15 de janeiro de 2016

PENSAMENTOS DE DOM HELDER CÂMARA

CHARGE DO CHARLIE HEBDO CAUSA REVOLTA

O material sobre o garoto sírio afogado em praia turca, símbolo dos refugiados, gerou polêmica.
A tia de Aylan Kurdi, o pequeno menino sírio morto afogado em setembro passado em uma praia turca, manifestou sua indignação com uma charge de seu sobrinho nas páginas da revista satírica francesa Charlie Hebdo.
A foto de Aylan chocou o mundo e virou símbolo da crise humanitária dos refugiados sírios.
Ocupando metade de uma página dupla do último número da revista, a charge assinada pelo editor Riss mostra um homem correndo atrás de uma mulher sob o seguinte título: "Migrantes: no que teria se transformado o pequeno Aylan se tivesse crescido?".
O próprio Riss responde, com a legenda "Apalpador de bundas na Alemanha" (tradução livre de "Tripoteur de fesses en Allemagne"), em uma referência às agressões sexuais registradas neste país na noite de Ano Novo. Segundo as denúncias, a maioria dos suspeitos seria de refugiados.
A Alemanha foi o país europeu que acolheu o maior número de refugiados sírios até agora.
"É nojento, mas vamos ignorar", publicou Tima Kurdi, a tia do pequeno Aylan, em sua conta no Twitter.
Tima mora no subúrbio de Vancouver, no oeste do Canadá, país que recebeu, na condição de refugiados, seu irmão, a mulher dele e os três filhos.
Em entrevista à televisão pública CBC, Tima Kurdi falou da dor da família.
"Desejo que as pessoas respeitem a dor da nossa família, que não é mais a mesma desde a tragédia", desabafou.
"É injusto nos fazerem mal de novo", completou Kurdi, imaginando a dor sentida por seu irmão, Abdallah, pai do menino afogado.
A charge deflagrou duras críticas nas redes sociais.
Em Paris, questionada pela AFP nesta quinta-feira, a revista não quis comentar a polêmica.
AFP

PAPA NA MISSA: "A FÉ NÃO SE COMPRA, É DOM QUE MUDA NOSSA VIDA"

Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - “Como é a minha fé em Jesus Cristo?”. É a pergunta formulada pelo Papa na homilia da missa matutina na Casa Sata Marta, na manhã de sexta-feira (15/01). O Pontífice se baseou no Evangelho para reafirmar que para compreender realmente Jesus, não devemos ter o “coração fechado”, mas segui-lo no caminho do perdão e da humilhação. “A fé – advertiu – não pode ser comprada por ninguém; é um dom que muda nossa vida”.

As pessoas fazem de tudo para se aproximar de Jesus e não pensam nos riscos que podem correr para escutá-lo ou simplesmente tocá-lo. Foi o que sublinhou Francico, inspirando-se no Evangelho de Marcos que narra a cura do paralítico em Cafarnaum. 

Havia tanta gente na frente da casa aonde estava Jesus que tiveram que tirar o teto e passar por ali a maca aonde se encontrava o doente. “Tinham fé – comentou o Papa – a mesma fé daquela senhora que, em meio à multidão, quando Jesus foi à casa de Jairo, conseguiu tocar um pedaço do manto de Jesus, para ser curada”. A mesma fé do centurião para a cura do seu servo. “A fé forte, corajosa, que vai adiante – disse Francesco – o coração aberto na fé”. 

Se tivermos o coração fechado, não conseguimos entender Jesus

No episódio do paralítico, “Jesus faz um passo adiante”. Em Nazaré, no início de seu ministério, “foi à Sinagoga e disse que havia sido enviado para libertar os oprimidos, os encarcerados, para dar a vista aos cegos... inaugurar um ano de graça”, ou seja, um “ano de perdão, de aproximação ao Senhor. Abrir um caminho rumo a Deus”. Aqui, porém, dá um passo a mais: não só cura os doentes, mas perdoa seus pecados: 

“Estavam ali aqueles que tinham o coração fechado, mas aceitavam – até um certo ponto – que Jesus fosse um curandeiro. Mas perdoar os pecados é demais! Este homem vai além! Não tem dirieto de dizer isto, porque somente Deus pode perdoar os pecados, e Jesus sabia o que eles pensavam, e diz: ‘Eu sou Deus’? Não, não o diz. ‘Por que pensam estas coisas? Porque sabem que o Filho do Homem tem o poder – é o passo avante! – de perdoar os pecados. Levanta-te, toma e cura-te’. Começa a falar aquela linguagem que, a um certo ponto, desencorajará as pessoas, inclusive alguns discípulos que o seguiam... Esta linguagem é dura, quando fala de comer o seu Corpo como caminho de salvação”.

