Destaque

Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

9 de novembro de 2016

Gabarito do Enem já está disponível

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
O gabarito do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está disponível no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O exame foi aplicado no último fim de semana (5 e 6) para mais de 5,8 milhões de estudantes.
Os gabaritos dos diferentes modelos de exame podem ser conferidos na internet, na página do Enem. Os resultados individuais serão divulgados apenas no dia 19 de janeiro, quando todos os participantes, inclusive aqueles que tiveram as provas adiadas para os dias 3 e 4 de dezembro, saberão exatamente quanto tiraram em cada uma das provas.
Teoria da Resposta ao Item
Mesmo com o gabarito em mãos, os candidatos não conseguirão saber a nota que tiraram porque o sistema de correção do Enem usa a metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que não estabelece previamente um valor fixo para cada questão. O valor varia conforme o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item. Assim, se a questão tiver grande número de acertos será considerada fácil e, por essa razão, valerá menos pontos. O estudante que acertar um item com alto índice de erros, por exemplo, ganhará mais pontos por ele. Dessa forma, o candidato só saberá a sua nota nas provas objetivas após a divulgação do resultado final, em janeiro.
As notas da prova podem ser usadas para pleitear vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para pedir bolsas no ensino superior privado pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Além disso, os candidatos com mais de 18 anos podem usar o Enem para receber a certificação do ensino médio.
Edição: Graça Adjuto

Instituto Butantan pesquisa remédio contra o vírus Zika

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil
O Instituto Butantan iniciou a pesquisa de um medicamento para tratar pessoas infectadas com o vírus Zika. Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, a infecção pelo Zika pode provocar microcefalia em bebês quando a mãe, ainda gestante, entra em contato com o vírus.
Mosquito Aedes aegypti
Mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus Zika Arquivo/Agência Brasil
A pesquisa do Butantan vai adotar como métodos o reposicionamento de fármacos e a triagem de alto conteúdo. Essas tecnologias permitem que coleções de compostos químicos sejam triadas contra o vírus em células humanas infectadas.
Segundo o instituto, esse processo é mais rápido porque dispensa a necessidade de validar previamente o alvo molecular, o que poderia levar vários anos.
Estudo precursor
Os pesquisadores envolvidos no estudo fizeram trabalho semelhante no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas, com 725 medicamentos aprovados nos Estados Unidos, e encontraram 29 substâncias com ação sobre o vírus.
Na pesquisa, a célula humana, infectada com o vírus Zika por 72 horas, é exposta à ação dos fármacos para tentar inibir a infecção.
Esse procedimento é chamado de atividade antiviral, utilizando um vírus isolado. Os cientistas avaliaram a atividade dos fármacos na distribuição e metabolização do organismo. Entre os compostos descobertos nesse estudo, o mais promissor foi palonosetron, usado atualmente no tratamento de náusea induzida por quimioterapia de câncer. O composto apresentou alta eficácia contra a infecção pelo vírus Zika.

Mães de bebês com microcefalia enfrentam rotina exaustiva em busca de tratamento

Débora Brito - Repórter da Agência Brasil
Nos três estados que mais registraram casos de infecção pelo vírus Zika e de bebês com microcefalia - Bahia, Pernambuco e Paraíba - , diferentes mães estão traçando um mesmo enredo de dúvidas, angústia e invisibilidade. A epidemia que chamou a atenção do mundo todo tem deixado suas principais vítimas na sombra. Donas de uma vida já difícil, mulheres nordestinas agora carregam diariamente seus filhos em busca de tratamento. Nesta sexta-feira (11) completa um ano desde que o Ministério da Saúde decretou a epidemia como Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional.
O choro dos bebês ecoa nos corredores dos hospitais e centros de reabilitação.  Os exercícios de fisioterapia parecem um martírio para as crianças, que desde o nascimento são desafiadas a transpor seus limites. “As crianças que nascem com diagnóstico de microcefalia têm alteração do sistema nervoso central que podem afetar o desenvolvimento típico da criança e dificulta que elas tenham aquisições dentro do tempo certinho. Aí o papel da fisioterapia precoce é minimizar essas disfunções”, explica a fisioterapeuta Patrícia Carvalho, do Centro de Reabilitação Irmã Dulce, em Salvador.
Se para os bebês parece um sofrimento, para as mães as terapias representam a esperança de amenizar as sequelas. “Eu acho que o maior medo delas é que eles não sentem, não andem, não falem”, explica a fisioterapeuta Jeime Leal, do Hospital Dom Pedro I, em Campina Grande (PB). Jeime ouve diariamente o desabafo das pacientes. “Às vezes elas chegam aqui, choram, choram, choram e eu não tenho muito o que falar, porque elas já são guerreiras por estarem nessa batalha. Eu sei que elas realmente não estão preocupadas com elas mesmas, nem com o marido, nem com nada, só com a criança. Elas fazem de tudo para não perder nenhuma sessão. Então, acho que isso tem sobrecarregado um pouco elas. Não sei até que ponto, nem até quando elas vão conseguir suportar tudo isso sozinhas.” relata.
Sandra Valongueiro, pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), também ressalta a importância de voltar a atenção para as mulheres. “Você imagina o que é passar a gravidez inteira com essa angústia. Essas mulheres precisam de apoio do Estado, da sociedade e das comunidades. Não é vitimizar as mulheres, mas colocá-las nos lugares onde elas devem estar. Se a maternidade no Brasil é tão importante, do ponto de vista simbólico, porque ela não é importante na prática?”, questiona.
"O meu medo era como ia ser a feição dele, se ia ser bonito"

