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2 de junho de 2018

Projeto leva leitura à zona rural do Município de Orós

por Honório Barbosa - Colaborador
O esforço é disponibilizar o acesso livre ao conhecimento, por meio da leitura, para todos os moradores das comunidades de Igarói, Sítio São Romão e Santarém
Orós Um projeto inédito de incentivo à leitura tem movimentado a vida de moradores das localidades rurais deste município na região Centro-Sul do Ceará. A denominação é curiosa: Gelateca. Os idealizadores esclarecem a formação da palavra: geladeira mais biblioteca. O eletrodoméstico usado, pintado e decorado, é colocado em alpendres de casas e nas calçadas e passa a servir de estante para a colocação dos livros.
A iniciativa é da Escola Livre de Artes (ELA) e tem por objetivo atender os apreciadores da leitura e formar novos leitores. "O projeto surgiu a partir de uma ideia de customizar uma geladeira usada e transformar em biblioteca", explica o coordenador da ELA, Édson Cândido. "Estávamos preocupados com a escassez de bibliotecas públicas no Município".
O esforço é disponibilizar o acesso livre ao conhecimento, por meio da leitura, para todos os moradores das comunidades de Igarói, Sítio São Romão e Santarém. O foco é incentivar a leitura para crianças e adolescentes na zona rural. "O equipamento fica na calçada dos moradores e o sistema é bem simples: pegou um livro emprestado, devolve outro", explicou Édson Cândido. "No mês de junho, será inaugurada mais uma gelateca, no bairro São Geraldo, periferia da cidade de Orós".
Igarói
O distrito de Igarói, na zona rural de Orós, não tem de nenhuma biblioteca à disposição da comunidade. Pensando em incentivar a leitura entre os moradores, a professora Adriana Josino instalou a primeira geladeira cheia de livros, gibis, revistas, conhecimento. Com uma pintura diferenciada e cores variadas, o antigo refrigerador ia ser descartado no lixo, mas ganhou nova utilidade e ficou lotado de publicações.
O estudante Moisés Facundes da Silva ficou surpreso com a iniciativa da professora. "Geladeira é para guardar alimentos, bebidas, mas, aqui, foi aproveitada como biblioteca", observou. "Gostei da ideia e geralmente pego um, dois livros".
A professora Adriana Josino contou que teve a ideia quando pesquisava, na internet, projetos de incentivo à leitura e conheceu o projeto da Escola Livre de Arte (ELA), em Santarém, na zona rural de Orós. A docente instalou a primeira biblioteca na calçada da casa dela. "Entrei em contato com o coordenador e recebemos a primeira unidade", disse. "A comunidade é carente, sem biblioteca, espaço de leitura e os meninos estão aproveitando essa oportunidade".
Acesso
A geladeira literária e comunitária foi uma forma de colocar os livros ao alcance de todos. "A ideia vem surtindo efeitos", observa a professora Francisca Oliveira. "Se Deus quiser, vai passar um bom tempo aqui". A unidade tornou-se um ponto de encontro entre os adolescentes e uma possibilidade de ler livros e revistas gratuitamente.
A técnica em Aquicultura Luzia Nágila Correia Lima observa que a biblioteca instalada de forma diferente tornou-se atraente. "Os jovens veem, olham, pegam os livros, levam para casa e depois devolvem para retirar outros exemplares", frisou. "Isso facilita o contato dos adolescentes com a leitura".
A estudante Julia Araújo, adolescente, comentou: "É bem diferente, pois não é todo dia que aparece uma geladeira assim, na calçada, cheia de livros e é uma oportunidade de aprender coisas novas, conhecer livros que a gente não vê na escola".
Os livros foram doados por moradores e incentivadores do projeto. Nágila Lima acredita que a iniciativa é uma forma alternativa para que os jovens saiam um pouco das redes sociais. "Por meio da leitura, podemos sair do mundo virtual e irmos para o mundo da imaginação, por meio das histórias dos livros", frisou. "É bem diferente ler um livro, passar as páginas, do que ler na internet".
A Escola Livre de Artes firmou parcerias que possibilitam a implantação de outras gelatecas na zona rural de Orós. O projeto proporciona a realização de outras atividades culturais e sociais - shows, teatro, oficinas de xilogravura, fotografias, rodas de histórias.
A dona de casa aposentada Maria Gomes também mostrou-se satisfeita com a instalação, na comunidade, da Gelateca. "No meu tempo, era muito difícil a gente ter um livro, uma revista, até mesmo para estudar, a escola ficava distante", lembrou. "Hoje, só não estuda quem não quer porque está tudo mais fácil e mais perto".
A comerciária Ana Lúcia Lima, moradora do bairro São Geraldo, na cidade de Orós, ficou satisfeita ao saber da instalação de uma gelateca, prevista para este mês, a exemplo de localidades rurais. "Espero que dê tudo certo porque conheci a experiência em Igarói e realmente incentiva os jovens a buscar outras leituras", disse. "Há muitas histórias e bons livros, um mundo novo a ser descoberto por eles".
Fique por dentro
Fomento à cidadania no Interior
A Escola Livre de Artes (ELA) é um projeto idealizado pelo Grupo Imagens de Teatro da cidade de Fortaleza. Tem como objetivo fomentar arte e cidadania para quatro distritos localizados na zona rural de Orós (Palestina, Igaroi, Guassussê e Santarém), Sítio São Romão e a sede da cidade.
Em cinco meses, já ocorreram diversas ações culturais, como oficina de dança, teatro, cinema, fotografia entre outras linguagens artísticas. O Projeto é livre e gratuito para todos os públicos. A fruição das atividades acontece nos lugares alternativos da comunidade, como nas casas dos moradores, capelas e praças. Centenas de jovens já participaram das atividades culturais, artísticas e sociais.
Com intuito de potencializar a programação mensal, o projeto conta com aplicativo na App Store, Escola Livre de Artes (ELA), ferramenta criada como objetivo de dar visibilidade aos pontos turísticos e o comércio da cidade de Orós. Dessa maneira, se produz uma consciência de que é fundamental investir no turismo cultural como forma de geração de renda e de empregos. Aplicativo foi criado pelos artistas, Lucas Alexandre e Willian Axel, de Fortaleza.

