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7 de junho de 2016

FESTIVAL HALLELUYA ESTARÁ NA PROGRAMAÇÃO OFICIAL DA JMJ CRACÓVIA 2016

Foto: Facebook Festival Halleluya Rio de Janeiro (https://www.facebook.com/halleluyario)

CRACÓVIA, 06 Jun. 16 / 06:40 pm (ACI).- O maior Festival de Artes Integradas do Brasil chegará à Polônia. O Halleluya, da Comunidade Católica Shalom, será realizado pela primeira vez em Cracóvia, entre os dias 27 e 29 de julho, dentro da programação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

De acordo com Helano Roberto Bezerra Filho, missionário da Shalom que irá coordenar o Halleluya de Cracóvia, o convite para levar o festival para a JMJ 2016 foi uma grande alegria para a Comunidade, “porque nós vemos nisso a conformação da Igreja que reconhece a contribuição que a Comunidade Católica Shalom dá para a evangelização dos jovens”.

O evento acontecerá na praça Szczepanski a poucos metros da Praça do Mercado no Centro de Cracóvia. Segundo a Comunidade Shalom, a expectativa é alcançar um público entre sete e dez mil jovens. Serão 15 apresentações entre música, teatro e dança com atrações em vários idiomas: inglês, polonês, francês e italiano.

Com toda a programação do evento, Helano conta que a Comunidade Shalom quer levar para os jovens da JMJ a mensagem de que “Cristo é a nossa paz”. “Queremos apresentar por meio do Festival Halleluya que os jovens sendo cristãos, vivendo a fé, não deixam de ser jovens, mas pelo contrário, encontram a plena força e a verdadeira alegria da sua juventude”, disse o missionário à ACI Digital.

“Cristo é a nossa alegria e uma juventude Nele encontra a sua plena realização, plena potência”, acrescenta o missionário.

Esta não é a primeira vez que o festival ganha caráter internacional. Ele já foi promovido em outros países, como Uruguai, Itália, França e Terra Santa. Além disso, fez parte do programa da JMJ do Rio de Janeiro, em 2013.

No Brasil, o Festival Halleluya atrai anualmente mais de um milhão de pessoas em várias cidades do país. O evento nasceu em 1985, como iniciativa dos jovens da Comunidade Católica Shalom com nome de Trifest. A intenção era oferecer uma alternativa de um evento cristão aos jovens da cidade de Fortaleza (CE), com três dias de shows de evangelização. Aos poucos a ideia cresceu até se tornar o Festival Halleluya.

Para a Comunidade Shalom, o Festival Halleluya possui grande importância na sua missão evangelizadora. Helano explica que sabem “que muitos jovens não aceitarão um convite para uma Missa ou outra realidade da Igreja, mas para um show, para um evento artístico o jovem aceita o convite e ali nós anunciamos a pessoa de Jesus Cristo”.

“Então – completa –, o Festival Halleluya para nós é esta grande sabedoria de Deus na evangelização dos jovens. É a inspiração que Deus nos deu para alcançar o coração dos jovens”.

No palco do Halleluya, teatro, música e dança se unem para anunciar o amor e a misericórdia de Deus de forma nova e criativa. Conforme explica a própria comunidade, nascido em meio aos jovens como uma expressão de nova evangelização, busca oferecer a estes uma diversão sadia, como possibilidade de uma alegria que não passa, por isso traz o seu slogan “uma festa que nunca acaba”.

No festival, além das atrações culturais, há espaços temáticos para favorecer ainda mais uma autêntica experiência com a misericórdia de Deus. Entre esses, está o Espaço da Misericórdia, considerado pela comunidade “o coração do Halleluya”. Nele, há confessionários para o Sacramento da Reconciliação e a Capela com o Santíssimo Sacramento. Além disso, Jesus no Santíssimo Sacramento, centro e origem do evento, sobe ao palco para um momento de Adoração.

Para completar, com a finalidade de favorecer o intercâmbio cultural entres os jovens, na arena do Festival se encontra o Espaço Cultural, onde serão oferecidos cursos rápidos de como fazer uma boa confissão, momentos de oração, e momentos de partilha das graças e desafios na vivência da fé com jovens de outras partes do mundo. Os artistas também serão convidados a partilhar as suas experiências de evangelização.

