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13 de abril de 2017

Promotora de Justiça abordará o tema sobre o "Tráfico De Mulheres" na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

Tráfico De Mulheres - Uma Exploração Disfarçada De Oportunidade
Organizado por Recôndito e Livraria Juslivros

Pela primeira vez uma Promotora de Justiça abordará o tema em uma Bienal, com uma visão instigante ela nos ajudará a identificar sinais imperceptíveis que levam centenas de jovens e adultas a entrarem indiscriminadamente nessa cilada trágica e real.

Segunda, 17 de abril, das 18:00 - 18:50


Fotógrafo brasileiro premiado com Pulitzer mostra drama de refugiados sírios em exposição em SP

O fotógrafo brasileiro Mauricio Lima, premiado com Pulitzer 2016, apresenta parte do trabalho que realizou em 2015, quando acompanhou por seis meses a longa jornada de migração de refugiados do Oriente Médio rumo a Europa. São 33 imagens que compõem a exposição "Farida, um Conto Sírio", no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, aberta nesta quinta-feira (13).
Enquanto documentava a saga dos refugiados, Lima percebeu que devia humanizar o acontecimento catastrófico e quis se aproximar de uma família e fotografar suas provações árduas até o exílio.
Ele se conectou com a família Majid, que dormia em uma barraca em uma praça de Belgrado, na Sérvia. Durante 29 dias, o fotógrafo compartilhou da vida deles, os perigos e as dificuldades para ir da Sérvia à Suécia. “Com suas imagens, Mauricio Lima dá a nós, espectadores, a oportunidade de compartilhar visual e intimamente os altos e baixos da viagem da família em busca de asilo”, diz a curadora Elisabeth Biondi.
"Farida, um conto sírio", do fotojornalista brasileiro Maurício Lima. (Foto: NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO)

Pulitzer

Os Prêmios Pulitzer, dos mais prestigiosos do jornalismo e da literatura, são entregues desde 1917. No ano passado, Mauríco Lima, de 40 anos, que trabalhou como fotógrafo da Agence France-Presse (AFP), foi premiado juntamente com seus colegas Sergey Ponomarev, Tyler Hicks e Daniel Etter, também do New York Times, pela cobertura da crise dos refugiados da Síria, do Iraque e do Afeganistão, que fogem dos conflitos e da violência em seus países rumo à Europa.
Lima é fotógrafo documental independente. Ao longo de mais de uma década, desenvolve extenso projeto sobre a vida de pessoas afetadas por crises sociais e conflitos armados, com amplos trabalhos realizados em países como Afeganistão, Brasil, Iraque, Líbia, Portugal e Ucrânia.
Atualmente, concentra-se em uma longa documentação sobre a migração dos refugiados do Oriente Médio rumo à Europa. Parte desse trabalho tem sido publicada com frequência pelo The New York Times.
Após os protestos de junho de 2013 no Brasil, Mauricio Lima idealizou o FotoProtestoSP, um coletivo que reuniu cerca de 20 fotógrafos, cujo objetivo era disseminar a importância de manifestações de rua como liberdade de expressão em uma sociedade democrática, através de grandes intervenções fotográficas em muros públicos de São Paulo.

Serviço

"Farida, um Conto Sírio"Onde: MIS – Avenida Europa, 158
Quando: 13 de abril a 28 de maio de 2017
Horário: 12h às 20h terça a sábado; 11h às 19h aos domingos e feriados
Quanto: R$ 6 (inteira)

Do G1

Festival de Cannes 2017: veja programação e números do evento

Apresentação da programaçaõ completa do Festival de Cannes 2017: o delegado do evento, Thierry Fremaux (à esquerda) e o presidente do Festival de Cannes, Pierre Lescure, posam diante do pôster oficial, após a entrevista coletiva nesta quinta-feira (13) (Foto: Philippe Wojazer/Reuters)
A organização do 70º Festival de Cannes divulgou nesta quinta-feira (13) a sua programação completa.
A edição 2017 do evento, um dos principais do cinema internacional, vai acontecer de 17 a 28 de maio. Ao todo, 18 filmes vão disputar a Palma de Ouro.

