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16 de abril de 2018

A força viva de cinco poetas da literatura brasileira

Jornal do BrasilALEXANDRA VIEIRA DE ALMEIDA *
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A presença da mulher na literatura está mais forte do que nunca. Temos, hoje, poetas vivas que estão fazendo uma excelente contribuição para nossa literatura nacional. Entre elas, podemos citar Conceição Evaristo, Adélia Prado, Astrid Cabral, Olga Savary e Raquel Naveira. Cinco nomes que estão trazendo riqueza cultural para nossa língua (com relação ao termo poeta, algumas escritoras não gostam que se use a palavra “poetisa”, para se sentirem em pé de igualdade com os homens. Elas acreditam que o termo as diminui. Esse também é o meu posicionamento. O termo poeta é mais abrangente e universal e é utilizado largamente por muitas autoras brasileiras). 
Conceição Evaristo, por exemplo, tem revelado a importância de se discutir a posição do negro na nossa sociedade. Com uma poesia social impactante, resgata a voz das minorias. Fez recentemente uma homenagem à vereadora e ativista pelos direitos humanos Marielle Franco, morta brutalmente por denunciar as injustiças sociais. A poeta a caracteriza como “luz-mulher”, por dar força ao grito contra o opressor. 
Adélia Prado, por outro viés, nos apresenta uma poesia mística, revelando a transcendência das formas. Aplaudida e premiada, tanto nacional como internacionalmente, poeta de Divinópolis, mostra-nos um lirismo encantador que enobrece as palavras com o dom dos versos grandiosos. Revelando também a voz feminina que não quer calar, o papel da mulher se enaltece com seus belos poemas. Inspirando o seu lirismo com as faíscas do cotidiano, sua poesia tem a potência da literatura mais profunda. 
Já Astrid Cabral reflete temáticas universais e perenes, sem deixar de lado suas experiências ao redor do mundo, nos seus postais-poemas que revelam ser verdadeiras fotografias de nosso imaginário mais interior. Oriunda de uma verve de autores consagrados, tal escritora é reflexiva e complexa, sem se cravar nos malabarismos de um linguajar ininteligível. Sabe cativar o leitor com sua dose fina de intelecto criativo. Dona de uma linguagem plena, doma com perfeição a sua língua. 
Olga Savary, que considero um mito literário, trata-se de uma figura excepcional. Através da argúcia de seus versos imagéticos, encanta o leitor com sua poesia genuína. Abordando temáticas de nossa nacionalidade, com “tupinismos” e uma língua clara e cristalina, sua poesia transpira enigmas a serem decifrados pelo inteligente leitor. Através da concisão de seus poemas, consegue concentrar nos espaços dos versos o máximo de densidade poética. Conhecida como a “Monalisa de Copacabana”, a artista engrandece a verdadeira literatura por revelar nossas raízes mais antigas. 
Raquel Naveira, no emblemático livro ‘Sangue Português’, apresenta uma poesia magistral que revela nossas raízes lusitanas. No poema que abre e dá título à obra, Raquel nos chama a atenção pelo fulgor da resistência da memória que perpassa como angústia do presente que quer se libertar da nostalgia do passado, mas que não nega a genealogia do sangue português. 
Cinco mentes brilhantes da literatura que abraçam uma variedade de temas e desafios. Mulheres, engajadas, cosmopolitas, genuínas e universais, que navegam pelos mares da complexidade poética.
* Poeta, escritora e doutora em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
Fonte: Jornal do Brasil

Em missa, bispo celebra a presença e organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil

 16/04/2018   56ª AG
Em missa, bispo celebra a presença e organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil
Em missa, bispo celebra a presença e organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil

O sexto dia de trabalhos da 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) começou com a Santa Missa celebrada no altar central do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, na manhã desta segunda-feira, 16.

A celebração foi presidida pelo bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen. Participaram da procissão de entrada os bispos da Comissão e a presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil, Marilza Schuina.

Dom Severino começou a homilia recordando que o Ano Nacional do Laicato celebra a presença e organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil aprofundando sua identidade, vocação, espiritualidade e missão, testemunhando Jesus Cristo e seu reino na sociedade.

A partir deste objetivo do Ano do Laicato, o bispo fez uma reflexão a partir da primeira leitura (At 6,8-15), na qual Estevão enfrenta um grande conflito com alguns membros da sinagoga dos libertos e outros tradicionais da comunidade ao aprofundar a identidade, vocação, espiritualidade e missão para poder, com liberdade, testemunhar Jesus Cristo e seu reino.

