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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

18 de maio de 2018

IMPRESSÕES

Grecianny Carvalho Cordeiro*

Em tempos de tanta intolerância, de violência, de pessoas posando de politicamente corretas, muitas vezes, para mascarar a verdade, a esperança parece desbotando e, com ela, a fé em um mundo melhor, com “gente fina, elegante e sincera”.
Mas sempre há lugar para a esperança, a única coisa que restou no fundo da caixa de Pandora. 
E hoje, mais do que nunca, a esperança precisa ser renovada, divulgada e propalada.
Recentemente, ministrei algumas palestras para os alunos do 6o. ano do Colégio Antares, que adotou como paradidático o livro “De Covardes e de Heróis, Todos Temos um Pouco”, de minha autoria, que tem por temática central o bullying sofrido pelo personagem de nome Pedro, a passar por perseguições terríveis e humilhantes por parte de Cacá.
Pedro é um garoto que vive em um ambiente familiar harmônico, cheio de amor e, quando vai para a escola, se sente temeroso e desmotivado, em razão do bullying levado a efeito por Cacá.
Outra personagem, Giovanna, uma garota que estuda na mesma sala de Pedro, é sequestrada, e até sua libertação, são trabalhados sentimentos de solidariedade, de superação, de amizade, de bravura, de carinho. 
A partir daí, surgem diversas situações em que Pedro, Cacá e os demais personagens mostram seu lado covarde e heroico, tal como acontece com cada um de nós ao longo de nossa vida, sem que sequer percebamos. 
A receptividade dos alunos foi fabulosa, não somente por estarem recebendo a autora de um livro por eles lida – algo que simplesmente adoram -, mas pela sua identificação com o tema, com os personagens, com o enredo. 
A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo
Cartinhas carinhosas, depoimentos, perguntas sobre o livro e o autor, curiosidades, tudo isso com aquele brilho no olhar e o sorriso inocente, próprios da juventude. 
E o mais curioso foi constatar que muitos dos alunos/leitores tinham um relato para fazer acerca de bullying que sofreram, em algum momento de suas vidas.
Podemos extrair algumas lições dessa experiência, dentre as quais: 
O bullying precisa ser permanentemente discutido, trabalhado e enfrentado, especialmente nas escolas, para prevenir seus inúmeros malefícios, muitos dos quais podem provocar imensuráveis sequelas.
Temos uma juventude brilhante, cheia de sonhos e de encantos que precisamos incentivar e estimular, notadamente por meio da leitura, estabelecendo um contato, sempre que possível, com o seu autor.
Por isso, mais do que nunca, esses jovens renovaram minha esperança.
Dias melhores virão.


*Promotora de Justiça

História do transporte de passageiros é contada em Centro Cultural da Fetrans

Das carroças aos bondes, e chegando depois o ônibus. O transporte de passageiros evoluiu, cresceu e conta hoje com modernos veículos. Na semana em que se comemora o Dia Nacional dos Museus, a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará, Piauí e Maranhão (Fetrans) convida a população cearense para conhecer a história do transporte. A exibição vai até esta sexta-feira (18).
No total, são seis exposições e um centro de documentação com biblioteca, documentos textuais e iconográficos. Além disso, a ação educativa “Pela janela do ônibus” atende alunos do ensino fundamental ao superior e grupos formais, estimulando os jovens a valorizarem o passado e o legado cultural da cidade que estão registrados em locais como os museus e centros culturais.
Na visita é possível conhecer o desenvolvimento dos carros na cidade, a formação do sistema de transporte coletivo através da biografia de empresários e marcos históricos, além de objetos usados pelos trabalhadores do setor desde 1940 nos espaços “Memorial Fotográfico”, “Galeria do Transporte” e “Salão do trabalho em transporte”. Nas exposições “Mais de um século sobre rodas” e “Um passeio pelo tempo” estão os documentos que orientam o sistema de transporte coletivo desde 1867 até 2004 no Ceará, e um pouco do que ocorreu no Brasil e no mundo.
As escolas interessadas podem entrar em contato com a Fetrans para realizar agendamento. O local está aberto a visitação, de segunda a sexta-feira, de 8h às 12h e de 14h às 18h.

