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25 de julho de 2019

Dia nacional do Escritor. Como Surgiu?

Dia Nacional do Escritor é comemorado em 25 de julho no Brasil.
Esta data é uma homenagem aqueles que se dedicam às palavras escritas. Sejam nos textos científicos ou fictícios, os escritores precisam ter a grande habilidade de entreter os leitores.
Para isso, é necessário um vasto conhecimento de vocabulários, da gramática e ortografia, além de uma boa dose de criatividade e conhecimentos gerais do mundo.
A nível internacional, os escritores são homenageados em 13 de outubro, data conhecida como o Dia Mundial do Escritor.

Origem do Dia Nacional do Escritor

A ideia de homenagear todos os escritores no dia 25 de julho surgiu a partir do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado na década de 1960 pela União Brasileira de Escritores, sob a presidência de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, um dos principais nomes da literatura nacional.
Jorge Amado
Jorge Amado, um dos grandes nomes da literatura brasileira

Frases para o Dia do Escritor

  • "Escrever é estar no extremo de si mesmo." (João Cabral de Melo Neto)
  • "Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira." (Carlos Drummond de Andrade)
  • "Quando os escritores morrem, eles se transformam nos seus livros. O que, pensando bem, não deixa de ser uma forma interessante de reencarnação." (Jorge Luis Borges)
  • "O mais belo triunfo do escritor é fazer pensar os que podem pensar." (Eugène Delacroix).
Fonte: Calendarr.com

Dia Nacional do Escritor tem programação em JP

No evento Luiz Augusto de Paiva falará sobre a UBE e Hildeberto Barbosa falará sobre 'O que é ser escritor'

Na ocasião será lançada a Campanha Esqueça um livro. (Foto: Divulgação)
Com uma programação marcada por homenagem, palestras e lançamento da Campanha Esqueça um Livro, a Fundação Casa de José Américo (FCJA) fará a terceira edição do evento que comemora o Dia Nacional do Escritor, nesta quinta-feira (25). Na ocasião será homenageada a escritora Neide Medeiros Santos.
A programação inicia às 9h com abertura da presidente da FCJA, professora Viviane Vieira Coutinho, com a participação especial da homenageada, que falará sobre ‘Minhas experiências com a Literatura’ e será apresentada pela professora Janete Lins Rodriguez. A seguir, o jornalista e escritor William Costa mediará as participações do presidente da União Brasileira de Escritores (UBE), Luiz Augusto de Paiva, que falará sobre a entidade, e o acadêmico Hildeberto Barbosa falará sobre ‘O que é ser escritor’.

Esqueça um livro

Na ocasião será lançada a Campanha Esqueça um livroO objetivo é o de estimular o interesse das pessoas pela leitura e incentivar o desapego a obras já lidas e fora de uso pessoal, contribuindo com o processo de circulação de livros usados para promover o hábito da leitura, por meio de trocas e distribuição.

Homenagem

A homenageada Neide Medeiros Santos nasceu em Jardim do Seridó (RN). Ainda criança, mudou-se para Campina Grande, posteriormente para João Pessoa, onde reside atualmente.  É graduada em Letras, com mestrado (UFPE) e doutorado (UNESP)  na área de Teoria da Literatura. Foi professora de Teoria Literária e de Crítica Literária na Universidade Federal de Alagoas (UFAL).  Professora de Literatura Brasileira na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).  Professora de Teoria Literária e Literatura Infantil da Universidade Federal da Paraíba no curso de Letras e no Mestrado em Biblioteconomia, tendo orientado quatro dissertações.  Pertence à União Brasileira de Escritores (UBE/PB) e à Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba (AFLAP).
Com a professora Maria do Socorro Silva de Aragão e a arquivista Ana Isabel de Souza Leão Andrade desenvolveu pesquisas sobre Augusto dos Anjos e José Américo de Almeida, tendo publicado os seguintes livros. Em coautoria: Memorial Augusto dos Anjos: uma visita guiada (2008), Memorial Augusto dos Anjos: um roteiro cultural e poético (2008), Augusto dos Anjos: uma biobibliografia (2008), Conversando sobre Augusto dos Anjos: uma história oral (2009), Augusto dos Anjos em imagens: uma fotobiografia (2010) e José Américo de Almeida: uma fotobiografia (2014).
Com a professora Marinalva Freire da Silva, organizou as coletâneas: Assim se faz literatura… (2013) e Na tessitura do texto (2015). Com a professora e jornalista Yolanda Limeira, organizou as coletâneas Memórias rendilhadas: vozes femininas e Confesso que li.
É autora, entre outros livros de: Guriatã: uma viagem mítica ao “país-paraíso”, Livros à espera do leitor, autores e livros em contraponto. Para o público infantil, publicou Epitácio Pessoa em quadrinhos (2015), Vidal de Negreiros em quadrinhos (2016) e “Eudésia Vieira” em quadrinhos (2017). É colunista do jornal Contraponto há dez anos, sendo responsável pela coluna Livros&Literatura. É resenhista do catálogo da Feira de Bolonha, Itália. É leitora votante da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) desde 2001.
Fonte: Portal Correio

