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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

9 de janeiro de 2016

Carta do Papa Francisco ao Pe. Geovane Saraiva

Agradecimento pelos livros recebidos,
Francisco, um sinal para o mundo e
Voz dos que não têm voz.
Foto enviada ao Pe. Geovane Saraiva pelo Santo Padre

Mudar para não virar peça de museu

Padre Geovane Saraiva*

No Cântico das Criaturas, vemos um Francisco de Assis amando e respeitando a criatura humana e, ao mesmo tempo, protegendo animais e plantas, chamando-os, com a maior ternura, de irmãos e irmãs. A chuva, o vento, o fogo e tudo mais, para ele, deveriam ser carinhosamente tratados e respeitados como irmãos. Fica fácil de compreender o porquê da figura humana mais importante e atraente do milênio passado conhecida em todo o planeta. E é precisamente a partir dele que a fé passou a ser vivida dentro de uma nova visão, fazendo a diferença naquele que foi ao extremo, desceu e foi às raízes.

Foto enviada ao Pe. Geovane Saraiva
 pelo Santo Padre
No Cântico das Criaturas, vemos um Francisco de Assis amando e respeitando a criatura humana e, ao mesmo tempo, protegendo animais e plantas, chamando-os, com a maior ternura, de irmãos e irmãs. A chuva, o vento, o fogo e tudo mais, para ele, deveriam ser carinhosamente tratados e respeitados como irmãos. Fica fácil de compreender o porquê da figura humana mais importante e atraente do milênio passado conhecida em todo o planeta. E é precisamente a partir dele que a fé passou a ser vivida dentro de uma nova visão, fazendo a diferença naquele que foi ao extremo, desceu e foi às raízes.

Como é indispensável ao nosso mundo atual o conteúdo da Carta Encíclica Laudato Sí’, do nosso querido Papa Francisco, iniciada com o referido canto: “Louvado sejas, meu Senhor, cantava São Francisco de Assis. Nesse gracioso cântico, recordava-nos que a nossa casa comum se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços: Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta, governa e produz variados frutos, com flores coloridas e verduras”. Assaz o Sucessor de Pedro tem como objetivo perseguir, indignado, a vida no seu sentido mais amplo antevendo, com sua esperança e palavra profética, a restauração da casa comum, ao mesmo tempo em que denunciou a fome como um enorme escândalo (05/10/2015): "Devemos lembrar-nos diariamente desta injustiça: num mundo rico em recursos alimentares, também graças aos enormes progressos tecnológicos, são demasiados aqueles que não têm o necessário para sobreviver".

Que a mística de Francisco de Assis, pelo desejo do Romano Pontífice, seja de uma Igreja mais “acolhedora e acessível”, na qual se “tenha a coragem de mudar, se não quiser virar uma peça de museu”, sem se distanciar, evidentemente, do Evangelho, indo ao encontro das famílias, empobrecidos e no diálogo com as realidades com as quais somos chamados a conviver.  Na mensagem (04/10/2015), precedendo a oração do Angelus na Praça de São Pedro da Janela do Palácio Apostólico, o Santo Padre se expressou sobre o Sínodo assim: “Durante três semanas, os padres sinodais refletirão sobre a vocação e a missão da família na Igreja e na sociedade, para um atento discernimento espiritual e pastoral. Manteremos o olhar fixo em Jesus para identificar as estradas mais oportunas para um empenho adequado da Igreja com as famílias e para as famílias”.

A mensagem enviada à Igreja da Irlanda, por ocasião do Dia da Vida, na mesma data acima referida, o Santo Padre recordou os ensinamentos de São Francisco de Assis, associado à festa do terno irmão universal, em uma demonstração de comovedora ternura, que toda a vida é um dom de Deus. O Papa Francisco disse com veemência que proteger a vida é proteger a sociedade, “exortando a imitar Deus e proteger, tutelar e defender toda vida humana, em especial a dos mais fracos e vulneráveis: idosos, nascituros, pobres e marginalizados”. O Sumo Pontífice deixou claro, ao presidir o Sínodo dos bispos sobre a Família no dia seguinte (05/10/2015), que a Igreja “não é um congresso ou uma convenção, um parlamento ou um senado” onde se negocia decisões.

