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Mostrando postagens de Outubro 21, 2017

Desastres naturais

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A abertura do XIX Congresso do Partido Comunista Chinês nos deixou uma dessas imagens que exibem poder e estilo, que acreditamos em desuso ou pertenciam ao Vaticano ou à monarquia inglesa. Muitas formas, dobras, austeridade grandiosa, cores profundas, foice e martelo como se tivessem passado alguma escola de design. Com o agrupamento perfeito de pessoas, igualmente vestido, milimetricamente sentado, silencioso. Quase humano. Diante dessa espectacularidade, fui obrigado a voltar para minha infância porque, em Caracas, cresci cercado por um grande panfleto e imagem de Mao, tanto nas pinturas de Warhol quanto naquela propaganda, que veio a Venezuela com uma facilidade surpreendente. Mao no convés de uma fragata em um roupão de banho branco, cercado por crianças e crianças. Mao em uma floresta cheia de luz, com um livro aberto nas mãos entre camponeses e militares, lendo ao lado dele. Mao, na carne, participando de uma performance de dança de dançarinos com sapatos pontiagud…

50 anos do lançamento de Tropicália

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por Iracema Sales - Repórter Capas dos discos de artistas da Tropicália: movimento, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa A noite de 21 de outubro de 1967 - há exatos 50 anos - marcou não apenas a final do terceiro Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record, mas o lançamento do embrião daquele que seria um dos mais importantes movimentos musicais e culturais do País: a Tropicália. Ao juntar múltiplas linguagens - cinema, teatro, artes plásticas e literatura -, os idealizadores do movimento, dois jovens desconhecidos cantores e compositores, vindos da Bahia, Caetano Veloso e Gilberto Gil, demonstraram beber em diferentes fontes para fundar as bases do movimento. Apesar de não ganharem o festival, as músicas "Alegria, alegria" (4ª colocada) e "Domingo no parque" (2º lugar) anunciaram as boas novas de um movimento libertador no campo das artes. A música "Ponteio", de Edu Lobo, ganhou o primeiro lugar do festival, que se tornou o m…

A quarta edição da Caminhada Rosa acontece neste domingo, 22, a partir das 16 horas, na Avenida Beira Mar

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Um marco no mês de conscientização à prevenção do câncer de mama, a quarta edição da Caminhada Rosa defende a causa: Mamografia: precisamos de acesso #PacientesNoControle. O evento acontece neste domingo, 22, a partir das 16 horas, na Avenida Beira Mar. O trajeto da caminhada prossegue até a Praça dos Estressados e será acompanhado ao som da Baqueta Grupo de Ritmistas. A Associação Nossa Casa, como instituição filiada à Rede Cearense de Combate ao Câncer de Mama, chama atenção para a importância da prevenção ao lado das mulheres que venceram a luta contra a doença. Para agradecer Segundo Daniele Castelo Branco, vice-presidente da Nossa Casa "é a ocasião em que a gente tenta mobilizar toda a população. Aqui em Fortaleza, as mulheres estão tendo muita dificuldade em conseguir realizar a mamografia, pois a maioria dos aparelhos da rede pública de saúde está quebrada". O tema foi escolhido, complementa, para que possamos chamar atenção também das autoridades". Também conhec…

Templos da memória: preservação dos arquivos eclesiásticos

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por Iracema Sales - Repórter O escritor Pedro Luiz Cândido de Oliveira viveu a experiência de recorrer a arquivos eclesiásticos na pesquisa para o livro "Sesmarias do tempo - De Portugal ao sertão do Brasil, notícias aventurosas de quatro homens entre os séculos XVIII e XIX". "Na verdade, quando mais se viaja no tempo, menos opções de fontes de pesquisa se tem", assegura o autor, acrescentando que os arquivos públicos são equipamentos mais recentes. Se a pesquisa contemplar os períodos colonial e imperial, os documentos religiosos passam a constituir fontes fundamentais. Ajudando a jogar luz sobre temas importantes, como a escravidão. Para aqueles pesquisadores que enveredam por períodos históricos distantes só restam mesmo recorrer à Igreja. "Todo corpus documental era colhido e preservado pela Igreja Católica. Quem nasceu, morreu e casou. Não se limitava apenas aos sacramentos. Até casos de herança foram registrados e causas de mortes, documentadas", ac…

Mulheres contam das vidas que se refazem após o câncer de mama

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Dona Vaniberta. “Só olho a vida ali ó, bem acolá”. Parece até que Vaniberta Nogueira, com seus 70 anos recém-completos, nasceu com uma receita muito particular de como enxergar o amanhã. Para ela, planejar o futuro e estar sempre em atividade são caminhos para encontrar leveza e enfrentar percalços. A finitude é sabida. Todavia, esse não é o cerne da questão. Ela quer é viver. Com o diagnóstico de câncer de mama, há 22 anos, “todo mundo chorou e eu nunca derramei uma lágrima”. A certeza de que as coisas iam dar certo era tão grande, que nem se preocupava. Além de fazer o tratamento rigorosamente, ela lembra que o cuidado do marido e dos quatro filhos e a fé em Nossa Senhora foram importantes para a recuperação. “Não quis colocar prótese. Meu marido disse: ‘se você vai botar por mim, não tem importância’. Eu não fiquei traumatizada de jeito nenhum”, recorda. “Não vivo de passado. Vivo hoje, amanhã, depois”, argumenta. E foi sem olhar para trás, que ela enfrentou um novo diagnóstico de …

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