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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

20 de janeiro de 2017

O USO DE CERTAS EXPRESSÕES (2)

José Olímpio de Sousa Araújo*

Precisamos conhecer os significados dos parônimos, as palavras de escritas e pronúncias parecidas... Caso contrário, podemos incorrer em lamentáveis equívocos.


Por exemplo: Você sabe a diferença entre DESPERCEBIDO e DESAPERCEBIDO?

Vamos ver?...

DESPERCEBIDO é ‘não notado’, ‘não percebido’. Como em: Passei despercebido, ninguém me viu...
DESAPERCEBIDO é ‘desprovido’, ‘despreparado’. Exemplo: Eu estava desapercebido para aquele encontro...

E as palavras DESMITIFICAR e DESMISTIFICAR?

Façamos a diferença:

DESMITIFICAR é ‘retirar a ideia de mito’. Exemplo: Como desmitificar Pelé?  Ele é, sim, mito no esporte mundial. 
Agora, DESMISTIFICAR — significa desmascarar a falsa mística, desmoralizar. Exemplo: Sorte, azar. Aí está algo que precisa ser desmistificado...

Agora, veja estas frases, por obséquio:

O Diretor nos atendeu Incontinênti. / Em relação a certos hábitos ele é incontinente.
Então, me diga... Estas frases terminam com a mesma palavra (incontinente e incontinênti são formas opcionais)... Certo?

Errado!
Quando digo ‘Em relação a certos hábitos ele é ‘Incontinente’, refiro-me à incontinência, falta de moderação... INCONTINENTE, aí, se escreve com E.

Na outra frase (O Diretor nos atendeu Incontinênti.), falo que ‘nos atendeu prontamente, de imediato’. Temos, então INCONTINÊNTI (terminando com I, e acento circunflexo em ‘nen’). Outra palavra, portanto.

Outra... VULTOSO e VULTUOSO... Sabe a diferença?

Vamos lá...

VULTOSO — é volumoso (como em Vultosa quantia). VULTUOSO — é alguém atacado de vultuosidade, que é uma congestão na face.

Pra encerrar, veja este caso:

O juiz descriminou todos os acusados... É... escreva e pronuncie com E (DES...CRIMINOU). Estamos querendo dizer que o Juiz retirou o crime, a acusação.

Se puser com I, aí vira crime. Não podemos DISCRIMINAR ninguém... Não é isto?

Ok?... Não confunda, use a forma adequada. 

Veja estas e outras orientações práticas da Língua portuguesa no MINUTO DA LÍNGUA, com o PROF. OLIMPIO ARAÚJO. Rádio Universitária FM, 107.9.

*Coautor dos livros “Desenvolvendo a habilidade de escrever” e “Ortografia Atualizada” / Membro da Academia Metropolitana de Fortaleza e da Academia Limoeirense de Letras. / Radialista, produz e apresenta o “Minuto da Língua” (pela FM Universitária, 107,9). 

Fé e Razão

Gonzaga Mota*

A nosso juízo, fé e razão são as manifestações mais debatidas no âmbito da História da humanidade, seja de uma forma explícita ou mediante princípios, teses e argumentos desenvolvidos e analisados  implicitamente. As discussões filosóficas ao longo do tempo buscaram e ainda hoje procuram, de um lado, mostrar o conflito existente e, de outro, a complementaridade entre as duas doutrinas. Há estudiosos de filosofia e de teologia que dizem não ser a verdade domínio de nenhum dos dois conceitos, mas uma conquista do saber científico, unido ao religioso. De uma maneira geral, podemos citar figuras importantes ligadas ao pensamento filosófico envolvendo a questão, de uma forma ou de outra, tais como, Platão, Aristóteles, Pitágoras, Santo Agostinho(Patrística), Santo Tomás de Aquino(Escolástica), Galileu, Descartes e muitos outros. Acreditamos que sempre o tema despertará polêmica entre crentes agnósticos e ateus. Por sua vez, admitimos que a fé é o caminho da verdade; a razão é consequência do senso e do julgamento interior. Não são incompatíveis, porém unidas mostram o saber viver. A rigor, fé e razão são os pilares básicos que sustentam a vida. Esta, sem dúvida, afigura-se nas virtudes teologais e nas virtudes cardeais ou morais. A fé, a esperança e a caridade(amor) são as três virtudes teologais; a prudência(sabedoria), a justiça, a fortaleza e a temperança(moderação) formam as quatro virtudes morais. São as sete virtudes mencionadas que nos dão as orientações espirituais e materiais para uma vida saudável, com generosidade, tolerância e humildade, portanto próxima de Deus.