Que a nossa prece suba aos céus pelo mundo e pela Igreja, espalhada por toda a extensão da terra, quando suas atenções se voltam para o Sínodo dos bispos, de 4 a 25 de outubro de 2015, inspirados no Santo de Assis, que, atendendo ao chamado de Deus, abraçou com indizível amor o mistério da cruz, pelas heroicas virtudes, coragem e de fé inabalável. Aceitou tudo por amor, canalizando, dentro da virtude da humildade, com a clara consciência que, de todas as graças concedidas pelo Espírito Santo de Deus, a mais preciosa é a renúncia. Com o mesmo espírito, guardemos no mais íntimo do íntimo o que o Bispo de Roma asseverou: “O Sínodo é uma expressão eclesial, isto é, a Igreja que caminha em conjunto para ler a realidade com os olhos da fé e o coração de Deus”. Assim seja!

A mensagem enviada à Igreja da Irlanda, por ocasião do Dia da Vida, na mesma data acima referida, o Santo Padre recordou os ensinamentos de São Francisco de Assis, associado à festa do terno irmão universal, em uma demonstração de comovedora ternura, que toda a vida é um dom de Deus. O Papa Francisco disse com veemência que proteger a vida é proteger a sociedade, “exortando a imitar Deus e proteger, tutelar e defender toda vida humana, em especial a dos mais fracos e vulneráveis: idosos, nascituros, pobres e marginalizados”. O Sumo Pontífice deixou claro, ao presidir o Sínodo dos bispos sobre a Família no dia seguinte (05/10/2015), que a Igreja “não é um congresso ou uma convenção, um parlamento ou um senado” onde se negocia decisões.

Que a nossa prece suba aos céus pelo mundo e pela Igreja, espalhada por toda a extensão da terra, quando suas atenções se voltam para o Sínodo dos bispos, de 4 a 25 de outubro de 2015, inspirados no Santo de Assis, que, atendendo ao chamado de Deus, abraçou com indizível amor o mistério da cruz, pelas heroicas virtudes, coragem e de fé inabalável. Aceitou tudo por amor, canalizando, dentro da virtude da humildade, com a clara consciência que, de todas as graças concedidas pelo Espírito Santo de Deus, a mais preciosa é a renúncia. Com o mesmo espírito, guardemos no mais íntimo do íntimo o que o Bispo de Roma asseverou: “O Sínodo é uma expressão eclesial, isto é, a Igreja que caminha em conjunto para ler a realidade com os olhos da fé e o coração de Deus”. Assim seja!

*Escritor, blogueiro, colunista, vice-presidente da Previdência Sacerdotal e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE –geovanesaraiva@gmail.com

PENSAMENTOS DE DOM HELDER CÂMARA


Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como a minha sombra.

Aprende com as ondas: recua, mas para voltar, para insistir, sem cansaço, sem desistência, noite e dia, enquanto a Mão Divina não der sinal de ter sido atingida a plenitude das grandes águas vivas.

Há gestos que valem como um programa de vida: erguer um candeeiro, afastar as trevas, difundir a luz, mostrar o caminho.

Não te deixes dilacerar entre o ontem e o amanhã. Vive sempre e apenas o hoje de Deus.

GUIADOS PELA ESTRELA

Padre Geovane Saraiva*
Os anjos anunciam aos pastores o nascimento do Salvador da humanidade, ao mesmo tempo em que no Oriente, lugar bem distante e longínquo, surge uma estrela com a missão de comunicar aos magos o nascimento da verdadeira Estrela da humanidade. Somos convidados a perceber os sinais insondáveis de Deus no surgimento dessa estrela, falando-nos, não algo estranho, e sim a reveladora manifestação do projeto de salvação do nosso bom Deus.

Os três magos, pedagogicamente, cumprem muito bem sua missão recebida de Deus, desaparecendo, depois do inaudito encontro com o menino Jesus, causando-lhes alívio e despreocupação. Quão profundo e misterioso é o encontro supramencionado, convencendo-nos da verdadeira estrela da humanidade naquela criança, perante a qual os magos se ajoelharam e a adoraram (cf. Lc 2, 9-11). Desse mistério indizível Dom Helder asseverou: “Obrigado, ó Pai! Vimos o vosso Filho, que  se fez para sempre Homem-Deus. E a felicidade de ver que vosso Filho Divino nos ensina a amar o que não vemos. Obrigado pela alegria de viver mergulhados em vós”.

