Destaque

Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

2 de junho de 2014

Clássicos no Cinema!

Seja por saudade dos embalos de sábado à noite ou pela vontade de regressar aos tempos da brilhantina, não é de se admirar que alguns frequentadores dos cinemas de shoppings sintam falta dos clássicos.

Com a maioria das salas tomada por comédias nacionais ou super-heróis norte-americanos, a rede Cinemark reservou espaço para os saudosistas: a partir do próximo dia 31, filmes como 'Taxi driver', 'Bonequinha de luxo' e 'Laranja mecânica' chegam a três dos cinemas mais frequentados de Belo Horizonte.
A mostra Clássicos Cinemark leva filmes de outras épocas a salas do Patio Savassi, BH Shopping e Diamond Mall, com ingressos a R$ 14 e R$ 7 (meia-entrada). Por despertarem menos interesse que os lançamentos, sessões de obras consagradas acontecem em dias e horários bastante específicos: aos sábados (23h55), domingos (12h30) e às quartas (19h30). O projeto se estende a cerca de 30 unidades da rede de cinemas em todo o país, com catálogo inicial de seis títulos.

Confira a programação da mostra Clássicos:
'Taxi driver' (1976), de Martin Scorsese, com Robert De Niro e Cybill Shepherd: 31 de maio, 1º e 4 de junho.
'Pulp fiction' (1994), de Quentin Tarantino, com John Travolta, Samuel L. Jackson e Uma Thurman: 7, 8 e 11 de junho.
'Laranja mecânica' (1971), de Stanley Kubrick, com Malcolm McDowell: 14, 15 e 18 de junho.
'Os embalos de sábado à noite' (1977), de John Badham: 21, 22 e 25 de junho.
'Grease - Nos tempos da brilhantina' (1978), com John Travolta e Olivia Newton-John: 28 e 29 de junho, 2 de julho.
'Bonequinha de luxo' (1961), de Blake Edwards, com Audrey Hepburn: 5, 6 e 9 de julho.
No trailler "Pulp fiction"!
Ano: 2014
Gênero: Ação
Classificação: L
Classificação dos Internautas:
Classifique o Filme
1
2
3
4
5


Em cartaz
Pátio SavassiPreços
Cinemark 1
209 lugares
Horários na descrição.


O DomTotal não se responsabiliza por eventuais modificações de horários de exibição dos filmes promovidas pelos cinemas sem aviso prévio.


Outros filmes

França: Alternativa para cultivar milho

 domtotal.com

O sistema de rega gota a gota foi criado em Israel em 1960. Mais tarde foi exportado para a África.

