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Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

15 de fevereiro de 2018

Fortaleza terá exposição sobre o cearense Luciano Carneiro, um dos maiores fotojornalistas do país

Parceria entre o Instituto Dragão do Mar (IDM) e o Instituto Moreira Salles (IMS) traz a Fortaleza exposição inédita sobre o cearense Luciano Carneiro. Intitulada de “Luciano Carneiro: O Olho e o Mundo”, a mostra terá abertura no dia 22 de fevereiro, às 19h, no Museu da Cultura Cearense, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza.
Serão cerca de 300 fotografias registradas entre o fim da década de 1940 e a década de 1950, período em que o fotojornalista atuou na revista O Cruzeiro. Sob curadoria de Sergio Burgir, coordenador de Fotografia do
IMS, a mostra pretende difundir a visão de um talento ainda pouco conhecido na história da fotografia brasileira e permite um denso recorte do início do moderno fotojornalismo no país.
Além de fotografias originais, serão exibidos materiais de época, como revistas e fac-símiles de matérias. Outros destaques são: um vídeo sobre a importância da revista O Cruzeiro do ponto de vista de fotógrafos, com
depoimentos de Luiz Carlos Barreto e Flávio Damm, que trabalharam na revista, e Walter Firmo e Evandro Teixeira, que nela encontraram a mais forte inspiração no início da carreira. Ainda um minidocumentário produzido
para montagem original da exposição sobre Luciano Carneiro, com entrevistas de Ziraldo e Luciano Carneiro Filho.

Serviço
Exposição “Luciano Carneiro: O Olho e o Mundo”
Quando: 22 de fevereiro
Hora: 19h
Onde: Museu da Cultura Cearense (Rua Dragão do Mar, 81- Praia de Iracema)
Visitação: de 23 de fevereiro a 13 de maio de 2018, de terça a sexta-feira, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 20h30). Acesso gratuito.

Tribuna do Ceará

Obra de Louis Auguste Blanqui está acessível

por Laura Erber - Folhapress
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Revolucionário francês, Louis Auguste Blanqui passou 37 anos na prisão por suas ações políticas. Sua obra mais famosa, contudo, é um ensaio cósmico
Redigido na prisão do forte de Taureau, pequeno ponto perdido na baía de Molaix, na Bretanha, o breve e visionário "A Eternidade pelos Astros", escrito pelo "eterno conspirador" Louis-Auguste Blanqui (1805-1881), está acessível agora ao leitor brasileiro, em edição da Cultura e Barbárie, com tradução de Takashi Wakamatsu e prefácio de Jacques Rancière.
Essa obra breve, estranha e fecunda foi escrita em 1871, quando Blanqui cumpria pena por insurgir-se contra a monarquia. De sua cela não podia vislumbrar o mar que o circundava, mas é provável que conseguisse observar as estrelas.
Referência tanto para a literatura moderna quanto para o pensamento político de esquerda, e de maneira particular para o socialismo francês, Blanqui opunha-se ao imperativo do progresso contínuo e ao positivismo como ideologia dominante.
Tese
O livro é fruto do que C. S. Peirce chamou de "interioridade inspirada", mas o céu e os astros de que trata já não são mais regidos pela escatologia, tampouco a eternidade de que fala seria uma temporalidade sem saída, enclausurada em si mesma, geradora de conformismo. Ao contrário, sua hipótese astronômica é a da existência de "choques ressuscitadores" capazes de reacender astros já extintos.
Quando fala de cometas, emprega termos militares; daí que esse choque revivificador seja visto como confronto entre os corpos celestes. Não é uma alegoria da revolução, mas uma imagem cuja lógica se baseia numa hipótese favorável à energia revolucionária entendida como renovação.
Adepto da revolução armada e da tática de putsch, apesar das divergências, foi reconhecido por Marx como um dos corações do partido proletário francês.
Admiradores
Admirado por Nietzsche, que nele se inspira para elaborar a teoria do eterno retorno, e por Walter Benjamin, para quem representou o grande terremoto do pensamento do século XIX, seu livro também teve papel determinante na literatura de Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares.
Estes viram no uso original que Louis-Auguste Blanqui faz do clínamen - termo cunhado por Lucrécio para descrever os desvios sofridos pelos átomos - um dispositivo a ser explorado pela literatura.
O jardim borgiano dos caminhos que se bifurcam, assim como "A invenção de Morel", de Bioy Casares, dão testemunho da fecundidade desse texto no plano literário.
Sósias
Segundo suas teses, o universo infinito é feito de vários planetas Terra sósias, com sósias de nós mesmos. Não há progresso nem comunicação entre esses planetas, apenas a multiplicação ao infinito de situações que se repetem - como Sade, Blanqui não cai na tentação de formular uma teoria edificante.
Tudo isso que parece preparar terreno para o desespero desolador conduz, na verdade, à libertação da crença na história - e na história como fonte de aprendizagem do mundo- , e a uma virada surpreendente na noção de repetição. A repetição que observa na vida dos astros não é motivo de resignação; sua descrição mostra a força do choque regenerador que coloca uma repetição contra a outra no momento decisivo.
Binarismo
As opressões também se repetirão, o horizonte aberto por Blanqui não se restringe mais ao binarismo entre a resignação e as ilusões do progresso social.
Ao abandonar noções de acumulação e linearidade, Blanqui cria uma bifurcação prodigiosa, uma hipótese que injeta energia nos vencidos.
Daí sua importância também para nós hoje, neste século em que, como escreveu Daniel Bensaïd - outro grande admirador de Blanqui - o horizonte parece limitado à gestão prosaica de um presente sem futuro.
 
