27 de outubro de 2017

Amor e dor

Gonzaga Mota*
Peço permissão ao leitor para dizer-lhe que somente a leitura de um bom livro e assistir a um jogo do Flamengo, na televisão e principalmente no Maracanã, são para mim diversões melhores do que um bom filme. Gosto muito de ir ao cinema. Todavia, nos últimos anos, não acompanho, como acompanhava a projeção de películas nacionais e estrangeiras.
Vivemos num ambiente tão complicado, precisando de mensagens de solidariedade, paz e esperança e não de guerras, ataques de extra-terrestres, armas mortíferas, destruição do mundo, conflitos inter-planetários etc. Os efeitos cinematográficos podem até ser bem concebidos, mas o final, apesar de algumas vezes, ser a vitória do bem contra o mal, é apresentado de uma forma cruel, sanguinária e depressiva, deixando quem assiste dominado pelo sentimento da violência. Não que eu seja a favor dos chamados "pastelões" ou dos filmes "água com açúcar". No momento, é difícil uma boa comédia ou um bom drama. Mas respeito a opção de cada um. "Questão de gosto não se discute", como diz a sabedoria popular. Porém, é bem melhor que os sentimentos sejam ordenados, que as flores apareçam sobre os escombros, as alegrias superem as tristezas e a sensação de felicidade fique acima do temor e das preocupações, prevalecendo o amor. Fiz estes comentários para enaltecer um filme que assisti no fim de semana: "Uma razão para recomeçar" ("New Life", no original). Uma história que envolve "amor e dor", mas mostra os sentimentos de solidariedade, caridade e doação. Na plateia cinco pessoas. Em outra sala, tive a curiosidade de ir ver um filme de violência: casa cheia. Assim é a vida.
*Professor aposentado da UFC

XI Bienal de Dança encerra este fim de semana, com destaque para espetáculos em Itapipoca

Trecho do espetáculo "Solo de Barro: Primordia", com Nivea Jorge e Viana Jr. em cena
Nivea Jorge passou uma década longe da dança. Quando voltou a esta arte, a bailarina estava em outra fase, havia passado por transformações que ficaram inscritas em seu retorno. Depois do hiato, Nivea Jorge voltou feita intérprete-criadora, apresentando seu primeiro trabalho. "Solo de Barro - Primordia" estreou no ano passado e, neste sábado (28), será uma das atrações XI Bienal Internacional de Dança do Ceará.
A apresentação de "Solo de Barro - Primordia" acontece hoje, às 19 horas, no Galpão da Cena (rua Raimundo Lopes de Souza, 331 Coqueiro), em Itapipoca. A ação integra a programação da Bienal no Interior do Estado. Além de Itapipoca, Aquiraz, Juazeiro do Norte, Paracuru, Sobral e Trairi receberam espetáculos do evento.
Itinerâncias