A fé em Jesus muda realmente a nossa vida?

O Papa Francisco afirma que entedemos que Deus vem para “nos salvar das doenças”, mas antes de tudo “para nos salvar dos nossos pecados, salvar-nos e levar-nos ao Pai. Foi enviado para isto, para dar a vida para a nossa salvação. E este é o ponto mais difícil de se entender”, não somente pelos escribas. Quando Jesus se mostra com um poder maior do que o poder de um homem “para dar aquele perdão, para dar a vida, para recriar a humanidade, também os seus discípulos duvidam. E vão embora”. E Jesus, recordou, “deve pedir ao seu pequeno grupinho: ‘Também vocês querem ir embora’”.

“A fé em Jesus Cristo. Como é a minha fé em Jesus Cristo? Creio que Jesus Cristo seja Deus, o Filho de Deus? E esta fé transforma a minha vida? Faz com que no meu coração se abra este ano de graça, este ano de perdão, este ano de aproximação ao Senhor? A fé é um dom. Ninguém ‘merece’ a fé. Ninguém a pode comprar. É um dom. A ‘minha’ fé em Jesus Cristo, me leva à humilhação? Não digo à humildade: à humilhação, ao arrependimento, à oração que pede: ‘Pedoa-me, Senhor. Tu és Deus. Podes perdoar os meus pecados”.

A prova da nossa fé é a capacidade de louvar a Deus

O Senhor, é a invocação do Papa, “nos faça crescer na fé”. As pessoas, observou, “procuravam Jesus para ouvi-lo” porque ele falava “com autoridade, não como falavam os escribas”. Além disso, acrescentou, o seguia, porque ele curava, “fazia milagres!”. Mas, no final, “essas pessoas, depois de ter visto, foram embora e todos ficaram maravilhados, e glorificavam a Deus”:

“O louvor. A prova que eu creio que Jesus Cristo é Deus na minha vida, que me foi enviado para 'me perdoar', é o louvor: se eu tenho a capacidade de louvar a Deus. Louvar o Senhor. É gratuito isso. O louvor é gratuito. É um sentimento que dá o Espírito Santo e nos leva a dizer: ‘Tu és o único Deus’. Que o Senhor nos faça crescer nesta fé em Jesus Cristo Deus, que nos perdoa, que nos oferece o ano de graça, e que esta fé nos leve a louvar”.

(CM

(from Vatican Radio)

MENSAGEM DO PAPA PARA O JUBILEU DOS ADOLESCENTES

Rádio Vaticana

Na sua mensagem para o Jubileu dos Adolescentes neste Ano da Misericórdia divulgada nesta quinta-feira dia 14 de janeiro, o Papa Francisco voltou a reforçar que o Jubileu é para todos, sem distinção, e fez um convite aos jovens que vivem em áreas de conflitos ou de extrema pobreza a construírem amizades indo contra a corrente.

O Jubileu dos Adolescentes será celebrado nos dias 23 e 24 de abril e voltado para a faixa etária dos 13 aos 16 anos de idade.

Para todos

Com o tema “Crescer misericordiosos como o Pai”, em sua mensagem, o Papa Francisco destaca que “não há fronteiras nem distâncias que possam impedir a misericórdia do Pai de nos alcançar, tornando-se presente no meio de nós”. O Santo Padre lembra ainda aos adolescentes que a Porta Santa está aberta em Roma e em todas as dioceses do mundo.

Aos jovens, Francisco explica que o Jubileu é um período santo de reflexão e de descoberta. “Viver como irmãos – diz o Papa - é uma grande festa, a mais bela que se pode sonhar, a festa sem fim que Jesus nos ensinou a cantar através do seu Espírito.”

Sejam corajosos

Segundo o Pontífice, o tema escolhido para o Jubileu dos Adolescentes é também uma oração da Igreja aos jovens de todo o mundo. “Crescer misericordiosos significa aprender a ser corajosos no amor prático e desinteressado, significa tornar-se grande tanto no aspecto físico, como no íntimo de cada um. Estejam preparados para tornarem-se cristãos capazes de escolhas e gestos corajosos, capazes de construir cada dia, mesmo nas pequenas coisas, um mundo de paz”, afirma o Papa.