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Diário do Nordeste

Autora russa fala de sua obra recém publicada no País

por Ubiratan Brasil - Agência Estado
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A escritora (e cantora) russa Liudmila Petruchévskaia: "Eu escrevia sobre as vidas das pessoas que se encontravam em situação-limite" ( Foto Itar-Tass )
A carreira literária da escritora russa Liudmila Petruchévskaia divide-se em antes e depois de 1986 - até esta data, sua gaveta ficou abarrotada de textos originais, censurados pelo governo da então União Soviética. Naquele ano, com a instauração da perestroika (a reconstrução e abertura política e econômica comandada por Mikhail Gorbachev), Liudmila passou a ser lentamente publicada e festejada, graças a uma prosa seca e direta, mas também incômoda e absorvente, o que a tornou para muitos uma herdeira de Edgar Allan Poe e Gogol.
Afinal, a sombria realidade na qual era obrigada a viver sob o regime comunista moldou sua escrita, cujas histórias geralmente contêm elementos místicos ou alegóricos e que são usados para iluminar as sombrias condições de vida soviética e pós-glasnot. É o que se observa em "Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha", seleção de assustadoras histórias e contos de fada que a Companhia das Letras lança agora no Brasil, depois de consagrada nos EUA. Basta ler "A vingança", narrativa que inspira o título sobre uma amizade que se deteriora com o nascimento de uma menina.
O universo retratado por Liudmila reflete os horrores da vida doméstica de uma sociedade que aboliu a privacidade, obrigando famílias a viver em apartamentos subdivididos, espécie de minigulags, nos quais não existia intimidade. Mesmo assim, é possível encontrar um bom humor embutido entre as palavras de Liudmila que, aos 79 anos, vive com sofreguidão, não apenas escrevendo ficção e peças de teatro, como também trabalhando com desenhos animados e desenvolvendo uma carreira de cantora - há duas semanas, ela fez um pocket show em São Paulo. Foi nessa oportunidade que Liudmila respondeu às seguintes questões - ela escreveu em russo, material que foi devidamente traduzido pelo jornalista Irineu Franco Perpétuo.
Na época em que a senhora escrevia histórias que iam para a gaveta, por causa da censura, como conseguia observar uma evolução em sua escrita? Ou seja, como conseguiu tirar proveito da falta de repercussão?
A coisa sempre veio de uma vez. Como se me ditassem de cima, da primeira à última palavra, muito breve, e eu anotasse em um caderninho (que sempre tinha comigo, assim como uma caneta, e, se não tivesse lápis, nem caneta, o conto desaparecia, e era uma tragédia, como uma perda séria). Eu datilografava na máquina de escrever, e levava à redação. Nos debates da redação, riam de forma totalmente aberta de mim, e também daqueles que apreciavam meus textos. Mas, que estranho: meus contos, e depois também minhas peças, foram cair nas mãos de alguém, e esses textos começaram a ser datilografados em massa - isso se chamava samizdat. Com o tempo, passei a ser uma célebre escritora proibida, clandestina.
Como a senhora, que não participa diretamente da política, consegue manter uma arte politizada? Como separar uma coisa da outra?
Meus contos não estavam impregnados de política nenhuma, dessa luta dos dissidentes pelos direitos humanos. Não escrevi nada contra o regime soviético, contra o gulag, não era nem uma negação das ideias do comunismo. Eu escrevia sobre as vidas das pessoas que se encontravam em situação-limite. Sobre a infelicidade no amor e o peso da existência, sobre alcoólatras e doentes, sobre velhos e crianças pobres.
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Alguma vez a senhora mudou seu estilo de vida para ajudar seu trabalho como escritora?
Sim, escrevi principalmente à noite. Um marido, três filhos, depois uma mãe com paralisia. Tinha que alimentar todos, realizar as tarefas domésticas, lavar a louça, lavar a roupa, cuidar dos filhos, escrever contos para eles à noite (tenho mais de 300 contos). E meu primeiro romance se chama "A hora: Noite".
Suas histórias muitas vezes têm uma sensibilidade cômica e um subconsciente dark. É assim que a senhora vê o mundo?
O mundo era assim para a mulher soviética.
Quão importante é a perspectiva do narrador? Existe uma conexão entre perspectiva e verdade?
O leitor é quem decide se o autor escreve a verdade. Sempre consideraram que eu escrevo a verdade.
Obsessões habitualmente são influências - quais seriam as da senhora?
Deixei de beber, de fumar e de comer carne no meio da vida, e meus filhos, já crescidos, não bebem, não fumam e não comem carne. Depois, eu me proibi de jogar jogos de computador. Os filhos também. Meu mau hábito agora é não dormir à noite. Faço qualquer coisa - escrevo, leio, desenho, assisto a filmes ou concursos de canto.
Como define que um escrito será prosa, teatro ou letra de música?
Às vezes, entendo o que escrevi já "post factum" (depois de terminado). Aos versos, de repente, chega a música, surge uma cançãozinha, e a peça, às vezes, se torna tão grande que você entende: isso é um romance, só que em diálogos. Seja novela ou conto, às vezes começam a encenar a história no teatro, como monólogo (recentemente, Fiódor Pávlov Andrêievitch encenou no teatro o conto "Novas Aventuras de Ielena Prekrásnaia", e o conto místico "O sobretudo preto" foi encenado alternadamente em algumas estações de Moscou como espetáculo no estilo de rap).
Quais escritores que derrubaram barreiras que a senhora hoje admira?
Já, há muito tempo, só leio prosa documental e histórias de detetives. No passado, gostava dos clássicos russos dos séculos XIX e XX, do Bunin tardio; de Dostoievski, apenas "O idiota" e, de Chekhov, apenas os quatro primeiros tomos. Gostava de "À sombra das raparigas em flor", de Proust, de "José e seus irmãos", de Thomas Mann, de "O grande Gatsby", "O apanhador no campo de centeio", "Bonequinha de luxo" e "A ponte de San Luis Rey", e também "Cem anos de solidão".
Muitas de suas histórias são consideradas "fantásticas", mas trazem um conteúdo muito realista. Você acredita que chegará o dia em que as pessoas vão notar o verdadeiro terror, ou seja, a miséria implacável que transforma os seres humanos em monstros?
Os monstros se tornam doentes, ou naqueles que o poder corrompeu, ainda que em uma mesma pessoa.

