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11 de março de 2016

LATINO-AMERICANOS SÃO OS MAIS PRÓ-VIDA DO MUNDO E RECHAÇAM O ABORTO, REVELA PESQUISA

Por David Ramos
Imagem referencial. Foto: Flickr Jordy Clarke (DC-BY-NC-2.0)

Lima, 10 Mar. 16 / 06:00 pm (ACI).- Brasil, Peru, México e Argentina estão entre os países mais pró-vida e que mais rechaçam o aborto em todo mundo, segundo uma recente pesquisa realizada pela empresa IPSOS.

A IPSOS consultou os habitantes de 23 países para saber se eram a favor de que “o aborto seja permitido quando a mulher quisesse ter um filho só”. No Brasil, apenas 16 por cento dos pesquisados eram a favor do aborto irrestrito.

Citizens in 23 countries shed light on the controversial subject of #abortion http://ow.ly/ZauYX  #IWD2016
A pesquisa indicou ainda que somente apenas 11 por cento dos peruanos expressaram seu apoio às políticas abortistas. No México, a percentagem de aprovação é de apenas 25 por cento, enquanto na Argentina a percentagem é de 26 por cento.

De acordo com a pesquisa IPSOS, a Suécia, onde recentemente propuseram a legalização do incesto e da necrofilia, é o país mais favorável ao aborto, com 84 por de votos.

Entre os dez países mais favoráveis às políticas anti-vida estão: França, Reino Unido, Canadá e Itália.

Os Estados Unidos ocupam o 13º lugar entre as nações pró-abortistas no ranking da empresa IPSOS.

Consultado acerca do majoritário rechaço ao aborto no Peru, o diretor do Population Research Institute para a América Latina, Carlos Polo, destacou que “é indubitável que a Marcha pela Vida é o fator fundamental para estes resultados”.

No ano passado, a Marcha pela Vida em Lima (Peru) reuniu mais de meio milhão de pessoas em defesa da vida da concepção até o seu fim natural.

“E não é somente um evento de Lima”, precisou Polo em declarações ao Grupo ACI, pois “esta festa popular de amor pela vida é celebrada em todo o Peru, reunindo quase um milhão de pessoas na rua”.

“Nem o mais entusiasta abortista pode negar esta realidade”, sublinhou.

A Marcha pela Vida deste ano vai acontecer no dia 12 de março e será replicada no mesmo dia e algumas semanas seguintes nas diversas regiões do Peru.

Para Martín Patrito, presidente da plataforma ‘ArgentinosAlerta’, “é lógico que o aborto tenha uma aceitação muito pequena” em seu país, pois “a Argentina real” é “a de uma verdadeira revolução solidária na qual milhões de argentinos voluntariamente e em silêncio colaboram para que seus compatriotas possam viver dignamente”.

Segundo Patrito, “o debate pelo aborto não é algo que as pessoas pedem, não é genuíno, mas imposto por minorias ideologizadas nucleadas principalmente nos partidos de esquerda”.

Os cidadãos argentinos vivem maiores preocupações “pelos problemas de insegurança, do narcotráfico, da inflação e do desemprego”, acrescentou.

Entretanto, os números poderiam ser ainda maiores em defesa da vida, se não fosse pelo forte viés pró-aborto da IPSOS, criticaram líderes pró-vida mexicanos.

Para Juan Dabdoub Giacomán, presidente do Conselho Mexicano da Família (ConFamilia), na pesquisa da empresa IPSOS “pareceria que estão tentando impor à sociedade um critério onde a ‘realidade’ é superior à verdade”.

Enquanto a IPSOS conclui que 73 por cento de seus entrevistados em 23 países estão a favor da legalização do aborto irrestrito, “essa é uma forma trapaceira de interpretar os dados; pois na verdade, diz que apenas 45 por cento está de acordo que o aborto seja permitido. Outros 45 por cento dizem não estar de acordo absolutamente ou somente em caso de violação ou se a vida da mãe estiver em risco. E os 10 por cento restantes não quiseram responder à pergunta”.

“De 73 por cento a 45 por cento há uma grande diferença”, sublinhou.