A luz da vida, que é o próprio Cristo Jesus, quer iluminar e aquecer os que andam na escuridão e na sombra da morte. A força libertadora e transformadora, que se revelou há mais de dois mil anos em uma criança, se revela nos nossos dias através do Papa Francisco, quando demonstra claramente que o diálogo e a cooperação são essenciais na vida cristã, sem se afastar da misericórdia, falando-nos, com veemência, da importância do exercício da generosidade e do perdão, assegurando-nos que o perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração.

A profecia de Isaías anuncia a aurora de uma luz imensa que rasga a escuridão. Ela nasce em Belém e é acolhida pelas mãos amorosas de Maria, pelo afeto de José, no contentamento alegre dos pastores. Que o sinal da humildade de Deus levado ao extremo no reconhecimento dos magos, na divindade de Deus naquela frágil criança, convença a humanidade de que Ele é imprescindível.

Convencidos sejamos sempre mais de que Deus quer nos ver levantados e de lâmpadas acesas. Jesus, segundo o Papa Francisco, não é somente um amigo; é um mestre de verdade, que revela o caminho para alcançar a felicidade. Que Ele nos indique e revele com carinho e amor o caminho, tão bem caminhado pelos magos.


*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência  Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com

NOVA ESPIRITUALIDADE

A Leitura Que a Igreja propõe Neste domingo E o Evangelho de Jesus Segundo Lucas 3,15-16.21.22.
Por José Antonio Pagola *
"Espiritualidade" desafortunada E UMA Palavra. Para muitos Só PODE significar algo Inútil, afastado da vida real. Para Que PODE SERVIR? O QUE INTERESSA É O concreto e pratico, o material, o espiritual NÃO.
Não entanto, o "Espírito" de uma pessoa E algo valorizado na sociedade moderna, pois indica o Mais profundo e decisivo da SUA vida: a paixão Que a anima, a Inspiração jornal Última sua, O Que contagia Outros OS, O Que ESSA pessoa vai colocando no Mundo.
O Espírito ALENTA OS NOSSOS Projetos e Compromissos, Configura O Nosso horizonte de valores ea Nossa Esperança. Segundo O Nosso Espírito, Assim Será, A Nossa espiritualidade. E ASSIM TAMBÉM Será, Nossa RELIGIÃO EA Nossa vida Inteira.
Os Textos Que nsa deixaram OS Primeiros cristãos mostram-nsa Que Vivem, A SUA fé em Jesus Cristo Como hum forte "movimento espiritual". Sentem-se habitados Pelo Espírito de Jesus. Portanto E Cristão Quem foi batizado com ESSE Espírito. "O Que Não Tem o Espírito de Cristo NÃO LHE Pertence". Animados POR ESSE Espírito, Vivem-No todo de forma nova.
O Primeiro Que muda radicalmente E A SUA Experiência de Deus. Vivem de: Não Já com "Espírito de Escravos", Cansados ​​cabelo medo de um Deus, mas com "Espírito de Filhos" que se sentem Amados de forma incondicional e sem limites Por Um Pai. O Espírito de Jesus Faz gritar-lhes fazer Fundo do Seu Coração: Aba, Pai! This Experiência E O Primeiro Que todos deveriam Encontrar NAS comunidades de Jesus.
Muda TAMBÉM A SUA forma de viver a RELIGIÃO. Já Não Se sentem "prisioneiros da lei", das Normas e dos preceitos, mas libertos cabelo de amor. Agora conhecem O Que é viver com "um Espírito novo", escutando uma Chamada fazer amor e NÃO com "uma velha letra", ocupados em Cumprir Obrigações religiosas. Este è o clima que Entre todos TEMOS de Cuidar e PROMOVER NAS comunidades Cristas, se Queremos viver Como Jesus.
Descobrem also o Verdadeiro Conteúdo do culto a Deus. O QUE AGRADA Ao Pai Não São OS ritos vazios de amor, Mas que vivamos "no Espírito e na Verdade". Essa vida vivida com o Espírito de Jesus e da Verdade do Seu evangelho E OS Pará cristãos o Seu Autêntico "culto espiritual".
NÃO TEMOS O Que Esquecer de Paulo de Tarso Dizia Às SUAS comunidades: "Não apagueis o Espírito". Uma Igreja apagada, Vazia do Espírito de Cristo, NÃO PODE NEM viver COMUNICAR A SUA Verdadeira Natividade. NÃO PODE NEM saborear contagiar A SUA Boa Nova. Cuidar da espiritualidade Cristã E reavivar A Nossa RELIGIÃO.
Instituto Humanitas Unisinos, 2016/08/01.
* José Antonio Pagola, teólogo Espanhol.