*Professor aposentado da UFC

O INIMIGO DO MEU INIMIGO É MEU AMIGO

Grecianny Carvalho Cordeiro*

Utilizando minha imaginação enquanto romancista, escreveria a seguinte história:

O país passava por um momento único em sua História. As instituições descreditadas, a política enlameada pela chaga da corrupção, a mídia expondo as vísceras de um sistema político-administrativo corrompido e, no meio de tudo isso, uma sociedade exausta por tanta inaptidão estatal, a deixá-la desamparada, sem serviços de saúde, educação e segurança pública. Era o retrato dantesco do inferno.

Era chegada a hora de mudar, de passar a limpo a História de um país explorado e espoliado desde a sua descoberta.
           
E ao que parecia, as coisas estavam mudando.
           
Ninguém mais poderia se julgar acima da lei, nem mesmo os políticos, sob a proteção do foro privilegiado e da influência do dinheiro e do poder.
           
O país estava sendo passado a limpo por meio de uma investigação policial realizada mediante a união de esforços entre Policia Federal, Ministério Público e outras instituições, ao abrigo do Poder Judiciário.
           
A verdade estava prestes a vir à tona.
           
–Não podemos deixar isso acontecer – diria alguém.
           
–Será o fim da República, o fim de todos nós, que levamos uma vida inteira para construir uma imagem, uma história e uma fortuna – diria outro.
           
–Mas como fazer, depois de tantas rusgas e intrigas formadas ao longo desse tempo? Jamais imaginamos que as coisas pudessem ir tão longe – avaliou outro, consternado.
           
–Pensem. Deve haver uma luz no fim do túnel  – insistiu um esperançoso.
           
Alguém sorriu com os olhos brilhando de emoção e sentenciou:
           
–O inimigo do meu inimigo é meu amigo; vamos juntar todas as forças e chegar a uma solução.
           
Então, os inimigos fizeram uma reunião secreta, por meio de interlocutores insuspeitos, e tramaram um plano ousado. Faltava escolher o momento exato para pôr em prática, pois o alvo era bastante vulnerável e não se acautelava de sua segurança.
           
O instante chegou. Seria no auge de um clamor social, em que as pessoas e a mídia estavam envolvidas ao extremo num problema grave relacionado aos presídios.
           
–Sinal verde. Façam de um modo que não levante suspeitas.
           
–Irão suspeitar.
           
–Mas jamais conseguirão provar, afinal, estamos juntos nessa operação.
           
–Não deixem rastro.
           
Numa tarde chuvosa, um avião estava prestes a decolar, quando fez uma manobra estranha e, de forma surpreendente, caiu no mar. Ninguém sobreviveu.
           
Os fatos aqui narrados são irreais. Qualquer semelhança será mera coincidência.