Veja, abaixo, números do Festival de Cannes 2017:

  • 49 longas-metragens (de 29 países) foram selecionados a partir de um total de 1.930 propostos. Esses números contam contando com os trabalhos apresentados fora de competição, em sessões da meia-noite ou mostras especiais. O número de filmes inscritos em 2016 tinha sido de 1.869.
  • Dos 49 selecionados, 18 longas estão em competição pela Palma de Ouro.
  • E 16 serão exibidos na mostra paralela Un certain regard (Um certo olhar).
  • Entre os diretores que disputam a Palma de Ouro, apenas o austríaco Michael Haneke já foi premiado: por "A fita branca" (2009) e "Amour" (2012).
  • Dos 18 filmes que concorrem à Palma de Ouro, quatro são assinados por cineastas franceses, quatro por americanos, dois por coreanos, um por um húngaro, um por um britânico, um por um austríaco, um por um russo, um por um ucraniano, um por um grego, um por um alemão e um por um japonês.
  • Trêss mulheres cineastas estão disputando a Palma de Ouro, o mesmo número que no ano passado: a americana Sofia Coppola, a japonesa Naomi Kawase e a britânica Lynne Ramsay.

Veja a lista de filmes que disputal a Palma de Ouro em Cannes:

– "Loveless", de Andrey Zvyagintsev
– "Good Time", de Benny Safdie e Josh Safdie
– "You were never really Here", de Lynne Ramsay
– "L'Amant double", de François Ozon
– "Jupiter's Moon", de Kornél Mandruczo
– "A gentle creature", de Sergei Loznitsa
– "The Killing of a sacred deer", de Yorgos Lanthimos
– "Radiance", de Naomi Kawase
– "Le jour d'après", de Hong Sangsoo

Do G1

Ensaio registra bebês que superaram doenças para simbolizar Páscoa

Bebês recém-nascidos que tiveram problemas de saúde no parto ganharam uma sessão de fotos especial em uma maternidade de Palmas ao longo da semana que antecede a Páscoa. A equipe do hospital e uma fotógrafa voluntária montaram um cenário especial inspirado na data para o momento de modelo dos pequenos. A ideia é simbolizar a ressureição e o renascimento, temas da festa religiosa. As crianças, que se recuperam de infecções e de partos prematuros, ganharam assessórios do coelho da páscoa para o ensaio.
A mãe da Wandra, Kelen da Silva, conta que o sentimento é de alívio após os momentos de tensão dentro do hospital. "A gente fica muito triste aqui, vendo a criança nesta situação. E com essa sessão de fotos a gente fica mais animada, mais pra cima, vendo a criança vestida desse jeito, é muito bom", comentou. A recém-nascida se recupera da primeira cirurgia, de muitas que vai precisar fazer.
Ensaio é feito dentro da maternidade em Palmas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera) Ensaio é feito dentro da maternidade em Palmas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Ensaio é feito dentro da maternidade em Palmas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O pai da Rafaela, que foi diagnosticada com uma síndrome e também participou da sessão de fotos, conta que momentos assim dão força para os pais de crianças que passam por situações complicadas dentro de um hospital. "Tira aquela tensão. É uma foto bem especial", contou Rafael Souza Nunes.
A iniciativa foi de funcionários do Hospital e Maternidade Dona Regina e de uma fotógrafa voluntária. A diretora da unidade, Débora Petri, diz que é o terceiro ano em que o projeto é realizado. "É a terceira vez que a equipe está se motivando a fazer isso e sempre é uma alegria muito grande. Os pais dão retorno para a gente, eles ficam alegres. Dá uma aliviada naqueles momentos de tensão", diz ela. Além das fotos, ovos de chocolate também foram distribuídos para os pais.
Crianças que passaram por partos prematuros também ganharam fotos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera) Crianças que passaram por partos prematuros também ganharam fotos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Crianças que passaram por partos prematuros também ganharam fotos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A fotógrafa que registrou as imagens, Ana Kanitz, comentou o quanto é especial participar de um momento como este. "A gente se sente sempre parte daquela família, daquela pessoa que a gente está fotografando. Porque a gente está criando momentos, lembranças para a vida toda. E aqui eu estou ajudando eles a criar a primeira lembrança da vida", diz ela.
Bebês usam orelhas de coelho para lembrar a Páscoa (Foto: Reprodução/TV Anhanguera) Bebês usam orelhas de coelho para lembrar a Páscoa (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Bebês usam orelhas de coelho para lembrar a Páscoa (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Bebês têm dia de modelo para ensaio inspirado na Páscoa (Foto: Reprodução/TV Anhanguera) Bebês têm dia de modelo para ensaio inspirado na Páscoa (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Bebês têm dia de modelo para ensaio inspirado na Páscoa (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Do G1