NOSSO BATISMO E O DE JESUS

Recordamos o nascimento carnal, mas desconhecemos o dia em que nascemos para Deus.
Por Cardeal Orani Tempesta*
A Festa do Batismo do Senhor, celebrada no domingo depois da Epifania, encerra o ciclo das Festas da Manifestação do Senhor, o ciclo de Natal. Comemoramos o Batismo de Jesus por São João Batista nas águas do rio Jordão. Sem ter necessidade do batismo de penitência de João em preparação à vinda do Messias, Jesus quis submeter-se a esse rito tal, como se submetera às demais observâncias legais que também não O obrigavam, mas que adquire o caráter de manifestação, pois nesse momento a Trindade se manifesta.
O Pai apresenta, manifesta a Israel o Salvador que Ele nos deu, o Menino que nasceu para nós: “Tu és o meu Filho amado; em ti ponho o meu bem-querer”, ou, segundo a versão de Mateus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”! (3,17). Estas palavras contêm um significado muito profundo: o Pai apresenta Jesus usando as palavras do profeta Isaías, que ouvimos na primeira leitura da missa. Mas, note-se: Jesus não é somente o Servo; ele é o Filho, o Filho amado! O Servo que o Antigo Testamento anunciava é também o Filho amado eternamente! No entanto, é Filho que sofrerá como Servo, que deverá exercer Sua missão de modo humilde e doloroso.
Às margens do Jordão, Jesus foi ungido com o Espírito Santo como o Messias, o Cristo, aquele que as Escrituras prometiam e Israel esperava. Agora, Ele pode começar publicamente a missão de anunciar e inaugurar o Reino de Deus. Esta missão Ele começou desde que se fez homem por nós; agora, no entanto, vai manifestar-se publicamente, primeiro a Israel e, após a ressurreição, a toda a humanidade. É na força do Espírito Santo que Ele pregará, fará Seus milagres, expulsará o mal e inaugurará o Reino; é na força do Espírito que Ele viverá uma vida de total e amorosa obediência ao Pai, e doação aos irmãos até a morte, e morte de cruz.
O Senhor desejou ser batizado, diz Santo Agostinho, “para proclamar com a sua humildade o que para nós era uma necessidade”. Com o batismo de Jesus, ficou preparado o Batismo cristão, diretamente instituído por Jesus Cristo e imposto por Ele como lei universal no dia da sua Ascensão: Todo poder me foi dado no céu e na terra, dirá o Senhor; ide, pois, ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Mt 28, 18-19).
E Jesus já começa cumprindo sua missão na humildade: Ele entra na fila para ser batizado por João. Ele, que não tinha pecado, assume os nossos pecados, faz-se solidário conosco; Ele, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo! “João tentava dissuadi-lo, dizendo: ‘Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?’ Jesus, porém, respondeu-lhe: ‘Deixa estar, pois assim nos convém cumprir toda a justiça’” (Mt 3,14s). Assim convinha, no plano do Pai, que Jesus se humilhasse, se fizesse Servo e assumisse os nossos pecados! Ele veio não na glória, mas na humildade, não na força, mas na fraqueza, não para impor, mas para propor, não para ser servido, mas para servir. Eis o caminho que o Pai indica a Jesus, eis o caminho que Jesus escolhe livremente em obediência ao Pai, eis o caminho dos cristãos, e não há outro!
O Batismo de João não é o sacramento do Batismo: era somente um sinal exterior de que alguém se reconhecia pecador e queria preparar-se para receber o Messias. Ao ser batizado no Jordão, Jesus é ungido com o Espírito Santo para a missão. Esta unção será plena na ressurreição, quando o Pai derramará sobre ele o Espírito como vida da sua vida. Então – e só então – Ele, pleno do Espírito Santo que o ressuscitou, derramará este Espírito, que será também seu Espírito, sobre nós, dando-nos uma nova vida.
O Batismo de Jesus leva-nos à meditação sobre o nosso batismo. A importância do Sacramento que nos inseriu na Igreja. Quem de nós recorda a data de seu batismo? Recordamos o nascimento carnal, mas desconhecemos o dia em que nascemos para Deus e nos tornamos “Participantes da natureza divina (...) somos, realmente, filhos de Deus!”.
“Graças ao Sacramento do Batismo tu te converteste em templo do Espírito Santo: não te passe pela cabeça – exorta São Leão Magno – afugentar com as tuas más ações um hóspede tão nobre, nem voltar a submeter-te à servidão do mal, porque o teu preço é o sangue de Cristo”.
Na Igreja, ninguém é um cristão isolado. A partir do Batismo, o cristão passa a fazer parte de um povo, e a Igreja apresenta-se como a verdadeira família dos filhos de Deus. O Batismo é a porta por onde se entra na Igreja. “E na Igreja, precisamente pelo Batismo, somos todos chamados à santidade” (LG 11 e 42), cada um no seu próprio estado e condição. O chamado à santidade e a consequente exigência de santificação pessoal são universais: todos, sacerdotes e leigos, estamos chamados à santidade; e todos recebemos, com o Batismo, as primícias dessa vida espiritual que, por sua própria natureza, tende à plenitude. É importante lembrar o caráter sacramental do Batismo “certo sinal espiritual e indelével” impresso na alma no momento (Dz, 852). É como um selo que exprime o domínio de Cristo sobre a alma do batizado. Cristo tomou posse da nossa vida no momento em que fomos batizados. Ele nos resgatou do pecado com a sua Paixão e Morte.
Portanto, Batismo é nascimento para uma vida nova e é compromisso de seguir Jesus Cristo como discípulo missionário. A água batismal não pode secar tão rapidamente de nossa fronte! Os cristãos primitivos eram batizados adultos e, ao pedirem o Batismo, sabiam que eram candidatos ao martírio. E mesmo assim, queriam ser batizados para se tornarem filhos de Deus! “Somos chamados filhos de Deus e o somos de fato!”
Jornal do Brasil, 08-01-2016.
*Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ.