*Promotora de Justiça

São Sebastião representa o espírito carioca, dizem representantes de religiões

A imagem do santo com o corpo cravejado por flechas, mas que não deixa de professar a sua fé, marca a história da cidade do Rio por meio de várias crenças. Para representantes de várias religiões, São Sebastião é um representante do espírito carioca, já que possui uma história que reúne fé e luta pelos seus objetivos. Nesta sexta-feira (20), celebra-se o dia do padroeiro da cidade, gravado até no nome do município de São Sebastião do Rio de Janeiro.
“A importância para o povo carioca porque ele se identifica com São Sebastião. A vinda da imagem de São Sebastião com Estácio de Sá começou a devoção. O povo carioca, independente da denominação religiosa, se identifica com o modelo de São Sebastião, que enfrenta perigos e que enfrenta as batalhas dos dia a dia. Essa particularidade de enfrentar as adversidades é muito do povo carioca”, explica Frei Arles de Jesus, reitor da Basílica de São Sebastião, na Tijuca.
Pelo sincretismo religioso, no Rio de Janeiro, São Sebastião é correlacionado ao orixá Oxóssi. O pai-de-santo Paulo de Oxalá, do Candomblé, explica a relação e concorda que ele é representação de parte do caráter do povo carioca.
“Há uma correlação que foi feita pela Umbanda, que é sincrética. São Sebastião é correlacionado com Oxóssi, que é o caçador, que é um orixá de caça e luta. É o orixá da fartura e da prosperidade. Eu creio que a luta do povo carioca, essa maneira bonita de dar a volta por cima, de levar tudo com bom humor, de se reinventar, é a saída do sofrimento. É uma cidade que recebe a todos de braços abertos”, explicou o pai-de-santo.
Basílica de São Sebastião, na Tijuca, na Zona Norte do Rio (Foto: Henrique Coelho/ G1)
Basílica de São Sebastião, na Tijuca, na Zona Norte do Rio (Foto: Henrique Coelho/ G1)
Basílica de São Sebastião, na Tijuca, na Zona Norte do Rio (Foto: Henrique Coelho/ G1)
História de fé e martírio
Sebastião nasceu na França em meados do século II. Com a família, ele se mudou para a Itália e passou a integrar a guarda do Império Romano. Convertido ao Cristianismo e ferrenho defensor de sua fé, despertou a ira do imperador Diocleciano, que empreendeu sangrenta perseguição aos cristãos.
Ao afirmar diante do imperador ser temente a Cristo, o jovem soldado foi amarrado em um tronco e atacado com flechas pelos arqueiros da guarda. Dado como morto, teve o corpo abandonado no local de seu primeiro martírio. Foi salvo por uma mulher, reconhecida pela Igreja Católica como Santa Irene. Ela percebeu que ele estava vivo ao recolher o corpo para prepará-lo para o enterro.
Recuperado das agressões, Sebastião se apresentou diante do imperador e novamente reafirmou a sua fé. O imperador Diocleciano determinou a sumária execução do servo, então considerado traidor. Morto a pauladas, ele teve o corpo jogado em uma vala. Atualmente, seus restos mortais estão enterrados na catacumba que leva seu nome, em Roma.
A devoção ao santo chegou ao Rio de Janeiro por meio da realeza portuguesa. No século XVI, em Portugal, era grande a fama de São Sebastião com milagres de cura e de proteção em batalhas. A fé no santo começou a ser trazida para o Brasil pelas primeiras expedições dos colonizadores e por influência do rei Dom Sebastião de Avis, nascido também no dia 20 de janeiro, e batizado com este nome em homenagem ao santo.
Estácio de Sá, fundador do Rio de Janeiro, era um dos devotos de São Sebastião. Ele mandou construir uma capela em homenagem ao santo tão logo aportou na Baía da Guanabara. Ela foi erguida onde hoje é a Praia Vermelha. Dois anos após a fundação do Rio, em 1567, a capela serviu como túmulo ao próprio fundador da cidade.
Pai Paulo de Oxalá destaca que a fé é um caminho para que, diante de tantas adversidades, a população do Rio siga acreditando na possibilidade de dias melhores.
“Com toda essa luta e falta de grana, é uma cidade onde seguimos acreditando”, destacou o líder religioso.
Frei Arles também acredita na possibilidade de vencer as dificuldades. “O carioca é, acima de tudo, criativo”, concluiu.
Imagem de São Sebastião trazida para o Rio por Estácio de Sá, após passar por um processo de restauração (Foto: Cristina Boeckel/ G1)
Imagem de São Sebastião trazida para o Rio por Estácio de Sá, após passar por um processo de restauração (Foto: Cristina Boeckel/ G1)
Imagem de São Sebastião trazida para o Rio por Estácio de Sá, após passar por um processo de restauração (Foto: Cristina Boeckel/ G1)

