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4 de setembro de 2016

Jornal Amlef - março 2016

Alunos do ensino médio simulam reuniões do Conselho de Segurança da ONU

O evento estimula uma experiência diferente de estudo e seleciona estudantes para a final realizada em Brasília. 70 alunos de Fortaleza participam hoje e amanhã

Meninos de terno e gravata, a obediência aos ritos da reunião, a vez da fala seguindo uma lista e a opinião de cada país sobre como conter os ataques do Estado Islâmico. Assim chegou a Fortaleza o evento InterBrasil, campeonato de simulações da Organização das Nações Unidas (ONU) entre alunos do ensino médio. Promovidas pela instituição Internationali Negotia, as simulações selecionam estudantes para o evento final em Brasília, a ser realizado em dezembro.
São 70 alunos de Fortaleza participando das atividades hoje e amanhã na faculdade Fanor DeVry. A maioria vem das escolas Ari de Sá, Farias Brito e Master. Cada um debate em simulações do Conselho de Segurança da ONU como embaixador de um país. Como Estados Unidos, Albânia, a Federação Russa e China. Eles são avaliados por critérios de oratória, capacidade de negociar, etiqueta e diplomacia.
Com guia de estudos, os participantes têm cerca de três meses para se preparar para o evento. Em Fortaleza, o tema abordou as ações violentas do Estado Islâmico e as consequências dos atos da organização nos diversos países. Outro critério para avaliar os alunos de melhor desempenho é a Noite Cultural, que simboliza uma confraternização entre as nações.
Curiosidades e características de cada país são ainda apresentados pelos alunos ao fim dos debates. Para o presidente da InterBrasil, João Victor de Araújo, 18, o objetivo é promover uma vivência complementar aos estudos do ensino médio dentro de uma sala de aula. Em Brasília, a final recebe cerca de 100 alunos dentre os 4 mil participantes das capitais brasileiras. O melhor colocado ganha uma viagem para participar na simulação da ONU na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
O Povo

Sonia Braga estrela em 'Aquarius'

Uma crônica demolidora desenha-se na tela a partir de um conflito básico.


Cena do filma

Cena do filma "Aquarius", ficção do cineasta Kleber Mendonça Filho.
Por Neusa Barbosa
Concorrente brasileiro à Palma de Ouro em Cannes em 2016, “Aquarius”, segundo longa de ficção do cineasta Kleber Mendonça Filho, explora com perícia as contradições da classe média brasileira, e também mecanismos atávicos de dominação e convivência social, a partir do microcosmo do Recife.
Conta, para isso, com uma extraordinária heroína, Clara, uma ex-crítica musical e escritora madura, interpretada com brio por Sonia Braga.
Uma crônica demolidora desenha-se na tela a partir de um conflito básico: o pequeno e antigo prédio onde Clara (Sonia Braga) mora há décadas, onde viveu parte fundamental de sua história, na praia da Boa Viagem, foi inteiramente comprado por uma construtora, que se prepara para demoli-lo.
O plano é substituí-lo por mais um daqueles imensos espigões que infestam toda a faixa à beira-mar da capital pernambucana, a ponto de impor suas enormes sombras na praia, a partir do começo da tarde.
Clara, no entanto, não vende seu apartamento. Resiste a todas as investidas: aumento da oferta monetária, tentativa de cooptação de seus filhos e, finalmente, a estratégia do incômodo, do assédio de violência crescente. No apartamento vazio acima do seu, fazem uma “festa”, com muito barulho, mulheres, bebida, impedindo a única moradora de dormir. Num outro dia, o prédio é invadido por evangélicos, que ali realizam um culto e ocupam as escadas e o estacionamento.
A ideia é pressionar Clara para sentir-se uma intrusa, ter medo e partir, satisfazendo a expectativa geral. Mas essa notável personagem feminina foi elaborada com tanta sofisticação, tantas nuances, que o filme, afinal, fala de muitas outras coisas além da batalha central.
Entre elas, inclusive, o papel das mulheres como Clara, ou uma parente, a tia Lúcia (Thaia Perez), na expansão das liberdades na vida e no mundo. São mulheres que não se conformam aos papéis socialmente estabelecidos, sexuais inclusive (o filme toca no sensível ponto da vida amorosa das mais maduras), que estão sempre empurrando fronteiras. Quem não gostar, que as enfrente.
Num filme tão rico em camadas, “Aquarius” pode ser lido também como uma crônica familiar e social do país. Quer se conheça ou não bem o Brasil, é possível enxergar as nuances das relações sociais entre patroas e empregadas (numa chave diferente da de “Que Horas Ela Volta?”, mas igualmente complexa); as enormes diferenças sociais e especialmente a arrogância e truculência de um certo tipo de elite, representada pelos donos da construtora.
Há uma conversa, em particular, entre Clara e o neto do dono da construtora, Diego (Humberto Carrão), em que isso é mostrado à perfeição, quando ele fala da “pele morena” dela e do quanto ele imagina que a família dela “deve ter batalhado para chegar onde chegou”. Um retrato dessa polarização que o Brasil enfrenta há muito, ainda sem solução à vista. Por isso, um filme como “Aquarius” é tão importante.

Reuters

Canonização de Madre Teresa passa em 120 canais

A cerimônia de canonização de Madre Teresa terá transmissão em mais de 120 canais televisivos e será acompanhada por centenas de jornalistas. Santa Sé espera enchente

A canonização de Madre Teresa de Calcutá acontece este domingo, 4 de setembro, e será acompanhada por mais de 600 jornalistas, e transmitida em mais de 120 canais televisivos. A Missa terá transmissão em 4K (Ultra HD, quatro vezes superior à alta definição), à semelhança do que acontece nos grandes eventos no Vaticano, informou Greg Burke, porta-voz do Vaticano.