LIMITES DE TOLERÂNCIA DA NATUREZA

ECONOMIA
Marcus Eduardo de Oliveira 06/06/2016
O mais sensato a ser feito é justamente procurar proteger o espaço natural no qual todos estamos inseridos.
Aquecimento global, efeito estufa e dilapidação do capital natural para atendimento aos padrões de produção de um tipo de economia cada vez mais agressivo em relação à natureza, são temas que, hoje em dia, ocupam certa posição de destaque na pauta de discussão dos principais líderes mundiais.
Diante desses temas, porém, encontra-se um dilema a ser equacionado, uma vez que isso tem desequilibrado todo o meio ambiente do planeta Terra, com reais possibilidades de presenciarmos, num futuro não muito distante, um cenário catastrófico para todos, ainda que haja relativa discordância quanto aos possíveis acontecimentos futuros.
O dilema fica por conta de duas posições diametralmente opostas e que acirram o debate sobre as questões ecológicas em sua íntima relação com a atividade econômica. De um lado, respondendo em nome da comunidade científica internacional, estão os que defendem que o desequilíbrio do planeta, alterado substancialmente pelo aquecimento global, é fruto imediato da irresponsável ação antrópica, restando pouco tempo para a reversão desse caótico quadro.
Do outro lado, estão os pesquisadores chamados comumente de céticos que defendem que o planeta, em breve, estará mais frio, dado o clima ser mais influenciado por radiações cósmicas que por ações dos humanos, viciados no consumismo, habituados a uma economia de produção de suntuosidades.
Partindo de uma posição voltada ao bem maior que é o cuidado, termo que muito mais que um substantivo é uma ação de cautela, quer seja em relação ao ser humano ou ao meio ambiente, enquanto não se “resolve” esse dilema, o mais sensato a ser feito é justamente procurar proteger (cuidar) o espaço natural no qual todos estamos inseridos.
Ainda que se desconheça em toda a plenitude os limites de tolerância da natureza e, mais especificamente, qual seu ponto de equilíbrio, sabe-se, com elevado grau de certeza, que muitos desses limites já foram abusivamente ultrapassados, e que não é mais possível continuar mantendo, em ritmo acelerado, as políticas de crescimento da economia global pautadas na extração descomedida de recursos naturais.
A continuidade desse tipo de economia linear que aí está que extrai, produz e descarta sem critérios e sem o devido respeito à capacidade de resiliência da natureza, somente tem potencializado a crise ambiental.
Como bem aponta o professor Rodnei Vecchia, os ecossistemas – suporte da atividade econômica (grifo meu!) – tem de ter a capacidade de resiliência ou elasticidade necessária para suportar as deformações e retomar sua forma original a fim de fornecer alimentos, energia, água e estabilidade climática em prol do equilíbrio e da continuidade da vida.  
No entanto, continua o referenciado autor, não se respeita o tempo necessário para a recuperação do capital natural; pelo contrário, extrai-se da natureza mais que sua capacidade de restauração. (*)
O respeito aos limites de tolerância da natureza precisa estar em consonância com um modelo de desenvolvimento econômico sustentável, capaz de priorizar as pessoas, e não as mercadorias, de caráter social e ambiental equilibrados, afastado, portanto, do modelo de crescimento econômico ora em vigência, que cultua a economia do descarte, do desperdício, de característica ambientalmente destrutiva e largamente insustentável.
Nesse pormenor, cabe às gerações atuais, como ação prioritária e como padrão de comportamento de vida, identificar, cuidar e, claro, respeitar, cada limite da natureza expresso, notadamente, nos principais serviços ecossistêmicos, pois somente assim essa geração deixará como herança às gerações vindouras um planeta ecologicamente equilibrado, uma terra sem sobressaltos, um tipo de economia moderada, compatível com um sistema ecológico que não se submeta ao sufoco da ânsia da produção industrial sem critérios de observância aos limites, para que, com tudo isso, se possa então alcançar um tempo de vida mais confortável para todos.
(*) Do livro “O Meio Ambiente e as Energias Renováveis”, ed. Manole, SP, 2010
Marcus Eduardo de Oliveira é economista e ativista ambiental prof.marcuseduardo@bol.com.br

CONSTRUIR PONTES E NÃO ATALHOS

domtotal.com

Em tempos difíceis, um caminho prudente é buscar ajuda, pedir socorro, somar forças.
É tempo de viver as diferenças como caminho de encontro, buscando o união e não o que divide.
É tempo de viver as diferenças como caminho de encontro, buscando o união e não o que divide.

