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18 de outubro de 2016

Gilberto Gil faz música em homenagem à sua médica; confira vídeo

Gilberto Gil escreveu uma música em homenagem à sua médica, a cardiologista Roberta Saretta. No último ano, o cantor e compositor passou por problemas de saúde. 

Gilberto aparece cantando a música em um vídeo publicado no último domingo, 16, na conta do Instagram de sua esposa, Flora Gil. “Inspiração depois de tanto hospital. #obrigadatodososmedicos”, escreveu Flora na legenda da postagem. 

Alguns artistas da música comentaram na publicação, dentre eles, Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest. "Querido Gil, você é f...! I love you!!! Florinha, da um beijo nele ae pra mim!!!", comentou o cantor.

Na letra da canção, Gil narra o procedimento médico pelo qual foi submetido. "Ela mandou arrancar quatro pedacinhos do meu coração / Depois mandou examinar os quatro pedacinhos / Um para saber se há um depósito de proteínas esquisitas lá / Um para saber se as pequeninas são assassinas e podem matar / Um para saber se estou curado com os remédios que ela me deu / Um pra saber se estou errado de ter juntado meu destino ao seu", canta Gilberto, ao mesmo tempo que toca violão. 

Um vídeo publicado por Flora Gil (@floragil_) em 

Redação O POVO Online

Unicef: número de crianças migrantes que chegam sozinhas à Itália é recorde

Da Agência Lusa
Sanliurfa (Turquia) - Famílias de refugiados vivem em bairros humildes, na periferia de Sanliurfa, no Sudeste da Turquia, dependendo de ajuda para sobreviver (Vladimir Platonow/Agência Brasil)
Sanliurfa - Famílias de refugiados vivem em bairros humildes, na periferia de Sanliurfa, no Sudeste da Turquia -Vladimir Platonow/Agência Brasil





















O número de crianças sozinhas nos barcos superlotados de migrantes que continuam a chegar à costa da Itália atingiu um recorde este ano, alertou hoje (20) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
“Três recém-nascidos, duas crianças que nasceram em barcos da Guarda Costeira italiana no Mediterrâneo Central e uma terceira que nasceu num porto estão entre as refugiadas e migrantes que chegaram recentemente à Itália”, informa o Unicef em comunicado.
Só nos primeiros nove meses de 2016 chegaram mais crianças do que durante todo o ano de 2015, compara a agência, acrescentando que, entre janeiro e outubro, mais de 20 mil menores, não acompanhados e separados de suas famílias, chegaram pelo mar ao país.
Esse número ultrapassa o total de 2015, ano em que chegaram 16.500 crianças, das quais 12.300 não acompanhadas ou separadas de suas famílias.
“Este ano, mais de 90% das crianças viajaram sozinhas, enquanto em 2015 o índice de crianças não acompanhadas era de 75%”, diz o Unicef.
A maioria das crianças nessa situação chega da África Ocidental, mas, este ano, foi registrado também um aumento das crianças procedentes do Egipo, informa a instituição.
Segundo uma equipe do Unicef na região, “a situação das crianças refugiadas e migrantes na Itália é cada vez mais desesperadora e o sistema nacional de proteção infantil está sobrecarregado”.
Citada no comunicado, Sabrina Avakian, integrante do Unicef que está atualmente na Calábria, na Itália, lembra que a região acolhe “centenas de crianças com necessidades muito urgentes”, toda semana. “Todos eles precisam de proteção adequada e alojamento. E todo este processo demora muito tempo”.
Mais de 3.100 pessoas morreram afogadas no Mediterrâneo só nos primeiros nove meses deste ano, número que também é recorde, lembra o Unicef, ressaltando que se desconhece quantas crianças estão entre os mortos no mar.