Thouars (França) (AFP) - Os agricultores do sul da França encontraram na rega por gotejamento a solução para irrigar de forma eficaz seus campos de milho, castigados pela seca.
O sistema de rega gota a gota foi criado em Israel nos anos 1960. Mais tarde foi exportado para a África, especialmente ao Quênia, e há três anos começou a se estender para os campos de milho do sul da França, uma região com problemas de escassez de água.
No sudoeste do país, onde predomina a monocultura deste cereal, havia tensões pelo uso dos recursos naturais, explicou o engenheiro agrônomo Marc Dufumier, autor do livro "50 idées reçues sur l'agriculture et l'alimentation" (50 ideias pré-concebidas sobre a agricultura e a alimentação).
"Estas tensões começaram com as mudanças culturais ocorridas com a chegada, no final dos anos 1980, do milho que precisa de mais água, especialmente em um terreno calcário", diz Alexis Delaunay, do escritório francês da água.
Alguns agricultores estavam fartos das ordens que limitavam ou proibiam a rega. Joel Herault é um deles e falar com ele de água supõe colocar o dedo em uma ferida ainda aberta.
Apesar da enésima proibição, ele continuou regando suas terras e em 2005 foi condenado a uma multa de 1.000 euros (1.350 dólares). "Caí em depressão, lembra, com amargura.
Vinte por cento menos de água
Quase dez anos depois, Herault decidiu dotar de irrigação por gotejamento um terço de seus 120 hectares. O investimento foi importante - pelo menos 4.000 euros por hectare - para melhorar a rentabilidade.
O sistema de rega gota a gota em grandes superfícies de cultivo é discreto, pois fica sob o solo e aparece muito menos do que um jato d'água ou uma instalação de aspersão. Mas a principal vantagem é que gasta muito menos água.
As mangueiras dividem os campos em quadrículas situadas a 20 ou 30 centímetros de profundidade. As goteiras ficam a 50 centímetros umas das outras e alimentam constantemente com uma pequena quantidade de água nas raízes.
O sistema permite economizar 30% de água, pois evita a perda por evaporação ou que se distancie por causa do vento, segundo a empresa israelense Netafim, especialista na questão.
Um instituto de pesquisas ambiental e de agricultura francês, que estuda a rega por gotejamento desde 2008, limita esta economia de água entre 15% e 20%.
Mas os benefícios não se limitam ao uso d'água.
As tubulações também permitem distribuir fertilizantes de forma mais eficaz e o fato de que as parcelas permaneçam secas evita a proliferação de ervas daninhas e fungos, razão pela qual não é preciso adicionar herbicidas ou fungicidas.
Também se economiza em mão-de-obra para regar, explicou Christophe Harel, encarregado da empresa Netafim no noroeste da França.
Os irmãos Thuaud, que têm suas terras no oeste, garantem que graças a esta rega de precisão conseguiram economizar 40% de água e 20% de adubo, o que lhes permitiu aumentar significativamente a rentabilidade de sua produção de milho e o nível de proteínas no trigo.
Apesar destas vantagens, ainda são poucos os agricultores na França que podem assumir os custos de instalação e manutenção deste sistema de irrigação. Apenas 1.000 hectares de milho - do 1,8 milhão cultivado - utilizam resga rega.
AFP

Cultura do encontro, diálogo e paz

  domtotal.com

O caminho para a paz é o diálogo, pois todos os problemas existem inicialmente por falta de diálogo.

