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Consciência Negra é feriado em apenas 15% dos municípios brasileiros

Movimentação no Dia Nacional da Consciência Negra em frente ao monumento de Zumbi dos Palmares, no Rio de Janeiro (RJ) (José Lucena/Estadão Conteúdo)
Nesta quarta-feira, 20 de Novembro, é celebrado o Dia da Consciência Negra, em referência à morte de Zumbi dos Palmares - símbolo da luta pela liberdade e valorização do povo afro-brasileiro. A data, porém, é feriado em apenas alguns dos 5.570 municípios brasileiros - menos de 15%, segundo levantamento da reportagem com base em dados da Secretaria Nacional de Políticas Promoção da Igualdade Racial, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
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A data foi incluída no calendário escolar nacional em 2003 e, em 2011, a Lei 12.519 instituiu oficialmente o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.A lei, no entanto, não incluiu o Dia da Consciência Negra no calendário de feriados nacionais, já que o Congresso Nacional não legislou sobre o tema. Cinco Estados - Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro - já aprovaram leis estaduais que determinam o feriado de 20 de Novembro.
Maior Estado do país em população, com cerca de 45 milhões de habitantes, São Paulo comemora o feriado em algumas das 645 cidades, incluindo a capital. Já em Minas Gerais, unidade federativa com maior quantidade de municípios (853), é feriado em apenas 11 cidades, das quais não se incluí a capital Belo Horizonte. 
Quem foi Zumbi dos Palmares?
Zumbi foi um dos líderes do Quilombo dos Palmares, o mais conhecido núcleo de resistência negra à escravidão no Brasil. Palmares surgiu a partir da reunião de negros fugidos da escravidão nos engenhos de açúcar da Zona da Mata nordestina, em torno do ano de 1600. Eles se estabeleceram na Serra da Barriga, onde hoje é o município de União dos Palmares, em Alagoas. Ali, por causa das condições de difícil acesso, puderam organizar-se em uma comunidade que, estima-se, chegou a reunir mais de 30 mil pessoas.
Muitos dos quilombolas eram índios e brancos pobres, segundo a Fundação Joaquim Nabuco. Nabuco foi expoente do movimento abolicionista. "A vida de Zumbi, o rei do Quilombo dos Palmares, é pouco conhecida e envolta em mitos e discussões", afirma o texto. Logo, vários dos trechos abaixo são objeto de polêmicas entre os historiadores.
Ao longo do século 17, Palmares resistiu a investidas militares dos portugueses e de holandeses, que dominaram parte do Nordeste de 1630 a 1654. Segundo o historiador Pedro Paulo Funari, no artigo A República de Palmares e a Arqueologia da Serra da Barriga, em 1644, um ataque holandês matou 100 pessoas e aprisionou 31, de um total de 6 mil que viviam no quilombo.
Funari também afirma que o quilombo era chamado pelos portugueses de República dos Palmares, nos documentos da época, e termos como "mocambo" foram posteriormente utilizados no sentido pejorativo.
Quilombo dos Palmares
O quilombo era composto por várias aldeias, de nomes africanos, como Aqualtene, Dombrabanga, Zumbi e Andalaquituche; indígenas, como Subupira ou Tabocas; e portugueses, como Amaro; e sua capital era chamada de Macacos, termo de origem incerta. Zumbi nasceu livre, em Palmares, provavelmente em 1655, e, segundo historiadores, seria descendente do povo imbamgala ou jaga, de Angola.
Ainda na infância, durante uma das tentativas de destruição do quilombo, ele foi raptado por soldados portugueses e teria sido dado ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo (hoje, em Alagoas), que o batizou de Francisco e ensinou-lhe português e latim. Aos 10 anos, tornou-o seu coroinha. Com 15 anos, Francisco foge, retorna a Palmares e adota o nome de Zumbi. Aos 20 anos, Zumbi destacou-se na luta contra os militares comandados pelo português Manuel Lopes. Nesses combates, chegou a ser ferido com um tiro na perna.
Em 1678, o governador de Pernambuco, Pedro de Almeida, propõe a Palmares anistia e liberdade a todos os quilombolas. Segundo o historiador Edison Carneiro, autor do livro O Quilombo dos Palmares, ao longo dos quase 100 anos de resistência dos palmarinos, foram inúmeras as ofertas como essa.
Ganga Zumba, então líder de Palmares, concorda com a trégua, enquanto Zumbi é contra, por argumentar que o acordo favoreceria a continuidade do regime de escravidão praticado nos engenhos.
Zumbi vence a disputa, é aclamado pelos que discordavam do acordo e, aos 25 anos, torna-se líder do quilombo. Ao longo da vida, Zumbi teria tido pelo menos cinco filhos. Uma das versões diz que ele teria se casado com uma branca, chamada Maria. Ao longo de seu reinado, Zumbi passou a comandar a resistência aos constantes ataques portugueses.
Em 1692, o bandeirante paulista Domingo Jorge Velho, uma espécie de mercenário da época, comandou um ataque a Palmares e teve suas tropas arrasadas. O quilombo foi sitiado e só capitulou em 6 de fevereiro de 1694, quando os portugueses invadem o principal núcleo de resistência, a Aldeia do Macaco.
Ferido, Zumbi foge. Resistiu na mata por mais de um ano, atacando aldeias portuguesas, e, em 20 de novembro de 1695, depois de ser traído pelo antigo companheiro, Antonio Soares, Zumbi é localizado pelas tropas portuguesas.
Preso, Zumbi é morto, esquartejado, e sua cabeça é levada a Olinda para ser exposta publicamente. Um dos objetivos de terem feito isso com a cabeça dele era o de acabar com os boatos que corriam entre os negros escravizados de que o líder quilombola era imortal.

