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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

2 de março de 2016

QUARESMA: CONVITE A MUDAR O CORAÇÃO

Padre Geovane Saraiva* 
Quaresma, tempo especial da revelação da bondade e da ternura misericordiosa de um Deus paciente, que, de acordo com o Livro Sagrado na parábola da figueira estéril, acolhe a proposta do agricultor, ao oferecer-lhe mais um pouco de tempo, dizendo-nos que tem paciência para conosco, mas que está ao nosso lado, querendo ver a nossa utilidade e os bons frutos (cf. Lc 13, 6-9).

O Papa Francisco, na Praça de São Pedro, no horário do meio-dia (28/02/2016), diante de milhares de fiéis, asseverou: “Deus não manda desgraças para nos castigar; Ele nos convida a mudar o coração, a dar uma guinada no caminho de nossas vidas, a deixar de lado os compromissos com o mal e as hipocrisias e a percorrer com decisão o caminho do Evangelho. Nunca é tarde demais para se converter. É urgente, é hora!”. Deus nos dê a graça de mais e melhor compreendermos o insondável mistério do qual somos chamados a participar, inspirados no Sumo Pontífice, sem jamais nos esquecermos de nos colocar solidários ao pé da Cruz, identificados com Maria, mãe solícita e generosa servidora.

Nossa tarefa é a de perceber o quanto é urgente a conversão do coração, dentro do contexto dos três anos da eleição do Papa Francisco; como ele tem sido exaustivo nos exemplos e atitudes, indicando que nós cristãos – discípulos do Senhor – somos convidados a assumir também uma postura de humildade, no serviço e no despojamento, colocando-nos ao lado do povo aflito, frágil e sofredor: os pobres, os doentes, os fracos, os presos. Também os que sobram e são excluídos e mesmo nem visto são, em uma sociedade hedonista e consumista que se diz cristã. A humanidade precisa ter clareza e colocar bem diante dos olhos e no coração a lei de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Nova Lei: “Que vos ameis uns aos outros como eu vos amei” (cf. Jo 13, 34).

Contamos com a enorme empreitada, dentro da proposta salvífica do Filho de Deus, na clareza da doação generosa, a partir do mistério da cruz do Filho de Deus. Ela é imprescindível e decisiva para a realização da humanidade, mesmo consciente da resistência de não aceitação e mesmo não se admitir a cruz como redentora e libertadora. Que o grande sonho de Deus Pai, a nós ofertado no Evangelho de Jesus, seja aquele de sempre mais termos diante dos olhos, na mente e no coração, a possibilidade de realização da criatura humana, já aqui neste mundo e no mundo futuro, a esperança de vermos novas todas as coisas. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso, escritor, blogueiro, colunista, vice-presidente da Previdência Sacerdotal - Parquelândia, Fortaleza-CE -geovanesaraiva@gmail.com

Site oficial de Harry Potter anuncia novo livro da saga

Baseada no roteiro de "Harry Potter and the Cursed Child", originalmente uma peça de teatro, a publicação terá versões impressas e digitais

10/02/2016 - 15h35min | Atualizada em 10/02/2016 - 15h56min

Site oficial de Harry Potter anuncia novo livro da saga Warner Bros. Pictures/Divulgação
Foto: Warner Bros. Pictures / Divulgação
Fãs de Harry Potter já podem comemorar: foi anunciado nesta quarta-feira, noPottermore – site oficial do mundo bruxo criado por J. K. Rowling – que o roteiro de Harry Potter and the Cursed Child (Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, em tradução literal), originalmente uma peça de teatro roteirizada por Jack Thorne, vai virar livro físico e digital em duas partes. O lançamento está previsto para o dia 31 de julho, data que marca o aniversário da autora e de Harry, após a estreia da montagem em Londres. Depois da edição especial de ensaio, a publicação vai ser substituída por uma edição definitiva de colecionador. 
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A montagem criou polêmica no fim do ano passado, quando foi feito o anúncio de que Noma Dumezweni, uma atriz negra, viveria Hermione GrangerJamie Parker é o protagonista e Paul Thornley encarna Rony Weasley. Oficialmente, a história é a oitava da saga de Potter e se passa 19 anos depois da Batalha de Hogwarts – sendo baseada na ideia original de Rowling, Thorne e John Tiffanny. Na sinopse divulgada no site, o menino que sobreviveu precisa lidar com um passado que ainda vive, enquanto seu filho mais novo, Alvo Severo, tem dificuldade em carregar o peso de um legado familiar que ele não quis. Unindo passado e presente, os dois descobrem que, às vezes, as trevas vêm de lugares inesperados.
Capa não-finalizada de "Harry Potter and the Cursed Child"Foto: Pottermore / Divulgação
http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2016/02/site-oficial-de-harry-potter-anuncia-novo-livro-da-saga-4972112.htmlhttp://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2016/02/site-oficial-de-harry-potter-anuncia-novo-livro-da-saga-4972112.html

