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Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

21 de dezembro de 2016

"Crônicas - volume um" volta às prateleiras com a força da escrita de Bob Dylan

Compromissos acordados antes do anúncio da premiação impediriam Robert Allen Zimmerman de estar presente na Academia Sueca, para receber o Nobel de Literatura de 2016. Pelo menos foi essa a justificativa dada pelos porta-vozes do cantor, compositor e músico, que se notabilizou com o nome de Bob Dylan. A ausência - mesmo educadamente explicada - somou-se à demora em comentar o anúncio da escolha de seu nome e, sem que ele fosse o responsável, aos questionamentos que se seguiram a sua inesperada eleição, em prejuízo de favoritos como Philip Roth e Haruki Murakami.
Voluntários ou dados em circunstâncias fora de seu controle, estes movimentos foram vistos como imposturas do artista, como desdém por uma instituição tradicional, outra prova de sua bem documentada arrogância. É uma interpretação arriscada, que carece de informações que a sustentem, sob pena de ser uma agressão movida à antipatia pelo artista em questão.
A maneira como Dylan (não) recebeu o Prêmio Nobel de Literatura pode ser, de forma mais sóbria, inscrita em outro padrão do comportamento do artista: a imprevisibilidade, que, em seus melhores momentos, é um jeito de contrariar expectativas. Seus destinos, desconhecidos como num de seus versos mais famosos, não se prestam às artes divinatórias.
A voz
Há aqueles de menor importância para a sua história, como a constatação de que ninguém esperava que Dylan lançasse não apenas um, mas dois discos de intérprete. Isso aconteceu nos dois trabalhos de estúdio mais recentes do cantor - "Shadows in the night" e "Fallen angels", ambos com repertório todo composto de pérolas e obscuridades do cancioneiro de Frank Sinatra, para deixar ainda mais pasmados aqueles não devidamente acostumados à escrita por linhas tortas de Dylan.
Sinatra é uma escolha nada óbvia, seja pelas diferenças de estilo, de interpretação e dos tipos de canção por ele preferidas. Para exemplificar o descompasso entre os dois gigantes da música popular dos EUA, basta inverter os termos: você consegue imaginar o Velho cantando algo como "Blowin' in the wind", política e em sintonia com um mundo em violenta transformação? E mesmo se você tomar uma canção de amor de Dylan, "Girl from the North country", por exemplo, com seu espírito "outlaw', caipira, não é o tipo de coisa que Sinatra, com sua pose classuda, nova-iorquina, levaria para os palcos.
O som
Em suas memórias ("Crônicas: volume um", ali, nas primeiras páginas), Bob Dylan rememora seu encontro com John Hammond, caçador de talentos da era de ouro da gravadora Columbia. "(Ele) explicou que me via como alguém na linha de uma longa tradição, a tradição do blues, jazz e folk, e não como alguma maravilha modernosa inovadora. Não que houvesse qualquer coisa inovadora acontecendo. As coisas estava bem apáticas na cena musical americana no final dos anos 1950 e começo dos anos 1960. As rádios populares estavam em uma espécie de imobilidade, recheadas de entretenimento vazio. Isso foi nos anos anteriores àqueles em que os Beatles, The Who e os Rolling Stones sopraram vida nova e excitação para dentro do rádio", escreve o compositor, recuperando episódios que remontam os anos anteriores à sua ascensão.
A novidade de Dylan foi, de certa maneira, transformar o velho em novo e de fazer os jovens se interessarem por uma estética fora de moda. Em sua justificativa para a escolha do nome do compositor, a Academia Sueca defendeu que Dylan merecia o Nobel "por criar novas expressões poéticas dentro da grande tradição americana da canção".
Não é um raciocínio equivocado, mas ao falar em tradição (palavra contaminada pelos significados negativos de tradicional e tradicionalismo), a Academia Sueca acaba não evidenciando a inquietude do artista que premiou. David Bowie ganhou o apelido de Camaleão, mas poderia emprestá-lo a Dylan que dele faria bom uso.
Os discos de Bob Dylan se sucedem e, em seu conjunto, criam uma obra que se movimenta. Folk, rock, country, pop, americana, blues, jazz são gêneros que o artista conquistou, indo além do que se esperava dele.
Um conjunto de episódios marcantes na trajetória artística de Dylan ilustra bem sua capacidade de reinvenção e de chocar os públicos mais conservadores. No começo de 1965, o músico gozava do prestígio conquistado com dois álbuns que o colocaram na dianteira de um revival da música folk - "The Freewheelin' Bob Dylan", de 1963, e 'The Times They Are a-Changin", do ano seguinte. Em março, Dylan reaparece com um novo pacote de canções inéditas. As quatro canções do lado B (tratava-se então de long plays) de "Bringing It All Back Home" estavam dentro do esperado, com um Dylan trovadoresco ao violão. O "problema" estava nas sete músicas do lado A, com o artista acompanhado de uma banda elétrica e se acercado da estética do rock. Um clássico como "Maggie's Farm" já foi mal visto e rejeitado.
A hostilidade das partes mais sectárias do público e dos pares de Dylan cresceu com o lançamento de "Like a rolling stone", um rock que entraria do disco seguinte do artista, "Highway 61 Revisited", ainda mais eletrificado, que chegou às lojas no fim de agosto. Os shows eram tensos. "Judas!", a plateia o insultava, agredida por versões ainda mais rápidas daqueles rocks que a desagradavam. Dylan foi em frente, conquistou novos públicos e recuperou o respeito dos antigos. Uma história como a de 1965 soa apenas ridícula.
Diário do Nordeste

