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17 de setembro de 2018

Desfile da Emancipação Política de Alagoas celebra a literatura regional

Por Waldson Costa e Roberta Cólen, G1 AL
 
Público acompanha desfile da Emancipação Política de Alagoas
Público acompanha desfile da Emancipação Política de Alagoas

Os 201 Anos da Emancipação Política de Alagoas foi celebrado, na tarde deste domingo (16), com um desfile cívico no bairro histórico de Jaraguá, em Maceió.
Ao fazer uma homenagem aos grandes nomes da literatura alagoana, o desfile contou com a participação de bandas fanfarras, filarmônicas e centenas de estudantes.
A secretária estadual de Educação, Laura Souza, disse que o objetivo da atividade que integra estudades da rede pública é fazer um diálogo entre o período histórico e personagens importantes do estado.
“É um momento muito importante porque junta o desfile com o pedagógico. A homenagem é com escritores alagoanos contemporâneos”, falou Laura Souza.
Entre os personagens da história de Alagoas homenageados estão: Théo Brandão, Jorge Calheiros, Lêdo Ivo, Nise da Silveira, Graciliano Ramos, Jorge de Lima, Aurélio Buarque de Holanda, Aristeu de Andrade, Ronaldo Oliveira, Arriete Vilela, Severino Ramos Barbosa, Sidney Wanderley, Marijôse Albuquerque Costa e Damiana Maria Jaires Barbosa.
José André e sua colega de classe Michele — Foto: Roberta Cólen
 
José André e sua colega de classe Michele — Foto: Roberta Cólen

“Sou da Escola Estadual Manoel de Matos, de Santana do Mundaú. É a minha primeira vez e estou achando muito legal”, disse o estudante José André, do 9 ano do ensino médio.
Grupo da Escola Moacir Teófilo, em Arapiraca — Foto: Roberta Cólen/G1
 
Grupo da Escola Moacir Teófilo, em Arapiraca — Foto: Roberta Cólen/G1

Grupo do 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Professor José Moacir Teófilo, em Arapiraca. “Estamos representando a Canafístula, somos bonecos. Estamos adorando”, disse Fabio Batista, de 25 anos, ao lado de seus amigos de sala.
Dona Edjane Bandeira (à direita) foi ao desfile com a filha Laylany Bandeira e a neta Elia — Foto: Roberta Cólen/G1
 
Dona Edjane Bandeira (à direita) foi ao desfile com a filha Laylany Bandeira e a neta Elia — Foto: Roberta Cólen/G1

Muitas pessoas foram prestigiar o evento. Uma delas foi a dona Edjane Bandeira, que foi com a filha Laylany Bandeira e a neta Elia, de apenas 1 ano e 9 meses. “Viemos de Mangabeiras. Sempre viemos para cá, tem muitos anos” disse ao G1.
Desfile acontece nas ruas do histórico bairro de Jaraguá — Foto: Roberta Cólen / G1
 
Desfile acontece nas ruas do histórico bairro de Jaraguá — Foto: Roberta Cólen / G1