Paula Custódio, mãe de Anthony, que nasceu com microcefalia na Bahia
Paula Custódio, mãe de Anthony, que nasceu com microcefalia na BahiaImagens/TV Brasil




















Foi com silêncio e lágrimas que Paula Custódio reagiu à pergunta: qual é o seu sonho? Paula não revelou com o que sonha, mas contou como sua história mudou depois no nascimento de Anthony, seu primeiro filho. “Quando a gente soube, foi assustador porque eu nunca tinha ouvido falar sobre isso. Não tinham outras pessoas ao meu redor, como eu vejo hoje, que tivessem outras crianças [com microcefalia]. Primeiro, o médico não soube falar o que era. Eles só assustavam, diziam que a criança corria risco de morrer, falavam que ele não ia andar. Foi quando mandaram a gente para um médico aqui em Salvador. Ele me tranquilizou mais, disse que já viu casos piores, então era para curtir o resto da gravidez e esperar nascer”, relembra.
Paula é cuidadora de idosos e mora em Esplanada, a 165 quilômetros de Salvador. No início da gravidez, sentiu dores nas articulações. Fez o teste de sorologia e cinco meses depois do nascimento de Anthony ainda não tinha o resultado do exame. A suspeita de que foi infectada pelo vírus Zika surgiu no último ultrassom, que detectou a microcefalia no bebê. “O meu medo era como ia ser a feição dele, se ia ser bonito. Porque no começo, quando fui olhar na internet, só tinha umas imagens feias”, relata.
O diagnóstico da microcefalia de Anthony foi feito pelo médico do interior, que imediatamente encaminhou o caso para Salvador. Os cuidados com o filho obrigam Paula a se deslocar pelo menos três vezes por semana para a capital, com o carro da prefeitura de sua cidade. Apesar da agenda cheia com a atenção especial ao bebê, Paula tem conseguido conciliar a nova rotina com o trabalho de cuidadora de idosos. E não deixou de sonhar, pelo filho e por ela. “Eu tenho vários sonhos. Só que o principal, fora ele, tem um que eu não quero falar agora”, diz emocionada.
“Tenho planos...”
Lucilene Guimarães Moreira, 22 anos, mãe de Cauane Vitória, que nasceu com microcefalia e precisou passar os primeiros meses de vida na UTI neonatal
Lucilene Guimarães Moreira, 22 anos, mãe de Cauane Vitória, que nasceu com microcefalia e precisou passar os primeiros meses de vida na UTI neonatalImagens/TV Brasil






















