Destaque

Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

15 de novembro de 2018

15 de novembro de 1889

15 de novembro de 1889

Para isso, o Marechal Deodoro da Fonseca, militar e político brasileiro naquela época, tomou coragem e proclamou a derrubada da monarquia constitucional parlamentaria do Império do Brasil e proclamou a República Brasileira. Por isso, o dia 15 de novembro é conhecido como o Dia da Proclamação da República.
O anúncio feito pelo Marechal aconteceu na Praça da Aclamação, atualmente chamada de Praça da República, na cidade do Rio de Janeiro, capital do país na ocasião.
Nesse mesmo dia, o Brasil ganhou um novo governo provisório com Marechal Deodoro como presidente e, como vice, o Marechal Floriano Peixoto.

Por que a República foi proclamada?

De acordo com especialistas, a Proclamação da República aconteceu 67 anos, dois meses e nove dias depois do 7 de setembro de 1822, quando o Brasil foi declarado independente da Coroa Portuguesa pelo então príncipe Dom Pedro I. Depois disso, ainda tivemos mais 6 décadas de monarquia.
Conforme registros históricos, o sistema monárquico de Dom Pedro II, filho de Dom Pedro I, começou a demonstrar fragilidade logo depois da Guerra do Paraguai, que teve fim em 1870. Antes disso o Império já estava com o prestígio em queda livre diante da elite econômica local e da Igreja e o problema ficou ainda mais sério depois do conflito devido às dívidas e a crise econômica que se deflagou.
Outros dois fatos também pesaram bastante quando o grupo de militares republicanos resolveram “dar o golpe”: o fim da escravidão no país um ano antes e o fato de Dom Pedro II não ter filhos ou filhas. Esse segundo detalhe faria com que o trono brasileiro voltasse para países estrangeiros, já que sua herdeira direta seria a princesa Isabel, casada com o francês Gastão de Orléans.
Isso, claro, sem contar que o Brasil já começava a ser visto com maus olhos pelos países vizinhos da América Latina por ser o último da região com o governo monárquico.

Apoio e revoltas

Embora a população brasileira tenha aceitado a República sem resistência em um primeiro momento, logo depois dos primeiros anos revoltas começaram a surgir por toda parte, como a Guerra de Canudos.
Isso aconteceu porque os militares, na verdade, estavam implantando uma ditadura que não dava a mínima para os ideais de justiça social que haviam sido prometidos.
Só quando finalmente os militares saem do poder e Prudente de Morais assume o governo como o primeiro presidente civil do país é que o modelo passa a ser realmente voltado para a democracia.
E, se agora você quiser entender melhor um outro episódio histórico de nosso país, não deixe de conferir também: Por que a Independência do Brasil é comemorada no dia 7 de setembro?

Vida e obra de Jorge Amado ganham luzes em nova biografia

Jorge Amado era escritor de coragem, afirma Josélia Aguiar em conversa por telefone. Autora da biografia alentada sobre o escritor baiano, a jornalista esclarece: coragem, etimologicamente, é colocar o "coração em ação". E isso o criador de Gabriela, cravo e canela fazia.
Muito jovem, por exemplo, partiu da Bahia a fim de estudar e empregar-se no Rio de Janeiro. Jorge Amado - uma biografia esclarece um mal entendido. A viagem não fora imposição do pai, como se acreditava até agora, mas uma decisão pessoal do escritor, que, encabrestado de amores por Mariá Sampaio, uma noiva deixada na cidade natal, pretendia casar-se em breve.

