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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

24 de novembro de 2017

O taxista que passou 30 anos fotografando seus passageiros

Era 1980 quando o fotógrafo californiano Ryan Weideman chegou a Nova York com um sonho: se transformar em parte da elite mundial da fotografia. Mas logo bateu de frente com a realidade; não tinha dinheiro sequer para pagar o aluguel de seu velho apartamento. A esperança de sobreviver na Big Apple veio de seu vizinho, que lhe ofereceu a oportunidade de ganhar algum dinheiro dirigindo um táxi durante a noite nos finais de semana. Jovens bêbados, prostitutas, drogados... O táxi de Weideman era a cada noite o reflexo da diversidade noturna de Nova York em um período em que a cidade experimentou grandes mudanças sociais e econômicas. Ainda que Ryan tenha se transformado em taxista por necessidade, nunca se esqueceu de sua verdadeira vocação como fotógrafo e começou a retratar esses personagens heterogêneos com os quais cruzava a cada noite. Após 30 anos captando com sua câmera tudo o que acontecia na parte de trás de seu táxi, por fim chegou seu merecido reconhecimento como fotógrafo, expondo suas fotos em galerias de meio mundo.
Ruby Duby Do, 1982
Ruby Duby Do, 1982 RYAN WEIDEMAN
A partir de 1986, Ryan Weideman começou a sair em algumas de suas fotos
A partir de 1986, Ryan Weideman começou a sair em algumas de suas fotos RYAN WEIDEMAN
O taxista que passou 30 anos fotografando seus passageiros
RYAN WEIDEMAN
O taxista que passou 30 anos fotografando seus passageiros
RYAN WEIDEMAN
Ryan Weideman também fotografava através da janela de seu táxi
Ryan Weideman também fotografava através da janela de seu táxi RYAN WEIDEMAN
O taxista que passou 30 anos fotografando seus passageiros
RYAN WEIDEMAN
O taxista que passou 30 anos fotografando seus passageiros
RYAN WEIDEMAN
O taxista que passou 30 anos fotografando seus passageiros
RYAN WEIDEMAN
O taxista que passou 30 anos fotografando seus passageiros
RYAN WEIDEMAN
O taxista que passou 30 anos fotografando seus passageiros
RYAN WEIDEMAN
O taxista que passou 30 anos fotografando seus passageiros
RYAN WEIDEMAN
O taxista que passou 30 anos fotografando seus passageiros
RYAN WEIDEMAN
O taxista que passou 30 anos fotografando seus passageiros
RYAN WEIDEMAN
O taxista que passou 30 anos fotografando seus passageiros
RYAN WEIDEMAN
El País

Itália proíbe uso comercial não autorizado do ‘Davi’, de Michelangelo

Restauração do 'David' de Miguel Ángel, em fevereiro de 2016.
A imagem da célebre escultura Davi, do gênio renascentista Michelangelo, não poderá mais ser empregada com fins comerciais sem autorização prévia, conforme uma decisão proferida nesta sexta-feira pelo Tribunal de Florença (Itália). A partir de agora as empresas italianas ou europeias que desejarem reproduzir a imagem do Davi em seus produtos terão de obter a autorização da Galeria da Academia, o museu que a abriga, e pagar as taxas correspondentes.
A Justiça aceitou assim a solicitação da Advocacia do Estado contra a atividade de uma empresa que aparentemente vendia ingressos para a Galeria estampadas com a imagem da estátua, por um preço superior ao da bilheteria oficial.
No regulamento, conhecido como “anticambista”, o Tribunal de Florença (região central da Itália) intima a companhia turística a retirar todas as imagens do Davide seus produtos e a publicar o texto da sentença no seu site e em três jornais.
O ministro italiano da Cultura, Dario Franceschini, elogiou o regulamento, que servirá para aplacar “os muitos casos de revenda pela Internet e de uso impróprio das imagens do patrimônio cultural” sem autorização prévia.
“Embora o Código dos Bens Culturais seja muito claro sobre esse tema, ainda há muitos casos (...). Este regulamento representa um importante passo à frente na proteção dos direitos dos consumidores e das obras custodiadas nos museus italianos”, afirma o ministro em nota.
A monumental escultura, realizada em mármore pelo gênio Michelangelo Buonarroti entre 1501 e 1504, é um dos símbolos da Itália e da cultura italiana, presente numa enorme variedade de souvenires.
El País