Por sua parte, Ángel Soubervielle, coordenador geral da plataforma ‘Pasos por la Vida’, assegurou que a realidade do México é ainda mais pró-vida do que a divulgada pela IPSOS, e indicou que esta pesquisa não corresponde à realidade desse país.

“No México, o aborto somente está permitido na Cidade do México e somente pode ser realizado até a 12ª semana de gestação, ou seja, a partir da 12ª semana este é um delito”, precisou e acrescentou que “18 dos 32 Estados que conformam o México protegem a vida desde sua concepção”.

Além disso, Soubervielle se referiu a recentes tentativas de legalizar o aborto nos estados mexicanos de Guerrero e Morelos, onde a maioria rechaça esta prática.

O coordenador geral da plataforma ‘Pasos por la Vida’ acrescentou que no dia 23 de abril deste ano “sairemos novamente pelas ruas da Cidade do México a fim de dizer aos ativistas internacionais, políticos e ao mundo inteiro que o México defende a vida, com nossa quinta Marcha pela Vida”.

Carlos Polo também manifestou sua crítica em relação à frequência com a qual apresentam pesquisas tendenciosas a fim de promover o aborto.

“Estamos cansados de tantas pesquisas cujas perguntas são induzidas e aparecem precisamente quando os grupos abortistas estão em plena campanha política para despenalizar o aborto”, assegurou.

“Tomara que estas pesquisas passem a ser feitas com seriedade e profissionalismo, pois deste modo refletiriam a realidade”, acrescentou.

QUE IMAGEM SIMBOLIZA O TERCEIRO ANO DE PONTIFICADO DE FRANCISCO?


2016-03-10 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O aniversário de terceiro ano do Pontificado do primeiro Papa jesuíta e latino-americano da história cai nos primeiros meses do Ano Santo Extraordinário que ele mesmo quis dedicar à Misericórdia. Os últimos doze meses viram o pontífice argentino viajar por quatro continentes, publicar uma Encíclica dedicada ao “cuidado da Criação” e celebrar um Sínodo dedicado à família. Mas tantas foram as oportunidades e os encontros em que Francisco confirmou a sua imagem de pastor “em caminho” com o Povo de Deus, um pastor empenhado – como afirmou o ator italiano Roberto Benigni – a imprimir, com todas as suas forças, a Igreja em direção a Jesus Cristo. Mas qual é a imagem mais representativa desse último ano que vivemos com ele?

Os dois Papas passam a Porta Santa

O Mons. Giuseppe Lorizio, docente de Teologia Fundamental da Pontifícia Universidade Lateranense de Roma comenta que a imagem que ele gosta de recordar “é aquela de dois Papas, Papa Francisco e o Papa emérito, Bento XVI, que, em 8 de dezembro de 2015, depois de se abraçarem, atravessarem a Porta Santa da Basílica do Vaticano, um depois do outro. É uma fotografia que nos ajuda a liberar o campo de certos estrabismos jornalísticos: como aquele de quem aplaude este Papa como se o pontificado dos outros fosse negativo. Uma imagem que nos confirma como que a Francisco, como aos seus predecessores, esteja bem presente a comunhão na diversidade. Duas pessoas assim tão diferentes que atravessam juntas aquela Porta Santa, unidas pela mesma fé e pelo ministério que compartilharam, simbolizando a variedade da Igreja mas também a sua unidade, que não é homogeneidade. Um instante importante também para responder a quem representa Francisco como um Papa da ‘descontinuidade’ em relação ao Magistério e à tradição que o precederam. Nada de mais falso, porque o seu ensinamento, embora conduzido com um estilo único, é enraizado na tradição. Uma imagem para evitar, enfim, inclusive o risco da ‘papolatria’, que leva alguém a se concentrar mais no Papa que em Jesus Cristo”.

Imagem dupla: Porta Santa de Bangui e São Pedro

Para descrever Francisco também perguntamos a Marco Burini, jornalista que segue diariamente as atividades do Papa para a TV2000, o canal de TV dos católicos italianos.

