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Mostrando postagens de Dezembro 24, 2019

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Crônica: Reflexão dos símbolos natalinos

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Os principais símbolos natalinos vêm marcados pelo número três. Começa que pode ser comemorado, de forma triádica, pela manhã, à tarde ou à noite, por homem, mulher e criança, com fé, esperança e caridade. Uma boa oração nessa ocasião faz bem, e pode ser feita de joelhos, sentado ou em pé. Não se deve esquecer do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Tudo, no entanto, deve se iniciar com a Sagrada Família: Jesus, Maria e José. Ao festejar o nascimento da divina criança, convidar os três reis magos, que, segundo Mateus, eram: o persa Melquior, o indiano Gaspar e o árabe Baltazar que presentearam ao recém-nascido, ouro, incenso e mirra. Deles, surgiu a tradição de bem presentear. De referência a três pessoas: um familiar, um amigo e um estranho necessitado. A tradição diz que em busca do presépio vieram três pastores. Eram judeus que no campo viram um anjo que lhes indicou o rumo de Belém onde uma criança muito poderosa acabava de nascer. Chegando lá encontraram a Sagrada Família,…

Feliz Natal da AMLEF

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Então é Natal. É mesmo?

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Das singelas noites felizes do passado aos cybernatais de agora

Na mochila, Milito trazia mais um adorno que encontrou no lixo da cidade para compor seu presépio na favela Marco Lacerda* Numa dessas tardes escuras com jeito de chuva, quando o coração da gente se enche de cinzas, aí pelas seis da tarde saio para um passeio pelas redondezas da minha casa. Como sempre, tudo me parece estranho até que avisto à distância o garoto Milito, as duas mãos segurando firmes no braço direito da mãe, Flora, que criou o filho sozinha, desde que ficara viúva, levada pela certeza de que só se pode ensinar uma criança a amar, amando-a. Voltavam para casa - ele da escola, ela da labuta diária como empregada doméstica num bairro distante. Mais passeavam que andavam rumo ao casebre de três cômodos que habitam numa favela da região, mobiliado apenas com o essencial, tudo muito simples mas gracioso e aconchegante. Não é pobre quem se contenta com o que possui. Na mochila, Milito trazia mais um adorno que enco…

Os melhores livros do século XXI

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"Fazer listas", escreve Alberto Manguel em seu O Diário de Leituras, "dá origem a certa arbitrariedade mágica, como se a simples associação pudesse criar sentido". Pois bem, que sentido se pode encontrar em uma lista que tenta fazer um balanço das duas primeiras décadas do século XXI? Vamos começar pelo princípio. Naquela terça-feira de 11 de setembro de 2001 dois aviões de passageiros sequestrados por terroristas suicidas derrubaram as Torres Gêmeas de Nova York, mataram quase 3.000 pessoas e mudaram o mundo para sempre. De passagem, mandaram para o quarto de despejo a hipótese hegeliana do fim da história reciclada por Francis Fukuyama depois da queda do muro de Berlim e resolveram a discussão sobre se o século XXI começava no ano de 2000 ou em 2001. A guerra das galáxias ficou no choque de civilizações. O computador passou no teste de efeito 2000, mas seu usuário –a nova grande palavra– entrou na era do medo, da insegurança, da precariedade, da intimidade (públi…

Altar da Igreja de Santo Afonso

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Luiz Piquera*
Dr. Aurélio Simões amigo:
peço licença pra rascunhar algumas palavras sobre as fotos que você me enviou do altar da Igreja de Santo Afonso.
Logo de início o equilíbrio simétrico entre os nichos laterais e o centro (algo tão comum em quase todas as igrejas) chama atenção para além do óbvio, com as soluções criativas de painéis/biombos funcionais e, ao mesmo tempo, com ótima valorização das imagens dos santos, cada um com cuidadosa iluminação e com imenso "paspatur" sem moldura, o que abre para o interior da nave cujo teto dialoga com o piso do altar nas linhas retas que sugerem raios a partir de um centro de luz. E é justamente no centro deste altar que ocorre uma valiosa experiência estética com profundos desdobramentos simbólicos.
Tudo parece estar em movimento. Tudo sugere vida! Não se trata apenas de uma mesa de altar.  Esta traz na base, no centro de seu corpo frontal, o peixe, símbolo precioso e aqui tratado em linhas leves, traços econômicos, despojados, d…