Apóstolo Paulo

Gonzaga Mota*
Paulo, anteriormente chamado Saulo, dotado de bom nível educacional, ia certa vez a caminho de Damasco, procurando e prendendo cristãos. No trajeto ouviu uma voz dizendo: "Saulo, Saulo, por quê me persegues"? No mesmo instante, uma forte luz brilhou e o cegou. A voz era de Jesus Cristo (At 9: 4-6). Ficou em Damasco, conforme estabelecido. Jesus enviou um homem chamado Ananias, para devolver-lhe a visão e batizá-lo (At 9: 17-19). Ocorreu a conversão de Saulo. De inimigo cruel, tornou-se um dos grandes teólogos do Cristianismo. Começou a pregar e a escrever sobre os fundamentos básicos anunciados por Cristo.
Suas Epístolas revelam, no Novo Testamento, a importância da palavra de Deus, ou seja, da Bíblia. Paulo, segundo os estudiosos, foi autor de 13 cartas, escritas a comunidades distintas. A coletânea "Corpus Paulino" é formada por sete Cartas "proto-paulinas (ele próprio as escreveu: Romanos, Gálatas, 1 Tessalonicenses, 1 e 2 Coríntios, Filipenses e Filémon) e seis "dêutero-paulinas" (escritas por seus discípulos: 1 e 2 Timóteo, Tito, Efésios, Colossenses, 2 Tessalonicenses). Nas 13 Epístolas, estão evidentes o amor a Deus, ressaltando sobretudo a fé, bem como ao próximo, identificado nas propostas de solidariedade, de não corrupção e de justiça (vide Carta aos Romanos 12:9-10). Sua missão foi percorrer comunidades, anunciando o Evangelho. A incerteza, a ganância e a perplexidade generalizadas, hoje em dia, devem levar as populações a um processo de meditação, visando às soluções de paz e de justiça. Como disse São Francisco de Assis: "Não vos esforceis pelas honras do mundo, mas honrai o Senhor".

*Professor aposentado da UFC
 

Festival Concreto deixa Fortaleza mais colorida


O Centro de Eventos e a passarela defronte ao prédio foram alguns dos pontos escolhidos pelo Festival Concreto. Os locais ganharam pinturas coloridas que agrada a quem passa pelos equipamentos (Foto: Saulo Roberto)
Desde o último dia 10 de novembro Fortaleza está mais colorida. A arte ganhou os muros, entre outras estruturas da cidade, através das intervenções de artistas cearenses, de outros estados e até internacionais, que participam da 4º edição do Festival Concreto. O evento, que segue até este fim de semana, invadiu diversos pontos da Capital cearense como o Centro Cultural Dragão do Mar, Porto Iracema das Artes, Centros Sócio-Educacionais, Hotel Sonata, entre outros pontos de Fortaleza.
De acordo com Alberto Gadanha, produtor do Festival, o retorno do público tem sido positivo e sintomático. "A ideia do Festival é não ser somente um evento que traz o artista pra pintar e acabou. É importante que exista uma troca com a cidade. Nesse sentido, tentamos abranger diferentes espaços da Cidade. É sempre muito positivo o retorno da sociedade. Está com um nível de aceitação muito grande. Muitas pessoas que moram perto ou passam pelos locais elogiam e fazem comentários positivos. É bem legal esse retorno", afirma.
Curiosidade
Vanessa Galdeano, artista do duo argentino Medianeras e participante do evento, conta que está empolgada em poder deixar sua marca na Capital cearense. Sua arte, um caracol gigante pintado no paredão lateral do Centro de Eventos do Ceará, tem causado curiosidade entre o público que passa pelo local. "Muita gente que passa por aqui se emociona, tem curiosidade ou até mesmo questiona. É nossa primeira vez em Fortaleza e está sendo uma experiência muito enriquecedora. Essas intervenções contribuem para deixar os locais com um pouco mais de vida e alegre", revela.
Lorena Lopes, estudante universitária, disse ser a favor das intervenções artísticas realizadas durante o Festival Concreto. "Sou a favor de todas as manifestações culturais. Nesse caso, o colorido dá um novo ar à cidade. Só vem a contribuir. Fortaleza agora é mais uma cidade a entrar nesse tipo de experiência, como já acontece em outros lugares do mundo", pontua.