Artista cearense em Brasília

Trabalho do cearense Diego de Santos: nos desenhos, o artista utiliza a técnica de fixação da fuligem e o uso de diferentes processos de queima
As obras já estão sendo empacotadas e aguardando os últimos detalhes da transportadora para este mês trilhar caminho de Fortaleza à Brasília. A exposição "Poema 193", do artista plástico cearense Diego de Santos, fica em cartaz entre 16 de fevereiro e 2 de abril deste ano, na Galeria Fayga Ostrower.
Em 2015, Diego se inscreveu para o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, considerado um dos maiores do País nessa categoria, e para sua surpresa ganhou nota máxima na aprovação do projeto.
"Sabia que tinha um bom projeto e torcia pela aprovação, mas não esperava a nota máxima. Me senti imensamente feliz e orgulhoso pelo meu trabalho, estou realizando um sonho", lembra, emocionado. Agora, ele e sua equipe estão em ritmo de pré-produção para embarcarem em fevereiro representando o Ceará, no Distrito Federal. "Foram dezenas de inscrições de todo o Brasil e explodimos de alegria quando saiu o resultado", conta a produtora Renata Damasceno.
Técnicas
"Segundo o realizador, a exposição é um dos resultados dos processos de experimentação do projeto 'Poema 193'. Todos os elementos, suas simbologias e conexões já eram recorrentes na minha produção", pontua.
"Eu já tinha uma pequena coleção de conchas e sempre as pensei dentro de uma proposição artística, não tinha executado ainda porque estava em outros projetos, mas veio a vez delas e juntamente com o fogo pude relacionar com uma problemática social: os incêndios criminosos" descreve o artista. Nos desenhos, o artista utiliza a técnica de fixação da fuligem e o uso de diferentes processos de queima, além da utilização das condições climáticas naturais e da parafina.
"A superfície do papel, acima da chama da lamparina, recebe toda a fuligem liberada pelo fogo e nunca é possível determinar a imagem a ser gerada", explica ele.
"Em alguns momentos, antes de fixar a fuligem com verniz, submeto aquele desenho à ação do lugar: esqueço-os na parede ou no chão para que insetos caminhem sobre eles, deixando rastros; aproveito raros serenos, deixando que gotículas de água da chuva fina intervenham sobre a fuligem" completa o artista.
Currículo
Diego de Santos é formado em Artes Plásticas pelo IFCE e expõe desde 2005. Vive e trabalha em Caucaia e Fortaleza. Em 2016, foi contemplado com o Prêmio de Criação em Artes Visuais de Teresina - que consistiu em uma residência artística na cidade por três meses.
A experiência teve, como resultado final, o projeto "À Margem Toda Vida", percorrido de bicicleta de Teresina à Parnaíba, usando a estrada como um verdadeiro laboratório a céu aberto.
Em 2014 ganhou o prêmio Pipa (Prêmio Investidor Profissional de Arte), na categoria Online Popular, e também produziu o projeto "Lar é Onde Ele Está" pela Escola Porto Iracema das Artes.
Antes, em 2013, foi premiado no Salão de Artes de Mato Grosso do Sul, e no 8º Salão de Arte Sesc Amapá, em 2010. Já participou de edições de feiras como SPArte e ArtRio.
Diego Tem obras no acervo do Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB-Fortaleza), da Galeria Graça Landeira (Belém), Amparo 60 (Recife) e ainda de vários galeristas, colecionadores e curadores no Brasil e no exterior.
Diário do Nordeste