“Nota-se claramente um conflito provocado por Estevão por ultrapassar os velhos costumes e se deixar conduzir pelo Espírito Santo em defesa da comunidade”, ressaltou o bispo.

Refletindo sobre o Evangelho, dom Severino diz que Jesus anuncia com a vida a sintonia com o Pai: “Nós temos Jesus Cristo para apresentar ao mundo onde falta o alimento da verdade, da justiça e autenticidade. Esse é o alimento que nunca se corrompe”.

O bispo ressalta que é preciso incentivar e apoiar as iniciativas do Ano Nacional do Laicato para que produza na consciência de todos dos cristãos a firmeza de buscar o Jesus de Nazaré que apresente o Reino de Deus, o Reino sem corrupção, um Reino de Justiça e de paz. “A espiritualidade Cristã sempre terá por fundamentos os mistérios da encarnação e da redenção de Jesus Cristo. Este enfoque deve permear a formação laical desde o processo da iniciação a vida cristã”, salientou.

“Não existe fé cristã sem comunidade eclesial”, continuou dom Severino. Ele ensinou que o cristão se forma e se experimenta numa comunidade eclesial: “O testemunho de Santo Estevão que foi martirizado defendendo a comunidade de fé se repete nos mártires de ontem, de hoje e que sem dúvida teremos no amanhã”.

Dom Severino lembrou que nos últimos anos tem aumentado o assassinato de muitas lideranças nas comunidades periféricas que não são notícias, ou que são desmoralizadas para que não sejam notícias.

“São pobres que morrem. É preciso levantar esses nomes e evitar que outros líderes que defendem os pobres sejam preservados e possam encorajar todas as pessoas para que superem a onda de ódio, de perseguição, de mortes brutas financiadas pela força do capital e entidades secretas que matam, destroem vidas e a dignidade dos filhos de Deus”, destacou.

E completou: “A busca do pão vivo deve ser a maior preocupação dos cristãos leigos e leigas para que as estruturas sociais garantam o pão cotidiano, aquele pão que une e constrói segurança e sustentabilidade para toda a comunidade, humanidade, sobretudo aos pobres, abandonados, os sofridos de nossas cidades e metrópoles”.

Dom Severino finaliza invocando o Espírito Santo que ilumine a todos para que a 56ª AG confirme o princípio da unidade, caridade, ternura. “Não nos deixemos desanimar pelos que que tentam destruir a alegria de sermos irmãos e de que nos queremos bem”, concluiu.


Foto: Reprodução/TV Aparecida

DELFIM NETTO: É Ilusão Achar Que Prendendo Lula Vão Pará-Lo

Por Redação Click Política  Última Atualização 16 abr, 2018

O ex-ministro Delfim Netto avalia que o ex-presidente Lula será um ator decisivo na sucessão presidencial. “Lula terá importância na eleição presidencial. Ele é mais forte preso do que solto. O grupo que hoje apoia Lula, aqueles cujo estômago está sentindo saudade do seu governo, vai votar induzido por ele. Não sei quem ele vai apoiar, mas é uma ilusão imaginar que Lula desapareceu”, disse ele, em entrevista ao jornalista Ricardo Balthazar.

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Alvo da Lava Jato, ele diz ter sido injustiçado. “Recebi honorários por serviços prestados”, diz ele, que afirma ter recebido R$ 3 milhões para montar um consórcio para disputar Belo Monte, um quinto do valor apontado por delatores. “Tenho convicção de que a Justiça reconhecerá isso no fim. No início da disputa, só havia um grupo disposto a concorrer, e o cartel das grandes empreiteiras se uniu em torno dele. Se não surgisse outro competidor, esse consórcio venceria o leilão, pelo preço máximo.”