Livros devem ficar mais caros no Brasil após aumento no preço do papel

Câmara Brasileira do Livro avalia que impacto será "significativo"

25/02/2016 - 19h55min
Livros devem ficar mais caros no Brasil após aumento no preço do papel Júlio Cordeiro/Agencia RBS
Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS
Câmara Brasileira do Livro (CBL) manifestou-se contra o aumento de 24% no preço do papel, anunciado pela Suzano Papel e Celulose e seguido pela International Paper. Segundo o órgão, o reajuste "gerará efeito em cascata nocivo na cadeia produtiva, aumentando os preços, desestimulando a leitura e onerando as famílias". De acordo com reportagem do Valor Econômico, o texto foi enviado por meio de cartas à Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e à Associação Nacional dos Distribuidores de Papel (Andipa).
Assinado pelo presidente da CBL, Luís Antonio Torelli, o documento pede que as associações dialoguem com seus associados e com os fabricantes de papel "a fim de que seja feita uma revisão desse reajuste, à luz do cenário nacional de desaceleração da economia, visando evitar um desequilíbrio preocupante do mercado neste momento". 
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De acordo com a CBL, o aumento gerará impacto no preço dos livros muito acima da inflação e da capacidade de assimilação pelo mercado. ¿Obviamente, as gráficas terão de repassar esse custo ao preço de seus serviços, onerando a impressão dos livros, numa conjuntura totalmente inoportuna, considerando a acentuada retração da economia nacional¿, diz Torelli.

Cardeal australiano admite que Igreja acobertou casos de pedofilia no país

George Pell é o mais alto cargo da Igreja Católica a depor.
Comissão investiga casos de pedofilia envolvendo padres na Austrália.

Da Agência Efe

O cardeal George Pell, responsável pelas finanças do Vaticano, reconheceu nesta quarta-feira (2) que casos de pedofilia dentro da Igreja Católica australiana foram acobertados, e admitiu que deveria haver feito mais diante deles.