Estudante de Pedra Branca tira nota mil na prova de redação do Enem

O cearense Helário Neto é um dos 77 candidatos no Brasil que fecharam a prova de redação no Enem
A paixão pela escrita é de longa data para Helário Neto, mas foi a partir da necessidade de notas satisfatórias na Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que o estudante passou a se dedicar com mais afinco. Natural de Pedra Branca, cidade a 268 km de Fortaleza, o aluno da rede pública estadual, de 17 anos, é um dos 77 do Brasil a fechar a prova de Redação.
“Eu sempre tive amor pela produção textual. O prazer de escrever iniciou ainda no Ensino Fundamental mas só comecei a treinar mesmo a partir do Ensino Médio”, explica. Foi após tentar o Enem outras duas vezes e garantir bons resultados que viu ressaltar em si a possibilidade de chegar à nota mil. E chegou. “Não acreditei. A página onde saiu o resultado estava travando e eu não conseguia ver o resultado”. A notícia boa veio pelos amigos. “Comemorei muito!”, conta.
Helário cursou todo o Ensino Médio na Escola Estadual de Educação Profissional Antônio Rodrigues de Oliveira e já foi campeão três vezes na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). De acordo com ele, além das aulas que tinha na escola, assinou um curso online de redação em que enviava textos e os recebia corrigidos. “Foi decisivo porque, a partir disso, eu podia trabalhar meus erros”.
Para o jovem, a inspiração e apoio vieram da mãe, Elane Macêdo. “Sempre me motivou a estudar e confiou nas minhas decisões. Somos só nós dois. Ela é meu pai e minha mãe”, agradece.
Elane é auxiliar de enfermagem e possui uma loja na Cidade onde moram. Ela lembra emocionada o dia em que soube os resultados das provas do filho. “Eu estava fechando a loja quando ele veio me encontrar e disse que tinha tirado nota mil na redação. Eu chorei de alegria”, conta. A comerciante afirma que se sente feliz ao perceber o reconhecimento do filho. “Eu vejo o meu filho como a melhor realização na minha vida”, vibra.
Persistir
Helário Neto tem o sonho de cursar Medicina e dar uma vida melhor para a mãe. De acordo com ele, há diferença entre a realidade de escolas públicas e particulares mas persistir é o mais importante. “Apesar das dificuldades, não é algo de outro mundo conseguir uma nota muito boa. Depende do esforço, do foco. O primeiro passo é acreditar em si mesmo e seguir o caminho com firmeza”, conclui.
O Povo

Estudantes já podem consultar vagas do Sisu; inscrições começam dia 24

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
Estudantes
Sisu seleciona estudantes com base na nota no EnemArquivo/Agência Brasil
O Ministério da Educação abriu hoje (19) a consulta de vagas que serão ofertadas em universidades e institutos federais e instituições estaduais por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A consulta pode ser feita no site do Sisu por curso, instituição e município. Ao todo, são 228.071 vagas 131 instituições públicas.
As inscrições serão abertas feitas na semana que vem e poderão ser feitas do dia 24 ao dia 27 de janeiro. O resultado será divulgado no dia 30. O período de matrícula será de 3 a 7 de fevereiro.
Os candidatos que não forem selecionados na chamada regular para as vagas poderão participar da lista de espera, entre 30 de janeiro e 10 de fevereiro. Esses candidatos serão convocados a partir do dia 16 de fevereiro, caso haja vagas remanescentes.
Notas
O Sisu seleciona os estudantes com base na nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Cabe a cada instituição definir o cálculo que utilizará para a seleção dos novos alunos. Para participar do processo, o estudante não pode ter tirado nota zero na redação do exame.

Jornalista com microcefalia participa de ato em defesa da vida em Fortaleza

Ana Carolina Cáceres, do Mato Grosso do Sul, é um símbolo da luta em favor da vida, pois, aos 24 anos, superou todas as expectativas médicas e hoje leva uma vida normal.