Agência Estado / Dom Total

Narrar o racismo

O racismo é um objeto incompreendido e, numa linha de causalidade, as consequências do racismo são atributos dessa incompreensão. As consequências do racismo seriam pelo menos amenizadas caso houvesse compreensão sobre o que é o racismo. Essa compreensão é, antecipadamente, recusada pelos sujeitos sociais como estratégia, consciente ou inconsciente, de “autopreservação”, para lembrar Bauman e May (Aprendendo a pensar com a Sociologia, 2010), de se evitar perdas pessoais e também institucionais.
Compreender o racismo, a começar pela aceitação de que o racismo engendra a vida social, é comprometer-se com uma linha de racionalidade subversiva, que duvida da aparente normalidade das relações interpessoais em quaisquer âmbitos, que coloca em xeque o que está estabelecido como ordem natural das coisas. A compreensão do racismo se configura como um divisor de águas dilacerador na psique: doravante, a vida será A. R. e D. R., ou seja, Antes do Racismo e Depois do Racismo. Antes do Racismo, vemos tudo por um prisma de igualdade, tendo sempre como referência um primado de ordem aparentemente apenas cristão, mas que está em todas as religiões – e perversamente: somos todos iguais. Depois do Racismo, vemos tudo por um prisma de diferença, tendo como referência um primado de ordem política, que nos força a enxergar o próprio nariz – e revoltosamente: somos todos desiguais. A compreensão do racismo nos lança num mundo sem Deus, desencantado.
O racismo, que realmente impõe a produtividade científica do conceito de raça no século 19, como tem argumentado Silvio Almeida (Racismo estrutural, 2018), configura-se como um monstruoso problema hermenêutico, cuja operacionalização é fundamental para que possamos sonhar com a sua erradicação algum dia. As compreensões, o que se processa na esfera hermenêutica, são movimentos da vida ativa, em primeiro lugar, segundo a perspectiva de Hannah Arendt (A condição humana, 1958), e são ações interessadas pelo simples fato de que, como postula Pierre Bourdieu (Razões práticas, 1994), toda ação é interessada, até mesmo a ação dita desinteressada é interessada – no desinteresse, óbvio.
Logo, é preciso compreender, interpretar, o racismo como tal para que possamos enfrentá-lo devidamente, nos vários níveis (institucional, científico, político, econômico, cultural, midiático etc.), e essa compreensão encontra obstáculo, no Brasil, de três dimensões: religiosa, republicana, cultural. Essas dimensões mascaram, cada uma a sua maneira, o racismo, de modo a forçar uma modulação da sociedade brasileira como democracia racial, sim, por mais que dos anos 1960 para cá, como forma até de fazer média com o Movimento Social Negro, tenha-se rotinizado uma birra, não exatamente uma contestação categórica, com Gilberto Freyre, suposto teórico da “democracia racial” – não chega a tanto, de fato. Sem dúvida, o preceito de democracia racial interessa a religiosos, republicanos e culturalistas vulgares como senha cordial num jogo que é de dominação, uma luta pelo poder.
A luta contra o racismo no Brasil nos coloca, inevitavelmente, em confronto com todos aqueles e aquelas que negam o racismo como forma de evitar desconfortos diversos e, assim, conseguirem progressão na ordem natural injusta das coisas. Assumir que a sociedade brasileira se estrutura e funciona de modo racista significa romper com um pacto de silêncio em torno da desigualdade que vem a ser, no fundo, o grande segredo de estado no Brasil.
O primeiro impacto do rompimento com esse pacto se apresenta na esfera familiar; o segundo impacto se apresenta na esfera religiosa; e o terceiro se apresenta na esfera educacional. O membro de uma família negra ou branca, o fiel de qualquer igreja ou seita e o aluno ou professor que acusam qualquer educandário de racista são, no Brasil, estigmatizados, demonizados, desqualificados ou, no mínimo, percebidos como inconvenientes. Aceita-se o racismo, nessas instituições estruturantes da vida social, como assunto importante, como crime (Lei 7.716/89), nas últimas décadas, como “coisa feia” que não se deve fazer com os outros, como algo muito mais vinculado à esfera simbólica que à realidade social nua e crua. E assim se explica por que o racismo permanece como o maior dos males da sociedade brasileira, como a medula da desigualdade social.
A cada novembro, sentimos, todos os negros e negras violentados pelo racismo, uma necessidade ardente, explosiva, de dissecar o racismo praticado no Brasil, sobretudo como forma de ostentar nossa dignidade apesar da dor, na dor, com a dor – que nunca é pessoal apenas, mas coletiva. Tudo que queremos dizer, que estamos dizendo ao longo dos anos, é que a dor da discriminação, da humilhação, não nos intimidará jamais, que renascemos ainda mais fortes depois de cada morte simbólica ou real decretada pelo racismo.
Há muito avançamos no sentido de objetivar o racismo estrutural e o racismo institucional, superando a compreensão cientificista, culturalista e economicista que tanto contribuiu para visões simplistas, bastante cômodas, sobre um problema gigantesco. Todavia, temos as próprias instituições – família, religião, Parlamento, Executivo, Judiciário, universidade etc. – como os maiores entraves ao enfrentamento do racismo, movidas que são por uma “episteme”, um conhecimento, racista, a partir da qual fazem suas escolhas, encaminham seus processos, operam a realidade social.
A referência maior de todas essas instituições agora é um governo federal fascista que tem no racismo um dos seus pilares, um governo liderado por obscurantistas que reescrevem a história arbitrariamente, chegando ao absurdo de atribuir os quase 400 anos de escravidão no Brasil apenas a comerciantes africanos.
A dissecação do racismo hoje implica o enfrentamento, sobretudo, de instituições que têm passado pela história como imaculadas, “santas”, defensoras dos direitos sociais do povo negro no país: a universidade pública, o Judiciário e o Legislativo. A compreensão clínica da “episteme” que orienta essas instituições, o conhecimento social que produzem, é fundamental para que possamos desvelar seu horizonte ideológico com perspicácia.
