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20 de março de 2019

Primeira edição da Semana de Arte Unifor abraça diversidade de linguagens e expressões

Evento acontece a partir desta quarta-feira (20) e segue até domingo (24), apostando em nomes consagrados do cenário cultural brasileiro


Todos na arte. Arte para todos. Democratizar o acesso à cultura por meio de iniciativas que otimizem a aproximação do tripé arte-academia-sociedade é a grande missão das instituições hoje. Em face dos novos rumos esboçados pelo País quanto ao segmento artístico, torna-se objetivo salvífico abrir as veredas ao público para as possibilidades de imersão no subjetivo. Naquilo que, nas palavras de Da Vinci, "diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível". Torna-nos humanos.
Universidade de Fortaleza (Unifor) assume esse caráter ao lançar para a comunidade cearense a primeira edição de um evento cujos tentáculos pretendem alcançar diferentes perfis de apreciadores, abraçando linguagens como as Artes Plásticas, o Audiovisual, a Música e o Teatro. Tudo aberto ao público e com a maioria das atividades gratuitas, com exceção da peça teatral "Tarsila", promovendo o encontro e enriquecimento pessoal por meio de experiências coletivas.
Trata-se da Semana de Arte Unifor, iniciada nesta quarta-feira (20) e seguindo até domingo (24). Realizado no campus da Universidade, o projeto estreia apostando alto, com programação diversificada - no roteiro, estão presentes abertura de exposição, lançamento de catálogos, exibição de filme, espetáculos, palestras, mesas-redondas, além de ambientes formativos para crianças - trazendo atrações de relevo para ocupar os diferentes espaços.
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O catálogo da Coleção Fundação Edson Queiroz será lançado no primeiro dia do evento
Foto: Fabiane de Paula
Um dos carros-chefe do panorama de atividades é a exposição "Arte Moderna na Coleção Fundação Edson Queiroz", com 77 obras que refletem algumas das mais relevantes criações de artistas brasileiros ou radicados no País nas décadas de 1920 a 1960 - entre eles Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Hélio Oiticica.
Após itinerar pelo Brasil - a partir de 2015 atravessou São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro -, chegou a cruzar o Atlântico. Na Europa, aportou no Museu Coleção Berardo, em Lisboa, seguindo, na sequência, para a Embaixada do Brasil em Roma, na Itália. Agora, retorna ao berço de onde saiu, reapresentada como forma de nos fazer desfrutar da oportunidade de conferir o trabalho de artistas do período modernista.
A exposição tem curadoria de Regina Teixeira de Barros, que ministrará uma palestra sobre o projeto na quinta-feira (21), às 9h, no auditório da Biblioteca Unifor. Na sequência, ocorre o lançamento do catálogo da mostra, deixando registrado, em páginas, aquilo que a criatividade e talento dão conta de imprimir nas paredes.
Reunião
Por sua vez, no primeiro dia do evento, o auditório da Biblioteca Unifor também sedia a palestra "Uma coleção excepcional", com Pedro Corrêa do Lago, como forma de preparar o terreno para o lançamento do catálogo do acervo, que acontece logo em seguida. O material - com curadoria de Max Perlingeiro e coordenação dos textos críticos da historiadora Aracy Amaral e da professora de história da arte Regina Teixeira de Barros - é fruto de pesquisa iniciada há cinco anos e reúne grande parte do acervo da Fundação Edson Queiroz. Além desses detalhes, vale destaque a forma como a publicação está organizada.
O primeiro volume, em edição bilíngue (português-inglês), é ilustrado por 220 imagens e apresenta textos críticos de nomes como Julio Bandeira e Maria Izabel Branco Ribeiro. Já o segundo, reúne 870 obras, acompanhadas de ficha técnica e informações a respeito de bibliografia e exposições, divididas em 12 núcleos históricos.