As lições históricas, literárias e íntimas do livro de Isabela Figueiredo

por Edma de Góis - Especial para o Caderno 3
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Há dois meses ou pouco mais que isso, a escritora Isabela Figueiredo ocupou páginas e sites de jornais e suplementos especializados, em ocasião de sua presença na mais recente Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A vinda de Isabela ao Brasil é parte dos desdobramentos da publicação de "Caderno de memórias coloniais" no País neste ano. Antes disso, o público brasileiro conheceu "A Gorda" (2016), obra que também joga com a ideia de autoficção (rótulo descartado pela autora) e que marca em certa medida a sua produção, em que aspectos biográficos respondem por parte da potência dos seus textos. Até aí nada de novo no front, afinal de contas, o jornalismo cultural acaba por também se nutrir das tendências de mercado, sendo as feiras, alguns desses eventos que disparam essas inclinações, muitas vezes em velocidade superior à crítica acadêmica.
O barulho em torno do livro de Isabela, no entanto, parece ter minimizado um componente importante, o fato do livro ter sido publicado em Portugal há quase dez anos, completados em 2019, e mantido recepção semelhante ao longo desses anos. E no bojo da discussão, um outro esquecimento foi sentido: um segundo livro, com roteiro similar, porém ambientado em Luanda, "O retorno", da portuguesa Dulce Maria Cardoso, roubou a cena em 2012, recebendo os louros negados a Isabela Figueiredo. Como explicar então reações tão diferentes para duas obras que remetem ao mesmo tema? E mais, como explicar a comoção do leitor no Brasil, inversamente oposta à leitura dos portugueses ao livro de Isabela?
Faço algumas apostas, todas falíveis, é bem verdade, tentando entender o livro à época do seu lançamento e retomando minha própria experiência de leitura da obra, pela primeira vez em 2011, em edição portuguesa da Angelus Novus Editora, e agora em 2018, da brasileira Todavia. Nesse exercício, me esforço para esquecer a leitura anterior, mas ao menor sinal de lembrança, não do enredo, mas da minha própria leitura e do que ouvi falar do livro, algo em mim aciona resquícios do impacto que ele me causou há sete anos. A diferença é que agora somo isso ao questionamento a respeito da atualidade do livro, que trata sob um olhar quase íntimo as questões raciais em meio ao retorno dos portugueses enviados a Lourenço Marques, hoje Maputo, durante a colonização imposta pelo ditador Antonio de Oliveira Salazar. Em 2011, pouco se falava de racismo em Portugal se compararmos a hoje, desfocando o preconceito para a não disfarçada xenofobia diante da presença numerosa de romenos no país. É como se no enredo cotidiano dos lusitanos, não coubesse o tema, cujas discussões avançaram a passos largos em outros países europeus e também do Brasil nesta década.
Em Portugal, antes de publicar "Cadernos", Isabela Figueiredo já era conhecida pelo blog Mundo Perfeito (novomundoperfeito.Blogspot.Com), página em que os trechos da obra pouco a pouco foram se formando. Para Joana Filipa Passos, doutora pela Universidade de Utrecht (Holanda) com tese sobre estudos feministas e pós-coloniais, a presença na internet demarcou uma diferença fundamental para a recepção da obra. Assim, o livro de Isabela teve um alcance muito maior do que o de Dulce Maria Cardoso, por exemplo, já estabelecida no campo literário português e chancelada pela crítica acadêmica. "Cadernos é tudo, menos a literatura de nostalgia colonial, que existe e alimenta um setor da população portuguesa", avalia.
Além disso, a linguagem empregada na obra, se não causa espanto no Brasil, ainda mais se equiparada à produção literária contemporânea, em seu país de origem soou escandalosa e inadequada e demorou a ser assimilada. É como se a falta de economia no que se poderia chamar "palavrões" ou de pudor para expor, ainda que sob uma lente nebulosa, desejo, sexo e poder, no seio familiar ou do colonizador frente ao colonizado, tivessem posto a perder o trabalho estético da poética de Isabela. Mas isso são águas passadas para a agora autora elogiada como uma das principais vozes da literatura portuguesa contemporânea. Um último elemento para entender, ainda que parcialmente, a recepção da primeira edição do livro em Portugal, o mais óbvio dos motivos aliás e sempre reiterado por Isabela, é a presença dos tais retornados, que se sentiram afrontados com as revelações que a obra fazia.
"Cadernos" tocou em assunto morto, ressuscitou um passado não desejado e apresentou uma versão grotesca da presença portuguesa na África aos que não conheciam a história ou não eram nascidos até a Revolução dos Cravos, em 1975. Resultado: causou alvoroço e ganhou uma série de desamores, enquanto "O retorno", de Dulce Maria Cardoso, foi considerado uma obra primorosa, muito embora quase não se fale dele hoje e tenha tido menor ressonância por aqui (a autora chegou a participar da Flip de 2012 e o livro considerado um dos melhores do ano).