ESTADOS UNIDOS: 'CHAMADOS A VIVER A MISERICÓRDIA EM NOSSA CASA COMUM

Washington - “Chamados a viver a misericórdia em nossa casa comum.” O tema escolhido para o próximo Congresso nacional dos responsáveis diocesanos pela pastoral social dos EUA é inspirado na Encíclica do Papa Francisco “Laudato si” e no Jubileu extraordinário da Misericórdia.
Organizado pelo Departamento da justiça, paz e desenvolvimento humano e por outras repartições da Conferência Episcopal dos EUA (Usccb) em colaboração com 16 organizações católicas estadunidenses engajadas no apostolado social, o encontro se realizará de 23 a 26 deste mês de janeiro, em Washington.
Estão sendo aguardados 500 delegados, os quais debaterão e refletirão sobre os atuais desafios globais e nacionais da pobreza, guerra, indústria e da promoção da vida e da dignidade humana à luz das reflexões do Papa Francisco em sua encíclica ecológica e do tema da Jubileu extraordinário.
A agenda dos trabalhos prevê também uma série de seminários de aprofundamento sobre alguns aspectos específicos da pastoral social nos EUA.
Como todos os anos, o Congresso será para os participantes uma ocasião para se conhecer e partilhar experiências e intensificar a colaboração das organizações do país engajados no apostolado social.
Será, portanto, uma oportunidade para informar-se e informar sobre o contexto local e global dos desafios da justiça, da paz e da promoção humana. Os quatro dias de trabalhos serão marcados por liturgias nas quais os delegados rezarão juntos para relançar seus projetos e renovarão seu compromisso no trabalho em defesa dos menos favorecidos.

SIR

QUANTOS PEREGRINOS FIZERAM O CAMINHO DE SANTIAGO EM 2015?