O espetáculo "Solo de Barro - Primordia" foi construído a partir de uma vivência em zigue-zague. A pesquisa cênica começou na capital cearense, em Messejana. A primeira parada foi a Olaria de Seu Heitor, acompanhando a transformação do barro em objetos utilitários; passou pela imersão na vida e na criação da comunidade de Alegria, de Ipu, que vive da criação de peças desta matéria prima; e pela Orquestra Uirapuru, de Cascavel, que toca com instrumentos de barro. Outro campo de pesquisa importante foi Itapipoca, onde a bailarina vive e encontrou comunidades produtoras de artefatos em barro.
Destes lugares, Nivel tirou referências para uma dança centrada em "Movimentações inspiradas na plasticidade do barro". Ela apresenta o espetáculo ao lado de Viana Jr., bailarino e percussionista da Cia. Balé Baião, de Itapipoca.
Há ainda uma referência ao sagrado - e não apenas ao mito judeu-cristão da criação do homem. A dança aponta para o orixá Nàná Buruku (ou Nanã Buruquê), senhora das águas paradas dos lagos e lamacentas dos pântanos. Nos dois casos, trata-se da passagem, do inanimado para a vida cheia de alma e desta, mais uma vez, para o barro.
O espetáculo já participou da Mostra Performática Intenções 2015, em Itapipoca, ainda como uma instalação, chamada apenas "Barro". Em formato experimental, "Solo de Barro" foi contemplado no Edital Temporada de Arte Cearense 2016 - Mostra de Dança Experimental e ficou em cartaz durante o mês de abril no Teatro Dragão do Mar. No mesmo ano, foi apresentado no Dança à Deriva - 4ª Mostra Latino-Americana de Dança Contemporânea, em São Paulo e no Memórias de Baobá, em Fortaleza. Até o fim de 2017, o espetáculo fará mais cinco apresentações no Estado do Ceará incluindo Fortaleza.
Destaques
A 11ª edição da Bienal Internacional de Dança do Ceará chega ao fim no domingo. Sexta e sábado, estará no Galpão da Cena, em Itapipoca, com espetáculos a partir das 19 horas. Em Fortaleza, vai até dia 29, com apresentações no Centro Cultural Banco do Nordeste, Sesc Iracema e Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Toda a programação é gratuita.
A Cia. Rebentos abre hoje a programação em Itapipoca com "Solos proibidos em tempos de intolerância", às 19h. Em seguida, Diogo Braga e Thales Luz apresentam "Ossuário"; e Luiz Otávio Queiroz participa da Bienal com o solo "Z O O M - o processo em foco". No sábado, o espetáculo de Victor Hugo Portela, "KKKK", que encerra o evento na cidade.
Programação
Dia 27
19h - "Solos proibidos em tempos de intolerância" - Cia Rebentos
21h - "Ossuário" - Diogo Braga e Thales Luz
22h - "Z O O M - o processo em foco" - Luiz Otávio Queiroz
Dia 28, a partir das 19h
19h - "Solo de Barro: Primordia" - Nivea Jorge e Viana Jr.
21h - "KKKK" - Victor Hugo Portela
Local
Galpão da Cena - Rua Raimundo Lopes Souza, 331 - Violete.
Itapipoca CE)
Mais informações:
XI Bienal Internacional de Dança do Ceará - Até o dia 29 de outubro. Programação completa no site: www.bienaldedanca.com
Contato: (85) 3231.9623
Diário do Nordeste