Diário do Nordeste

Usuários podem registrar acidentes sem vítimas com o aplicativo da AMC


AMC Móvel
Aplicativo foi lançado em janeiro deste ano ( Foto: Marina Gomes )
O aplicativo AMC Móvel, gerenciado pela Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), já cadastrou mais de 6 mil usuários em seu primeiro mês de funcionamento. Até o momento foram realizados 6.635 downloads, sendo 5.254 pelo sistema operacional Android e 1.381 pelo iOS
Através da plataforma os usuários podem registrar acidentes sem vítimas, consultar dados referentes aos investimentos no trânsito, além de recorrer de uma multa ou verificar se o seu veículo foi rebocado em operações cotidianas desenvolvidas pelo órgão. Fortaleza é a primeira Capital a utilizar um aplicativo que atende a todas essas demandas.
Um dos principais serviços disponíveis é o Boletim de Acidente de Trânsito Eletrônico Unificado de Fortaleza (BATEU). Após ter o seu veículo envolvido em um acidente sem vítima, o condutor deve baixar o aplicativo. Em seguida, cadastrar seus dados e preencher o passo a passo do procedimento, informando um breve relato da ocorrência e anexando as imagens necessárias retiradas no momento da colisão. Ao preencher as informações exigidas, a via deve ser desobstruída imediatamente.
Uma vez instalado o aplicativo, o usuário terá a opção de preencher as informações no modo offline, a fim de que sejam enviadas no momento em que o dispositivo conectar-se à internet. Quem desejar registrar o acidente posteriormente, deve fazer em um prazo de até 30 dias após a colisão pelo site centralamc.com.br.  
“A grande importância do aplicativo é a transparência e a facilidade no acesso. Estaremos simplificando o processo e dando segurança sobre o registro da ocorrência. Sem dúvida, é um grande avanço para a cidade de Fortaleza, que atualiza o seu protocolo de atendimento a acidentes e vem sendo pioneira ao lançar uma ferramenta que engloba diversos serviços”, explica o superintendente da AMC, Arcelino Lima.
Como a mudança exige a compreensão dos motoristas, haverá um período de adaptação em que os próprios agentes darão suporte e incentivarão a adoção da plataforma, que já está em vigor.

