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22 de agosto de 2018

Exposição sobre Paulo Leminski inaugura o Mês da Literatura, em Curitiba

Exposição sobre Paulo Leminski inaugura o Mês da Literatura
A terceira edição do Mês da Literatura será aberta nesta sexta-feira (24), às 17h, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, e vai até o dia 28 de setembro. O evento, da Secretaria de Estado da Cultura com apoio da Biblioteca Pública do Paraná, promove atividades relacionadas ao livro e um panorama da cena literária paranaense e nacional e abre com a inauguração da exposição "Meu coração de Polaco voltou", de Paulo Leminski (1944–1989). 
Entre as ações da programação está a "Caravana Literária" que reúne mais de quinze escritores paranaenses e nacionais que vão percorrer 45 municípios do Paraná, dos Campos Gerais ao Norte. 
Eles visitam as cidades promovendo debates sobre o livro, leitura e a formação de leitores em espaços culturais, escolas e bibliotecas. 
A exposição é composta por painéis com reprodução de textos, fac-símiles, fotos do acervo particular, livros e documentos originais de Leminski e tem a comunicação visual assinada por Maria Baptista. 
A data de abertura do "Mês da Literatura" é uma homenagem ao nascimento de Leminski. 
Além da mostra, a programação promove também oficinas, contação de histórias e a exposição itinerante “Palavras do Paraná”, nos municípios de Curitiba e Guaíra.
O secretário estadual da Cultura, João Luiz Fiani, disse que o objetivo é ampliar a discussão literária no Estado. “Nós sabemos da importância do livro, do ler, como um agente de transformação para uma cidadania melhor. Por isso, o evento leva escritores e debates que incentivam as pessoas a conhecer e se aventurar no mundo da literatura”, afirmou.
Entre os autores convidados estão os romancistas Milton Hatoum, Henrique Schneider e Oscar Nakasato; escritores infantojuvenis como Cléo Busatto, Jaqueline Conte, José Roberto Torero e Flávio de Souza; os poetas Luiz Felipe Leprevost, Henrique Rodrigues e Sônia Barros, cronistas; como Kledir Ramil, e Marcelo Moutinho; os críticos Marcelo Sandmann e Juliana Cortes, e os jovens autores Norbert Heinz e Rodrigo Ciríaco. 
SOBRE O MÊS - O “Mês da Literatura” está inserido no Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura (PELLL) e deve entrar para o calendário cultural do Estado. Além de fomentar e valorizar a leitura, incentivar e difundir a produção literária paranaense, o evento descentraliza a cultura ao levar autores em pequenos e médios municípios.

SERVIÇO: Mês da Literatura.
ABERTURA - Data: 24 (sexta-feira).
Horário: 17h.
Local: Palácio Iguaçu - Praça Nossa Senhora de Salette, s/n - Centro Cívico – Curitiba - Paraná.

Escritora fala da literatura por imagens


Aline Abreu aborda o desafio do professor trabalhar em sala de aula com a produção literária contemporânea

Nas últimas duas décadas, o mercado de livros infantojuvenis no Brasil mudou muito. As principais novidades foram a chegada de obras estrangeiras e a produção de livros de autores brasileiros que valorizam ainda mais o projeto gráfico e o papel das imagens nas narrativas. Aumentou, assim, o desafio para o professor mediar o livro na escola?

Sim. Todos nós precisamos entender que a leitura de imagens é um conceito a ser adquirido como o código da escrita - e isso não está claro ainda. É como se a leitura de uma ilustração estivesse sujeita à intuição e apenas à interpretação individual. É claro que a exposição a esses livros vai formando o olhar, mas o professor que tem o compromisso de fazer uma boa mediação deve saber que existe também uma formação na leitura de imagens. Da mesma maneira que temos de desenvolver uma competência para a leitura do texto verbal, precisamos da formação visual, para não se ater a uma leitura superficial das imagens e perder a potência de leitura do livro. 

Shutterstock
Shutterstock - Atualmente, as imagens presentes nos livros devem ser entendidas também como um código de escrita

Atualmente, as imagens presentes nos livros devem ser entendidas também como um código de escrita


E como fazer isso com as crianças? 
Primeiro, tanto para si mesmo quanto para a criança, dar tempo para a leitura do livro por fruição. Depois, trabalhar a leitura de forma, digamos, mais consciente, assumindo que a imagem é uma linguagem a ser lida. Se aprendemos a ler os diferentes gêneros literários na palavra, como a poesia, por que com a imagem não?

