Destaque

Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

13 de dezembro de 2018

Além das aparências

Padre Geovane Saraiva*
Entendemos como urgente contemplar, neste tempo do Advento, o Menino Jesus que, na sua inaudita boa-nova da esperança, oferece-nos a certeza de que só nele e com ele seremos capazes de entrar na lógica de que um mundo melhor é possível, sob o signo do otimismo e da esperança. Que Deus nos dê a graça de perceber o paradoxo do Natal: grande, indescritível, única e maior razão de nossa expectativa existencial. Quando José e Maria encontram as portas fechadas na hospedaria da cidade, tendo que se deslocarem à periferia, para que Jesus lá nascesse, constata-se revelação divina.

A imagem pode conter: 1 pessoa, bebêDiante do que é mais elevado, somos convidados, não somente a pensar, mas a acolher Deus feito homem no nosso interior, nascido, na natureza, entre os animais. E, a partir dele, urge percebermos sua misteriosa grandeza, impulsionando-nos a edificar a vida, sendo que a pessoa humana se situa no centro de tudo que existe, que é obra das mãos de Deus. A ela, convidada a buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, na confiança sempre maior de todas as coisas as quais se acreditam, serão dadas por acréscimo (cf. Mt 6, 33).

Ver a salvação com os próprios olhos, esperando a chegada de Deus, no processo em que os cristãos estão envolvidos, neste tempo do Advento, que todos se convençam a acolher e, ao mesmo tempo, difundir a justiça e a paz divina, no rosto de tantos irmãos desfigurados. Que chegue a consciência, sempre cada vez maior, de que a verdadeira justiça de Deus não consiste em distribuir presentes aos homens, mas sim em construir seu futuro.

Na riqueza do Evangelho de Jesus, somos chamados a encontrar o remédio eficaz aos males dolorosos, os quais perseguem o mundo e a humanidade. Só mesmo voltado ao Menino Jesus da manjedoura é que se cumpre rastrear o verdadeiro e único caminho, mas de um modo desprendido, igualmente, revestidos do manto da justiça, da reconciliação e da paz, no que Deus nos propõe: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados" (Lc 2, 14).

Um mundo sólido, com clareza dos traços de paz, somente existirá quando as pessoas compreenderem que são chamadas a participar, dando as mãos e acreditando no grande sonho, conforme o dizer de Dom Helder: "Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Mas quando se sonha em comunidade, é o começo de uma nova realidade". Sendo assim, fica para trás o tempo de se apelar aos gênios, sábios e santos, de um modo isolado. Na indiscutível sabedoria de Deus, que não pairem dúvidas de que só unidos uns aos outros somos fecundos e fortes, capazes de perceber o essencial, na doçura infalível da criança da estribaria de Belém. Amém!

*Pároco de Santo Afonso, Jornalista, Blogueiro, Escritor e Colunista, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza -geovanesaraiva@gmail.com

Prêmio Cepe Nacional de Literatura 2018 anuncia vencedores

JC Online

A poeta carioca Stephanie Borges foi  a vencedora na categoria de poesia / Divulgação
A poeta carioca Stephanie Borges foi a vencedora na categoria de poesia
(Divulgação)
O Prêmio Cepe Nacional de Literatura anunciou nesta quarta (12) os vencedores da sua quarta edição. O autor português naturalizado brasileiro Pedro Veludo foi o escolhido na categoria romance, com o livro ‘O Filho das Viúvas’, enquanto a escritora carioca Stephanie Borges ganhou a categoria de poesia, com a obra ‘Talvez Precisemos de um Nome para Isso’.

Nas categorias voltadas para crianças e jovens, os dois vencedores foram o pernambucano Helder Herik e o paraibano Gael Rodrigues. Helder, já agraciado com um Prêmio Pernambuco de Literatura com um livro de poemas, levou a categoria infantil com o volume ‘Criançaria’. Gael venceu a categoria juvenil com a obra ‘A Menina que Engoliu o Céu Estrelado’.


Cada um dos vencedores vai levar R$ 20 mil pelo resultado, e todos eles terão a sua obra publicada pela Cepe Editora. Foram, ao todo, 1.116 inscrições para o prêmio
O prêmio também previa uma categoria de contos, mas nenhum livro foi selecionado pela comissão julgadora formada por Micheliny Verunschk, Angélica Freitas e Joca Reiners Terron. As obras infanto juvenis foram julgadas por Walther Moreira Santos, Hugo Monteiro e Januária Cristina Alves.

