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Mostrando postagens de Novembro 20, 2019

Professor une literatura e teatro para incentivar a leitura na escola

Os alunos do 2º ano do Ensino Médio que estudam no Centro de Excelência Dom Luciano, centro da capital, comemoram na tarde desta quinta-feira, 19, o lançamento da quinta edição do projeto “Vitrine Literária”, que busca unir literatura e teatro. O objetivo da proposta é despertar o interesse dos alunos pela leitura ao mesmo tempo em que é desenvolvida uma encenação teatral. Segundo o professor Fabiano Oliveira, idealizador do projeto, ano passado os alunos utilizaram a obra do escritor Machado de Assis para tratar de temas relacionados às minorias da sociedade contemporânea. “Nós sempre buscamos um tema que dialogue com várias áreas do conhecimento. Este ano será a vez do obra “O Cortiço”, do escritor Aluísio de Azevedo”, destaca. Após a escolha da obra, Oliveira explica que o passo seguinte é buscar as nuances  críticas necessárias para desenvolver a encenação. “Procuramos dar ao que foi lido uma análise crítica, principalmente voltada à realidade atual”, resume. “Primeiro nós lemos …

Força ancestral: dos 87 quilombos cearenses, 35 são liderados por mulheres

Lideranças femininas estão na linha de frente das lutas sócio-político-culturais dos quilombos do Ceará. Presentes no litoral, serra, sertão e região metropolitana, elas assumem o protagonismo em comunidades que ainda buscam por direitos básicos Estado do Ceará tem quilombo? Cristina, Socorro, Cleomar e Maria responderão quantas vezes for preciso que sim. Mulheres negras e quilombolas, elas exercem cargos de liderança nas comunidades as quais estão vinculadas, em quatro geografias diferentes: região metropolitana, serra, litoral e sertão. E num processo de autoafirmação, resistem à tentativa de apagamento de suas narrativas ancestrais, levantando a voz para contar “a história que a história não conta”.  Se a “Terra da Luz” é assim reconhecida por um movimento abolicionista pioneiro em relação ao Brasil, afinal data de 25 de março de 1884 a Abolição em nossa província, quatro anos antes da Lei Áurea, há muito ainda que se discutir sobre as “correntes simbólicas” arrastadas ao longo dos…

Consciência Negra é feriado em apenas 15% dos municípios brasileiros

Nesta quarta-feira, 20 de Novembro, é celebrado o Dia da Consciência Negra, em referência à morte de Zumbi dos Palmares - símbolo da luta pela liberdade e valorização do povo afro-brasileiro. A data, porém, é feriado em apenas alguns dos 5.570 municípios brasileiros - menos de 15%, segundo levantamento da reportagem com base em dados da Secretaria Nacional de Políticas Promoção da Igualdade Racial, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Leia também: Narrar o racismoAutor de 'Escravidão', Laurentino Gomes diz que Brasil ainda é racista A data foi incluída no calendário escolar nacional em 2003 e, em 2011, a Lei 12.519 instituiu oficialmente o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.A lei, no entanto, não incluiu o Dia da Consciência Negra no calendário de feriados nacionais, já que o Congresso Nacional não legislou sobre o tema. Cinco Estados - Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro - já aprovaram leis estaduais que determinam o feriado …

Narrar o racismo

O racismo é um objeto incompreendido e, numa linha de causalidade, as consequências do racismo são atributos dessa incompreensão. As consequências do racismo seriam pelo menos amenizadas caso houvesse compreensão sobre o que é o racismo. Essa compreensão é, antecipadamente, recusada pelos sujeitos sociais como estratégia, consciente ou inconsciente, de “autopreservação”, para lembrar Bauman e May (Aprendendo a pensar com a Sociologia, 2010), de se evitar perdas pessoais e também institucionais. Compreender o racismo, a começar pela aceitação de que o racismo engendra a vida social, é comprometer-se com uma linha de racionalidade subversiva, que duvida da aparente normalidade das relações interpessoais em quaisquer âmbitos, que coloca em xeque o que está estabelecido como ordem natural das coisas. A compreensão do racismo se configura como um divisor de águas dilacerador na psique: doravante, a vida será A. R. e D. R., ou seja, Antes do Racismo e Depois do Racismo. Antes do Racismo, v…