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26 de fevereiro de 2018

Academia de Letras volta a criticar falta de literatura na Educação em MS

Sede da ASL na Capital
Sede da ASL na Capital
A retirada da cadeira de literatura da grade escolar em Mato Grosso do Sul voltou a ser criticada, na Capital, na posse do novo imortal da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), Oswaldo Barbosa de Almeida, em solenidade realizada na sede da entidade na noite de sexta-feira (23). O novo imortal da ASL, que passa a ocupar a cadeira de número 3, é natural de Coxim, autor de livros de crônicas e contos, e também colaborador do jornal "Correio do Estado", com artigos de opinião e crônicas ou minicontos totalizando mais de 200 publicações no periódico.
Em seus discursos, o presidente da ASL, Henrique de Medeiros, e o secretário-geral, Rubenio Marcelo - que fez o discurso de saudação ao novo acadêmico - fizeram duras críticas à medida. Rubenio declarou que o Ensino Médio "tem a meta de propiciara formação integral do estudante, bem como a educação em direitos humanos como princípio nacional norteador. Para ele, a formação integral necessita de aprendizados integrais e consistentes, e no tocante a educação em direitos humanos "sabemos que a literatura, pelo seu aspecto humanizador e formador cultural, constitui-se num dos necessários e mais relevantes direitos de todos."
Críticas ocorreram durante posse de  novo imortal da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), Oswaldo Barbosa de Almeida
Críticas ocorreram durante posse de novo imortal da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), Oswaldo Barbosa de Almeida
Henrique de Medeiros, ao também criticar a composição da nova grade escolar, disse que "a palavra na gramática é matemática", e a "palavra na literatura é pensamento e lições de vida". Lembrou ainda que a ASL foi uma das primeiras organizações a se posicionar contra a retirada da cadeira exclusiva de Literatura da rede escolar, ao publicar um Suplemento Cultural inteiro comentando e analisando a postura da Educação estadual, e que estará sempre ao lado das entidades organizadas em defesa dessa posição.
A solenidade contou com a presença de inúmeros acadêmicos, diversas autoridades e público com vários educadores que se manifestaram solidários às críticas proferidas, tendo sido a tônica principal da confraternização no foyer da Academia após a solenidade. Em seu discurso, Rubenio disse ainda, ao citar o escritor e ensaista Goethe, que valia ressaltar sua assertiva de que "O declínio da literatura indica o declínio de uma nação".
IMORTAL
O novo imortal, Oswaldo Barbosa de Almeida, passa a ocupar a cadeira que tem como patrono Ulysses Serra e que foi preenchida anteriormente porHeliophar de Almeida Serra. Oswaldo tem uma linda história de vida, tendo sido engraxate, vendedor, servente de fábricas de refrigerantes, frentista, entregador de mercadorias, locutor de rádio, além de ter trabalhado na Prefeitura de Campo Grande, no Banagro, no Banespa, na Planoeste, na Cohab e no TRT e ainda de exercer a advocacia.
Oswaldo foi membro do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, Seccional de MS, por oito anos. Atualmente, é advogado e servidor federal aposentado, residindo em Campo Grande. É autor dos livros Memórias... e outras histórias" e "Sobre Corujas e outras espécies". Possui iniciados dois projetos: um romance e um livro no campo histórico, sobre tema de interesse público. É colaborador do jornal "Correio do Estado", de Campo Grande, desde o ano de 2006, com mais de 200 textos publicados em crônicas, artigos de opinião, críticas e costumes, política e outros temas.
ACADEMIA
Fundada, em 30 de outubro de 1971, pelos escritores Ulisses Serra, Germano de Souza e José Couto Pontes, a instituição surgiu com o nome de Academia de Letras e História de Campo Grande. Esta denominação predominou até final de dezembro de 1978, quando, às vésperas da instalação da nova unidade da Federação (MS), que se daria no dia 1º/01/1979, em assembleia geral, a entidade foi transformada em Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL).
Fonte: http://www.douradosagora.com.br