Lucilene Guimarães Moreira, 22 anos, mora em Monte Santo, “oito horas de relógio” de Salvador, como ela mesma descreveu. O olhar desconfiado e tímido muda no momento em que observa a filha na incubadora. Cauane Vitória nasceu com microcefalia e precisou passar os primeiros meses de vida na UTI neonatal para aprender a sugar. O primeiro desafio da menina foi vencer a recuperação da gastrostomia, cirurgia para colocar uma sonda no estômago.
No corredor do Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, Lucilene segue acompanhada do companheiro Ronaldo de Jesus Guimarães, 32 anos. Eles são primos e estão juntos há um ano e meio. Não planejaram a gravidez, mas também não evitaram: ela diz que não estava usando nenhum tipo de método contraceptivo. Os sintomas de febre, dor de cabeça e dores no corpo a levaram ao médico. Foi assim que descobriu que estava com a febre chikungunya e grávida de dois meses. Combinação que, mais tarde, levou ao diagnóstico de microcefalia no bebê. "Eu tomei um susto, ao mesmo tempo estava ciente que estava acontecendo isso", conta.
Ronaldo é ajudante de pedreiro e também presta serviços gerais. Ficou desempregado por mais de um ano devido à rotina de acompanhar diariamente Lucilene e a filha ao hospital. Sem renda, o casal teve que se mudar para a casa da mãe do rapaz. Para acompanhar a filha na UTI, eles intercalam oito dias em Salvador e oito dias em Monte Santo. Na capital baiana, se hospedam em uma pousada perto do hospital. Quem paga o transporte e a hospedagem é a prefeitura de Monte Santo.
Será assim enquanto Cauane estiver na UTI. E, depois da alta, a mãe sabe que sua rotina não será muito diferente.“Vou ficar todo mês indo para o médico com ela, fazendo acompanhamento, vou ter que dar muita atenção, carinho, ter muitos cuidados especiais”, diz. Antes da gravidez, Lucilene pretendia fazer um curso de enfermagem. O sonho foi adiado por um tempo. Mas a jovem fala com o verbo no tempo presente: “tenho planos” e o que mais quer nesse momento é que sua filha “cresça com saúde, tenha um futuro bom e possa ser normal como qualquer pessoa”.
“Deus está testando a fé de cada mãe”
Amanda dos Santos, 19 anos, é mãe de Emanoel, um dos bebês afetados pela Síndrome Congênita do Zika em Campina Grande (PB)
Amanda dos Santos, 19 anos, é mãe de Emanoel, um dos bebês afetados pela Síndrome Congênita do Zika em Campina Grande (PB)Imagens/TV Brasil





















A voz suave e o rosto de menina contrastam com o tamanho da responsabilidade que Amanda dos Santos Oliveira carrega nos braços. A jovem de 19 anos é mãe de Emanoel, um dos bebês afetados pela Síndrome Congênita do Zika em Campina Grande (PB). Amanda descobriu que estava grávida aos cinco meses de gestação. A essa altura, o relacionamento com o pai da criança já tinha acabado.
A gravidez inesperada passou rápida e sem complicações. Em 14 de dezembro de 2015, Emanoel nasceu na cama dos pais de Amanda: a bolsa estourou e não deu tempo de ir para o hospital. Quando o Samu chegou, o bebê já estava nos braços da mãe, ainda ligado pelo cordão umbilical. Levados para o hospital, receberam os primeiros cuidados e também a notícia de que Emanoel tinha microcefalia. A equipe médica falou primeiramente com os avós, para não assustar a mãe. Passados alguns dias, Amanda soube do diagnóstico e chorou. E lembrou que durante a gravidez apareceram algumas manchinhas vermelhas em seu corpo, um dos sinais característicos da infecção pelo vírus Zika.

No bairro José Pinheiro, periferia de Campina Grande, a vida no barraco de poucos metros quadrados ficou ainda mais apertada. Nos fundos do quintal, Amanda divide um único cômodo com o pai, a mãe, o irmão, o filho e os animais de estimação. Uma cama de casal, um beliche, um guarda-roupa pequeno, uma geladeira e um fogão compõem o mobiliário da casa. Emanoel não tem berço, dorme com a mãe na parte de baixo do beliche. Todo o enxoval do menino foi doado.
Antes de Emanoel, a única responsabilidade de Amanda era com os estudos. Hoje, leva uma rotina de compromissos diários com o filho: consulta, exame, fisioterapia, amamentação. “Não posso mais estudar por causa dele. Antes eu saía com minhas amigas e elas vinham aqui. Eu não importava, dormia até altas horas. Agora acordo cedo, cuido dele, dou banho, ajeito, faço tudo”, descreve.
A mãe da jovem faz faxina e ganha R$ 50 por semana. O pai trabalha fazendo serviços gerais e Amanda aguarda resposta do pedido que fez para receber o Benefício de Prestação Continuada. Na Justiça, ela pede para que o pai do menino reconheça o filho e pague a pensão alimentícia. A jovem conta toda sua história sem tirar o sorriso do rosto e credita tudo o que está passando a uma missão divina. “Não dá para explicar de onde eu tiro força. É só de Deus mesmo. Se ele me deu, eu tenho que ir até o fim. Acho que ele está testando a fé de cada mãe, não só da minha, mas de cada mãe”, diz.
Ele está reagindo bem ao tratamento, está valendo a pena"