Francisco reconhece, no entanto, o período de mudanças que ocorre na vida dos adolescentes. Apesar disso, ele pede a eles que “permaneçam firmes no caminho da fé, com esperança no Senhor”. “Com Ele – ressalta o Pontífice -, podemos fazer coisas grandes; Ele nos fará sentir a alegria de sermos seus discípulos, suas testemunhas. Apostem nos grandes ideais, nas coisas grandes.”

Guerra e pobreza

Aos adolescentes que vivem em áreas de conflitos, de guerras e de extrema pobreza, o Papa pede para que não percam a esperança. “O Senhor – ressalta Francisco - tem um grande sonho a realizar juntamente com vocês. Os amigos da mesma idade, que vivem em condições menos dramáticas do que as suas, lembram-se de vocês e comprometem-se para que a paz e a justiça possam pertencer a todos.”

Reflexão e atitude

Para participar do Jubileu dos Adolescentes, o Santo Padre faz um apelo aos jovens para que preparem o coração e a mente, e meditem os desejos entregues a Jesus no Sacramento da Reconciliação e na Eucaristia.

“Quando passarem pela Porta Santa – destaca o Papa Francisco -, lembrem de que vocês se comprometem a santificar suas vidas e a se alimentarem do Evangelho e da Eucaristia, que são a Palavra e o Pão da vida, para que possam construir um mundo mais justo e fraterno.”

No espírito da JMJ (Jornada Mundial da Juventude), em Roma, uma programação especial está sendo preparada para os adolescentes inscritos para participar das celebrações do Jubileu nos dias 23 e 24 de abril, como o Sacramento da Reconciliação e a passagem pela Porta Santa, além da missa com o Papa Francisco na Praça São Pedro.

(PS)

 (from Vatican Radio)

DI SEGNI FALA SOBRE FRANCISCO NA SINAGOGA

Roma, 14 jan (RV) - Grande expectativa pela visita do Papa Francisco, no próximo domingo (17), à Sinagoga de Roma. Esta é a terceira visita de um Pontífice ao Templo Maior da capital italiana após a primeira visita histórica de São João Paulo II em 1986 e a do Papa Bento XVI, em 2010. A Rádio Vaticano transmite o evento a partir das 12.55h, horário de Brasília. Sobre as expectativas para esta visita a Rádio Vaticano ouviu o Rabino-chefe da comunidade judaica de Roma, Riccardo Di Segni:
R. - É um convite que foi feito apenas Francisco foi eleito, com toda a calma necessária para poder programá-la, me parecia importante que também este Papa ultrapassasse as portas da Sinagoga, após seus dois predecessores. Um convite necessário e feito com simpatia.
P. – O senhor pode nos antecipar como se desenvolverá, em termos gerais, a visita?
R. - Essencialmente, haverá uma homenagem às memórias da deportação e do ataque à Sinagoga. Em seguida, a cerimônia terá lugar dentro do Tempo com uma entrada muito longa, no sentido de que, precisamente por desejo do Papa, ele mesmo vai parar para apertar a mão do maior número de pessoas possível. Em seguida, haverá discursos oficiais.
P. - E quais pessoas da comunidade encontrará o Papa durante sua visita?
R. - Ele vai encontrar os representantes das organizações e instituições que se ocupam dos vários setores organizativos, representativos e educativos da comunidade; Ela irá encontrar também representantes do judaísmo mundial que vêm especialmente para a ocasião; muitos rabinos, sejam italianos, sejam israelenses, e o presidente dos Rabinos europeus.
P. – Também os ex-deportados?
R. – Certamente.
P. – Quais as diferenças com as visitas dos predecessores do Papa Francisco?
R. - Cada um desses Papas tem sua própria personalidade e se coloca em um momento histórico diferente. Assim, a primeira visita de João Paulo II foi um acontecimento memorável, revolucionário; a segunda visita quis sinalizar um desejo de continuidade no estilo próprio de Bento VI, de se relacionar com o judaísmo. E esta terceira representa de alguma forma o estilo deste Papa: a sua história e o seu caráter.
P. - Neste particular momento histórico, qual a mensagem que virá deste encontro?
R. - Eu acho que devemos enviar uma mensagem fundamental, de que as diferenças religiosas são uma riqueza para a sociedade, trazem a paz, trazem progresso e, portanto, falando de modo oposto ao que está acontecendo com outros alarmantes sinais provenientes de outros mundos religiosos.
SIR

