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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

24 de março de 2017

O STF NÃO PODE SER FANTOCHE  

Grecianny Carvalho Cordeiro*
O Ministro do STF, Gilmar Mendes, mostrou-se indignado com o "vazamento seletivo" das informações relacionadas à Operação Lava Jato.
Disse que a Procuradoria Geral da República não está acima da lei e que corre o risco de o STF transformar-se em seu fantoche.
Senhor Ministro,
Tudo o que o Ministério Público, a Polícia Federal, diversas instituições e a sociedade brasileira querem é que o STF não seja mesmo um fantoche.
Que o STF não seja fantoche ao terem alguns de seus Ministros com fortes ligações e amizades íntimas com autoridades investigadas na Operação Lava Jato.
Que o STF não seja fantoche ao decidir pelo fim do sigilo da "Lista de Janot", já pedido pelo Procurador Geral da República, pois é preciso saber quem nela se encontra.
Que o STF não seja fantoche ao decidir pela autorização das investigações contra todos os políticos envolvidos na Lava Jato, inclusive, os chefes do Executivo e do Legislativo.
Que o STF não seja fantoche de um governo que adora fazer acordos espúrios em nome da velha governabilidade, contando justamente com o apoio do STF, como foi o caso do impeachment de Dilma Roussef e do descumprimento de ordem judicial por parte de Renan Calheiros. 
Que o STF não seja fantoche e ceda a pressões políticas capazes de destruir e manchar sua imagem perante a sociedade brasileira, que ainda acredita ali residir a morada última da Justiça.
Que o STF não seja fantoche e, por meio de alguns Ministros, venha "defendendo" a aprovação de leis de duvidosa constitucionalidade, como a "anistia" do caixa 2 e a lei do abuso de autoridade. 
Portanto, tudo o que o Ministério Público e a sociedade brasileira mais desejam é que o STF não seja fantoche de ninguém, e que seus Ministros jamais possam se considerar acima da lei, mas a ela sirvam e emitam seus julgados com a devida imparcialidade, honrando assim a toga preta que envergam.
*Promotora de Justiça e Escritora

O PREÇO DA VERDADE

Grecianny Carvalho Cordeiro*
A verdade é para poucos, para os corajosos.
A verdade implica em enfrentar pessoas poderosas e influentes, jogos de poder e pelo dinheiro.
Alguém é capaz de avaliar o alto preço cobrado àqueles que se dispõem a investigar crimes de alta complexidade, envolvendo pessoas influentes e empresas multimilionárias?
No episódio da "Operação Carne Fraca", desencadeada pela Polícia Federal, o governo brasileiro se empenha em desacreditar o trabalho da Polícia Federal e enaltecer a qualidade do produto brasileiro, exportado para países do mundo inteiro.
Confie no sistema! Diz o Ministro da Agricultura.
Nas entrelinhas, diz o Ministro: não confie na Polícia Federal.
Como confiar no sistema? Se nada nesse país é confiável? Se agentes públicos e empresários - mais uma vez - se valem da velha propina para que seus interesses sejam atendidos?
Como confiar no sistema? Se os grandes frigoríficos são financiadores de partidos políticos e de campanhas políticas?
As críticas às informações dadas pela Polícia Federal à imprensa sobre tal operação são massacrantes à instituição.
O povo brasileiro não tem o direito de saber da qualidade da carne e demais produtos que consome a preços absurdos?
Essas informações têm que ser dadas, vazadas e alardeadas.
É direito nosso. Do povo brasileiro. Do consumidor.
O governo sai em defesa das empresas frigoríficas e sai em ataque ao trabalho da Polícia Federal.
Estranho isso.
Como diria, Shakespeare, em Hamlet: "existe algo podre no reino da Dinamarca."
*Promotora de Justiça e Escritora

ESPÍRITO DE SABEDORIA

Padre Geovane Saraiva*


Em Jesus de Nazaré, Deus Pai, realizou o sonho da pessoa humana radicalmente livre, dando-lhe resposta e sentido à vida, convencendo-a de que no seu mistério de amor, a criatura humana é chamada a um permanente e estreito diálogo com o absoluto de Deus.  O convite é para fazer a mesma experiência que ele realizou, numa atitude de entrega confiante, experimentando a salvação, que é dom e graça, valendo-me da assertiva do Papa Francisco (19/03/2017): “Jesus nos fala como à Samaritana. Sabemos quem é Jesus, mas talvez não o tenhamos encontrado pessoalmente, falando com Ele, e não o tenhamos ainda reconhecido como o nosso Salvador”.

