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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

19 de janeiro de 2019

Rio é escolhida pela Unesco como a 1ª Capital Mundial da Arquitetura

O anúncio foi feito na sede da ONU para a Educação e Cultura (Unesco), em Paris.


O anúncio foi feito na sede da ONU para a Educação e Cultura (Unesco), em Paris.
O anúncio foi feito na sede da ONU para a Educação e Cultura (Unesco), em Paris. (Tomaz Silva/ Agência Brasil)
O Rio de Janeiro foi escolhido para sediar em 2020 o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, evento que pela primeira vez dará à cidade-sede o título de Capital Mundial da Arquitetura. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (18) na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura (Unesco), em Paris.
O congresso acontece a cada três anos e, a partir da próxima edição, toda a cidade que sediá-lo será considerada capital mundial da arquitetura. O Rio foi selecionado para concorrer à vaga em 2014, e disputou com Paris, na França, e Melbourne, na Austrália.
O evento será realizado entre 19 e 26 de julho de 2020 e é promovido pela União Internacional dos Arquitetos (UIA). Estarão reunidos no Rio arquitetos e urbanistas do mundo todo para discutir temas como planejamento urbano, cultura, mobilidade, obras públicas e construção de cidades inclusivas. A expectativa é de que cerca de 25 mil pessoas venham à cidade para participar do congresso.
Será a primeira vez que o evento será realizado no Brasil, e o presidente do Instituto de Arquitetos Brasileiros, Nivaldo Andrade, ressalta que a cidade é uma referência por abrigar trabalhos de nomes como Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx e Lúcio Costa.
"A cidade é também uma referência de desafios contemporâneos para os arquitetos e de experiências positivas no campo do urbanismo, a exemplo dos programas de urbanização de favelas. Podemos dizer que o Rio sintetiza características encontradas em cidades não só do Brasil, mas de diversos países do mundo", afirma ele.
O prefeito Marcelo Crivella prometeu se empenhar em transformar 2020 em um marco na história cultural da cidade, que é marcada pela diversidade de influências. "Teremos a oportunidade de ampliar a relação de pertencimento dos moradores da nossa cidade com o seu patrimônio histórico e arquitetônico, difundindo e preservando esse acervo", comemorou o prefeito em nota enviada à imprensa pela assessoria de comunicação da Prefeitura.
O prefeito foi representado no evento pela secretária municipal de urbanismo, Verena Andreatta, que acredita que a cidade passará por um momento de discussão sobre as condições urbanas.
Entre os locais que receberão o evento está o Palácio Gustavo Capanema, um dos principais marcos do modernismo na cidade. O projeto do prédio no centro da cidade é assinado por grandes nomes da arquitetura brasileira, como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Affonso Eduardo Reidy.

Agência Brasil

ULISSES E ÁJAX – A MÁGOA ETERNA

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Com a morte de Aquiles, alvejado por uma flecha disparada pelo príncipe troiano Páris, atingindo seu calcanhar, o único ponto vulnerável de seu corpo, um criterioso funeral foi feito em sua honra, ao maior guerreiro grego de todos os tempos.
Em seguida, como de praxe, deram-se os jogos fúnebres, por meio dos quais os guerreiros competiam em provas de corrida, pugilismo, luta, cabendo aos vencedores o recebimento de valorosos prêmios.
Ao guerreiro grego considerado mais valente, seria dado como prêmio a belíssima armadura de Aquiles, forjada pelo deus ferreiro Hefesto. 
Assim, Ulisses e Ájax Telamônio (primo de Aquiles), disputaram entre si o valioso prêmio.
Ocorre que, por ser muito inteligente e astucioso, Ulisses, percebendo que não seria fácil vencer Ájax Telamônio, que só perdia em força e coragem para o próprio Aquiles, resolveu trapacear, fazendo com que Agamenon e Menelau votassem em seu favor.
Ulisses foi considerado o guerreiro mais valente, recebendo como recompensa a tão desejada armadura de Aquiles. 
Ájax Telamônio não se conformou e, sabendo que fora injustiçado, sentiu-se humilhado e enfurecido, resolvendo matar Ulisses e os dois irmãos.
Ocorre que, antes que isso pudesse acontecer, a deusa Atena turvou a mente de Ájax Telamônio, levando-o a matar cruelmente diversos animais, na crença de que estava executando Ulisses, Agamenon e Menelau. 
Quando finalmente recobrou a razão, Ájax Telamônio percebeu seu desatino e, tomado pela vergonha e pela culpa, cometeu o suicídio, matando-se com a espada que lhe fora dada de presente pelo príncipe troiano Heitor.
Finda a Guerra de Troia, muitos guerreiros gregos tiveram dificuldades para retornar aos seus lares, dentre eles, Ulisses, que vagaria pelos mares durante dez anos, até poder chegar à Ítaca e rever sua amada esposa Penélope.
Em uma de suas inúmeras aventuras, todas narradas na Odisseia, Ulisses deveria baixar ao Hades, a fim de encontrar a alma do vidente Tirésias, a quem caberia orientá-lo em sua viagem de retorno à Ítaca.
No Hades, onde pouquíssimos mortais puderam entrar e sair vivos, Ulisses reencontrou Agamenon, Aquiles, Pátroclo e o próprio Ájax Telamônio. No entanto, quanto este o viu, ainda tomado pelo rancor e pela mágoa por ter sido enganado por Ulisses, quando da disputa pelas armas de Aquiles, virou-lhe as costas e desapareceu silenciosamente nas sombras.
A honra de Ájax Telamônio foi ferida de tal forma por Ulisses que, nem mesmo após sua morte, conseguiu perdoá-lo, levando-o a nutrir uma mágoa eterna.