Saiba um pouco mais sobre os livros vencedores segundo a Cepe Editora:

O Filho das Viúvas, de Pedro Veludo - Em ‘O filho das viúvas’, Pedro segue a linha do realismo mágico para contar a história tragicômica de Catrônfilo, morador de Cabra Cega, onde não somente o protagonista tem nome esdrúxulo, mas também suas quatro ‘mães’ Fedúncia, Miraldina, Brandiete e Maria Mais Para Mais Que Para Menos. Inspirado na simplicidade do povo sul-americano, com o qual conviveu graças à profissão de engenheiro, Pedro cria diversos enredos que se entrelaçam. Caso das desavenças entre Dona Fedúncia e Dona Freamundina; e do falso padre Bonomínio, que não sabia rezar missa, muito menos sabia o significado da palavra meridiano.
Talvez Precisemos de um Nome para Isso, de Stephanie Borges – Vencedora na categoria Poesia, a jornalista e tradutora carioca Stephanie Borges faz, em seu livro ‘Talvez precisemos de um nome para isso’, uma busca por figuras, pessoas e situações que traduzam o que ainda não tem nome e mergulha no tema do emponderamento feminino negro. O poema perpassa por narrativas sagradas, lembranças bucólicas, trechos de músicas e críticas ao que chama de “eufemismo do mercado”. O fio condutor, entretanto, é a (auto)análise do que pensa a menina e a mulher negra, como se expressa, como vê e como é vista. O poema será a sua primeira obra publicada.
A Menina que Engoliu o Céu Estrelado, de Gael Rodrigues – Gael Rodrigues, paraibano da cidade de Itabaiana e atualmente morando em São Paulo, foi o grande vencedor na categoria Juvenil com A Menina que engoliu um céu estrelado – seu primeiro livro voltado para o público leitor mais jovem. Usando elementos que remetem ao Nordeste, Gael conta a história da menina Jurema, que depois de ter engolido acidentalmente a lua e o céu estrelado, parte rumo à Capital, ao lado do melhor amigo, o bode Damião, em busca do pai para solucionar o grande impasse. No caminho, personagens fantásticos, aventuras e muita carga emocional, trabalham conceitos e valores, como amizade, o egoísmo, a ganância, o amor.
Criançaria, de Helder Herik – O autor explora a liberdade criativa do universo infantil, em que tudo é possível, inclusive um sapo latir ou uma aranha palitar os dentes com suas patas de graveto. Ao escrever, o professor de Literatura do Ensino Médio não teve a preocupação de limitar a idade para a qual sua narrativa se dirigia. Helder partiu do princípio que as crianças têm capacidade de compreensão muito além do óbvio, para acompanhar as viagens de Dário e seus bichos, como as letras que saem dos livros, tal qual um formigueiro.

Luiz Gonzaga completa 106 anos com museus temáticos em Fortaleza e no Interior

Apaixonados por Luiz Gonzaga guardam discos, livros, filmes e quadros que contam a trajetória do sanfoneiro. Por iniciativas próprias, sem ajuda do poder público, pequenos museus e memoriais sobrevivem

 

Novo aplicativo de mobilidade urbana chega a Fortaleza com serviço exclusivo para mulheres

Mais um aplicativo de mobilidade urbana começou a atender em Fortaleza. Dessa vez, a proposta é diversificar as categorias oferecidas e garantir as melhores tarifas ao longo do dia. A Moobi conta com serviços de carro comum, executivo, mototaxi, motofrete, espaço para pets e bebês, além de opção voltada para o público feminino, que se sente mais à vontade em poder escolher motoristas do mesmo sexo.
 
Em atuação em outras cidades, como Balneário Camboriú, Recife, Belo Horizonte, Goiânia e Belém, o aplicativo já possui mais de 300 mil usuários e 80 mil cadastrados em todo o Brasil. De acordo om a Moobi, o aplicativo está com valores mais em conta que a concorrência em 80% do dia.
 
Para os motoristas, o grande diferencial é o plano de negócio da empresa, o mais rentável do mercado. “Cobramos somente uma assinatura mensal do motorista, no valor de R$ 300,00, o que corresponde a 15% de R$ 2000,00 – nossa base de faturamento bruto médio por parceiro. Quantias faturadas acima dessa média serão 100% lucro do profissional. Caso não atinja esse montante, continua pagando apenas 15% do valor que for obtido em suas corridas”, comenta Gervasio Morgado, CEO da Moobi.
 