“Se levamos a sério o convite do Papa para considerar e viver a Igreja ‘em saída’, na sua vocação ‘missionária’, devemos, em um certo modo, sair do próprio Papa, porque o Ministério petrino é um tesouro da Igreja. Façamos atenção, então, ao fazer o monumento a Bergoglio antes da hora. Seja porque sabemos que fim fazem os monumentos nas praças, seja porque seria particularmente contraindicado, sobretudo em âmbito mediático, em relação a um Pontífice que está levando adiante um ministério ‘centrífugo’, de ‘saída’, que condena a auto-referencialidade”.

A respeito da imagem símbolo dos últimos doze meses de Pontificado, Burini também volta à abertura do Jubileu da Misericórdia. “Proponho uma imagem dupla: a Porta Santa de Bangui, na República Centro-africana, que se escancara ao leve empurrão de Francisco e aquela de São Pedro que lhe apresenta certa resistência. Nessa dupla imagem, nessa dialética, nessa contradição tão eloquente, há uma riqueza para ser apreciada, mesmo além das ansiedades do balanço e classificação de nós, jornalistas. Devemos entrar em sintonia com o estilo de Francisco que, como recordava Roberto Benigni, é o estilo do ‘caminhar pregando’, o melhor do ‘pregar caminhando’, como faz Jesus no Evangelho de Marcos”.

O Papa parado na fronteira, mas capaz de misericórdia

Raniero La Valle, jornalista e escritor, 50 anos atrás cobrindo o Concílio Vaticano II, propõe uma outra imagem para contar o terceiro ano de Pontificado de Francisco. “Eu volto ao último dia da sua recente viagem ao México, quando o Papa foi até a fronteira com os EUA, na Ciudad Juarez, para celebrar missa. Naquela fronteira, onde um mar de pobres, refugiados, exilados violam a lei à procura de uma vida melhor, inclusive ele, de uma certa forma, parou. Em frente ao muro, ao arame farpado, às patrulhas que impedem a entrada. Uma imagem, essa de Francisco na fronteira, que se conecta à sua primeira viagem na Itália, poucos meses depois da eleição, à ilha de Lampedusa. A escolha de visitar o mundo do sofrimento, da exclusão, do descarte, como dizendo que esse povo deve ser o primeiro pela qual a Igreja se empenha. Nota-se, no entanto, como na fronteira com o Texas o Papa foi capaz inclusive de abençoar aqueles que rejeitam os migrantes. Ao mesmo tempo em que para na fronteira, também é capaz de ultrapassá-la, de oferecer esse sinal de comunhão que vai além da inimizade”.  

Não é o Papa, mas o mundo que muda

La Valle conclui: “Parece uma imagem forte que nos ajuda também a terminar com a questão de que Francisco seja ou não o Papa da mudança. O Ministério petrino, de fato, continua o mesmo, mas é o mundo que muda. Nunca tinha acontecido que 50 milhões de pessoas fossem em movimento no globo ou que as águas iniciassem a submergir a terra. Então, essa é a novidade. Não é o Pontífice que é diferente, mas é o mundo ao qual é chamado a anunciar a Boa Nova que mudou, apresenta exigências, dramas, urgências diversas. A pergunta verdadeira, no entanto, não é se Francisco está mudando o Papado, mas se realmente está mudando a Igreja. Porque uma Igreja que não sente a exigência de mudar, sob o empurrão do sopro do Espírito, é uma Igreja que precisa ser levada para sala de reanimação”.

(AC)

(from Vatican Radio)