ONU estima receber 400 mil refugiados após ofensiva em Mosul

22 campos de emergência devem ser abertos pela ONU nas próximas semanas

Da redação, com ANSA
Resultado de imagem para onuA coordenadora das Nações Unidas para o Iraque, Lisa Grande, afirmou que a entidade está se preparando para receber cerca de 400 mil refugiados por causa da ação militar na cidade de Mosul.
“Estamos trabalhando sem descanso para abrir, dentro das próximas semanas, mais 22 campos de emergência que podem abrigar até 400 mil refugiados em fuga de Mosul”, disse a representante em uma coletiva de imprensa em Bagdá.
De acordo com a coordenadora, “até o momento, nós temos seis campos capazes de abrigar 60 mil pessoas”, mas é estimado que até meio milhão de pessoas fujam do local.
A terceira maior cidade do Iraque está sob fogo cruzado após o premier do país, Haidar al-Abadi, anunciar uma grande operação para retirar a localidade das mãos do Estado Islâmico (EI, ex-Isis). O controle dos jihadistas já dura mais de dois anos e Mosul é considerada a “capital do Califado” proclamado pelo EI.
Na época em que os extremistas tomaram a cidade, em 2014, as imagens de mais de meio milhão de pessoas fugindo a pé rodaram o mundo e alertaram os países “aliados” dos iraquianos de que a situação estava saindo do controle.
A coordenadora ainda destacou que os traficantes de seres humanos já começaram a atuar na cidade e estão cobrando “cerca de US$ 10 mil” para retirar quem quer fugir do confronto.
Segundo Lisa Grande, antes da ofensiva, esse valor girava em torno dos US$ 1,5 mil.
– Itália se manifesta: O ministro das Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni, afirmou que a ação militar no Iraque – que conta com o apoio da coalizão para derrotar o EI -, não “repita” os erros já cometidos por tropas estrangeiras.
“Não pode-se repetir os erros do passado. Não basta libertar Mosul, será preciso gerir a fase sucessiva de maneira inclusiva e estável”, disse Gentiloni lembrando que a Itália é o segundo país com mais tropas militares no território iraquiano – atrás apenas dos EUA.

Segundo Passeio Rosa em Fortaleza: combate e prevenção ao câncer de mama

O Instituto do Câncer do Ceará, em parceria com o Instituto Avon, realiza neste domingo (23)  caminhada para alertar quanto a importância do diagnóstico precoce

Foto: Assessoria / divulgação
Imagem do Passeio Rosa realizado ano passado na Beira Mar de Fortaleza

O Instituto do Câncer do Ceará (ICC) dará continuidade a atividade realizada em 2015. Repetindo o sucesso do ano anterior e como parte das atividades que envolvem a campanha de combate ao câncer de mama, Outubro Rosa, a instituição, em parceria com o Instituto Avon, realizará neste domingo (23), a partir das 7h da manhã, o II Passeio Rosa, na Avenida Beira-Mar. A largada do passeio será no Aterro da Praia de Iracema e o ponto de chegada, na Praça dos Estressados.

São esperadas mais de três mil pessoas no evento que contará com trio elétrico e a animação do grupo Unidos das Cachorras, Di Ferreira e Super Banda. Para quem gosta de pedalar, a ciclofaixa estará livre para os que preferem abraçar a causa utilizando sua bike. Os interessados em participar do passeio já podem adquirir o kit com camiseta, protetor solar, esmalte e viseira, no valor de R$15, à venda nos Mercadinhos São Luiz, nas Lojas Despojada, Doratto, no Salão Ritualle It Space e nas academias Central do Corpo Training Club. Os que desejarem poderão fazer o passeio de bicicleta.
 
Instituto do Câncer do Ceará
O Instituto do Câncer do Ceará (ICC) é um moderno centro de excelência que reúne ensino, pesquisa e os principais serviços para tratamento integral do câncer (oncologia clínica, cirúrgica, radioterapia e quimioterapia), juntamente com o apoio de serviços diagnósticos, como Laboratório de Patologia, Biologia Molecular e Análises Clínicas, Radiologia e Diagnóstico por Imagem e uma equipe de saúde multidisciplinar especializada em cancerologia.
 
