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Mostrando postagens de Dezembro 11, 2018

Eram os jagunços astronautas?

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A gênese de uma grande obra literária é um mistério que a crítica jamais saberá decifrar plenamente — e o testemunho dos próprios autores às vezes gera mais perguntas do que respostas. Alguns anos após a publicação de Sagarana, Guimarães Rosa escreveu uma carta a João Condé, explicando a gestação de seus contos. Primeiro, decidira escrever uma série de “histórias adultas da carochinha”; só depois pusera-se a pensar na localização dos relatos. “Podia ser Barbacena, o Rio, a China, o arquipélago de Neo-Baratária, o espaço astral ou, mesmo, o pedaço de Minas Gerais que era mais meu. E foi o que escolhi.” Rosa, como sabemos, voltou ao chão real de sua aldeia para engendrar alguns dos momentos mais luminosos e universais de nossa literatura; a mim, contudo, sempre me fascinaram aquelas duas misteriosas divagações: Neo-Baratária e o espaço astral. “Baratária” talvez seja uma referência a certa ilha imaginosa que Sancho Pança falsamente recebe como feudo em Dom Quixote — uma travessura erud…

Série baseada em livros de Elena Ferrante é renovada para 2ª temporada

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A HBO anunciou nesta terça-feira que a série My Brilliant Friend, baseada nos livros de Elena Ferrante, foi renovada para a segunda temporada. No Brasil, o primeiro ano do seriado estreou no último dia 25 – por enquanto, quatro dos oito episódios foram exibidos. A produção é inspirada na série de livros que ficou conhecida informalmente por Tetralogia Napolitana, que retrata os mais de sessenta anos de amizade de Elena e Lila, duas italianas de Nápoles. A primeira temporada foi baseada em A Amiga Genial, que abre a série; já a segunda será inspirada em História do Novo Sobrenome, o segundo título. O seriado, gravado em dialeto napolitano e com atores realmente naturais de Nápoles, tem entre seus roteiristas Elena Ferrante, a misteriosa escritora cuja identidade nunca foi confirmada. Veja/Abril

De pedreiro a Uber: o malabarismo para viver com os salários do magistério

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Com contratos precários e remuneração insuficiente, professores enfrentam longas jornadas e buscam ocupações fora da escola para sobreviver Crédito: Isis Medeiros
Cícero Ferreira de Lima, 40 anos Guanhães (MG) Professor de Educação Física na EE Alberto Caldeira. RENDIMENTOS R$ 1.600 como professor R$ 700 como pedreiro e motorista "Minha filha, aqui a gente dá uns pulos.” Assim, Cícero Ferreira de Lima assume seu malabarismo para fechar as contas do mês sendo professor de Educação Física na EE Alberto Caldeira, em Farias, distrito de Guanhães (MG). Quando não está dando aula, ele assenta pisos de cerâmica, chapisca paredes e dá o acabamento com reboco em casas da cidade. Apareceu um problema com a bomba hidráulica ou o chuveiro encrencou? Lá está Cícero. O professor também faz corridas com seu Corsa até Guanhães, a 45 quilômetros por estrada de terra, levando e trazendo seus conterrâneos. Cobra 100 reais pelo trajeto total. “Falar pra você que compensa esse valor, compensa não”, diz. …

Filósofos, psicanalistas e historiadores interpretam os zumbis da cultura pop

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“Os monstros que dominam qualquer cultura ou período particular oferecem um vislumbre pouco usual dos medos e tensões que caracterizam o momento histórico”, escreve o roteirista e estudioso Jamie Russell em Zumbis: O Livro dos Mortos (LeYa). Desde que o cineasta George Romero atualizou esse mito haitiano para os novos tempos com seu A Noite dos Mortos-Vivos (1968), esses monstros dominaram boa parcela do gênero de horror pelas mais diversas mídias. Para tentar compreender esse fenômeno cultural, o recém-lançado livro Ensaios sobre Mortos-Vivos (Aller), organizado por Diego Penha e Rodrigo Gonsalves, reúne textos de psicanalistas, historiadores e filósofos do Brasil e do exterior para interpretar em várias esferas o que significam, afinal, esses seres. O psicanalista Ivan Ramos Estêvão explica que mortos-vivos “possuem sua gênese no vodu, crença dos escravos haitianos que misturava animismo africano e catolicismo romano e que começou quando os europeus levaram à ilha do Haiti os escra…

Apesar da tecnologia, 'millennials' latinos têm pouca habilidade matemática, diz estudo

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Cerca de 21 por cento dos 'millennials' trabalham e que cerca de 41 por cento estudam, mas que cerca de 21 por cento pertencem ao grupo de jovens que nem estudam nem trabalham. A investigação fomentada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) entrevistou 15 mil jovens de idades entre 15 e 24 anos em nove países da região: Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Haiti, México, Paraguai, Peru e Uruguai. (Getty Images)
Por Marion Giraldo
SANTIAGO - Cerca de 40 por cento da chamada geração 'millennial' da América Latina não conseguem realizar cálculos matemáticos básicos, e uma parte considerável apresenta defasagem em suas habilidades cognitivas, apesar de sua capacidade elevada para se adaptar a novas tecnologias, segundo um estudo divulgado.
A investigação fomentada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) entrevistou 15 mil jovens de idades entre 15 e 24 anos em nove países da região: Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Haiti, México, Paraguai, Peru …

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