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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

14 de agosto de 2018

“Colocastes sentinelas, vigiando vosso povo”

Homenagem ao 30º aniversário de ordenação presbiteral do Padre Geovane Saraiva
Ricardo Alves*
A liturgia das horas, oração oficial da Igreja, no responsório breve das vésperas, do comum dos pastores inicia da seguinte forma: “Colocastes sentinelas, vigiando vosso povo”. É com esta nota que começo minhas breves palavras. De fato, Deus quis consagrar homens frágeis para guardar o seu povo. Neste sentido, o guarda provê tudo o que é necessário para o bem do redil a ele confiado, cuidando diligentemente até entregar ao verdadeiro pastor de nossas almas, Cristo Jesus.
O presbítero, homem de Deus, consagrado para a missão, participa do sacerdócio de Jesus Cristo, mediante a sua ordenação, agindo em nome de Cristo cabeça. Há 30 anos, Dom Aloísio Lorscheider, conferia pela imposição das mãos e oração consecratória, o 2º grau da ordem a Pe. Geovane Saraiva, o presbiterado, no popular: foi ordenado padre. Neste período, o mesmo exerceu sua atividade pastoral em diversas localidades desta arquidiocese, e hoje, encontra-se na Paroquia de Santo Afonso, na Parquelândia em Fortaleza – CE.

Resultado de imagem para eucaristiaEu tive a graça de fazer pastoral com ele no meu 3º de filosofia, e desde aquele período não cortei laços com o mesmo. De todos os predicados que Pe. Geovane possui, um me chama muito atenção, e é exemplo para todos nós, a acolhida. Esta dadiva, tão cara na tradição bíblica, é uma característica permanente de Pe. Geovane, seja aos candidatos ao presbiterado, como eu, seja ao povo de Deus, principalmente os a ele confiado.

Neste ano da graça do Senhor de 2018, que se reveste para ele em ano jubilar, desejo que cresça em sua vida e seu ministério, a graça de Deus todo poderoso, e que possa renovar a cada dia a sua consagração realizada há 30 anos. Pois de fato, o Senhor Jesus o colocou como sentinela, para guardar o seu povo, preparando-os através do anúncio do Evangelho e a recepção da Eucaristia, para receber um dia definitivamente a Cristo na gloria esperada. De fato Pe. Geovane “Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem do rei Melquisedec”. (Hb 5,6 Sl 109(110) 4)

*Aluno da Faculdade Católica de Frotaleza, 3º Ano de Teologia

Parabéns, Padre Geovane!

Carlos Delano Rebouças*
A imagem pode conter: Carlos Delano Rebouças, close-up
Trinta anos, de fato, não são trinta dias, e sim três décadas que muito podem representar na vida de qualquer pessoa, sobretudo, na de alguém que a dedica no propósito de sempre exaltar o nome do Senhor.

Há quem acredite em escolhas, justificando-as pela condição na qual Deus nos dignifica, permitindo-nos o livre-arbítrio, ou seja, a capacidade de tomarmos decisões por conta própria. Contudo, é um presente valioso de Deus, porque nos permite escolher amá-lo de “todo o coração” (Mateus 22, 37).

Mas com o devido respeito, peço humildemente licença às escrituras sagradas para aferir minha opinião a respeito dessa condição de escolha, quando até mesmo pode parecer, em alguns momentos, que mais significa estar escrito para algumas pessoas que os caminhos a serem seguidos na terra já vêm predestinados, sob os planos e o controle de Deus.

Assim vejo a trajetória do querido, respeitado e ilustro Padre Geovane Saraiva, digníssimo pároco da nossa Igreja de Santo Afonso, no bairro da Parquelândia, o qual comemora, no dia 14 de agosto, do correte ano, trinta anos de sacerdócio, ou seja, três décadas de muita dedicação a Deus, dando mostras que escolhas até podem ser feitas, mas, para Deus, como a feita pelo nobre sacerdote, muito pode ser vista como um escolhido seu, com o único e relevante propósito de semear o seu amor entre os homens.

