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10 de janeiro de 2018

Ariano Suassuna: "Todo professor deve ter um pouco de ator"

Por: Paulo Araújo
Ariano Suassuna. Foto: Eduardo Queiroga
Ariano Suassuna
Ao completar 80 anos no dia 16 de junho, o romancista, dramaturgo e poeta Ariano Suassuna - está cheio de planos. Em janeiro, ele assumiu a Secretaria da Cultura de Pernambuco - seu terceiro cargo público -, prometendo continuar na defesa da cultura popular brasileira, que apóia como poucos.

Dessa vez, Ariano se empenha para colocar em prática o projeto batizado de A Onça Malhada, a Favela e o Arraial. Trata-se de uma iniciativa que vai levar para os quatro cantos do estado (das periferias das cidades aos rincões do sertão) suas célebres aulas-espetáculo, palestras que há anos fascinam os brasileiros. Se o escritor já lota os auditórios por onde passa, agora ele pretende convidar o povo simples, "do Brasil real", para o escutar embaixo de uma lona de circo, acompanhado de bailarinos e músicos. "Sou um pouco ator, como todo professor deve ser", justifica o "pai" de Chicó e João Grilo, personagens de sua mais célebre obra, o Auto da Compadecida.

Formado em direito e filosofia, ele lecionou durante 32 anos na Universidade Federal de Pernambuco. Em 1999, assumiu a cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Letras e, em 2002, foi homenageado pela escola de samba carioca Império Serrano. "Não vi diferença entre as duas honrarias", afirma. Nesta entrevista, concedida à NOVA ESCOLA no seu casarão do século 19, localizado às margens do rio Capiberibe, no Recife, o criador de histórias como O Santo e A Porca, entre tantas outras que têm o Nordeste como inspiração, fala como se tornou um grande leitor e escritor, comenta a situação da Educação brasileira e diz quais são as estratégias que usa para dar boas aulas desde os 17 anos.

Com quantos anos o senhor aprendeu a ler?
Ariano Suassuna Antes de entrar para a escola, aos 7 anos, orientado pela minha mãe e por uma tia, lá no sertão de Taperoá, na Paraíba. Hoje isso é muito raro, pois as mulheres têm de trabalhar fora, não é?

O hábito da leitura vem dessa mesma época?
Suassuna Eu não tenho o hábito da leitura. Eu tenho a paixão da leitura. O livro sempre foi para mim uma fonte de encantamento. Eu leio com prazer, leio com alegria. O meu pai, que perdi aos 3 anos de idade, deixou de herança para nós uma biblioteca fabulosa para os padrões do sertão naquela época. Tinha de tudo. Ibsen, Dostoiévski, Cervantes, Machado de Assis, Euclides da Cunha. Meus tios também viviam comprando livros em Campina Grande para eu ler. Era Eça de Queiroz, Guerra Junqueira e um título do qual me lembro muito, Dodinho, de José Lins do Rego.

Como começou a escrever?
Suassuna Certo dia, eu tive uma prova de Geografia e não sabia nada. Então, resolvi dar as respostas por meio de versos. O professor quis saber quem era aquele aluno e, em vez de me dar uma bronca, me elogiou. Dias depois, ele deu um jeito de publicar no Jornal do Commercio, aqui, do Recife, um de meus poemas que havia mostrado a ele. Em 1947, eu e outro colega fundamos o Teatro do Estudante de Pernambuco, que encenava peças de nossa autoria. Nesse mesmo ano, escrevi Uma Mulher Vestida de Sol e não parei mais.

No que está trabalhando agora?
Suassuna Estou concluindo o Romance d?A Pedra do Reino, lançado em 1971. Estou devendo isso aos meus leitores desde 1981.

O senhor usa o computador para escrever?
Suassuna Jamais! Escrevo tudo a mão. Minha letra é muito bonita. Acho que a única função do computador foi aposentar as máquinas de datilografia, que já usei um dia. O meu genro é quem lê os originais e depois passa para o computador.

A popularização de sua obra literária se deve muito à TV. Como ela pode se tornar um aliado do professor no fomento à paixão pela leitura?
Suassuna A TV é um meio de comunicação no qual a oralidade predomina. Se o professor escolher boas adaptações, como a que Guel Arraes fez de O Coronel e o Lobisomem, do meu amigo José Cândido de Carvalho, exibir para os alunos e depois facilitar o acesso ao livro, eu duvido que eles não se interessem. Mas é preciso lembrar de fazer o aluno participar da aula, como se fosse um ator!