REINO UNIDO: UMA MONTANHA DE DINHEIRO PÚBLICO PARA… MUDAR O SEXO DE CRIANÇAS

Em apenas 9 meses, foram gastos 2,6 milhões de libras esterlinas em drogas que bloqueiam a puberdade em crianças com supostos “transtornos de identidade sexual”
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Sad Child - Publicdomainpictures.Net
A difusão da ideologia de gênero na Grã-Bretanha parece ter desencadeado um curto-circuito. Entre abril e dezembro do ano passado, o Estado britânico gastou 2,6 milhões de libras esterlinas para submeter mais de mil crianças a tratamentos de mudança de sexo, numa violação da infância que assume contornos de uma verdadeira campanha de Estado.
Tudo começou em 2014, quando Londres decidiu administrar fármacos que atrasam a puberdade de crianças de 9 anos de idade, como primeiro passo para a cirurgia. O tratamento é oferecido pelo sistema de saúde pública, ou seja, com dinheiro do contribuinte.
A notícia gerou controvérsias. Muitos classificaram a iniciativa de “horrível”. Algumas associações que trabalha em prol da infância pediram uma investigação, observando que é pelo menos imprudente fazer incursões farmacológicas tão graves no corpo de uma criança com o único pretexto de que “talvez” a criança tenha “distúrbios de identidade sexual”. Na infância, segundo essas associações, é difícil distinguir entre uma real “disforia de gênero” e desconfortos psicológicos que podem ser resolvidos com métodos menos invasivos e não irrevogáveis.
Mas de nada valeram estas manifestações de bom senso. O serviço público de saúde britânico seguiu em frente com a aplicação desses medicamentos em crianças. Conhecidos como hipotalâmicos, eles bloqueiam o desenvolvimento dos órgãos sexuais, freiam a produção de testosterona e estrogênio e minimizam o impacto da futura cirurgia, prevista para ser feita ainda na adolescência do “paciente”. Nos meninos, impede-se a voz de se tornar mais grave e neutraliza-se o crescimento de pelos; nas meninas, impede-se o ciclo menstrual e o desenvolvimento dos seios.
A decisão de prosseguir com o programa foi tomada após um período de três anos de testes em crianças de mais  idade, dos 12 aos 14 anos. Os testes foram confiados aos médicos da Fundação Tavistock and Portman, que está ligada a um caso chamativo: vários livros e artigos envolvem a Tavistock no projeto clandestino MK-Ultra, da CIA, que começou na década de 1950 para influenciar e controlar o comportamento das pessoas.
A correlação entre o programa clandestino e a administração de medicamentos hipotalâmicos a crianças é inquietante, como, de resto, a onda de casos de “disforia de gênero” entre 2010 e 2015 na Grã-Bretanha. Diante dos 97 casos registrados em 2010, são vertiginosos os casos registrados em apenas 9 meses do ano passado: as crianças submetidas a esse tratamento foram nada menos que 1.013.
O aumento de 1.000% “coincidiu” com a decisão do serviço de saúde britânico de implementar o controverso programa. O crescimento exponencial preocupa muitos médicos do Reino Unido, mas não pelas suspeitas de abuso contra as crianças e sim por razões meramente econômicas: se o número de crianças que recebem esses medicamentos aumentar mais, lamentam eles, haverá “uma sobrecarga do sistema nacional de saúde”.
Bernard Reed, de um instituto ad hoc sobre os chamados “estudos de gênero”, chega a lançar um alerta ao serviço nacional de saúde, que é atualmente “não é capaz de atender essa crescente necessidade de cuidados médicos”. Como se dissesse: se não há dinheiro para bombardear crianças com drogas que bloqueiam o seu desenvolvimento, é preciso encontrá-lo.
Mas também há vozes determinadas a pregar no deserto da ideologia de gênero, como a de Robert Lefever, um psiquiatra que, em entrevista ao jornal The Sun, ressalta que vale a pena, à luz destes aumentos enormes, perguntar se o suposto “transtorno de gênero” não se tornou “moda”.
Ele explica que “os diagnósticos psicológicos são questões de opinião” e, portanto, “temos de ter certeza de estar tratando a criança e não os problemas psicológicos de um pai intrusivo”.
É preciso dizer que “apenas” 8 das 32 crianças submetidas aos testes da Tavistock and Portman continuaram o processo para mudar de sexo. Talvez os escrúpulos do Dr. Lefever devessem existir também nos outros médicos britânicos antes de cometerem danos irreparáveis ​​em crianças e na sociedade como um todo. Zenit