O livro dos Provérbios mostra para humanidade a sabedoria bem próxima de Deus, mesmo antes da criação, lá estava ela, agindo no mundo. Chega mesmo a afirmar que ela é a primeira obra da criação, tomando parte em todas as coisas, criadas por Deus, como se fosse arquiteto ou mestre de obras. A sabedoria, segundo o Livro Sagrado, confunde-se com Deus (cf. Pr 8, 22-31). Podemos concluir, usando as palavras do Sumo Pontífice: “É uma água que sacia toda sede e se torna fonte inesgotável no coração de quem a bebe”.

Todos nós, fiéis e seguidores do Filho de Deus, precisamos mais do que nunca viver a nossa fé, de um modo tal, que o nosso coração, sensibilizado, arda de amor, através da missão recebida no batismo, com a consciência de que somos a Igreja Deus e que nela procuramos viver a grande aventura do amor, de descobrir em profundidade o sentido da vida, proposta bela e maravilhosa, ao mesmo tempo, exigente e desafiadora.

Precisamos do espírito de sabedoria, aquele mesmo espírito que animou e continua a animar homens e mulheres de boa vontade. Tomemos como exemplo o Poverello de Assis, ao acolher a sabedoria no radical e generoso abraço da cruz como um mistério de amor inconfundível, pela demonstração de fé e confiança inabaláveis, aceitando tudo por amor e canalizando a mesma dentro da virtude da humildade, com a clara consciência de que todas as graças são concedidas pelo Espírito Santo de Deus; a mais preciosa resulta na doação e renúncia.

O Cântico das Criaturas é sinal claro e evidente de um Francisco de Assis, totalmente configurado e identificado com a sabedoria de Deus.  Não deixa nenhuma dúvida, pelo respeito e zelo com a criatura humana e toda obra da criação de Deus, protegendo-a e chamando-a com a maior doçura e ternura, de boa mãe, boa irmã... Que os apelos Deus a nós destinados, de sermos artífices de reconciliação e instrumentos de paz, inspirados na sua sabedoria, encarnada em Francisco de Assis, conduza a humanidade, saciada na inesgotável fonte de água da vida, pelas sendas da fé e da esperança, sem jamais perder de vista o sonho da plena realização. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso, Jornalista, Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com 

Desafios

Gonzaga Mota*
A exclusão econômica e social é mais do que uma característica inaceitável da sociedade brasileira. Trata-se de um problema que poderá ameaçar a própria estabilidade da nossa juvenil democracia. Afinal, como podemos legitimar uma democracia cujos frutos não podem ser compartilhados pela maioria da população? Temos uma carga       tributária altíssima, mas o que é arrecadado não retorna em favor do cidadão comum no que diz respeito aos serviços públicos que lhe são prestados. A concentração de renda perdura como um dos mais marcantes traços da sociedade brasileira atual. As taxas de juros, ainda muito elevados, inviabilizam os investimentos produtivos. A crise nacional encampa setores básicos da atividade humana, atingindo agudamente a economia, a política, a saúde, a educação, a segurança, em todas as camadas sociais, principalmente as menos favorecidas. Entretanto, é na ética e na moral que se encontra, a gênese, a força-motriz que gera toda a crise em que estamos envolvidos, pois interesses pessoais ou de grupos prevalecem sobre o bem comum. É importante que as autoridades considerem que todos são iguais perante a Lei, conforme consta do Art. 5⁰ da Constituição Federal. Nada de foro privilegiado, por exemplo. O Brasil precisa de propostas e reformas estruturais e estratégicas, não apenas circunstanciais.  Não podemos compatibilizar as expectativas do setor produtivo com aquelas do sistema especulativo. No momento, a sociedade exige diretrizes e ações para ampliar o nível de emprego, combater a miséria, melhorar a distribuição de renda, retomar o crescimento econômico e exterminar o câncer da corrupção. São objetivos difíceis, existem os efeitos colaterais negativos, no entanto precisam ser perseguidos.
*Professor aposentado da UFC