Outro lance impetuoso de Amado. Antes de completar 30 anos, já havia publicado seis romances e circulado pela América Latina por conta própria, oferecendo a um e outro editor as histórias sobre aquele Brasil visto da Bahia. Interessava-lhe principalmente que fosse lido, e nisso exercia, como diz Joselia, a função de "agente literário e si mesmo".
Esses e outros episódios da história do romancista, a pesquisa de Joselia cuida em desfazer. No curso de 640 páginas, vida e obra de um dos maiores escritores brasileiros do século XX, autor de clássicos como Capitães de areia e Dona Flor e seus dois maridos, ganham contornos novelescos.
Fruto de sete anos de pesquisa, o livro percorre as quase nove décadas do escritor alinhavando política e literatura, duas constantes na trajetória do "imortal" da Academia Brasileira de Letras que também foi deputado e cuja obra foi queimada durante a ditadura Vargas, na década de 1940.
Por meio de documentos, cartas inéditas e arquivos espalhados por Estados Unidos e Portugal, a biografia aclara a relação que Jorge Amado manteve com os modernistas. Desde cedo, o autor de Tocaia grande havia cultivado uma predileção por Lima Barreto, a quem via como um autor genuinamente brasileiro, gosto que o levaria a indispor-se com Mario de Andrade, já então uma "vaca sagrada" na literatura. Para o baiano, escrever era sobretudo falar numa língua popular na qual o País se projetasse.
Outra nuance que vem à tona com a biografia é a filha de Amado. Morta aos 15 anos, Lila, do casamento com Matilde Garacia Rosa e falecida em 1950, é pouco referida na obra ou em cartas do escritor. Um diário guardado por ele, entretanto, sugere que a jovem sempre esteve presente nas memórias do pai. Confira a seguir os principais trechos da entrevista de Joselia Aguiar ao O POVO.
O POVO - Que pedaços da história de Jorge Amado você encontrou e que não eram conhecidos ou estavam mal contados?
Joselia - O retrato do Jorge Amado é o de um autor movido pela paixão, pela coragem, que significa colocar o "coração na ação". E ele era uma pessoa de muita coragem, inclusive para publicar livros ainda "verdes". Toda a produção dele dos anos 1930 era a de um jovem autor, embora ele dissesse que tinha muito carinho por ela. A primeira filha, que nunca apareceu muito nos seus livros, é um assunto sobre o qual ele não fala tanto. É uma filha que morreu. Os bastidores políticos da atuação dele no Partido Comunista Brasileiro (PCB), como ele vai se distanciando do partido, alguns desafetos que ele passa a ter também por causa disso. O Jorge Amado era um stalinista, e há momentos em que o PCB se divide, inclusive sob a liderança do próprio Prestes, que ele havia biografado. Em seguida, depois que ele se afasta do partido, o Jorge passa a fazer uma literatura com mais humor e até mais passagens consideradas imorais pelos comunistas.
Jorge Amado - Uma biografia De Joselia Aguiar
Editora Todavia
Preço médio: R$ 79,90
O Povo

A importância de reconciliar-se com os outros

Examinando o seu interior talvez você tenha descoberto pessoas com quem você se desentendeu gravemente e que guarde delas mágoa e ressentimento. Isso faz mal a você