História e tabu
A narrativa rápida, precisa e imagética nos conduz à infância em que Isabela não entendia por que não podia se aproximar das crianças negras. A mesma menina a sua maneira tem suas primeiras noções sobre sexo e observa, com uma mistura de admiração e raiva, o pai corpulento e viril, exemplo de outros homens brancos, em busca de satisfação com as negras, enquanto as mulheres brancas como sua mãe eram escoradas em um lugar seguro e sério da casa.
"Lourenço Marques, na década de 60 e 70 do século passado, era um largo campo de concentração com odor de caril", define. Desde seu lançamento, Isabela não economiza o tom quando rememora a sua experiência pessoal de observação da colonização portuguesa em Moçambique. No posfácio da edição brasileira, ela assume que o livro é uma espécie de carma, que carrega consigo e que se mistura com a própria vida. Seus comentários na tentativa de esclarecer a obra acabam, desde 2009, acirrando ainda mais sua posição anti-colonialista frente à figura paterna. Em entrevista ao jornal Público à época por exemplo, disparou: "O colonialismo era o meu pai", o que ainda funciona para os leitores que chegam ao livro pela primeira vez. Loira e filha de pais portugueses, Isabela nasceu em Moçambique, onde viveu até os 12 anos quando foi enviada, sozinha, para viver em Portugal. Chegando lá, a jovem descobriu o descompasso entre ser africana e filha de portugueses retornados. Se em África, ela era a branca filha do colonizador, em Portugal era africana, filha de retornados, o que já lhe garantiria olhares tortos onde fosse. Sem falar que, em1975, a visão que se tinha era que colonos brancos e negros viviam pacificados em Moçambique, na contramão das absurdas e cruéis situações de racismo que ela jamais esqueceria. É nesta posição de deslocamento que a escritora se forma, fomentada pela experiência da criança que olhava incômoda para a crueldade portuguesa com os negros, tão bem expressa na figura do seu pai, descrito no livro como "paternalista" e "castigador".
Releitura
Duas leituras de "Caderno de memórias coloniais", separadas pelo tempo, podem perfeitamente falar da incrível capacidade da literatura de despertar nossa imaginação. Não há um mesmo livro a ser lido, porque jamais somos os mesmos e os dispositivos da literatura parecem saber disso. Em 2018, a obra, que ganhou posfácio da autora, contando da experiência de visitar Moçambique 42 anos depois, e prefácio de Paulina Chiziane e José Gil, ganha potência, emocionando em alguns trechos como da primeira vez. E isso me faz lembrar Umberto Eco ao confessar ter se apaixonado novamente todas as vezes que releu "Sylvie", de Gerárd de Nerval, ao longo de 40 anos, "como se o tivesse lendo pela primeira vez". Por que somos capazes de nos emocionar, talvez até mais, em uma segunda leitura?
A releitura de "Caderno" me permitiu pensar numa ideia iluminada para os dias que vivemos hoje, o de que no ato de leitura algo "tornar-se presente" por meio de atmosferas e ambientes que nos tocam fisicamente. A isso, o professor da Universidade Stanford Hans Ulrich Gumbrecht chama "Stimmung", noção em que o que está em questão não é a representação de realidades extralinguísticas, nem o sentido, muito menos a interpretação, mas uma certa substância capaz de nos afetar diretamente, corporalmente até, podemos dizer. Esta experiência, disparada pela literatura, aciona nossa imaginação e nos permite projetar novos mundos, estar na pele do outro, viver situações que na vida "real" talvez nem quiséssemos viver. É ela que permite darmos desfechos diferentes para releituras de um mesmo texto ou preferimos o livro à sua adaptação para o cinema ou o teatro. No ato de leitura, a obra ganha sentido em movimento e diferentes modos de interpretação a depender de quem o conduz. Mas o principal é que ela é capaz de nos afetar a revelia de tudo isso.
No caso da leitura brasileira de "Cadernos", é inevitável falar que a empatia parte da nossa alusão a nossa própria escravidão posta em revista, nosso passado colonial, como se ao olharmos o caso de Moçambique, fôssemos lançados diante de um espelho. Ou seja, uma afetação que se dá por uma experiência histórica com pequenos ou ínfimos pontos de intersecção. Isabela Figueiredo oferece a possibilidade desse percurso em um texto de confissão e dor, redenção e culpa, prestação e acerto de contas com a figura do pai, escrito de memória e carne e posto na obra como a própria corporalidade portuguesa na África. Advirto que o livro ganha uma nova potência independente do tempo e do espaço de leitura, porque nos move para um lugar ao mesmo tempo desconhecido e tão familiar para nós. É nessa contradição que ele arrebata o leitor brasileiro, digo por mim que o reencontrei para uma leitura inédita como se sete anos não tivessem passado.
*A autora é jornalista e doutora em Literatura pela Universidade de Brasília
arte
Diario do Nordeste