Cearense pesquisa água na Holanda

Há nove anos na Holanda, o professor cearense Luewton Lemos estudou Engenharia Civil na UFC, onde fez graduação e mestrado (em Saneamento), até que embarcou para Delft para fazer o doutorado, em física aplicada. Nesta época, começou a trabalhar com sistemas de dessalinização. De 2008 a 2012 trabalhou como doutorando na Universidade. Defendeu a tese, fez concurso para professor e começou a dar aulas no Norte do país, na NHL. Casado com uma filósofa, a mulher faz mestrado em psicologia. Ele tem dois filhos, um adolescente no ensino médio e uma criança de seis anos. O mais novo nasceu na Holanda, mas como filhos de brasileiros, só teria passaporte europeu se os pais abrissem mão da cidadania brasileira. “Optamos pela brasileira, é claro”, diz Luewton.

A NHL é uma universidade de ciências aplicadas. Trabalha com a demandas das empresas. Uma das tarefas de Luewton é buscar convênios com empresas holandesas com negócios no Brasil. Tem projetos com empresas que têm filial no País. Exemplo é a Paques, em Piracicaba (SP), e a Water Let Fonds, em Minas. A Paques é a maior de tratamento de esgoto do mundo. Há mais de 10 anos está no Brasil.

Ele pode tanto trabalhar com a tecnologia das empresas na Holanda, testando equipamentos, como pode dar suporte no escritório brasileiro. Quando desenvolve projetos com estas empresas, ele traz alunos de mestrado e doutorado do Brasil para a Holanda. Quando voltam, são potenciais engenheiros da companhia. Outra, a Magnito tem unidade em Fortaleza.

O edital de dessalinização da Cagece tem cooperação de Luewton. Começou quando o governador Camilo Santana esteve no país, em agosto do ano passado, levado pelo presidente da Funceme, Eduardo Sávio. O presidente é ex-professor do pesquisador cearense na UFC. Na visita, Camilo conheceu o complexo Water Campus, uma área que junta empresas, escolas técnicas e universidade. Camilo viu possibilidades.

Uma delas foi a abertura de edital via Funcap, para buscar tecnologias para o semiárido, como alternativas de fontes de água. A outra hipótese era dar suporte para o edital de dessalinização que está sendo lançado pela Cagece.

O Povo

Adolescente católica com Síndrome de Down questiona a ONU

SIDNEY, 24 Mar. 17 / 06:00 am (ACI).- Olivia Hargroder é uma estudante australiana que nasceu com síndrome de Down e, com apenas 17 anos, fez um grande discurso em defesa das pessoas que têm esta deficiência ante a Organização das Nações Unidas (ONU).

A menina foi convidada a falar em 21 de março na 12ª Conferência Mundial do Dia da Síndrome de Down na sede da ONU em Nova York, onde era a única estudante da Austrália convidada a dar um discurso.

Embora os médicos tenham dito que nunca aprenderia a falar, Olivia fez o seu primeiro discurso no ano passado em uma conferência nacional de educação e atualmente faz parte da Associação da Síndrome de Down Queensland (Austrália), está terminando o último ano do colégio e trabalha meio período em um supermercado.

“Tenho certeza de que o médico que disse que eu nunca falaria não imaginou que eu estaria aqui em Nova York falando com vocês nas Nações Unidas. Deste modo, quando nasce um bebê com síndrome de Down, simplesmente não podemos esperar o melhor e acreditar que poderão ser qualquer coisa que quiserem ser?”, disse Olivia, na terça-feira.

Nesse sentido, assegurou que deseja viajar pelo mundo como “atriz, cantora, dançarina e oradora”.

Olivia lamentou que as pessoas com síndrome de Down no seu país estejam sendo colocadas “em uma categoria chamada insuficiência intelectual”, quando o problema é que elas sofrem na maioria das vezes de “problemas físicos” que as impede de “realizar as coisas”.