A “DIPLOMACIA DA MISERICÓRDIA” CONTRA O RISCO DA GUERRA

Conferência em Roma aborda a difícil situação geopolítica que ameaça a paz
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@Servizio Fotografico - L'Osservatore Romano
“Diplomacia da misericórdia” é o título da conferência realizada em 7 de março, em Roma, para aprofundar na difícil situação geopolítica que ameaça a paz. Seus promotores foram mons. Liberio Andreatta, diretor da Obra Romana de Peregrinações, e Carlo Colomba, presidente da academia de formação Infor-Elea.
Foi apresentado no evento um volume do periódico Limes com um título perturbador: “Terceira Guerra Mundial?”. Os participantes do debate foram o presidente do Senado italiano, Pietro Grasso, o diretor da revista jesuíta La Civiltà Cattolica, padre Antonio Spadaro, e o editor da Limes, Lucio Caracciolo. O jornalista Piero Schiavazzi coordenou o debate.
A análise do presidente do Senado partiu da constatação de que “já está em andamento uma terceira guerra mundial travada por pedaços”. A ação diplomática de misericórdia, na opinião de Grasso, é a única maneira de se opor de forma eficaz aos conflitos, que, caso contrário, correm o risco de se tornar incontroláveis. É necessário neutralizar o choque de civilizações, “gerado inclusive por fobias ocidentais”, construindo pontes e valendo-se de personalidades capazes de desenvolver o diálogo. O papa Francisco tem essa capacidade, que ele exerce “em direções inacessíveis e nos lugares mais remotos” no exato momento em que testemunhamos “a dissolução dos lugares políticos e a crise das diplomacias, da qual é sinal claro a situação na União Europeia” .
Ao chamar a uma atitude de “prudência e cautela” sobre possíveis intervenções militares da Itália, Grasso disse que o acolhimento dos refugiados é um “dever legal” para integrar e uma alternativa à cultura da indiferença: referências explícitas ao ensinamento do papa e às iniciativas desenvolvidas pela Igreja para incentivar as modalidades de acolhimento.
Antonio Spadaro focou no magistério e nas ações do papa Francisco voltadas a levar à diplomacia internacional uma contribuição de misericórdia, a fim de valorizar o potencial disruptivo da solidariedade: “A misericórdia, para Francisco, se coloca em um caminho dramático e, ao mesmo tempo, terapêutico. Sua visão militante do mundo como campo de batalha leva a identificar a Igreja como um hospital de campanha”. A radicalidade de Francisco propõe o valor salvífico da misericórdia contra a falta de justiça e liberdade. Consequentemente, mesmo nos contextos mais difíceis e nas situações fisicamente mais distantes, podem-se tomar medidas positivas em defesa dos fracos e da paz.
“O realismo não determinista do papa leva a considerar que tudo é possível e nada está perdido”: esta consciência e esperança, prosseguiu o diretor de La Civiltà Cattolica, impulsionam a ação de Francisco “sem projetos pré-concebidos, numa incompletude que é eficazmente representada pelas imagens das portas santas espalhadas por todo o mundo”.
Francisco invoca “serviço universal da Igreja na defesa dos mais fracos”. Nada poderia estar mais longe do fundamentalismo, concluiu Spadaro: “A renúncia a construir a cidade de Deus na terra leva a consequências também de natureza política com a superação dos partidos de matriz cristã. A misericórdia flui como um rio nos olhos do papa e não precisa de barragens defensivas”.
Também para Lucio Caracciolo é preciso rebelar-se contra a ideia de guerra como necessidade histórica: “é necessário superar as ideologias apocalípticas”, indo além dos esquemas ideológicos e até mesmo “além do Ocidente”. A ação do papa vai precisamente nessa direção. “Nós pusemos um ponto de interrogação no título do nosso volume (Terceira Guerra Mundial?) porque a guerra pode ser evitada e só depende de nós. Este é o ensinamento do papa Francisco, que envolve crentes e não crentes e conta com muita aderência dos jovens “, concluiu o diretor da Limes.
Uma abordagem diferente e ainda assim coincidente foi oferecida por Carlo Colomba: “A misericórdia pode traduzir a compaixão em ação e em atividades de importância econômica, possíveis de transformar em ferramentas de desenvolvimento e de melhora da vida de muitíssimas pessoas. Uma formação adequada pode empurrar nessa direção”.
Após o encontro, mons. Liberio Andreatta doou a Grasso um tijolo da Porta Santa de São João de Latrão como símbolo para aqueles que “detêm responsabilidade especial”.
Ultrapassar limites através da misericórdia pode, e deve, ser obra de todos, recordou mons. Andreatta citando a bula de proclamação do Jubileu extraordinário. A misericórdia, ao transmitir um “valor que vai muito além das fronteiras da Igreja”, pode estimular uma diplomacia profética. Contra a resignação à guerra, valham as palavras inspiradas do papa Francisco durante a sua recente visita ao Estado mexicano de Chiapas: “A alvorada veio para todas as tribos reunidas. A face da terra foi iluminada pelo sol”. Zenit

FGTS DEVE SER PARTILHADO NA SEPARAÇÃO DE CASAL

Oo saldo não terá que ser dividido no momento em que o casal assinar os papéis do divórcio.
A regra vale só para o valor recolhido enquanto durar a união.
A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve ser partilhado na separação de casal. A regra vale só para o valor recolhido enquanto durar a união.