Parabéns, Padre Geovane! Que venham mais algumas décadas de muita dedicação à palavra do Senhor e a nossa paróquia, cujos paroquianos, sem exceção, tem pelo nobre amigo de todos um respeito imensurável, um extremo carinho e uma admiração profunda, edificada por anos de dedicação ao sacerdócio, como um digno representante do Pai.

*Professor de Língua Portuguesa e redação, conteudista, palestrante e facilitador de cursos e treinamentos, especialista em educação inclusiva e revisor de textos.

Trinta Anos de Ordenação Sacerdotal do Pe. Geovane Saraiva

Ricardo Jardel Silveira*
Francisco Geovane ou, em uma tradução livre, Francisco Jovem, é filho de agricultores humildes da comunidade de Mazagão II da cidade de Capistrano-CE. Daquele casal de agricultores que vivenciou o drama da infertilidade por quatorze anos, brotaram cinco filhos, sendo que o terceiro destes viria a ser Apóstolo do Cristo. Desde cedo, aprendeu a devoção a São Francisco de Assis com o próprio Pai, que durante várias décadas peregrinava, a cada setembro, à cidade de São Francisco de Canindé, distante quarenta e sete quilômetros de Mazagão, para visitar a basílica e assistir à Missa. Seguindo os passos da Fé no Cristo, que transbordava em seu próprio lar, aos dezessete anos, o Francisco Jovem, sem olhar para trás, troca o arado do campo pelo arado do Senhor, embarca enfim em seu sonho de adolescente, de se tornar Pescador de Homens.

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Casa de Formação Santo Afonso - beleza de Arquitetura
Durante aproximadamente dez anos, realiza seus estudos de Filosofia e de Teologia nas cidades de Salvador, Brasília e Viamão, e então retorna a Capistrano, para ser ordenado Sacerdote, pelas mãos do Cardeal Aloísio Lorscheider, a quem anos depois, após a partida do Cardeal para a Jerusalém Celeste, homenagearia, escrevendo um livro sobre o Cardeal Franciscano intitulado “A Ternura de um Pastor”. Além deste livro, O Francisco Jovem escreveu mais outros dez livros, todos dedicados àqueles em que pauta sua espiritualidade, a saber, Papa Francisco e o Servo de Deus Dom Hélder Câmara.

Em gestos e palavras, o Francisco Jovem não deixa suas ovelhas esquecerem que o Cristo pode ser encontrado, visto e amado nos rostos dos empobrecidos, citando o próprio amigo Geovane: “se há fome na face da terra, é evidente que não é por insuficiência de alimentos; o que falta é o dom da partilha, da generosidade e da solidariedade” (cf. Fascinante Cena do Evangelho).

Neste dia quatorze de agosto de 2018, comemora-se trinta anos da ordenação sacerdotal do Pe. Geovane Saraiva. Metade desses anos de sacerdócio, foram inteiramente dedicados à comunidade da Parquelândia, como Pároco da Igreja Santo Afonso Maria de Ligório, aonde está sempre presente, servindo-nos diariamente com muito amor, a Santa Eucaristia. Sempre respeitando o tempo e recursos da comunidade, sem jamais nos pressionar, Pe. Geovane foi pedra angular na liderança para edificação de nossa arquitetônica Casa de Formação Santo Afonso, que é ferramenta fundamental para vários projetos, merecendo destaque sem dúvidas, o Projeto Dom Hélder Câmara, Arte e Missão, concebido pelo Pe. Geovane Saraiva e pela Coordenadora do Projeto, Auristela Leite. Inúmeros cursos de arte e mesmo de formação tecnológica são oferecidos através deste projeto.