Essa era sua estratégia em sala de aula quando lecionava?
Suassuna Eu sou professor desde os 17 anos. Sempre fui criativo. Uma das coisas de que fazia muita questão é que meus alunos não se entediassem. Acho que todo professor tem de ter alguma coisa de ator, senão ele não terá sucesso. Sendo somente um expositor de idéias, dificilmente ele chamará a atenção dos estudantes.

Como era seu método de avaliação?
Suassuna Na universidade, minhas provas não eram difíceis e nunca reprovei por faltas. Eu não queria que os alunos fossem à aula por obrigação. Fazia questão de nunca fazer chamada e também passava trabalhos que estivessem de acordo com o nível de aprendizado deles.

Suas aulas-espetáculo, que já encantaram tantas pessoas Brasil afora, são planejadas?
Suassuna Não. Eu tenho um certo dom de improviso e ele nunca me faltou. Uma vez, um colega me provocou por causa disso e eu recorri a uma estrofe de um cantador de repentes que eu conhecia para dar a resposta. Ela diz assim: "Para brigar de tiro e faca/ não sirvo/ não presto não./ Mas solto assim sobre um palco/com um microfone na mão./ Eu sou onça matadeira/ sou tigre bravo e leão". Ele ficou com tanto medo de mim que se encolheu todo.

Hoje muitos professores promovem rodas de conversa com as crianças. O que o senhor pensa dessa prática?
Suassuna Acho ótimo! Não tem nada melhor do que desenvolver a oralidade desde cedo. Eu, muito antes de saber ler, já recitava de cor muitos versos de cordel e acompanhava as cantorias de viola em Taperoá, para onde volto sempre. No sertão, a gente fala muito e foi justamente desse falatório todo que tirei inspiração para os meus livros.

O senhor é um crítico ferrenho do chamado "lixo cultural" que os Estados Unidos tentam impor ao resto do mundo. Quando isso começou aqui no Brasil?
Suassuna Na época da Segunda Guerra. Natal e Recife se tornaram bases aéreas e navais importantes para os Estados Unidos e se encheram de americanos. Dizem que lá em Natal um sertanejo analfabeto pegou um táxi e foi dar uma volta pela cidade. E aí ele viu uma placa com as expressões "Stop" e "Pare". Sem saber ler, perguntou ao motorista o que significava. Este, já tão colonizado pelos americanos, respondeu: "?Stop?, que está em cima, significa pare. Embaixo está escrito ?peire?, mas eu não sei o que significa, não". Quer dizer: o chofer nem sabia mais ler em português. (risos)

Qual sua prioridade na Secretaria de Cultura?
Suassuna É o projeto A Onça Malhada, a Favela e o Arraial, que vai percorrer Pernambuco levando dança, teatro, música, canto e literatura ao público. As apresentações acontecerão em um circo itinerante. O nome do projeto, eu explico de trás para a frente. O arraial é uma homenagem a Canudos, o episódio mais significativo da história brasileira. Já a favela é por que lá moram os que também precisam de cultura, como eu e você. Quanto ao fato de a onça ser malhada, trata-se de um mea-culpa que fiz sobre o jeito como classificava o povo brasileiro.

Que jeito era esse?
Suassuna Eu tinha aprendido com Euclides da Cunha que nós éramos pardos. Gilberto Freyre, por sua vez, dizia que éramos morenos. Até que no censo de 1980 voltou a pergunta sobre a cor das pessoas. Deu uma polêmica danada. Vieram me ouvir e eu dizia que todo brasileiro era mestiço, influenciado por Sylvio Romero. Quando a dúvida ficou insuportável, só uma frase do padre Vieira me salvou. Ele diz: "Quem quiser acertar em história, em política ou em sociologia deve consultar as entranhas dos sacrificados".

E o que o senhor fez?
Suassuna Deixei de ouvir todos e até a mim mesmo e fui consultar o movimento negro do Recife. Me disseram que todos esses termos (pardos, morenos, mestiços) atrapalhavam a vida e eles só queriam ser vistos como negros, simplesmente. Por isso eu passei a não representar mais o povo brasileiro pela onça castanha, a mestiça, e sim pela malhada, aquela que tem as cores misturadas e, de certa forma, representa todas as nossas tonalidades de pele.