Museu Nacional mostra parte do acervo

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Rio de Janeiro. O Museu Nacional exibiu, ontem, uma pequena parte de seu acervo ao público na Quinta da Boa Vista, em tendas montadas em frente ao prédio centenário que foi parcialmente destruído por um grande incêndio há duas semanas. A exibição envolveu a chamada coleção didática, que antes do incêndio era usada em mostras itinerantes do museu e emprestada para escolas.
Essa foi a primeira vez que o Museu Nacional exibiu sua coleção didática ao público desde o incêndio ocorrido em 2 de setembro. Visitantes do parque municipal onde se localiza o museu, tiveram a oportunidade de ver e tocar em animais empalhados, ossos de animais, amostras de rochas e insetos.
"O Museu está vivo e, dentro das circunstâncias que vivemos, estamos nos adaptando para mostrar o que estamos fazendo e trazer a população para junto da instituição neste momento tão difícil", disse o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner.
Ele afirmou ser preciso esperar a conclusão da estabilização estrutural do edifício para iniciar o trabalho de resgate do acervo que ainda está dentro do prédio. A garantia da estabilização das estruturas é importante também para que a Polícia Federal conclua a perícia.
Diário do Nordeste

Artista plástico Sérgio Pinheiro comemora marco na carreira com exposição Pinturação no Museu da Cultura Cearense

"Eu tenho a ligeira impressão que todo artista nunca sabe direito como é que começou", responde o artista visual Sérgio Pinheiro ao ser questionado sobre quando surgiu o interesse pela área. Com 50 anos de carreira, o cearense nascido no município de Jaguaribe é uma figura emblemática da cena cultural do Estado. O cinquentenário de sua carreira será comemorado na exposição Pinturação, que abre na próxima quinta, 20, no Museu da Cultura Cearense, com curadoria de Valéria Laena.
Em um fluxo de memórias, Sérgio sugere possíveis, mas indefinidos, começos: teria ele começado na primeira vez que lambuzou "uma coisa de pintura com 16 ou 17 anos, sem escola, na intuição"? Ou quando, "muito cedo", gostava de "pintar calçada de carvão e giz"? "O começo sempre é muito difícil", atesta. O artista afirma, no entanto, que o início "oficial" veio quando expôs no Salão de Abril "sei nem quando" - foi em 1967, quando ele completava 18 anos.
Foi também nessa época que, junto do agitador cultural e jornalista Cláudio Pereira, viajou pelo Brasil e pela América Latina nas "caravanas culturais" do amigo. "Elas eram pagas, mas ele botava alguns artistas lisos, o que era o meu caso. A gente chegava em um local e fazia uma exposição, um show. Eu participei de duas caravanas. O Cláudio apresentou a coisa da viagem, de conhecer outros lugares, outras cidades", destaca Sérgio. O caráter movente dessa experiência se refletiu na trajetória do artista, que já morou no Rio de Janeiro, na França e na Inglaterra, sempre através da arte.
A experiência mais importante, no entanto, foi a amizade com o artista cearense Zenon Barreto. "Um artista sem escola participa do Salão de Abril, viaja com o Cláudio Pereira e ainda chega no Zenon. Ele era um professor. Só frequentá-lo já era um grande aprendizado. Em xilogravura ele era um grande mestre, era grande escultor. Pintura não, muito pouco, mas o aprendizado era diário", remonta.
Foi pela pintura, no entanto, que Sérgio construiu carreira. "É bem difícil para um artista definir se é figurativo, abstrato, regional, universal Meu discurso hoje, nessa exposição, é uma homenagem à pintura. Isso não quer dizer que nunca fiz outra coisa, mas quer dizer que eu escolho a pintura, que eu quero vir a ser um pintor. Eu pinto, mas não sou pintor", diz com modéstia. "Sempre tive aproximação muito grande com as artes gráficas e uso computador, conheço alguns programas e fico ali mexendo com eles, produzindo. Faço de obra em obra, como se fosse a pintura. O que você pode fazer com o computador é parecido com o que faz com o pincel, ele é um instrumento", compara Sérgio. "A minha perseguição é querer a pintura. Eu gosto, eu olho, eu visito museus do mundo todo, estudo", afirma.
Pinturação é formada por cinco coleções produzidas ao longo da carreira de Sérgio: Os Transformers, Coloridos no pincel, Os Ambulantes, Abstrato Definido e O Raio do Futebol. Cada uma aposta em um tipo diferente de "perseguição" à pintura, indo do modo clássico ao digital. É o ato de perseguir de Sérgio que une obras distintas entre si. "Ela é composta por várias coleções que são completamente diferentes uma das outras. Mas o que está lá é baseado no que eu gosto, no que eu quero pra pintura, em escolhas estéticas, de enquadramento. Todas têm a ver", garante.
Serviço
Exposição Pinturação
Quando: abertura quinta, 20, às 19 horas. Visitação de terça a sexta, das 9 às 19 horas, e sábados e domingos, das 14 às 21 horas
Onde: Museu da Cultura Cearense (rua Dragão do Mar, 81)
Mais info: (85) 3488-8621
Entrada gratuita.
O Povo