Livro investiga banda Legião Urbana pelo seus discos de estúdios

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O quarteto Legião Urbana: Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá, Renato Russo e Renato Rocha. Livro investiga a banda pelo seu trabalho nos estúdios
As biografias convencionais costumam explicar a vida de um artista pela obra que ele deixa. O pouco explorado caminho contrário, ater-se à obra para chegar à vida, pode, contudo, trazer histórias reveladoras e saborosas que muitas vezes não passam pela apuração centrada no palco, na família, nos amigos.
A jornalista e pesquisadora fluminense Chris Fuscaldo foi aos estúdios falar com músicos, produtores, arranjadores e compositores para fazer "Discobiografia Legionária", da editora Leya. O livro traça o comportamento artístico de Renato Russo e seus músicos - sobretudo Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá - durante a gravação de seus oito discos de carreira e da feitura dos álbuns póstumos da Legião Urbana.
Aos que acompanham as publicações sobre a banda, esse trabalho é o que parece: um filho bem nutrido dos textos originais, com novas apurações e entrevistas, que Chris escreveu para a gravadora EMI em 2010 para o relançamento em CD da discografia completa da banda brasiliense. O livro traz agora aqueles textos corrigidos e mais histórias que abrangem a discografia pós-morte de Renato Russo, em 11 de outubro de 1996.
"Não sei se poderia fazer esse livro sobre outras bandas", diz Chris, referindo-se à riqueza de histórias que uma sessão de gravação pode trazer quando a banda em questão era a Legião Urbana. "Eles tinham uma vida à parte quando estavam em uma sala de estúdio. Poderiam passar dias, meses trabalhando em uma mesma música. Era uma história deles com eles mesmos e com outros profissionais".
Quando músicos entram em estúdio e "matam" uma gravação em questão de horas, a única história a ser contada é a do virtuosismo desses artistas. Para Chris, transbordaram os dilemas, as escolhas, as dúvidas, as brigas e o companheirismo que poderiam se alternar durante o registro de apenas uma canção
"O Renato era muito planejado. Chegava para uma gravação trazendo seu caderninho, cheio de anotações". Apesar da pretensa centralização, a atitude do líder trazia um traço de personalidade positiva. "Ele era muito generoso, um compartilhador".
Queria que todos colaborassem com as criações. Os músicos seguiam em estúdio mesmo durante o processo de mixagem, uma etapa pós-gravação que, em geral, dispensa o artista de sua presença em estúdio. "Eles jogavam vôlei em uma quadra que montavam no estúdio. Claro que também havia brigas, crises de criatividade com as quais Renato não sabia como lidar, momentos como o que Renato dá uma saída do estúdio dizendo que vai tomar um café, acaba bebendo (álcool) e ficando pela rua", conta Chris
O álcool entrou com força na vida de Renato, e ele falou sobre isso em momentos como na canção "Vinte e Nove", do disco "O Descobrimento do Brasil", de 1993. Assim conta Chris: "Entre 1993 e 1995, Renato estava extraordinariamente inspirado. Queria viver cada minuto como se fosse o último. Compôs como nunca, numa velocidade nova para quem acompanhava sua trajetória e via suas dificuldades toda vez que pintava um disco novo para produzir".
Mas o alcoolismo é uma questão revelada pelo próprio artista na canção. "Me embriaguei morrendo 29 vezes". Ela lembra também de "Só por Hoje", que remete ao famoso lema dos Alcoólicos Anônimos, frequentado por Renato.
Diário do Nordeste