O entendimento foi formado a partir da discussão sobre o caso de um casal que utilizou recursos do FGTS para comprar um apartamento. Com a separação, um deles pediu que o valor usado fosse divido igualmente, apesar de a participação de cada um na aquisição do imóvel ter sido diferente.

A maioria da corte seguiu o voto do ministro Luis Felipe Salomão que defendeu que os valores recebidos pelo trabalhador mensalmente durante a o período do casamento integram o patrimônio comum do casal.

Em seu voto, Salomão deixa claro que o saldo não terá que ser dividido no momento em que o casal assinar os papéis do divórcio. A ideia é que a Caixa Econômica, responsável por gerenciar o Fundo, reserve o montante de cada parte para que, num momento futuro, quando caracterizada as hipóteses legais para o saque, seja possível a retirada do valor.

A relatora do caso, ministra Isabel Gallotti, havia entendido que o saldo não sacado do FGTS tem "natureza personalíssima" e que, a menos que já houvesse sido empregado em um bem comum, não teria que ser compartilhado.
Agência Estado

A MALDIÇÃO CHINESA

Eu e você, caro leitor, estamos sob o poder desta maldição, chinesa ou não.
Por Max Velati*
A frase é conhecida como “a maldição chinesa”, mas não há evidências de que seja de fato um ditado chinês. Numa tradução livre seria algo como “tomara que você viva tempos interessantes”. Pois eu e você, caro leitor, estamos sob o poder desta maldição, chinesa ou não.
Escrevo esta coluna na manhã do dia 4 de março, poucos minutos depois de ver no primeiro noticiário do dia a Operação Lava Jato na fase Alethea, conduzindo coercitivamente o ex-presidente Lula para depor. Para meu azar, tenho um voo marcado que decola em três horas e ficarei depois isolado por quase duas semanas, distante de qualquer fonte de informação. 
Peço desculpas ao leitor se não ofereço uma coluna “fresca”, abordando o que deve estar sendo mostrado em noticiários recheados de provas concretas da maldição chinesa que paira sobre nós. Posso apenas imaginar o que acontecerá a partir desta carona forçada que o ex-presidente pegou para as dependências da Polícia Federal. 
No meu isolamento, não vou ter paz imaginando o que terá acontecido com o Brasil neste capítulo “interessante”. Imagino os membros do PT indignados, acusando os mecanismos legais de funcionarem contra a Democracia. Vejo pessoas vestidas com camisetas vermelhas ignorando evidências, cifras e delações, que – é sempre bom lembrar - também podem ser chamadas de confissões. Ouço “a história do Lula” agitada ao vento como uma bandeira, como se a bandeira do Brasil não fosse o pavilhão verde e amarelo, como se o Brasil não tivesse uma história própria que também merecesse respeito. E por fim, como se as pessoas não mudassem, contraíssem fraquezas e fragilidades e cedessem às tentações, trocando ao longo da vida ideologias e convicções por somas polpudas.
Isolado, vou ficar imaginando cenas e cenários políticos. Vejo membros de outros partidos aliados ao Governo e também os notáveis dos partidos de oposição finalmente apreensivos, talvez pela primeira vez. A lei não parece mais um pequeno animal domesticado, manso, mas uma força a ser respeitada. Os labirintos burocráticos que emperram, adiam e dissolvem multas e penas podem estar com os dias contados.
No meu isolamento vou ficar preocupado com a segurança de familiares e amigos. Guerra Civil? Será? Prometeram “incendiar” o Brasil se o ex-presidente Lula fosse preso. Será? MST nas ruas? O exército com as novas versões dos blindados fora dos quartéis? Será?
Tempos interessantes, sem dúvida.
Mas que você viva tempos interessantes com finais felizes!
*Max Velati trabalhou muitos anos em Publicidade, Jornalismo e publicou sob pseudônimos uma dezena de livros sobre Filosofia e História para o público juvenil. Atualmente, além da literatura, é professor de esgrima e chargista de Economia da Folha de S. Paulo. Publica no Dom Total toda sexta feira.