*Professor da UFC, Pesquisador e da Pascom de Santo Afonso

Diretora Gabriela usa o horror como espelho de uma sociedade violenta

por Diego Benevides - Crítico de cinema
Luciana Paes, Murilo Benício e outros integrantes do elenco em diferentes momentos do filme, que debate temas como homofobia e racismo
Um dos nomes mais criativos do cinema brasileiro contemporâneo, Gabriela Amaral Almeida lança nos cinemas "O Animal Cordial", seu primeiro longa-metragem após uma carreira premiada de curta-metragista. A nova obra segue algumas propostas já familiares da cineasta, utilizando-se do gênero de horror para dialogar com questões sociais.
Na trama, assaltantes invadem um restaurante de classe média de São Paulo. Entre os reféns estão Inácio, o dono do estabelecimento, interpretado por Murilo Benício, e a garçonete Sara, vivida por Luciana Paes, parceira de longa data da diretora. Sempre tentando fugir do óbvio, o roteiro, faz com que as escolhas dos personagens sirvam como elemento surpresa.
A entrega do elenco, que ainda inclui nomes como Irandhir Santos, Humberto Carrão e Camila Morgado, garante a boa articulação das tensões, sendo difícil prever quais os limites narrativos e visuais que a trama pretende atingir. A partir do momento que as portas do restaurante se fecham, toda aquela encenação prende a respiração até o último quadro.
"O Animal Cordial" segue a linha criativa de filmes de horror que não se prendem a sustos fáceis e desenrolares banais, preferindo pensar o cinema de gênero de uma forma mais complexa. A produção traz a assinatura de Rodrigo Teixeira, por meio da RT Features, que produziu filmes como "A Bruxa" (2016), de Robert Eggers, e o nacional "Quando Eu Era Vivo" (2014), de Marco Dutra.
"Geralmente, as questões que me são caras vêm acompanhadas do esboço de algum personagem. É o jeito que eu processo as coisas. Por exemplo: 'o que uma mãe faria se, aos seis meses de gravidez, sentisse que não quer mais aquele filho?'. A questão (maternidade) vem junto com o personagem (uma mulher no sexto mês de gravidez). A partir daí, eu começo a puxar eventos da situação, até entender bem os sentimentos que cabem nela", conta a diretora baiana baseada em São Paulo, em entrevista exclusiva para o Caderno 3.
O longa estreou no 21º Fantasia International Film Festival, no Canadá, um dos mais tradicionais festivais dedicados a produções fantásticas, de horror, terror e demais subgêneros, passando por outros eventos importantes, como o Festival Internacional de Cinema do Rio, que premiou Murilo Benício como Melhor Ator, e o FantasPoa 2018, que premiou Luciana Paes e Gabriela Amaral Almeida como melhor atriz e melhor diretora.
Personagens
Mestre em literatura e cinema de horror, Gabriela traz suas influências do slasher e do gore para abraçar com segurança a violência gráfica. Dono, funcionários e clientes do restaurante parecem estar isolados do mundo, em uma espécie de microcosmo sem lei, bandidos ou mocinhos, vivendo uma situação-limite que testa as condutas de cada um. A diretora se interessa por temas como relações de poder, homofobia, racismo e relacionamentos abusivos para falar sobre a decadência da classe média.
"São os personagens, portanto, que pedem os elementos deste ou daquele gênero para que suas histórias venham à tona. O curioso é que quase todos os meus personagens lidam com o medo que sentem de alguma coisa e, consequentemente, suas questões pedem as ferramentas do horror, do terror e do suspense para florescerem", afirma.
Ainda que "O Animal Cordial" traga uma proposta de horror, Gabriela não deixa de lado o humor. As escolhas da diretora vêm de longa data, como nos premiados curtas "A Mão que Afaga" (2012) e "Estátua!" (2014), que se utilizam do cômico como oposição bem empregada aos dramas pessoais dos personagens
A obra não busca o riso escrachado, e sim um humor mais sofisticado. "Para uma história de suspense funcionar, é necessário que haja momentos de alívio entre um embate e outro, entre uma cena tensa e outra. É nesses alívios dramáticos que o humor invade a minha narrativa, e esse humor está sempre ligado ao absurdo e/ou nonsense de simplesmente existir", aponta a diretora.
A trama se desenrola dentro de um único cenário, cabendo à diretora pensar nas relações geográficas desse restaurante ameaçado por bandidos. Gabriela conta que já escreveu o roteiro pensando nesses espaços e nas possibilidades de imagens que eles renderiam. Tudo foi cenografado em um antigo casarão desocupado, optando por não utilizar uma locação real.
Gabriela destaca o desempenho do diretor de arte Denis Netto e da fotógrafa Bárbara Álvarez, essenciais para a criação dessa atmosfera particular aproveitada pelo longa. "A forma como a cozinha se relaciona visualmente com o salão do restaurante, servindo como uma tela do servilismo que caracteriza nossa sociedade; o corredor que liga os espaços e que regula a temperatura de atuações dos personagens, que agem de um jeito nos fundos, de outro no salão; dentre inúmeras outras coisas".
Metáforas
Ainda que as alegorias de "O Animal Cordial" sejam claras, o que facilita a imersão do público na trama, elas não soam forçadas. Isso porque Gabriela acredita que uma narrativa parte dos espaços internos e insondáveis dos personagens, de um campo das emoções que canaliza o andamento da história.
"A violência urbana, o medo de ser assaltado, morto - tudo isso é informação contextual, já sabida pelos personagens de 'O Animal Cordial' e também pelo espectador. Agora, quando esses personagens são obrigados a enfrentar o abismo que são eles mesmos, abismo este que nem eles, nem os espectadores sabiam existir, aí temos drama, a essência do funcionamento lúdico de um texto de ficção. Estamos no terreno das emoções, e não das informações. Isso faz toda a diferença", continua.
Também há em seus filmes um olhar profundo sobre suas atrizes, reafirmando o compromisso da diretora sempre interessada em sublinhar a representatividade feminina em seus filmes. "Sou mulher e gostaria de ver um sem fim de histórias que ainda não vi, nas telas, por conta da hegemonia do olhar masculino sobre as questões do universo inteiro. Novas perspectivas são bem-vindas para oxigenar os pontos de vista através dos quais tomamos conhecimento do mundo ao redor".
Além de "O Animal Cordial" chegando ao circuito, Gabriela já está com seu segundo longa-metragem pronto para estrear no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em setembro deste ano. Ambientado em um bairro proletário de São Paulo, "A Sombra do Pai" conta a história de um pai e uma filha que não conseguem se comunicar. A filha, fã de filmes de terror, acredita ter poderes sobrenaturais e ser capaz de trazer sua mãe de volta à vida.
"O que me interessa no gênero é a possibilidade de tornar alegóricos dramas humanos que me são caros. Enquanto houver personagens que sentem medo, na minha imaginação, haverá histórias de horror, sim", finaliza a diretora.
Mais informações:
O Animal Cordial (Brasil, 2018), de Gabriela Amaral. Com Murilo Benício, Luciana Paes, Camila Morgado, Humberto Carrão e Irandhir Santos. Salas e horários no Zoeira
Diário do Nordeste