VIVER É UMA ARTE, TRANSFORMAR O SOFRIMENTO EM FONTE DE PAZ É SABEDORIA

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 É tanto sofrimento, que  é comum ouvirmos pessoas sentenciarem: 'Nascemos pra sofrer'
Por Rosa Clara Franzoi *
Olhando ao nosso redor percebemos que há uma constante na vida de todo ser humano: o sofrimento. E este tema pode nos sugerir uma reflexão que nos ajudará a encarar a vida neste sentido. Quanta angústia e dor de todo tipo neste exato momento machucam o coração de cada pessoa? Apenas um exemplo: ainda temos muito vivas na memória, as imagens das catástrofes naturais destes últimos tempos: tsunamis, enchentes, secas, desmoronamentos, tornados, ciclones, terremotos, incêndios, juntando ainda as guerras, a violência... É tanto sofrimento, que  é comum ouvirmos pessoas sentenciarem: “Nascemos pra sofrer”. Por outro lado, a ciência e a tecnologia, nestas últimas décadas, têm conseguido amenizar e até neutralizar a dor física. Porém, esta é apenas uma faceta do vasto oceano do sofrimento humano, visto que ele se apresenta de mil formas e provém de mil causas. E o interessante é que o sofrimento não faz diferença de pessoas ou classes sociais: sofre o pobre porque é pobre; sofre o rico por ser rico; sofre o jovem porque é jovem e sofre o velho por ser velho; daí que o sofrimento é o manjar que jamais faltará na mesa da festa da vida humana.
Fonte de sofrimento
Paremos um pouco e vejamos o que normalmente acontece conosco quando temos algum problema sério. Uma das nossas primeiras reações é procurar a causa, não é assim? E esta busca geralmente a fazemos fora de nós. Os peritos no assunto nos alertam para algo muito importante: “a maior parte de tudo o que faz sofrer é produto do subjetivo, porque procede da mente humana. Medos, sobressaltos, ansiedades, tristezas, têm origem na profundidade da alma. A mente é capaz de trazer à luz fantasmas assustadores que passam a atormentar o coração humano”. Vamos, então, tentar entender como isso funciona. Os psicólogos afirmam que somos capazes de nos tornar inimigos de nós mesmos, pela força da mente. Somos responsáveis por atrair tudo o que rejeitamos e diante do qual resistimos. Nós costumamos culpar “Deus e todo mundo” pelos nossos males, quando o inimigo está dentro de nós, na nossa mente. Um exemplo: o que é o fracasso? Diante de um resultado negativo de algo que tanto sonhávamos, nos entristecemos, nos sentimos inseguros, desanimados, nos deprimimos. Mas, vejam: não é o resultado negativo em si que nos machuca tanto; é a nossa rejeição e resistência ao fato. Parece que aquele sonho seria a realização da nossa vida.
Transformar a dor em paz
Em contato com pessoas em situações difíceis, a experiência mostra que “a fé” é um instrumento poderoso para amenizar a dor, seja ela física, moral ou espiritual. É preciso, porém, admitir que não são muitas as pessoas que dispõem de uma fé tão forte capaz de transformar a dor em fonte de paz. Outro instrumento é a não absolutização do sofrimento. Se lhe aumentamos o tamanho, ele também cresce. Neste mundo tudo é relativo e flui como a água do rio que passa e não volta atrás. Deixemos a poeira abaixar e com a cabeça fria, tomemos distância do problema e veremos que no todo, ele nos parecerá diferente, e talvez já esteja bem menor. Claro que isto não é coisa fácil; é obra de artista. Por isso mesmo se diz que “saber viver é uma arte”. E arte a gente aprende com paciência e perseverança.
* Rosa Clara Franzoi, MC, é animadora vocacional.