Tal compreensão, por sua vez, só pode se processar a partir da narração, por parte dos sujeitos negros, da experiência “com” essas instituições, de uma relação que, num nível aparente, é pautada pelos preceitos constitucionais de isonomia, transparência e imparcialidade. A narração, à medida que implica uma particularização, a ascendência de uma voz e um olhar sobre uma série de fatos, coloca-se na contramão de uma “episteme” de base positivista, regida por uma suposta neutralidade, que ainda sustenta o espaço da ciência, da lei e da política.
A universidade, o Judiciário e o Legislativo são, desde o início do período republicano, um constructo leviatânico, um corpus de verdade tirânica, que alimenta contraditoriamente a continuidade ideológica do escravismo, processo que se acirra, a ponto de chegar ao paroxismo, nos períodos democráticos, quando negros em movimentos organizados, assim como as demais minorias, reivindicam seus direitos sociais com mais contundência. O constructo leviatânico, comandado por uma maioria esmagadora branca, proclama em uníssono a perspectiva acintosa atualizada por Ali Kamel (Não somos racistas, 2006): a nação brasileira não é racista.
O dispositivo narrativo, acionado pelos negros de dentro e de fora das instituições, com ênfase numa relação “com” esferas de poder que se impõem sobre a sociedade, tem a possibilidade de, em primeiro lugar, proporcionar à comunidade negra uma ruptura com o silêncio sobre sua interioridade decretado e administrado pelas instituições. Não interessa às instituições públicas que os negros falem de si mesmos porque essas instituições – a universidade, o Judiciário e o Legislativo em especial – sabem que o si mesmo de um negro, sua interioridade, não é uma dimensão exclusivamente sua, uma questão pessoal, mas um problema coletivo capaz de desestruturar um projeto escravista de nação ao desmascarar as instituições.
O ato capcioso de Ruy Barbosa de mandar queimar documentos sobre a escravidão é o marco formal, digamos, de um silenciamento da comunidade negra que persevera no país de modo muito mais eficaz, cada vez mais, à medida que, dos anos 1960 para cá, recrudesceram as ações afirmativas, as reivindicações, pelos negros, de espaços nas instituições públicas, cotas raciais nas universidades e nos concursos públicos. O negro continua silenciado na universidade pública ainda que, segundo pesquisa recente do IBGE, já seja maioria nesse espaço; continua como assustadora lacuna nos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, onde exceções raríssimas apenas escancaram para o mundo o racismo institucional – no Executivo, a presença de um negro ou negra é algo impensável.
Como entender que a maioria numérica de alunos que se declaram negros na universidade não significa, por si só, ruptura do silenciamento da comunidade negra brasileira? O avanço na compreensão desta questão é importante para compreendermos, de um modo renovado, uma questão também complexa suscitada por pesquisa do IBGE: por que o racismo contra negros permanece numa sociedade cuja maioria se declara atualmente negra? Maioria numérica não significa, evidentemente, maioria em termos de poder público, não significa que universitários e população negros, por isso mesmo, detenham poder, sejam sujeitos ordenadores das ações que se praticam na universidade e no país, que, sob a égide da República e da democracia, têm voz decisiva.
Os negros somos, temos sido, mais um caso de quantidade, em termos epistemológicos, que de qualidade no país, e a superação desse quadro injusto só pode se dar com o restabelecimento do elo partido, muitas vezes totalmente perdido, entre sujeitos negros e comunidade negra. O dispositivo narrativo é fundamental ao restabelecimento desse elo que foi partido exatamente por um dispositivo positivista, impulsionado pelo racismo científico do século 19, que é o dispositivo dissertativo, que lida sempre com uma perspectiva abstratizante, idealizadora, genérica, universalizante. À luz de teses fechadas em si mesmas, distanciadas de uma experiência viva da história, o negro é um ser humano, um cidadão dotado de direitos como qualquer outro, o que destoa absurdamente dos negros e negras que realmente somos, dos negros e negras dos quais descendemos, com os quais vivemos, sorrimos, sofremos e morremos.
A emergência dos negros e negras que somos exige a narrativa sobretudo como prova de um crime que as instituições públicas brasileiras cometem não contra um indivíduo, mas contra toda uma comunidade como forma de perpetuar o seu silêncio, sua passividade, seu apagamento. Esse crime consiste numa desqualificação, pela via da desconfiança e do descrédito, dos relatos apresentados por negros e negras sobre sofrimento racial, sob a alegação cínica de que são auto-vitimizações, de que não correspondem à verdade.
As instituições republicanas, obviamente, estão programadas para conter quaisquer perturbações da “ordem e do progresso” principalmente em momentos autoritários, como o atual. Compreende-se facilmente que a aceitação de relatos de racismo institucional, por parte dos donos brancos das instituições, significa investir contra a própria lógica colonialista que estrutura as instituições.
A estereotipação desempenha papel central nessa lógica, como Frantz Fanon (Pele negra, máscaras brancas, 1952) mostrou radicalmente: o sujeito negro, que ousa denunciar o racismo institucional no Brasil, é um mentiroso. Mas a questão, para nós negros e negras vitimados pelo racismo, é: qual a autoridade desses Senhores e Senhoras brancos para nos chamar de mentirosos? O que é a verdade? Qual verdade está em questão? Qual é a verdade deles e a nossa? Narrar o racismo institucional é responder a estas e tantas outras perguntas que só nós, negros e negras, podemos responder.
*Anelito de Oliveira, ex-editor do Suplemento Literário de Minas Gerais, é Doutor em Literatura Brasileira pela USP, Pós-Doutor em Teoria Literária pela Unicamp e autor, entre outros, de Os acampamentos insustentáveis (Kotter Editorial, 2019). anelitodeoliveira@globomail.com