Redação Click Política

Morre em São Paulo aos 73 anos o radialista Paulo Barboza

O radialista Paulo Barboza morreu hoje aos 73 anos devido a um infarto fulminante em São Paulo.
Paulo Barboza no "Troféu Imprensa"
Paulo Barboza no "Troféu Imprensa"
Também jornalista e publicitário, Paulo Roberto Machado Barboza morreu por volta da 0h30 devido a um infarto fulminante.
Desde janeiro de 2017 ele comandava de segunda a sexta um programa na SuperRádio 1150 AM, em São Paulo. O programa ia ao ar das 8h às 11h. Também trabalhava às tardes na rádio ABC 1570 AM.
Paulo começou a carreira no Rio, onde nasceu. Ali trabalhou na rádio Petrópolis. Em São Paulo teve programas nas rádios Record, Globo, América, Tupi e Capital.
Ele foi casado por 48 anos com Eliane Barboza, que morreu em 2015. Deixa os filhos Paulo Barboza Filho, também radialista, e Alexandra Barboza Leider.
Foi um dos primeiros comunicadores a investir em debates diários sobre política e cotidiano, com a presença de diferentes convidados diariamente. Era convidado frequente de programas de TV, especialmente no SBT.
É um dos grandes nomes do rádio brasileiro, com quase 59 anos de carreira ininterruptos. 
Também no SBT foi jurado do troféu Imprensa entre 2007 e 2013.
Segundo os filhos, o velório estará aberto ao público a partir das 9h até 17h no Cemitério Horto da Paz (rua Horto da Paz, 191, e Itapecerica da Serra).
BOL Notícias

Projeto Histórias Afro-Brasileiras oferece atividades de leitura e literatura gratuitas em Salvador

Por G1 BA
 
Vanda Machado participa de ação de literatura no Teatro Eva Herz (Foto: Divulgação/Assessoria)
Vanda Machado participa de ação de literatura no Teatro Eva Herz (Foto: Divulgação/Assessoria)

O projeto Histórias Afro-Brasileiras oferece uma semana de atividades em homenagem ao Dia Mundial do Livro, em Salvador. Idealizado pelo Grupo de Teatro Griô, as atividades vão de 23 a 29 de abril, com entrada gratuita.
A escritora, narradora e professora Vanda Machado é convidada do projeto e apresentará uma sessão de histórias no dia 28 de abril, às 15h, no Teatro Eva Herz. Os contos misturam mitologia, história da África e do Brasil.
A programação completa do Histórias Afro-Brasileiras podem ser encontradas no site do Teatro Griô.
Além da participação de Vanda Machado, o projeto terá ações de leitura e literatura oral na Biblioteca Jorge Amado (23 de abril), na Biblioteca Betty Coelho (26), e no último dia de ação do projeto, também no Eva Herz

SERVIÇO

O quê: Projeto Histórias Afro-Brasileiras – Ações de leitura e literatura oral
Quando: De 23 e 29 de abril
Onde: Biblioteca Jorge Amado, Biblioteca Betty Coelho e Teatro Eva Herz
Quanto: Entrada gratuita