Foto: Divulgação / Movida
Ana teve a infância marcada por cirurgias e cuidados redobrados com a saúde
No próximo mês de fevereiro, no retorno do recesso, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5581. No pedido, a possibilidade de ampliação judicial de casos permitidos para a prática do aborto. Para impedir que a ADI seja a aprovada, o Movimento em Favor da Vida (Movida), a Associação Casa Luz, a Obra Lumen de Evangelização, o Lar de Clara e diversas outras entidades locais promovem um ato público contra o aborto e contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade, em Fortaleza.

O Ato Nacional em Defesa da Vida está marcado para o próximo domingo (22), às 16 horas, na Praça Portugal, em Fortaleza.  A jornalista Ana Carolina Cáceres, do Mato Grosso do Sul, é uma das presenças confirmadas. Ela, que tem microcefalia, é um símbolo da luta em favor da vida, pois, aos 24 anos, superou todas as expectativas médicas e hoje leva uma vida normal. “Para as mães que já são grávidas eu diria para procurarem informação, quanto melhor informado sobre a microcefalia, mais a criança vai ter chance de fazer o que está acontecendo comigo”, recomenda a jornalista.

Ana Carolina teve a infância marcada por cirurgias e cuidados redobrados com a saúde por conta da microcefalia, um dos assuntos mais discutidos no Brasil nos últimos meses por ter relação com o zika vírus. Até os 9 anos, foram cinco intervenções cirúrgicas e as piores previsões de médicos. “Minha microcefalia só foi descoberta quando eu nasci. Minha mãe ouviu vários prognósticos, que eu não ia falar, andar, e até mesmo que não sobreviveria”, diz.

“Meu crânio nasceu fechado, então passei por várias cirurgias para retirada de estruturas ósseas, permitindo que o cérebro tivesse espaço para se desenvolver. Posso dizer que, depois desta última cirurgia, meus pais passaram a respirar aliviados e ver que a filha deles tinha sobrevivido", relembra.

Sem danos cerebrais ou sequelas das operações, o único cuidado que ela precisava na escola era evitar quedas para não bater a cabeça. "Não tinha cobertura óssea suficiente na testa. Mas o cuidado físico era só esse", relata.

Quando soube da Ação no STF para permitir o aborto em caso de zika, a jornalista sentiu-se "indignada" e fortaleceu a atuação militante na divulgação de informação. “Eu estou defendendo o lado que me representa, das crianças e mães. Defendo que o Estado dê toda a estrutura e apoio a essas famílias”, argumenta.

Além de Ana Carolina, também confirmaram presença o cantor, escritor e apresentador Diego Fernandes, a banda Kyrios Dei e o vocalista Totô, da Banda Expresso HG, que juntamente com outros artistas católicos lançou o clipe da música “Direito de Nascer” no YouTube, que já conta com mais de 2 milhões de visualizações.

Convite
Diego fez um convite especial, utilizando o Facebook. “A vida grita por misericórdia! Precisamos lutar para que não matem nossas crianças. Uma criança é uma bênção. Dá trabalho? Sim. Se é uma pessoa com deficiência dá trabalho? Qualquer pessoa necessita de cuidado. Somos todos carentes. Carecemos de amor. Vamos juntos defender a vida! Toda a vida”, escreveu Diego.

A ação reunirá diversos setores da sociedade civil fortalezense. O movimento faz parte do Ato Nacional em Defesa da Vida e acontecerá, além de Fortaleza, nas seguintes cidades e capitais: Brasília (DF), Canoinhas (SC), Carmópolis de Minas (MG); Ibirité (MG); João Pessoa (PB); Mauá (SP); Petrópolis (RJ); Piedade dos Gerais (MG); Recife (PE); Rio de Janeiro (RJ); Salvador (BA); Manaus (AM); Belém (PA).  