Consciência Negra: sob a pele de Machado é tema de programa

Revelações são feitas a partir do retrato embranquecido do escritor

O que você acharia se tivesse um retrato para a posteridade com a cor de sua pele alterada? No ano em que mais brasileiros se declaram pretos, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Faculdade Zumbi dos Palmares/SP realiza uma campanha para substituir o retrato embranquecido do escritor Machado de Assis.
O bibliotecário Sidnei Rodrigues não sabia que um dos criadores da Academia Brasileira de Literatura era negro. Para a professora de História da Universidade de Brasília (UnB) Ana Flávia Magalhães, o autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas não era “um negro retinto, mas uma pessoa inegavelmente de origem africana”.
A discussão sobre o preconceito no país, em que mais da metade da população se identifica como preta ou parda, está no Caminhos da Reportagem de hoje (19), no episódio exibido na semana em que se celebra o Dia da Consciência Negra. O programa vai ao ar às 21h30 na TV Brasil.
A ex-consulesa Alexandra Loras se cansou de ter integrantes da elite paulistana puxando suas tranças e decidiu alisar os cabelos. Mas ainda enfrenta a resistência do filho loiro em deixar que ela, uma mãe negra, o leve para escola.
O estudante Matheus Benincasa Fernandes ficou de cueca para a gerente de uma loja para provar que não estava levando nada sem pagar. Edi Rock, do Racionais MC’s, também se queixa de preconceito: “quando chego num lugar mais sofisticado, diferente dos que frequento, todo mundo me olha como se perguntasse: quem é esse negro?”
Agência Brasil