Aumenta acesso de pessoas com deficiência à universidade no CE

por Vanessa Madeira - Repórter
Aluna do mestrado acadêmico em Assistência Social da Uece, Mariana Hora, deficiente auditiva, enfrenta a falta de intérpretes de libras na Universidade ( FOTO: JL ROSA )
Estudante de Psicologia na UFC, Wanderlane Rodrigues, que tem deficiência visual, ingressou na UFC pelo sistema de cotas ( FOTO: SAULO ROBERTO )
Há pouco mais de 10 anos, antes que a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e a Lei Brasileira de Inclusão, marcos históricos na garantia de direitos a pessoas com deficiência, fossem implementadas, as perspectivas educacionais a longo prazo para pessoas com deficiência no País eram desoladoras. Se o acesso à Educação Básica já era desafiador, as chances de chegar à universidade eram quase remotas para homens e mulheres com restrições visuais, auditivas, cognitivas ou motoras.
Embora, desde a efetivação de ambas as leis (em 2008 e 2015, respectivamente), a educação inclusiva exista mais na teoria do que na prática, o ingresso no Ensino Superior se tornou realidade para milhares de brasileiros com diferentes tipos de deficiência. No Ceará, esse processo deve se consolidar a partir desse ano, com a implantação d de cotas para pessoas com necessidades educacionais especiais nas universidades públicas.
Pela primeira vez, instituições de ensino federais reservaram 50% das vagas para candidatos negros, pardos, indígenas e com deficiência na seleção de novos alunos. Na Universidade Federal do Ceará (UFC), principal universidade a adotar o sistema, pelo menos 212 pessoas com deficiência ingressaram na graduação por meio das cotas em 2018. O número, divulgado pela Secretaria de Acessibilidade UFC Inclui, já é mais que o dobro do registrado nos anos anteriores (80, em média) e ainda pode aumentar, à medida que forem comprovadas as deficiências dos demais aprovados.
Na Universidade Estadual do Ceará (Uece), o sistema de cotas, sancionado pelo Governo do Estado em janeiro de 2017, deve ter início no primeiro semestre de 2019. Com isso, 3% das vagas serão destinadas a pessoas com deficiência. A expectativa é que, com a ampliação da oferta, o número de estudantes com necessidades educacionais especiais dê um salto. De um total de 18 mil alunos de graduação matriculados atualmente, só 35 são deficientes.
Conquistas
"Há 10, 15 anos, ninguém falava de pessoas com deficiência na universidade. A luta é muito grande, mas já podemos festejar algumas conquistas, ainda que tímidas", destaca Adriana Limaverde, professora da Faculdade de Educação da UFC e pesquisadora da área de Educação Inclusiva no Ceará.
Hoje com 29 anos de idade, o estudante David Sousa de Almeida, que possui deficiência cognitiva e motora, só iniciou a vida escolar aos 17. Quando a maior parte dos estudantes se preparava para concluir o último ano do Ensino Médio, ele começava o primeiro do Fundamental. Durante toda a infância e grande parte da adolescência, David se deparou com instituições de ensino que se recusaram a aceitá-lo como aluno. Chegar ao Ensino Superior era sonho distante. "Como eu iria para uma educação superior sem ter cursado a Educação Básica, se as escolas não me aceitavam? Só depois descobri que era um direito", afirma.
Após concluir os estudos, foi aprovado em 2014 para o curso de Pedagogia no vestibular da Uece, participando do processo seletivo regular. David lembra que, embora a educação seja direito universal, a adoção do sistema de cotas deve possibilitar que mais pessoas com deficiência tenham acesso à universidade. "Vai dar mais oportunidade para essas pessoas aparecerem, porque, ao longo da história, elas sempre ficaram às margens", acrescenta.
Dificuldades
No entanto, David, assim como os demais universitários cearenses com deficiência, ao ingressarem nas instituições de Ensino Superior, descobrem uma nova barreira para a inclusão: a carência de recursos e estruturas de acessibilidade.
Wanderlane Rodrigues, de 22 anos, é uma das estudantes aprovadas neste ano por meio do sistema de cotas da UFC. Aluna com deficiência visual do curso de Psicologia, ela afirma que conseguir materiais didáticos digitalizados, para que possa utilizar aplicativos e programas de leitura, tem sido uma dificuldade desde o início das aulas. Em parte, pela falta de iniciativa de professores e gráficas em disponibilizar o conteúdo adaptado.
"Tem também a questão de identificar salas e banheiros. Até para quem enxerga um pouco, é complicado, porque não tem letras grandes, em alto relevo ou braile, se possível. São duas coisas que até agora não foram resolvidas", afirma.
Estudantes com deficiência auditiva enfrentam a falta de tradutores-intérpretes de Libras. A aluna do mestrado acadêmico em Assistência Social da Uece, Mariana Hora, afirma que, no início do ano, chegou a perder aulas pois não havia profissionais capacitados para fazer o trabalho de tradução. Sem o apoio, acompanhar o conteúdo se tornou inviável. A universidade, então, promoveu uma solução paliativa: a contratação de um tradutor temporário.
Soluções
"A coordenação do Mestrado conseguiu uma profissional que começou a prestar o serviço na semana passada. Porém, com poucos recursos disponíveis, ela não está sendo remunerada adequadamente. E é, ainda, uma situação provisória e parcial", conta a estudante.
No caso de David Souza, que utiliza cadeira de rodas, a ausência de rampas na instituição impedem a acessibilidade. O estudante conta a colaboração de colegas e docentes, que se disponibilizam a trocar de salas quando as disciplinas são ministradas em pavimentos superiores. "Queria que isso melhorasse não só por mim. O que fizeram foi remediar, mas, na verdade, eu queria ter acesso a tudo", diz.