Para o Vice-Reitor de Extensão da Unifor, professor Randal Pompeu, "a atuação da Fundação Edson Queiroz na seara cultural já está consolidada em âmbito nacional e amplia-se. A Semana de Arte Unifor vem reiterar essa atuação, dar-lhe maior visibilidade e, sobretudo, brindar nossa comunidade acadêmica e o público apreciador de arte, incluindo crianças e adolescentes, com eventos culturais de peso".
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A Orquestra Sanfônica Infantil da Escola de Aplicação Yolanda Queiroz fará uma apresentação na manhã de sábado (3)
Foto: Ares Soares
Comemoração
O momento para a realização do evento não poderia ser mais oportuno; e até justifica seu acontecimento: no dia 21 de março, a Unifor completa mais um ano de existência. Conforme Randal Pompeu, a intenção é fazer com que alguns dos principais pilares da casa conquistados nessa estrada cheguem, com criatividade e amplitude, aos visitantes neste momento de comemoração.
"Além de impactar nossos alunos, professores e demais funcionários, pretendemos atrair a presença da comunidade externa e proporcionar a todos momentos de fruição artística, reflexão e promoção do conhecimento, haja vista a natureza educacional da Universidade de Fortaleza", sublinha.
Não à toa, faz-se necessário mencionar os nomes de peso que compõem a programação, caso do escritor e historiador Pedro Corrêa do Lago; a escritora e professora Angela Gutiérrez, presidente da Academia Cearense de Letras; e o Grupo Mirante de Teatro, com apresentação de peça escrita por Maria Adelaide Amaral.
Entre outras atividades da Semana, acontecem ainda o Cineclube Unifor, com exibição do filme "Portinari do Brasil", seguido de debate com Karla Patrícia Holanda Martins, professora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), o artista Fernando França e o professor Marcio Acserald, da Unifor; a mesa-redonda "Teto de Vidro - Universo feminino no mundo das artes", moderada por Gina Pompeu, com uma discussão sobre o lugar das mulheres no cenário artístico; e a visita guiada à exposição "Da Terra Brasilis à Aldeia Global", com utilização da trilha sonora da playlist da Unifor no Spotify.
Multiplicidade
Uma inspirada discussão sobre a temática "Tesouros da Biblioteca Acervos Especiais" ainda compõe a programação, contando com a mediação do professor e membro da Academia Cearense de Letras, Batista de Lima. Igualmente, as crianças também ganham fôlego no projeto, com a apresentação da Orquestra Sanfônica Infantil da Escola de Aplicação Yolanda Queiroz e oficina envolvendo os pequenos na seara da arte.
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O espetáculo "Tarsila", do Grupo Mirante da Unifor, ficará em cartaz no Teatro Celina Queiroz durante o fim de semana
Foto: Ares Soares
Por sua vez, o Grupo Mirante de Teatro protagoniza dois momentos no evento: uma contação de histórias com o projeto Tarde com Arte; e a apresentação da montagem "Tarsila", conferindo detalhes sobre a trajetória de uma das mais importantes figuras do Modernismo brasileiro.
Diante da robusta multiplicidade, Thiago Braga, chefe da divisão de Arte e Cultura da Universidade de Fortaleza, adianta que o desejo é o projeto seguir firme nas próximas edições.
"Acredito que esse é um evento que deve ter uma continuidade nos próximos anos, com novos convidados e atividades. A gente acredita que vai reunir um público bastante heterogêneo para conversar com a nossa comunidade acadêmica e com outros apreciadores de arte, inclusive crianças, já que temos um compromisso de formar plateia", destaca. "Estamos apostando na diversidade da programação, que deve agradar várias pessoas".
Vida longa, então!
Serviço
Semana de Arte da Unifor
De 20 a 24 de março, no campus da Universidade de Fortaleza (Avenida Washington Soares, 1321, Edson Queiroz). Programação aberta ao público. Contato: (85) 3477-3106