É preciso reconciliar-se com essas pessoas para que você tenha paz. Esta reconciliação não é um ato sentimental, mas uma decisão que você precisa tomar. Assim você tirará todo sentimento de culpa que possa haver em você.
É claro que você não é obrigado a conviver com pessoas que não o compreendam, mas não podemos excluir alguém de ser amado. Somos todos filhos do mesmo Pai; logo, somos irmãos; isto é uma realidade. Então, mesmo as pessoas que não gostamos, as que não gostam de nós, ou até os que nos prejudicaram, são nossos irmãos e filhos de Deus.
Não pode haver para você “pessoas descartáveis”, a quem você despreza ou menospreza. Não pode haver “gente importante” ou menos importante. A marca registrada que Deus pôs em cada um é a mesma: um filho amado.
Você não poderá estar bem com Deus se não aceitar os seus filhos. Nenhum pai gosta de ver um filho desprezar outro. É por isso que terminantemente, Jesus proíbe-nos, de julgar. “Não julgueis para que não sejais julgado. Porque do mesmo modo que julgardes, também será vós julgados e com a mesma medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos” (Mt 7,1-2).
Se você quer viver em paz consigo e com Deus, então não julgue e não condene o outro; senão, a justiça de Deus cobrará a pena de cada um dos seus pecados.
Cada pessoa humana está sujeita a fraquezas e tem o direito de enganar-se, de decepcionar você, de estar cansada, irritada ou confusa em certas ocasiões, etc. Da mesma forma tem o direito de pensar diferente de você, de sofrer conflitos interiores e tudo mais. Também as pessoas de seu convívio são assim: pais, irmãos, esposa, filhos, colegas. Eles podem nos decepcionar, fracassar, etc., e você deve estar preparado para entender isto e ajudá-los.
Não reaja com críticas, queixas ou lamúrias infantis nestas horas, mas, seja maduro e caridoso, e ajude ao outro em sua angústia.
Fala-se muito hoje em “relações humanas”, mas isto nada mais é do que viver como verdadeiros irmãos. Algumas coisas são importantes de serem lembradas.
Ninguém dá o que não recebeu e que não tem. Se o comportamento de alguém não agrada você, pergunte a você mesmo por que esta pessoa é assim. Se você analisar bem verá que nela há alguma carência de formação, de amor… que talvez não haja em você. Então, como cristão, não a condene, mas a compreenda com paciência.
Às vezes uma pessoa é azeda ou mal-humorada perto de você, não porque está perto de você, mas porque ela é assim com todos. No fundo elas carregam uma dor intensa que não tem nada a ver com você. Então, olhe-a com benevolência e tente ajudá-la ao invés de sair dali falando mal dela. Ela também é irmã sua.
Diante de uma pessoa amarga que irrita você, faça esta pergunta: Se eu tivesse estado na mesma situação desta pessoa e tivesse recebido o mesmo que ela recebeu, será que eu seria melhor que ela? Alguns psicólogos dizem que os defeitos que mais nos desagradam nos outros são exatamente os mesmos nossos. Isto pode ajudá-lo a mudar o seu interior.
As pessoas nos respondem da mesma forma que nós as tratamos. Se você lhes dá afeto e carinho, recebe o mesmo de volta. Então, mate o mau humor do seu colega com um sorriso e uma palavra amiga. Plante amor onde não há amor, e você colherá amor.
O cristão jamais paga o mal com o mal, mas com o bem. Esta foi uma máxima que Jesus deixou:
“Não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferecei-lhe também a outra (…). Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos perseguem e maltratam” (Mt 5,39-44).
Lembre-se, sempre, o cristão nunca paga o mal com o mal. Se Jesus manda-nos viver assim, então, este é o caminho da vitória e da paz. Ou será que você duvida do Mestre? Pode estar certo de que a sua vida será transformada a partir do momento em que você passar a se preocupar com o bem estar dos outros. Isto fará o seu ego inchado, sensível e doloroso, começar a se esvaziar, quebrando a venenosa autopiedade que faz você sofrer. Você experimentará a verdadeira e autêntica felicidade que nunca passa.
Com esta nova ótica de vida deixamos de imitar os outros ou de tentar impressioná-los, e também de competir com o outro. Você será autêntico como Deus quer, e feliz.
Nós mesmos colocamos um fardo pesado em nossos ombros: necessidade de reconhecimento, de elogios, de destaque, de louvor ou aprovação dos outros, etc. É a nossa soberba, orgulho, vaidade… ou o que mais você quiser chamar.

Retirado do livro: “A luta contra a depressão”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.

Aleteia

Padre Ednardo Oliveira Júnior: primeira missa na Parquelândia, Fortaleza-CE

Padre Ednardo Oliveira Júnior celebra sua primeira missa na Parquelândia, Fortaleza-CE, na solenidade da Sagrada Família (31/12/2017), concelebrada por Padre Geovane Saraiva. Ele, como membro da Comunidade Católica Shalom, sentiu-se chamado ao ministério sacerdotal, ao rezar e elevar preces a Deus, aqui na nossa Igreja de Santo Afonso. Que outros jovens sigam seu exemplo e respondam com generosidade o chamado do único é eterno sacerdote, Cristo Jesus. Amém!