Evento em São Paulo discute as questões do homem contemporâneo

Estilista Mário Queiroz promove evento Homem Brasileiro para debater o conceito de masculinidade em áreas que vão da moda aos costumes familiares (Divulgação)
Estilista Mário Queiroz promove evento Homem Brasileiro para debater o conceito de masculinidade em áreas que vão da moda aos costumes familiares (Divulgação)
Os adjetivos e conjunto de comportamento que determinavam o que fazia de alguém um homem, aos poucos, começam a ser desafiados. Homem chora, sim. Tem sentimentos. Cuida dos filhos e cozinha. Na medida em que a revolução feminista parte para mais uma etapa, o conceito de masculinidade também se modifica. Para discutir o tema, foi realizado até um evento de três dias em São Paulo. O Homem Brasileiro trouxe debates da pesquisa ao comportamento de consumo.
Enquanto as mulheres lutam pelo mercado de trabalho, segurança em casa e respeito ao seus corpos, a luta do homem contemporâneo é pela capacidade de se expressar e aceitar os próprios sentimentos. Ainda que os desafios impostos pelo machismo sejam enormes para elas, eles também têm comportamento moldado por ele. De acordo com levantamento do Instituto Locomotiva, 90% dos homens brasileiros têm pensamento machista e 67% concordam que homem de verdade não chora. No entanto, o rumo para aceitação de novos moldes começa a se tornar mais claro. Em cinco anos, o respeito à diversidade cresceu 25 pontos percentuais. "Para dialogar é precisa acreditar que a diversidade mais une que separa", afirma o pesquisador e presidente do Locomotiva, Renato Meirelles.