Igreja dá início ao Tríduo Pascal: a culminância de todo o ano litúrgico

(ACI).- Dentro da Semana Santa, um período se torna especial para os católicos nos dias em que recordam a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. É o chamado Tríduo Pascal. Conheça, a seguir o significado desses dias tão importantes para os cristãos.
A palavra tríduo na prática devocional católica sugere a ideia de preparação. Às vezes nos preparamos para a festa de um santo com três dias de oração em sua honra, ou pedimos uma graça especial mediante um tríduo de preces de intercessão.
O Tríduo Pascal se considerava como três dias de preparação para a festa de Páscoa; compreendia a Quinta-feira, a Sexta-feira e o Sábado da Semana Santa. Era um tríduo da Paixão.
No novo calendário e nas normas litúrgicas para a Semana Santa, o enfoque é diferente. O Tríduo se apresenta não como um tempo de preparação, mas sim como uma só coisa com a Páscoa. É um tríduo da Paixão e Ressurreição, que abrange a totalidade do mistério pascal. Assim se expressa no calendário:
Cristo redimiu o gênero humano e deu perfeita glória a Deus principalmente através de seu mistério pascal: morrendo destruiu a morte e ressuscitando restaurou a vida. O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição de Cristo é, portanto, a culminância de todo o ano litúrgico.
O Tríduo começa com a Missa vespertina da Ceia do Senhor, alcança seu cume na Vigília Pascal e se fecha com as vésperas do Domingo de Páscoa.
Esta unificação da celebração pascal é mais acorde com o espírito do Novo Testamento e com a tradição cristã primitiva. O mesmo Cristo, quando aludia a sua Paixão e Morte, nunca as dissociava de sua Ressurreição. No evangelho da quarta-feira da segunda semana da quaresma (Mt 20,17-28) fala delas em conjunto: “O condenarão à morte e o entregarão aos gentis para que d'Ele façam escarnio, o açoitem e o crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará”.
É significativo que os padres da Igreja, tanto Santo Ambrósio como Santo Agostinho, concebam o Tríduo Pascal como um todo que inclui o sofrimento do Jesus e também sua glorificação. O Bispo de Milão, em um dos seus escritos, refere-se aos três Santos dias (triduum illud sacrum) como os três dias nos quais sofreu, esteve no túmulo e ressuscitou, os três dias aos que se referiu quando disse: “Destruam este templo e em três dias o reedificarei”. Santo Agostinho, em uma de suas cartas, refere-se a eles como “os três sacratíssimos dias da crucificação, sepultura e ressurreição de Cristo”.
Esses três dias, que começam com a Missa vespertina da Quinta-feira Santa e concluem com a oração de vésperas do Domingo de Páscoa, formam uma unidade e, como tal, devem ser considerados. Logo, a Páscoa cristã consiste essencialmente em uma celebração de três dias, que compreende as partes sombrias e as facetas brilhantes do mistério salvífico de Cristo. As diferentes fases do mistério pascal se estendem ao longo dos três dias como em um tríptico: cada um dos três quadros ilustra uma parte da cena; juntos formam um todo. Cada quadro é em si completo, mas deve ser visto em relação com os outros dois.
Interessa saber que tanto a Sexta-feira como no Sábado Santo, oficialmente, não fazem parte da Quaresma. Segundo o novo calendário, a Quaresma começa na Quarta-feira de Cinza e conclui na Quinta-feira Santa, excluindo a Missa da Ceia do Senhor.