Além dessa vantagem, os motoristas cadastrados também têm acesso ao cloudcash (Moobônus), que funciona da seguinte forma: a partir de uma meta estipulada, os profissionais que conseguirem alcançá-la, ganharão, juntos, o “Pote”, que nada mais é que uma premiação em dinheiro arrecadada a partir de corridas realizadas em cartão, o que significa 2% de todas as corridas do aplicativo durante o mês. Um pote de 2% também é disponibilizado a passageiros e outro de 1% para parceiros comerciais.
 
O aplicativo oferece diversas categorias aos usuários, entre elas: carro flex, opção de serviço para quem precisa de transporte para compromissos rotineiros ou reuniões de trabalho; carro trip, alternativa de locomoção para situações nas quais haja necessidade de um carro mais espaçoso para transporte de bagagens;carro TOP, carros de luxo para melhor atender o cliente em casos de eventos importantes; taxi, se o passageiro tiver preferência por táxi, a Moobi também está preparada para atender a essa solicitação; moto-rápido, para situações de urgência e maior agilidade na locomoção; pet, a alternativa para quem deseja transportar o pet com respeito e conforto; baby,  para as mamães e papais que precisam transportar o filho com todo o cuidado e segurança; acessível, para pessoas que possuem necessidades especiais; e girl, opção voltada 100% para o público feminino que se sente mais à vontade em poder escolher motoristas do mesmo sexo. 
 
Feito por um brasileiro, o aplicativo foi desenvolvido pelo coordenador do CTO da empresa, Lucas Mousinho. Para os usuários, ele já está disponível para download no Android e IOS. Para os motoristas, até o momento, o aplicativo está disponível somente na versão Android. 
 
Lançado em agosto de 2018, a empresa busca firmar presença em todo o País. Sua meta para 2019 é garantir 70% do mercado nacional, oferecendo um serviço de qualidade e inúmeros benefícios aos usuários e motoristas. Recentemente, Gervasio Morgado firmou sociedade com o Grupo Massa, do apresentador Ratinho, no Paraná.
 
De acordo com a Moobi, o aplicativo dispõe de mecanismos que garantem a segurança dos usuários.
 
Ao solicitar o cadastro, o motorista precisa apresentar um “nada consta” de antecedentes criminais e estar com a documentação pessoal e do veículo em dia. Além disso, todas as rotas são acompanhadas pelo sistema da empresa.
 
O Povo

A mostra Cinema e Psicanálise apresenta Taxi Drive

O filme é dirigido por Martin Scorsese, considerado um dos maiores diretores de todos os tempos.

Cena do filme Taxi Driver (1976), dirigido por Martin Scorsese.
Cena do filme Taxi Driver (1976), dirigido por Martin Scorsese. (Divulgação/ FCS)

Encerrando a programação da mostra Cinema e Psicanálise em 2018, o Cine Humberto Mauro exibe o filme Taxi Driver (1976), dirigido por Martin Scorsese, considerado um dos maiores diretores de todos os tempos. A exibição será comentada pela psicóloga Laura Rubião, doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. O longa é estrelado por Robert De Niro e Jodie Foster, e foi nomeado ao Oscar de melhor filme, melhor ator, melhor atriz coadjuvante e melhor trilha sonora, levando a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1976.
Na trama, Travis Bickle é um jovem veterano do Vietnã que volta para as ruas de Nova York trabalhando como motorista de táxi, na tentativa evitar que sua personalidade paranoica e solitária se torne cada vez mais instável. No trabalho, acaba cruzando seu caminho com os das jovens Betsy e Iris, uma prostituta de apenas 12 anos, o que o faz se revoltar com tudo e com todos, explodindo sua raiva e violência que sempre demonstrou ter. Ele planeja um atentado contra um senador e, sozinho, ainda bate de frente com os cafetões de sua mais nova jovem amiga.
A mostra Cinema e Psicanálise é fruto de uma parceria entre a Fundação Clóvis Salgado e a Escola Brasileira de Psicanálise.
Mostra Cinema e Psicanálise – Taxi Driver
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537
Data: 14 de dezembro (sexta-feira)
Classificação Indicativa: 16 anos
Entrada gratuita
Informações para o público: (31) 3236-7400 | www.fcs.mg.gov.br

Fundação Clóvis Salgado