Segundo ele, um dos reflexos do machismo é colocar o homem sempre como provedor. Mas em um Brasil em que a participação das mulheres no mercado de trabalho cresce e a dos homens cai, a identidade dos homens entra em crise. O trabalho, explica o especialista, é citado como o principal definidor de identidade.
Para o também pesquisador e cofundador da Promundo, Gary Barker, os homens devem abraçar o conceito de cuidado, tanto com os demais quanto consigo mesmos. Em média, eles morrem cinco anos mais cedo que elas, em decorrência de suicídio, doenças crônicas que resultam de falta de cuidados (abuso de bebida, alimentação ruim, falta de exercícios).
"O homem está preocupado com essa economia instável e qual identidade isso dá. Se o trabalho não é garantido para mim, quem eu sou? Flexibilizar a ideia de que 'trabalho, logo existo; para dizer 'cuido e trabalho, logo existo'", aponta. Para Barker, houve avanços na aceitação da diversidade e reconhecimento da mulher como igual fora de casa. Em passos bastante lentos, o entendimento de igualdade no lar começa a aparecer. O maior desafio ainda é romper a ideia de "fortão" e ser capaz de pedir ajuda. A questão é de saúde, bem-estar e busca pela felicidade fora de padrões que já se tornaram antiquados.
O professor e publicitário Fábio Mariano Borges explica que o conceito de macho foi formado ainda no início do século XX. Antes disso, ele demonstra que homens tinham um relacionamento mais permissivo uns com os outros. Por exemplo, fotos de homens demonstrando carinho e cuidado um ao outro eram enviadas como cartões postais entre amigos próximos. Andar de mãos dadas era um gesto de amizade, algo que ainda hoje é visto com desconfiança pelos mais tradicionais.
"O macho nordestino é o senhor do falo. Assim como no outro extremo do País, o macho gaúcho. Ser homem é honrar o que tem entre as pernas. Eles cometem feminicídio em nome de uma suposta honra. Existe uma tensão em ser masculino porque criamos uma persona bélica e selvagem. Assim fundamos uma identidade brasileira associada a uma figura patriarcal e dominadora", conta.
Entre os elementos transformadores, Borges cita que morar sozinho tem efeitos interessantes. Um homem que nunca precisou cuidar da própria roupa, arrumar a casa, por serem tarefas antes cuidadas pela mãe, passa a ser responsável por uma casa e cuidar de tudo que há nela. Comprar produtos de limpeza, esfregar o chão.
Ele também aponta que tem crescido o número de homens que recebem os filhos em casa e querem fazer parte da vida deles mesmo quando separados. A presença das crianças, destaca, é importante para o desenvolver do lado emocional masculino. Por fim, ele conclui: "o masculino é termos a liberdade de nos expressar e sentir conforto nisso".
NÚMEROS
38%
das mulheres entrevistadas pelo Instituto Locomotiva dizem que vida piorou depois de ter filhos. Somente 9% dos homens concordaram com a afirmativa.
78%
dos homens respondentes chamou amigos de gay ou “viado” como forma de rebaixamento no último ano
34%
dos homens ainda não admitem ter um filho gay. A pesquisa também mostra que embora reconheçam que haja machismo, a maioria dos homens não se considera pessoalmente machista.
O Povo

Matemáticos descobrem quem compôs 'In My Life', dos Beatles, usando estatística

Matemáticos de Harvard e Dalhousie, chegaram a uma resposta por meio de estatísticas, após observarem a frequência de termos usados por cada membro da banda.