Jovem de Pentecoste, no Ceará, lança livro de combate à violência sexual infantil

O livro infantil conta a história de três macaquinhos irmão que após sofrerem abuso sexual perdem a magia e a alegria da infância.
Tom, Elis e Chico conta a história de três macaquinhos irmãos que após sofrerem abuso sexual perdem toda a magia e a alegria da infância. A história nasce do desejo de Mônica de alertar as crianças, os pais e educadores acerca dessa temática. Vítima de abuso sexual na infância, ela acredita que sensibilizar, mobilizar, conscientizar e convocar as pessoas para abraçar essa causa é fundamental.

“Tive uma parte da minha infância marcada por esta grave violação de direitos. E hoje uso de parte de minha história de vida para mudar essa triste realidade que afeta a vida de tantas outras crianças. Desde 2014 tenho me dedicado para a pesquisa, leitura, escrita e na execução de ações acerca dessa temática. Pois acredito que um município que cuida de suas crianças é também um município que cuida de seu futuro”.
Mônica está concluindo o Curso de Serviço Social, e, além de escrever o livro infantil Tom, Elis e Chico ela já realizou diversas ações em Pentecoste e em outras cidades do Estado através da Campanha Todo Dia é 18 de maio. Realizou este ano, a primeira corrida de rua contra o abuso sexual infantil em Pentecoste, promoveu a primeira audiência pública sobre o abuso sexual infantil e já ministrou mais de 50 palestras para adolescentes, pais, professores e universitários sobre o tema.
A Adel abraça essa causa junto com a Mônica e defende a erradicação da violência contra as crianças e adolescentes. Os dados do Ministério dos Direitos Humanos apontam que o Ceará em 2017 ocupava a 12ª posição no ranking nacional de denúncias por 100 mil habitantes de violência sexual de crianças e adolescentes. Promover ações de combate a essa violação dos direitos das crianças e adolescentes é essencial para promoção do desenvolvimento sustentável.

O evento

O Pré-lançamento do livro Tom, Elis e Chico será no próximo sábado, 15/09, às 18h no Gérbera Eventos (Rua José Salu, 470, Pentecoste). Haverá palestra da escritora e psicóloga cearense Helena Damasceno sobre “O Abuso Sexual Infantil” e a Exposição “Todo Dia é 18 de maio: O olhar da criança abusada”. Também participam desse momento junto com Mônica Mota, a ilustradora do livro Lia Britto e a jovem Amanda Luiz que vai abrilhantar o evento com sua voz e violão.
Para participar do evento basta adquirir um ingresso por apenas 5 reais + 1 quilo de alimento não perecível. Os valores arrecadados serão investidos na publicação do livro e os alimentos serão doados para as famílias de Pentecoste em vulnerabilidade social.