Começa nesta segunda (26) o III Encontro Internacional da Imagem Contemporânea

por Iracema Sales - Repórter
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O artista Francisco de Almeida, cuja exposição integra a programação do Encontro
A imagem pode contribuir tanto para denunciar e conscientizar as pessoas acerca de questões sociais - drama da migração, miséria, desrespeito aos direitos humanos, entre outros - como apenas para espetacularizar a realidade. Exemplo recente foi a foto do garoto sírio, morto no mar Mediterrâneo, estampando primeiras páginas de jornais e sites de vários países do mundo em setembro de 2015, e de repente transformando o menino em símbolo da crise migratória na Europa.
O fato mostra a multiplicidade de sentimento que uma fotografia desperta. "A imagem possui papel, simultaneamente, de conscientizar e de causar uma espécie de anestesia", adverte a pesquisadora em cinema contemporâneo Angela Prysthon, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Ela considera pertinente a discussão, que será ampliada, a partir da junção de várias vozes, durante o III Encontro Internacional de Imagem Contemporânea. O evento, que tem como tema "Imagem e liberdade", começa hoje (26), com a inauguração da mostra individual do artista Francisco de Almeida, às 18h, na Sem Título Arte. Em paralelo, será apresentada a performance "Merci beaucoup, blanco!", da artista Michelle Mattiuzzi, que pintará o corpo de branco.
Até 1º de março, pesquisadores do Brasil, França, Itália e Argentina ocuparão diferentes equipamentos culturais de Fortaleza - Cineteatro São Luiz, Cinema do Dragão, Escola Porto Iracema das Artes, Museu da Fotografia Fortaleza e Vila das Artes - para discutir a relevância da imagem na atualidade, ganhando mais ênfase com a popularização da tecnologia digital, no início do século XXI.
O encerramento será na quinta (1º), às 19h, com a conferência "A conquista de uma autonomia visual: marcos históricos e iniciativas fílmicas contemporâneas", com Nicole Brenez, professora de estudos cinematográficos na Universidade Paris III e curadora de programas experimentais e de vanguarda na Cinemateca Francesa.
A pesquisadora assina texto sobre cinema engajado no livro "Levantes", organizado pelo teórico francês Georges Didi-Huberman. Ao todo, serão ministradas 18 conferências, além da programação artística, materializada na mostra de Francisco de Almeida, e na performance "Merci beaucoup, blanco!"
Angela Prysthon, que ministrará a palestra "Poéticas da liberdade na diáspora - o cinema de John Akomfrah", na quarta-feira (28), às 11h, no Cinema do Dragão, recorre ao livro "Diante da dor dos outros", da ensaísta americana Susan Sontag, que aborda justamente a reação dos seres humanos ante a dor alheia.
Anestesia
Até que ponto o excesso de veiculação de imagens pode colaborar para o embrutecimento das pessoas, provocar ações ou, simplesmente, "anestesiar", questiona ela. Por outro lado, prossegue, para além da conscientização, pode levar também à banalização da imagem e, de certo modo, nos tornar insensíveis diante das catástrofes.
Sua fala será pautada no cinema do ganês John Akomfrah. Criado na Inglaterra, ele iniciou a carreira nos anos 1980. Seus filmes tratam sobre questões raciais, colonialismo e pós-colonialismo - atual momento vivido pela Europa, daí as fronteiras estarem sendo fechadas aos migrantes. A revolução tecnológica da era digital provoca essa nova diáspora: muitas vezes, as pessoas viram personagens de um filme real, sem querer.
Com um olhar especial, afirma a pesquisadora, o cinema de John Akomfrah passa ao largo da "banalização e do clichê" das situações representadas, mesclando imagens do presente com passado.
"Ele adensa essa manipulação de imagens" misturando os dois tempos, observa Angela Prysthon, afirmando que sua arte é pouco conhecida no Brasil - embora seus filmes tenham sido apresentados em mostras realizadas nos em Brasília e São Paulo.
Um dos temas recorrentes nos títulos do cineasta nascido em Gana é a migração. A base do trabalho da pesquisadora é o filme lançado em 2013, sobre o teórico jamaicano, radicado na Inglaterra, Stuart Hall (1932- 2014). Ela investiga a diáspora condensada na obra do cineasta africano.
Expandida
A sensibilidade do artista faz com que o filme se torne uma "biografia expandida", ao transpor a história de vida de Hall para todos os migrantes. Angela Prysthon chama a atenção para o sujeito pós-colonial, que vai viver no império, no centro metropolitano.
A pesquisadora define o cinema de John Akomfrah como político, mas não no sentido tradicional e panfletário. "É um cinema com uma estética política", justifica.
Dessa maneira, seus filmes são exibidos em museus, com instalações, possuindo íntima ligação com as artes visuais, e explora a vertente do cinema expandido, uma das facetas da arte contemporânea.
Outra característica desse "cinema político mais estético" é o compromisso com a história, destacando o afro-futurismo. "Sua noção de expressão de negritude ultrapassa os clichês sobre raças", reitera, completando que leva para o universo da arte questões teóricas desenvolvidas por Hall.
Assim, o cineasta dá uma expressão artística a essas questões caracterizadas na diáspora pós-colonial. A intenção de Angela Prysthon é usar muitas imagens para ilustrar seu discurso. Dentre as principais criações de John Akomfrah destaca "As canções de Handsworth" (1986), que marca a estreia do diretor na sétima arte. Além de "O último anjo da história" (1995), "As nove musas" (2011) e "O projeto Stuart Hall" (2013). Na opinião da professora, são referências incontornáveis para pensar a diáspora africana e as relações inter-raciais na contemporaneidade.