Livro sobre Bob Dylan é lançado nesta sexta-feira

Livro será lançado na galeria Sem Título Arte
Livro será lançado na galeria Sem Título Arte
O par formado por rock e filosofia é o assunto do novo livro do pesquisador Daniel Lins, professor do departamento de Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Bob Dylan, a liberdade que canta traz um conjunto de ensaios que estabelece uma ligação entre o músico e nomes renomados da filosofia, como Nietzsche e Foucault.
O autor imergiu na arte de Dylan por cinco anos, pesquisando vida, música e livros do cantor. Depois da conclusão do trabalho, Daniel afirma: “Bob Dylan é filósofo”. O lançamento da obra será na galeria Sem Título Arte, nesta sexta, 24, com discurso do autor e apresentação musical de André Henrique, doutorando em filosofia.
A atitude de Bob Dylan foi uma das características que iniciou o interesse de Daniel pela história. “As pessoas perguntavam ‘de onde veio esse menino fanhoso, desajeitado e mal vestido?’, enquanto isso Bob estava questionando, criando problemas”, afirma. A liberdade aparece logo no título e é discutida em toda a obra, pois Lins acredita que as “rebeldias dylanianas” ajudaram o músico a se reinventar e a transformar pensamentos. Para Daniel, isso é “ser livre”.
Com posfácio do filósofo francês Jean-Luc Nancy, o livro encerra tratando da relação filosófica e do cunho autorreflexivo do rock. O texto foi traduzido por Lilia Benevides e tinha antes sido publicado na revista Rue Descartes, em 2008. O encontro entre Nancy e Lins justifica e expande o conhecimento contido na obra, aprofundando a bibliografia de autores que os dois apresentam. Lins destaca ainda que o livro não é uma biografia de Bob Dylan, mas um olhar mais complexo para sua arte.
SERVIÇO
Lançamento do livro Bob Dylan: a liberdade que canta
Quando: sexta-feira, 24, a partir das 19 horas
Onde: Sem Título Arte (Rua João Carvalho, 66 - Aldeota)
Evento gratuito
Livro à venda por R
Telefone: 98881 8261
O Povo