Sobre a autora

Monica Mota, Cearense de 21 anos, moradora de uma comunidade rural chamada Mingua-Terra, é Assistente Social em formação e militante social na causa contra o abuso e a exploração sexual infantil. Idealizadora da “Campanha Todo Dia é 18 de maio” que, por sua vez, visa combater o abuso e a exploração sexual infantil. Desde 2014 tem se dedicado a pesquisas, leitura, escrita e na execução de ações acerca dessa temática.

Serviço

Pré-lançamento do livro Tom, Elis e Chico
Sábado, dia 15 de setembro de 2018, às 18h.
Local: Gérbera Eventos – Rua José Salu, 470, Pentecoste.

Com informações da Assessoria de Comunicação
Boa Noticia

Começa em todo o país a 12ª Primavera dos Museus

Duas semanas após o incêndio que destruiu 90% do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, é realizada a 12ª Primavera dos Museus, que começa nesta segunda-feira (17) com programação em vários locais do país até o próximo dia 23. Mais de 900 instituições participam, promovendo  2.787 eventos.
Com o tema “Celebrando a Educação em Museus”, a proposta é incentivar a reflexão sobre as atribuições presentes em um museu, como educar e contribuir no despertar de interesse para diferentes áreas do conhecimento, a vida em sociedade, a importância das memórias e o valor do patrimônio cultural musealizado. 

Durante o evento, haverá o lançamento e a divulgação do Caderno da Política Nacional de Educação Museal (Pnem), no Museu Casa Histórica de Alcântara (MA), no Museu Vitor Meirelles (SC) e no Museu das Missões (RS). 

Construção de barreira nos arredores do Museu Nacional do Rio de Janeiro, após o incêndio.
Museu Nacional do Rio de Janeiro - Fernando Frazão/Arquivo Agência Brasil
No Rio de Janeiro, o Museu Histórico Nacional realiza, nesta segunda-feira (17), as oficinas A Aplicabilidade da Política Nacional de Educação Museal e Baú da História da Educação Museal para profissionais da área.
Em Minas Gerais, o Museu da Inconfidência promove, de 18 a 21 de setembro, o 1º Seminário de Educação em Museus de Ouro Preto (MG). O evento vai reunir diversos profissionais para debater questões e desafios sobre o tema.
Marcos e aberturas
Os museus brasileiros promovem ações educativas desde 1818, com a criação do Museu Nacional, então Museu Real  – que em 2018 celebra seus 200 anos. Desde então, o interesse e o debate sobre esse tema só têm se disseminado e aprofundado.
Este ano será comemorado o aniversário de 60 anos da Declaração do Rio de Janeiro, resultado de seminário regional realizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 1958, considerada marco internacional para o setor.
Momento
A 12ª Primavera dos Museus ocorre no momento em que autoridades públicas federais, estaduais e municipais, em parceria com organismos internacionais e instituições estrangeiras, buscam estratégias para definir o processo de recuperação e restauro do Museu Nacional do Rio.
No último dia 2,  um incêndio, que é alvo de investigações, destruiu o Museu Nacional, queimando 90% do acervo. O episódio provocou reações de pesquisadores, professores e estudantes que advertiram sobre a necessidade de mais investimentos no setor.
Representantes de vários países e museus estrangeiros, como o Louvre na França, colocaram-se à disposição para colaborar no processo de recuperação e reconstrução do Museu Nacional e dos acervos.
O diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Alexander Kellner (à direita) caminha com equipe na parte de trás do museu, na Quinta da Boa Vista.
O diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Alexander Kellner (à direita) caminha com equipe na parte de trás do museu, na Quinta da Boa Vista. - Tomaz Silva/Agência Brasil
Agencia Brasil