A INUTILIDADE

No contexto da prática cristã, nenhuma pessoa é inútil na sociedade.
Por Dom Paulo Mendes Peixoto*
Ser inútil significa incapacidade de alguém produzir frutos na vida, ou uma quase falta de serventia e sintoma de esterilidade. Jesus falou da figueira estéril (Lc 13,6-9). Ela ocupava espaço no terreno e nunca produzia figos. O dono da terra quis cortá-la, mas foi impedido pelo cultivador, dizendo: vou cuidar melhor dela. Quem sabe, no ano que vem, ela vai produzir frutos!
Todas as pessoas têm alguma capacidade para fazer o bem. Capacidade que também pode se converter em maldade, em frutos amargos e prejudiciais para a sociedade. Parece que a atual cultura vem criando abertura para a prática do mal, motivando pessoas inescrupulosas entrarem para o mundo de todo tipo de violência e criminalidade. São práticas que deprimem a dignidade humana.
No contexto da prática cristã, nenhuma pessoa é inútil na sociedade. Mas há necessidade de motivações positivas para que as ações também sejam como frutos bons e saudáveis. Recai sobre as instituições e pessoas de bem o fardo de uma educação que motive as novas gerações para a importância de construir uma cultura com responsabilidade. Pesa sobre as famílias essa incumbência.
 Não existe neutralidade natural nas pessoas. Produzindo ou não, todas elas são objetos e sujeitos da prática do amor. Mesmo aqueles que nascem totalmente marcados pela impossibilidade física e/ou mental, são assumidos com carinho por alguém, acontecendo gestos fecundos de gratuidade e alegria. O sentido da vida humana ultrapassa todo tipo de condicionamento.
Falando da figueira estéril, citada acima, podemos dizer que o dono dela, e do terreno onde foi plantada, é Deus; o cultivador é Jesus Cristo; e a esterilidade é comparada com as pessoas que não colocam seus dons para realizar as coisas boas. Ninguém foi criado para destruir a natureza. Quem constrói a realização da vida participa da obra criadora pertencente ao Criador, a Deus.
Estamos no Ano da Misericórdia, tempo próprio para as pessoas descobrirem seu papel de utilidade na sociedade. A maldade e a falta de Deus no coração, não só ocasionam situação de desprezo e atos irresponsáveis, como a violência, mas também a perca de oportunidade para uma vida otimista e feliz. Não podemos deixar passar as oportunidades que temos pera ser melhores.
CNBB, 22-02-2016.
*Dom Paulo Mendes Peixoto: Arcebispo de Uberaba (MG).

VÍDEO: PAPA EXORTA CUIDAR DA FAMÍLIA, UM DOS BENS MAIS PRECIOSOS DA HUMANIDADE



Vaticano, 10 Mar. 16 / 02:00 pm (ACI).- No terceiro vídeo da série na qual o Papa Francisco explica suas intenções de oração para cada mês, em março, o Santo Padre exorta a cuidar da família.

A Rede Mundial de Oração do Papa foi a encarregada de produzir este vídeo no qual o Pontífice afirma que “a família é um dos bens mais preciosos da humanidade, mas não será também o mais vulnerável? ”

O Santo Padre assinalou: “quando a família não é protegida e surgem as dificuldades econômicas, de saúde, de qualquer tipo, as crianças crescem em situações difíceis”.

“Quero partilhar com todos e com Jesus a minha intenção deste mês: para que as famílias em dificuldade recebam os apoios necessários e as crianças possam crescer em ambientes saudáveis e serenos”, concluiu o Pontífice.

