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Livro do Papa João Paulo II para os jovens que não o conheceram

A capa do livro "100 Anos. Palavras e Imagens" editado pela Libreria Editrice Vaticana 
O Papa Francisco escreveu o prefácio de um livro que recorda os 100 anos de Karol Wojtyla. No prefácio, Francisco destaca a sua “grande paixão pelo humano” uma testemunha do Evangelho que sofreu muito desde criança, perdendo sua família e como Papa, foi um exemplo de como se possa ir adiante, “alegres, apesar das dificuldades, ao longo dos caminhos do mundo”
 
Alessandro Di Bussolo – Cidade do Vaticano
“O sofrimento que viveu deixando-se confiar totalmente ao Senhor, o modelou e deixou ainda mais forte a fé cristã com a qual fora educado em família”. “Foi um extraordinário educador de muitos jovens que através dele, quando era um jovem padre, foram introduzidos na fé concreta, testemunhada, vivida em todos os momentos da vida”. Palavras de um Papa, Francisco, ao descrever a juventude de um outro Papa, São João Paulo II, no prefácio do livro “100 Anos. Palavras e imagens”, publicado pela Libreria Editrice Vaticana por ocasião do centenário do nascimento, em 18 de maio, de Karol Wojtyla.
É um pequeno livro que recorda o Pontificado do Papa polonês por meio de uma coletânea de escritos e frases célebres desde o dia da sua eleição, em 16 de outubro de 1978, ao dia que voltou à casa do Pai, 2 de abril de 2005.

Papa Francisco: nos ensinou a caminhar alegres, mesmo nas dificuldades

No prefácio, intitulado “Gratos na recordação de um Santo testemunha”, Papa Francisco espera que o texto possa chegar “nas mãos principalmente dos jovens”. Ainda hoje ouvimos “ressoar o seu apelo a escancarar as portas a Cristo, a não ter medo”. São João Paulo II ao longo de toda a sua vida nos ensinou, escreve ainda Francisco, a ir em frente “alegres, apesar das dificuldades, ao longo dos caminhos do mundo, seguindo os passos dos gigantes que nos precederam na certeza de que não estamos e nunca estaremos sozinhos”. E isso “cultivando sempre uma ligação especial com a nossa mãe do Céu, Maria, Mãe da ternura e da misericórdia”.

Guia seguro para a Igreja em tempos de grandes mudanças

Com palavras simples, em grande parte dirigidas aos jovens, o Papa apresenta São João Paulo II como “uma grande testemunha da fé, um grande homem de oração, uma guia segura para a Igreja em tempos de grandes mudanças”. Recorda suas encíclicas, de Jesus Redentor do homem a Deus rico em Misericórdia, sobre o Espírito Santo, até a encíclica Redemptoris Mater sobre Maria na vida da Igreja, as suas encíclicas sociais e “o precioso dom do Catecismo da Igreja Católica”.

Papa do Leste, voz da “Igreja do silêncio”

Ao falar de seu predecessor Francisco recorda a “grande paixão pelo humano”, “a sua abertura, a sua busca do diálogo com todos, a sua determinação em colocar em ato todas as tentativas possíveis para deter as guerras, a sua propensão a ir ao encontro de todos e a abraçar os que sofrem”. Recorda que com o primeiro Papa vindo do Leste, “a Igreja dos mártires do outro lado do Muro encontrou voz”.

O sofrimento de um jovem que perde toda a família

Mas o que o Papa Francisco quer destacar aos leitores é “o quanto este Papa tenha sofrido em sua vida”. Sofrimentos pessoais “ligados aos sofrimentos de seu povo e da sua nação, a Polônia”. “Ficou órfão de mãe ainda pequeno – sublinha Francisco – viveu o drama da morte do querido irmão e depois de seu pai. Quando entrou no seminário clandestino de Cracóvia perdeu todos seus familiares mais próximos, viveu em total doação a Deus e à sua Igreja em uma época em que muitos dos seus amigos perderam a vida durante a guerra”.