Jennifer Lopez lança música em parceria com Roberto Carlos

Jennifer Lopez e Roberto Carlos durante gravação do dueto "Chegaste", em Los Angeles
A parceria musical entre Roberto Carlos e Jennifer Lopez resultou em uma canção chamada “Chegaste”, que foi divulgada oficialmente nas redes sociais da cantora na última sexta-feira, 16. O single é o primeiro trabalho da artista com um cantor brasileiro.
O dueto foi cantado em português e também ganhará uma versão em espanhol, que estará presente no novo álbum de Jennifer.
O lançamento da música em espanhol está previsto para o primeiro trimestre do ano que vem. 
Em outubro deste ano, o clipe da música foi gravado em Los Angeles e será lançado no dia do especial de Natal do cantor, que será exibido no dia 23 de dezembro pela Rede Globo.

A música é uma composição feita pela vencedora do Grammy, Kany Garcia. Marc Anthony, ex-marido de Lopez, assina a produção do dueto. A versão em português foi feita por Roberto Carlos.
Confira o áudio da música:


Redação O POVO Online

'A Odisseia do Cinema Brasileiro' traz outro olhar sobre produções nacionais

'Cidade de Deus', um dos filmes apresentados no livro.
'Cidade de Deus', um dos filmes apresentados no livro. (Divulgação)
No Rio, o lançamento teve direito a debate, com participação de Walter Salles e Fernanda Montenegro, e mediação do blogueiro do jornal O Estado de S. Paulo Rodrigo Fonseca. 'A Odisseia do Cinema Brasileiro', de Laurent Desbois (Companhia das Letras, 574 págs.), traz um olhar de fora sobre o cinema brasileiro. Em meio à enxurrada de lançamentos - livros que resgatam os escritos de Paulo Emílio Salles Gomes e Jairo Ferreira -, o de Desbois destaca-se pela originalidade na abordagem de autores muitas vezes negligenciados.

Em que outro livro você vai ter a obra de Carlos Hugo Christensen tratada como gente grande? E que outro pensador do cinema brasileiro ousa dizer que, pelo conjunto da obra, os dois autores mais consistentes do Brasil são Walter Hugo Khouri e, claro, Glauber Rocha? Essa revalorização do paulista que, por muito tempo, carregou a fama de ser 'o sueco' do cinema brasileiro, não se dá só no livro. Eryk Rocha, no documentário Cinema Novo, também integra parte do cinema de SP no movimento - Khouri, representado por O Corpo Ardente, Paulo Sérgio Person, por São Paulo S.A.

No prefácio, Walter Salles faz uma afirmação que poderia ser de Eryk Rocha sobre os autores do Cinema Novo - "Desbois mostra que a história do cinema brasileiro é a de autores que, além de desvendar um país, souberam sonhá-lo." Salles propõe uma epígrafe de Paulo Emílio - "Não somos nem europeus nem norte-americanos.