TRÊS ANOS COM FRANCISCO



Agência Ecclesia 11 de Março de 2016, às 10:29       

O Papa do Sul do mundo trouxe preocupações específicas para a reforma da Igreja e a transformação da sociedade global

Lisboa, 11 mar 2016 (Ecclesia) - A Igreja Católica assinala este domingo o terceiro aniversário da eleição de Jorge Mario Bergoglio como Papa, um pontificado que nos últimos meses conheceu momentos como o Sínodo sobre a Família ou a encíclica ‘Laudato si’.

As viagens internacionais e a convocação de um Jubileu extraordinário da Misericórdia foram outros pontos de destaque, a que se somaram o encontro histórico com o patriarca ortodoxo de Moscovo e a visita à sede da ONU, em Nova Iorque.

Francisco tem proposto uma mudança do paradigma económico e financeiro internacional, como tinha deixado bem vincado na exortação ‘Evangelii Gaudium’ ou no seu discurso em Estrasburgo, perante o Parlamento Europeu, em defesa da democracia face ao poder dos mercados.

Com a encíclica 'Laudato si', Francisco abriu as fronteiras do seu discurso e colocou a Igreja Católica na liderança do movimento mundial para a defesa do ambiente, congregando à sua volta apoios das mais diversas proveniências.

O Papa tem estado próximo dos mais pobres e excluídos, na defesa de uma globalização mais plural, que respeite a identidade de todos e os excluídos, um discurso marcado pela vivência no Sul do mundo.

O primeiro pontífice da América Latina tem mostrado preocupação com a situação do Velho Continente, desejando uma ‘refundação da Europa', particularmente necessária perante as crises de refugiados e do terrorismo internacional.

O Papa tem repetido mensagens em favor da paz nas várias regiões do mundo afetadas por conflitos, assumindo a defesa dos cristãos no Médio Oriente, perseguidos pelo autoproclamado ‘Estado Islâmico’, e criticando quem justifica ataques terroristas com as suas convicções religiosas.

O cardeal Jorge Mario Bergoglio foi eleito como sucessor de Bento XVI a 13 de março de 2013, após a renúncia do agora Papa emérito; assumiu o inédito nome de Francisco e é o primeiro pontífice jesuíta na história da Igreja.

Em 36 meses, o Papa argentino visitou o Brasil, Jordânia, Israel, Palestina, Coreia do Sul, Turquia, Sri Lanka, Filipinas, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba e Estados Unidos da América, Quénia, Uganda, República Centro-Africana, e o México, bem como as cidades de Estrasburgo (França), onde passou pelo Parlamento Europeu e o Conselho da Europa, Tirana (Albânia) e Sarajevo (Bósnia-Herzegovina).

Realizou também dez viagens em Itália, incluindo passagens por Assis e pela ilha de Lampedusa, bem como uma homenagem no centenário no início da I Guerra Mundial, para além de outras visitas a paróquias na Diocese de Roma.

Entre os principais documentos do atual pontificado estão as encíclicas 'Laudato si', dedicada a questões ecológicas, e 'Lumen Fidei' (A luz da Fé), que recolhe reflexões de Bento XVI, bem como a exortação apostólica 'Evangelii Gaudium' (A alegria do Evangelho).

O Papa promoveu um Sínodo sobre a Família, em duas sessões, com consultas alargadas às comunidades católicas, e deu início ao Jubileu da Misericórdia, terceiro ano santo extraordinário na história da Igreja Católica, 50 anos depois do encerramento do Concílio Vaticano II.

Francisco tem sublinhado a sua preocupação com as “periferias” geográficas e existenciais da humanidade, que exigem respostas da Igreja e da sociedade.

Internamente, tem promovido também areforma dos organismos centrais da Igreja Católica, em particular a estrutura de coordenação para as atividades económicas e administrativas.

O Papa criou um Conselho de Cardeais, para o aconselhar no governo da Igreja e na revisão da Constituição Apostólica ‘Pastor Bonus’, sobre a Cúria Romana; o grupo com cardeais dos cinco continentes propôs a criação de uma comissão específica para os casos de abusos sexuais, à qual Francisco deu luz verde.

Os primeiros anos de pontificado são analisados na mais recente edição do Semanário ECCLESIA, com uma entrevista a Adriano Moreira e um dossier que inclui ainda textos de vaticanistas internacionais e testemunhos de vários bispos e outros portugueses que tiveram oportunidade de contactar com Francisco.

OC