“Algumas pessoas acham que somos preguiçosos, teimosos, difíceis e que fugimos do trabalho, mas se conhecessem as nossas dificuldades físicas, talvez pudéssemos ser mais ajudados e compreendidos”, afirmou a adolescente.

Deste modo, criticou que os atletas com síndrome de Down só podem nadar na categoria de Deficiente intelectual mesmo que pudessem ter “todas as outras deficiências físicas e visuais”. Por isso, considera apropriado criar nova categoria de deficiência nos Jogos Paralímpicos.

“Isto é justo? Por que não temos a nossa própria categoria, onde todos têm os mesmos problemas físicos, onde temos um tamanho parecido e todos temos um cromossomo extra?”.

“Há aproximadamente oito milhões de nós no mundo todo e por que não? Seria muito mais fácil para o esporte, a educação, a saúde e as formas de governo”, enfatizou.

Por outro lado, Olivia assegurou que uma das coisas que aprendeu em um curso aberto sobre o desenvolvimento da criança é que nascem “otimistas” e lamentou que muitos adultos não pensem do mesmo modo quando se trata de crianças Down.

“Eles têm a mesma esperança que as outras crianças”, assegurou e citou como exemplo o caso de três amigos.

Nathan Basha, contou, trabalha em uma estação de rádio de Sydney, onde “incentiva os jovens com síndrome de Down para que busquem um emprego ou os ajudem com sua carreira”. Além disso, foi finalista como jovem australiano do ano e ganhou prêmios pela inclusão no mercado de trabalho.

Madeline Stewart, explicou Olivia, decidiu que queria ser modelo, “então trabalhou muito duro para estar em forma e agora trabalha como modelo no mundo todo e tem a sua própria marca de roupa (e passou pela NY Fashion Week muitas vezes)”.

Finalmente, recordou o seu amigo Rory O'Chee, um fotógrafo cujo trabalho descreveu como “incrível”, pois é capaz de esperar “durante horas e horas para tirar uma foto perfeita”.

“Quando as suas fotografias entram em concursos como National Geographic, ninguém sabe que ele tem síndrome de Down”, afirmou.

“Somos otimistas acerca do nosso futuro e podemos simplesmente querer voar”, concluiu Olivia.

Aplicativo chega ao mercado oferecendo serviços de apoio à entidades sociais

A Pross é uma plataforma on line que ajuda a solucionar necessidades do dia-a-dia, conectando pessoas com profissionais próximos a sua região. Também facilita a busca por entidades sociais para o voluntariado, doações ou ajudar necessitados.

É possível encontrar no aplicativo Pross App  a possibilidade de ligação entre instituições filantrópicas (Profissionais Sociais) e candidatos a trabalho voluntário. Funcionando similarmente à busca por um serviço, o candidato ao trabalho pode escolher a instituição pela localização ou causa (Assistência ao Idoso, Crianças e Jovens, Atenção à Mulher, Dependência Química, Proteção Animal e Meio Ambiente) ou ir direto a uma instituição específica.

O voluntário também pode indicar instituições que precisam de trabalho voluntário e ainda não estão no aplicativo. As entidades filantrópicas também recebem uma quantia em dinheiro a cada negócio fechado por meio do aplicativo. “Acreditamos que com isso vamos facilitar o voluntariado e pessoas em maiores necessidade”, conclui o idealizador do Pross.

O Aplicativo
Com o mundo inteiro na palma da mão por meio dos aparelhos celulares, cada vez mais multifuncionais, também ficou fácil localizar os mais diversos tipos de profissionais e serviços com poucos cliques. Basta escolher qual atividade está precisando, incluir detalhes do tipo de serviço e enviar o pedido. Sua solicitação chega de uma só vez para até cinco profissionais qualificados, daí você escolhe aquele que mais lhe interessar. Essa é a proposta do aplicativo Pross, uma plataforma genuinamente cearense voltada para a contratação de profissionais. O evento de lançamento oficial será no próximo dia 23 (quinta), mas os usuários já podem solicitar orçamento aos mais de 200 profissionais cadastrados em dezenas de áreas. O Pross App atende a Fortaleza e Região Metropolitana.