Por Dom Orani João Tempesta*
No último final de semana, quando celebramos o Domingo da Ascensão do Senhor que nos envia para ser suas testemunhas até os confins da terra, e quando comemoramos o 48º Dia Mundial das Comunicações com a mensagem do papa sobre a “autêntica cultura do Encontro”, fomos convidados a olhar essa nossa importante e nobre missão.
O Santo Padre tem se referido à questão do diálogo e do encontro muitas vezes. Agora mesmo, durante a sua peregrinação à Terra Santa foi uma das tônicas que falou e que demonstrou com gestos.
A importância do encontro para um diálogo franco diante de questões polêmicas é fundamental. Será ainda mais produtivo quando formos pessoas que querem chegar a uma conclusão para o bem de todos. E ainda mais quando parte de pessoas que creem no mesmo Senhor.
Sempre ouvimos falar que a conversa é o melhor caminho para tentar resolver as dificuldades encontradas. Sem dúvida, devemos sempre buscar aplicar ao máximo esta regra no nosso cotidiano. O diálogo deve ser a primeira ferramenta que devemos utilizar quando identificamos um conflito, seja entre pais e filhos, marido e mulher, chefe e subordinado, comerciante e cliente, professor e aluno, como também nos nossos conflitos internos, quando procuramos a ajuda de um profissional ou da Palavra Divina.
É indiscutível que o diálogo bem intencionado reciprocamente proporciona um bem-estar entre as partes, mesmo quando não resolvido definitivamente o problema. O contato pessoal tem potencialidade de apaziguar o clima e deixar clara a posição entre as partes, que geralmente não têm o costume de tentar entender preliminarmente as razões e os motivos da parte contrária.
Interessante que a maioria dos conflitos surge inclusive pelas barreiras impostas ao diálogo franco e aberto. A liberdade de expressão não deve ser tolhida mesmo diante de uma “suposta” caracterização de indisciplina cometida contra a autoridade legítima ou mesmo uma imposta hierarquia. Encontramos este cenário facilmente no ambiente familiar, quando os pais restringem conversas de certos assuntos diante de seus filhos, criando verdadeiros obstáculos, modificando o ambiente de “familiar” para “desconhecido”. Identificamos as mesmas limitações no ambiente empresarial, quando a empresa não disponibiliza um canal de comunicação para o consumidor expor a sua manifestação, ou mesmo quando cria esse canal, mas não dá atenção necessária aos relatos procedentes, seja do cliente ou do colaborador.
Quanto a este tema do diálogo, o Papa Francisco, na alocução do dia 19/04/2014, trouxe presente o tema: “É preciso diálogo para resolver os problemas da vida e da Igreja As palavras do Santo Padre em sua alocução na qual falou da comunidade primitiva dos cristãos, assinalando que ali também havia dificuldades e problemas, e que, tanto naquela ocasião como nos nossos dias, é preciso serenidade e diálogo para obter a unidade desejada por Cristo para sua Igreja. “Na vida, os conflitos existem, o problema é como enfrentá-los. Até aquele momento, a unidade da comunidade cristã era favorecida pela pertença a uma única etnia e cultura, a judaica. Mas quando o Cristianismo, que por vontade de Jesus é destinado a todos os povos, se abre ao âmbito cultural grego, essa homogeneidade é perdida e surgem as primeiras dificuldades”, disse.
“Os problemas, de fato, não se resolvem fazendo de conta que não existem! E é bonito esse confronto contundente entre os pastores e os outros fiéis. Chega-se, assim, a uma divisão do trabalho. Os Apóstolos fazem uma proposta que é aceita por todos: eles vão se dedicar à oração e ao ministério da Palavra, enquanto sete homens, os diáconos, irão prover os serviços nos refeitórios para os pobres”, explica o Papa em nota divulgada pela Rádio Vaticano.
E esses sete homens não são escolhidos por serem especialistas em negócios, mas sim por serem homens honestos e de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, e são constituídos em seu serviço através da imposição das mãos pelos Apóstolos, destacou o Papa Francisco.
“Os problemas na Igreja se resolvem confrontando-se, discutindo e rezando, com a certeza de que as fofocas, as invejas e os ciúmes não poderão jamais nos levar à concórdia, à harmonia e à paz. Quando deixamos ao Espírito Santo a guia, ele nos leva à harmonia, à unidade e ao respeito dos diversos dons e talentos. Nada de fofocas, nada de invejas, e nada de ciúmes. Vocês entenderam bem?”, questionou o Papa.
Em sua visita ao Oriente Médio, o Papa Francisco mais uma vez toca no tema do diálogo, pois ele convidou os chefes do Estado de Israel e da Palestina para um encontro e, assim, colocou a sua casa (Estado do Vaticano) à disposição. O diálogo é, portanto, um desafio fundamental para a “própria maturidade”. Assim disse o Papa Francisco em audiência aos Japoneses em 21/08/2013: no confronto com a outra pessoa e com as outras culturas, mas também no confronto sadio com as outras religiões, se cresce.
Se no diálogo, alguém se fecha e fica com raiva, pode ter briga? Mas isso “não está bem”, porque nós dialogamos para encontrar-nos, não pode brigar. Assim, qual atitude mais profunda que devemos ter para dialogar e não brigar? O papa Francisco nos dá o caminho: é a humildade, ou melhor, a capacidade de encontrar as pessoas, de encontrar as culturas com paz; a capacidade de fazer perguntas inteligentes do tipo: mas, por que você pensa? Outro ponto que ele ressalta é a capacidade de ouvir os outros e depois falar. Temos necessidade de ouvir o outro, de argumentar, de procurar soluções. O nosso mundo tem essa necessidade e nós, católicos, somos chamados a ser sinais. Neste tempo de mudança cultural, antropológica e de perseguições religiosas, quando o grito substitui o diálogo, temos necessidade de propor um novo tempo que seja verdadeiro, um progresso para todos. E, sem dúvida, isso passa pelo diálogo, pelo encontro. O caminho para a paz é o diálogo, pois todas as guerras, todas as lutas, todos os problemas que não são resolvidos, com o qual nos deparamos, existem inicialmente por falta de diálogo.
Ao concluir o mês mariano, peçamos a intercessão de Nossa Senhora da Penha. Que ela continue intercedendo por todos aqueles que são ameaçados pelos “venenos das serpentes do mundo” como foi no início dessa devoção. Que tenhamos sempre um coração aberto para seguir, louvar e bendizer o Senhor que, vencendo o pecado e a morte com a sua Morte e Ressurreição, nos garante nova vida. Renovados sejamos alegres anunciadores de um novo mundo!
CNBB, 30-05-2014.
*Dom Orani João Tempesta é cardeal e arcebispo do Rio de Janeiro (RJ).