Mais informações:
Abertura do III Encontro Internacional de Imagem Contemporânea. Nesta segunda (26), às 18h, na Sem Título Arte (R. João Carvalho, 66, Aldeota) com apresentação da performance "Merci beaucoup, blanco!", de Michelle Mattiuzzi, e inauguração mostra Francisco de Almeida. Programação: eiic.ufc.br/2018/

Diário do Nordeste

Obras de arte em vídeo ocupam o Cineteatro São Luiz até 1º de março


olho
Na mostra Olho, uma seleção de 30 filmes explora as possibilidades oferecidas pelo cinema como espaço de recepção para a videoarte
A terceira edição da mostra “Olho” traz ao Cineteatro São Luiz de terça (27) até o dia 1º de março, uma seleção de 30 filmes, de forma a apresentar ao público uma mostra internacional que explora as possibilidades oferecidas pelo cinema como espaço de recepção para a videoarte. 
 
O projeto explora o pensamento, a percepção e o conhecimento de forma tentacular através de uma seleção de obras em vídeo brasileiras e internacionais que pertencem aos campos cada vez mais entrelaçados do filme experimental, da vídeo-arte e do cinema expandido.
 
A mostra tem curadoria de Alessandra Bergamaschi (graduada em Comunicação pela Universitá di Bologna, doutoranda em História da Arte pela Puc-Rio) e Vanina Saracino (curadora independente), criadoras, em 2013, de Olho, projeto que pretende tornar-se uma plataforma criativa e crítica para os profissionais que estão refletindo sobre o estatuto da obra de arte a partir da imagem em movimento.
 
As obras selecionadas são dos seguintes artistas: Ali Cherri, Agnieszka Polska, Cao Guimaraes, Carlos Motta, Clément Cogitore, Gabriel Mascaro, Jonathas de Andrade, Júlio Cavani, Luiz Roque, Marc Johnson, Mika Taanila, Naïmé Perrette, The Otolith Group, Regina Parra, Rivane Neuenschwander, Sebastian Díaz Morales, Tanya Busse, Tuomas Aleksander Laitinen e Yuri Firmeza.
 
Confira a programação completa da mostra no evento do Facebook.

Diário do Nordeste

I Feira da Literatura Cearense acontece em março no CCBNB

xico sá
Xico Sá é um dos convidados da I Feira da Literatura Cearense no CCBNB
Fortaleza recebe mais uma atividade voltada à literatutra entre os dias 8 e 10 de março. Trata-se da I Feira da Literatura Cearense, encontro com autores dos mais diversos gêneros e expressões literárias no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB).
 