Serviço:Centro Cultural Fetrans 
Quando: Até 18 de maio, de 8h às 18h
Onde: Rua Dona Leopoldina, 1.050, Centro – Fortaleza
Informações: (85) 3261.7066

Tribuna do Ceará

Carta ao leitor(a)

Gonzaga Mota*
Amigas e amigos. Segundo o professor Albert Fishlow, conhecedor profundo da problemática dos países emergentes, "investir na educação é a forma mais eficiente para se conseguir uma melhor e mais justa distribuição de renda". A pessoa com maior nível de escolaridade tem melhor possibilidade de acesso ao mercado de trabalho em constante evolução, característica desta era da globalização.
Concordamos com a ideia de que a educação deve ser proporcionada a todos por constituir um direito e uma condição para o pleno desenvolvimento da pessoa humana. Além de ser um direito, a educação também é um dos principais fatores, senão o mais importante, do desenvolvimento dos países.
É fundamental que as nações entendam, que a educação não constitui um gasto, mas um investimento de longo prazo que deve expressar o compromisso de gerações e ser elevado a um projeto do Estado Democrático, para além das divergências partidárias das forças políticas que momentaneamente ocupam os papéis de governo e oposição.
Com a expansão de novas tecnologias e métodos produtivos são requeridas novas aptidões. Não basta acompanhar as transformações, há que se ter a capacidade de antecipá-las. Daí a necessidade da educação ao longo de toda a vida.
Este é um processo irreversível. Através do caminho da educação, encontramos o verdadeiro desenvolvimento humano abrangendo a solidariedade, a liberdade e a igualdade de oportunidades. Como disse Paulo Freire: "A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda".
*Professor aposentado da UFC

Bossa nova completa 60 anos: conheça a história do gênero musical

Tom Jobim toca piano ao lado do poeta Vinicius de Moraes
Tom Jobim toca piano ao lado do poeta Vinicius de Moraes /Divulgação
Gênero musical brasileiro que ganhou o mundo no início da década de 60, a bossa nova completa 60 anos em 2018. A EBC preparou um especial sobre o estilo que apareceu, pela primeira vez, no disco Canção do Amor Demais, gravado em abril e lançado em maio de 1958. Na obra, a cantora Elizeth Cardoso interpreta composições da dupla Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
>> Veja aqui o especial sobre os 60 anos da bossa nova
Duas faixas específicas do disco são emblemáticas para a história da bossa nova: Outra Vez, composição de Jobim que já havia sido gravada em 1954, e Chega de Saudade, parceria do maestro com o poeta Vinícius de Moraes, escrita em 1956, mas que, até então, permanecia inédita. “É clássico e definitivo momento de parto [da bossa nova]”, considera o crítico e historiador Ricardo Cravo Albin.
O acompanhamento ao violão feito pelo baiano João Gilberto nas canções trazia, pela primeira vez, a batida do violão que se tornaria característica do estilo. Gilberto inova na forma de cadenciar o ritmo, acentuando os tempos fracos, de forma a realizar uma síntese da batida do samba ao violão.
Em entrevista à EBC, o professor de violão Alessandro Borges, do Departamento de Música da Universidade de Brasília (UnB), explica a mudança na batida do sambarealizada por João Gilberto, que carateriza a bossa nova.
Em julho de 1958, meses depois de Canção do Amor Demais chegar às lojas, João Gilberto concluiu a gravação de seu próprio disco 78 rotações, contendo de um lado a canção Chega de Saudade, e de outro, Bim Bom, composição própria. Nesse trabalho autoral, em que definitivamente foi consolidado o que seria chamado de bossa nova, aparece outra faceta de João Gilberto: a forma de cantar o samba.
Para Walter Garcia, organizador do livro João Gilberto (Cosac Naify, 2011), dizer que o músico de Juazeiro canta “baixinho”, ou que seu canto se aproxima do modo de falar, é contemplar apenas uma parte desse processo.
“Existe também uma percussividade na forma de cantar de João Gilberto. Alguns pesquisadores apontam que seu canto se aproxima da sonoridade de um instrumento de cordas e da articulação de um saxofone’’, afirma.
Pesquisador da obra de João Gilberto, Garcia sintetizou a complexidade do trabalho do músico baiano como uma “contradição sem conflitos”: “O difícil do João Gilberto é que a obra dele está sempre equilibrando contrastes e antagonismos, embora na aparência seja uma obra que não tem contradição nenhuma. Ela é toda atravessada de contradições, mas elas são apresentadas como se não houvesse o conflito”, disse, em entrevista à EBC.