Fundação Edson Queiroz abre mostra de arte em Portugal

A exposição "Modernismo Brasileiro na Coleção da Fundação Edson Queiroz" foi lançada ontem em Portugal com a participação de representantes da Fundação Edson Queiroz e da Coleção Museu Berardo ( Foto: Lucas de Menezes )
Homenagear as diversas vertentes e influências do Modernismo Brasileiro e, ao mesmo tempo, levar o público português e turistas a mergulhar na trajetória de artistas nacionais do período de 1920 a 1960. Este é o principal objetivo da exposição "Modernismo Brasileiro na Coleção da Fundação Edson Queiroz", pela primeira vez desembarcando em solo estrangeiro.
A mostra internacional foi lançada, nessa quinta-feira (26), no Museu Coleção Berardo (Centro Cultural de Belém), em Lisboa, e conta com uma seleção apurada de 76 obras pertencentes à Coleção da Fundação Edson Queiroz. Ocupando um espaço de 760m², a iniciativa possui curadoria de Regina Teixeira de Barros e projeto dos arquitetos Daniela Alcântara e Rui Campos Matos.
"Nós estamos muito felizes com a abertura dessa exposição no Centro Cultural de Belém, devido à importância que este local tem hoje para a arte mundial e muito expressivamente aqui em Portugal. Trazemos um recorte importante do acervo da Fundação Edson Queiroz, do Modernismo de 1920 a 1960, com artistas que representam bem a arte moderna brasileira", comentou o chanceler da Universidade de Fortaleza (Unifor), Edson Queiroz Neto, durante cerimônia de abertura da exposição.
Emocionado, o chanceler também frisou a realização de um projeto sonhado por seu pai, Airton Queiroz. "Sinto-me muito emocionado porque esta exposição no exterior foi a última grande alegria do meu pai. Ele sonhava com isso aqui".
A presidente da Fundação Edson Queiroz, Lenise Queiroz, falou do desejo de levar as obras expostas para outros países da Europa. "Eu sinto que esta exposição em Portugal é de muita importância, não só para a Unifor e para a Fundação Edson Queiroz, mas para o Estado do Ceará e, de uma certa forma, para o Brasil porque a gente trouxe 76 obras do Modernismo Brasileiro para um outro continente. A nossa intenção é que possamos levar esta exposição para outros países da Europa", disse.
Inserindo o público na atmosfera modernista do espaço, Daniela Alcântara, arquiteta responsável pelo projeto da mostra ao lado de Rui Campos Matos, revela que seguiu a tendência curva em diferentes momentos da exposição. "Evocamos a arquitetura modernista por um percurso sinuoso, orientando as pessoas pela sala. Durante esse trajeto, inserimos as esculturas, dando-as destaque", explica.
Dividida em seis núcleos ou zonas, conforme detalha a curadora Regina Teixeira de Barros, a exposição privilegia uma ordem cronológica para, então, fazer associações entre a trajetória dos artistas e o contexto histórico e artístico em que viveram. Em destaque nomes como Lasar Segall, Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Victor Brecheret, Ernesto De Fiori, Alberto da Veiga Guignard, Lygia Clark e os cearenses Sérvulo Esmeraldo e Antonio Bandeira.
Interesse
A mostra, que segue itinerando desde 2015 pelo Brasil, já tendo passado por São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro, chegou a Portugal devido a um interesse mútuo entre o Museu Coleção Berardo e a Fundação Edson Queiroz, afirmou a diretora artística do Museu Berardo, Rita Lougares. "Decidimos trazer uma exposição sobre o Modernismo porque acho importante não fazermos apenas coisas contemporâneas. E o Modernismo Brasileiro não é muito conhecido em Portugal. Estamos muito felizes com essa parceria e esperamos que a exposição receba por volta de mil pessoas por dia", ressaltou.
A curadora da mostra, Regina Teixeira de Barros, fez questão ainda de frisar o desejo de levar as obras do Museu Berardo para exposição no Espaço Cultural Unifor, em Fortaleza. "Pensamos em levar o Museu Berardo para Fortaleza", disse. A informação foi confirmada pelo chanceler da Unifor. "Vamos estreitar esses laços. Queremos levar o Museu Berardo para Fortaleza no futuro. Não sabemos ainda quando, porque ano que vem vamos ter uma surpresa na nossa Cidade. Em função dos 45 anos da Unifor, estamos pensando com todo carinho em uma bela montagem, de uma forma mais ampla, do acervo da Fundação Edson Queiroz. Expô-lo ao público de uma forma apropriada", adiantou o chanceler.
Diário do Nordeste

"Diário de Anne Frank" completa 70 anos e sua história é recontada no teatro em Fortaleza, em apresentação única

