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Mostrando postagens de Setembro 4, 2020

Abre tua mão para o teu irmão

Padre Geovane Saraiva*
No mês da Bíblia de 2020, ao se aprofundar o livro do Deuteronômio – com o tema da anistia, ou da remissão, e o lema “Abre tua mão para o teu irmão” (cf. Dt 15, 11) –, alimenta-se o desejo de que a comunidade de fé seja, de verdade, animada pela proposta da Palavra de Deus, no sonho da ideal vida fraterna, ou solidária. O povo jamais pode prescindir do Livro Sagrado, na clareza de que “toda a escritura é inspirada por Deus e útil, a fim de ensinar, corrigir e educar na justiça” (cf. 2 Tm 3, 16). À luz da Palavra de Deus, que nossa fé seja a resposta generosa de um Deus que quer se manifestar e se revelar, oferecendo-nos a condição de perceber os sinais de dores, angústias e sofrimentos, pelas quais passa a humanidade, neste tempo de Covid-19, tendo a consciência de que a hora é de Deus.
A Igreja sempre nutriu – e continua a nutrir – o mais elevado amor e respeito pela Carta de Deus, recordando, evidentemente, sua indizível importância na vida das pessoas e na vid…

Os contos de Bram Stoker

Livro reúne nove das melhores histórias escritas pelo autor, incluindo ‘O hóspede de Drácula’ Reconhecido como um dos maiores mestres do terror da literatura mundial, Bram Stoker produziu textos dos mais variados gêneros. Em Contos estranhos (Nova Fronteira, 168 pp, R$ 29,90 - Trad.: Alexandre Barbosa de Souza), estão contempladas nove de suas melhores histórias curtas, entre as quais a famosa O hóspede de Drácula. Na história, um inglês resolve passear pelos arredores da região de Munique e apesar dos conselhos de voltar antes do cair da noite, ele continua a andar até um vilarejo abandonado e considerado amaldiçoado. Depois de passar por um momento de tensão, o inglês é informado de que foi salvo por um telegrama enviado por seu anfitrião, ninguém menos do que Drácula. Com enredos tão distintos quanto surpreendentes, os contos que compõem esta antologia ― publicada pela viúva Florence Stoker em 1914, dois anos após a morte do escritor ― são ao mesmo tempo uma prova da genialidade d…

Criança: Lições de moral

Luizinho tinha oito anos de idade, era filho adotivo, há quase seis, do senhor João e de dona Helena, morava numa cidade média e cursava a terceira série do curso primário. Aluno exemplar e, apesar de pouca idade, voraz leitor de livros. A leitura era um bom vício daquela criança, querida e admirada por seus coleguinhas e pela professora Fátima. Era, carinhosamente, chamado pelos amiguinhos de professor Luiz. Sua leitura predileta eram as fábulas de Esopo. Certo dia o senhor João entrou no quarto do garoto e percebeu que ele estava com três livros contendo várias fábulas de Esopo. O menino, além de muito inteligente era precoce. Percebendo a presença do pai, convidou-o para ler e interpretar algumas histórias. Selecionou seis fábulas e disse ao senhor João: vou ler algumas e juntos examinaremos a lição de moral de cada. Dizia o nome da fábula (todas de Esopo), lia e tirava a conclusão. Seguem: "A águia e a raposa"- o agressor que não é punido por suas vítimas mais fracas, n…