Miriam Araújo percorre três horas até Salvador para que seu filho com microcefalia receba atendimento três vezes por semana
Miriam Araújo percorre três horas até Salvador para que seu filho com microcefalia receba atendimento três vezes por semana Imagens/TV Brasil
É na alta madrugada que Miriam de França Araújo se levanta, arruma o bebê, toma café e espera pelo carro da prefeitura na zona rural. O motorista chega por volta de 3h e a leva com seu filho por uma estrada de terra sinuosa e cercada pela vegetação peculiar do sertão do Cariri. Já são 4h quando ela chega ao centro de São José dos Cordeiros e troca de transporte. Embarcada na van da prefeitura, segue para o seu destino final: o Hospital Dom Pedro I, em Campina Grande (PB). A maratona se repete pelo menos três vezes por semana para que seu filho Lucas faça fisioterapia e receba assistência médica.
No caminho, o dia vai nascendo. A chegada ao hospital é sempre por volta de 6h30 - ainda falta meia hora para começar a fisioterapia. Sentada na recepção, enquanto o bebê dorme em seu colo, ela conta sua história. “Olha, a história minha e do Lucas é uma história muito bonita. É uma coisa assim, difícil de contar, tem atropelos. É muito cansativo também. Tem os momentos ruins, os momentos bons. Mas, eu estou lutando junto com ele. Ele está reagindo bem ao tratamento, está valendo a pena. Não estou vindo para cá em vão. Ele está tendo tratamento aqui de vários médicos, graças a Deus: oftalmo, otorrino, depois ele vai começar no fonoaudiólogo”, comemora a mãe.
Com 25 anos, nascida em Serra Branca, interior da Paraíba, mãe de uma menina de 7 anos, Miriam não planejava ter o segundo filho. Estava tomando antinconcepcional, mesmo assim engravidou. Ela e o companheiro não vivem mais juntos. No oitavo mês de gestação, ela teve os sintomas do zika. “Eu fiz meu pré-natal normal. Eu não tive nenhum problema durante a gravidez, só no oitavo mês que eu tive essa zika, fiquei internada e tudo. Se não foi a zika, foi Deus que permitiu que ele nascesse assim”, afirma.
A culpa que Miriam sentia foi aliviada pelo acompanhamento psicológico oferecido pelo hospital. A mãe agora se dedica à rotina de tratamento do filho, principalmente as sessões de fisioterapia. "Ele tinha o corpo todo duro, todo entrevado. Era difícil ele soltar som, o choro dele era como se fosse um choro de miado de gato. E agora está praticamente como uma criança normal: ele chora, diz “mama”. Ele brinca, conversa, ri, ele já me conhece, conhece minha filha. Os momentos bons são esses", conta.
Como boa parte das mães de bebês com microcefalia, Miriam passa por dificuldades financeiras. A jovem mora com os pais e ganha R$ 233 do Bolsa Família. O ex-companheiro ajuda quando dá. Com o ensino médio completo, Miriam espera logo poder realizar seu sonho: fazer faculdade e conquistar a casa própria. Sorte não está faltando. Em um sorteio de comemoração ao Dia das Mães no hospital, a jovem foi presenteada com uma bolsa de estudos de uma Faculdade de Campina Grande. “Eu escolhi para Letras ou pra Pedagogia. Porque minha psicóloga daqui acha que eu me identifico muito com a pedagogia. O meu sonho é terminar os meus estudos, fazer um bacharelado e ter minha casa própria.” revela.

COMANDO VERMELHO

Grecianny Carvalho Cordeiro*

No terceiro artigo relacionado ao crime organizado. Falaremos do Comando Vermelho, que hoje se encontra bastante atuante no Ceará, a exemplo de seu antigo parceiro e rival, PCC.