Acompanhe também nosso recurso sobre a Semana Santa: http://www.acidigital.com/fiestas/semanasanta/

9 mitos e verdades sobre alergia

Especialista lista dúvidas frequentes sobre crises alérgicas e alergias em geral.
40% da população mundial têm alguma alergia.
40% da população mundial têm alguma alergia. (Divulgação)

Não importa a época do ano à alergia é um problema que já afeta cerca de 30% da população brasileira, segundo estudos da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).
Já outra informação da Organização Mundial da Alergia mostra que 40% da população mundial têm alguma alergia. A organização ainda estima que o número de asmáticos no mundo chegue a 400 milhões de pessoas até 2025.
“A alergia não tem cura, mas com algumas informações e dicas conseguimos controlar e viver tranquilamente”, menciona o Diretor de Comunicação da Sterilair, Felipe Prado. O especialista separou alguns mitos e verdades sobre alergia e crises alérgicas. Veja abaixo:
Verdade - O ar poluído das cidades e as mudanças climáticas contribuem para o problema.
Mito - Bombinhas para asma fazem mal ao coração. As bombinhas possuem broncodilatadores que relaxam os músculos e melhoram a passagem do ar.
Verdade - Alergia é incurável, mas é controlável. Tratamentos à base de cloreto de sódio, água purificada e cloridrato de fexofenadina controlam a irritação.
Mito - Mulheres grávidas não podem usar remédios para asma ou rinite. Com indicação médica, a gestante pode ingerir medicamentos.
Mito - Ar-condicionado faz mal para alérgicos. É importante saber usar o aparelho para ele não desencadear problemas, então faça a limpeza completa e mantenha a manutenção em dia para não sofrer com a poeira e bactérias.
Mito - Todo antialérgico dá sono. Só os anti-histamínicos clássicos de primeira geração, ou seja, os medicamentos mais antigos. Os medicamentos com novas fórmulas não causam sonolência e nem aumento de apetite.
Verdade - Produtos de limpeza causa alergia. Geralmente, os produtos para higienização doméstica contêm mais de um item em sua fórmula. Por vezes o corpo não identifica algum desses componentes, pode ser o cheiro, textura, acidez, etc.
Verdade - Crise alérgica pode levar à morte. Alergias a medicamentos, alimentos e a picada de insetos, como abelha e marimbondo, podem matar.
Verdade - Alimentos podem causar alergia. As alergias alimentares mais comuns na infância envolvem ovo, leite, amendoim, frutos do mar e soja. Já entre os adultos, são mais alérgicos a peixe, amendoim, frutos do mar e frutas secas.
Dicas para se manter longe das crises de espirro:
- Uma vez por ano, substitua os travesseiros velhos por novos;
- Tenha um esterilizador de ar;
- Vire o colchão da sua cama, pelo menos, a cada 15 dias;
- Use capas laváveis nos sofás;
- Para limpeza diária da casa, use água, sabão e produtos sem aromas fortes/neutros;
- Abra as janelas e deixe a casa ventilada pelo menos em um turno do dia;
- Troque as roupas de cama todas as semanas.

ABLAB

Nossa luta contra os feminicídios na América Latina

A razão das violações sexuais e os feminicídios é uma só: o gênero.
Mulheres do Rio de Janeiro ocuparam as ruas contra o feminicídio no ato “Ni Una Menos”.
Mulheres do Rio de Janeiro ocuparam as ruas contra o feminicídio no ato “Ni Una Menos”. (Agência Brasil)

Por Ilka Oliva Corado*
No dia 8 de abril completou-se um mês do feminicídio de 41 meninas, as quais o Estado da Guatemala torturou e queimou vivas. Também em 8 de abril apareceu o corpo de Micaela García, uma menina argentina membro do Movimento Evita, que havia desaparecido alguns dias atrás.

Micaela, de 21 anos, estudava Educação Física, vivia pelos párias, esses negrinhos que o classismo detesta. Foi violada e assassinado por um estuprador em série que foi deixado em liberdade por um juiz porque segundo este último, a única coisa que o estuprador tinha era uma “perversidade natural”.