Privados de cultura original, nada nos é estrangeiro, pois tudo é." Essa afirmação, pinçada com precisão cirúrgica, remete a outra afirmação de Paulo Emílio nos anos 1950, comparando as estreias de Khouri e Nelson Pereira dos Santos. Em Rascunhos e Exercícios, o patriarca da crítica fez época ao opor dois filmes e duas correntes, Estranho Encontro e Rio, 40 Graus. Seriam passado e futuro, descolonizados e alienados culturais. O rótulo de alienado acompanhou Khouri a vida inteira. Desbois ousa, agora, dizer - "Além de ter sido o maior diretor de atrizes do cinema brasileiro, (Khouri) também foi um de seus raros autores. Ao lado de Glauber Rocha, seu oposto estético e semântico, sua obra é a única, até o momento, de real (assinalado no texto) coerência."

Num encontro com o repórter, no Rio, Desbois relatou sua experiência. "Tive o privilégio de trabalhar nos serviços culturais da embaixada francesa em diversos países da África, Europa e América do Sul. Isso me permitiu vivenciar o outro - outras culturas, outros olhares. Fiz doutorado em literatura e ciências da arte pela Universidade de Paris X e colaborei com Cahiers du Cinéma no fim dos anos 1990." Nessa função, Desbois foi um dos responsáveis por divulgar a 'retomada' do cinema brasileiro no exterior. No texto de abertura, Terra dos Índios, ele invoca os índios quíchua da Bolívia e os tupinambás e guaranis do Brasil, para os quais o tempo passa de maneira diferente - de trás para frente. "Se a vida deles fosse um filme o futuro seria apresentado em flash-back."

Esse paradoxo lhe permite pensar que o Brasil - país do futuro para Stefan Zweig - é, na verdade, um país sem memória do eterno retorno das coisas esquecidas, em especial de seu cinema. O cinéfilo brasileiro pode se orgulhar de seus autores, mas para o mundo a participação do País no universo do cinema é quase nula. "A História do Cinema de Maurice Bardèche nem cita o Brasil e o Guia de Filmes de Jean Tulard, com 10 mil títulos, lista só 16 produções brasileiras." Desbois, que mora no Rio, assumiu o desafio de contar a história desse cinema negligenciado ou esquecido. Publicou dois livros na França - Les Rêves d'Icare, que cobre de 1940 a 70 e investiga as experiências da Vera Cruz e da Atlântida, a eclosão do Cinema Novo e a resistência ao golpe cívico/militar, e La Complainte du Phoenix, mapeando a produção de 1970 a 2000, quando se reinicia a produção, após a era Collor.

Os dois volumes saem agora num só, no Brasil - A Odisseia do Cinema Brasileiro, da Atlântida a Cidade de Deus. Como Homero, Desbois divide seu livro em 12 capítulos, correspondentes aos 12 cantos da Odisseia. Estão lá a chanchada (Arte Brasileira), Oscarito e Grande Otelo, a Vera Cruz (e sua estrela magna, Eliane Lage). Os ícones do Cinema Novo (Glauber, Nelson, Ruy Guerra e os outros), as grandes polêmicas (estética vs. cosmética da fome), e os outsiders, enfim resgatados - Khouri e Christensen. Desbois ousa dizer que o filme gay de Carlos Hugo, O Menino e o Vento, é uma obra-prima. A história continua. "Quero fazer um terceiro livro, mas é preciso mais distanciamento", avalia.

Agência Estado

VIRAL: Bebê com síndrome de Down se torna estrela de conhecida marca de roupa

(ACI).- A história de Asher Nash, de 16 meses, se tornou viral no início de 2016 depois de ter sido rechaçado por uma agência de modelos no estado da Geórgia (Estados Unidos) e, posteriormente, converter-se na estrela publicitária de uma conhecida marca de roupa para crianças.