O Comando Vermelho, facção criminosa dotada de impressionante estrutura de organização, surgiu no presídio da Ilha Grande, no Rio de Janeiro, por volta do ano de 1979, numa época em que ali se encontravam inúmeros presos políticos enquadrados na Lei de Segurança Nacional. De início, o aparecimento do Comando Vermelho decorreu de uma necessidade de se estabelecer uma união entre os presos para sobreviver à violência de seus próprios pares, bem como para se insurgir contra as desumanas condições de encarceramento impostas pelo sistema penitenciário.

Então o Comando Vermelho se organizou, conquistou inúmeros adeptos, eliminou os grandes líderes das facções criminosas rivais (Terceiro Comando e ADA), passou a fazer reivindicações à administração prisional em favor da massa carcerária e desta ganhou respeitabilidade. O Comando Vermelho proclamava a luta pela “Paz, Justiça e Liberdade”, lema que seria adotado posteriormente pelo PCC paulista.

Com o passar do tempo, o CV organizou fugas em favor dos principais dirigentes da organização encarcerados no presídio da Ilha Grande e depois de várias outras penitenciárias; instituiu a “caixinha” da organização, para a qual os seus integrantes deveriam contribuir com dinheiro proveniente dos assaltos, dos sequestros e do narcotráfico, dinheiro esse destinado a pagar advogados, para ajudar os familiares dos presos e para custear o pagamento de propinas a policiais, a integrantes do sistema penitenciário, dentre outros.

O CV conseguiu dominar mais de 70% do mercado de drogas. O dinheiro arrecadado com as ações criminosas, mais precisamente assaltos a bancos e sequestros de pessoas ricas, passou a ser investido no mercado financeiro, na compra de moeda estrangeira, numa lavagem de dinheiro que agigantava o império do crime. Mas essas operações criminosas eram muito caras e arriscadas, as perdas eram significativas, de modo que o comércio de drogas se tornou um negócio mais seguro e lucrativo.

O estado do Rio de Janeiro, por sua vez, não soube lidar de forma adequada na prevenção e no combate às ações do CV, permitindo que descessem o morro e se alastrassem.

O CV hoje está aqui, no Ceará, firme e forte.

O CV e o PCC dominam as prisões e controlam o crime organizado no Ceará.

O difícil é aceitar.

*Promotora de Justiça

Papa Francisco recebeu um grupo de presos em sua casa no Vaticano

(ACI).- O Papa Francisco recebeu no último domingo à tarde em sua residência na Casa Santa Marta um grupo de detentos do centro penitenciário Due Palazzi, de Pádua.
O Santo Padre conversou com eles e escutou as suas inquietações em um gesto que mostra, mais uma vez, o compromisso especial e a preocupação do Papa Francisco para com as pessoas privadas de liberdade.
O convite do Papa foi uma surpresa para os detidos presentes em Roma para participar do Jubileu dos Encarcerados, que terminou no último domingo com uma Missa na Basílica de São Pedro.
“No domingo à tarde, enquanto visitávamos algumas basílicas de Roma, recebemos uma ligação telefônica de um sacerdote, dizendo que o Papa Francisco nos convidava para visitá-lo no Vaticano. Pensei que era uma brincadeira”, contou a ‘InBlu Radio’, da Conferência Episcopal Italiana, o Pe. Marco Pozza, capelão penitenciário do cárcere Due Palazzi.
Durante o encontro privado, Francisco desejou conhecer as circunstâncias pessoais de cada prisioneiro e a sua situação no cárcere.
“Tivemos o privilégio de celebrar o Jubileu da melhor maneira possível, especialmente tendo em conta que estes irmãos, que agora voltam para a sua cela, foram impulsionados ao coração da cristandade junto com o Papa Francisco”.
O Pontífice se mostrou em várias ocasiões a favor da reinserção social dos condenados à prisão arrependidos, e contra a pena de morte.
Conforme revelou recentemente Dom Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, o Papa entrou em contato telefônico com vários condenados à morte.
Na homilia, ante 4.000 reclusos e seus familiares, ex-prisioneiros, funcionários penitenciários e capelães, Francisco pronunciou uma mensagem de esperança no domingo, 6 de novembro: “Onde houver uma pessoa que errou, nesse lugar se faz ainda mais presente a misericórdia do Pai, para suscitar arrependimento, perdão, reconciliação e paz”.
Em seguida, depois da Oração do Ângelus, o Santo Padre pediu às autoridades civis “a possibilidade de realizar um ato de clemência, neste Ano Santo da Misericórdia, para com os presos que se considerassem idôneos a beneficiar deste procedimento”.
Além disso, fez um apelo em favor do melhoramento das condições de vidanas prisões, para que a dignidade dos detentos seja plenamente respeitada.