Cardeal australiano admite que Igreja acobertou casos de pedofilia no país (Foto: Tony Gentile/Reuters)Cardeal australiano admite que Igreja acobertou casos de pedofilia no país (Foto: Tony Gentile/Reuters)
Nos anos 80 havia "um mundo de crimes e acobertamentos (no seio da Igreja Católica). As pessoas não queriam que o status quo fosse perturbado", disse à comissão que investiga a resposta de instituições religiosas, públicas e educativas à pedofilia nas últimas décadas na Austrália.
Pell, o mais alto cargo da Igreja Católica a depor sobre casos de pedofilia, compareceu pelo terceiro dia por videoconferência desde Roma pelos abusos a menores cometidos entre os anos 70 e 90 nas cidades de Ballarat, onde nasceu e trabalhou como sacerdote, e Melbourne, onde foi bispo auxiliar e arcebispo.
Depois de garantir ontem que nunca foi informado dos casos de pedofilia cometidos nas paróquias onde esteve alocado, Pell insistiu nesta quarta-feira que foi enganado por outros religiosos que não deram detalhes nem o informaram da magnitude dos crimes que eram denunciados pelos fiéis.
"Eu era o menino novo do bairro e era conhecido por ser franco", disse o cardeal australiano, ao alegar que esconderam esses fatos dele para evitar que tomasse ações.
O Escritório de Educação Católica "temia que fizesse todo tipo de perguntas inconvenientes caso tivesse sido informado", declarou à comissão.
Em seu terceiro dia de depoimento, centrado em seu papel como bispo auxiliar na arquidiocese de Melbourne em 1987, Pell foi questionado sobre a forma como enfrentou as queixas contra o sacerdote pedófilo Peter Searson, que morreu em 2009.
A comissão expôs como Searson foi acusado de abusar de menores entre os anos 70 e 90, ameaçou seus fiéis com uma arma e apunhalou um pássaro com uma chave de fenda diante das crianças.
Pell qualificou Searson como "um dos padres mais desagradáveis" que conheceu, mas disse não lembrar de uma reunião na qual teria sido apresentada uma lista de queixas de crianças que sofreram abusos sexuais ou maus tratos por esse sacerdote.
O cardeal também reiterou que desconhecia as acusações contra Gerald Ridsdale, outro sacerdote pedófilo com quem conviveu durante algum tempo e que na véspera qualificou como "uma história triste de pouco interesse", o que provocou a indignação de várias vítimas.
"Não sabia que havia essas discussões, embora admita que deveria ter feito mais", disse.
Pell também assegurou que não se lembrava da denúncia de Timothy Green, um aluno do colégio St. Patrick de Ballarat, que em 1974, quando tinha 12 anos, revelou os abusos que sofreu de Edward Dowlan, condenado por abusar de 30 crianças.
Green declarou no passado à comissão que Pell disse então: "não seja ridículo" antes de sair, mas o cardeal disse hoje que se essa denúncia "tivesse sido importante para mim, a teria aceitado e teria feito algo a respeito".
As declarações de Pell desta semana não satisfizeram os parentes e as vítimas de abusos sexuais, que agora buscam uma audiência com o papa Francisco para que a Igreja se comprometa a nunca mais acobertar abusos contra menores.
Pell informou em comunicado que se reunirá com as vítimas assim que terminarem seus depoimentos, na quinta-feira, à comissão governamental australiana embora, segundo a emissora "ABC", muitos deles tenham se negado a comparecer à reunião devido a uma série de restrições.
Philip Nagle, membro da delegação de 15 familiares e vítimas que viajaram para Roma, comentou que a delegação não quer se reunir-se com Pell porque "ele nos deu as costas"
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UE propõe plano de 700 milhões de euros para crise migratória

France Presse

'É uma crise que testa a nossa União em seus limites', disse Donald Tusk.
Pacote deverá ser dividido em 3 anos, com 300 milhões de euros em 2016.

Da France Presse

A União Europeia propôs nesta quarta-feira (2) um plano de assistência humanitária de 700 milhões de euros (R$ 2,97 bilhões) aos países membros que enfrentam o afluxo maciço de migrantes, enquanto milhares de pessoas permanecem bloqueadas na fronteira greco-macedônia.

União Europeia propôs plano de 700 milhões de euros para crise migratória (Foto: Louisa Gouliamaki/AFP)União Europeia propôs plano de 700 milhões de euros para crise migratória (Foto: Louisa Gouliamaki/AFP)
As recentes restrições impostas pelos países da rota dos Balcãs bloquearam milhares de migrantes na Grécia, que está à beira de uma crise humanitária segundo a ONU.
Incapazes de dar uma resposta coordenada à crise, os europeus estão em uma situação cada vez mais crítica, com mais de 130 mil migrantes que chegaram na Europa pelo Mediterrâneo desde janeiro.
"É uma crise que testa a nossa União em seus limites", reconheceu nesta quarta o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. Ele falou durante uma visita a Croácia, etapa de um giro pelos Balcãs que deve terminar na quinta e sexta-feira na Turquia, antes de uma cúpula extraordinária sobre a crise.
À espera de uma ação de Ancara para frear a partida de migrantes, a Comissão Europeia anunciou um projeto sem precedentes, a fim de fornecer ajuda humanitária de emergência aos países mais pobres e membros da UE na linha de frente nesta crise.
"A proposta de hoje disponibilizará 700 milhões de euros para ajuda humanitária onde ela é mais necessária", indicou o comissário europeu para a Ajuda Humanitária, Christos Stylianide.
O pacote deverá ser dividido em três anos, sendo 300 milhões destinados em 2016.
Este montante será destinado "principalmente para a Grécia, porque é neste país que a crise humanitária é mais grave", assegurou Stylianides, pedindo aos Estados membros e o Parlamento europeu que apoiem "rapidamente" a proposta.
A Grécia, que enfrenta uma situação insustentável na sua fronteira com a Macedônia, onde milhares de migrantes permanecem bloqueados, disse que necessita de 480 milhões de euros para acomodar 100.000 refugiados.
Atenas reconheceu na terça-feira "que não será capaz de gerir todos os refugiados que chegam". Atualmente, o país acolhe 23.000 migrantes.
Na França, rota tomada pelos migrantes que aspiram chegar ao Reino Unido, as autoridades continuavam nesta quarta-feira, pelo terceiro dia consecutivo, com o desmantelamento parcial do campo de refugiados chamado de a "selva" de Calais, depois de uma noite relativamente calma, apesar de vários barracos terem sido incendiados.
Ignora-se se os incêndios foram acidentais ou voluntários.
O acampamento abriga entre 800 e 1.000 imigrantes, segundo o governo, e 3.450, de acordo com associações.
Passagem a conta-gotas
Mais de 7.000 migrantes seguiam bloqueados nesta quarta-feira no posto fronteiriço de Idomeni, na fronteira entre a Grécia e a Macedônia, depois que vários países impuseram restrições à entrada de migrantes.