O evento é uma oportunidade para as editoras e autores locais apresentarem seus projetos editoriais, autorais, gêneros e os espaços conquistados nos últimos anos.  “A I Feira da Literatura Cearense vem no momento atual do mercado brasileiro e do Ceará se adaptar a uma nova realidade econômica. São os mesmos produtores Feira do Livro Infantil de Fortaleza, que acontece há sete anos, porém com uma visão e ação destinado a literatura local, até o mercado nacional se refazer economicamente.” explica Almir Mota, o coordenador geral do evento.
 
participação feminina é destaque na programação com 17 escritoras em lançamentos, bate-papos e oficinas literárias. Na abertura, quinta-feira (08), às 10h, acontece exposição e venda de livros, seguido do lançamento “Revirando meu guarda roupa” com a autora Fernanda Façanha e "Um Vestido para Tutti", com Tânia Dourado. Haverá ainda a presença das autoras Mara Monteiro, Isabel Golveia, Clara Lêda, Evan Bessa, Fátima Lemos, Francinete Azevedo, Sônia Nogueira, Arlene Portelada e Socorro Acioli, encerrando a Feira com o lançamento "Diga, Astragud". 
 
Evento contará com lançamentos e debates
 
Nesta primeira edição da feira, os organizadores reuniram um elenco de 17 editores e 33 escritores, grupos literários, contadores de histórias e músicos para tornar a programação ainda mais dinâmica e atrativa. O veterano escritor e músico cearense Eugênio Leandro realiza show e relançamento do livro Rei Piaú, em seus quarenta anos de carreira. 
 
Haverá também um bate-papo com lideranças sociais como o Preto Zezé da Central Única de Favelas (Cufa) passando por apresentações de "O Sarau Pescaria" com o Grupo Literário Pescaria, de Varjota/CE, o debate "Desafios do Mercado Editorial Alternativo no Ceará", com os escritores e editores Alan Mendonça, Talles Azigon e Raymundo Netto, e exposição de livros, recitais de poesia e vários encontros literários como o que acontecerá com o jornalista e escritor Xico Sá, dia 09 de março, às 19h.
 
No total, serão 12 lançamentos de livros, que alcançam abordagens acadêmicas como o livro "Avaliação de Educação, Desempenho Escolar e Gestão Pedagógica" dos professores Casemiro Campos, Fabricia Viana e Eliana Alves.
 
Realizado pela Casa da Prosa, I Feira da Literatura Cearense tem o objetivo de aproximar, valorizar e evidenciar a produção literária local, editoras e autores já destacados no cenário nacional e novos talentos. 
 
O projeto é uma realização da Casa do Prosa com o patrocínio do Banco do Nordeste do Brasil, e Enel, através da Lei do Mecenato da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará e Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet.
 
Mais informações
 
I Feira da Literatura Cearense
Quando: de 8 a 10 de março de 2018
Local: Centro Cultural Banco do Nordeste (Rua Conde D’Eu, 560 - Centro)

Diário do Nordeste

Fotografias revelam os bastidores de conflitos que redefiniram o País


 JÁDER SANTANA
jader.santana@opovo.com.br
s protestos de 2013 não foram exceção. De acordo com a exposição Conflitos: Fotografia e violência política no Brasil, 1889-1964, o gigante nunca esteve adormecido. Com curadoria de Heloisa Espada, coordenadora de artes visuais do Instituto Moreira Salles, as imagens, pertencentes a 30 coleções de todo o Brasil, deixaram ontem, 25, a sede do IMS no Rio de Janeiro com previsão para chegar a São Paulo no início de maio.
Enquanto isso, as fotografias podem ser vistas no catálogo homônimo co-organizado pela socióloga Angela Alonso. As imagens aparecem situadas cronologicamente em capítulos individuais dedicados aos conflitos, da Revolução Federalista de 1893, nos primeiros anos da República, ao Golpe de Estado de 1964. O Vida&Arte apresenta a seguir alguns desses registros.