Snowden: Adoraria morar no Brasil

Repórter Sônia Bridi entrevistou o homem mais procurado do mundo, em Moscou.

Ele desafiou a maior potência do mundo. Ele revelou milhares de documentos ultrassecretos. Ele mostrou como funciona a espionagem da NSA, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Edward Snowden, o homem mais procurado do planeta, falou ao Fantástico. A repórter Sônia Bridi foi a Moscou para uma entrevista exclusiva para o Brasil. 
Depois de quase um ano de negociações, frente a frente com o homem mais procurado do mundo. Moscou, capital da Rússia, onde Edward Snowden está asilado há dez meses. O lugar exato onde ele vive? Nem os amigos mais próximos sabem.
Para entrevistar o homem mais procurado do mundo, a repórter Sônia Bridi chegou a Moscou apenas com o nome do hotel onde deveria se hospedar. Ela não foi até Edward Snowden. Foi ele que chegou até ela no hotel.
A entrevista, a pedido dele, foi feita no próprio quarto onde ela estava hospedada.
Fantástico: Como é a sua vida na Rússia?
Snowden: Olha, não é tão ruim quanto parece. A Rússia não é um país perfeito, e discordo fortemente de muitas coisas, principalmente como eles monitoram a internet e censuram a imprensa. Mas, no dia a dia, sabe, é melhor do que a prisão.
Prisão é o que ele tenta evitar há um ano, vivendo uma história de filme de espionagem. Em junho de 2013, Snowden se encontrou com o jornalista Glenn Greenwald e a documentarista Laura Poitras, em Hong Kong, e entregou a eles milhares de documentos, com os maiores segredos da espionagem americana.
Revelou que a Agência de Segurança Nacional, a NSA, até então pouco conhecida do grande público, monitora as comunicações por internet e telefone no mundo inteiro, inclusive dos próprios cidadãos americanos. É a chamada metadata, que registra quem fala com quem, por quanto tempo, onde estava quando falou e quanto tempo durou a conversa.
“É como se os Estados Unidos tivessem contratado detetives particulares para seguir todos nós”, ele destaca.
Países inteiros, como o México e as Bahamas, têm também o conteúdo das comunicações armazenado pela NSA. Como em uma máquina do tempo de espionagem, a agência pode voltar ao passado e recuperar tudo o que foi dito ou escrito. Em um ano, nenhuma semana se passou sem uma nova revelação baseada nos documentos.
Fantástico: Como é que um rapaz de 29 anos, que nunca terminou o ensino médio, trabalhando para uma empresa terceirizada da NSA, teve acesso a tantos documentos?
“É um erro de informação propagado nos Estados Unidos e depois pelo mundo todo de que eu era um empregado de baixo escalão, que copiou documentos que não entendia. Na verdade, eu tinha um cargo alto”, ele afirma.
Na adolescência, vivia conectado e descobrindo como funcionam computadores, escrevendo programas. Típico da geração internet. “Eu sou cria da internet”, diz.
Depois dos ataques de 11 de setembro, ele se alistou no Exército. “Fui voluntário porque acreditei no que o governo estava dizendo na época, que o Iraque estava desenvolvendo armas de destruição em massa. Eu achei que servir era generoso, uma atitude nobre”, conta.
Mas Snowden quebrou as duas pernas no treinamento. Dispensado do Exército, foi recrutado e treinado pelos serviços de espionagem. Trabalhou como espião na Suíça e no Japão. Era o especialista em informação digital da CIA. Seu último posto, no Havaí, especialista em tecnologia e cibersegurança da NSA.
Fantástico: Em que ponto você decidiu juntar e vazar os documentos para o público?