Sarau Elétrico – Shakespeare e as grandes paixões – com José Francisco Botelho

1923448_764754680325441_6851475767471510792_nGrandes paixões podem terminar em casamento e uma conta conjunta no Bradescão da Azenha – mas isso não renderia uma boa história.
Já os amores arrebatados e arrebatadores, esses são os responsáveis por muitas das maiores obras da literatura.
É disso que vai falar o SARAU ELÉTRICO, aproveitando o lançamento da nova tradução de Romeu & Julieta. Com a presença do tradutor de Shakespeare, JOSÉ FRANCISCO BOTELHO, e dos bardos da casa, LUÍS AUGUSTO FISCHER, DIEGO GRANDO e KATIA SUMAN.
Sarau das Grandes Paixões.
Quem ama profundamente não poderá suportar a dor de perder essa noite.

Rádio Elétrica

Facebook lança app Flash no Brasil para concorrer com Snapchat

Helton Simões Gomes
Do G1, em São Paulo
'Flash', app do Facebook, para enviar fotos e vídeos que se autodestróem e compartilhar conteúdo que some. (Foto: Divulgação/Facebook)Flash, app do Facebook, para enviar fotos e vídeos que se apagam e compartilhar conteúdo que some. (Foto: Divulgação/Facebook)
O Facebook escolheu o Brasil para estrear sua nova investida contra o Snapchat nesta quarta-feira (veja abaixo um comparativo entre Flash e Snapchat). A rede social lança no país o Flash, uma rede social móvel com bate-papo embutido que adota alguns dos principais recursos do rival: imagens e histórias que se autodestroem e filtros engraçadinhos. O aplicativo chegará antes para Android, a partir das 12h na Google Play.
O Flash funciona assim:
- Você abre o app e tira uma foto com ele;
- Inclui na imagem uma máscara;
- Escreve alguma coisa nela ou inclui um emoji;
- Para iniciar uma conversa, tem de enviá-la a um contato;
- Ou compartilhá-la com seus seguidores;
- A partir daí, eles te respondem;
- As imagens se apagam em até cinco segundos.


Câmera primeiro e Brasil primeiro

As modificações faciais colocam em ação a tecnologia do Masquerade (ou MSQRD), app comprado em março pelo Facebook e que fez sucesso por importar o que o Snapchat chama de “lentes”.

Em tempo: se, no Snapchat, você envia “snaps” da vida, no novo app do Facebook, cada sorriso é um flash. A sensação é a de "já vi isso antes".

O Flash força as pessoas a interagirem com a câmera antes, em vez de qualquer outro recurso do smartphone, como o teclado, exatamente como o Snapchat. E o Facebook não esconde que a intenção é essa mesmo. “Reconhecemos que as redes sociais mudaram o que eram há cinco anos. A câmera se tornou o centro das redes sociais para compartilhar vídeos e fotos”, explicou George Wang, gerente de produto do Flash, no Facebook.

O Flash repete a mesma estratégia aplicada no Stories, no Instagram, e nas transmissões ao vivo do Facebook. Mas, dessa vez, a rede social escolheu o Brasil para ponto de partida, porque o Brasil tem usuários que "abraçam facilmente novidades" -- O Facebook não revela se pretende levar o app a outros países.
“Nós aprendemos que o tamanho do app é importante”, afirma Wang. “As pessoas não conseguem instalar apps sem deletar fotos ou aplicativos ”, comenta o diretor. Por isso, o “Flash” tem só 25 Megabytes. O WhatsApp, por exemplo, pesa 98,3 MB.
“O que nós queríamos é fazer com que todos pudessem compartilhar sem se preocupar com o uso de dados ou se as fotos dele foram realmente enviadas”, diz Wang.
O app possui três saídas:
- O formato de fotos e vídeos reduz a quantidade de dados;
- O Flash possbilita carregar tipos diferentes de conteúdo, para 3G ou 4G;
- Quando o celular estiver no Wi-Fi, o app baixa imagens para ter informação em cache;
- Se fica sem conexão, o serviço salva o post para enviá-lo quando houver sinal.