A Macedônia abriu brevemente na terça à noite sua fronteira com a Grécia e deixou entrar em seu território cerca de 250 refugiados sírios e iraquianos: um primeiro grupo de 170 refugiados durante a noite, mais 80 ao longo do dia.
Na segunda-feira, um grupo de 300 pessoas, incluindo iraquianos e sírios, tentaram forçar a cerca de arame farpado. A polícia macedônia respondeu com gás lacrimogêneo.
A Comissão Europeia manifestou a sua preocupação com estes incidentes, mas a Macedônia justificou sua resposta, argumentando uma "tentativa violenta" de intrusão.
A situação nos arredores de Indomeni é cada vez pior. "Entre sexta-feira e domingo, o campo passou de 4.000 a 8.000 pessoas. Agora, temos mais de 9.000", explica Jean-Nicolas Dangelser, responsável logístico da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) na zona, que administra a distribuição de refeições, que chega a 30.000 por dia.
A Macedônia é o primeiro país na rota dos Bálcãs, utilizada por migrantes que chegam às ilhas gregas a partir da costa turca e que desejam se dirigir aos países da Europa do Norte e Central.
Na Itália, outro país de entrada, uma dúzia de associações denunciou o tratamento aos migrantes nos chamados "hotspots", os centros de registo criados a pedido de Bruxelas.
Enquanto isso, de acordo com fontes diplomáticas, navios da Otan enviados ao Mar Egeu para monitorar as redes de tráfico de migrantes entre a Turquia e a Grécia ainda não foram implantados nas águas territoriais turcas, na ausência de autorização de Ancara
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'Felizes', diz Facebook sobre soltura de vice-presidente preso em SP

Rede social reiterou que prisão foi medida 'extrema e desproporcional'.
Executivo estava detido em CDP da Zona Oeste da capital desde terça-feira.

