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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

5 de abril de 2019

Tudo em Cristo

Padre Geovane Saraiva*

Outrora Deus, para tirar o povo eleito do jugo da escravidão do Egito, multiplicou os prodígios, prometendo-lhe novos e maiores favores. A promessa de Deus, que não é imaginária nem ilusória, se repete, desmedidamente, na retirada do seu povo do exílio da Babilônia. Animando-o como sonho da esperança, liberta-o, como na voz do profeta Isaías: “Eis que farei coisas novas, e que já estão surgindo. Vou abrir uma estrada no deserto e farei correr rios na terra seca; vou saciar a sede dos meus escolhidos” (cf. Is 43, 19-20).

Resultado de imagem para jesus e mulher adúltera pecadoraPalmilhando todas as vicissitudes da história de Israel, fica claro que a profecia ilumina o futuro messiânico, do qual Deus nos faz o novo povo de Israel, a Igreja, uma realidade aos olhos da fé absolutamente nova. Tal imagem é ilustrada no concreto episódio sagrado da mulher adúltera, que foi levada a Nosso Senhor Jesus Cristo, para que fosse julgada. Esse julgamento foi antecedido de um profundo silêncio, seguindo-se da expectativa dos acusadores e da própria mulher, a qual era duramente acusada na surpreendente e ao mesmo tempo simples expressão do Filho de Deus: “Quem dentre vós não tiver pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra. (...) Ninguém te condenou? Nem eu te condeno. Vai e não peques mais (cf. Jo 8, 1-11). 

Eis o novo povo de Deus no caminho da justiça e da vida, livre do pecado, que, de um modo progressivo, se assemelha a Cristo, que, no dizer do apóstolo Paulo, se configura com Cristo na morte e na ressurreição (cf. Fl 3, 10). Tal caminho requer sempre novas superações, exige renúncia de tudo aquilo que se opõe ao seu mestre e Senhor, numa vida que pede, de verdade, coragem, na restauração todas as coisas em Cristo.

Ó Deus, por considerarmos tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor (cf. Fl 3, 8), somos conscientes de que muito amais vossas criaturas, na vossa justiça que sempre nos acompanhais com misericórdia e perdão. Sendo vós, Senhor, nossa única e última esperança, que tenhais compaixão de nós, vossos filhos, segundo a pródiga grandeza de vossa misericórdia! Amém!

*Pároco de Santo Afonso, Jornalista, Blogueiro, Escritor e Colunista, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza

Lançamento da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará

Nenhuma descrição de foto disponível.
Com alegria, a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) convida para o Lançamento da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará. A atividade, gratuita e aberta ao público, acontece no dia 10 de abril, às 9h, na Casa Juvenal Galeno (R. Gen. Sampaio, 1128 - Centro).

O evento de lançamento terá como destaque o conceito da XIII Bienal, do tema, da programação, de ambientes, além de novos projetos e ações e também, com exclusividade, os nomes dos autores(as) convidados(as). Já na ansiedade? Aguenta coração! Esperamos vocês!

Sejam bem-vindos e bem-vindas!

SECULT

Um passeio para quando se está só

Que tal se apaixonar pelos livros, pelas livrarias, pelo inesperado da ficção

Daniel Fernandes
Editor de Suplementos
Guy Montag, personagem eternizado em Fahrenheit 451, vivia em um mundo onde livros não eram importantes, eram banidos, proibidos. Um mundo em que bombeiros não combatiam fogo, mas queimavam obras impressas. Montag, sozinho, adquiriu consciência plena sobre o absurdo daquela distopia e resolveu deixar aquele mundo: mergulhou nas águas profundas e escurecidas de um rio para escapar da besta-fera mecânica. A ficção científica – será mesmo ficção? -  escrita por Ray Bradbury e eternizada no cinema por ninguém menos que François Truffaut nos inspiram para o passeio de hoje. 
Adaptações de livros para o cinema são frequentes. 'Fahrenheit 451', de François Truffaut, estreou em 1966. O livro de Ray Bradbury foi publicado em 1953. Foto: Reprodução
 