“Ter pessoas com necessidades especiais nos anúncios mostra ao mundo que elas têm o mesmo valor que qualquer outra”, disse a sua mãe de 27 anos, Meagan Nash, à CBS News.
Quando Meagan recebeu a resposta negativa da agência de modelos, negou-se a aceitá-la e compartilhou fotografias do seu filho no Facebook para falar sobre o incidente. Além disso, procurou que fosse considerado para uma campanha publicitária da marca OshKosh B'gosh a fim de aumentar a consciência sobre as crianças com deficiência.
A empresa concordou e decidiu convidar o menino para ser modelo de um anúncio das férias de 2016. Meagan acrescentou que OshKosh se impressionou com a sua campanha nos meios de comunicação e a felicitou por levantar a sua voz.
“Sabia que quando Asher nasceu estava destinado a ser grande e fazer grandes coisas. Por isso, estou muito orgulhosa de compartilhar a sua beleza com o mundo”, afirmou Meagan.
Do mesmo modo, espera que Asher continue trabalhando com as organizações de síndrome de Down e ajude a acabar com muitos conceitos errados acerca das crianças que nasceram com esta deficiência. “O mundo está mudando e também está mudando a nossa percepção das pessoas com esta e outras deficiências”, explicou.
“Quero que as pessoas vejam o meu filho e outros como ele em um anúncio e não digam instantaneamente, ‘Oh, ele tem síndrome de Down’. Quero que digam, ‘Oh, eu adoro a camisa que o bebê está usando, quero isso para o meu filho!’”, acrescentou.
Até a presente data, muitas pessoas elogiaram a marca OshKosh por apresentar o menino e esperam que ele não seja o único.
Após o efeito positivo da campanha, surgiram mais oportunidades para que Asher trabalhe com várias marcas como Kids II, Oball, Ingenuity, Toys “R” Us, Safety 1st, Happy Family Brand e Num Num.
“É hora de compreendermos que não são ‘apenas uma tendência’ que vai e vem na publicidade. Estão aqui para ficar”, concluiu Meagan.

Papa Francisco explica por que é importante o presépio em casa no Advento e no Natal

Papa Francisco na Sala Paulo VI na catequese de hoje. Foto: Lucía Ballester (ACI Prensa)
(ACI).- Durante a Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco explicou a importância de ter o presépio em casa, além da necessidade de contemplar cada um de seus elementos no tempo do Advento e no Natal, porque também nele podemos encontrar uma fonte de esperança.
“Nas casas dos cristãos, durante o tempo do Advento, é preparado o presépio, segundo a tradição que remonta a São Francisco de Assis. Na sua simplicidade, o presépio transmite a esperança”, assinalou o Papa
“Antes de tudo, notamos o lugar em que nasceu Jesus: Belém. Pequena aldeia da Judeia onde mil anos antes tinha nascido Davi, pequeno pastor eleito por Deus como rei de Israel”.
O Pontífice recordou que Belém não era uma capital “e, por isso, é preferida da providência divina que ama agir através dos pequenos e dos humildes”. “Naquele lugar nasce o ‘filho de Davi’ tão esperado, Jesus, no qual a esperança de Deus e a esperança do homem se encontram”.
Depois, “olhamos para Maria, Mãe da esperança”. Francisco sublinhou que Maria, com seu “sim”, abriu a “Deus a porta do nosso mundo: o seu coração de jovem estava cheio de esperança, animada pela fé. E assim, Deus a escolheu e ela acreditou na sua Palavra”.
Francisco também sublinhou a importância da presença de São José: “Ao lado de Maria está José, descendente de Jessé e de Davi. Também ele acreditou na palavra do anjo e, olhando Jesus na manjedoura, medica que aquele Menino vem do Espírito Santo e que o próprio Deus ordenou chamá-lo ‘Jesus’. Naquele nome está a esperança para cada homem, porque através daquele filho de mulher, Deus salvará a humanidade da morte e do pecado”.
Do mesmo modo, destacou que “naquele presépio também estão os pastores, que representam os humildes e os pobres que esperavam o Messias, o conforto de Israel e a redenção de Jerusalém. Naquele Menino, eles veem a realização das promessas e esperam que a salvação de Deus chegue finalmente para cada um deles”.
Por último, destacou que “o coro dos anjos anuncia do alto o grande desígnio que esse Menino realiza: ‘glória a Deus no mais alto do céu e, sobre a terra, paz aos homens que Ele ama’. A esperança cristã se exprime no louvor e no agradecimento a Deus, que inaugurou seu Reino de amor, de justiça e de paz”.
O Papa Francisco ensinou que o Nascimento do Messias marca “o momento no qual a esperança entrou no mundo, com a encarnação do Filho de Deus”.
O Bispo de Roma recordou as profecias de Isaías: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho e a ele será dado o nome de Emanuel” e também, “Um rebento brotará do tronco de Jessé, e de suas raízes um renovo frutificará”.
“Nestes dois trechos se transmite o sentido do Natal: Deus realiza a promessa, fazendo-se homem. Não abandona o seu povo; aproxima-se até despir-se da sua divindade. Assim, Deus demonstra a sua fidelidade e inaugura um Reino novo, que doa uma nova esperança à humanidade: a vida eterna”.
Francisco indicou que, “quando se fala de esperança, frequentemente se refere àquilo que não está no poder do homem e que não é visível. De fato, o que esperamos vai além das nossas forças e do nosso olhar. Mas, o Natal de Cristo, inaugurando a redenção, nos fala de uma esperança diferente, uma esperança confiável, visível e compreensível, porque fundada em Deus”.
Esta esperança, explicou o Pontífice, “entra no mundo e nos doa a força de caminhar com Ele em direção da plenitude da vida; nos dá a força de estar de maneira nova no presente, apesar de fatigoso”.
Para o cristão, portanto, “a esperança significa a certeza de estar em caminho com Cristo em direção ao Pai, que nos espera. Esta esperança, que o Menino de Belém nos doa, oferece uma meta, um destino bom no presente, a salvação da humanidade, a santidade de quem confia em Deus misericordioso. São Paulo resume isto com esta expressão: ‘Na esperança fomos salvos’”.