A cerimônia, orientada pelo Papa Francisco, começa às 10h30 de Roma (menos uma hora em Lisboa) e tem a presença confirmada de mais de 15 delegações oficiais. Segundo o novo diretor da sala de imprensa da Santa Sé, foram já distribuídos 100 mil ingressos gratuitos.

Além da Praça de São Pedro, espera-se que a multidão se concentre na Avenida da Conciliação, que liga o pequeno Estado à cidade de Roma, sendo «impossível» antecipar o número total de participantes na cerimônia.

A Eucaristia de canonização chega às redes sociais com a iniciativa `Eu estava lá´, impulsionada pela Secretaria para a Comunicação da Santa Sé, em colaboração com Mc360Photo. O objetivo é que cada participante se possa identificar na Praça de São Pedro, através do site www.motherteresasaint.com.

Fátima Missionária

Madre Teresa, modelo de santidade para o mundo do voluntariado

Rádio Vaticana
A nossa vida é um mistério cuja chave de interpretação está nas mãos de Deus e do homem. A nossa missão é perceber a chamada de Deus e aceitar a sua vontade. Então há que perguntar-se:  “qual é a vontade de Deus na minha vida?” A esta pergunta deve seguir-se uma outra: “O que lhe agrada?” E a resposta é que “Deus não quer sacrifícios, mas sim misericórdia” – disse o Papa, apoiando-se nas leituras bíblicas deste domingo, segundo as quais “Para Deus são agradáveis todas as obras de misericórdia, porque no irmão reconhecemos o rosto de Deus que ninguém  pode ver”. Não existe alternativa à caridade, se queremos pôr em prática a nossa fé, o  que significa ir para além da simples ajuda nos momentos de necessidade. Isto seria solidariedade, mas seria estéril, porque “careceria de raízes”. O que o Senhor nos pede é “uma vocação para a caridade”, frisou Francisco.
E neste dia do Jubileu dos Voluntários e Operadores da Misericórdia, o Papa evocou o Evangelho de Lucas, lido neste domingo, para comparar o “vasto mundo do voluntariado de hoje às multidões que seguiam Jesus” dizendo-lhes:
Sois aquela multidão que segue o Mestre, e que torna visível o seu amor concreto por cada pessoa (…). Quantos corações os voluntários confortam! Quantas mãos apoiam; quantas lágrimas enxugam; quanto amor é derramado no serviço escondido, humilde e desinteressado! Este serviço louvável dá voz à fé, dá voz à fé, e manifesta a misericórdia do Pai que se faz próximo daqueles que passam por necessidades.”
O Papa prosseguiu recordando aos voluntários que “seguir Cristo é um compromisso sério e ao mesmo tempo alegre: exige radicalidade e coragem para reconhecer o divino Mestre no mais pobre e colocar-se ao seu serviço” sem esperar agradecimentos ou gratificações. É simplesmente um imitar o Senhor que se inclina sobre cada um de nós nos momentos difíceis, pormenorizou o Papa:
Como o Senhor veio até mim e se inclinou sobre mim na hora da necessidade, assim também vou ao seu encontro e me inclino  sobre aqueles que perderam a fé ou vivem como se Deus não existisse, sobre os jovens sem valores e ideais, sobre as famílias em crise, sobre os enfermos e os prisioneiros, sobre os refugiados e imigrantes, sobre os fracos e desamparados no corpo e no espírito, sobre os menores e abandonados  à própria sorte, bem como sobre os idosos deixados sozinhos. Onde quer que haja uma mão estendida pedindo ajuda para levantar-se, ali deve estar a nossa presença e a presença da Igreja, que apoia e dá esperança.”
Exemplo de tudo isso foi Madre Teresa de Calcutá, “dispensadora generosa da misericórdia divina” – disse o Papa sublinhando que ela se fez disponível a todos, desde os nascituros, aos abandonados e descartados. Em relação aos nascituros punha-se claramente do lado da defesa da vida, dizendo que “quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável”. Em todos reconheceu a dignidade que Deus lhes dera” – frisou Francisco, recordando que Madre Teresa  fez também “ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa perante os crimes da pobreza criada por eles próprios. A misericórdia foi para ela o “sal” que dava sabor a todas as suas obras, e a luz que iluminava a escuridão de todos aqueles que nem sequer tinham mais lágrimas para chorar pela sua pobreza e sofrimento” .
Indicando na missão de Madre Teresa nas periferias das cidades e nas periferias existências um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres, o Papa concluiu desejando que ela seja um modelo para o mundo do voluntariado de hoje:
Hoje entrego a todo o mundo do voluntariado esta figura emblemática de mulher e de consagrada: que ela seja o vosso modelo santidade!Acho que teremos, talvez, um pouco de dificuldades em chamá-la Santa Teresa, a sua santidade estão tão próxima de nós, tão tenra e fecunda que espontaneamente continuaremos a dizer Madre Teresa (aplausos…). Que esta incansável agente de misericórdia nos ajude a entender mais e mais que o nosso único critério de acção é o amor gratuito, livre de qualquer ideologia e de qualquer vínculo e que é derramado sobre todos sem distinção de língua, cultura, raça ou religião. Madre Teresa gostava de dizer: “Talvez não fale a língua deles, mas posso sorrir”. Levemos no coração o seu sorriso  (aplausos) e o ofereçamos a quem encontremos no nosso caminho, especialmente àqueles que sofrem. Assim abriremos horizontes de alegria e de esperança numa humanidade tão desesperançada e necessitada de compreensão e ternura
(DA)


(from Vatican Radio)