Se você está sozinho nesta cidade gigantesca – acolhedora e desafiadora ao mesmo tempo – há um passeio que você deve fazer enquanto há tempo: visite uma livraria, se perca por horas em seus corredores e publicações, compre alguma coisa e volte para casa para certamente descobrir uma nova aldeia, uma nova turma. Uma nova realidade. Assim como Montag e os professores.
Conhecer livrarias. Eis a proposta de hoje. Vamos juntos? Eu, você e Montag.
Para começo de conversa. Antes de mais nada, esse texto da nossa especialista no tema aqui no Estadão, Maria Fernanda Rodrigues, mostra muito bem a crise do mercado editorial e a explica nas respostas para cinco perguntas.  O Blog mantido por ela sobre literatura e mercado editorial é parada obrigatória para quem gosta do tema ou quer mergulhar no assunto.
Bem, dito isso, nosso passeio começa pela Livraria Martins Fontes localizada na Avenida Paulista. Costumava ir muito lá durante a semana – por dever de ofício, começava a trabalhar muito tarde, por volta das 17h. Então, chegava mais cedo na Paulista e me deixava levar por duas, três horas, atrás do livro que me fisgasse.
Abria, lia trechos, gostava de algum que não tinha dinheiro para pagar (tempos difíceis) ou os comprava mesmo assim. Também gostava muito da Livraria Cultura na mesma avenida. Mas, confesso, seu tamanho às vezes me assustava. Mas foi numa unidade da Cultura que descobri Roberto Bolaño, motivo suficiente para que a livraria jamais deixe o espaço que cativou no meu coração.
Livraria Cultura do Conjunto Nacional
São Paulo tem muitas livrarias que valem o passeio. A loja da Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, se tornou parada obrigatória para amantes de livros de passagem pela região Foto: Amanda Perobelli/Estadão
E se você estiver na região, por favor, não deixe de conhecer a Livraria do Espaço – localizada dentro do Espaço Itaú (eu ainda chamo de Espaço Unibanco) da Rua Augusta (lado do Centro, não Jardins). Lá tem muita coisa legal; e muita coisa sobre cinema também. E se você estiver sozinho na região (eu iria escrever rolé, mas fiquei com vergonha), não deixe de caminhar entre um destino e outro. Observe os prédios, observe as pessoas. E respire fundo: os livros não vão acabar. Nem, esperamos, as livrarias. Aliás, se você deseja se apaixonar por esse universo, sugiro, de coração, essa matéria recente sobre 30 filmes sobre livros, escritores, editoras e livrarias.
Mas não vamos nos limitar à Paulista. No ano passado, Renato Vieira e Júlia Corrêa preparam um roteiro magnífico no Divirta-se sobre livrarias. Tem a loja dos livros impossíveis, a que traz um fusca e o cão, aquela em que o relógio bate diferente.... passeios imperdíveis.
Conversa virtual. Eu, para escrever essa coluna, lembrei de Fahrenheit 451. Ao ler essa pequena homenagem aos livros e livrarias, de qual livro você se lembra? Qual livro marcou a sua vida? Eu quero saber., escreve lá nos comentários.
Recentemente, também, fiz o mesmo com os discos e perguntei ao leitor qual foi a sua primeira aquisição: o resultado traz dicas para todos vocês. Reproduzo abaixo.
Um abraço e nos vemos por aí.

Algumas sugestões de discos que marcaram a vida dos nossos leitores
Slave Alive – Nazareth
Compacto Simples (Lado A: Satisfaction; Lado B: Mercy, Mercy) – The Rolling Stones 
Midnight Cowboy – Trilha Sonora do filme
LIVE – Peter Frampton
Thriller – Michael Jackson
Rocket to Russia – Ramones
Joe´s Garage – Frank Zappa
The House of The Rising Sun – The Animals
Travessia – Milton Nascimento
Álbum Branco – The Beatles
Delicate Sound of Thunder – Pink Floyd

Estadão

'Caravana de Escritores' debate literatura com alunos do Agreste do RN

O evento será na próxima quarta-feira (10), às 9h, na Escola Municipal Plácido Tomaz de Lima, no município de Várzea.


Por G1 RN

Caravana de Escritores Potiguares em passagem por Serrinha no ano passado — Foto: Divulgação/Arquivo
Caravana de Escritores Potiguares em passagem por Serrinha no ano passado — Foto: Divulgação/Arquivo
De volta em sua sexta temporada, o projeto "Caravana de Escritores Potiguares" vai visitar o município de Várzea, na Região Agreste do Rio Grande do Norte, para debater literatura com estudantes da cidade. O evento será na próxima quarta-feira (10), às 9h, na Escola Municipal Plácido Tomaz de Lima.
O encontro vai contar com a presença de Ana Cláudia Trigueiro, Edson Soares, Oreny Junior, Thiago Gonzaga, e participação especial do editor Abimael Silva.
A "Caravana de Escritores Potiguares" visa estimular a leitura, com a divulgação da literatura e da produção potiguar em eventos interativos com comunidades escolares. A composição da equipe contempla autores com obras em diferentes gêneros e estilos literários com objetivo de expor a diversidade da produção local.
O projeto conta com palestras que terão intervenções e recitações. A Carnavana também promove doações às bibliotecas e instituições culturais locais, além de sortear livros para estudantes e professores participantes.
Depois de visitar o município de Várzea, a Caravana vai passar por Panamirim, na Região Metropolitana, no dia 17 de abril. O evento acontece no Auditório Clênio José, no Centro Administrativo da Prefeitura de Parnamirim, das 14h às 16h.