Snowden: O ponto sem volta para mim foi quando vi, no Congresso, James Clapper, o chefe da espionagem americana. Ele levantou a mão, jurou dizer a verdade. Perguntaram para ele: ‘Os Estados Unidos monitoram informações de milhões de americanos?’ E ele disse: ‘Não’. E eu sabia que era mentira. Os deputados da comissão também sabiam que era mentira. E ninguém disse nada.
No fim de 2012, Snowden mandou um e-mail para o jornalista Glenn Greenwald, radicado no Brasil e que então trabalhava no jornal inglês “The Guardian”. Queria que Glenn instalasse um programa de criptografia, que protege o sigilo na internet, para eles se comunicarem.
Em seu livro, “Sem lugar para se esconder”, Glenn conta esta e outras histórias dos bastidores do caso Snowden. Em Moscou, eles se reencontraram pela primeira vez desde que, há um ano, Snowden entregou os documentos em Hong Kong.
Snowden: É tão bom revê-los. Eles foram ao inferno e voltaram para fazer essas reportagens.
Fantástico: Você leu todos os documentos? Sabe exatamente o que há em cada um?
Snowden: Sim, o Glenn já disse que estavam todos organizados, em pastas, etiquetados.
Fantástico: Ainda tem mais revelações sobre o Brasil?
Glenn Greenwald: Com certeza, tem mais documentos que vão mostrar a brasileiros e ao mundo o que os Estados Unidos estão fazendo dentro do Brasil e também da Inglaterra e outros países também.
Snowden diz que durante todo esse ano evitou dar entrevistas porque não queria tirar a atenção dos documentos. Mas, agora, com todas as revelações que foram feitas, se sente seguro para discutir seus sentimentos.
As lembranças mais duras são dos 40 dias que ele passou na área de trânsito do aeroporto de Moscou. A escala virou uma armadilha quando o passaporte dele foi cancelado.
Snowden: Eu nunca escolhi vir para a Rússia. Eu estava a caminho da América do Sul.
Fantástico: Onde na América do Sul?
Snowden: Equador. Mas os Estados Unidos cancelaram meu passaporte, e eu não pude mais viajar. Fizeram de propósito para poder dizer: ‘Ele é espião russo’.
Fantástico: E como foi ficar preso no aeroporto por tanto tempo?
Snowden: Foi muito tenso. Você não sabe o que vai acontecer naquele dia. O que vai acontecer enquanto você dorme. Se alguém vai bater na porta. Se alguém vai derrubar a porta.
Fantástico: Você se arrepende?
Snowden: Sabe... Acho que não... Eu sentia que devia tornar isso público, com responsabilidade. E a maneira de impedir que a minha opinião prevalecesse, foi fazendo parceria com jornalistas competentes, e instituições sérias, que confio, que iriam checar as informações, equilibrar a cobertura. Como "The Guardian", "Washington Post", "New York Times", a “Globo” e "Der Spiegel". Deixei a imprensa livre fazer o que faz melhor: ajudar os cidadãos a se tornarem eleitores informados, que pensam em que tipo de sociedade querem viver.
Para Snowden, esse debate é a essência da liberdade: “Não é sobre privacidade. É liberdade. O equilíbrio entre os direitos individuais e o direito que o governo tem de coletar informações. Se vigiarmos cada homem, mulher e criança, da hora em que nascem até a hora que morrerem, podemos dizer que eles são livres? Isso é muito perigoso. Porque mudamos nosso comportamento se sabemos que estamos sendo vigiados. É uma ameaça à democracia”.
Ele também nega que os chineses tenham copiado tudo antes de ele deixar Hong Kong: “Isso é uma maluquice. Eu sou especialista em cibersegurança. Ensinava aos agentes da CIA e da NSA como se proteger exatamente desse tipo de coisa”.
Há dez meses ele vive na Rússia. Nunca foi sequer fotografado.
Fantástico: Você pode sair para rua?
Snowden: Claro. Por que não?
Fantástico: Você não é recluso?
Snowden: Não. Quer dizer, sou naturalmente recluso, cria da internet, né?
Fantástico: Os russos te vigiam?