Por Dom Anuar Battisti*

Diante de todos os fatos que fazem história em nosso país, e fazem toda a nação permanecer perplexa sem saber o que vai acontecer, nasce em todos nós um sentimentos de insegurança e instabilidade que não contribui em nada. Por outro lado não dá pra ficar em cima do muro esperando acontecer, é preciso agir, buscar, fazer a nossa parte e acreditar que pessoas mudam e mudanças são necessárias.

A nossa confiança vem do Senhor: “Colocai em mim todas as vossas preocupações” (Mt 11,28); porém em tempos difíceis, sempre esperamos tempos melhores. A Palavra de Deus nos alerta: Maldito o homem que confia no homem” (Jer 17,5). Como diz o dito popular: “Confie sempre, mas com um pé atrás”.

Em tempos difíceis, um caminho prudente e eficaz é buscar ajuda, pedir socorro, somar forças, construir pontes que conduzam a um objetivo comum, a uma meta segura para todos. Recordo as palavras do Papa Francisco quando da sua eleição ele dizia: “Um dos títulos do Bispo de Roma é Pontífice, isto é, aquele que constrói pontes, com Deus e entre os homens.

Desejo precisamente que o diálogo entre nós ajude a construir pontes entre todos os homens, de tal modo que cada um possa encontrar no outro, não um inimigo nem um concorrente, mas um irmão que se deve acolher e abraçar. Neste trabalho, é fundamental também o papel da religião.

Com efeito, não se podem construir pontes entre os homens, esquecendo Deus; e vice-versa: não se podem viver verdadeiras ligações com Deus, ignorando os outros.

Por isso, é importante intensificar o diálogo entre as diversas religiões, para que jamais prevaleçam as diferenças que separam e ferem, mas, embora na diversidade, triunfe o desejo de construir verdadeiros laços de amizade entre todos os povos”.

Esse é o maior desafio de toda sociedade, das igrejas, das religiões. É inconcebível para os tempos modernos, viver de concorrência na política, na Igreja, entre as religiões.

Em nenhum setor da convivência humana deve existir o maior, o mais perfeito, o mais importante, o salvador da pátria. Deve primar sempre para ser o melhor, fazer o melhor, buscar o melhor para o bem de todos, onde todos tenham o direto de ser e se manifestar, sem concorrência ou privilégios.

Na medida em que cada um busca a própria satisfação e a salvação dos seus interesses pessoais, a coletividade sai perdendo. “De que adiante ganhar o mundo inteiro e vier perder a sua alma? (Mc. 8,36).

A maior satisfação é ver a felicidade reinar em todos os corações, onde as necessidades são atendidas e trazem um sentimento de realização pessoal. Por isso toda a liderança está sempre dirigida para a construção do bem comum, sendo o melhor, o mais competente, o mais justo, o mais leal, o mais ético, o mais digno da autoridade que lhe foi confiada.

São tempos difíceis, são tempos para construir pontes, estabelecer laços de igualdade, de viver as diferenças como caminho de encontro, buscando o que nos une e nunca o que nos divide.

A religião tem um papel fundamental nesta nebulosidade política e social, pois precisamos re-ligar a nossa limitada condição humana, com o Pai Deus que nos fez à Sua imagem e semelhança, encontrando nesta relação o sentido verdadeiro do nosso peregrinar terrestre. Sem essa relação com Deus, nos tornamos estéreis, perderemos os valores éticos e morais, a vida não tem sentido, tudo não passa de um sonho. Vamos construir pontes e não atalhos.


CNBB, 23-05-2016.

*Dom Anuar Battisti: Arcebispo de Maringá (PR).