Presépio português candidato a patrimônio imaterial

O presépio tradicional português é candidato a patrimônio imaterial da humanidade, inserido numa candidatura mais abrangente apresentada pela Federação Mundial dos Presépios à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).


Segundo José António Falcão, diretor do Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico da diocese de Beja, a candidatura do presépio tradicional a patrimônio imaterial da humanidade é «encabeçada por países como a Alemanha, a Suíça, a Espanha e a Itália, que têm também tradições muito específicas» e que podem «dar força à mobilização do patrimônio cultural português».


O presépio português  tradicional pode ser apreciado na Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, localizada no centro de Beja, até ao próximo dia 6 de janeiro. A construção marca a diferença pela utilização de alguns materiais, como as flores de papel e as conchas, estas últimas mais usuais nos presépios do litoral alentejano.

Fátima Missionária

Verão deste ano será menos quente do que no ano passado

Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil
Termômetros registram temperatura alta na região da Central do Brasil durante onda de calor que atinge a cidade do Rio de Janeiro nos últimos dias de inverno. (Fernando Frazão/Agência Brasil)
O dia do início da estação é chamado de solstício de verão, que é quando o máximo de radiação solar chega à região -Fernando Frazão/Agência Brasil





















O verão começa hoje (21), às 7h44 (8h44 no horário de verão) no Hemisfério Sul e termina no dia 20 de março de 2017. A previsão é de que as temperaturas sejam mais amenas do que as registradas no verão passado, quando o fenômeno El Niño provocou um aumento nas temperaturas e nas chuvas em algumas regiões.
“No ano passado, tivemos um dos fenômenos El Niño mais fortes da história. Então, se formos comparar o ano passado e este ano, provavelmente este ano o verão não vai ser tão quente como no ano passado, porque o El Niño tem como característica aumentar a temperatura no Brasil”, explica a climatologista do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), Renata Tedeschi.
Segundo ela, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a temperatura deve ficar dentro da média histórica. Nas regiões Norte e Nordeste, as temperaturas devem ficar dentro da média acima desse valor.
Chuvas
O verão deste ano deve ser de chuvas abaixo da média histórica na Região Nordeste, principalmente no semi-árido nordestino, segundo a climatologista. Isso por causa do aquecimento das águas do Atlântico Tropical Norte, que afetam a precipitação do Nordeste, ocasionando menos chuvas na região. “Se o Atlântico Tropical Norte continuar aquecido, o próximo trimestre provavelmente vai ser caracterizado por chuvas abaixo da média histórica na Região Nordeste”, diz Tedeschi.
Na Região Norte, a previsão é de que a precipitação seja dentro da média histórica, com leve tendência a ter uma estiagem. Para a Região Sul, a previsão é de que a chuva seja de normal a levemente acima do normal. “Em grande parte, a chuva ficará dentro da média histórica”, avalia.
Para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, o CPTEC ainda não tem uma previsão sobre as precipitações no verão. “Porém, janeiro fevereiro e março fazem parte da estação chuvosa nessas duas regiões. Consequentemente, espera-se chuva, mas não sabemos prever se ela estará acima ou abaixo da média histórica”, diz Tedeschi.
O dia do início da estação é chamado de solstício de verão, que é quando o máximo de radiação solar chega à região e ocorre o dia mais longo do ano. A data é conhecida como solstício de verão para quem está abaixo da Linha do Equador e solstício de inverno para quem vive no Hemisfério Norte, quando a partir deste dia será inverno.