Escola de samba Vai-Vai abre Virada da Consciência em São Paulo

A escola de samba Vai-Vai abre ontem (17) a Segunda Virada da Consciência, uma série de eventos gratuitos, que ocorrem até o próximo dia 20, para celebrar o dia da Consciência Negra. Organizada pela Faculdade Zumbi dos Palmares, a Virada conta com cerca de 400 atividades e mais de 100 parceiros. 
A abertura, hoje, ocorre na quadra de samba da Vai-Vai, na Bela Vista, nas proximidades da Praça 14 Bis. A partir de amanhã, estão previstas atividades entre ações literárias, esportivas, artísticas, musicais e gastronômicas.
Nesta segunda-feira (18), haverá o debate Construção e Continuidade das Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial no Brasil, a partir das 11h na Faculdade Zumbi dos Palmares. No mesmo local, ocorre a FlinkSampa – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra, com lançamentos e vendas de livros, quadrinhos e mangás, produtos de afro-empreendedores, além de atividades culturais para professores e estudantes.
Na terça-feira (19) acorre a Jornada da Diversidade, no Hotel Maksoud Plaza, evento em que grandes empresas brasileiras apresentam suas ações em torno do compromisso com a promoção da igualdade.
No dia 20, no Museu do Futebol, será a vez da oficina Bonecas Abayomi - feitas como amuletos a partir de retalhos das roupas de mulheres escravas para seus filhos durante o trajeto de navio entre a África e o Brasil. No mesmo dia, no Sesc Guarulhos, será realizada a oficina para introdução às técnicas e estilos do graffiti, abordando construção de letras, sombra,luz e volume.
A programação completa da Virada da Consciência pode ser vista na página do evento na internet.
Agência Brasil

Mostra reúne obras de artistas negras de Fortaleza e resgata história de Dandara dos Palmares


13/11/2019 14:26:36

Artistas que compõem a Mostra Dandaras
Artistas que compõem a Mostra Dandaras (Foto: Arquivo pessoal)

“Mulheres pretas movendo estruturas”. É a partir da potência dessa frase que Silvelena Gomes, designer e ilustradora, e Sis Martins, tatuadora e body-piercing, idealizaram a Mostra Dandaras, espaço voltado para reunir artistas negras de Fortaleza e resgatar a memória de Dandara dos Palmares, guerreira negra do período colonial no Brasil.
"A gente teve a ideia da Mostra observando outros espaços artísticos de Fortaleza e a falta de mulheres pretas neles. Com o mês da Consciência Negra, a gente pensou em homenagear Zumbi, mas pensou na nossa semelhança com Dandara, uma mulher guerreira que teve sua história invisibilizada", conta Silvelena, ou Sil, como gosta de ser chamada. 
Ainda de acordo com a ilustradora, a iniciativa também surgiu do desejo de pertencer. "Queria estar numa exposição que falasse comigo, sobre mim e que eu estivesse envolvida como sujeito, não como objeto", diz.
O evento é idealizado e realizado somente por mulheres negras, escolha consciente das organizadoras. "Somos mais de 15 mulheres pretas e nossa escolha foi feita muito pensando em um ambiente seguro e confortável de expressão artística. Esses passos pequenos que a gente deu ainda vão reverberar muito na gente e nas outras", continua. 
A Mostra Dandaras também propõe uma experiência sonora que busca aproximar os visitantes ao legado de Dandara dos Palmares. Narrado por Tainã Maciel, com texto dela e de Silvelena Gomes, ouça abaixo um áudio que também compõe o espaço. Para uma melhor experiência, ouça com fones de ouvidos.
Exposições e intervenções artísticas, apresentações culturais, feirinha, oficinas e rodas de conversa sobre temáticas relacionadas às vivências das negras também fazem parte do evento.
É o exemplo da multi-artista Tamires Ferreira, que está levando seis obras, cinco pinturas e um poema, sobre seu processo de redescoberta enquanto mulher negra. “As obras fazem parte de uma coleção que fala sobre a questão da energia escura, das transformações da nossa construção identitária”, afirma.
Em suas obras, Tamires faz um comparativo entre essa energia escura, uma descoberta científica, e o processo de descolonização por qual passa. “É uma energia que está sempre em expansão”, reflete. Tamires levará mais duas atividades para a Mostra: uma oficina de pintura autobiográfica utilizando o recurso da aquarela e uma roda de conversa sobre “Potentes Criativas”. Segundo a artista, Fortaleza se mostra um “campo árido” para receber artistas negros e negras e propostas como esse espaço são importantes para visibilidade. “A abertura no sábado (9) foi um momento de profunda conexão. Saí de lá muito cheia, muito oceânica”, comenta.

Uma das ilustrações de Silvelena Gomes para a Mostra. A artista atende como @ilustrasil no Instagram.
Uma das ilustrações de Silvelena Gomes para a Mostra. A artista atende como @ilustrasil no Instagram. (Foto: Reprodução)

Ela alerta, contudo, para que essas discussões tomem fôlego para além do mês de novembro. “A nossa existência enquanto artistas negras perpassa o novembro. É como se a gente existisse só no segundo semestre do ano. Parece que no começo do ano a gente fica sublimado. Essa Mostra é importante tanto para dar visibilidade quanto para dar espaço”, conclui.
Sil conta que as obras expostas são de cunho pessoal e biográfico, algumas mais leves e outras mais pesadas. A organizadora se mostra ansiosa para os próximos dias do evento e espera que a Mostra consiga tocar mais gente. "O nosso objetivo é ser vista, ouvida e tocada. Cada uma de nós está ali de forma muito evidente. Esse tipo de articulação nos deixa mais vivas", relata. 
A mostra Dandaras também é composta por Amanda Benevides, Caroline Sousa, Duda Xavier, Flávia Almeida, Izabel Accioli, Isabele Galeazzi, Jade Beatriz, Julianne Pinheiro, Lídia Rodrigues, Mairla Delfino, Maria Santos, Naryane Gomes, Sara Maria, Suellem Cosme, Tainã Maciel, Tamires Ferreira, Vitória Maria e Yara Canta.
SERVIÇO
Mostra Dandaras
Quando: 9 a 30 de novembro
Onde: Carnaúba Cultural (R. Instituto do Ceará, 164 - Benfica).