Programação
Quarta-feira (dia 20/3)
19h - Palestra “Uma coleção excepcional”, com Pedro Corrêa do Lago. Após o momento, ocorrerá o lançamento do catálogo da Coleção Fundação Edson Queiroz, no Auditório da Biblioteca Unifor)

Quinta-feira (dia 21/3)
9h - Palestra sobre a exposição “Arte Moderna na Coleção Fundação Edson Queiroz”, no Auditório da Biblioteca Unifor
11h - Lançamento do catálogo da exposição “Arte Moderna na Coleção Fundação Edson Queiroz”, no hall do auditório da Biblioteca Unifor
13h30 - Cineclube Unifor, com exibição do filme “Portinari do Brasil”, seguido de debate, na Sala A da Videoteca Unifor
19h - Abertura da exposição “Arte Moderna na Coleção Fundação Edson Queiroz”, no Espaço Cultural Unifor

Sexta-feira (dia 22/3)
9h - Mesa-redonda “Teto de Vidro - Universo feminino no mundo das artes”
11h - Visita guiada à exposição “Da Terra Brasilis à Aldeia Global”, com a trilha sonora da playlist da Unifor no Spotify
19h - Mesa-redonda “Tesouros da Biblioteca Acervos Especiais”, no Auditório da Biblioteca Unifor

Sábado (dia 23/3)
9h - Apresentação da Orquestra Sanfônica Infantil da Escola de Aplicação Yolanda Queiroz, no Hall térreo do Espaço Cultural Unifor
9h30 - Oficina de artes para crianças, no Ateliê Educativo do Espaço Cultural Unifor
16h - Contação de histórias com o projeto Tarde com Arte, do Grupo Mirante de Teatro Unifor, no Espaço Cultural Unifor
20h - Apresentação da peça “Tarsila”, com o Grupo Mirante de Teatro Unifor, no Teatro Celina Queiroz

Domingo (dia 24/3)
19h - Apresentação da peça “Tarsila”, com o Grupo Mirante de Teatro Unifor, no Teatro Celina Queiroz. Valor: R$ 30 (inteira)


Diário do Nordeste

Câmara homenageia mulheres que se destacaram na luta por direitos

'É importante ter essa diversidade de mulheres sendo reconhecidas pelos seus feitos', diz a viúva de Marielle.


Marielle foi coordenadora da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e, em 2016, foi eleita vereadora.