Arte comparação Snapchat x Flash (Foto: Editoria de Arte/G1)
G1

Fotógrafa registra desejos natalinos de idosos de São Carlos

Uma fotógrafa de 22 anos registrou os desejos natalinos dos moradores do abrigo de idosos Helena Dorfneld, de São Carlos (SP), durante uma visita que fez acompanhada da família. Emocionada pela simplicidade dos pedidos, Leticia Luchesi resolveu compartilhar as histórias nas redes sociais e organizar uma campanha de arrecadação, que gerou comoção e solidariedade entre os internautas. A publicação já tem cerca de 3 mil compartilhamentos.
Entre os desejos estão pedidos de calças, blusas, camisas, sapatos, vestidos, brincos e anéis. A fotógrafa afirmou que muitos idosos acamados não conseguiram registrar seus pedidos, mas que a emoção no rosto após um abraço expressava a alegria de cada um.
Idoso Joaquim pediu uma camisa azul marinho, sua cor preferida (Foto: Leticia Luchesi/Arquivo Pessoal)
Joaquim pediu uma camisa azul marinho, sua
cor preferida (Foto: Leticia Luchesi/Arquivo Pessoal)
“Muitos só pediam abraços ou um tempinho para conversar. Uma visita ao asilo, com boas risadas e momentos especiais. Foi um dia incrivelmente emocionante”, relatou Letícia.
Projeto
A ideia de Leticia surgiu quando os tios, Evaldo Luchesi e Renata Gonçalves, fizeram um projeto semelhante para uma ONG que atende crianças carentes do município. O resultado foi surpreendente. Com a ajuda da mãe, Mariza Poltronieri, a fotógrafa decidiu ampliar a ação também para os idosos.

“Meus tios vão a cada 15 dias fazer um café da tarde com os idosos O projeto das fotos eu vi na rede social, então resolvemos fazer também”, contou Letícia. A família visitou o asilo no dia 30 de outubro.

“Quando começamos a conversar, muitos não conseguiam falar, mas a reação deles foi bem emocionante. Acho que, como eles ficam fechados em um lugar só e alguns não têm parentes ou visitas, eles sentem falta de um carinho. Tem muitas pessoas precisando de um gesto desses”, afirmou a jovem.

Idosa Constancia pediu por um vestido tamanho M e um anel (Foto: Leticia Luchesi/Arquivo Pessoal)Idosa Constancia pediu por um vestido tamanho M e um anel (Foto: Leticia Luchesi/Arquivo Pessoal)
Idoso Helio pediu para ser presenteado com uma camisa (Foto: Leticia Luchesi/Arquivo Pessoal)
Helio pediu para ser presenteado com uma
camisa (Foto: Leticia Luchesi/Arquivo Pessoal)
Repercussão
A publicação mostra fotos em que os idosos, identificados com os próprios nomes, seguram uma mini lousa com os seus pedidos escritos.

Os interessados em contribuir com os desejos confirmaram a doação nas respectivas fotos. “Se cada um fizesse isso na sua cidade, imagina o quanto de doações a gente conseguiria”, disse Leticia.
A repercussão foi tanta que donos de comércios também quiseram participar, oferecendo cortes de cabelo e manicure.
“Todos estão ajudando com o que podem. Como muita gente pediu para participar, vamos estender para outros asilos. Não conseguiria imaginar que teria tanta divulgação e queria agradecer a todos, especialmente os envolvidos nesse projeto. Espero que todos que ajudarem entendam o que proporcionaram a essas pessoas”, se emocionou a jovem.
Valdemar mostrou seu amor ao time e afirmou que seu desejo é uma camisa do Palmeiras (Foto: Leticia Luchesi/Arquivo Pessoal)
Valdemar  quer ganhar uma camisa do seu time,
Palmeiras (Foto: Leticia Luchesi/Arquivo Pessoal)
Doações
De acordo com a diretora do abrigo, Malu Brito, a instituição corre o risco de fechar por problemas financeiros. Mesmo recebendo auxílio da população, faltam até produtos básicos.