Confira a programação dos próximos dias:

>> 16/11 - Sábado
- Oficina Turbante com Isabele Galeazzi - 16h
(10 vagas, R$15 por pessoa)
- Oficina Linóleogravura com Suellem Cosme - 16h
(10 vagas, R$20 por pessoa)
- Visitação (a partir das 18h)
- Discotecagem (a partir da 20h)
>> 17/11 - Domingo - 12h
- Roda de Samba (a confirmar)
- Discotecagem Sil e Sis (a partir da 20h)
>> 20/11 - Quarta
- Jogo do Privilégios - 18h
- Cineclube Noir Blue - Ana Pi - 19h
- Roda de Conversa “Como Viver neste mundo?” sobre Saúde Mental da População
Negra com Coletivo Denegrir
- Festa Poder Preto - Clipes nacionais e internacionais
>> 21/11 - Quinta -18h
- Visitação
>> 22/11 - Sexta 19h
- Visitação
- Festa Black music (Dj Laura Silvestre)
>> 23/11 - Sábado
- Oficina de Aquarela com Tamires Ferreira (9h às 12h)
(10 vagas, R$30 por pessoa)
- Visitação (a partir das 18h)
>> 28/11 - Quinta
- Visitação (a partir das 18h)
- Roda de Conversa “Nem 'mula', nem 'cor do desejo': discutindo os estereótipos
impostos às mulheres negras” com Izabel Accioly - 19h
>> 29/11 - Sexta
- Feirinha colaborativa de mulheres negras - 16h
(Chamada no dia da abertura 09/11)
- Roda de Conversa ‘Potências Criativas’ com Tamires Ferreira - 19h
>> 30/11 - Sábado - Encerramento
Exposição Quilombo Vivo - Exposição de desenhos e pinturas de oficina desenvolvida na
comunidade Quilombola de Alto Alegre, em Horizonte.
- Visitação
- Roda de Conversa ‘Negros nas Universidades’ - 18h (a confirmar)
- Apresentação musical com Luiza Nobel - 20h
- Apresentação de dança com Dallyla Amaz
- Discotecagem Sil e Sis
O Povo

Eventos comemoram o mês da Consciência Negra com trabalhos de mulheres inspiradas na ancestralidade

A exposição do Coletivo Bordando Resistência do Coletivo Bordando Resistência e a Mostra Dandaras realizam programação diversificada durante novembro


Fortalecer o trabalho feminino e enaltecer as raízes estão entre os objetivos da exposição "Porque Cazuza resistiu, resistimos também" do Coletivo Bordando Resistência. O projeto reúne 14 telas bordadas à mão por mulheres Coletivo Bordando Resistência em Horizonte. Após expor em alguns pontos de Fortaleza, a mostra segue para a cidade em alusão ao mês da Consciência Negra.
A temática foi escolhida como forma de contar as próprias histórias. Sob a coordenação da socióloga Cássia Enéas, as mulheres da Comunidade passaram por um curso de bordado livre até chegar na escolha do tema. "A gente pensou em retratar a história desse grupo, contando a vida do Negro Cazuza, um escravo fugitivo que deu origem a essa comunidade. Tentando fortalecer todos os traços de ancestralidade, de identidade negra, sempre ressaltando a questão do gênero", explica Cássia.
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Bordado da exposição da Comunidade Quilombola do Alto Alegre
Isanelle Nascimento
Para as quilombolas, esse projeto veio como uma ferramenta de autoafirmação, de visibilidade e de valorização. "A ideia era fazer elas se identificarem nos bordados que fizeram", aponta.
Para Cássia, esse momento tem de ser aproveitado para fortalecer a política de igualdade racional, tirando um pouco da invisibilidade que a comunidade viveu por tanto tempo. O grupo conquistou ainda um ateliê, espaço onde essas mulheres vão poder produzir e expôr suas criações, além de receber encomendas.