Então os livros com imagens, ao contrário do que pensamos, exigem uma dedicação especial, um tempo para esta leitura... 
O tempo da leitura das imagens é outro: é o tempo da contemplação. É muito importante para exercitarmos, pois é uma mudança de percepção de crianças e adultos. Não é o tempo da leitura de imagem rápida do dia a dia. 

E também um tempo para conversar sobre essa imagem... 
Sim, o professor precisa disso. Vai ser como os livros clássicos de literatura que ele ama, que sente vontade de compartilhar com os alunos. Se eu amo Alice no País das Maravilhas (Lewis Carrol), por exemplo, vou fazer quantas leituras forem necessárias para ler melhor. Estou falando de um estudo do livro com imagens, essa leitura de forma mais investigativa para questionar a obra. E não é que os livros têm de ser todos altamente complexos, mas que sejam desafiantes. Cito na minha pesquisa duas obras: "Pato! Coelho!! (de Amy Krouse Rosenthal e Tom Lichtenheld), e "Aperte Aqui" (de Hervé Tullet, que sugere que a criança interaja fisicamente com o livro). Os temas não são difíceis, mas eles são profundos no sentido da experiência de ler. O jogo que eles propõem é pela brincadeira, mas é sofisticado. 

Bia Reis 
Agência Estado

Projeto exibe filmes gratuitos no Ceará utilizando energia solar

Crianças sentadas em referência a Ceará recebe projeto que leva cinema itinerante ao interior do estado
projeto Cinesolar, iniciativa brasileira de cinema itinerante que exibe filmes a partir da energia solar, visita três cidades do Ceará neste mês.
As cidades de Aracati, Itarema e Amontada irão receber o Cinesolar. Já a cidade de Pacajus, na região da Grande Fortaleza, recebe o Cinesolazinho, versão para crianças.
Os projetos utilizam energia limpa e renovável para exibição de filmes, unindo arte, cinema e sustentabilidade. Ele funciona a partir de uma van equipada com placas solares com autonomia de mais de 20 horas, que possibilitam, através de um sistema a exibição de energia solar para elétrica.
As apresentações ocorrem em praças públicas e quadras esportivas, principalmente em regiões carentes que não contam com cinemas.
Serviço:
Cinema itinerante – Cinesolar 
Quando: Pacajus (22 e 23 de agosto), Itarema (24 de agosto) e Amontada (27 de agosto)
Entrada gratuita