'I Jornada Literária' celebra o Dia Nacional do Escritor em Petrolina

Evento acontece na sexta-feira (26) e sábado (27).

 
Por G1 Petrolina
O evento abre as atividades do núcleo Petrolina da UBE, que após dez anos desativada, retorna ao município. — Foto: Jr Panela
O evento abre as atividades do núcleo Petrolina da UBE, que após dez anos desativada, retorna ao município. — Foto: Jr Panela
Nesta quinta-feira (25) é comemorado o Dia Nacional do Escritor. Em referência à data, o núcleo regional da União Brasileira de Escritores (UBE) realiza a 'I Jornada Literária', na sexta-feira (26) e sábado (27) em Petrolina, no Sertão Pernambucano.
A programação da sexta-feira (26) conta com recital, apresentação musical e exposição de livros. As atividades têm início às 16h, no Beco da Cultura, localizado na Avenida Guararapes, no centro.
No sábado (27), haverá participação de artistas regionais, declamação de poesias e cordéis, e exposição de livros e produções artísticas de escritores locais. O evento têm início às 10h, no Sebo Rebuliço, localizado na rua Pacifico da Luz, 244 a, centro.
O evento é gratuito e aberto ao público. Outras informações no telefone (87) 98824-0626.

Brasília produz cada vez mais literatura, graças a novos e antigos talentos

Neste 25 de julho, data escolhida para comemorar o Dia do Escritor, Brasília tem o privilégio de abrigar experientes e novos autores

Seja em um romance, seja em um drama, seja em um conto infantil, ler nos faz entrar em um outro mundo. E, por trás das páginas, há alguém que escolheu cada palavra e, de um jeito particular, se dedicou a contar aquela história. Nesta quinta-feira (25/7), essas pessoas são homenageadas no Dia Nacional do Escritor. E Brasília tem o privilégio de ser berço de vários deles. Cerca de 20 livros são lançados mensalmente na capital, segundo o Sindicato de Escritores do Distrito Federal. Os autores vão de profissionais experientes a jovens que estão escrevendo os primeiros capítulos de sua trajetória na literatura.
 
A estudante Mariana Negreiros, 16 anos, está produzindo o terceiro livro. Os títulos publicados fazem parte de uma trilogia que ela lançou quando tinha apenas 14 anos, com a obra Os segredos de um colar. “Gosto de escrever desde pequena. Quando tinha 7 anos, brincava de escrever peças de teatro”, conta a escritora. Ela diz que a paixão pela escrita veio de forma natural, mas não deixa de destacar o papel da família. “Minha mãe lia para mim toda noite. Era um momento muito especial. Isso abriu uma porta para o mundo da imaginação e possibilitou que eu escrevesse as minhas histórias”, comenta.
 
A mãe de Mariana, a designer de interiores Noeli Negreiros, 44, não esconde o orgulho da filha. “Sempre tive a intenção de formar grandes leitores, de fazer com que ela gostasse de livros, mas ela me surpreendeu e, além de ler, começou a escrever”, ressalta. Mariana também declarou à mãe que queria incentivar outras crianças a lerem e a escreverem. Noeli ajudou a filha a promover o projeto Segredos, no qual a jovem visita escolas e dá palestras falando sobre a arte de escrever.
Aos 16 anos, Mariana Negreiros está escrevendo o terceiro livro(foto: Rafael Lucyk/Divulgação.)
 

Sonhos

Caio César Mancin, 24, também começou cedo na literatura. A primeira tentativa foi aos 7 anos, mas com a falta de experiência, não conseguiu escrever uma quantidade de páginas suficientes para um livro. A realização veio aos 20 anos. “Tinha a mania de anotar os meus sonhos. Um dia, notei que o meu sonho tinha rendido uma história interessante e dali nasceu o primeiro capítulo do livro Imortalidade”, relata.
 