Atualmente, o ICC conta com uma equipe de mais de 1.000 colaboradores, 150 médicos e 81 residentes. No Hospital Haroldo Juaçaba (HHJ) o paciente tem acesso a uma assistência integral, que vai desde o diagnóstico, tratamento especializado e multidisciplinar, aos cuidados paliativos. A instituição é formada pelo HHJ, Escola Cearense de Oncologia (ECO) e Casa Vida, que abriga pacientes e seus acompanhantes vindos do Interior do Estado e de outras cidades para realizar tratamento no hospital, e, para onde as doações recebidas durante o Outubro Rosa serão destinadas. O Instituto completa no dia 25 novembro de 2016, 72 anos de existência.
 
Dados do Câncer no Brasil
O Câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos novos casos a cada ano. É o segundo tipo mais frequente no mundo. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom. No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

 Câncer de Mama – Estimativa 2016 (Instituto Nacional de Câncer – INCA)
 57.960 novos casos no Brasil
 4.050 no Nordeste
 2.160 no Ceará
 860 em Fortaleza

Dados do Câncer no ICC em 2015
Atendimento mensal: 22.508
Atendimento SUS: 70% dos atendimentos prestados Atendimento de novos casos de câncer/ano: 6.951
Consultas realizadas/ano: 173.837
Exames de imagem realizados/ano: 39.359
Mamografias realizadas/ano: 5.522
Cirurgias realizadas/ ano:6.578
Aplicações de Radioterapia/ano: 219.513
Aplicações de Quimioterapia/ano: 34.705

Com informações da organização do evento

Outubro Rosa: Depoimento de quem viveu e superou o câncer de mama

Dona Lindalva Medeiros, aposentada, dona de casa, mãe, avó, e  senhora de um espírito aventureiro grandioso. Pé na estrada é com ela mesma, adora viajar. Mas, em 2011, na estrada da vida, uma curva acentuada a pegou de surpresa e trouxe uma notícia de grande impacto: o diagnóstico de câncer de mama

Foto: Arquivo pessoal
Dona Lindalva pós tratamento. "Vida normal, vida que segue", afirma
Por Márcia Rios

Dona Lindalva Medeiros, aposentada, dona de casa, mãe, avó, e  senhora de um espírito aventureiro grandioso. Pé na estrada é com ela mesma, adora viajar. Mas, em 2011, na estrada da vida, uma curva acentuada a pegou de surpresa e trouxe uma notícia de grande impacto: o diagnóstico de câncer de mama.

Logo que reconhecido o tumor foi providenciada a cirurgia de retirada, sem muito tempo para pensar no que de fato aquilo representava: exames, cirurgia, exames, quimioterapia, radioterapia, mais exames... Dona Lindalva se manteve firme na fé e na certeza do amor de Deus. Achou dentro de si uma  fortaleza sem medida para encarar da retirada da mama a queda dos cabelos.

Em dezembro de 2011, com 62 anos, ela se submeteu a cirurgia de retirada da mama direita, que foi realizada em Brasília, seu domicílio atual. A radioterapia e o acompanhamento foram realizados no Instituto do Câncer do Ceará (ICC).  Passado o susto e os primeiros anos pós- cirurgia, ela conversou com a Agência da Boa Notícia e conta como foi conviver de perto com a doença. A mistura de sentimentos, o medo da morte, a alegria e o agradecimento infinito por cada amanhecer.

(Agência da Boa Notícia) Como a senhora está hoje?
Estou muito bem, muito feliz.

(ABN) Como descobriu a doença?
Todos os anos faço meus exames. A mamografia também. Em fevereiro de 2011 eu fiz uma mamografia, mas, nada foi detectado. Programei uma viagem longa para o final do ano e por precaução fiz novamente. Ao ler o exame, a médica ginecologista me encaminhou com urgência para um mastologista. Era ele, estava lá.

(ABN) E a sua família, como encarou a situação?
Tive e tenho total apoio da minha família. Meus filhos são jóias raras. Meus irmãos, sobrinhos, minhas netinhas, meu neto, toda a minha família e amigos. Recebi muito apoio.