Projeto propõe troca de saberes no universo da cultura nordestina

A Escola de Saberes de Barbalha vislumbra os mais diversos saberes da cultura nordestina: cinema, música, literatura, danças dramáticas e folguedos, festas e religiosidades populares.

Foto: Reprodução / Internet
Projeto pioneiro funcionará no Palácio 03 de Outubro, em Barbalha. Inauguração será no dia 22
O Cariri ganhará a Escola de Saberes de Barbalha, que funcionará no Palácio 03 de Outubro e será inaugurada nesta quinta-feira (22), às 18 horas. O projeto vislumbra os mais diversos saberes da cultura nordestina: cinema, música, literatura, danças dramáticas e folguedos, festas e religiosidades populares, dentre tantas outras expressões culturais e artísticas, tradicionais e contemporâneas.

O equipamento foi criado com o intuito de valorização, repasse entre gerações e revitalização de expressões culturais de inestimável valor social e histórico, identitário e reafirmativo das especificidades e universalidades culturais do Cariri (onde está instalada).  

“Com a Escola de Saberes, pretende-se abrir um processo que envolve encontro, troca e aprendizado, interfronteiras e interclasses sociais, numa concepção de cultura em trânsito, como o é a própria vida. Os saberes que emergem de uma base social e popular, a partir das complexidades sociais, circunstâncias econômicas e históricas, determinam qual é o desenho da tradição, que, por sua vez, se transforma em nova tradição e o que será manifestação cultural de fluxo constante, sempre em transformação”, explica Rosemberg Cariry.  

Saberes
Apesar de levar o nome escola, essa não é uma escola tradicional, onde existem hierarquias de saberes. A proposta é a troca, uma escola de vivências e inserida na vida, na comunidade. Outra quebra de paradigma da Escola de Saberes é a idade do público-alvo, pois é um espaço de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, que tenham interesse nela e queiram participar dessa troca de saberes culturais.

O prédio abrigará salas de aula, a biblioteca Hildebrando Spínola (com mais de 20 mil volumes), centro de memória, acervo audiovisual, loja de artesanato, escritórios e terreiros de folia. Por não se caracterizar como uma escola tradicional, as atividades e dinâmicas são abertas e interativas, pois o intuito é que o local seja um ponto de encontro para pesquisas, trocas de ideias e vivências culturais.

Saiba mais
A materialização desse projeto foi possível, por meio das parcerias com a Fundação Saberes do Brasil, o Interarte e o Centro-Pró-memória de Barbalha Josafá Magalhães, contando ainda com apoio da Prefeitura Municipal de Barbalha, Câmara Municipal de Barbalha, Secretaria da Cultura do Estado (Secult), URCA, UFCA, SECITECE, e Sitio Barreiras, entre outras instituições.

Serviço
Abertura da Escola de Saberes / “Natal Barbalha – Um natal da Gente”.  
Local: Palácio 03 de Outubro (Em Barbalha)
Data: 22 de dezembro
Horário: 18 horas

Com informações da assessoria de imprensa do projeto