Ações esbarram em falta de verbas

Embora tenham ampliado o acesso de pessoas com deficiência ao Ensino Superior, universidades públicas ainda precisam se preparar para o desafio de receber uma nova e acrescida demanda de estudantes com necessidades educacionais especiais. Parte das ações de acessibilidade, entretanto, esbarra na falta de recursos públicos.
"Algumas ações não precisam de dinheiro, mas para muita outras, por atender a dimensão física da acessibilidade, como a instalação de elevadores e a construção de plataformas e rampas, sentimos muita dificuldade. Especialmente com os corte de verbas para as universidades públicas", afirma a titular da Secretaria de Acessibilidade UFC Inclui, Vanda Leitão.
Segundo a gestora, a Secretaria tem dado suporte às demandas de alunos com deficiência no que se refere a estruturas e recursos de acessibilidade, além de acompanhamento pedagógico. Para os professores, a Universidade promove atividades de formação com foco na Educação Inclusiva. Uma das ações prometidas para os próximos anos é a implantação de núcleos de acessibilidade nas bibliotecas de todos os campi da UFC, inclusive no Interior do Estado.
"Esses núcleos vão fazer atendimentos para os estudantes e assumir a produção de materiais acessíveis, em especial para os alunos com deficiência visual", explica Vanda Leitão. Na Uece, conforme o reitor Jackson Sampaio, desde 2014 há uma Comissão Permanente de Acessibilidade, que recebe as demandas de estudantes com deficiência e dá encaminhamentos. Hoje, as soluções viabilizadas pela instituição são pontuais, em resposta às solicitações específicas de cada aluno. Atualmente, duas plataformas elevatórias e um elevador estão em processo de aquisição e instalação. Outras obras, voltadas para os campi Itaperi e Fátima, estão em fase de orçamento e devem ter início tão logo os valores sejam autorizados.
Sistêmica
O reitor destaca que um dos projetos prioritários da instituição apresentados ao Governo do Estado é a implantação de um programa de acessibilidade que funcionará de forma sistêmica. No entanto, segundo Sampaio, em virtude da crise financeira que afetou o País nos últimos anos, a proposta aguarda disponibilização de recursos. "Nossa expectativa é que agora, com a lei de cotas, possamos ter recursos para esse projeto", diz.

Diário do Nordeste

O cair do dia no Parque do Cocó ganhou novas cores aos domingos

ORQUESTRA BACHIANA Jovem Tapera
das Artes abriu a programação  MAURI MELO
O cair do dia no Parque do Cocó ganhou novas cores aos domingos.
Até o mês de junho, cinco fins de semana serão musicais no Anfiteatro do local, com o projeto Orquestras no Parque, que abriu as atividades ontem. Os jovens alunos da Associação Tapera das Artes, que tem sede em Aquiraz, fizeram a trilha sonora do fim de tarde, com uma apresentação de cerca de uma hora e meia.
Famílias, grupos de amigos e pessoas sozinhas pararam um pouco para assistir e ouvir o repertório da Orquestra Bachiana Jovem Tapera das Artes. A estudante cuiabana Mariana Galvão Ness, 21, costuma se reunir com um grupo de sete amigas para ocupar diversos espaços da Cidade, como a Praça Luiza Távora e o calçadão da Beira Mar. “Aqui é um espaço aberto ideal para a gente trazer os cachorros para brincarem. Decidimos nos reunir, trazê-los, pela primeira vez, e fazer um piquenique. Essa ocupação é importante”, narra.
O aniversário de 31 anos do produtor cultural Carlos Eduardo Mesquita de Albuquerque foi comemorado ontem à tarde no Parque do Cocó, ao som dos alunos da Tapera das Artes. Ele estendeu toalhas no chão, levou cadeiras, pratos de comidas, cerveja e reuniu grupos de amigos e parentes para celebrar a nova idade e os encontros. “Costumamos ir onde tem esses eventos, como a (Praça da) Gentilândia e aqui”, conta.
O dia 29 deste mês terá o segundo concerto do projeto, levando a Orquestra de Sopros de Pindoretama ao Cocó. Em maio, haverá agenda nos dias 13e 27. Já em junho, haverá apenas um concerto, que será também o encerramento desta primeira edição, no no dia 27.
Fabiano Piúba, titular da Secretaria da Cultura, explica que o projeto, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, quer dar visibilidade às orquestras do Estado e gerar um circuito de apresentações. “A gente quer ampliar, para o próximo ano, para outras regiões do Estado. Por exemplo, o Geoparque do Araripe, na Chapada do Araripe, pode receber essa programação. A gente pensa em como estender a ação”, adianta.
O projeto, por enquanto, está previsto para ocorrer apenas no Cocó. E são concertos protagonizados por jovens alunos de instituições de ensino, como Orquestra de Sopros de Pindoretama, Orquestras Infantil e Juvenil de Orós, Orquestra Jacques Klein e Orquestra de Sopros do Piamarta. “São instituições que têm suas orquestras, mas também trabalham com a formação de jovens”, explica Piúba.
SERVIÇO
Projeto Orquestras no Parque Onde: Anfiteatro do Parque do Cocó (avenida Padre Antônio Tomás, 2964-3020 - Cocó) Gratuito e aberto ao público 
Orquestra de Sopros de Pindoretama Quando: 29 de abril, às 16h30min 
Orquestra Infantil e Orquestra Juvenil de Orós Quando: 13 de maio, às 16h30min 
Orquestra de Sopros do Piamarta Quando: 27 de maio, às 16h30min 
Orquestra Jacques Klein Quando: 10 de junho, às 16h30min

O Povo