Destaque

Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

25 de outubro de 2017

ABL homenageia seus Patronos e Fundadores, como parte das comemorações dos 120 anos, com exposição de desenhos de Cássio Loredano

Cadeira 10: Patrono Evaristo da Veiga (1799-1837) - Fundador Rui Barbosa (1849-1923)
A Academia Brasileira de Letras abre, dia 31 de outubro, terça-feira, às 16h30min, a Exposição Patronos e Fundadores – 120 anos da ABL, com desenhos de Cássio Loredano. A mostra faz parte das comemorações de seus 120 anos de fundação, completados em julho.
A série foi encomendada ao artista em 2002, pelo então Presidente da ABL, Acadêmico, Embaixador e Historiador Alberto da Costa e Silva. Representa, de acordo com os responsáveis pela exposição, “um aspecto importante na produção do artista e pouco conhecida do público. Constitui uma das mais importantes interpretações do perfil psicológico dos primeiros membros efetivos e seus escolhidos patronos”.
A exposição segue a sequência numérica das 40 cadeiras acompanhadas de texto biográficos dos Patronos e Fundadores.
ABL

Bullying é reflexo de uma sociedade que enxerga a violência como medida de solução, diz especialista

O caso do adolescente de 14 anos que efetuou disparos contra os colegas em Goiânia, na última semana, levantou a discussão sobre o bullying dentro das instituições de ensino. Há indícios de que a motivação do crime tenha sido por causa de possíveis provocações que sofria na escola.
De acordo com o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado em 2016, cerca de 46,2% dos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental já sofreram provocações ou se sentiram humilhados pelos colegas no Ceará. Desse total, os meninos são os mais afetados, correspondendo a 48,7% das vítimas.
Os casos de bullying estão mais presentes nas escolas cearenses da rede privada, segundo a pesquisa. Cerca de 50,8% dos alunos que relataram ter sofrido alguma provocação ou humilhação são de colégios privados. Na rede pública do Ceará, a realidade não muda tanto: 45,5% dos estudantes informaram terem sido alvos de bullying.
As motivações para as agressões são diversas, mas o Anuário de Segurança Pública aponta a aparência do corpo como o maior alvo dos constrangimentos. Ao todo, 15,4% dos estudantes disseram ter sido humilhados por conta do seu corpo. Logo em seguida, vem questões de raça ou cor com 5,2%, religião (3,7%), aparência do rosto (8,4%), orientação sexual (1,8%) e região de origem (1,3%).
De acordo com os especialistas em educação, o caso trata-se de um reflexo da exclusão de pessoas que não se encaixam dentro de padrões considerados ideais e da falta de diálogo sobre a diversidade dentro das escolas.
Para a professora de pós-graduação de movimentos sociais, educação e escola da Universidade Federal do Ceará (UFC) Ângela Linhares, a mídia é um dos principais agentes que contribuem para a exclusão do diferente e a definição do que é belo, principalmente, quando se engloba aspectos estéticos.
“A mídia vende um pacote de padrões estéticos que funcionam como uma espécie de normatização dos corpos e as formas de identidades. Define o que é bonito ou feio. É uma estatização para vender coisas”, ressalta a especialista. Ângela acrescenta que essa idealização é reforçada por outros núcleos sociais, como a família e a escola.
Já o professor doutor em educação do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFC João Paulo aponta que cada criança e adolescente se manifesta de forma singular. Variáveis, como histórico da família e suporte emocional, podem dar indícios da forma como o jovem irá reagir as agressões.
“Não é um fenômeno que tem uma causa única ou se manifesta da mesma maneira em todas as situações. Vai depender do seu suporte emocional, do contexto em que está inserido e do seu histórico familiar. E esse tipo de violência, geralmente, é invisível”, explica.
O especialista também acrescenta que os casos de bullying são reflexos de uma sociedade em que a violência é vista como medida de solução. Segundo ele, essa realidade é uma consequência da falta de espaço para o debate sobre as diferenças, desconsiderando a existência de outros grupos sociais.