Ausência dos palcos

A bossa nova chega à terceira idade com seu principal ícone fora de atividade há dez anos: a última vez que João Gilberto pisou em um palco foi em 2008, por ocasião das comemorações dos 50 anos do gênero musical. Em São Paulo, os shows ocorreram no Auditório do Ibirapuera e o apresentador foi o crítico musical e amigo pessoal de João, Zuza Homem de Mello.
Foi a última vez que ele esteve na presença do músico, e lamenta sua ausência dos palcos. "É uma grande pena a gente não ter mais o João Gilberto podendo cantar e tocar em público. Certamente ele deve estar cantando e tocando no apartamento onde vive. Mas em público é diferente, ele tem que se preparar para isso. A razão disso [ausência dos palcos] é que ele não está preparado para se apresentar em público. Há que se respeitar João Gilberto”, diz Mello.
Houve uma expectativa de que João voltasse aos palcos em novembro de 2011, em uma turnê nacional com o show João Gilberto 80 anos - Uma Vida Bossa Nova. Mas a primeira apresentação que seria realizada na capital paulista foi cancelada por motivos de saúde do músico e a turnê acabou não acontecendo.
João Gilberto foi visto cantando e tocando violão pela última vez em 2015: ele aparece em vídeos postados na rede social Facebook por Claudia Faissol, mãe de Luisa, filha caçula do cantor. João estava de pijama e tocava e cantava Garota de Ipanema ao lado da filha.
Devido a problemas financeiros e de saúde do cantor, a filha dele Bebel Gilberto conseguiu a interdição do músico no último dia 15 de novembro. O processo corre em segredo de justiça na 5ª Vara de Órfãos e Sucessões do Rio de Janeiro.
Edição: Nathália Mendes
Agência Brasil

Biblioteca Parque é reaberta no Rio com Salão Carioca do Livro

Depois de quase um ano e meio fechada, a Biblioteca Parque Estadual foi reaberta hoje (17) com a segunda edição do Salão Carioca do Livro (LER). Projeto modelo de equipamento cultural, com proposta de integração com a comunidade e promoção da cultura por meio do incentivo à leitura e ao conhecimento, a prestação de serviço havia sido descontinuada em dezembro de 2016, em meio à crise econômica do estado. 
Segundo o secretário de Estado de Cultura, Leandro Monteiro, o recurso para reabrir a biblioteca veio do Tesouro estadual, mas a ideia do governo é buscar parcerias com a iniciativa privada, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, para manter o espaço funcionando.
“A partir de hoje nós não vamos fechar a biblioteca e nós vamos trabalhar pra trazermos empresas para investir na biblioteca. É um espaço de 15 mil metros quadrados, que custa caro para o governo do estado. Pelos cálculos que estamos fazendo chega a R$ 4 milhões por ano, para manter luz, água, telefone, pessoal, segurança. É muito caro. Mas a biblioteca está reaberta”.
Monteiro disse que a licitação para escolher a empresa que vai administrar o espaço foi homologada esta semana e a escolhida vai assumir o trabalho a partir do dia 28 de maio. “Dia 28 o pessoal terceirizado estará aqui, mas a partir de segunda-feira nós vamos manter a biblioteca aberta com o próprio pessoal da Secretaria de Cultura”, adiantou Monteiro.

Outras unidades

As unidades da Rocinha e de Manguinhos da Biblioteca Parque já foram reabertas e, de acordo com o secretário, a do Alemão será resolvida em breve. “Estou procurando um imóvel no Alemão para passar a biblioteca para esse novo espaço, porque tem a questão do teleférico, abrir a biblioteca sem o teleférico vai dificultar muito o acesso. Estou buscando o imóvel, parece que a Secretária de Ciência e Tecnologia tem um espaço no Alemão”. O teleférico do Alemão está sem funcionar desde setembro de 2016, devido à falta de pagamento do consórcio por parte do estado e ao desgaste de um cabo.
Frequentadora da Biblioteca Parque, a estudante Yasmim Saldanha foi com a escola ao evento literário e comemora a volta do espaço. “Já vim várias vezes, quando eu estudava aqui perto eu sempre vinha, já vim fazer trabalho também, de um concurso que eu ia participar sobre Machado de Assis. Eu gosto do espaço, tem vários livros, é legal. Eu gostava de vir aqui porque dava pra ver filmes, tinha estúdio de desenho. Pretendo voltar a frequentar, deve ter coisas novas”.
Estudantes participam do Ler - Salão Carioca do Livro, na Biblioteca Parque, no centro do Rio.
Estudantes participam do Ler - Salão Carioca do Livro, na Biblioteca Parque, no centro do Rio. - Tomaz Silva/Agência Brasil