Grecianny Carvalho Cordeiro
Promotora de Justiça

Caminho, verdade e vida

Padre Geovane Saraiva*

O convite de Jesus é para desfrutarmos do melhor vinho. Que esse convite chegue ao interior da humanidade, no amor gratuito, pela tonalidade de Maria. Nas núpcias temos o ponto mais elevado no caminho de Deus, ele que entra na História da humanidade e do próprio mundo, e o vemos como Filho de Deus “coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte” (Hb 2, 7). Eis o grande desafio: repetir o que ele fez, na solidariedade e de coração aberto às suas dores e angústias, pelas quais passam o mundo e toda a criação, livre e pacificada no amor pela santa compaixão.

Há muitos anos me propus a prestar um humilde serviço a irmãos e irmãs. Através de nossos despretensiosos escritos publicados em livros (já são doze) e centenas de artigos em redes sociais, sites e blogs e mesmo em jornais de grande circulação e revistas, às vezes custoso, mas ao mesmo tempo prazeroso, tudo dentro da busca da verdade, com muito esforço, no sentido de ser fiel a Cristo e sua Igreja, evidentemente à luz da mesma fé, vivenciada pelo povo de Deus, antevendo sua mais genuína fraternidade.

Imagem relacionadaConvicto estou, desse modo, de continuar a anunciar a doutrina revelada por Deus, no seu Filho Jesus, pela vontade de, lealmente, transmiti-la nas pequenas crônicas supramencionadas, sem me afastar daquilo que é essencial no ensinamento do magistério da Igreja. Importante dizer que, em consciência, nunca prescindi do sentido da revelação, no seu sentido vertical, no mistério da cruz, no Deus que em Jesus de Nazaré se fez homem. Ele é o único ser na História da humanidade que teve postura redentora, ao se autodefinir o absoluto incontestável, no resumo de poucas palavras: caminho, verdade e vida.

Sempre procurei deixar longe de qualquer dúvida, na minha coluna, que, para o indizível mistério, deve convergir a vida dos cristãos, que o reino de Deus é de solidariedade, justiça e paz. Reino esse no sentido último, que deve ser sempre mais edificado no seio da família humana e do mundo, no desejado sonho dos seres humanos, na inspiração daquilo que é mais elevado, de fazer “novas todas as coisas”, por obra e graça do Espírito de Deus. 

Em um mundo onde sempre mais surgem sinais limitados e enfraquecedores do amor doação,  Jesus de Nazaré é-nos oferecido como o verdadeiro caminho, conduzindo-nos, da insípida indiferença egoísta, num mundo transformado, límpido e generoso pelo sinal do vinho novo, vinho da caridade a nós revelado nas Bodas de Caná, em que a humanidade, verdadeiramente, se encontra e se encanta, na disposição alegre e feliz de amar, sendo ele mesmo seu mestre na vida e na História. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso, Jornalista, Blogueiro, Escritor e Colunista, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza 


Cruzeiro

Por 
Distante das lides políticas, frei Hermínio Bezerra de Oliveira procura a valorização da nossa moeda ao destacar, em livro, o “Cruzeiro”. Forma literária de projetar a moeda brasileira no seu valor histórico. “O Cruzeiro - Vida e Metamorfose” tem lastro ouro, não entra no rol da desvalorização do dinheiro. Frei Hermínio usa os valores da Língua Portuguesa para descrever a trajetória das notas dessa família monetária que aquece a vida financeira repleta de metamorfoses do modelo econômico vigente no elementar jogo das trocas que configuram o comércio de todos os povos do mundo.

“O Cruzeiro” no histórico de frei Hermínio tem o suporte de valia da boa literatura. Não há desvalorização nessa moeda alvo da história. A riqueza da evolução do cruzeiro através do tempo tem a estrutura real de permanecer forte na análise sem a erosão inflacionária ditada pela política de desequilíbrio nefasto ao desenvolvimento tão almejado na senda do progresso. “O Cruzeiro – Vida e Metamorfose” tem valor inconteste no histórico que ilustra a emissão do nosso dinheiro, na esteira evolutiva da própria personalidade da espécie em circulação. Trabalho de roteiro objetivo na seriedade dos registros independentemente de interesses pecuniários. Texto bem norteado, na elegância de mostrar a grandeza do nosso dinheiro, na sua pontuação para a história. Um livro forte no ideário de situar a seriedade da política monetária pelo ângulo da “vida e metamorfose” no padrão de divisas econômicas da mais alta e correta busca da respeitabilidade. Livro exemplo para ocupar o espaço literário no desempenho do autor como membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza – a Amlef. Simpática forma de “contar dinheiro” longe da atuação política dos desacertos que aí estão desvalorizando nosso capital nos parâmetros da economia doméstica.