O livro foi publicado em 2014, de forma independente. Foram cerca de quatro anos de produção, período em que Caio contou com o apoio da família — o desenho da capa foi feito pela irmã, Eduarda Mancin.  “Foi um sonho. Lembro quando recebi o livro impresso e vi o meu nome na capa. Era a minha história ali. Foi emocionante. Chorei e até dormi abraçado com o livro”, diz.
 
Este ano, Caio lançou o segundo livro, Fui!. O terceiro está sendo escrito e deve ser lançado ainda este ano, em uma plataforma digital. Enquanto isso, o escritor garante que o quarto está em produção e dará continuidade a primeira história dele.
 

Mercado

O escritor e jornalista Marcos Linhares, 49, lançou o primeiro livro em 1995, e, hoje, acumula 12 títulos publicados. “Comecei a escrever motivado por dois professores, de português e de história. Depois de um tempo, nós, meninos, começamos à escrever poemas para as meninas. Meus colegas pararam e eu continuei”, lembra.
 
Marcos Linhares, 49, lançou o primeiro livro em 1995, e, hoje, acumula 12 títulos publicados(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Na juventude, Marcos encontrou nos livros uma forma de se entreter. “Vivia muito fechado e só tinha acesso às estantes de livros e à televisão. Sonhava que um dia eu ia ter os meus livros junto com aqueles na estante”, comenta.
 
Marcos não só conseguiu colocar seus livros na estante, como conquistou prêmios com eles. Um deles, Não Existe Crime Perfeito, que conta os bastidores de 14 crimes de Brasília, foi finalista do prêmio International Latino Book Awards. A conquista maior veio em 2016, com o seu primeiro livro infantil, o Faço, separo, transformo, em parceria com Marcelo Capucci e Talita Nozomi.
 
Hoje, Marcos preside o Sindicato dos Escritores do DF e conhece bem as dificuldades de ser um escritor em Brasília. “É um desafio como no resto do país. Somos um reflexo da política nacional”, afirma. Ele reclama da falta de oportunidades de distribuição dos títulos produzidos e pouco incentivo à literatura na capital.
 
Correio Braziliense

Relembre 12 livros paradidáticos cearenses que eram cobrados no vestibular da UFC


O Verso listou 12 títulos que já foram leitura obrigatória para seleção na Universidade Federal do Ceará


Desde 2009, quando o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) passou a funcionar como vestibular unificado, muitas práticas do antigo formato de seleção para o concurso ficaram para trás. A lista de obras literárias recomendadas para leitura foi uma delas. 
A exigência, para além da mera obrigação de acompanhar as narrativas, oportunizava o fomento para que novos olhares sobre as letras cearenses e nacionais pudessem ser estimulados. Na corrida da aprovação, a oportunidade de mergulho na criatividade de grandes autores e autoras.
De forma a rememorar os títulos e atestar o caráter atemporal deles, o Verso listou 12 clássicos da literatura cearense que já foram leitura obrigatória para o vestibular da Universidade Federal do Ceará (UFC).  A seleção foi elaborada com o auxílio da professora Maria de Jesus de Sá Correia, que coordenava a escolha dos livros no antigo formato de provas pela Coordenadoria de Concursos da UFC (CCV).
Veja:

1. “O GUARANI”, DE JOSÉ DE ALENCAR

o guarani
A trama se passa no início do século XVII, no interior do Estado do Rio de Janeiro. Dividido em quatro partes, é narrado em terceira pessoa e José de Alencar busca mapear cada detalhe da região, da casa e dos personagens.
O romance é uma história de amor entre um índio e a filha de um fidalgo português, D. Antônio de Mariz, que viera às terras brasileiras recebidas por Mem de Sá, um dos primeiros administradores de terra da colônia. Além deste título do autor, outros já foram cobrados no vestibular da UFC, a exemplo de “Senhora” e “Lucíola”.

2. “A CASA”, DE NATÉRCIA CAMPOS

acasa
Ao mesmo tempo foco, espaço e personagem: assim é a casa do título, espaço em que a autora tece engenhosas impressões envolvendo memórias, causos, perdas, alegrias e tristezas.

De forma engenhosa, Natércia Campos narra, inclusive, parte da história da colonização do Ceará no livro, dando voz e sentimento a uma morada sertaneja.  

3. “DÔRA, DORALINA”, DE RACHEL DE QUEIROZ


dora doralina
Unindo o Nordeste ao Rio de Janeiro, Rachel narra uma história de amor que registra a realidade regional, o que acaba por nos inserir no quadro histórico da formação brasileira.
A autora conferiu à protagonista do título uma sensível dimensão humana, tendo a liberdade como norte para aprofundar trajetórias em que o amor, o sofrer e a dor se misturam. 