Observatório Nacional celebra 190 anos com exposição no Museu Histórico

Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil
Em comemoração aos seus 190 anos, o Observatório Nacional inaugurou hoje (23), no Museu Histórico Nacional (MHN), no Rio de Janeiro, a mostra Observatório Nacional – 190 anos: uma viagem no tempo e no espaço.
Criada no reinado de Dom Pedro I, a instituição científica, então chamada de Observatório Astronômico, teve sua primeira sede na Ladeira da Misericórdia, no extinto Morro do Castelo, próxima ao prédio hoje ocupado pelo MHN.
A exposição apresenta os principais marcos institucionais ao longo da história do Observatório e também pesquisas feitas atualmente nas áreas de astronomia, geofísica e metrologia em tempo e frequência.
“O Observatório tem uma história muito rica. Foi criado em 1827 e é uma das primeiras instituições científicas do Brasil. Participou da demarcação das fronteiras do Brasil com a Bolívia, da demarcação do Distrito Federal, da expedição a Sobral (CE) que comprovou a Teoria da Relatividade”, disse o diretor do Observatório Nacional, João dos Anjos.
Ele lembra que a instituição também participou de descobertas recentes na área da astronomia como a de um exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) nomeado de Corot-32b feita por um grupo de pesquisadores brasileiros. O trabalho foi resultado de uma tese de doutorado na pós-graduação em Astronomia do Observatório Nacional.
 uma viagem no tempo e no espaço está exposta no Museu Histórico Nacional (Fernando Frazão/Agência Brasil)
A mostra Observatório Nacional - 190 anos: uma viagem no tempo e no espaço está exposta no Museu Histórico Nacional Fernando Frazão/Agência Brasil
Outra importante descoberta de pesquisadores do Observatório Nacional foi a de que asteroides também podem ter anéis como o planeta Saturno. Segundo a instituição, a descoberta expandiu o conhecimento dos cientistas, que não imaginavam que corpos pequenos como o Chariklo, com 250 quilômetros de diâmetro, poderiam ter este tipo de estrutura.
O Observatório Nacional também é responsável pela geração e disseminação da Hora Legal Brasileira – o “horário de Brasília”.
A mostra de comemoração dos 190 anos da instituição é realizada em parceria com o Museu de Astronomia e Ciências Afins e tem o apoio do Instituto Nacional de Tecnologia. A exposição fica em cartaz até 25 de fevereiro de 2018.

Anatel vai bloquear celulares piratas a partir de maio de 2018

Para descobrir se o celular tem IMEI e é regular, basta discar *#06#.
A estimativa da Anatel é que 1 milhão de aparelhos irregulares entrem na rede todos os meses.
A estimativa da Anatel é que 1 milhão de aparelhos irregulares entrem na rede todos os meses. (Reprodução)

Os consumidores que comprarem celulares não certificados a partir de maio do ano que vem terão seus aparelhos bloqueados. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu que os novos celulares falsificados serão bloqueados, de acordo com um cronograma aprovado nesta quinta-feira, 23, pelo órgão regulador.
Os celulares homologados pela Anatel são os que possuem IMEI (Internacional Mobile Equipment Identity), um número que tem a mesma função do chassis de um automóvel. Cada celular tem um número de identificação único e global.
Para descobrir se o celular tem IMEI e é regular, basta discar *#06#. Se nenhum número aparecer, ou se o número que aparecer for diferente do que aparece na caixa do aparelho, o celular é falsificado.
A estimativa da Anatel é que 1 milhão de aparelhos irregulares entrem na rede todos os meses. Apesar disso, os clientes que já adquiriram celulares falsificados não terão os aparelhos bloqueados. O bloqueio só será realizado para celulares sem IMEI que entrarem na rede no ano que vem, conforme o cronograma aprovado.
Para consumidores do Distrito Federal e Goiás, os celulares piratas serão bloqueados a partir de 9 de maio de 2018. Para os clientes das Regiões Sul, Acre, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o bloqueio será realizado a partir de 8 de dezembro. Para a Região Nordeste e demais Estados do Norte e Sudeste, o bloqueio será a partir de 24 de março de 2019.
Os clientes que tiverem celulares piratas receberão mensagens de celular 90 dias antes do bloqueio. Na prática, isso significa que é possível comprar celulares sem IMEI até três meses antes do bloqueio. Para clientes do Distrito Federal e Goiás, a data-limite para comprar um aparelho irregular sem risco de bloqueio é 21 de fevereiro de 2018. Para o Sul, Acre, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a data-limite é 22 de setembro; e para Nordeste e demais Estados do Norte e Sudeste, a data-limite é 6 de janeiro.
De acordo com a Anatel, celulares não homologados não seguem parâmetros de qualidade e segurança e não têm garantia. O bloqueio é parte do projeto Siga. Todos os celulares comprados a partir dessas datas e que possuem IMEI adulterado ou clonado ou que foram alvo de fraude serão bloqueados.