Então, ao escrever o Auto da Compadecida, em 1955, o senhor ainda não tinha consciência do problema racial brasileiro?
Suassuna Isso mesmo. Tanto que na primeira versão o Cristo era branco. A mudança na cor da pele foi um momento de indignação meu motivado pelo comportamento dos americanos. Tinha visto na revista Life a foto e a notícia de um comício contra a inclusão das primeiras crianças negras nas escolas brancas dos Estados Unidos. Em primeiro plano na foto tinha uma mulher segurando um cartaz que dizia: "Deus foi o primeiro segregacionista ao criar raças diferentes". Atribuir a Deus uma coisa tão odiosa quanto o racismo me deu uma raiva tão grande que na mesma hora mudei o texto e transformei o Cristo num negro.

Qual a diferença entre ter virado imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1999, e ser homenageado pela escola de samba carioca Império Serrano três anos depois?
Suassuna Absolutamente nenhuma. Cada uma teve seu lado negativo e positivo. Os rituais da academia são um pouco burocratizados, mas fiquei honrado de pertencer à mesma instituição do meu grande mestre, Euclides da Cunha. Já a escola de samba tem muita coisa massificada. No dia em que recebi o titulo de doutor honoris causa da Univesidade Federal do Rio de Janeiro, a Império Serrano levou para a cerimônia uma parte da bateria, o mestre-sala, a porta-bandeira e uma ala de meninas e outra de baianas velhas, negras e lindas. Esse povo começou a tocar e a dançar em minha homenagem e beijava o estandarte da escola com uma paixão tão grande que pensei: da mesma forma que fui para a posse da Academia eu tenho de ir ao desfile na Marquês de Sapucaí. E foi aquilo...

No seu discurso de posse na ABL, por sinal, o senhor desenganou os pretendentes à sua cadeira dizendo que decidira não morrer nunca. Ao completar 80 anos, essa promessa se mantém?
Suassuna Sim. Você ainda vai me entrevistar quando eu tiver 160 anos. Isso se você tomar algumas providências.

Quer saber mais?
Bibliografia 
Auto da Compadecida, Ariano Suassuna, Ed. Agir, tel. (21) 3816 9494, 186 págs., 29,90 reais 
Romance d´A Pedra do Reino, Ariano Suassuna, Ed. José Olympio, tel. (21) 2585-2000, 756 págs., 69 reais 
Uma Mulher Vestida de Sol, Ariano Suassuna, Ed. José Olympio, tel. (21) 2585-2000, 196 págs., 22 reais 