DELAS POR ELAS

Assim como a exposição, a Mostra Dandaras, em cartaz na Carnaúba Cultural, busca dar visibilidade o trabalho de mulheres artistas e resgatar a história de Dandara dos Palmares. Durante todo o mês de novembro, a programação conta com exposições e intervenções artísticas, apresentações culturais, feirinha, oficinas e rodas de conversa sobre temáticas relacionadas às vivências das negras.
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Ilustração exposta na Mostra Dandaras
Ilustração: Silvelena Gomes
Silvelena Gomes, uma das idealizadoras do evento, conta que se uniu à tatuadora Sis Martins para fazer um espaço que "nos contemplasse enquanto mulheres pretas artistas, dedicado a nós e às nossas produções, que fosse não só retratando o que a gente faz, mas que fosse também pensado e produzido pela gente, criando quase que um espaço seguro de criação e de manifestação das nossas lutas, dores e processos".
A escolha do mês para realizar o evento também foi algo pensado, já que 20 de novembro é comemorado, oficialmente, o Dia da Consciência Negra, em homenagem ao pernambucano Zumbi, fundador do Quilombo dos Palmares.
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Ilustração exposta na Mostra Dandaras
Ilustração: Silvelena Gomes
"A gente queria muito que fosse em novembro, pois sempre ouvimos falar de Zumbi, mas muito pouco de Dandara (esposa dele). Isso é muito significativo para pensar em como as mulheres, em especial as pretas, passaram e ainda passam por um processo de invisibilidade enorme, daí então nos intitularmos Dandaras", explica Silvelena.
A ilustradora e designer revela ainda que o desejo com a Mostra é de criar mais um pequeno espaço de arte preta na cidade e de inserção, a fim de "escurecer a arte de Fortaleza para além de novembro", finaliza.
Serviço
Exposição "Porque Cazuza resistiu, resistimos também"
Até dia 30 de novembro. Na Rua José Pequeno, 290, Alto Alegre - Horizonte, CE. Gratuito.

Mostra Dandaras
De 9 a 30 de novembro. Na Carnaúba Cultural (Rua Instituto do Ceará, 164, Benfica). Gratuito.


Diário do Nordeste

Dia da consciência negra: quando o luto é luta

As estatísticas seguem duras e nada animadoras. Somente na última década, a taxa de homicídios de negros - pretos e pardos - cresceu 23%, de acordo com dados do Atlas da Violência. "Histórias, registros/ Escritos/ Não é conto/ Nem fábula/ Lenda ou mito" já sentenciavam, em 2002, os versos de Negro Drama (Racionais MCs).
Por outro lado, "a carne mais barata do mercado" é a mesma que tem demonstrado força ímpar no combate ao racismo e à intolerância, sobretudo religiosa, e ao tornar-se pauta em diversas áreas, especialmente relacionadas à arte. 2018 foi, sim, um ano de perdas - como a da deputada carioca Marielle Franco -, mas também de produções como Pantera Negra, de Childish Gambino (do clipe This is America), de Rincon Sapiência, Iza, Luedji Luna, Elza Soares (Deus é mulher) e quem mais soube ser a própria história.

"Tenho acreditado cada vez mais que estamos nos fortalecendo e caminhando de forma mais articulada. É perceptível que movimentos e ações estão sendo realizados na Cidade. De uma reunião nas calçadas das favelas até uma manifestação, estamos por todos os lugares. Se formos pensar numa historiografia de representação negra, ela sempre existiu e sempre se pautou fortemente. A questão é por onde e quais circunstâncias utilizamos para balizar se hoje ou ontem a representação está mais forte. Para mim, é muito mais profundo discutir representatividade negra, ainda mais frente aos circuitos arquitetados a exterminar, propositalmente, um espaço de fala e um arcabouço vivencial rico de pensamentos e ações", afirma Wellington Gadelha.