Por Blanca Ruiz
Santiago de Compostela (Espanha) / Foto: Wikipédia (CC-BY-SA-3.0)

MADRI, 09 Jan. 16 / 05:30 am (ACI).- O Caminho de Santiago é um dos principais lugares de peregrinação na Espanha e durante 2015 recebeu aproximadamente 10% mais peregrinos do que no ano anterior.

Um total de 263.515 pessoas receberam no ano passado a concha do peregrino, conhecida como a “Compostela”, ou seja, documento que comprova que a pessoa peregrinou pelo menos 100 quilômetros a pé, 200 em bicicleta ou a cavalo até a catedral de Santiago de Compostela, onde está a tumba do Apóstolo São Tiago.

Durante 2015, peregrinaram uma das diferentes trajetórias que percorrem o Caminho de Santiago 24.532 pessoas a mais que em 2014.

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Por procedência, mais da metade dos peregrinos que receberam a Compostela eram estrangeiros (53,38%), 140.138 pessoas, enquanto os espanhóis representaram os 46,62% restante, 122.377 peregrinos.

Italianos, alemães, americanos, portugueses, franceses e britânicos são, nessa ordem, as nacionalidades que mais frequentaram os caminhos até Santiago de Compostela. No total, foram 178 nacionalidades diferentes durante 2015.

O próximo Ano Jubilar Compostelano será em 2021.

NÓS CATÓLICOS DEVEMOS ACREDITAR NAS PREVISÕES DE FUTURÓLOGOS PARA 2016?, RESPONDE UM EXORCISTA

REDAÇÃO CENTRAL, 08 Jan. 16 / 08:09 pm (ACI).- Nos dias prévios à celebração de um Ano Novo proliferam os prognósticos e adivinhações sobre o que virá. Algo que muito poucos tomam em conta ao recorrer a estes supostos adivinhos, é que nem sequer os demônios podem ver o futuro, tal como o explica o famoso exorcista José Antonio Fortea, quem explica porque nós católicos não devemos acreditar nos gurus e adivinhos de fim de ano.

Em seu livro Summa Daemoniaca, um livro de consulta sobre a matéria dos demônios e o exorcismo, o P. Fortea adverte: “Nem precisa dizer que se o futuro não se pode conhecer nem mesmo invocando os demônios, muito menos com essas práticas de astrologia, cartomancia, etc.”.

“Os demônios não sabem tudo, só o que podem deduzir, mas eles não veem o futuro”, assinala.

O Pe. Fortea indica que os demônios “com sua inteligência muito superior à humana podem deduzir por suas causas algumas coisas que acontecerão no futuro”, mas precisa que aquilo que pertence “à liberdade humana, está indeterminável e eles não o sabem”.

O exorcista espanhol escreve ainda que “mesmos praticam esses enganos são a prova vivente de que por esse meio não se pode obter nenhum benefício”.

“Os únicos que sim obtêm algum benefício de tais adivinhações, são os enganadores profissionais que são os primeiros a não acreditar nelas e que sabem dosar suas predições para não serem descobertos”, assevera.

O exorcista espanhol é enfático em que “nunca nenhum cristão sob nenhum conceito deve consultar este tipo de pessoas”, pois “a consulta a um mago, vidente ou guru constitui sempre um pecado grave”.

LÍBANO: SERVIÇO JESUÍTA AOS REFUGIADOS DENUNCIA «EMERGÊNCIA ESCOLAR» DAS CRIANÇAS SÍRIAS

Agência Ecclesia 08 de Janeiro de 2016, às 10:15        ACNUR

ACNUR
Organização católica lembra 2,8 milhões de meninos e meninas sem escola


Beirute, 08 jan 2016 (Ecclesia) – O Serviço Jesuíta aos Refugiados que presta auxílio em Jbeil, nordeste do Líbano, alerta que cerca de 2,8 milhões de crianças sírias “não vão à escola por causa da guerra”, das quais 550 mil estão neste país.

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS, sigla em inglês) explica que mesmo na “emergência escolar” que vivem as crianças refugiadas sírias no Líbano oferece assistência a 500 crianças incluindo apoio psicossocial.