VATICANO PARÓQUIAS ESTÃO AGORA CONGRATULANDO-SE COM OS REFUGIADOS

Diocese de Roma responde ao convite setembro do Santo Padre para Paróquias para hospedar uma família de refugiados
 Um dos mais jovens cristãos no Curdistão
Um dos mais jovens cristãos no Curdistão
Ajuda À Igreja Que Sofre - Ajuda À Igreja Que Sofre

Respondendo ao apelo Papa Francisco neste mês de setembro, as paróquias do Vaticano começaram a acolher famílias de refugiados.
Em seu 06 de setembro endereço Angelus, o Santo Padre exortou todas as paróquias e comunidades religiosas europeias para tomar uma família de refugiados, como a Organização das Nações Unidas reconhece o número recorde de pessoas que tentam entrar na Europa, principalmente da Síria, Eritrea, e no Afeganistão.
"Cada paróquia, cada comunidade religiosa, cada mosteiro, cada santuário da Europa, tomar em uma família", solicitou Francis, depois de rezar o Angelus do meio-dia com aqueles reunidos na Praça de São Pedro.

Enquanto testemunhamos a "tragédia de dezenas de milhares de refugiados que fogem da morte em conflito e fome e estão em uma jornada de esperança", disse o Papa, "o Evangelho chama-nos a estar perto do menor e para aqueles que tenham sido abandonados . "

Convidando todos os bispos da Europa para apoiar seu recurso, o Pontífice lembrou os fiéis do próximo ano jubilar da Misericórdia, notando que a oferta de abrigo para os necessitados é um "ato concreto em preparação" para o Ano Santo.

Em colaboração com a Sede Apostólica Esmoler arcebispo Konrad Krajewski e da Comunidade de Santo Egídio, as duas freguesias do Vaticano, St. Anna e São Pedro, imediatamente tomou medidas para responder a este convite.

Na área de Borgo, a comunidade paroquial St. Anna abriga uma família síria composto por um casal com dois filhos.
Da mesma forma, a paróquia da Basílica de São Pedro, em um grande apartamento situado na área de Via Gregorio VII, abriga uma família Eritreia composta de uma mãe e cinco filhos, três dos quais já estão com ela no apartamento.
Enquanto seus dois outros filhos ainda estão em um campo de refugiados na Etiópia, a Comunidade di Sant'Egidio está trabalhando para reunir a família até o final do mês ou dentro de algumas semanas.
O filho mais novo, de apenas alguns meses de idade, nasceu na Noruega, onde a família tinha chegado, e de onde eles foram enviados de volta para a Itália, em conformidade com a Convenção de Dublin. Com um jovem amigo e seu jovem filho, a família compartilha o apartamento.
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Na página Web de ZENIT:

O CAUSO DO COMÍCIO

Gonzaga Mota*
Hoje, 15.01.2016, ocorre o 31º aniversário da eleição de Tancredo Neves para Presidente.  Lembrei-me de alguns momentos que tive o privilégio de conviver com o competente, afável e experiente político das Minas Gerais. O fato, ora mencionado, diz respeito ao comício pró-eleições diretas realizado em fevereiro de 1984 em Fortaleza. No início do referido mês fui a Belo Horizonte participar do lançamento da candidatura de Aureliano Chaves para Presidente, na hipótese de aprovação da Emenda Constitucional  Dante de Oliveira. Foi uma grande festa cívica. Durante a cerimônia fui procurado pelo chefe da Casa Militar de Tancredo Neves. Em nome do Governador, convidou-me para um almoço a dois no Palácio Mangabeiras. Comuniquei ao Vice-Presidente Aureliano Chaves, e fui estimulado a comparecer ao encontro. Tancredo – companheiro mensal na SUDENE – me deu toda assistência nos dois dias que fiquei em BH. Sabendo da realização, no final do mês, do comício das diretas em Fortaleza, disse-lhe que gostaria de participar e de retribuir a atenção a mim concedida por ele. Olhou para mim, segurou meu braço com delicadeza, dizendo: “Não faça isso, pois ainda é ruim para mim e para você. O pessoal do PMDB vai ficar com ciúmes de mim e o do PDS de você”. Percebi o alcance da ponderação. Após o comício,  atendi uma ligação telefônica. Disse-me Tancredo: “Meu filho, estou jantando na casa do Ozires Pontes e logo retornarei. Pensei muito em você. Gostaria de vê-lo na próxima semana em Brasília. Forte abraço”. Respondi: boa viagem Presidente, até BSB. Eis um causo histórico.

*Escritor, ex-governador do ceará e prof.aposentado da UFC

Destaque

Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...