Tribuna do Ceará

"Todas as Crônicas" documenta a produção de Clarice Lispector para a imprensa

por Dellano Rios - Editor de área
Clarice Lispector, no alto, e uma de suas obsessões como cronista, o jovem compositor Chico Buarque de Hollanda, para quem escrevia cartas abertas
Organizado pelo escritor norte-americano Benjamin Moser, "The Complete Stories" (New Directions, 2015, EUA) foi um sucesso de crítica e conquistou espaços generosos na imprensa de língua inglesa. O livro reunia 85 contos, traduzidos por Katrina Dodson, e reforçava a investida internacional dos entusiastas de Clarice Lispector (1920 - 1977). Ucraniana naturalizada brasileira, ela é um monumento literário no País, mas, até bem pouco tempo, era conhecida apenas por um seleto número de leitores estrangeiros, em sua maioria pesquisadores. A situação começou a mudar com a publicação de "Why This World" (2009), biografia escrita por Moser, um clariceano que depois ajudou a editar as novas traduções dos romances da autora.
Reunir os contos de Clarice Lispector em um único volume faz sentido no território em que ela é pouco conhecida. No Brasil, é diferente: a autora tem uma legião de admiradores, sempre em expansão; e suas coleções de contos, bem com romances e obras para o público infantil, são constantemente reeditadas. Ainda assim, o furor clariceano tornou "The Complete Stories" num sonho de consumo de muitos leitores, realizado pela Rocco - a casa editorial da autora - na forma de "Todas as Crônicas" (2016). O projeto gráfico do design norte-americano Paul Sahre foi seguido à risca.
Agora, a editora brasileira acaba de transformar aquele livro no primeiro de uma série. O segundo volume é o recém-lançado "Todas as Crônicas". Fácil apostar numa devoração voraz do mesmo. As crônicas da autora são menos difundidas e mais esparsas. O conteúdo inédito em livro também é robusto: são mais de 60 textos que, até então, só estavam disponíveis em revistas e jornais que circularam há mais de 40 anos.
"A ideia foi do filho da Clarice, Paulo Gurgel Valente. Ele não é apenas o herdeiro dela; ele atua como um gestor da obra. Sua proposta era a de fazer uma livro similar ao 'Todos os contos', que facilitasse a consulta", conta Pedro Karp Vasquez, organizador do volume. "Como o outro, 'Todas as Crônicas' tem um aspecto duplo. É interessante para o leitor-fã, porque é bonito, com capa dura, sobrecapa... É um item colecionável. E, sobretudo, interessa ao pesquisador, porque tem reunido, no primeiro, todos os contos que ela escreveu e, neste, todas as crônicas", explica.
A edição de "Todas as Crônicas" reflete esta preocupação com um público-alvo que é duplo. O design de Paul Sahre usa agora uma fotografia da autora feita pelo próprio filho, Paulo. Tudo é disposto de forma clara, ao longo de pouco mais de 700 páginas. As crônicas são ordenadas por veículos e, dentro das seções a eles correspondentes, cronologicamente. A maior parte do material foi originalmente publicado no carioca jornal do Brasil, entre agosto 1967 e dezembro de 1973 (ocupando cerca de 560 páginas no livro).
A ideia também é deixar o leitor não-acadêmico confortável nas páginas do livro. A data de publicação de cada texto, por exemplo, só aparece na forma de uma lista ao fim da obra. Nas últimas páginas também está a palavra do organizador, sobre a concepção e a pesquisa para a coletânea. No prefácio, vai um ensaio de sabor mais literário, em que a escritora Maria Colasanti relembra os dias de JB, quando ajudava a levar as colunas de Clarice para a edição impressa do jornal.
Escritas
"Todas as Crônicas" é um livro abrangente, não apenas pelo intervalo de tempo (uma década de produção constante) e pela quantidade de textos que reúne. O jeito pouco ortodoxo da autora de escrever crônicas garante isso. As colunas do JB, por exemplo, às vezes reuniam mais de um texto. Alguns, com apenas duas ou três linhas. Ora, era segmentos narrativos, incursões meio existenciais; ora, o leitor parece ter aberto um romance ou conto no meio (e o fragmento o fulmina como um raio, um a das características do texto clariceano); ora se comporta como uma pequena reportagem, ainda que radicalmente pessoal e afetada pela presença da física e espiritual da autora.
"Este é a questão fundamental de Clarice como cronista: ela não tem, em nenhum momento, a preocupação de ser uma cronista ortodoxa", afirma Vasquez. "Hoje, a figura do cronista é diferente, mudou muito, mas naquela época, no auge de sua escrita, nos anos 1960, ela dividia espaço no JB com o José Carlos Oliveira e o Carlos Drummond de Andrade. Nessa época, tínhamos na imprensa figuras como Ruben Braga e Arthur da Távora, autores de uma crônica visceralmente ligada à cidade. Clarice tinha uma visão mais abrangente. Ela não se preocupa com o limite entre de gênero, de se isso é crônica ou conto", compara.
Jornalismos
Ler as crônicas de Clarice Lispector leva ao encontro de uma escritora que, nem sempre é tão mística e venerável quanto costuma ser retratada. Por exemplo, em muitos momentos, ela é tão bem humorada que se arrisca pelo território da comicidade. É o caso de sua obsessão pelo jovem Chico Buarque de Hollanda, para a qual escreve diretamente em mais de uma ocasião.
Em um crônica sobre ele ("Xico Buark me visita"), o leitor se vê diante da Clarice entrevistadora. A escritora trabalho em jornais ainda nos anos 1940 e, nas redações, atuou como tradutora, repórter e colunista (com textos direcionados ao público feminino, mas assinando com pseudônimos).
A estranheza das questões, jogo que exige alguém acima da média do outro lado, é a mesma, neste pequeno perfil do então jovem Chico. Por outro lado, é o tipo de texto para o qual a definição de crônica pode ser dada sem problemas. Senão exatamente urbana, com espírito flâuneur, inegavelmente é jornalista a crônica que perfila uma figura de interesse público (um artista famoso) e revela sobre ele detalhes de seu método de criação; ainda deixa entrever algo do cotidiano da autora e de suas relações com o meio artístico/intelectual do Rio de Janeiro da época (fim dos anos 1960). Clarice não se seduz consigo mesma e, mesmo escrevendo em primeira pessoa, chama o olhar para as informações que traz sobre o outro.
Transformação
A singularidade da crônica de Clarice Lispector levou Pedro Karp Vasquez a escrever um posfácio detalhista, que funciona como um guia de leitura ou uma carta de navegação. O texto inclui uma lista de crônicas que a própria autora, mais tarde, classificou como contos. "E não repetimos nada que aparece em 'Todos os contos'", destaca. "Mesmo em vida, Clarice fez isso com alguns textos, ora apresentou como conto, ora como crônica".
"Às vezes, é o contrário: um conto pode virar crônica. E tem esse outro lado, as partes de romances. Alguns trechos, ela identifica assim mesmo: 'trechos 1'. Ela só aponta que é o trecho de alguma coisa, mas não diz do que é. E você vai perceber depois. Quem é familiarizado com a obra vai se dar conta. 'Ah! Isso apareceu no 'Água viva', na 'Maçã no escuro'...' Ela reaproveitava, renomeava esses textos. Algumas vezes, até usava o mesmo título. E muitas não. Ela mudava. Por exemplo, lembro de um: 'Antes da Ponte Rio-Niterói' virou um conto chamado 'Um caso para Nelson Rodrigues. Os títulos são tão distantes que é difícil localizar. É um trabalho meio que de detetive", ilustra Vasquez.
Diário do Nordeste