Motins pós-suicídio de Vargas (1954)
Foi no dia 24 de agosto de 1954, às 9 horas, que o Repórter Esso noticiou o suicídio de Getúlio Vargas. Com disposição de partir para as vias de fato, manifestantes percorreram o Centro do Rio de Janeiro destruindo todo tipo de propaganda relacionada à oposição de Vargas, promovendo quebra-quebras e incendiando carros. Um grupo cercou a redação do jornal O Globo e, impedido de entrar, atacou as caminhonetes de distribuição dos jornais prontas para partir. A edição inteira do diário foi incendiada.

Jornal O POVO

Notícias do Ceará

Três capas do jornal O POVO integram o livro-catálogo da exposição. No capítulo “A guerra das imagens: Lampião descobre a fotografia”, ilustrando artigo escrito pela historiadora francesa Elise Jasmin, estão os fac-símiles da primeira página das edições de 29 de dezembro de 1936 (“Uma das mais importantes Reportagens fotográficas dos últimos tempos - Lampeão, sua Mulher e seus Sequazes filmados em pleno Sertão”); 31 de dezembro do mesmo ano (“A Mulher de Lampeão: A Vida amorosa de Virgolino através de curiosos e interessantes Episódios”); e 15 de agosto de 1938 (“No Local onde tombou Lampeão: Como a Reportagem do O POVO encontrou o Corpo de Virgolino e seus Companheiros”).

Guerra de Canudos (1896)
Perseguido desde a década de 1870, Antônio Conselheiro viu ruir seu reino na tarde de 5 de outubro de 1897, quando a ocupação de Canudos foi destruída pelas tropas do Exército — agindo sob a ordem de “não deixar ficar de pé nem um só pau que indicasse ter havido ali uma choça”. O fotógrafo Flávio de Barros capturou em imagens o orgulho do exército, o cadáver do líder messiânico e a situação precária dos jagunços prisioneiros (foto), amontoados sob o sol, sem água e comida disponíveis, totalmente dominados. Com Canudos completamente cercada, ficou o registro da vitória.
Revolução Federalista (1893)
Envolvendo os estados do Sul do País, a Revolução Federalista marcou os primeiros anos da República. Os Federalistas foram um grupo dissidente que pretendia liberar o Rio Grande do Sul da governança de Júlio de Castilhos. As disputas sangrentas duraram de 1893 a 1895, e foram acentuadas pelo envio de tropas federais por Floriano Peixoto para socorrer de Castilhos. Pelos menos 10 mil pessoas morreram durante o conflito, muitas delas vítimas da degola, prática recorrente executada por ambos os lados da disputa. Na foto, um revoltoso momentos antes de sua degola.
 Revolução de 1924
Nascida do rescaldo da revolta tenentista de 1922, mostrou o potencial de insubordinação dos militares — que exatos dois anos depois, em 5 de julho de 1924, deflagraram uma nova rebelião com articulação em vários estados. A maior parte das ações ocorreu em São Paulo, nas proximidades do Palácio dos Campos Elísios. Houve bombardeio intenso durante dez dias, e várias casas, fábricas e igrejas foram destruídas (foto). As tropas conseguiram expulsar os revolucionários, que decidiram abandonar a Cidade e seguir marchando pelo interior do Estado, em direção ao Paraná.
 Insurreição de Aragarças (1959)
Última tentativa da Aeronáutica de contribuir com a União Democrática Nacional (UDN) em suas tentativas de conquistar o poder sem autorização do voto popular, desenrolou-se durante 36 horas — do sequestro de um avião decolado do Rio de Janeiro com 38 passageiros à rendição de amotinados pelo Exército em Aragarças, interior de Goiás. O objetivo era fortalecer Jânio Quadros e burlar a campanha presidencial do general Teixeira Lott, candidato apoiado por Juscelino Kubitschek. Na foto, insurgentes de Aragarças no momento de sua rendição, em dezembro de 1959.

O Povo