Marielle foi coordenadora da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e, em 2016, foi eleita vereadora. (Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
Em sessão solene no plenário da Câmara dos Deputados, a Medalha Mietta Santiago foi entregue hoje (19) a cinco mulheres que se destacaram na luta por direitos. Nesta edição do prêmio, a segunda, foi concedido um prêmio póstumo à vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). A professora Gina Vieira Ponte, a médica Beatriz Bohrer de Amaral, a cientista Gabriela Barreto Lemos e a doutora em Bioquímica Debora Foguel também receberam a medalha.
Criada em 2017 pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, a condecoração tem por objetivo valorizar iniciativas relacionadas aos direitos das mulheres e é entregue anualmente em março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8).
Entrega da Medalha Mietta Santiago (Cleia Viana/Câmara dos Deputados)Entrega da Medalha Mietta Santiago (Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
A viúva de Marielle, Mônica Benício, recebeu a medalha em memória da vereadora, assassinada a tiros em 14 de março de 2018. Marielle foi coordenadora da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e, em 2016, foi eleita vereadora.
“É importante ter essa diversidade de mulheres sendo reconhecidas pelos seus feitos”, disse Mônica. “Tem um significado emotivo muito grande para mim, mas acho que socialmente diz muita coisa porque é mais um espaço de reconhecimento, onde a gente pode denunciar o que foi a barbárie, mas também pode homenagear o que foi a luta da Marielle.”
A professora brasiliense Gina Vieira Ponte é criadora do premiado projeto Mulheres Inspiradoras, que incentiva a leitura de grandes autoras da literatura mundial e brasileira e instiga crianças e adolescentes a contarem a própria história.
Gina lembrou que sua trajetória é marcada pelo combate ao racismo e machismo na sociedade. Segundo a professora, o projeto Mulheres Inspiradoras, voltado para estudantes de escola pública, tem o objetivo de levar os jovens a entrar em contato com a história de grandes mulheres.
A cientista Gabriela Barreto Lemos desenvolveu pesquisa inovadora, que permite a captação de fotografias através da reprodução de pequenos feixes de partículas, possibilitando a construção de uma imagem que não é visível a olho nu, como um ferimento interno no corpo humano.
Em discurso, Gabriela destacou que as mulheres podem ser cientistas e devem ter seus direitos respeitados e sua voz ouvida. Ela também ressaltou que o governo deve voltar a investir fortemente em ciência e lembrou da queda drástica de recursos para as universidades públicas nos últimos anos.
A doutora em bioquímica Debora Foguel se dedica ao estudo dos mecanismos responsáveis pelo desdobramento incorreto das proteínas, que levam à formação de agregados amiloides, responsáveis por doenças como Alzheimer, Parkinson e polineuropatia amiloidótica familiar.
Debora ressaltou a importância da ciência para o país e exemplificou com o protagonismo do Brasil nas pesquisas sobre a zika. “O Brasil responde por 25% do conhecimento sobre o assunto no planeta”, disse Debora. Segundo ela, esse conhecimento está pavimentando o caminho para se chegar a uma vacina contra a doença. “Precisamos de recursos para pesquisa”, completou.
A médica Beatriz Bohrer de Amaral, que trabalha pela promoção da saúde da mulher, no diagnóstico precoce do câncer de mama e da osteoporose, é coordenadora do Projeto Mulher & Saúde, que dissemina informação às mulheres sobre hábitos e cuidados necessários à saúde da família. Para Beatriz, a Medalha Mietta Santiago renova seu compromisso de lutar pelos direitos das mulheres.
Mietta Santiago é o pseudônimo de Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira. Nascida em Varginha, Minas Gerais, em 1903, a advogada impetrou mandado de segurança em 1928, questionando a proibição do voto feminino no Brasil. Mietta afirmou que isso violava a Constituição então vigente, que não vetava o voto feminino. Ela conseguiu o direito de votar e de concorrer ao cargo de deputada federal. Mietta Santiago morreu em 1995.

Agência Brasil

Físico brasileiro recebe Prêmio Templeton de 2019

O físico teórico e cosmologista Marcelo Gleiser, de 60 anos, é o vencedor do Prêmio Templeton de 2019. Autor de vários livros que tratam de ciência, física e espiritualidade, ele defende a discussão sobre a busca de pesquisas em torno do universo e questões ligadas à religião. Já foram agraciados Madre Teresa, em 1973, e Dalai Lama, em 2012.
Marcelo Gleiser é também professor, escritor e roteirista brasileiro, atualmente pesquisador da Faculdade de Dartmouth, nos Estados Unidos.
Marcelo Gleiser
Marcelo Gleiser é autor de vários livros que tratam de ciência, física e espiritualidade  (Divulgação Reuters / Direitos reservados)

Professor de filosofia natural de Appleton e de física e astronomia no Dartmouth College em Hanover, New Hampshire, Gleiser ganhou reconhecimento internacional por meio de livros, ensaios, blogs, documentários de TV e conferências que apresentam a ciência como uma busca espiritual.