Do G1 São Paulo

O Facebook voltou a classificar, nesta quarta-feira (2), que a prisão do vice-presidente da empresa para a América Latina, o argentino Diego Jorge Dzodan, em São Paulo, foi uma medida extrema e desproporcional, e informou que os executivos ficaram "felizes pelo Tribunal em Sergipe ter emitido uma liminar ordenando a sua liberação".
Segundo o comunicado da rede social, prender uma pessoa que não tem qualquer relação com uma investigação em andamento é uma medida arbitrária. O Facebook disse estar preocupado com os efeitos dessa decisão para as pessoas e a inovação no Brasil, mas se colocou à disposição para responder quaisquer perguntas que as autoridades brasileiras".
O vice-presidente da rede social a América Latina deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, em São Paulo, na manhã desta quarta-feira. Ele tinha sido preso na terça (1º) a pedido da Justiça de Sergipe após a rede social descumprir decisão judicial de compartilhar informações trocadas no Whatsapp por suspeitos de tráfico de drogas. O Facebook é dono do WhatsApp desde o começo de 2014.
Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook para América Latina, em evento da rede social de 2015. (Foto: Arquivo Pessoal/Diego Dzodan)Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook para América Latina, em evento da rede social de 2015. (Foto: Arquivo Pessoal/Diego Dzodan)
Dzodan foi liberado após uma nova decisão do Tribunal de Justiça de Sergipe, assinada pelo desembargador Ruy Pinheiro da Silva, conceder habeas corpus ao executivo na madrugada desta quarta-feira. Ele responderá ao processo em liberdade.
Segundo um agente penitenciário que atua no CPD, Dzodan passou a noite em uma cela para presos temporários, separada dos demais presos. Ele deixou o presídio dentro de um veículo pela manhã e não concedeu entrevista. O executivo foi encaminhado de volta à sede da Polícia Federal em São Paulo, na Lapa.
Executivo do Facebook deixou Centro de Detenção Provisória na manhã desta quarta (Foto: Tatiana Santiago/G1)Executivo do Facebook deixou Centro de Detenção Provisória na manhã desta quarta (Foto: Tatiana Santiago/G1)
Prisão
Dzodan estava indo para o trabalho no Itaim Bibi, Zona Sul da capital paulista, quando foi preso. Ele foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) e depois prestou depoimento na Polícia Federal (PF). Segundo a assessoria de imprensa da polícia, Dzodan respondeu a perguntas encaminhadas pela Justiça de Sergipe, conhecida como carta precatória, e logo foi encaminhado ao CDP Pinheiros.

MandadoEm nota, a assessoria de imprensa do Facebook no Brasil disse que a medida é extrema e desproporcional. "Estamos desapontados com a medida extrema e desproporcional de ter um executivo do Facebook escoltado até a delegacia devido a um caso envolvendo o WhatsApp, que opera separadamente do Facebook. O Facebook sempre esteve e sempre estará disponível para responder às questões que as autoridades brasileiras possam ter", diz porta-voz do Facebook.
Os policiais cumpriram mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz criminal da comarca de Lagarto, em Sergipe, Marcel Montalvão. Segundo a Polícia Federal em Sergipe, o representante descumpriu ordens de repassar à Justiça informações armazenadas em serviços do Facebook, "imprescindíveis para produção de provas a serem utilizadas em uma investigação de crime organizado e tráfico de drogas".
A investigação foi iniciada após uma apreensão de drogas na cidade de Lagarto, a 75 km de Aracaju. O juiz Marcel Montalvão pediu há quatro meses que o Facebook informasse o nome dos usuários de uma conta no WhatsApp em que informações sobre drogas eram trocadas. A empresa não atendeu a Justiça, que aplicou há dois meses multa diária de R$ 50 mil. Como a empresa ainda assim não cumpriu a determinação, o valor foi elevado para R$ 1 milhão há 30 dias.
A assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe confirma a existência do processo, mas não iria passar informações, pois corre em segredo de justiça. O Facebook já proíbe que a rede social seja usada para vender drogas. No começo de fevereiro, alterou a política de uso do site e do aplicativo de fotos Instagram para impedir também que os usuários comercializassem armas.
Na prática, donos de páginas e perfis já não podiam vender material bélico, mas pequenas microempresas podiam usar a ferramenta de criação de anúncios rápidos para isso. Com a alteração, essa prática foi vetada. A política da rede, no entanto, não se estende ao WhatsApp.
Segundo o delegado Aldo Amorim, membro da Diretoria de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal em Brasília, a investigação foi iniciada em 2015 e esbarrou na necessidade informações relacionadas as trocas de mensagens via whatsapp, que foram solicitadas ao Facebook e não fornecida ao longo dos últimos meses.
Ele revelou ainda que foram aplicadas multas gradativas e que essas multas só irão cessar quando a empresa repassar as informações necessárias. Os valores das multas iniciaram em R$ 50 mil, passando para R$ 500 mil e agora estão no valor diário de R$ 1 milhão.
Ainda de acordo o delegado, existe uma organização criminosa na cidade de Lagarto e o não fornecimento das informações do Facebook está obstruindo o trabalho de investigação da polícia. Ele disse também que toda empresa de comunicação que atua no Brasil deve seguir a legislação brasileira, independente do seu país de origem.
Outros casos
Não é a primeira vez que o Facebook descumpre uma decisão judicial, e a Justiça brasileira reage. O caso mais recente foi a determinação do Tribunal de São Paulo para que as operadoras de telefonia móvel bloqueassem o acesso ao WhatsApp.