“A gente precisa repensar o modo como nos relacionamos com as nossas diferenças. Nossa sociedade é pautada na aniquilação do outro. O bullying é um tipo de aniquilação, podendo ser simbólica ou não. Há uma tendência no Brasil de tentar resolver as nossas tensões por meio da violência”, ressalta.
De acordo com João Paulo, uma forma para diminuir esses casos dentro das escolas é ampliar debates sobre a diferença e combater as desigualdades sociais. Esse processo deve ser feito em conjunto com a família das crianças e adolescentes.“Se a escola quer se tornar um equipamento de combate à aniquilação do outro, é preciso que a escola discuta sobre racismo, gênero e outras desigualdades sociais”, conclui.
Caso de Goiás 
Na última sexta-feira (20), um adolescente de 14 anos efetuou vários disparos contra os colegas dentro de um colégio particular de ensino infantil e fundamental, na cidade de Goiânia. Dois adolescentes morreram e quatro ficaram feridos. Segundo os colegas que estudavam com o autor do crime, o garoto sofria bullying dos colegas.
Tribuna do Ceará

Em novo livro, Dimas Macedo detalha vida de Dona Fideralina

Dona Fideralina
Se ainda hoje mulheres precisam lutar diariamente pelo reconhecimento de seus direitos básicos e contra uma inferiorização sistemática de seu papel na sociedade, imagine-se o desafio de assumir essa postura no século XIX - consciente ou inconscientemente. Na história do Ceará não faltaram personagens engajadas nessa resistência, entre elas Dona Fideralina, filha ilustre de Lavras da Mangabeira.
Mulher certamente à frente de seu tempo, foi líder política e expressiva matriarca, com papel relevante na Revolução de 1914, conhecida por Sedição de Juazeiro. Sua atuação tornou-se objeto de investigação e pesquisa em diferentes campos, em especial a História.
É nesse último onde se encaixa o mais recente trabalho dedicado à cearense, "Dona Fideralina Augusto - Mito e realidade", de Dimas Macedo, dedicado a contar a trajetória dessa mulher cuja vida imbrica-se com a própria história do Cariri, "graças aos entusiasmos republicanos, provocados pelos movimentos revolucionários no Nordeste no Levante de 1817 e na Confederação do Equador em 1824. O livro retrata a história como ela é, e não como as pessoas gostariam que ela fosse", explica Dimas Macedo, que lança o trabalho hoje (25), às 19h, no auditório deputado Murilo Aguiar, da Assembleia Legislativa.
Não é de hoje que o autor se debruça sobre o tema: no prefácio do livro, Dimas Macedo recorda que vem pesquisando desde 1980 sobre a formação do sul do ceará, "onde se insere a figura de Dona Fideralina Augusto, a célebre matriarca de Lavras da Mangabeira, que tanto se projetou na história política do Nordeste".
Segundo o escritor, na década de 1990 uma biografia mais consistente já podia ser consultada, destacando-se um artigo seu, publicado na revista do Instituto Cultural do Cariri, em 1983.De lá para cá, Dimas realizou palestras, revisou e orientou trabalhos sobre o tema.
Esboço
Em 2014, concedeu entrevista ao professor Rui Martinho Rodrigues, da Faculdade de Educação da UFC. Ao ler o material escrito, percebeu que "ali existia o esboço de um livro e que uma voz começava a borbulhar, levando-me à sua primeira redação, entre junho e julho de 2015".
ARTE
Em um período de 150 anos, Dimas Macedo desenha o contexto no qual se inseriram Dona Fideralina e seus familiares, que com ela construíram a história política de Lavras até 1923. Para tanto, a primeira parte do livro é toda dedicada aos ascendentes da personagem, além de outras famílias influentes na localidade, terminando com o nascimento da futura matriarca.

