Prêmio Cepe Nacional de Literatura 2018 anuncia vencedores

JC Online

A poeta carioca Stephanie Borges foi  a vencedora na categoria de poesia / Divulgação
A poeta carioca Stephanie Borges foi a vencedora na categoria de poesia
(Divulgação)
O Prêmio Cepe Nacional de Literatura anunciou nesta quarta (12) os vencedores da sua quarta edição. O autor português naturalizado brasileiro Pedro Veludo foi o escolhido na categoria romance, com o livro ‘O Filho das Viúvas’, enquanto a escritora carioca Stephanie Borges ganhou a categoria de poesia, com a obra ‘Talvez Precisemos de um Nome para Isso’.

Nas categorias voltadas para crianças e jovens, os dois vencedores foram o pernambucano Helder Herik e o paraibano Gael Rodrigues. Helder, já agraciado com um Prêmio Pernambuco de Literatura com um livro de poemas, levou a categoria infantil com o volume ‘Criançaria’. Gael venceu a categoria juvenil com a obra ‘A Menina que Engoliu o Céu Estrelado’.


Cada um dos vencedores vai levar R$ 20 mil pelo resultado, e todos eles terão a sua obra publicada pela Cepe Editora. Foram, ao todo, 1.116 inscrições para o prêmio
O prêmio também previa uma categoria de contos, mas nenhum livro foi selecionado pela comissão julgadora formada por Micheliny Verunschk, Angélica Freitas e Joca Reiners Terron. As obras infanto juvenis foram julgadas por Walther Moreira Santos, Hugo Monteiro e Januária Cristina Alves.

Saiba um pouco mais sobre os livros vencedores segundo a Cepe Editora:

O Filho das Viúvas, de Pedro Veludo - Em ‘O filho das viúvas’, Pedro segue a linha do realismo mágico para contar a história tragicômica de Catrônfilo, morador de Cabra Cega, onde não somente o protagonista tem nome esdrúxulo, mas também suas quatro ‘mães’ Fedúncia, Miraldina, Brandiete e Maria Mais Para Mais Que Para Menos. Inspirado na simplicidade do povo sul-americano, com o qual conviveu graças à profissão de engenheiro, Pedro cria diversos enredos que se entrelaçam. Caso das desavenças entre Dona Fedúncia e Dona Freamundina; e do falso padre Bonomínio, que não sabia rezar missa, muito menos sabia o significado da palavra meridiano.
Talvez Precisemos de um Nome para Isso, de Stephanie Borges – Vencedora na categoria Poesia, a jornalista e tradutora carioca Stephanie Borges faz, em seu livro ‘Talvez precisemos de um nome para isso’, uma busca por figuras, pessoas e situações que traduzam o que ainda não tem nome e mergulha no tema do emponderamento feminino negro. O poema perpassa por narrativas sagradas, lembranças bucólicas, trechos de músicas e críticas ao que chama de “eufemismo do mercado”. O fio condutor, entretanto, é a (auto)análise do que pensa a menina e a mulher negra, como se expressa, como vê e como é vista. O poema será a sua primeira obra publicada.
A Menina que Engoliu o Céu Estrelado, de Gael Rodrigues – Gael Rodrigues, paraibano da cidade de Itabaiana e atualmente morando em São Paulo, foi o grande vencedor na categoria Juvenil com A Menina que engoliu um céu estrelado – seu primeiro livro voltado para o público leitor mais jovem. Usando elementos que remetem ao Nordeste, Gael conta a história da menina Jurema, que depois de ter engolido acidentalmente a lua e o céu estrelado, parte rumo à Capital, ao lado do melhor amigo, o bode Damião, em busca do pai para solucionar o grande impasse. No caminho, personagens fantásticos, aventuras e muita carga emocional, trabalham conceitos e valores, como amizade, o egoísmo, a ganância, o amor.
Criançaria, de Helder Herik – O autor explora a liberdade criativa do universo infantil, em que tudo é possível, inclusive um sapo latir ou uma aranha palitar os dentes com suas patas de graveto. Ao escrever, o professor de Literatura do Ensino Médio não teve a preocupação de limitar a idade para a qual sua narrativa se dirigia. Helder partiu do princípio que as crianças têm capacidade de compreensão muito além do óbvio, para acompanhar as viagens de Dário e seus bichos, como as letras que saem dos livros, tal qual um formigueiro.

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