Opinião de Devlin faz sentido ao se observar a contradição entre os dois músicos.

Opinião de Devlin faz sentido ao se observar a contradição entre os dois músicos. (Arquivo)
Até hoje não se sabe ao certo quem escreveu a canção In My Life, lançada pelos Beatles em 1965. No entanto, os matemáticos Mark Glickman e Ryan Song, da Universidade de Harvard, e Jason Brown, de Dalhousie, chegaram a uma resposta por meio de estatísticas.

O trio participou da conferência Joint Statistical Meetings, no Canadá, e apresentou o modelo Sacola de Palavras, que reúne os vocábulos de um texto sem considerar a ordem deles e a gramática. A partir dele, os pesquisadores observaram a frequência de termos usados por cada membro da banda e concluíram que a música foi escrita por John Lennon.

O matemático Keith Devlin, da Universidade de Stanford, explicou à rádio norte-americana NPR que os pesquisadores analisaram 70 melodias de Lennon e Paul McCartney, e descobriram que havia 149 transições diferentes entre notas e acordes presentes em quase todas as músicas dos Beatles. Cada uma era exclusiva de um dos dois.

"A probabilidade de McCartney ter escrito In My Life é de 0.018% - isso é essencialmente zero. É melhor acreditar na matemática em situações assim, pois é muito mais confiável do que as lembranças das pessoas", afirma. "Especialmente porque eles colaboraram escrevendo nos anos 1960 com um estado mental completamente alterado devido a todas as coisas que estavam ingerindo", completa.

A opinião de Devlin faz sentido ao se observar a contradição entre os dois músicos. John Lennon disse à revista Playboy, em 1980, que ele compôs a canção. "In My Life começou como uma viagem de ônibus partindo da minha casa. Eu mencionei todos os lugares que lembrava e foi chato. Então eu larguei mão disso e a letra começou a ser sobre amigos e amores do passado. Paul ajudou com o meia-oito [ponte musical]", recordou o vocalista.

Quatro anos depois, McCartney contou à mesma revista que deu ritmo à canção. "John esqueceu ou não achou que eu escrevi a música. Ele tinha um poema sobre rostos dos quais ele se lembrava. Recordo-me que eu saí por meia hora e sentei com um Mellotron [teclado] que ele tinha, fazendo a melodia", explicou.


Agência Estado

A sedução de Deus

Padre Geovane Saraiva*
A Igreja, comunidade dos batizados, espalhada por todo o Brasil, vive o mês vocacional, recordando a todos que a vida é vocação: da parte de Deus, é um chamado; da dos seguidores de Jesus de Nazaré, uma resposta. Essa resposta deve ser sempre mais generosa, compreendida como vida espiritual – vida de oração – a partir do interior, numa luta desigual, nas exigências e desafios do mundo, mas na convicção de que Deus precisa de nós na sua obra redentora. Na mais segura convicção da necessidade do sacerdócio ministerial, que Cristo, sumo e eterno sacerdote, além de sua viva presença no seio da comunidade dos batizados, nutra-a por meio de sua palavra e da eucaristia, despertando-a da fome de justiça, solidariedade e paz.

Aproveito a circunstância vivida pela Igreja, por ocasião do mês vocacional, para agradecer ao bom Deus pelos meus 30 anos de ministério sacerdotal (14/08/1988), com um lema que escolhi, embora longe de vivenciá-lo na sua plenitude: "Seduziste-me, Senhor, e eu me deixei seduzir" (Jr 20, 7). Nunca perdi de vista o que nos fala o profeta Jeremias, de que a luta continua desigual. Na certeza da esperança, a partir da fome e sede de vida que há no interior do coração humano, vantagens e honras são incompatíveis e estão distantes do projeto de Deus, supremo bem. Ao encontrá-lo pelo ministério sacerdotal, nada sou, a não ser na misericordiosa justiça de Deus, na fé no mesmo Senhor e Deus.