O autor passeia ainda pela infância e formação de Fideralina, com destaque para a ascensão de seu esposo, o major Ildefonso, e parentes e descendentes da mesma. Casada aos 19 anos de idade, enviuvou aos 44 e deu habilmente continuidade às atividades político-partidárias do pai e do marido, exercendo grande poder de liderança e controle de feudos regionais em um universo totalmente dominado pelo patriarcalismo.
Nessa contextualização o autor desconsidera os irmãos da protagonista, posto que nenhum se interessou pela carreira política. "Cabe destaca seus cunhados, num primeiro momento, e depois fazer referência aos seus filhos, genros e sobrinhos", escreve.
Trajetória
O terceiro capítulo da primeira parte do livro é dedicado especificamente à atuação política de Dona Fideralina, inclusive com o nascimento da cidade de Lavras da Mangabeira. Após a morte do marido - em 1876, no auge de sua trajetória pública -, a matriarca sentiu a necessidade de ingressar na política como forma de defender seus interesses.
Tal consciência deu-se em especial com a chegada em Lavras de uma família associada a uma nova facção política, o Partido Cruz Saldanha, de orientação francamente abolicionista, o que contrastava com a escravidão praticada por Fideralina e que havia sido fundamental para a prosperidade de sua família.
Entre conflitos de interesses e movimentos deles decorrentes - como o Ciclo das Deposições - o autor chega ao quarto capítulo, dedicado ao apogeu e morte da personagem.
Simbólica
Já na segunda parte, Dimas Macedo investe em um estilo mais ensaístico para traçar um perfil de Dona Fideralina, incluindo sua paixão pela política e seu entorno social.
O autor estende ainda sua análise aos filhos, netos e aos Augustos, em diferentes períodos da família.
Falecida em 1919, Dona Fideralina é a personagem principal do romance de Rachel de Queiroz, "Memorial de Maria Moura". A matriarca semi-lendária tem imensa força simbólica no nosso imaginário cultural, escreve Rachel.
Seria a "versão nacional correspondente à mulher europeia da era vitoriana, distante dos padrões culturais europeus que, na época, moldavam as pretensões fidalgas das Casas Grandes da zona açucareira e sociedades do litoral nordestino brasileiro".
Mais informações:
Lançamento do livro "Dona Fideralina - mito e realidade". Hoje (25), às 19h, no Auditório Dep. Murilo Aguiar - Assembleia Legislativa (Av. Des. Moreira, 2807, Dionísio Torres)
Diário do Nordeste

A sensualidade de "Carmen" entra em cena na Bienal de Dança

A sensualidade da cigana Carmen entra em cena na noite desta quarta-feira, 25, no Cineteatro São Luiz. A personagem, criada em 1875, segue seduzindo os homens utilizando seus talentos no palco, como a dança e o canto. O espetáculo, que leva o nome da personagem principal, será encenado às 18 horas pelo balé Teatro Guaíra, dentro da agenda da 11ª Bienal Internacional de Dança do Ceará.
Coreografado em 2016 por Luiz Fernando Bongiovanni, o trabalho leva 22 bailarinos para o palco e se articula a partir da dramaturgia da ópera e da trilha composta por Rodion Shchedrin e Georges Bizet. A Bienal de Dança segue em Fortaleza e outras seis cidades do Interior do Ceará até domingo, dia 29 de outubro.
Serviço
Carmen
Quando: quarta-feira, 25, às 18 horas
Onde: Cineteatro São Luiz (rua Major Facundo, 500 - Centro)
Gratuito. 
Redação O POVO Online

