos de fuga”, a terceira do segundo dia da Flip, realizada no Auditório da Matriz. A angolana Djaimilia Pereira de Almeida, a carioca Carol Rodrigues e a gaúcha Natalia Borges Polesso transitam entre estudos acadêmicos e escrita literária, mas foi nesta última que estabeleceram de vez sua produção textual. Sob mediação do professor de Estudos Lusófonos Leonardo Tonus, a conversa se estabeleceu nos temas centrais de cada uma, que envolvem identidade, subjetividade, feminino e forma e gêneros literários.  

Antes dos participantes entrarem no palco, foi exibido no telão um videopoema de Josely Vianna Baptista, parte da série "Fruto estranho”.  Com passagens sobre o etnocídio indígena, especialmente do povo guarani, a intervenção artística foi dirigida por Yasmin Thayná e terminou sob aplausos do público. 

Quando a conversa entre o trio começou, Natalia ressaltou que ser escritora é uma escolha que precisa ser feita diariamente. "É me formar escritora todos os dias, com o exercício da literatura, do outro, da escuta." Carol comentou o ato da escrita pela perspectiva do silêncio: "Ao escrever, a gente aprende a fabricar a quietude e a compartilhar a quietude". Djaimilia, por sua vez, relatou como foi difícil a transição de doutoranda para romancista. "Ao tentar escrever, percebi que não sabia o que fazer com tanta liberdade, tão habituada que estava ao rigor acadêmico."

Sobre a obra “Esse cabelo”, Djaimilia revelou que, a partir da leitura de blogs de moda, percebeu que não era a única com um "drama capilar". Ao se aprofundar no tema, chegou em questões identitárias da mulher negra e saiu em busca de suas origens, "perceber minha avó, o cheiro da minha avó”, o que a levou para a escrita efetiva do romance. Atentou-se ainda para o fato de que "uma pessoa pode se transformar numa caricatura de si própria", inclusive no contexto de discriminação racial em que ainda vivemos.

Com formação em cinema, Carol citou a influência da experimentação visual em seu trabalho — sobretudo na pontuação, elemento essencial para a condução do ritmo do texto e da respiração do leitor. E acrescentou: "As palavras designam destino, tem o destino que as palavras colocam nos corpos”. Natalia também compartilhou nuances do seu método criativo. "Penso no encontro das palavras, no ritmo, no texto a ser lido quase sem respirar". Às vezes sua preocupação é com o lirismo, com estabelecer conexões e intersecções, alcançar "autoplágios": contos seus que viram poemas e quem sabe até trechos de outros livros. 

Por fim, as convidadas falaram de seus personagens, alguns pertencentes a grupos de minorias, e de como buscam a literatura que lance luz a múltiplas histórias. "Talvez não baste para deixá-los visíveis, o que a gente faz é abrir um espaço espaço mental; assim podemos compartilhar sensibilidades", falou Carol. O trio leu também trechos de suas obras, ressaltando marcas e particularidades de cada fazer literário. 

FLIP 2017

Pesquisadores atualizam o legado de Lima Barreto

© walter craveiro
© walter craveiro
Que ecos e novas vertentes de pesquisa nos proporciona hoje a obra de Lima? Qual a fortuna crítica em torno do autor e que novas abordagens ela inaugura? Lado a lado, os pesquisadores Beatriz Resende, Felipe Botelho Corrêa e Edimilson de Almeida Pereira abriram a quinta-feira no Auditório da Matriz debruçados sobre o legado do Autor Homenageado.

Professora da UFRJ, Beatriz Resende pertence à geração pioneira que estudou Lima Barreto na universidade. "Precisamos hoje no Brasil retomar a crítica de Lima Barreto [...] Muito do que fez com que a vida fosse difícil para Lima continua existindo. "Ainda assim, insiste a pesquisadora, é necessário desconstruir o mito da exclusão. "No final da vida, especialmente, Lima era uma figura importante. Era alguém reconhecido pelos seus pares."