Fonte: NovaEscola

Querida história, te escrevo da guerra

Correspondência de soldados anônimos inspira livros de guerraAmpliar foto
Soldados leem em uma trincheira da Primeira Guerra Mundial. CORDON PRESS
Por acaso as vidas de Toyofumi Ogura e Humberto Alonso Pérez são menos história do que as vidas do imperador japonês Hirohito e do ditador espanhol Franco? Durante alguns séculos os historiadores marginalizaram as vidas minúsculas para debruçarem-se sobre as maiúsculas do poder. Vista assim, a guerra era uma história de planos, escaramuças, estratégias, generais, glórias e derrotas. Os soldados eram uma magnitude, um número no campo de batalha. “As pessoas a quem a história se refere só aparecem como figuras acessórias, como um pano de fundo, como uma massa escura no fundo da cena”, escreve Hans Magnus Enzensberger.
Esse caminho historiográfico teve seu dano colateral, na opinião da historiadora francesa Sabina Loriga. Durante a Primeira Guerra Mundial, a maioria dos historiadores políticos foi “incapaz de compreender as graves tensões sociais que perturbaram a Alemanha e a Europa em geral”.
Existe uma história oficial sobre o 6 de agosto de 1945, quando Hiroshima perdeu 90% de suas construções e 25% de seus habitantes em meia hora. A destruição e as doenças continuariam crescendo muito tempo depois da explosão da bomba atômica Little Boy e da rendição do imperador Hirohito. Os norte-americanos mediram o impacto da catástrofe que eles mesmos causaram: 306.545 atingidos. Nos relatórios, entretanto, não é possível ver o medo, a incredulidade e a dor dos moradores de Hiroshima, protagonistas forçados da hecatombe. Para isso é bom ler as cartas que Toyofumi Ogura (1899-1996) escreveu a sua esposa Fumiyo: “Quanto mais avançava, mais me empenhava em seguir o ditado dos três macacos de ‘não ver o Mal, não escutar o Mal e não dizer o Mal’, e procurava não falar com ninguém. Depois de encostar no cadáver daquela mulher no final da ponte do bonde, rio abaixo a partir da ponte Kyobashi, decidi acrescentar um quarto macaco sábio que indicava ‘não tocar no Mal”.
Ogura, professor de História na Universidade de Hiroshima, escreveu 13 cartas que sua destinatária nunca chegaria a ler: “Logo depois de minha catástrofe me senti possuído pela sensação de precisar informar minha esposa, vítima da bomba, dos fatos posteriores a sua morte, ainda sem saber absolutamente nada da arma atômica e da doença causada pela radiação”. Após superar a censura das forças aliadas – o Japão era um país ocupado desde sua rendição em 1945 –, foram publicadas em 1948.
Cartas do Fim do Mundo foi o primeiro relato pessoal sobre a bomba atômica e em poucos meses precisou ser reeditado seis vezes pelo interesse que causou
Cartas desde el Fin del Mundo (Cartas do Fim do Mundo, ainda inédito em português) foi o primeiro relato pessoal sobre a bomba atômica e em poucos meses precisou ser reeditado seis vezes pelo interesse que causou. Ogura conta suas experiências, suas observações, seus sentimentos. De suas mãos percorrem-se caminhos transitados por pessoas comuns feridas, nocauteadas, fantasmagóricas, que perambulam por uma cidade em ruínas. Uma verdade íntima que ele compartilha.
Como fonte primária, as cartas estão ligadas à história desde sua origem – Plínio, o Jovem, narra a destruição de Pompéia pela erupção do Vesúvio no ano 79 em uma carta ao historiador Tácito –, ainda que sem o peso que alcançaram nas últimas três décadas. “Agora são o ponto de partida, e não só um instrumento de segunda ordem, para fazer uma análise histórica da cultura popular e explorar campos da história social que de outra forma não poderíamos”, diz Guadalupe Adámez Castro, autora de Gritos de Papel, uma história sobre o exílio espanhol realizada sobre os escritos de súplica de republicanos. Cartas que davam e tiravam vida, como relatou Eulalio Ferrer, preso em um campo de internação na França: “A correspondência é um elemento vital de nosso presente destino, significa tanto ou mais do que a comida. É o laço que nos une com o mundo, contribuindo para acentuar e diminuir nossas incertezas”.
Carta de Humberto Alonso Pérez a sua esposa, Carmina, e ao seu filho, Guillermo, da prisão de El Coto (Gijón), em 14 de abril de 1938.ampliar foto
Carta de Humberto Alonso Pérez a sua esposa, Carmina, e ao seu filho, Guillermo, da prisão de El Coto (Gijón), em 14 de abril de 1938. 
Após seu estudo, Adámez concluiu que o exílio foi transversal tanto em origem como geográfico, mais heterogêneo do que a imagem de uma diáspora de intelectuais. E também que as cartas alimentavam uma relação de ida e volta: “Para o Governo republicano no exílio era uma forma de manter certa esperança na República e de poder saldar uma dívida com aquelas pessoas”.
Em uma guerra, afirma José Álvarez Junco no prólogo de Voces desde la Trinchera (Vozes da Trincheira), “ignoramos como viviam os soldados daquela experiência, o que pensavam, o quanto acreditavam da enxurrada retórica que lhes caía na cabeça, como aceitavam aquelas punições”. Nesse livro, James Matthews, membro do Centro de Estudos da Guerra na Universidade de Dublin, estuda cartas escritas entre 1938 e 1939 por soldados do Exército da Andaluzia, como Manuel Cantudo: “(...) se me visse descalço, andando com a sola do pé, e estou cheio de dizer ao tenente, e ele me fala que não há calçado”.
"A carta é um documento particular que permite comparar o discurso do poder com o dos seres de carne e osso que não o tiveram”, diz Verónica Sierra Blas
A publicação de cartas ajuda a rastrear o sentimento dos soldados da Wehrmacht – o correio militar alemão transportou 3 bilhões de cartas e pacotes durante a guerra –, o dos guerrilheiros condenados à morte pelos nazistas na França e o dos prisioneiros do campo de concentração de Mauthausen. “A carta é um documento particular que permite comparar o discurso do poder com o dos seres de carne e osso que não tiveram poder e, por outro lado, nos permite entrar no coração das pessoas para saber como vivenciaram os acontecimentos. O ápice tem muito a ver com o egodocumento, quando os historiadores começam a usar diários, memórias e cartas”, diz Verónica Sierra Blas, membro do Seminário Interdisciplinar de Estudos sobre a Cultura Escrita da Universidade de Alcalá de Henares e autora de dois livros sobre o século XX espanhol construídos sobre o gênero epistolar.
O primeiro, Palabras Huérfanas (Palavras Órfãs), reconstruiu a história das 30.000 crianças espanholas exiladas durante a Guerra Civil Espanhola na França, Bélgica, Inglaterra, México e Rússia a partir de suas cartas e diários. O segundo, Cartas Presas, se introduz no interior do sistema penitenciário durante a guerra e o franquismo através do estudo de 1.500 cartas. O remetente de uma delas é Humberto Alonso Pérez, que escreveu da prisão de El Coto, de Gijón, em 14 de abril de 1938, um mês antes de ser executado, a sua esposa, Carmina, e ao seu filho, Guillermo: “O destino me separa de vocês, me elimina da vida; o enfrento com integridade porque sei que suas vidas serão modelos e exemplares, cúmulo de honradez. Jamais se detenham em culpar alguém por minha sorte”. A história com outros nomes e sobrenomes.
El País