Campos quânticos

Por 35 anos, a pesquisa do físico inclui uma vasta lista de temas como o comportamento de campos quânticos e partículas elementares até a cosmologia do universo primordial, a dinâmica das transições de fase, a astrobiologia e novas medidas fundamentais de entropia e complexidade baseadas em informações.
O texto de divulgação do Prêmio Templeton descreve Gleiser como “uma voz proeminente entre os cientistas, do passado e do presente, que rejeitam a noção de que apenas a ciência pode levar a verdades fundamentais sobre a natureza da realidade”.
Nas entrevistas, o físico costuma descrever a ciência como um "compromisso com o misterioso" inseparável da relação da humanidade com o mundo natural.
O Prêmio Templeton é uma condecoração anual, atribuída pela Fundação John Templeton, criada em 1972, e entregue a pessoas que contribuíram de forma “excepcional” para a afirmação da dimensão espiritual da vida por meio de ações e trabalhos práticos.
Agência Brasil

Inep cria comissão para decidir itens que farão parte do Enem 2019

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), criou hoje (20) um grupo que será responsável por decidir as questões que entrarão ou não no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A medida consta de portaria publicada no Diário Oficial da União.
O grupo é composto pelo secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Marco Antônio Barroso, pelo diretor de Estudos Educacionais do Inep, Antonio Maurício das Neves, e por Gilberto Callado de Oliveira, representante da sociedade civil.
Candidatos aguardam abertura do portões do UniCEUB em Brasília, para o primeiro dia de provas do Enem 2018
Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. As inscrições estarão abertas de 6 a 17 de maio  (Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil)
Eles serão responsáveis por recomendar a não utilização de itens na montagem do exame, mediante justificativa. A análise passará depois pelo diretor de Avaliação da Educação Básica, Paulo Cesar Teixeira, que deverá emitir um contra parecer para cada um desses itens. A decisão final da utilização ou não caberá ao presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues.
A portaria estipula o prazo de dez dias para que isso seja feito. A comissão terá acesso ao ambiente de segurança onde é elaborado o exame.
"Os especialistas da comissão são nomes reconhecidos e que podem contribuir para a elaboração de uma prova com itens que contemplem, não apenas todos os aspectos técnicos formais, mas também ecoem as expectativas da sociedade em torno de uma educação para o desenvolvimento de um novo projeto de País", diz, em nota, o presidente do Inep.

Elaboração dos itens

Os itens do Enem são elaborados por especialistas selecionados por meio de chamada pública. Eles devem seguir as matrizes de referência, guia de elaboração e revisão de itens estabelecidos pelo Inep.  Os itens passam, então, por revisores e depois por especialistas do Inep.
Finalmente, são pré-testados em aplicações feitas em escolas. O processo é sigiloso e os estudantes não sabem que estão respondendo a possíveis questões do Enem. Com a aplicação, avalia-se a dificuldade, o grau de discriminação e a probabilidade de acerto ao acaso da questão. Os itens aprovados passam a compor o Banco Nacional de Itens, que fica disponível para aplicações futuras do Enem.
Segundo Rodrigues, como a elaboração de um item é um processo longo e oneroso, nenhum será descartado. As questões dissonantes serão separadas para posterior adequação, testagem e utilização, se for o caso.
A segurança, segundo ele, também será garantida. Localizado na sede do Inep, em Brasília, o Ambiente Físico Integrado Seguro só pode ser acessado por pessoas autorizadas. O ambiente é completamente isolado, possui salas que só podem ser acessadas pelo uso de digitais e computadores sem acesso à internet. Todo o processo de captação, elaboração e revisão de itens para compor o Enem e outros exames do instituto ocorre nesse espaço.
Segundo a autarquia, pelo caráter sigiloso do Banco Nacional de Itens, não será publicado relatório de trabalho sobre o processo. Tampouco os membros da comissão estão autorizados a se pronunciar sobre o trabalho.

Datas do Enem

Este ano, o Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. As inscrições estarão abertas de 6 a 17 de maio.
Entre 1º e 10 de abril, os estudantes poderão pedir isenção da taxa de inscrição. Nesse mesmo período, o Inep vai receber as justificativas dos que faltaram às provas em 2018.
Agência Brasil