Salão do Livro

O primeiro dia do LER marcou a reabertura da Biblioteca Parque Estadual. O evento gratuito vai até domingo (20) com oficinas, conversas, saraus, contações de histórias, exposições e bate-papos com autores e artistas. Foram montados espaços temáticos para promover os encontros entre público e convidados, como o Espaço #Jovem, Palco da Palavra, Jardim Literário para crianças, Café do Livro, Salão Digital e o Salão do Livro, com editoras e livrarias.
Uma das diretoras do evento, Luciana Poti, explica que o LER é o salão do leitor, “um evento que tem um movimento de autores, escritores, leitores, todo o mercado junto”. Segundo ela, uma parceria entre o evento e a Secretaria de Cultura conseguiu revitalizar e reabrir a biblioteca. “A ideia é devolver esse equipamento cultural maravilhoso, que estava fechado há um ano e meio, para o nosso estado. Por isso essa parceria com a secretaria, pra juntos revitalizarmos esse espaço maravilhoso que está de volta com a LER e está de volta para a cidade, para o estado e o nosso povo”.
De acordo com Luciana, o LER é marcado pela diversidade. “É um evento 100% gratuito e que tem a diversidade como mote. A gente engloba todo o viés da literatura, tem uma parte da acessibilidade, onde o Benjamim Constant [instituto de cegos] está aqui com a gente hoje com turmas fazendo atividade para esse público. Na última edição a gente teve 80% de autores não brancos, a gente envolve as crianças, envolve os jovens, os quadrinhos, os grandes autores, ilustração, contadores de história, realmente é um evento para envolver a todos”.
O ator e escritor Lucas Sousa irá participar da mesa Novas Vozes da Periferia, no domingo. Ele organiza, com outros jovens, um trabalho de sustentabilidade e incentivo à leitura em escolas da Cidade de Deus e na Maré. Para ele, despertar a paixão pelos livros desde cedo e o próprio exemplo inspiram outras crianças a trilharem o caminho das letras.
“A gente acaba levando o que é nosso, nossa identidade, a gente não pode esquecer de onde veio, não pode apagar a nossa identidade. A arte é um pouco de nós, em mim está impresso a Cidade de Deus, eu levo isso comigo. Cada vez que vou a escolas na Cidade de Deus, remeto à minha infância e o que eu trabalhei na escola pública. Você vê jovens que amam ler, amam arte, amam o cinema e querem levar isso, querem mostrar isso pro mundo, querem publicar livros, querem fazer peças. E eu mostro que isso é possível. A gente trabalha em Cidade de Deus pra sair da Cidade de Deus”.
Entre os convidados do LER estão o ator Lázaro Ramos, a escritora Conceição Evaristo, a filósofa Márcia Tiburi, a poetisa Elisa Lucinda, o cantor e compositor Nelson Sargento, a escritora Elika Takimoto e a jornalista e escritora Thalita Rebouças. A programação completa está disponível no site www.lersalaocarioca.com.br.
*Colaborou Tâmara Freire, repórter do Radiojornalismo
Agência Brasil

Estudantes têm até hoje para se inscrever no Enem

Termina hoje (18) às 23h59 (horário de Brasília) o prazo para os estudantes se inscreverem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018. As inscrições são feitas pela internet, na página do participante.
Mesmo os candidatos que pediram a isenção da taxa do Enem devem fazer a inscrição para a prova. Para se inscrever, o participante deverá apresentar o número do CPF (Cadastro de Pessoa Física) e do documento de identidade e criar uma senha. O candidato precisa também informar um endereço de e-mail válido e um número de telefone fixo ou celular, que será usado para enviar informações sobre o exame.
O pagamento da taxa de inscrição para quem não conseguiu a isenção, no valor de R$ 82, deve ser feito até 23 de maio nas agências bancárias, casas lotéricas e agências dos Correios.
Começam as inscrições para o Enem 2018

Inscrições para o Enem 2018 são feitas pela internet - Marcello Casal Jr./Arquivo Agência Brasil
Com o fim do prazo de inscrição, também fica encerrada a possibilidade de alterar dados cadastrais, o município onde o estudante quer fazer a prova e a opção de língua estrangeira. Os candidatos que precisarem de atendimento especializado têm que fazer o pedido no ato da inscrição.
Para o uso do nome social na prova do Enem, o pedido poderá ser feito entre os dias 28 de maio e 3 de junho.
As provas do Enem serão aplicadas em dois domingos, nos dias 4 e 11 de novembro. Os resultados serão divulgados em janeiro.

Agência Brasil