Elenco de "Anne Frank" em diferentes momentos do espetáculo: figurino e cenário tentam recriar esconderijo em que a família ficou escondida
Em 1942, quando os nazistas invadiram os Países Baixos, a menina judia Anne Frank é forçada a se esconder com a família em um anexo secreto de uma fábrica, onde permaneceria por dois anos. Registrada no diário da garota de 13 anos, posteriormente publicado por seu pai, a história tornou-se best seller mundial. Por ter entrado em domínio público no ano passado, "O Diário de Anne Frank" rende, desde então, ainda mais reedições e adaptações em diferentes linguagens artísticas.
Uma delas será apresentada hoje (27) em Fortaleza, quando o espetáculo "Anne Frank" ocupa o palco do Teatro Celina Queiroz, da Universidade de Fortaleza (Unifor).
Trazido pelo Instituto de Ciências Médicas (ICM), a peça é uma realização da Contar Produções Artísticas, cuja proposta é realizar espetáculos sempre gratuitos. O grupo já tem em seu currículo 19 apresentações - algumas em cidades do interior de São Paulo, como Campinas, Piedade e Americana, outras na capital paulista.
Agora, o grupo se apresenta pela primeira vez em Fortaleza. Com a política de ofertar espetáculos gratuitos, a companhia geralmente usa o artifício de "passar o chapéu" ao final das apresentações, para arrecadar dinheiro para sua manutenção.
Na capital cearense a vinda do espetáculo é patrocinada pela ICM. "Casou a vontade de divulgar o nosso trabalho e o trabalho deles, foi uma parceria que deu certo. E quem sabe possamos voltar à cidade com outros trabalhos", comemora Cecília Escanhoela, uma das atrizes.
Preparação
A montagem da peça contou com um preparador vocal auxiliando 11 atores. Além dos ensaios, o grupo mergulhou fundo no trabalho de pesquisa, desde março de 2016 - processo que, além de proporcionar melhor atuação, ajudou os técnicos na escolha dos objetos de cena e do figurino.
Ao todo, a elaboração levou 10 meses, entre ensaios e criação da dramaturgia. A adaptação do texto foi feita pelo diretor Edigar Contar, também fundador da Contar Produções Artísticas. Com a iluminação muito bem definida, "Anne Frank" usa tons azulados e avermelhados para mostrar as marcas daquele época em tempos de guerra.
"O texto permite certa magia, porque conta a história pelos olhos de uma adolescente, com olhos de fantasia. Na peça há momentos em que a plateia ri. Mesmo o mundo lá fora caindo aos pedaços ela ainda permanece sonhando. A realidade é crua, fria, mas ela (Anne) conta uma história doce. O livro tem momentos de muita doçura", explica Cecília Escanhoela.
História
Em 1947, o livro foi publicado pelo pai de Anne, Otto Frank, único sobrevivente do esconderijo. A autora do diário morreu em um campo de concentração. Nas páginas do fiel amigo, ela narra a própria história, privada do mundo exterior, enquanto sonha em ter sua liberdade de volta.
O diário revela os sentimentos mais profundos da garota que, presa por tanto tempo em um pequeno abrigo com outras sete pessoas, ainda se revela uma jovem engraçada, sensível e cheia de esperança.
"O Diário de Anne Frank" já vendeu mais de 30 milhões de cópias. Foi publicado em mais de 60 países e está traduzido em mais de 70 idiomas.
Há diferentes versões dos escritos de Anne Frank, além do texto bruto, escrito pela própria garota. Otto Frank foi responsável por uma delas, e uma última versão, datada de 1995, é da escritora alemã Mirjam Pressler.
Recentemente, em comemoração aos 70 anos de publicação do diário, o roteirista e diretor Ari Folman e o desenhista David Polonsky lançaram a história em formato de graphic novel, e atualmente preparam uma animação para o cinema.
Das diversas adaptações teatrais, destaca-se a da Broadway "The Diary of Anne Frank", de 1955. Com roteiro adaptado de Goodrich e Hackett, ganhou o Prêmio Tony de Melhor Peça Teatral e o Pulitzer para Teatro, em 1956. Susan Strasberg foi indicada para o prêmio de melhor atriz, por seu papel de Anne.
Legado de Anne Frank
Desde a publicação do diário, Anne Frank tem sido apontada como um símbolo universal contra a intolerância, além de ter dado um rosto aos milhões de pessoas que morreram no Holocausto. Em maio de 1957, um grupo de cidadãos, incluindo Otto Frank, estabeleceram a Fundação Anne Frank, em um esforço para resgatar o edifício Prinsengracht da demolição e torná-lo acessível ao público.
A Casa de Anne Frank foi aberta em 3 de maio de 1960. Composta pelo armazém e os escritórios da Opekta e o Anexo Secreto, os cômodos estão todos sem mobília para que os visitantes possam andar por eles. Algumas relíquias pessoais dos antigos ocupantes permanecem, como fotografias de estrelas de cinema colados por Anne Frank em uma das paredes.
Em 2014, o local tornou-se uma das principais atrações turísticas de Amsterdã, recebendo mais de 1 milhão visitantes. Desde então, o museu oferece exposições que já viajaram para mais de 32 países na Europa, Ásia, América do Sul e América do Norte. A fundação defende a luta contra o antissemitismo e o racismo e publica um relatório anual no qual são estudadas as atividades atuais dos racistas e da extrema direita.
Mais informações:
Espetáculo "Anne Frank". Nesta sexta (27), às 20h, no Teatro Celina Queiroz da Unifor (Av. Washington Soares, 1321, Edson Queiroz). Gratuito. Contato: (85) 3477.3033
Diário do Nordeste