Dirigido aos jovens que não o conheceram

Sofrimentos na juventude, sofrimentos como Papa, recorda Francisco: desde o “terrível atentado em 1981, ofereceu sua vida, derramou seu sangue pela Igreja, e nos testemunhou que também na difícil provação com a sua doença, compartilhada diariamente com Deus feito Homem e crucificado pela nossa salvação, pode-se continuar alegres, pode-se continuar a ser nós mesmos. Pode-se alegrar na certeza do encontro com Jesus ressuscitado”. Por fim o Papa conclui dizendo que São João Paulo II foi “uma grande testemunha da misericórdia” de Deus, e é belo “recordá-lo de modo simples, depois de 15 anos da sua morte, porque “há muitos jovens que não o conheceram ou que têm apenas uma pequena recordação dos tempos de infância” e aos quais este pequeno livro é especialmente dirigido.

Papa Francisco será co-autor de livro com reflexões sobre São João Paulo II

Vaticano, 29 Jan. 20 / 05:00 am (ACI).- O Papa Francisco será o co-autor de um livro de reflexões sobre a vida de São João Paulo II a ser publicado em breve no idioma italiano, junto com o conhecido autor e sacerdote católica Luigi Maria Epicoco.
O livro, intitulado “São João Paulo, o Grande”, é o produto de uma série de conversas entre o Papa Francisco e o Pe. Luigi Epicoco, que ocorreram entre junho de 2019 a janeiro de 2020, de acordo com o prefácio da obra.
O livro deve ser publicado antes do centenário do nascimento de Karol Wojtyla, no próximo 18 de maio.
Quando Wojtyla se tornou o Papa João Paulo II em 1978, um padre de 41 anos de nome Jorge Mario Bergoglio estava servindo como superior provincial dos jesuítas na Argentina. Foi João Paulo II quem nomeou Bergoglio como bispo auxiliar em 1992, elevando-o a arcebispo de Buenos Aires em 1998 e criando-o cardeal em 2001. O Papa Francisco canonizou São João Paulo II em 2014.
O Padre Epicoco, 39 anos, é conhecido do público italiano. Já escreveu mais de 20 livros sobre espiritualidade desde sua ordenação em 2005, incluindo “João Paulo II: Memórias de um Santo Papa”, uma obra feita em conjunto com o arcebispo Piero Marini em 2014. Epicoco é professor de filosofia na Pontifícia Universidade Lateranense em Roma, e oferece palestras e retiros espirituais por toda a Itália.
Sabe-se que o papa admira os livros do Pe. Epicoco. Antes do Natal, Francisco deu a cada membro da cúria romana uma cópia do livro “Alguém para admirar: uma espiritualidade de testemunha”, de autoria deste sacerdote italiano.
Publicado originalmente em Catholic News Agency. Traduzido e adaptado por Rafael Tavares.

Capital completa 39 anos da visita do Papa João Paulo II

Por Redação, 

No dia 9 de julho de 1980, o primeiro papa a visitar o Brasil desembarcou em solo cearense

Nesta terça-feira (9), o Ceará completou 39 anos de um dos momentos mais importantes para sua comunidade católica: a visita do Papa João Paulo II. O pontífice esteve por dois dias em Fortaleza para comandar o 10º Congresso Eucarístico Nacional, evento realizado no Estádio Castelão, reunindo mais 120 mil pessoas. 
Logo no desembarque na Capital, em 9 de julho de 1980, o primeiro papa a visitar o Brasil beijou o solo cearense e abençoou a multidão que o esperava. Foi recebido pelo então arcebispo de Fortaleza, dom Aloísio Lorscheider, e do aeroporto percorreu parte da cidade, passando pelo Centro.
Já no Castelão, foi recepcionado por Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Ganhou um chapéu de couro de presente do artesão de Paramoti, Antônio Barbosa Cruz, colocando-o na cabeça de imediato. Algumas relíquias daquele momento estão em pontos do Estado, como parte do altar giratório, exposto na Catedral Metropolitana de Fortaleza. A cruz está em Canindé e outra parte do altar, em Paramoti.
A passagem do pontífice foi uma das maiores movimentações populares já registradas no País e a maior vivenciada no Ceará. No mesmo ano, João Paulo II passou por Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Aparecida, Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Recife, Salvador, Belém do Pará e Teresina.
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