AUDIÊNCIA: CRISTÃOS UNIDOS PELO BATISMO


Logo no início da sua alocução o Santo Padre fez referência à leitura bíblica introdutória da audiência retirada da Primeira Carta de S. Pedro (1, Pe 2, 9-10) que foi escolhida, precisamente, por um grupo ecuménico da Letónia que dessa tarefa foi encarregado pelo Conselho Ecuménico das Igrejas e pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. A este propósito o Papa Francisco recordou a pia batismal da Catedral Luterana da cidade de Riga, capital da Letónia:
“No centro da Catedral Luterana de Riga há uma pia batismal do século XII, do tempo em que a Letónia foi evangelizada por S. Mainardo. Aquela pia batismal é sinal eloquente de uma origem de fé reconhecida por todos os cristãos da Letónia, católicos, luteranos e ortodoxos. Tal origem é o nosso Batismo em comum.”
“O Concílio Vaticano II afirma que ‘o Batismo constitui o vínculo sacramental da unidade que vigora entre todos aqueles que através dele foram regenerados’ (Unitatis redintegratio, 22).”
“A Primeira Carta de Pedro é dirigida à primeira geração de cristãos para toná-los conscientes do dom recebido com o Batismo e das exigências que ele comporta. Também nós, nesta Semana de Oração, somos chamados a redescobrir tudo isto, e a fazê-lo juntos, indo para além das nossas divisões.”
O Papa Francisco sublinhou, assim, que durante esta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, somos convidados a redescobrir a importância do dom recebido no Batismo, vínculo sacramental da unidade que vigora entre todos os discípulos de Cristo. Todos nós, católicos, ortodoxos e protestantes recebemos o mesmo e único Batismo.
Fazemo-lo porque estamos conscientes de que somos pecadores e necessitamos da salvação – afirmou o Santo Padre – e compartilhamos a experiência de sermos chamados das trevas ao encontro com o Deus vivo e cheio de misericórdia.
Refletir sobre a nossa origem comum na fonte batismal significa, portanto, saber que somos todos irmãos e formamos o povo santo sacerdotal; somos filhos de um único Deus, cuja misericórdia atuante no Batismo é mais forte do que as nossas divisões – observou o Papa.
Por tudo isto o Papa Francisco afirmou que todos os cristãos, podem e devem anunciar a força do Evangelho, comprometendo-se juntos na realização das obras de misericórdia. É uma missão comum a todos os cristãos transmitir aos outros a misericórdia que recebem de Deus, começando pelos mais pobres e abandonados – disse o Papa Francisco na conclusão da sua catequese deixando uma prece para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos:
“Durante esta Semana de Oração, rezemos para que todos nós discípulos de Cristo encontremos o modo de colaborar juntos para levar a misericórdia do pai a cada parte da terra.”
O Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa:
“Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa aqui presentes. Nesta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, imploremos a graça de viver os nossos compromissos batismais, numa adesão mais profunda ao Rosto da Misericórdia divina que é Jesus, nossa esperança e nossa paz. Que Deus vos abençoe!”
O Papa Francisco a todos deu a sua benção!
FONTE:RV

MUNDO TEM 1.746 "GUERRAS INVISÍVEIS" PELOS RECURSOS NATURAIS

2016-06-07 Rádio Vaticana

Roma (RV) - Os conflitos ecológicos são "a parte submersa" da "guerra mundial em partes" citada tantas vezes pelo Papa Francisco. 

Segundo a rede de estudiosos internacionais "Atlante Global pela justiça ambiental", existem atualmente 1.746 "guerras invisíveis" pelos recursos naturais, contra 920, há dois anos.

A rede, formada por 23 universidades, afirma que os dados são aproximativos pois não é possível obter informações confiáveis de todos os lugares do planeta.

Existem, de fato, verdadeiros "buracos negros" de informação em países como China, Sudeste asiático, Brasil e México, nos quais os cientistas continuam a trabalhar para completar o mapa.

Com todos os dados, o número de conflito poderia chegar a 3 mil.

Conflitos

Urânio, bauxita, carvão. As disputas por minérios e a batalha pelo petróleo envolvem colossos da mineração mundial, governos, populações. A violência gerada acumula vítimas diretas - como os 250 ativistas ambientais assassinados nos últimos dois anos, três quartos deles na América Latina: e indiretas, como as populações residentes nas áreas onde se concentram os recursos tão ambicionados que, diante dos interesses milionários em jogo, frequentemente com a cumplicidade dos governos locais e nacionais, são obrigadas a resistir heroicamente para defender seus direitos à terra, água e ar limpo.

A "febre" pelos recursos

"Assistimos a uma escalada preocupante dos conflitos socioambientais nas assim chamadas 'fronteiras do extrativismo', isto é, território onde se concentram os recursos que, porém, antes não sofriam uma exploração assim intensiva", explica ao Jornal Avvenire Daniela Del Bene, uma das coordenadoras do projeto.

"A razão - continua a pesquisadora - é a obsessão pelo aumento da produção e o consumo". Em nome do lucro, se sacrifica o exame apurado do impacto socioambiental de um determinado projeto.

