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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

18 de outubro de 2019

PODCAST: São Lucas Evangelista



Por Pe. Geovane Saraiva

Desenvolvimento eficaz

Por Gonzaga Mota*

Segundo Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia de 1998, "a privação de liberdade econômica pode gerar a privação de liberdade social, assim como a privação de liberdade social ou política pode, da mesma forma, gerar a privação de liberdade econômica".
Esta observação do economista indiano leva-nos a refletir sobre a importância dos três eixos que servem de apoio à sustentação de uma sociedade livre e democrática. De nada adianta um país ser forte do ponto de vista econômico e sua população viver em condições precárias e sem liberdade política.
Seria fundamental alcançar a cooperação entre governo, sociedade e setores empresariais e trabalhistas. O desenvolvimento integrado e sustentável somente ocorrerá na medida em que haja uma participação responsável dos diversos segmentos da sociedade. No caso brasileiro, é urgente a necessidade de programas e ações estruturantes que promovam o investimento e consolidem os direitos sociais básicos. Sem crescimento econômico, não há de que se falar em geração de renda ou de empregos, e nem de melhorias que repercutam significativamente na vida do cidadão, seja quanto à educação, à saúde ou a quaisquer outros temas.
Em termos de globalização, a busca da estabilidade macroeconômica é vital para que a retomada do desenvolvimento seja eficaz. Ao Brasil será impossível destacar-se em meio aos países democráticos avançados, se mantidas a miséria e a exclusão social existentes. O desenvolvimento precisa ser justo, abrangendo todas as áreas. Nada do que foi dito pode ter resultados concretos, sem o envolvimento de toda a sociedade brasileira. Desejamos que o engajamento se dê de forma crítica, sincera e atuante, garantindo a mudança de nossa realidade.
Assim, estaremos participando de alterações esperadas, respeitando o regime democrático e a liberdade que lhe é intrínseca.

*Professor aposentado da UFC

Movimento Vidas realiza seminário com Jackson Sampaio e Bráulio Bessa; inscreva-se

O evento acontece na tarde da segunda-feira, 21/10, no Teatro São José


Sistema Verdes Mares realiza o Movimento Vidas, um projeto que tem como objetivo esclarecer sobre os prejuízos relacionados ao uso abusivo do álcool e o perigo de outras drogas, investindo na informação em escolas públicas com palestras e por meio de oportunidades de diálogo com os estudantes, público-alvo desta grande iniciativa.
O Movimento Vidas é uma realização do Sistema Verdes Mares com o patrocínio da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e apoio da Câmara Municipal de Fortaleza.
Para iniciar as atividades do Movimento Vidas, será realizado nesta segunda-feira, 21/10, seminário de formação no Teatro São José, em Fortaleza, com palestra do reitor da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Jackson Sampaio, que falará para professores, pais, alunos e lideranças de diversas áreas da capital envolvidos no projeto, com intuito de promover a orientação, prevenção e conscientização contra o uso abusivo de drogas.
Nesta palestra será dado início à formação dos 250 facilitadores do projeto.  
O treinamento terá a duração de uma hora e o restante desse conteúdo será dado através da plataforma EAD (Ensino à Distância) com 40h/aula.  Ao final das 40h/aula, esses facilitadores receberão um certificado de participação do curso. A programação do seminário de formação será encerrada com apresentação do poeta de cordel Bráulio Bessa.
A proposta é que após o seminário, esses facilitadores possam impactar outras pessoas em eventos menores que serão realizados semanalmente em bairros de Fortaleza (datas e locais a ser definido). As atividades do Movimento Vidas acontecerão durante os meses de outubro a dezembro de 2019.
Diário do Nordeste

Viva a Flup Mar!

A iniciativa ganha ainda mais relevância e necessidade nos dias atuais, em momento de cena conturbada, de manifestação de atos de censura
O MAR jamais seria indiferente, contrário ou insensível à força da FLUP
O MAR jamais seria indiferente, contrário ou insensível à força da FLUP (Divulgação)

Eleonora Santa Rosa**
O Museu de Arte do Rio – MAR tem a honra e alegria de acolher em seus espaços a oitava edição da FLUP – Festa Literária das Periferias, seja por sua importância estratégica, conceitual e cultural para a cidade do Rio de Janeiro, seja por sua exemplaridade e significado no cenário nacional.
A iniciativa ganha ainda mais relevância e necessidade nos dias atuais, em momento de cena conturbada, de manifestação de atos de censura, de perseguição religiosa, de discriminação crescente, de homofobia, de caça ao pensamento, à liberdade de expressão, de corte orçamentário nos campos da educação, cultura, meio ambiente e ciência e tecnologia, da retração de investimentos no campo social e na mitigação da pobreza, do retrocesso das políticas públicas de direitos humanos e de outras conquistas sociais arduamente alcançadas ao longo de anos, graças a lutas sem tréguas de milhares.
Em contexto político de persecução e autoritarismo e de raquitismo intelectual, moral e pessoal, tornam-se vitais ao corpo ético do país movimentos, ações estruturadoras compromissadas com a civilização, com a cultura, com a história, com a arte, com a literatura, como a FLUP. Os empreendedores dessa festa literária trazem em seu currículo, em sua trajetória individual e coletiva, um potente e vital trabalho compromissado com a resistência e transmutação da injusta, excludente e triste realidade que nos assola e sufoca, historicamente.
Se por um lado assistimos ao inegável encolhimento dos valores basilares da nação, no seu sentido mais amplo, por outro lado é inquestionável que a esperança de transformação e de um futuro mais solidário, íntegro e generoso, de compartilhamento e de justiça econômica e social reside na existência e atuação de agentes, de pessoas, de profissionais, de artistas, de jovens, de simpatizantes, de militantes, de aliados a movimentos como o encabeçado pela FLUP.
O MAR jamais seria indiferente, contrário ou insensível à força da FLUP. Nesta parceria estratégica, o museu, que tem atuado na zona portuária e em outros territórios da cidade com um alentado e ousado programa de atividades de formação, mobilização, sensibilização, cooperação, provocação e extensão desenvolvido por sua Escola do Olhar, não só abraça, mas assume, em sua face mais resiliente, a FLUP. Mais do lhe que ceder espaço ou colaborar para sua viabilização econômica, o MAR afirma sua crença e compromisso com a força e inteireza da arte, da cultura e da educação em território expandido de livre-pensamento, afeto e comportamento.

Viva a FLUP MAR!
*Este texto foi escrito especialmente para a abertura da FLUP esta semana no MAR.
**Eleonora Santa Rosa – ex-secretária de Estado de Cultura de Minas Gerais, dirige atualmente o Museu de Arte do Rio – MAR.