Snowden: Bom, tenho certeza de que fazem algum tipo de vigilância, mas eu não vejo nada. Eu não posso, por segurança, dizer onde moro, como vivo. Mas eu diria que levo uma vida surpreendentemente aberta.
Fantástico: Você não é reconhecido nas ruas?
Snowden: Eles me reconhecem quando vou a lojas de computadores. Mas comprando comida, na banca de revistas, ninguém me reconhece.
Fantástico: Você se disfarça, ou sai com essa cara de Edward Snowden?
Snowden: Melhor eu não responder essa.
Fantástico: Do que você mais sente falta?
Snowden: Da minha família, claro.
O governo americano diz que a luta contra o terrorismo ficou mais difícil por causa desses vazamentos.
Fantástico: Alguns congressistas dizem que você é um traidor, um desertor.
Snowden: Você não pode ser traidor a menos que a sua lealdade tenha sido transferida para um inimigo do Estado. E a minha lealdade nunca mudou. Mesmo hoje, eu continuo trabalhando para o governo americano. Não quero derrubar o governo e nem destruir a NSA. Quero que sejam melhores.
Fantástico: Você enfrentaria um julgamento nos Estados Unidos?
Snowden: Eu adoraria. Mas não há um julgamento justo esperando por mim.
Snowden é acusado de traição pelo ato de espionagem, uma lei feita em tempos de guerra, que prevê julgamento sem defesa pública. Outra acusação é de que ele atrapalhou a relação americana com países amigos, vazando documentos com revelações, como as feitas com exclusividade pelo Fantástico, comprovando que os americanos e seus aliados, Inglaterra, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, grampearam os telefones da presidente Dilma e de seus assessores mais próximos. Espionaram também a Petrobras e o Ministério das Minas e Energia.
Fantástico: Você acompanhou essas reportagens daqui?
Snowden: Sim. E não há justificativa para espionar a Petrobras. Por que o presidente americano quer ler os e-mails da Dilma Rousseff? Obama disse que não sabia. Pode ser verdade. Ele concordou comigo que não há benefício nenhum, nenhuma vida foi salva. E por isso determinou que parassem.
Snowden disse que ouviu o discurso da presidente Dilma na ONU, criticando a espionagem americana, e achou inspirador: “Foi incrível porque ela foi a primeira presidente que tomou a liderança para dizer ‘Temos o direito de falar, de nos comunicarmos sem sermos espionados’. E esses não são direitos de um país. São direitos humanos.
A repórter Sônia Bridi lembra a ele que o Congresso americano já o acusou de oferecer documentos para o Brasil em troca de asilo.
Fantástico: Essa oferta está na mesa?
Snowden: Absolutamente não. Primeiro, eu não tenho documentos a oferecer. Eu nunca cooperaria com um governo em troca de asilo. Asilo deve ser dado por razões humanitárias.
Fantástico: O que vai acontecer quando seu asilo temporário aqui vencer?
Snowden: Essa pergunta é difícil. Eu não tenho resposta. Meu asilo vence aqui no começo de agosto. E se o Brasil me oferecer asilo, eu ficarei feliz em aceitar.
Fantástico: Você gostaria de viver no Brasil?
Snowden: Eu adoraria morar no Brasil. De fato, eu já pedi asilo ao governo brasileiro.
Fantástico: Então você mandou um pedido?
Snowden: Sim. Quando eu estava no aeroporto, mandei um pedido a vários países. O Brasil foi um deles. Foi um pedido formal.
O governo brasileiro, na época, disse que não recebeu pedido algum. “Isso para mim é novidade. Talvez seja algum procedimento que eles achem que não foi seguido”, afirma.
Snowden diz que vive um dia de cada vez.
Fantástico: Você está feliz?
Snowden: Eu sou. É difícil ficar separado da família, não poder ir para casa, participar do governo e da sociedade. Mas toda noite vou dormir confiante de que fiz as escolhas certas. Por isso, a cada manhã, eu acordo satisfeito.