Se produz, assim, "uma distorção conceitual da economia", como sublinhou o Papa na Encíclica Laudato Si.

O resultado é o multiplicar-se das crises que são, ao mesmo tempo, ambientais e sociais.

"As diretrizes para uma solução requerem uma abordagem integral para combater a pobreza - afirma Francisco - para restituir a dignidade aos excluídos e ao mesmo tempo para cuidar da natureza".

Mapa da crise

O assim chamado "Sul do mundo" é o que mais sofre com a "caça aos recursos", sendo responsável por 63% dos conflitos, sobretudo no momento da extração e nas áreas rurais.

Nos países mais pobres, com uma economia pouco industrializada, a chave são as monoculturas para exportação. Nos emergentes - como Brasil, Índia e África do Sul - as reservas são o motor da industrialização.

"Nestes casos, áreas inteiras - as assim chamadas periferias internas - são empregadas como reservatório para o centro, em nome do interesse nacional. É o que acontece agora, por exemplo, na Amazônia brasileira, ou no arco do Himalaia, explorado pelas indústrias hidrelétricas da Índia, Nepal, Butão e China", afirma Del Bene.

As "guerras ambientais", no entanto, estão presentes também no "Norte do mundo", sendo o principal detonador o "fracking" (processo de injecção de líquido a alta pressão em rochas subterrâneas, poços, etc., de modo a forçar fissuras abertas existentes e extrair petróleo ou de gás, o que provoca tensões no Canadá, Estados Unidos, Espanha, Grã Bretanha e Polônia.

Por esta razão, os Estados Unidos ocupam o quarto lugar na classificação da Atlante, com pelo menos 69 conflitos.

Áreas "quentes"

A lista é encabeçada pela Índia - com 223 "guerras ambientais" em andamento - seguida pela Colômbia, com 117 e pela Nigéria, com 73.

Treze das quinze nações mais problemáticas encontram-se no "Sul do mundo". Uma das explicações é a dificuldade de se encontrar soluções legais para os conflitos, visto a pobreza e o problema da corrupção. Ademais, "as multinacionais gozam de quase total impunidade", denuncia Del Bene.

Apesar do panorama negativo, por vezes "Davi consegue derrubar os Golias" contemporâneos, como ocorreu com os dez indígenas do vilarejo guatemalteco de Lote Ocho, que conseguiram levar à Toronto a causa contra o colosso canadense Hund Bay, acusado de negligência por não ter controlado os próprios guardas, responsáveis pelo estupro de mulheres indígenas como forma de obrigá-las a abandonar as terras, em 2007.

Mesmo sem uma sentença definitiva, a existência do processo, por si só, representa uma vitória inesperada para os dez corajosos de Lote Ocho.

(JE)

(from Vatican Radio)

PAPA: NÃO À “ESPIRITUALIDADE DO ESPELHO”, O CRISTÃO SEJA LUZ PARA TODOS

2016-06-07 Rádio Vaticana


Cidade do Vaticano (RV) – A pilha do cristão para iluminar é a oração. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa celebrada na manhã de terça-feira (07/06) na Casa Santa Marta.

Luz e sal: Comentando o Evangelho do dia, Francisco ressaltou que Jesus fala sempre “com palavras fáceis, com comparações simples, para que todos possam entender a mensagem”. Daqui a definição do cristão que deve ser luz e sal. Nenhuma das duas coisas é finalizada a si mesma, explicou o Pontífice. “A luz é para iluminar algo; o sal é para dar sabor” a outro alimento.

A pilha do cristão para iluminar é a oração

O Papa então se pergunta: mas como o cristão pode fazer para que não faltem sal e luz, para que não acabe o óleo para acender a lâmpada?

“Qual é a pilha do cristão para iluminar? Simplesmente a oração. Você pode fazer tantas coisas, tantas obras, inclusive obras de misericórdia, pode fazer tantas coisas grandes para a Igreja – uma universidade católica, um colégio, um hospital... – podem até fazer a você um monumento como benfeitor da Igreja. Mas se não rezar, será um pouco obscuro, tenebroso. Quantas obras se tornam obscuras por falta de luz, por falta de oração. Aquilo que mantém, que dá vida à luz cristã, aquilo que ilumina é a oração”.

O Papa completou: mas esta oração deve ser “para valer”: “a oração de adoração ao Pai, de louvor à Trindade, a oração de agradecimento, pode ser também a oração para pedir coisas ao Senhor, mas a oração do coração”.