O aplicativo foi criado para fazer a conexão entre os usuários e os profissionais de mais de 1.000 serviços diferentes, inicialmente nas categorias serviços urgentes, assistência técnica, reformas, eventos, domésticos e design e tecnologia. “Ainda durante a fase de testes recebemos diversas solicitações para inclusão de novas categorias profissionais, então já disponibilizamos também serviços de saúde, moda e beleza, aulas e está em programação manutenção de máquinas industriais. Ampliamos o nosso portfólio e a tendência é que aumentaremos ainda mais as possibilidades de negócio. O nosso banco de profissionais está em constante atualização”, explica o desenvolvedor do aplicativo, Adrovane Gonçalves. “A internet é um ótimo espaço para fazer negócios, é fácil comprar produtos eletrônicos, roupas e acessórios, prestação de serviços e contratação de profissionais”, argumenta o criador do Pross App.
 
Cadastramento de profissionais
Os profissionais que desejam se cadastrar no Pross App precisam fazer o download e preencher o formulário no próprio aplicativo. A plataforma não é exclusiva para profissionais autônomos e o cadastro não é limitado a apenas uma categoria profissional. Os profissionais que atuarem em diferentes segmentos e as empresas também são bem-vindas. “As micro e pequenas empresas têm total interesse em aumentar os canais de ligação com os clientes e o aplicativo permite isso, é um canal interativo, onde o usuário pode inclusive avaliar os serviços seja do profissional autônomo ou da empresa”, explica Adrovane. A partir das informações disponibilizadas pelo usuário, o aplicativo faz o cruzamento de dados e libera as informações do cliente e dos profissionais para que eles acertem o serviço de forma independente.
 
Diferenciais
Um dos grandes diferenciais do Pross App é a categoria “Serviços Urgentes”, que reúne os principais serviços de utilidade pública (Samu, Polícia, Bombeiros, Disque Denúncia e Polícia Rodoviária), além daqueles serviços urgentes e muitas vezes demandados fora do horário comercial como chaveiro, borracheiro, eletricista, bombeiro hidráulico e reboque entre outros.
O Pross App está disponível para download gratuito nas lojas Google Play e Apple Store.

Com informações da Assessoria de Comunicação

Boa Notícia

Hong Kong retira do mercado carne importada do Brasil

Hong Kong anunciou nesta sexta-feira que irá retirar do mercado a carne brasileira supostamente adulterada e procedente dos 21 estabelecimentos investigados na operação Carne Fraca.

A cidade, um dos maiores mercados para a carne brasileira, já havia proibido no início da semana as importações de carne do Brasil, assim como a China continental.

As autoridades afirmam que as exportações caíram de 63 milhões de dólares diários a apenas 74.000 dólares.

O secretário de Saúde de Hong Kong, Ko Wing-man, anunciou a "retirada completa" de toda a "carne fresca, congelada e de ave" importada das fábricas no centro da crise.

"Não pudemos eliminar completamente os perigos ocultos em termos de segurança alimentar", disse Ko aos repórteres para explicar sua decisão.

Ko ressaltou que seis das fábricas afetadas no Brasil exportaram carne a Hong Kong e disse esperar que a ação devolva a confiança aos consumidores em relação à carne brasileira não proveniente das fábricas envolvidas no escândalo.

AFP

Toquinho, João Bosco e Joyce interpretam Tom Jobim

Por Larissa Troian
Repórter Dom Total

É em homenagem ao grande maestro, compositor, pianista, cantor, arranjador e violonista Tom Jobim, que Toquinho, João Bosco e Joyce se encontram nesta noite de sexta-feira (24), no Palácio das Artes. No repertório, clássicos do artista considerado um dos criadores da bossa nova como “Águas de Março”, “Desafinado”, “Ela é Carioca”, “Água de Beber”, “O morro não tem vez” e “Garota de Ipanema”.

Em entrevista exclusiva ao Dom Total, Toquinho revelou que a primeira composição que aprendeu era de autoria de Tom: “Antes de começar a estudar violão eu já estava envolvido com a Bossa Nova. Ouvia Dick Farney, Lúcio Alves, Maysa, Agostinho dos Santos e me impressionava o estilo de interpretação e as canções de seus repertórios. A música de Tom já prevalecia em todos eles e tornava-se cada vez mais presente em minhas preferências musicais, principalmente com ‘Esse seu olhar’”.