A suspensão do serviço de 48 horas foi uma punição de um juiz de São Bernardo do Campo (SP) ao Facebook. A rede social se recusou a liberar mensagens trocadas pelo WhatsApp por suspeitos de integrar uma quadrilha. A derrubada do app durou pouco mais de 12 horas e foi suspensa após o TJ-SP conceder uma liminar à Oi, uma das quatro operadoras afetadas.
Em fevereiro, um juiz de Teresina (PI) determinou que as operadoras suspendessem temporariamente o acesso ao app de mensagens. Na ocasião, as empresas se negaram a cumprir a decisão. O motivo seria uma recusa do WhatsApp em fornecer informações para uma investigação policial que vinha desde 2013.
Apple x FBI
O caso do Facebook lembra a briga da Apple com o FBI, nos Estados Unidos. A polícia federal norte-americana entrou na Justiça para obrigar a empresa a desbloquear um iPhone usado pelo atirador que matou 14 pessoas e deixou outras 22 feridas em um atentado em San Bernardino, na Califórnia, em dezembro de 2015. Um corte da Califórnia acatou o pedido.

A Apple, que já havia negado colaborar com a investigação, informou que não cumprirá o pedido judicial. A empresa entrou com um recurso para anular a decisão. Tim Cook, presidente-executivo da Apple, afirmou que o pedido pode colocar a segurança dos clientes da empresa em risco.
O posicionamento da Apple diante do caso foi apoiado por outras empresas de tecnologia, como Google, Facebook e Microsoft. Mark Zuckerberg, presidente-executivo e um dos fundadores da rede social, disse que é "solidário à Apple".
*Colaborou G1 Sergip
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Coral apresenta sinais de desbotamento

O desbotamento é um fenômeno de enfraquecimento que resulta em descoloração.
A Grande Barreira de Coral apresenta sinais de desbotamento devido ao aumento da temperatura do mar, fenômeno que pode ficar mais rápido caso as condições meteorológicas não melhorem - alertaram nesta terça-feira pesquisadores australianos.
Pesquisadores alertaram no final de 2015 que o ressurgimento da corrente quente do Pacífico El Niño poderia provocar em 2016 o pior episódio de desbotamento de corais já registrado no mundo.
Cientistas da Universidade de Queensland e da Agência Norte-Americana Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) explicaram que trata-se apenas do terceiro evento deste tipo, e que recifes como os da Grande Barreira australiana seriam particularmente afetados.
O Centro ARC para estudos dos recifes de corais advertiu nesta terça-feira que tais preocupações estavam começando a ser justificadas. "Os relatórios atuais sobre o desbotamento da barreira não correspondem a um episódio de desbotamento maciço", explica Terry Hughes, diretor do centro.
"Mas estamos preocupados com a ocorrência de um número crescente de incidentes de desbotamentos leves ou moderados em vários locais na Grande Barreira de Coral com a aproximação do verão".
O desbotamento dos corais é um fenômeno de enfraquecimento que resulta em descoloração. É causado pelo aumento da temperatura da água, resultando na expulsão de algas simbióticas que dão cor e nutrientes aos corais.
Janice Lough, pesquisadora do Instituto Australiano de Ciência Marinha, disse que as próximas semanas serão cruciais. "Os serviços meteorológicos preveem temperaturas significativamente maiores do que as médias durante o mês de março, o que poderia resultar em mais desbotamento para a Grande Barreira de Coral, a não ser que tenhamos em breve vento e nuvens".
A Grande Barreira de Coral australiana, listada como Patrimônio Mundial desde 1981, está ameaçada pelo aquecimento global, escoamento agrícola, o desenvolvimento econômico e a proliferação das coroas-de-espinhos, espécie de estrelas do mar que destroem os corais.
AFP