Serviço
Ato em Defesa da Vida
Data: 22 de janeiro de 2017
Horário: 16 horas
Local: Praça Portugal
Atrações: Diego Fernandes, Kyrios Dei, jornalista Ana Carolina, Totô (Expresso HG)
Boa Notícia

Projeto Ballet Raio de Sol é exemplo de dedicação e trabalho coletivo

A bailarina Luciene Felix é a responsável pelo projeto. Cerca de setenta crianças são beneficiadas com as atividades ofertadas, tais como: escola de dança, esporte, artes, contação de histórias, pintura e culinária. Trabalho realizado com a ajuda da comunidade

Foto: Divulgação / Projeto
Apresentação de dança das crianças do Projeto Ballet Raio de Sol
Um exemplo desse trabalho é o da bailarina Luciene Felix. Moradora do bairro Planalto Pici,  ela é a idealizadora do Projeto Ballet Raio de Sol e responsável pela administração. Cerca de setenta crianças são beneficiadas com as atividades ofertadas pelo projeto, tais como: escola de dança, esporte e artes, contação de histórias, pintura e culinária.

Aos 13 anos Luciene se encantou pelo ballet e desde então a dança não saiu mais da sua vida. Em 1999 teve início as atividades do projeto. “Temos muita ajuda da comunidade. As famílias trabalham conosco. Nossas professoras de hoje, foram ex-alunas. Não trabalho sozinha, muita gente luta para dar tudo certo”, comemora Luciene.

A Agência da Boa Notícia conversou com Luciene, que nos conta os caminhos percorridos ao longo de 18 anos de trabalho voluntário.

ENTREVISTA
(Agência da Boa Notícia) Como surgiu a ideia de desenvolver um projeto social voltado para crianças carentes?
Sempre tive vontade de fazer algo pela minha comunidade. Eu queria proporcionar as meninas algo que elas pudessem sair das ruas e desenvolver alguma habilidade. Tudo começou com as aulas de ballet, depois vieram as outas atividades.

(ABN) Há quanto tempo o projeto existe?
Há dezoito anos. Comecei com uma pequena turma de ballet. Hoje sou a administradora das atividades do projeto e me dedico a contar histórias. Nossas professoras de hoje são  ex-alunas,isso me orgulha muito.

Foto: Divulgação / Projeto
Momento de contação de histórias com as crianças da comunidade
(ABN) Quantas crianças são beneficiadas?
Atualmente setenta crianças participam das atividades

(ABN) Quais atividades são desenvolvidas?
Temos aulas de ballet, jazz, dança. Hoje estou diretamente envolvida com a contação de histórias. Conclui um curso de contadores de histórias justamente para trabalhar com as crianças do projeto. Temos também aulas de pintura e artes. No mês de setembro nós realizamos o Festival Arte e Movimento para o nosso bairro. uma oportunidade das crianças mostrarem seus talentos e também um momento de interação com todos aqui. O evento é gratuito.

(ABN) Como é a interação do projeto com a comunidade?
É algo muito positivo dentro da nossa comunidade. As mães e avós participam muito, nos ajudam bastante. Cuidam das vestimentas das crianças, ajudam na limpeza do ambiente, na alimentação. É um trabalho de muitas mãos.

(ABN) Vocês possuem alguma ajuda ou incentivo estadual, municipal ou de alguma empresa?
Esse ano estamos contando com a ajuda do Banco do Nordeste. E, também temos uma parceria com algumas escolas de ballet de Fortaleza. Recebemos uma verba mensal que é destinada ao nosso espaço de leitura, que está passando por reformas. O restante é fruto de um trabalho coletivo.

(ABN) As pessoas que trabalham no projeto são voluntárias?
Sim. Muitos moradores da comunidade nos ajudam.

(ABN) E, quais os planos para o ano de 2017?
Tenho alguns planos para o ano de 2017. Um deles é trazer mais meninos para dentro do projeto. Devido ao ballet ser o nosso carro chefe e ser uma atividade mais procurada por meninas, nós queríamos oferecer algo diferenciado para os meninos. Precisamos de um professor(a) de flauta voluntário para dar início a mais essa atividade. Também precisamos muito de meias e sapatilhas, quem puder fazer essa doação seria muito bom. As crianças agradeceriam muito.

Serviço
Projeto Ballet Raio de Sol
Rua Ana Studart  97– Planalto Pici – Fortaleza

Boa Notícia