Felipe, professor no King’s College de Londres, falou principalmente sobre as crônicas de Lima escritas sob mais de uma centena de pseudônimos em revistas populares da época – “Careta”, “Fon-Fon”, entre outras - e ressaltou o papel importante das publicações para a circulação de ideias fora do Rio. “Para Lima, a literatura tem que ter muita clareza. E tem que ser muito sincera [...] Ele tinha um projeto claro de falar pro maior número possível de pessoas”, lembrou o pesquisador, que desenvolveu verdadeira arqueologia ao identificar quais textos eram (ou não) de sua autoria. “Com a obra digitalizada, comecei a tentar achar pistas. Queria fazer uma pesquisa sistemática.”

Especialmente aplaudido, Edimilson, poeta e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, ressaltou a importância de se pensar a história da literatura brasileira e o imaginário nacional sob perspectiva menos eurocêntrica, conferindo mais espaço, por exemplo, à oralidade - “Nós temos um cânone oficial e um cânone negativado [...] Os campos de referência teórica também precisam ser deslocados”, sugeriu. Ele frisou ainda o fato de Lima escrever a partir da perspectiva de um corpo mulato, num Rio de Janeiro não muito distante da abolição. “Lima escrevia com assombro, escrevia com susto”, disse, referindo-se a essa escrita que nasce de “um corpo em risco, [um] corpo ameaçado”. E lembrou que “segundo estatística de 2016, a cada dia 63 jovens negros são mortos no Brasil”.

Os desafios do presente também foram abordados quando Beatriz lamentou a crise que assola boa parte do serviço público no Rio. “Não posso deixar de lastimar que não estejam presentes pesquisadores do Rio de Janeiro, colegas meus da UERJ, porque há quatro meses não recebem salário”, protestou, amplamente endossada pela plateia.

FLIP

Inscrições para o Fies acabam hoje

Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil
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Os estudantes que quiserem financiar estudos em instituições privadas têm até as 23h59 de hoje (28) para fazer a inscrição ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre de 2017. Pode ser feita no site http://fiesselecao.mec.gov.br.
Serão oferecidas 75 mil novas vagas. Podem se inscrever aqueles que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média das notas igual ou superior a 450 pontos e nota na redação superior a zero. O candidato também precisa ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos.
A relação dos pré-selecionados será divulgada no dia 31 de julho. Os estudantes pré-selecionados deverão concluir a inscrição pelo Sistema Informatizado do Fies (SisFies), entre 1º de agosto e 8 de setembro. A lista de espera será aberta no dia 1º de agosto e o período de inscrições para as vagas remanescentes começará em 11 de setembro.
A partir de 2018, entrará em vigor o Novo Fies, com três modalidades. No total, o programa vai garantir 310 mil vagas, das quais 100 mil a juro zero para estudantes com renda mensal familiar per capita de até três salários mínimos.

Escritor ameaçado de morte cancela ida à Flip e participa por videoconferência

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
flip
Em nota à imprensa, a organização da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e a TV Globo informaram hoje (27) que o escritor Anderson França participará, nesta sexta-feira (28), por videoconferência, da mesa Literatura em Todas as Plataformas.
"Atendendo a uma orientação da Flip, a Globo redefiniu a participação do escritor Anderson França na mesa Literatura em Todas as Plataformas, realizada em parceria pelas duas instituições e prevista na programação da FlipZona. A sua presença está confirmada através da entrada, ao vivo, por videoconferência. A decisão foi tomada em comum acordo com o escritor, a fim de garantir a sua participação e o diálogo com o público presente", diz a nota.
França teria recebido ameaças de morte pore-mail. As ameaças não foram confirmadas, nem desmentidas pela Flip.
Diretor da primeira agência de conteúdo do Complexo da Maré, Anderson França é conhecido por seus artigos no Facebook, nos quais relata casos de violação de direitos humanos. Ele é autor do livro Rio em Shamas, publicado no ano passado pela Editora Objetiva, hoje pertencente ao grupo Companhia das Letras.
O escritor foi procurado pela Agência Brasil, mas não respondeu à mensagem enviada.
No último dia 21, a Delegacia de Repressão Aos Crimes de Informática comunicou a abertura de inquérito para investigar ameaça de morte ao escritor. França disse que sofreu ofensas de cunho racista de um internauta durante fórum de estudantes de uma universidade particular. Além de expor seus dados pessoais na rede social, o internauta teria oferecido recompensa na internet para quem matasse o autor durante a Flip.

Destaque

Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...