Mostra de cinema homenageia David Bowie na Caixa Cultural

Um dos artistas pop mais influentes da história será homenageado na Caixa Cultural de Fortaleza. Dos dias 10 a 14 de janeiro de 2018, a mostra "O Homem que Caiu na Terra" fará uma retrospectiva dos mais de 40 anos de carreira de David Bowie.
No total, 17 filmes serão exibidos, todos com ingressos nos valores de R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia). A venda acontece com uma hora de antecedência de cada sessão e as exibições serão feitas no Teatro da Caixa Cultural Fortaleza.
Além da forte influência na música, artes visuais e moda, David Bowie marcou o cinema com roteiros, direção de videoclipes, trilhas sonoras e atuação. A mostra traz filmes aclamados pelo público como "O Homem que Caiu na Terra", de 1976; "Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída", de 1981; e "Labirinto - A magia do tempo", de 1986. O clássico "Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer", de David Lynch, também será exibido.
Confira o trailer de "O Homem que Caiu na Terra":

Oficina e palestras
Além do campo da arte, David Bowie influenciou profundamente o comportamento e a cultura das últimas décadas. As questões levantadas pelas obras do artista serão o ponto de partida para uma série de debates que acontece paralelamente à mostra, com entrada gratuita e tradução simultânea em Libras.
Participarão dos debates nomes como Aria Areia, Cadu Bezerra e Helena Vieira, que discutem questões como corpo, gênero e sexualidade. Além disso, a identidade visual de Bowie será investigada na oficina de maquiagem com Fran Pimentel. As inscrições serão feitas presencialmente por ordem de chegada e estão sujeitas a lotação do teatro.
Confira a programação completa da mostra:
Quarta-feira, 10
14h - Basquiat - Traços de Uma Vida - Classificação: 18 anos
16h - A Última Tentação de Cristo - Classificação: 14 anos
19h - Sessão de Abertura - O Homem que Caiu na Terra - Classificação: 14 anos
Quinta-feira, 11
14h - Apenas um Gigolô - Classificação: 14 anos
16h - Furyo, Em Nome da Honra - Classificação: 14 anos
19h - Atividades Paralelas: Ciclo de debates sobre gênero e sexualidade - Tema 1 - A quebra contemporânea da divisão binária dos papéis sexuais
Sexta-feira, 12
14h - Absolute Beginners - Classificação: 14 anos
16h - Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída - Classificação: 18 anos
19h - Atividades Paralelas - Ciclo de debates sobre gênero e sexualidade - Tema 2 - Na contramão do conservadorismo: direito ao corpo e à liberdade de expressão sexual
Sábado, 13
10h - Atividades Paralelas - Oficina de maquiagem criativa e figurino - Oficineiro: Profa. Fran Pimentel
14h - Arthur e os Minimoys - Classificação: Livre
16h - Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer - Classificação: 18 anos
19h - O Grande Truque - Classificação: 14 anos
Domingo, 14
14h - Labirinto - A Magia do Tempo - Classificação: 12 anos
16h - The Snowman; (Livre); The Image; (18 anos); Pierrot in Turquoise or The Looking Glass Murders; (18 anos); Jazzin’ for Blue Jean; (12 anos); Empty; (18 anos)
19h - Fome de Viver - Classificação: 14 anos
Serviço
Mostra "O Homem que Caiu na Terra"
Quando: 10 a 14 de janeiro de 2018
Onde: Caixa Cultural Fortaleza (av. Pessoa Anta, 287 - Praia de Iracema)
Ingressos: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia)
Outras info: (85) 3453 2770
 Redação O POVO Online