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Mostrando postagens de Outubro 21, 2017

Desastres naturais

BORIS IZAGUIRRE Visão geral da cerimônia de abertura do 19º Congresso Nacional do Partido Comunista da China no Grande Salão do Povo em Pequim, em 18 de outubro.  EFE A abertura do XIX  Congresso do Partido Comunista Chinês  nos deixou uma dessas imagens que exibem poder e estilo, que acreditamos em desuso ou pertenciam ao Vaticano ou à monarquia inglesa.  Muitas formas, dobras, austeridade grandiosa, cores profundas, foice e martelo como se tivessem passado alguma escola de design.  Com o agrupamento perfeito de pessoas, igualmente vestido, milimetricamente sentado, silencioso.  Quase humano. Diante dessa espectacularidade, fui obrigado a voltar para minha infância porque, em Caracas, cresci cercado por um grande panfleto e imagem de Mao, tanto nas pinturas de Warhol quanto naquela propaganda, que veio a Venezuela com uma facilidade surpreendente.  Mao no convés de uma fragata em um roupão de banho branco, cercado por crianças e crianças.  Mao em uma floresta cheia

50 anos do lançamento de Tropicália

por  Iracema Sales - Repórter Capas dos discos de artistas da Tropicália: movimento, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa A noite de 21 de outubro de 1967 - há exatos 50 anos - marcou não apenas a final do terceiro Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record, mas o lançamento do embrião daquele que seria um dos mais importantes movimentos musicais e culturais do País: a Tropicália. Ao juntar múltiplas linguagens - cinema, teatro, artes plásticas e literatura -, os idealizadores do movimento, dois jovens desconhecidos cantores e compositores, vindos da Bahia, Caetano Veloso e Gilberto Gil, demonstraram beber em diferentes fontes para fundar as bases do movimento. Apesar de não ganharem o festival, as músicas "Alegria, alegria" (4ª colocada) e "Domingo no parque" (2º lugar) anunciaram as boas novas de um movimento libertador no campo das artes. A música "Ponteio", de Edu Lobo, ganhou o primeiro lugar do festival, que se

A quarta edição da Caminhada Rosa acontece neste domingo, 22, a partir das 16 horas, na Avenida Beira Mar

No ritmo de um grupo de ritmistas, a caminhada percorrerá a Avenida Beira Mar até a Praça dos Estressados. A concentração das "Vitoriosas" e apoiadores acontece a partir das 16 horas ( Foto: Leandro Hércules/divulgação ) Um marco no mês de conscientização à prevenção do câncer de mama, a quarta edição da Caminhada Rosa defende a causa: Mamografia: precisamos de acesso #PacientesNoControle. O evento acontece neste domingo, 22, a partir das 16 horas, na Avenida Beira Mar. O trajeto da caminhada prossegue até a Praça dos Estressados e será acompanhado ao som da Baqueta Grupo de Ritmistas. A Associação Nossa Casa, como instituição filiada à Rede Cearense de Combate ao Câncer de Mama, chama atenção para a importância da prevenção ao lado das mulheres que venceram a luta contra a doença. Para agradecer Segundo Daniele Castelo Branco, vice-presidente da Nossa Casa "é a ocasião em que a gente tenta mobilizar toda a população. Aqui em Fortaleza, as mulheres estão tendo

Templos da memória: preservação dos arquivos eclesiásticos

por  Iracema Sales - Repórter O escritor Pedro Luiz Cândido de Oliveira viveu a experiência de recorrer a arquivos eclesiásticos na pesquisa para o livro "Sesmarias do tempo - De Portugal ao sertão do Brasil, notícias aventurosas de quatro homens entre os séculos XVIII e XIX". "Na verdade, quando mais se viaja no tempo, menos opções de fontes de pesquisa se tem", assegura o autor, acrescentando que os arquivos públicos são equipamentos mais recentes. Se a pesquisa contemplar os períodos colonial e imperial, os documentos religiosos passam a constituir fontes fundamentais. Ajudando a jogar luz sobre temas importantes, como a escravidão. Para aqueles pesquisadores que enveredam por períodos históricos distantes só restam mesmo recorrer à Igreja. "Todo corpus documental era colhido e preservado pela Igreja Católica. Quem nasceu, morreu e casou. Não se limitava apenas aos sacramentos. Até casos de herança foram registrados e causas de mortes, documentadas&qu

Mulheres contam das vidas que se refazem após o câncer de mama

Dona Vaniberta.  “Só olho a vida ali ó, bem acolá”. Parece até que Vaniberta Nogueira, com seus 70 anos recém-completos, nasceu com uma receita muito particular de como enxergar o amanhã. Para ela, planejar o futuro e estar sempre em atividade são caminhos para encontrar leveza e enfrentar percalços. A finitude é sabida. Todavia, esse não é o cerne da questão. Ela quer é viver. Com o diagnóstico de câncer de mama, há 22 anos, “todo mundo chorou e eu nunca derramei uma lágrima”. A certeza de que as coisas iam dar certo era tão grande, que nem se preocupava. Além de fazer o tratamento rigorosamente, ela lembra que o cuidado do marido e dos quatro filhos e a fé em Nossa Senhora foram importantes para a recuperação. “Não quis colocar prótese. Meu marido disse: ‘se você vai botar por mim, não tem importância’. Eu não fiquei traumatizada de jeito nenhum”, recorda. “Não vivo de passado. Vivo hoje, amanhã, depois”, argumenta. E foi sem olhar para trás, que ela enfrentou um novo diagnóstico