Homenageio aquele que foi instrumento de Deus, ao me ordenar sacerdote, Dom Aloísio Lorscheider, modelo de sacerdote e anunciador da esperança cristã, homem certo na hora certa, na estreita coerência evangélica, sendo um sinal vivo de Deus. Ele era um filho de São Francisco, de um coração naturalmente bom, terno e afável, configurado com Jesus de Nazaré, nos incontáveis modos de testemunhar sua fé. Bem que São Francisco nos ajuda, na compreensão do profeta Jeremias, embora tivesse como seu referencial maior o "poverello" de Assis, na opção voltada aos empobrecidos, no consistente duelo por uma sociedade mais inclusiva, solidária e justa. Amém!

*Padre, Jornalista, Colunista e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE. Da Academia Metropolitana de Letras de Fortalezageovanesaraiva@gmail.com

Cascavel sedia Seminário de Leitura e formações gratuitas em Educomunicação, Arte e Cultura

As formações serão realizadas em duas etapas durante o mês de agosto na Escola Deputado Raimundo de Queiroz, em Cascavel/CE, com vagas abertas para educadores da região e todo o entorno, incluindo escolas em Pindoretama e Beberibe
Foto: Divulgação / Assessoria
Uma jornada intensa de oficinas práticas com atividades para além da sala de aula, despertando um novo caminho de ensino-aprendizagem com o lúdico, a cultura, a arte e o incentivo à leitura fazendo parte do cotidiano da escola! Com uma programação dinâmica e interativa com toda a comunidade escolar, o Programa de Desenvolvimento da Educação do Instituto Brasil Solidário, avança para mais uma etapa no Ceará, levando para o município de Cascavel/CE, seminários, oficinas e formações gratuitas em eixos como Fotografia, Teatro de Sombras, Xilogravura, Música, Produção de Materiais para Biblioteca, Mediação de Leitura e Contação de Histórias.
Dividida em duas etapas durante o mês de agosto, a iniciativa pretende alcançar mais de 400 participantes, entre educadores, alunos, coordenadores pedagógicos, gestores escolares e técnicos das secretarias de educação dos municípios de Cascavel, Pindoretama e Beberibe, no Ceará.
O projeto já está com inscrições abertas através do
e-mail: administrativo@brasilsolidario.org.br ou pelo telefone: (85) 9 9646.2474