Segundo relatório das atividades do Centro Jbeil, “todas as crianças assistidas foram afetadas” pelas consequências da guerra com “consequências negativas em termos de comportamento”, foram vítimas de violência doméstica e “a maioria está a viver em casas sem condições ou superlotadas”.

Majed Mardini, professor no centro escolar de Jbeil, revela que as crianças sírias “precisam mais do que uma educação tradicional”.

“Nós ensinamos as crianças a comportar-se, como interagir com os outros, mas acima de tudo a quererem-se bem uns aos outros”, acrescenta, sublinhando que só um trabalho diário e a longo prazo permite resultados satisfatórios.

Em declarações à Agência Fides, do Vaticano, este serviço denuncia que está em risco o futuro de inteiras gerações de jovens sírios.

Este alerta sobre a recusa de acesso à escolaridade também foi feito à Agência ECCLESIA pela irmã Irene Guia, da PAR – Plataforma (portuguesa) de Apoio aos Refugiados, numa entrevista na mais recente edição do Semanário digital Ecclesia.

“Nem no Curdistão Iraquiano, nem no Líbano, os governos dão certificação às crianças nas escolas. No Líbano não querem mesmo educação, não querem que as crianças refugiadas sírias frequentem as escolas e retiram as autorizações às ONG para montar escolas mesmo que não sejam certificadas”, explicou a religiosa da Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus.

O Semanário digital Ecclesia é dedicado ao tema dos refugiados, no contexto do Dia Mundial do Migrante e Refugiado, celebrado a 17 de janeiro, contando com uma reportagem sobre a ação da Cáritas no Líbano.

Fides/CB

REFUGIADOS: «GRANDE DIFICULDADE É ACOLHER», DIZ RESPONSÁVEL NACIONAL



Agência Ecclesia 08 de Janeiro de 2016, às 10:13    
(Lusa)
Diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações convida a conhecer o outro sem preconceitos


Lisboa, 08 jan 2015 (Ecclesia) - A diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), Eugénia Quaresma, disse à Agência ECCLESIA que a maior dificuldade na atual crise dos refugiados tem sido “acolher” o outro que chega à Europa.

“Os refugiados são pessoas que procuram abrigo, e nós temos condições para abrigar, mas surge a grande dificuldade que é acolher”, explica Eugénia Quaresma.

A diretora da OCPM sublinha que “ninguém acolhe quem não conhece”.

“Mas há outra questão a identidade, a pergunta: quem? A xenofobia e o medo surgem, quem somos nós, quem são eles?”, prossegue.

A Igreja Católica celebra no dia 17 de janeiro o Dia Mundial do Migrante e Refugiado, um tema candente que está no centro do último número do Semanário ECCLESIA, que inclui uma entrevista à irmã Irene Guia, da plataforma de acolhimento aos refugiados, que recentemente visitou o Curdistão iraquiano e o Líbano.

A edição recorda a mensagem do Papa para esta celebração e antecipa XVI Encontro de Animadores Sociopastorais das Migrações, em Bragança (15-17 de janeiro), no qual vai estar o presidente da Cáritas do Líbano.

A diretora da OCPM, uma das entidades que promove o encontro nacional de animadores, elogia a mensagem do Papa para a celebração dedicada ao migrantes e refugiados, num momento em que ainda “é necessário ultrapassar a dificuldade de saber acolher”.

“Acolher é a primeira atitude mas a Europa tem uma dificuldade: acolher Deus é difícil, ver Deus nos irmãos é difícil mas é a proposta da Igreja; e nem todas as pessoas que estão na igreja percebem isto”, defende.

Nesse sentido Eugénia Quaresma aponta a educação para o acolhimento recordando que, enquanto povo, os portugueses já foram “migrantes, refugiados e perseguidos”.

“De que resposta estamos à espera? Dos irmãos, da sociedade, do mundo?”, questiona.

A diretora da OCPM sublinha o desafio para que cada diocese e cada paróquia do Mundo Inteiro possam marcar este dia de forma diferente.

“O grande apelo que nos chega do Conselho Pontifício é que cada paróquia faça alguma coisa, que a data seja assinalada pelo acolhimento, reflexão, partilha; que sejamos criativos e vençamos a indiferença”, apela.

SN/OC