“Nós temos que pagar os funcionários, insalubridade e tudo isso, mas não temos dinheiro. Além disso, também precisamos de doações de fraldas M e G, produtos de limpeza, roupas de cama e banho, produtos de higiene e tudo que estiverem dispostos a doar. Tudo é recebido de coração”.
Segundo a fotógrafa, a ideia é que os itens sejam entregues antes da ceia de Natal organizada pelo asilo. As doações podem ser entregues via Correiros ou pessoalmente no estúdio fotográfico localizado na Rua Doutor Omar Pacheco de Souza Ribeiro, 240, no bairro Portal do Sol. A campanha segue até o dia 4 de dezembro.
Para os interessados em visitar os idosos, o abrigo fica na Rua Venezuela, 101, no Parque Nova Estância. Os horários de visitas são das às 9 às 17h, em todos os dias da semana. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3416-1567 ou com a própria diretora, nas redes sociais.
*Sob a supervisão de Fabio Rodrigues, do G1 São Carlos e Araraquara
Odila ficou feliz com a visita e pediu uma blusa como presente (Foto: Leticia Luchesi/Arquivo Pessoal)Odila ficou feliz com a visita e pediu uma blusa como presente (Foto: Leticia Luchesi/Arquivo Pessoal)G1

Peças de arte sacra do acervo do Iphan são roubadas de igreja em Salvador

Por Sayonara Moreno
Igreja de Salvador foi roubada no domingo.Salvador, BA - A Polícia Civil de Salvador investiga o roubo de objetos de valor na Igreja Nossa Senhora da Conceição da Lapa. A suspeita da polícia é que o roubo tenha ocorrido na noite do domigo (06), mas só foi notado na manhã da segunda-feira (7).
De acordo com um dos membros da secretaria paroquial, Rivelino Silva, a falta dos objetos foi notada logo com a chegada do zelador, no início da manhã. Segundo ele, os ladrões levaram quatro castiçais, um ostensório [peça usada para a exposição da hóstia durante as missas] e a porta do Sacrário [local onde se guarda a eucaristia], feita de prata maciça. Todas as peças são do século 18 e fazem parte do acervo de arte sacra tombada pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
“São obras de valor histórico, patrimonial e religioso muito importantes para a história da nossa paróquia e por uma questão cultural também. Ficamos muito tristes e constrangidos com a situação. O local está fechado, para investigação, o que impede a vinda da população que costuma vir aqui buscar um momento de paz, na correria do dia a dia”, lamentou Silva.
O representante da paróquia disse não acreditar em um ato contra a religião e suspeita que o roubo tenha ocorrido por interesse exclusivo no valor financeiro das peças, já que, segundo ele, as imagens representativas do altar foram preservadas e continuam na igreja.
Investigação
O caso está sendo investigado pela 1ª Delegacia Territorial dos Barris e, segundo a polícia, a perícia já foi realizada, mas não há câmeras de segurança no local. Além disso, uma equipe foi à igreja na tarde de hoje conversar com os responsáveis pela paróquia. A delegada que acompanha o caso, Jociara Fernandes, trabalha com a hipótese de que os envolvidos teriam entrado na igreja pela janela superior, após subirem em uma árvore.
A Polícia Civil pede à população que, caso veja alguém tentando revender as peças ou suspeite da autoria do roubo, informe as autoridades para o telefone (71) 3235-

Agência Brasil

Gabarito do Enem será divulgado nesta quarta-feira

Inep não divulgou horário, mas assegurou que gabarito do Enem sai ainda pela manhã

Agência Brasil
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai disponibilizar nesta quarta-feira, 9, o gabarito do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas foram no último fim de semana, 5 e 6. Ainda não há horário definido, mas o gabarito deve sair ainda pela manhã. 
Os gabaritos dos diferentes modelos de exame poderão ser conferidos na internet, na página do Inep. Os resultados individuais serão divulgados apenas no dia 19 de janeiro, quando todos os participantes, inclusive aqueles que tiveram as provas adiadas para os dias 3 e 4 de dezembro, saberão exatamente quanto tiraram em cada uma das provas do Enem.
Teoria da Resposta ao Item
Mesmo com o gabarito em mãos, os candidatos não conseguirão saber a nota que tiraram porque o sistema de correção do Enem usa a metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que não estabelece previamente um valor fixo para cada questão. O valor varia conforme o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item. Assim, se a questão tiver grande número de acertos será considerada fácil e, por essa razão, valerá menos pontos. O estudante que acertar um item com alto índice de erros, por exemplo, ganhará mais pontos por ele. Dessa forma, o candidato só saberá a sua nota nas provas objetivas após a divulgação do resultado final, em janeiro.
As notas da prova podem ser usadas para pleitear vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para pedir bolsas no ensino superior privado pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Além disso, os candidatos com mais de 18 anos podem usar o Enem para receber a certificação do ensino médio.