Poesia visual do cotidiano

Tatiana FortesStênio Diniz foi menino criado entre papéis. Na tipografia do avô, em Juazeiro do Norte, aprendeu, aos cinco anos, a aparar as arestas das máquinas e a dobrar cordéis. O cheiro de tinta foi responsável pela embriaguez que move o artista até hoje. Ele é um dos mestres da cultura mais respeitados do Cariri. A arte de Stênio é múltipla. Conhecido pelo trabalho com xilogravura, ele experimenta outros olhares: o trabalho em guache e óleo, a produção têxtil, a confecção de livros para colorir, as delicadas estátuas de madeira.
Quando alfabetizado, aos sete anos, o menino-mestre foi ensinado a fazer composições e aprendeu a imprimir. Ele lembra com carinho da primeira gravura que produziu. Era 1970. O ano nunca sairia da memória de Stênio - ele viu a seleção derrotando o México na final da Copa do Mundo e tomou um golpe com a morte de seu pai. “Ficou marcado. Foi quando fiz a minha primeira capa de cordel. Me empolguei e não consigo parar. Vivo da arte até hoje”, explica.
Stênio tem seus rituais na casa travestida de estúdio. Acorda cedo para satisfazer seus dois primeiros vícios: café e telejornal. Depois, é sentar na escrivaninha e começar o trabalho. Por volta de meio-dia, quando o sol do Cariri se transforma em brasa, é hora de parar para o almoço seguido de um copo de vinho. Stênio passeia entre uma obra e outra, todos os dias. Do alfabeto ilustrado para crianças ao livro de mandalas, da criação de estampas para tecidos ao trabalho com a madeira. “Antigamente, quando comecei a fazer gravuras, queria ver o resultado rápido e media no relógio o tempo de terminar. Mas, com o passar do tempo, fui demorando mais e tendo mais paciência. A ponto de passar três anos na mesma matriz (original da xilogravura)”, conta.
A vida de artista, ele diz, deu oportunidades e prazeres nunca sonhados pelo menino criado na tipografia. Desde 1985, Mestre Stênio se desdobra entre a produção no Cariri e viagens à Europa. A primeira ida aconteceu através de convite da Universidade de Colônia, na Alemanha. A estadia de um trimestre se transformou em vinte meses - com passagens por Portugal e França. “Passei tempos de drama dormindo debaixo de ponte, de escadarias”, lembra entre risadas, como se o tempo vivido sem teto fosse um alumbramento.
Tatiana Fortes
Tatiana Fortes
“Meu Deus do Céu, como eu amo o Cariri. Mas, para o trabalho com arte, é lá. Lá que tem resposta, que você é tratado como artista, na Europa é outra história”, garante Mestre Stênio. Ele contabiliza cem exposições - individuais e coletivas - feitas em vários países do Velho Mundo. A próxima está prevista para março de 2018 na Embaixada Brasileira em Berlim, onde também deve ministrar palestras e oficinas.
Quando indagado sobre como consegue se comunicar no idioma alemão, a resposta é uma risada: “toda vez que encerro uma oficina me faço essa pergunta”. A cada viagem, ele aprende um pouco mais. Junta palavras esparsas, observa as conversas alheias para aprender verbetes e já foi detido pela polícia após errar a conjugação de um verbo. “Quando eu mostro meu currículo, as pessoas não entendem como eu já piniquei a Alemanha todinha”, diz.
PERFIL
José Stênio Diniz, 64 anos, é mestre da cultura desde 2008. Começou a carreira na Tipografia São Francisco, empresa que deu origem à Lira Nordestina, editora especializada em produzir cordéis. Aos cinco anos já recolhia arestas de papel e dobrava cordéis. Quando jovem, Stênio sofreu influências de artistas como Mestre Noza e Walderêdo Gonçalves. Já viajou para a Europa treze vezes, realizando exposições coletivas e individuais em vários países.
A Alemanha é seu “país favorito no estrangeiro”.
ENTENDA A SÉRIE
O Vida & Arte publica, ao longo dessa semana, uma série sobre os Mestres da Cultura residentes no Cariri. A Região tem o maior número de Tesouros Vivos do Estado: são 40, incluindo 13 já falecidos e 5 grupos. Os mestres são diplomados pela Secretaria da Cultura do Estado (Secult) em virtude do seu trabalho dedicado a manter, desenvolver e propagar as tradições culturais cearenses. Amanhã, será contada a história da Mestra Zulene (danças populares).
ISABEL COSTA