(ABN) A senhora teve medo da morte? Onde buscou forças?
Sim. Lembro com emoção de um momento bem difícil. Depois da cirurgia de retirada da mama eu senti uma dor muito forte. Foi terrível. Naquele momento eu tive medo de morrer. Dois dos meus três filhos me levaram ao médico. Era uma infecção. Tive que tirar os pontos sem anestesia. Depois daquele momento eu pensei: Com Deus, nada mais me derruba na vida. Eu já venci. Me apeguei com toda a minha fé ao meu Deus misericordioso, a Nossa Senhora e aos médicos. Passei por profissionais muito bons. Competentes e humanos.

(ABN) O que é foi mais  doloroso: a cirurgia de retirada da mama, o tratamento (quimioterapia, radioterapia ou conhecer e conviver com pessoas com as mesmas ou até dificuldades maiores?
Vou contar uma história. Minha família é grande e espalhada por esse Brasil. Duas cidades são minha morada (risos). Eu fiz a cirurgia e a quimioterapia em Brasília, onde tenho residência. A radioterapia e o acompanhamento eu fiz no Hospital do Câncer do Ceará (ICC), em Fortaleza. Durante a quimioterapia, conheci uma jovem de 26 anos, casada e mãe de uma linda criança. Ela estava tão perdida, tão sem chão. Ela vomitava muito, era um desespero só. Eu senti muito por ela. Eu estava sofrendo também, mas, já tinha criado  meus filhos, tinha trabalhado, e ela? Ainda tão jovem. Depois que ela terminou o procedimento, me aproximei, peguei em seu braço e disse: Tenha fé em Deus, você vai vencer. Ela passou a fazer parte das minhas orações e depois de um ano eu soube que ela estava respondendo bem ao tratamento. Isso para mim foi uma notícia maravilhosa, apesar daquele momento ter ficado para sempre em minha memória.

(ABN) A senhora fazia  os exames preventivos?
Sim. Nunca tive problema quanto a isso. Como tenho problema de pressão alta, sempre estou me cuidando. Talvez tenha sido por isso que repeti a mamografia, antes de completar um ano. Que bom que eu fiz isso.

(ABN) Como encarou a perda dos cabelos?A questão da vaidade?
Olha foi difícil. Quem me conhece sabe que sempre fui uma mulher vaidosa. Sempre fui cheinha e gostava de me sentir bonita. Ainda gosto, mas, não dou a mesma importância. De repente você se olha nos espelho e se vê sem cabelo, sem a mama, extremamente magra. É um choque. Depois da primeira sessão de quimioterapia meu cabelo já caiu. Na segunda, caiu mais ainda. Então eu cortei. Mas eu sabia que tudo iria passar. Que o cabelo iria crescer e que eu iria engordar novamente. Eu conversava com Deus, pedia forças e a certeza de que aquilo era passageiro.

(ABN) O que mudou na Dona Lindalva de antes do câncer para a Dona Lindalva de hoje?
Me tornei uma pessoa mais humana, mais simples. Deixei de me importar com coisas que não levam a lugar nenhum. Desapeguei de coisas materiais. Para mim o mais importante é acordar, abrir os olhos e agradecer à Deus por mais um dia.

(ABN) O que a senhora diria a mulheres que estão com diagnóstico de câncer de mama?
Primeiramente eu diria: não se desespere. Não é o fim. Tenha fé em Deus e lute pela sua vida. Leve o tratamento a sério e acredite que tudo passa. É só um momento ruim, mas passa.Não esmoreça.

(ABN) Em dezembro próximo a senhora completa cinco anos de cirurgia, e está cheia de vida. O que passa na sua cabeça quando pensa que está viva, que a senhora venceu.
Eu sou uma vencedora. Eu e muitas outras mulheres que já passaram por isso. As pessoas acham que os problemas não passam, mas não é assim. Tenho um eterno sentimento de gratidão com Deus, com Nossa Senhora, com a minha família, com os profissionais que cuidaram de mim e todos que de alguma forma me ajudaram e ajudam a passar por tudo isso. É isso, a palavra é gratidão.

(ABN) Agora, comemorando essa grande conquista, tem algo que a senhora ainda não realizou na vida e deseja realizar? Pode nos revelar?
Sabe o que eu quero mesmo? Reunir minha família (todos eles) em um aniversário meu. Seria maravilhoso. Mas, vou conseguir.


Boa Notícia