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Mostrando postagens de Abril 25, 2020

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PODCAST: Discípulos de Emaús: “Fica conosco Senhor”

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Por Pe. Geovane Saraiva

A DUPLA MORTE

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Na mitologia grega, o reino dos mortos ou o Submundo, onde a luz não penetrava, era governado por Hades e por sua esposa Perséfone. E quando alguém morria, para que sua alma pudesse ser recebida no reino de Hades, era necessário que fosse realizado o sepultamento com os rituais funéreos, dentre os quais, a libação aos deuses, os lamentos fúnebres, até que a pira fosse acesa e o corpo queimado, sendo as cinzas depositadas em uma urna, a serem colocadas no túmulo a ser erigido em honra ao morto. Ressalte-se, ainda, que um óbolo deveria ser colocado na boca do morto para fins de pagamento ao barqueiro Caronte, encarregado de fazer a travessia pelo rio Aqueronte. Para aqueles que ficassem insepultos, suas almas ficariam vagando por cem anos. Tal destino era motivo de grande temor para quem quer que fosse. Foi por isso que Príamo se humilhou diante de Aquiles, pagando a peso de ouro para resgatar o corpo de Heitor, de modo a que seu filho pudesse receber as honras fúnebres. Foi por isso q…

As palavras e esboços incômodos do 'Caderno de Talamanca'

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Obra do romeno Emil Cioran aborda a morte e questiona o lugar em que estamos no mundo Retrato do autor por Ewa Klos: tormento e premonição (Philippe Matsas/Leemage/AFP)
Jacques Fux*
Caderno de Talamanca é um livro repleto de aforismos, pensamentos, regurgitações e filosofias polêmicas e mal-humoradas; frases de impacto e profundas – e também textos banais e despojados; suicídio, destruição, crítica, obsessão e o encontro com o vazio da existência. Um livro nada politicamente correto, como só se pode dar ao luxo de escrever um escritor com tamanho reconhecimento (e já morto) ou, infelizmente, políticos extremistas que tanto tem nos assustado hoje em dia.
O autor, Emil Cioran, também conhecido como o “especialista no problema da morte” e “o rei dos pessimistas”, nasceu em 1911, em Rasinari, na Romênia. Publicou aos 22 anos seu primeiro livro, Nos cumes do desespero. Em 1937, mudou-se para a França, onde escreveu a maior parte de sua obraEm 1987, publicou seu último trabalho Confissõese …