Seminário da Leitura
Abrindo as atividades, o município de Cascavel/CE, recebe no dia 14 de agosto, um Seminário de Leitura, que será realizado no auditório do Hotel Jangadas da Caponga – Águas Belas/CE, pela manhã, de 08h às 12h. Na mesma semana, entre os dias 15 e 17 de agosto, começam as primeiras oficinas práticas de mediação de leitura, na Escola Deputado Raimundo de Queiroz, que acontece de 08h às 17h. As ações incluem desde técnicas de organização e montagem da biblioteca, conteúdo teórico e prático para atividades de contação de histórias, até a doação de um acervo de mais 1000 livros para a biblioteca da escola.
Enriquecendo o intercâmbio literário entre os educadores, a semana de oficina de leitura contará também com participação de representantes das escolas e secretaria de educação dos municípios de Cabaceiras/PB e Tracuateua/PA, regiões que já receberam as oficinas do IBS e são exemplos de continuidade das ações nas escolas sendo motivadas pelos próprios alunos e educadores do município, com grupos que foram criados a partir das oficinas e hoje mobilizam toda a comunidade.
II Etapa de Oficinas Práticas
A segunda etapa de oficinas práticas acontece entre os dias 30 de agosto e 01 de setembro, de 08h às 17h, na Escola Raimundo de Queiroz, em Cascavel/CE. As formações serão realizadas por profissionais que são multiplicadores das atividades do PDE/IBS em várias regiões do Brasil e estarão ministrando oficinas de Teatro de Sombras e de Bonecos (Nado Rohrmann – Companhia de Inventos/MG), Fotografia e Audiovisual (João Macul/SP e Jefferson Maciel/BA), Xilogravura (Carolina Lopes/RJ), Oficina de Artesanato/ Materiais para Montagem da Biblioteca (Levina Borges/BA), Mediação de Leitura (Zenaide Farias/RN), Construção de espaços literários (Rociania Barreto/CE) e Teatro (Daniele Yanes Rodrigues/CE).
Promovendo ideias simples, replicáveis e que já são multiplicadas em mais de 25 municípios em todo o Brasil através da metodologia do PDE, a proposta está sendo fomentada de modo a alcançar 100% das escolas dos três municípios participantes, garantindo representantes de cada escola envolvida. “O IBS já tem alcançado resultados muito positivos nas escolas do Ceará, os educadores percebem que o projeto consegue utilizar de recursos e linguagens simples, aproveitando o que a escola e a comunidade já oferecem dentro do seu contexto cultural, e passam a mobilizar ações ainda maiores, com participação das famílias, da comunidade, dando espaço para o protagonismo dos próprios alunos. Além deles, termos participantes de outros Estados como Paraíba e Pará, que também estarão se deslocando para as formações”, ressalta o Presidente do Instituto Brasil Solidário, Luis Salvatore.
Segundo o Secretário de Educação de Cascavel/CE, Fábio Pereira, os educadores estão recebendo as ações do Instituto Brasil Solidário com muito entusiasmo e disposição para dar continuidade em sala de aula. “Nós estamos multiplicando atividades do Instituto Brasil Solidário desde o ano passado, tem escolas com ações de Educação Ambiental, educação financeira e de incentivo à leitura só com as ideias coletadas na formação que aconteceu em Beberibe, agora que estamos tendo essa oportunidade das oficinas serem realizadas diretamente na escola do município, a ideia é potencializar ainda mais essa iniciativa. Pela secretaria, estamos dispostos a garantir multiplicação em pelo menos 10 escolas da região”, ressaltou Fábio.
Regionalismo e Valorização Cultural
Para esta edição, as formações ganharam um reforço importante de parcerias e apoiadores locais que vão contribuir para enriquecer as oficinas com ações que valorizam e ressaltam a identidade e os potenciais da própria região, como a participação do Grupo Uirapuru – Orquestra de Barro e de artistas plásticos que trabalham com a cerâmica e o cipó da comunidade de Bica e Moita Redonda. A oficina, que será realizada com produção de vários materiais artesanais, além do conhecimento técnico, permitirá aos educadores o contato com tradições ancestrais do município de Cascavel, que é um dos principais polos de produção da cerâmica artesanal.
No eixo de incentivo à leitura, a Oficina de Contação de Histórias, será ministrada pela atriz Daniele Yanes Rodrigues, que iniciou sua carreira como Narizinho, do Sítio do Picapau Amarelo, na Rede Globo, e atualmente, é produtora cultural e diretora da companhia de teatro itinerante – InConto Marcado. A formação promete uma semana de muita produção criativa e interativa, com técnicas de postura, controle da voz, além do estudo sobre o vasto acervo da biblioteca e as muitas possibilidades de contação de histórias e aprendizado dentro de cada gênero literário.
Serviço
Seminário de Leitura – dia 14/08;
Horário: 08 às 12h
Local: Hotel Jangadas da Caponga
(Endereço: Av. Ipanema, s/n – Praia de Águas Belas, Cascavel – CE)

I Etapa de Oficinas práticas
Oficina de Mediação de Leitura – de 15 a 17/08;
Horário: 08 às 17h
Local: Escola Deputado Raimundo de Queiroz, em Cascavel/CE

II Etapa de Oficinas práticas
Oficinas de Fotografia, Teatro de Sombras, Xilogravura, Música, Produção de Materiais para Biblioteca, Mediação de Leitura e Contação de Histórias – de 30/08 a 01/09;
Horário: 08 às 17h
Local: Escola Deputado Raimundo de Queiroz, em Cascavel/CE

Boa Notícia