Diário do Nordeste

Documentário sobre papa Francisco chega a cinemas dos EUA em maio

Dirigido por Wim Wenders, o filme mostra como o papa se dirige ao público para falar sobre imigração, ecologia, desigualdade de renda e o papel da família.
O papa Francisco na Igreja de Santa Sabina em Roma, em 14 de fevereiro de 2018
O papa Francisco na Igreja de Santa Sabina em Roma, em 14 de fevereiro de 2018 (AFP)

O papa Francisco chegará em maio aos cinemas falando da vida, do universo e de outros assuntos em um documentário incomum coproduzido pelo Vaticano, anunciaram produtores na quarta-feira (14).
Escrito e dirigido pelo três vezes indicado ao Oscar Wim Wenders, "Pope Francis. A man of his word" (Papa Francisco. Um homem de palavra) estreia nos Estados Unidos em 18 de maio, informou a produtora californiana Focus Features.
No documentário, uma coprodução entre o Vaticano e cineastas externos, o papa se dirige ao público diretamente para falar sobre imigração, ecologia, desigualdade de renda e o papel da família.
"Os conceitos visuais e narrativos diretos em frente à câmera colocam a audiência cara a cara com o papa, criando um diálogo entre ele e, literalmente, o mundo", disse um porta-voz em um comunicado.
"A partir de perguntas de pessoas de todos os âmbitos, o papa Francisco responde a agricultores e trabalhadores, refugiados, crianças e anciãos, reclusos e aqueles que vivem em favelas e acampamentos de imigrantes", acrescentou.
O filme mostra o pontífice de 81 anos viajando pelo mundo, falando nas Nações Unidas, se dirigindo ao Congresso dos Estados Unidos e no memorial de Yad Vashem em Jerusalém, dedicado à memória do Holocausto.
Também aparece falando a prisioneiros e refugiados em campos do Mediterrâneo e visitando os territórios palestinos e Israel, assim como a África, América do Sul e Ásia.
Focus disse que a Universal Pictures International distribuirá o filme no exterior, mas ainda não há detalhes sobre o calendário de lançamento mundial.

AFP

Adotado em três regiões do país, horário de verão termina no próximo domingo

Da Agência Brasil
Brasileiros das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão atrasar seu relógio em uma hora, a partir da 0h do próximo domingo (18), quando encerra o período de horário de verão 2017/2018, que entrou em vigor desde 15 de outubro e que tem como finalidade reduzir o consumo de energia elétrica entre 18h e 21h.
Além do Distrito Federal, dez estados precisarão adaptar seus ponteiros: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Espírito Santo. A população do Norte e do Nordeste não é afetada porque os estados da região não são incluídos no horário de verão.
Segundo balanço do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em 2013 o Brasil, com essa providência, economizou R$ 405 milhões, ou 2.565 megawatts (MW). No ano seguinte, essa economia baixou para R$ 278 milhões (2.035 MW) e, em 2015 caiu ainda mais, para R$ 162 milhões. Em 2016, o valor sofreu nova queda, para R$147,5 milhões.
Essa menor influência observada pode ser explicada pelo fato de parcelas significativas das zonas sujeitas à medida têm intensificado o uso de equipamentos como o ar condicionado, como forma de aplacar o calor, elevando a demanda pela energia elétrica. Ainda que já dispensem as lâmpadas incandescentes, substituindo-as por modelos mais econômicos.
No final do ano passado, o governo federal sinalizou para a possibilidade de abolir o horário de verão, por não haver consenso quanto à relação com a economia de energia elétrica. Apesar disso, acabou apenas abreviando o período 2018/2019 em duas semanas, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para facilitar a apuração dos votos das eleições. Com isso, o horário de verão de 2018 passará a ser adotado no primeiro domingo de novembro.
“A avaliação dos atuais impactos na redução do consumo e da demanda de energia elétrica, contida nos estudos realizados neste ano de 2017 pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) em conjunto com o Ministério de Minas e Energia (MME), mostra que a adoção do horário de verão traz atualmente resultados próximos da neutralidade para o sistema elétrico”, escreveu o ministério em nota, em outubro do ano passado.