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Mostrando postagens de Março 29, 2021

O véu rasgado de cima a baixo

Padre Geovane Saraiva* A liturgia do domingo de Ramos nos introduziu bem no núcleo ou miolo do acontecimento inaudito e inefável, o mais elevado da nossa fé: o mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor Jesus. Da nossa parte cabe acolher, louvar e bendizer aquele que, sendo aclamado rei, não teve medo de assumir, como legítimo e verdadeiro servo, a experiência humana até a morte, e morte de cruz. Em substituição ao véu de separação ficou a ponte que liga os homens pecadores, perdoados pelo sangue de Jesus Cristo, e pelo próprio Deus. Deve-se perceber no véu uma profunda e misteriosa simbologia, em que Cristo é a razão – e não se encontra outra – como única via para se chegar ao Pai. Detenhamo-nos, por ocasião do mistério pascal, a partir do véu da cortina do santuário, que se rasgou de alto a baixo em duas partes, na suprema angústia, por ocasião da crucificação e morte de Jesus. Entendamo-la como o ápice, caminho da vida de nós, seguidores dos passos de Jesus de Nazaré, no sen