Livro afirma que Ditadura ignorou pistas sobre morte de diplomata em Haia

É o que mostra obra do jornalista Eumano Silva, que recupera cartas com ameaças a Paulo Dionísio de Vasconcelos, achado morto em Haia.
Como as pistas que levavam a um homem em Londres nunca foram investigadas, o caso foi encerrado para o alívio do Itamaraty.
Como as pistas que levavam a um homem em Londres nunca foram investigadas, o caso foi encerrado para o alívio do Itamaraty.

Paulo Dionísio de Vasconcelos tinha 34 anos e era segundo-secretário da embaixada brasileira em Haia, na Holanda, quando o encontraram em seu Lancia Fulvia com um corte profundo no pescoço. Era 4 de agosto de 1970. Em 24 horas, a polícia holandesa concluiu que se tratava de suicídio - havia uma lâmina de barbear em uma poça de sangue no carro e testemunhas diziam não ter visto ninguém, além do diplomata, no carro. Em sua rapidez, a apuração desprezou provas de uma chantagem ou conspiração contra o diplomata. Como as pistas que levavam a um homem em Londres nunca foram investigadas, o caso foi encerrado para o alívio do Itamaraty.
É essa história que o jornalista Eumano Silva reconstrói em seu livro "A morte do diplomata, um mistério arquivado pela ditadura militar" (Tema editorial, 205 pag. R$ 35,00). Eumano contou com a ajuda da família de Paulo Dionísio - de sua viúva, filhas e irmãos, entre eles o ex-deputado federal Paulino Cícero (MG) -, que nunca aceitou a tese do suicídio, para reconstruir a vida e a carreira do diplomata. Consultou diários, cartas e documentos do Itamaraty. Encontrou na correspondência diplomática mais preocupação com o monitoramento de opositores do regime militar exilados na Europa do que interesse em elucidar todas as circunstâncias da morte do brasileiro.
Era uma época em que diplomatas se haviam tornado alvo das guerrilhas latino-americanas. Eles foram sequestrados e mortos em 1970. Na Guatemala, o embaixador alemão ocidental Karl von Spreti foi sequestrado e morto por guerrilheiros. No Uruguai, o cônsul brasileiro Aloysio Gomide era mantido em cativeiro pelos Tupamaros e, no Brasil, o embaixador alemão Erenfried von Hollenben, sequestrado pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e pela Ação Libertador Nacional (ALN), havia sido solto em troca da libertação de 40 presos políticos.
Europa
A violência política também explodia na Europa. Meses antes, uma bomba fascista deixara 17 mortos e 80 feridos na sede do Banco Nacional da Agricultura, em Piazza Fontana, em Milão. Assim, quando a notícia da morte de Paulo Dionísio chegou a Brasília, o Itamaraty logo se viu diante de mais uma crise - naquele momento guerrilheiros Tupamaros mantinham em cativeiro o cônsul Gomide.
A conclusão da polícia holandesa, afastando a hipótese de homicídio, nunca respondeu ao que teria provocado um diplomata se matar às vésperas do nascimento da sua segunda filha. Seus diários nada revelam, exceto a preocupação banal com a conta de telefone de um inquilino que ele teria de pagar em Brasília.
É aí que o trabalho do repórter Eumano ganha relevo. O contraste entre a dedicação de diplomatas à perseguição de opositores do regime é realçado pelo descaso com que são tratadas várias cartas enviadas a Paulo Dionísio - algumas das quais chegaram à embaixada após sua morte - por um misterioso remetente de Londres. Elas acusam o diplomata de ter participado de uma conspiração que levou um homem à prisão na Inglaterra e exigem que ele entre em contato com um escritório de advocacia londrino. Apesar das boas conexões da embaixada brasileira coma polícia londrina, nada foi apurado. Eumano descobriu que o escritório existia, assim como os advogados. Mas o mistério permanece: por que o diplomata morreu? A diplomacia do regime não quis indagar até o fim.

A MORTE DO DIPLOMATA
Autor: Eumano Silva
Editora: Tema Editorial
208 páginas,
R$ 35,00

Agência Estado