'NAMORADA DA COPA': Larissa Riquelme diz que se sente brasileira

Outras podem ser amantes, mas só eu sou a namoradinha da Copa', diz.

Sem Paraguai no torneio, modelo vem torcer e já veste cores do Brasil.

Rodrigo OrtegaDo G1, em São Paulo
Após ficar famosa com as cores do Paraguai e um celular entre os seios em 2010, Larissa Riquelme veste verde e amarelo para a Copa de 2014 (Foto: Reuters e Divulgação/Cristhian Nuñez)Após ficar famosa com as cores do Paraguai e um celular entre os seios em 2010, Larissa Riquelme veste cores do Brasil para a Copa de 2014 (Foto: Reuters e Divulgação/Cristhian Nuñez)
Após ganhar o título informal de "namorada da Copa" em 2010 na web e na imprensa internacional, Larissa Riquelme vem ao Brasil buscar o "bicampeonato" em 2014. Desta vez, Larissa vai tirar a camisa paraguaia e vestir a do Brasil. O Paraguai não se classificou para a Copa de 2014.
"Eu me sinto como uma brasileira, e vocês me trataram e continuam tratando como uma de vocês. Amo o Brasil", justifica a escolha. "Estou feliz, porque desta vez eu estou mais perto", diz ao G1 a modelo, que mora em Assunção.
"Não vão me substituir", diz a paraguaia. Ela já confirmou presença no Brasil de 8 a 13 de junho - a Copa começa no dia 12. Depois, volta a convite para jogos - ainda não definidos - e programas de TV.
Larissa tem mais de 1 milhão de fãs no Facebook e 800 mil no Twitter. Na foto de perfil, já aparece com a camisa da seleção brasileira. Ela já veio várias vezes ao país desde 2010, e chegou a ser assaltada em Ipanema, no Rio. Atualmente, ela se dedica à TV paraguaia, onde participa de programas como o popular "Baila Conmigo" e o reality show "Trepadores", que mostrou uma disputa de escalada no Aconcágua em 2013.
Larissa Riquelme (Foto: Daigo Oliva/G1)Larissa Riquelme no Carnaval de SP em 2011 (Foto:
Daigo Oliva/G1)
"Tenho muitos projetos para a Copa. Muitos convites para programas. Estou fazendo produções de fotos para diferentes veículos, tanto do Brasil quanto do Paraguai. Também estou viajando para outros países. Vou como 'namorada da Copa', título que ganhei graças à imprensa internacional", reforça. Ela fez vários ensaios sensuais e posou nua depois da Copa de 2010.
"Como sempre digo, haverão mil 'Larissas Riquelmes' competindo pelo título, mas jamais poderão me substituir. As outras podem ser amantes, esposas, musas, mas só eu sou a 'namorada da Copa'. Esse título não vão tirar! Um beijo a todas que disputam esse título (risos)." A torcedora do Cerro Porteño namora atualmente um jogador do time, Jonathan Fabbro.
Larissa Riquelme 1 (Foto: Mister Shadow / Agência Estado)Larissa Riquelme (Foto: Mister Shadow / Agência Estado)