No mesmo país, há apenas alguns meses, em outubro de 2016, Lucía Pérez, de 16 anos, foi drogada e assassinada. Os investigadores descobriram que havia sido violada pela vagina e pelo ânus, não só com o pênis, também lhe enfiaram um pau nas duas vias, que atravessou seu corpo. Morreu de tanta dor. A morte de Lucía encheu de cólera o povo argentino, que convocou a marcha de #NiUnaMenos e à qual se uniu o continente inteiro.

No México, nos últimos seis anos 900 foram assassinadas em feminicídios. No Chile, em 2016, o nome de Nabila saiu à luz pública quando foi encontrada na rua por um adolescente. Ao ser levada ao hospital, souberam que lhe haviam retirado os olhos e que tinha fraturado o crânio e a mandíbula. O relato oficial conta que havia ido a uma festa com seu companheiro, pai de dois de seus quatro filhos, e que se “embebedou” e estava “descontrolado” e que ao chegar na oficina mecânica onde viviam, a golpeou. Foi acusado de feminicídio frustrado e mutilação.

Na Colômbia, em 2016, Juliana, menina indígena de 7 anos, foi violada e estrangulada até a morte em Bogotá. O culpado, um homem de classe social alta que “sob efeito das drogas” cometeu o delito. O resto já conhecemos.

Em Zacapa, Guatemala, Yohana, de 8 anos de idade, em 2016 foi violada por três homens e enforcada. Seus pais haviam saído da aldeia, para ir pegar dinheiro de um programa social e deixaram seus três filhos em casa, os homens entraram aproveitando a ausência dos pais. Cito somente alguns casos, porque são milhares.

Há alguns dias, um juiz no México deixou em liberdade um estuprador porque considerou que meter os dedos dentro da vagina da vítima não era violação. Algo que foi apoiado por um conhecido intelectual mexicano em um programa de rádio da UNAM, além de ter dito que as mulheres gostam de ser violadas.

Na América Latina, 98% dos casos de feminicídio ficam impunes. E os poucos que se consegue comprovar e se abre processos em cortes, têm um final triste, o culpado é declarado inocente. Por razões patriarcais: a vítima o provocou por se vestir de tal jeito, por sair tarde da noite, por passar por tal lugar, por não querer se deitar com ele. A razão das violações sexuais e os feminicídios é uma só: o gênero.

Juízes, homens e mulheres com mente patriarcal tomam decisões patriarcais e deixam em liberdade os culpados ou não levam os casos a sério por se tratar de mulheres violadas. É necessário que todos, em todos os lados, nos informemos sobre o patriarcado, desde a linguagem patriarcal passando pelas cantadas, que não são nada mais do que assédio, até chegar ao sistema de justiça, passando por meios de comunicação e sua forma de dar as notícias.

Nenhuma mulher é culpada e provoca que a violem, a golpeiem e a assassinem. Nenhuma mulher pede para ser violada, o que lhe chamem de gostosa na rua, que lhe toquem nas nádegas e nos peitos dentro do ônibus. Se uma mulher diz não, é não; mesmo que seja com seu parceiro. Nós mulheres não somos objeto de ninguém e isso deve ser entendido pelos juízes, o sistema. Precisamos de um sistema de justiça com perspectiva de gênero, gente capacitada que tenha o conhecimento sobre o patriarcado, para que leve os casos e dite sentenças com todo o peso da lei.

Um exemplo da ineptidão de um sistema de justiça, patriarcal no caso das 41 meninas assassinadas, que foram queimadas vivas na Guatemala, os culpados estão sendo tratados com privilégios de classe e poder. O presidente deveria ser destituído imediatamente no mesmo dia que as meninas foram queimadas, com mais razão se elas já haviam denunciado que eram violadas pelo pessoal do local.

Mas mudar o sistema não é coisa fácil, para isso todos temos que nos envolver, em todos os âmbitos da sociedade – quando vamos começar? A luta contra os feminicídios, a violência de gênero e o patriarcado tem que ser de todos – quem se candidata?

Unisinos
*Escritora e poetisa guatemalteca.