O cristão dá sabor à vida dos outros com o Evangelho

Este é o óleo, a pilha que dá vida à luz”, prosseguiu Francisco. Também o sal, acrescentou, não dá sabor a si mesmo”:

“O sal se torna sal quando se doa. E esta é outra atitude do cristão: doar-se, dar sabor à vida dos outros, dar sabor com a mensagem do Evangelho. Doar-se. Não preservar si mesmo. O sal não é para o cristão, é para doar. O cristão recebe para doá-lo, mas não para si mesmo. Os dois – isso é curioso –, luz e sal, são para os outros, não para si mesmo. A luz não ilumina a si mesma; o sal não dá sabor por si só”.

Certo – observou - pode-se perguntar até quando o sal e a luz podem durar se continuarmos a doar-nos sem parar. Ali - responde Francisco - “entra a força de Deus, porque o cristão é um sal doado por Deus no Batismo”, é “uma coisa que é dada como dom e continua a ser doada se continuarmos a dá-la, iluminando e dando. E não termina nunca”.

Defender-se da tentação da ‘espiritualidade do espelho’

Isto é precisamente o que acontece na Primeira Leitura com a viúva de Sarepta que confia no Profeta Elias e por isso, sua farinha e o óleo não acabam nunca. O Papa então dirigiu um pensamento à vida presente do cristão:

“Ilumina com a sua luz, mas defenda-se da tentação de iluminar a você mesmo. Isto é uma coisa feia, é um pouco como a espiritualidade do espelho: ilumino a mim mesmo. Defenda-se da tentação de cuidar de si mesmo. Seja luz para iluminar, seja sal para dar sabor e conservar”.

O sal e a luz, afirmou ainda, “não são para si mesmos”, são para dar aos outros “boas obras”. E assim, exortou, “resplandeça a sua luz diante dos homens. Para que? Para que vejam as suas boas obras e glorifiquem o seu Pai, que está nos céus. Ou seja: retornar Àquele que lhe deu a luz e lhe deu o sal”. “Que o Senhor nos ajude nisso – retomou o Papa – a cuidar sempre da luz, a não escondê-la, mas colocá-la em prática”. E o sal... “dar o justo, o necessário, mas doá-lo”, porque assim não acaba. “Estas – concluiu – são as boas obras do cristão”.

(BF/CM)

(from Vatican Radio)

EXPOSIÇÃO APRESENTA OS 170 MILAGRES EUCARÍSTICOS


Mostra fotográfica no Canadá expõem 170 milagres eucarísticos.png
Markham, 07 jun (sirnoticias@hotmail.com) – Uma interessante exposição fotográfica apresenta mais de 170 milagres de todas as partes do mundo na Paróquia de São Patrício em Markham, Ontário, Canadá. A coleção das evidências comprovadas da Presença Real de Jesus Cristo na Eucaristia foi apresentada por ocasião da Solenidade de Corpus Christi de 29 de maio a 03 de junho.
"É uma dimensão de nossa Fé", comentou à 'The Catholic Register' o pároco de São Patrício, Padre Dominic Barber. "Estes são milagres onde a hóstia se faz mais tangivelmente o Corpo e o Sangue de Cristo. Através de exames modernos se tem verificado". O caráter misterioso dos acontecimentos se resolve através da Fé que explica os fatos sobrenaturais dos quais tem ficado constância.
O último milagre acrescentado à exibição, preparada pela plataforma 'Real Presence Eucharistic Education and Adoration Association', é o de Sokolka, Polônia, enquanto que o mais recente a ser certificado pela Igreja é o de Legnica, nesse mesmo país. Os milagres eucarísticos têm tido grande impacto na vida de Fé da Igreja.
"Em muitas, muitas instâncias, estes milagres ocorreram quando havia tido uma debilitação da Fé ou inclusive dúvida", recordou o Padre Barber, que mencionou o milagre eucarístico de Orvieto em 1263 como exemplo. "Esse milagre foi o que motivou o Papa Urbano IV a instituir a festa de Corpus Christi".
O sacerdote recordou que os fatos sobrenaturais são "um ângulo, um pequeno exemplo de como Deus escolheu, e é totalmente eleição de Deus, revelar-se. Ele mesmo nesta forma para sacudir-nos". "É uma espécie de um pouco de fator de admiração. Nos toca e nos diz 'Oh Deus, este é realmente Jesus'".

SIR