Madonna se ajoelha e pede abraço a Caetano Veloso em festa no Rio

Nas redes sociais, Caetano agradeceu Madonna por ter feito uma apresentação 'com tanto respeito, afeto e gentileza'.
Nas redes sociais, Caetano agradeceu Madonna por ter feito uma apresentação 'com tanto respeito, afeto e gentileza'. (Reprodução)
Já imaginou a Madonna ajoelhada na sua frente ou te pedindo um abraço? O cantor e compositor Caetano Veloso, um dos maiores nomes da história da música brasileira, passou por isso nesta segunda-feira, dia 23. A rainha do pop esteve no Brasil para o casamento de seu empresário, Guy Oseary, com a modelo Michelle Alves.
A festa contou com show privado de Caetano, que foi introduzido por Madonna. "É uma honra apresentar o grande Caetano Veloso. E por favor, pessoal: não falem, não bebam…", dizia a cantora norte-americana, quando Caê apareceu no palco. "Eu posso te dar um abraço?", perguntou Madonna, antes de dizer que o amava. Depois do contato, ela se ajoelhou para reverenciar o brasileiro.
Nas redes sociais, Caetano agradeceu Madonna por ter feito uma apresentação "com tanto respeito, afeto e gentileza". Ele também escreveu que era dia de celebrar o amor. "O amor se expressa de diferentes maneiras e eu fiquei muito feliz por ter sido convidado para cantar sobre o amor de Guy Oseary e Michelle Alves ontem na sua festa pré-casamento."
Veja o vídeo do momento em que os dois se encontraram no palco:



Agência Estado

Nobel iemenita propõe corte mundial para destruidores do meio ambiente

A esse tribunal devem chegar
A esse tribunal devem chegar "as máfias da corrupção, os instrumentos policiais de segurança, todos os opressores, as companhias comerciais que estão envolvidas na destruição do meio ambiente". (AFP)
A prêmio Nobel da Paz de 2011, a iemenita Tawakkol Karman, propôs nessa terça-feira (24) em Honduras a criação de um tribunal internacional para julgar executivos de multinacionais que causam danos à terra e contribuem com as mudanças climáticas.
"Deve-se criar um tribunal mundial que possa sancionar todas estas sociedades multinacionais" que causam danos ao meio ambiente e provocam as mudanças climáticas, disse Tawakkol Karman através de uma tradutora, em coletiva de imprensa junto com a advogada iraniana Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz em 2003.
As duas laureadas, que fazem parte da Iniciativa de Mulheres Prêmio Nobel e Associadas pelo Justo (JAZZ) chegaram a Honduras na sexta-feira para respaldar as mulheres que lutam contra a construção de represas e a mineração no país centro-americano. Uma causa pela qual a dirigente indígena Berta Cáceres foi assassinada em março de 2016.
Rachel Vincent, representante da JAZZ, disse que a associação visitou Honduras porque o país registra a taxa mais alta mundial de assassinatos de defensores da terra e dos direitos humanos.
Destacou, ainda, que 14 pessoas foram assassinadas em 2006 e 123 desde 2009 por defender o meio ambiente e os direitos humanos.
Tawakkol Karman disse à AFP que sugeriu a criação de "uma corte internacional especial para a luta contra a corrupção e a lavagem de dinheiro e contra todos os envolvidos na destruição do meio ambiente e explotação do clima de uma forma prejudicial".
A esse tribunal devem chegar "as máfias da corrupção, os instrumentos policiais de segurança, todos os opressores, as companhias comerciais que estão envolvidas na destruição do meio ambiente".
Sugeriu que poderia ser similar ao Tribunal Penal Internacional, mas que julgue os envolvidos "em qualquer operação onde encontrem a morte de defensores de direitos humanos, de lutadores contra a corrupção ou de defensores do meio ambiente".
Em relação ao assassinato de Cáceres, disse que "deve-se aprofundar as averiguações a fim de descobrir todos os beneficiados por este crime, e que os julgamentos não se limitem aos autores diretos".

AFP