O melhor treinamento cerebral que você pode fazer

Pesquisas com ressonância magnética revelam que este hábito simples exercita o cérebro mais do que se imaginava

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford têm investigado o que acontece no cérebro enquanto uma pessoa lê livros de literatura.
Os pesquisadores escanearam o cérebro de um grupo de pessoas, coletando imagens da atividade cerebral por meio de ressonância magnética, enquanto essas pessoas liam livros de Jane Austen.
Os resultados da pesquisa indicaram um aumento surpreendente e inesperado do fluxo sanguíneo para diferentes regiões do cérebro.
A atividade cerebral e o fluxo sanguíneo durante a leitura vão muito além da área cerebral associada à função executiva de prestar atenção a uma tarefa, no caso, a tarefa da leitura.
Uma das responsáveis pela pesquisa, Natalie Phillips, PhD, explicou que dedicar-se com atenção à leitura “requer a coordenação de múltiplas funções cognitivas complexas”.
O fluxo sanguíneo também aumenta significativamente durante a leitura prazerosa, e isso em diferentes áreas do cérebro.
Phillips acredita que cada estilo diferente de leitura pode criar padrões distintos no cérebro, o que tornaria a leitura uma atividade muito mais complexa e benéfica para o cérebro do que assistir à TV ou jogar games, por exemplo.
O experimento concentra-se na atenção literária, ou seja, na dinâmica cognitiva dos diferentes tipos de foco que um leitor traz para si no momento da leitura.
Phillips enfatiza ainda que um dos principais objetivos da pesquisa é investigar o valor do estudo da literatura.
Além de incentivar bons escritores, leitores e pensadores, ela está interessada em decifrar como a leitura acaba sendo um treinamento cerebral amplo e eficaz.
Aleteia

Conduzidos pela mão de Deus

Padre Geovane Saraiva*
Passamos por tempos difíceis e esperamos que a mão do Senhor possa nos conduzir neste mundo com segurança, como na assertiva de Dom Helder: “Quando houver contraste entre a tua alegria e um céu cinzento, ou entre a tua tristeza e um céu em festa, bendiz o desencontro, que é um aviso divino de que o mundo não começa e nem acaba em ti”. Somos chamados a acolher os dons do Espírito de Deus e, com bons olhos, a perceber as dores, angústias e necessidades dos que carregam cruzes pesadas, mas, paradoxalmente, contam com um Deus que é Pai, que, didaticamente, não dispensa o esforço humano, o de mostrar ao mundo os sinais da Sua presença, quando se busca generosidade, justiça e paz.

Imagem relacionadaO nosso outubro missionário aponta para cada criatura humana, imagem e semelhança de Deus. Sendo assim, que os nossos louvores cheguem ao Deus de misericórdia, na sua bondade infinita para conosco, que, ao descer do céu e se fixar no meio de seu povo, garantiu-nos a salvação. Da nossa parte cabe dizer um muito obrigado pelo dom da promoção do mês missionário por parte da Igreja e, igualmente, rendermos graças a Deus por esse generoso trabalho realizado em toda a extensão da Terra.

Deus nos dê a graça da compreensão do único e necessário à nossa vida: viver com ardor o Evangelho de Jesus, sendo fermento de renovação, sem nunca nos distanciarmos da cruz santa do Senhor, dando a entender que temos o mundo como missão. A Igreja Católica é, na sua essência, missionária, e jamais pode prescindir da sua missão e muito menos se fechar em si mesma, diante do clamor humano, apelando para uma causa missionária: “Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda criatura” (cf. Mc 16, 15).

Deus, ao revelar seu plano de amor e ternura para com os pobres, doentes e pecadores, sem se esquecer dos fracos, pequenos e excluídos, quer sensibilizar em todos uma resposta generosa, evidentemente pela força transformadora do Evangelho, como nas palavras do santo bispo, Dom Fragoso: “Mulheres e homens crescem quando dão de si mesmos, e não quando estendem as mãos para receber”. Amém!


*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com

Destaque

Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...