Integrante do coletivo Natora e artista da dança "com os pés fincados na ancestralidade". "Tenho cada vez mais pautado meu trabalho e ações junto à rede de coletivos de favela como ações de articulação e fortalecimento interiorizado. Acredito que temos de descentralizar e interiorizar processos de aquilombamento cotidianamente. Da nossa casa aos corres diários, é propor, pensar e fazer uma colcha de retalhos onde as linhas são nossas concepções, nossas visualidades, nossas danças, nossos corpos. É tendo a arte e a cultura como frente de cuidado e resistência que construímos um lugar-grito, lugar-rito, lugar-útero", discorre Wellington.
Pedagoga, cantora e escritora, Patrícia Matos enxerga nos movimentos sociais a responsabilidade em boa parte desse protagonismo, "tensionando o estado brasileiro no combate ao racismo, trazendo para a cena pública o debate sobre racismo institucional, genocídio da juventude negra, assim como a violência religiosa que os povos tradicionais de matriz africana sofrem cotidianamente. O movimento negro brasileiro, assim como os povos tradicionais (Umbanda e Candomblé), têm seu sistema educacional, muito embora não considerado formal, mas que suscita o debate sobre pertencimento e empoderamento cuidando e educando nos terreiros. O Educar na Escola, nesse sentido, ainda não se efetivou, infelizmente", afirma.
Neste Dia da Consciência Negra, temos o que, de fato, celebrar? "Penso que sim. Porém, não devemos nos acomodar. Queremos e temos o direito de querer mais. O 20 de novembro é um momento de reflexão. Temos a obrigação de continuarmos lutando para derrubar as barreiras construídas pelo racismo. Alguns direitos básicos de cidadania ainda nos é negado. Enquanto existir racismo, algo faltará para nós", sinaliza Hilário Ferreira, professor universitário. "Muito ainda falta ser feito: emprego, saúde, educação, lazer, estado laico de direito, respeito e reconhecimento de nosso legado, nossas tradições. O movimento antirracista nos faz transformar o luto em luta", complementa Patrícia Matos.
"Gosto de pensar celebração como espaço de encontro, de partilha e de construção de uma consciência organizativa e crítica. Celebração como um instante temporário de criação e fruição que reverbera e vai se alastrando. Instante de sensibilização e de entendimento que mudança nenhuma poderá nos conciliar. Eis o desafio: como manter essa teia fina e potencialmente frágil na sua estrutura? A memória dos que já foram e dos que ainda estão é importante, a valorização das ervas e da cultura do nosso povo é importante. A articulação e fortalecimento preto genuíno é importante. Temos consciência", conclui Wellington.
PROGRAME-SE 
PASSEIO PÚBLICO
O quê: IX Memórias de Baobá: Pertencimento, Espiritualidade e Educação
Quando: 20 a 24/11
Onde: Praça dos Mártires/ Passeio Público (rua Dr. João Moreira, s/n - Centro)
Informações no link 
BOSQUE DOS FERROVIÁRIOS
O quê: Roda de conversa com Mãe Zimá, Pingo de Fortaleza, Ivaldo Paixão, Praxedes, Bernardo, Carlos Brito, Cláudio Correia, Pai Gerson, Pai Júnior de Yemanjá, Mãe Kelma de Yemanjá e Pai Enerval do Zé Pilintra; e os mestres de batuque Jair, Pasconith, Germano e Kanu (mediação: Téo Lima)
Participações: grupo musical Na Quebrada do Coco e Capoeira do Mestre Índio
Quando: hoje, 20, às 19h
Onde: Bosque dos Ferroviários (entre as av. Bezerra de Menezes e José Jatahy - Farias Brito)
Info: (85) 9 8898 0766
UECE (ITAPERI)
O quê: III Seminário Afrocearensidades: Enfrentamento do Racismo na Década dos Afrodescendentes
Quando: amanhã, 21, das 8h às 21h
Onde: Auditório Central da Uece (av. Dr. Silas Munguba, 1700 - Itaperi)
Informações no link 
CENTRO CULTURAL BELCHIOR
O quê: Cine Afro com a exibição de Candomblé, um legado africano (14h); Capoeira Angola Orun Aiyê, de Mestre Magnata (17h); e Tambor das Marias da Casa de Mestre Felipe (19h)
Quando: hoje, 20
Onde: Rua dos Pacajus, 123 - Praia de Iracema
PRAIA DO LIDO
O quê: Programa Cafuné com DJ Guga de Castro e FM Beach Park com Luedji Luna (17h), Maracatu Kizomba (18h/ Largo Luís Assunção); Coletivo Mulamba com Mayara Mota e Darwin Marinho (19h); show de Luedji Luna (20h)
Quando: amanhã, 21
Onde: Praia dos Crush (Praia de Iracema)
CENTRO CULTURAL GRANDE BOM JARDIM (CCBJ)
O quê: Campanha "Novembro de Todas as Cores" com Formação Permanente "Reflexão acerca do pensar a consciência negra com um aspecto constitutivo da identidade real e democrática da sociedade em que vivemos (14h); e visita guiada para educadores sociais ao Planetário do Dragão do Mar (16h)
Quando: hoje, 20
Onde: Rua Três Corações, 400 - Bom Jardim
Informações no link 
BIBLIOTECA CRISTINA POETA
O quê: Palestra e roda de conversa com o professor Charles Odevan sobre "Africanidades Mitos e Ritos: Conhecer para Empoderar".
Quando: hoje, 20, das 14h às 15h30
Onde: rua Raimundo Ribeiro, 580 - Autran Nunes
CENTRO DRAGÃO DO MAR
O quê: espetáculo Devoração - Como Permanecer Fortes?, da Companhia da Arte Andanças
Quando: 22 e 29/11, às 20h
Onde: Teatro Dragão do Mar (rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema)
Quanto: R$ 10 (inteira)
Classificação: 14 anos
Info: (85) 3488 8600
CUCA MONDUBIM E JANGURUSSU
Quando: hoje, 20
Onde: Cuca Mondubim - Roda de Conversa sobre Consciência Negra (9h) / Cuca Jangurussu - Abertura da Semana do Hip Hop (18h) e Baile Jangu Por Nós (19h)
Informações no link 
BIBLIOTECA HERBÊNIA GURGEL
O quê: Painel expositivo com amostra de imagens e livros temáticos sobre a cultura negra
Quando: de 20 a 30/11
Onde: Rua 531, nº 25 - Conjunto Ceará (2ª etapa)
TURURU (CE)
O quê: Encerramento da 1ª Gira Cênica - Encontro/Imersão de Artistas e Pesquisadores Negr@s Cearenses com Missa Afro em tributo a Zumbi dos Palmares
Quando: hoje, 20, às 19h
Onde: Igreja da Comunidade Quilombola de Conceição dos Caetanos (Tururu/CE)
Informações no link 
O Povo
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