Diário do Nordeste

Livre para voar

Paulo Eduardo Mendes*

É bom ser livre. Voar. Imaginação fértil. Voos rasantes dos nossos pensamentos. Somos seres sem azas, mas alcançamos alturas inimagináveis. Basta sonhar em ser livre. Olhos abertos mirando a linha do infinito do nosso pensar. Pairar acima das nuvens no nosso raciocínio de piloto desta encarnação em que pousamos de almas. Vivemos num corpo físico. Espíritos submetidos aos hormônios e às forças criadoras. Somos espíritos sempre livres para voar. O sonho de voar é inerente ao ser humano dotado de sensações extrassensoriais. Realizamos qualquer tarefa que nos coloque bem diante da vida. Temos discernimento para entender nossos limites. Força para superarmos dificuldades, notadamente aquelas provocadas muitas vezes pela nossa insensatez. Levantar a cabeça. Andar. Buscar novas luzes. Livres para voar com a liberdade necessária, a fim de atingir cumes de respeitabilidade.
Praticaremos tão somente atos para dignificar compromissos encarnatórios. Todos vivenciaremos um mundo realmente novo de respeito e harmonia. Resta esperar o momento exato. Procurar agir valorizando o intelecto como fonte do saber que nos anima a voar por assuntos reencarnatórios dentro dos princípios da Justiça Divina. É o serviço de educação humana que vamos encontrar na expressiva literatura espírita. "Livre para voar" é o traço de união desta crônica que enfoca mais um livro em comentário de aprovação ao romance que traz a assinatura de Wilson Frungilo Júnior. "O autor voou" quando escreveu o "Livre Para Voar", contando fatos reais e desfilando temas em consonância ou intercâmbio com os Espíritos.

*Jornalista