Parceiros de longas datas, Toquinho se apresentou em 1977 ao lado de Tom, Vinícius e Miúcha em uma temporada de shows. Indagado sobre como era trabalhar com esses grandes nomes, revelou: “Minha parceria com Vinicius já durava sete anos. Nesse show eu tive o privilégio de participar, com Miúcha, de um reencontro derradeiro: Tom e Vinicius outra vez num palco, após 15 anos do antológico ‘Encontro no Bon Gourmet’, ao lado de João Gilberto e Os Cariocas, em 1962. Tom, Vinicius, Miúcha e eu conseguimos transformar o enorme palco do Canecão numa aconchegante sala de visitas durante quase oito meses de apresentações que alcançaram limites de público e permanência jamais igualados até hoje naquela casa de espetáculos. O show foi feito em tempo recorde, em duas semanas. Ficamos praticamente morando no Canecão, nós quatro e o Aloysio de Oliveira, que dirigiu. Tudo foi uma festa, desde o primeiro ensaio até o último dia. O Canecão lotado o tempo inteiro, o contrato inicial era para dois meses, acabamos ficando sete. A alegria começava nos camarins com amigos e convidados. Bebia-se uma média de duas garrafas de uísque por noite. Depois do show, era jantar aqui e ali, todas as noites. Além disso, houve momentos de canjas antológicas. À noite em que, sem que ninguém soubesse, Roberto Carlos entrou cantando ‘Lygia’, desde a coxia, e foi cantá-la com o Tom. Foi muito bonito. Outra noite, Oscar Peterson subiu ao palco, improvisou, tocou ‘Wave’ no piano. Foram duas aparições marcantes durante a temporada”.

De todas as belíssimas letras e melodias de Tom Jobim, Toquinho citou suas duas preferidas ao reviver no palco:  “’Eu Sei que Vou te Amar’ está sempre nos repertórios de meus  shows; e ‘Insensatez’, especialmente pela delicadeza de letra e melodia”.

Com shows de homenagens a Tom pelo Brasil afora, o artista explicou como ele, João Bosco e Joyce lidam com as diferenças no palco mesmo que originadas da mesma base, que é a Bossa Nova: Joyce é uma parceira de longas caminhadas, já fizemos muitos shows juntos, no Brasil e na Europa. Grande instrumentista e cantora de voz peculiar, compositora de primeira linha. Temos tudo para fazer um show intimista com a participação do público ouvindo sucessos que gostam de cantar junto. É muito prazeroso trabalhar com João Bosco. Ele tem uma técnica própria de tocar violão. Em suas composições, inventa trechos melódicos e harmônicos de espontânea sofisticação. Seu violão é vibrante, tanto quanto a dinâmica rítmica de suas músicas. E sua voz altera rusticidade e suavidade sem interferir na sonoridade de seu violão, fazendo dele um artista com linguagem inconfundível e plenamente brasileira. João é um compositor e intérprete peculiar, com estilo próprio, diferente do meu. É interessante juntar num palco esses três estilos diferentes originados da mesma base. Isso facilita as coisas".

Admirador de Tom, Toquinho afirmou que a personalidade musical do artista era “única e inconfundível”: “Tom é genial. Único e inconfundível em tudo que fez, desde os primeiros arranjos que marcaram o início de sua carreira, nas parcerias com Vinicius, Nilton Mendonça e Chico Buarque, até nas canções em que se revelava também um exímio letrista”.

Por fim, falou também de sua relação com o público mineiro e a representatividade em reviver as obras de Tom por aqui: “Sou muito próximo da gente mineira, e quando tenho ao meu lado mais um deles, o João Bosco, a performance fica mais autêntica e representativa, reforçada pelo talento de Joyce. Tudo se torna mais intimista, como o público prefere.”

O show tem início previsto para as 21h e os ingressos estão à venda. Confira todas as informações na Agenda Dom Total. Bom show!

Redação Dom Total