4. “DIZEM QUE OS CÃES VEEM COISAS”, DE MOREIRA CAMPOS

dizem que os caes veem coisas
Coletânea de textos do maior contista do Brasil, o livro reflete a presença de um escritor com absoluto domínio sobre os elementos que integram o universo de composição.

Temas como morte, memória, conflitos, idas e vindas em diferentes tempos, entre outros, dimensionam a força incomum da arquitetura perfeita de frases e ideias com vistas a fazer compreender a profundidade do ser humano.

5. “O MUNDO DE FLORA”, DE ANGELA GUTIÉRREZ

mundo de flora
Três mulheres se confundem nesta obra da atual presidente da Academia Cearense de Letras (ACL). Com o nome em comum, avó, mãe e filha/neta ocupam as páginas e narram histórias magníficas.

O tempo é totalmente psicológico, portanto não há precisão nem noção de quando ocorreu cada fato contado, demandando redobrada atenção do leitor para apreciar cada aspecto.

6. “A PALAVRA E A PALAVRA”, DE HORÁCIO DÍDIMO


a palavra e a palavra
A obra do nome mais importante da literatura infantil no Ceará e um dos maiores das letras do Brasil é fruto da reunião de três livros: “Tempo de chuva”, “Tijolo de barro” e “O passarinho carrancudo”.
Os poemas revelam o extremo poder de síntese, bem como a sensibilidade de captar as ondas de um mundo circundante e caótico.

7. “CORDÉIS E OUTROS POEMAS”, DE PATATIVA DO ASSARÉ

patativa

Organizado por Gilmar de Carvalho, o exemplar reúne 17 poemas daquele que é considerado um dos maiores poetas populares de todos os tempos.
Em destaque, figuram duas produções em versos: “Ispinho e fulô: A Triste Partida”, musicada por Luiz Gonzaga em 1964; e “Cante Lá que eu Canto Cá”, título de um dos dos livros de Patativa que foi editado em 1974.

8. “MOÇA COM FLOR NA BOCA”, DE AIRTON MONTE

moca com flor na boca
Coletânea com pouco mais de 60 textos, em que o autor viaja por todos os caminhos da crônica. Outrora publicados diariamente em jornais, os textos têm o sabor de poemas líricos ou de contos introspectivos.
É como se ele não as escrevesse para periódicos, mas para a posteridade.
 

9. “AVES DE ARRIBAÇÃO”, DE ANTÔNIO SALES

aves de arribacao
Nascido no município de Paracuru, Antônio Sales é um dos principais nomes da literatura cearense por, entre outras características, ter fundado a Padaria Espiritual, movimento iniciado no fim do século XIX.

Nesta sua obra-prima, um romance impressionista, o autor narra os dramas dos viventes de uma cidade fictícia que, entre conflitos políticos e causos à boca pequena, assiste à chegada de um promotor que se envolverá num caso de amor tórrido, colocando-o em disputa entre duas mulheres. 

10. “DIAS E DIAS”, DE ANA MIRANDA

dias e dias
Vencedora do Prêmio Jabuti e uma das mais reconhecidas autoras cearenses, Ana Miranda narra nesta obra o amor de uma mulher, Feliciana, pelo poeta Antônio Gonçalves Dias, conhecido por compor “Canção do Exílio”.

Entremeando história e ficção, a trama mergulha nos percursos da sensibilidade feminina e ainda revela a descoberta da cultura indígena, a partir de um olhar particular sobre os costumes da sociedade brasileira. 

11. “ENTRE A BOCA DA NOITE E A MADRUGADA”, DE MILTON DIAS

entre a boca da noite e a madrugada
Nesta obra, foram agrupadas crônicas do autor que foram divididas em várias partes, tratando, cada uma delas, de um assunto específico: os bichos, na primeira; o tempo, na segunda; na terceira, as mulheres; e, na quarta e última, dos homens, do mar, do sertão e das rosas. Um itinerário por vários mundos proposto por Milton Dias.

12. “TRÊS PEÇAS ESCOLHIDAS”, DE EDUARDO CAMPOS

eduardo campos

Compilando três obras-primas do escritor cearense – “O Morro do Ouro”, “A Rosa do Lagamar” e “A Donzela Desprezada” – o livro traz o que há de mais importante no teatro cearense do século passado, focando em temáticas que até hoje geram repercussão em espetáculos derivados das criações de Eduardo.