Ceará: Terra da Luz

Por Gonzaga Mota - Professor aposentado da UFC

Tempos atrás estava conversando com três amigos, sobre assuntos diversos, no restaurante de um hotel em Brasília. Um deles citou que as maiores expressões da literatura brasileira tinham nascido em Minas Gerais, Rio e São Paulo. Tomei um susto e fiquei perplexo. Nada contra, pelo contrário, tenho o maior respeito, admiração e reconhecimento aos irmãos mineiros, cariocas e paulistas, grandes intelectuais que produziram obras fantásticas. Todavia não se deve esquecer os filhos dos outros 23 estados e do Distrito Federal. 
Creio que aquela afirmação açodada e talvez preconceituosa fez tremer no túmulo figuras gigantes como José de Alencar, Castro Alves, Rui Barbosa, Érico Veríssimo, Manuel Bandeira, Mário Quintana, Gilberto Freire, Graciliano Ramos, Cora Coralina e muitos, muitos outros nascidos no norte e no sul, no leste e oeste do nosso querido Brasil, que continuam influenciando várias gerações, não só de brasileiros, mas também de outros países. 
Falta espaço para nominá-los. Já que nasci no Ceará, senti-me na obrigação de externar com orgulho a minha “cearensidade”, ressaltando alguns conterrâneos, verdadeiros ícones, que se destacaram nos campos intelectual e social. José de Alencar, o maior romancista do Brasil; Clóvis Beviláqua, o maior jurista; Capistrano de Abreu, o maior historiador; Farias Brito, o maior filósofo; Rachel de Queiroz, a maior escritora; Juvenal Galeno e Patativa do Assaré, os maiores poetas populares e vários que continuam liderando o cenário nacional. Também falta espaço para mencioná-los. 

O Ceará foi, é e será um dos estados- membros da Federação líder na área cultural. A cultura cearense, ao longo do tempo, vem demonstrando ser de alto nível e assim colaborando para a concretização de ações e pensamentos analíticos, da paz (interior e exterior) e da justiça. Como é bom ser cearense!!

Masp abre exposição sobre obra da modernista Tarsila do Amaral

Rio de Janeiro - Exposição "A Cor do Brasil" no Museu de Arte do Rio, na Praça Mauá, zona portuária da capital, mostra obras-primas desde o período colonial até o século XXI (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Mesmo influenciada pela estética europeia, a modernista Tarsila do Amaral retratou temas e narrativas da cultura e religiosidade popular brasileira. Em seus desenhos e pinturas, a artista trouxe cenas do carnaval, das favelas, feiras e lendas indígenas. É essa produção que a mostra Tarsila Popular, que será aberta nesta sexta-feira (5) no Museu de Arte de São Paulo (Masp), pretende abordar.
A exposição reúne cerca de 120 trabalhos desde o início da carreira da pintora, na década de 1920, até obras da segunda metade do século 20. Marco do conceito antropofágico do modernismo brasileiro, o quadro Abaporu também faz parte da mostra. O nome indígena da pintura, finalizada em 1928, significa “homem que come carne humana”. A obra inspirou o Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade, que trouxe a proposta de absorver a cultura europeia a partir de um ponto de vista nacional, transformando-a em uma estética tipicamente brasileira.
Tarsila estudou técnicas acadêmicas tradicionais na Europa. Ao voltar ao Brasil, em 1922, aderiu às ideias vanguardistas que, como ela, chegavam ao país. Nesse momento, conheceu fundadores do modernismo brasileiro, além de Oswald, com quem se casaria em 1926, se aproximou do escritor Mário de Andrade, da pintora Anita Malfatti e do poeta e pintor Menotti del Picchia. Eles formaram o chamado Grupo dos Cinco, que tomou a frente da defesa das ideias vanguardistas no Brasil.
A partir do conceito de antropofagia, Tarsila produziu obras como Urutu (1928) e Antropofagia (1929). Ambas, com temas fortemente ligados a uma ideia de brasilidade e sob influência estética das vanguardas europeias, podem ser vistas na mostra.
Na década de 1930, a artista começou uma produção com temais mais sociais, com obras como Segunda Classe, que mostra uma família descalça em uma estação de trem, e Operários, onde uma multidão de rostos se amontoa ao lado de chaminés de fábrica. Essas pinturas se relacionam com o momento da vida da artista, com a falência da família com a crise de 1929, seguida por uma viagem à União Soviética.
A exposição vai até o dia 23 de junho, no Masp, que fica na Avenida Paulista, região central da capital. Às terças-feiras, a entrada é gratuita, com o museu funcionando das 10h às 20h. De quarta a domingo, o horário de funcionamento é das 10h às 18h.
Agência Brasil