Espetáculo de conclusão do Curso Princípios Básicos de Teatro (CPBT), estreia nesta sexta-feira, 24, trazendo à tona as feridas dos corpos negros periféricos

Foto Tim Oliveira/ Divulgação
A dor parece ter cor e endereço certos. Nos noticiários, principalmente, "a carne mais barata do mercado" estampa o sofrimento proveniente do tráfico de drogas, chacinas e balas perdidas em comunidades menos abastecidas que não têm vez nos cartões-postais das grandes metrópoles. A dor parece ter apenas a pele - preta, em sua grande maioria - como escudo. Inútil. Alguém aqui tem a noção do que é perder um filho? Quem são essas mães que ficam e esses tais jovens que se vão?
A dor dos corpos negros e periféricos tem urgências que não podem ser adiadas. E foram essas urgências que, em meio a encontros sistemáticos, serviram de norte para a turma noite 2017/2018 do Curso Princípios Básicos de Teatro. "A turma toda chegou ao consenso de que o tema do nosso espetáculo de conclusão seria a violência sistêmica. Mas como falar nisso? Como vamos focar? Chegamos, então, à dor da mãe que perde o seu filho", resume Neidinha Castelo Branco, professora do CPBT/noite e diretora de Re-talho. A montagem fará curta temporada de estreia, de sexta a domingo, no palco principal do Theatro José de Alencar.
Em cena, três personagens - Cida, Bárbara e Antônio - protagonizam um apanhado de histórias baseadas em relatos reais. "Falamos da mãe pobre, em sua maioria negra e da periferia, porque seus filhos estão morrendo todo dia, a toda hora. A Cida representa várias mães; a Bárbara seria essa filha que se sente culpada pela morte do irmão. Para isso, conversamos com várias mães, com o Instituto Negra, as mães do Curió (bairro da Grande Messejana que foi palco de chacina, em novembro de 2015, que vitimou 11 pessoas) e as do sistema sócio-educacional", afirma a diretora.
"A primeira urgência que saiu como forte pra gente foi a crítica quanto ao sistema, mas caminhamos por vários pontos até chegarmos a essa dramaturgia. Chegamos a cogitar falar sobre o jovem negro de periferia, se o ponto seria falar da mulher em meio a essa sociedade patriarcal, até que achamos que seria mais potente falar dessas mães que, mesmo perdendo, continuam se revigorando", pontua Paulo W. Lima, 24, formando do CPBT que integra o elenco de Re-talho. Morador da comunidade São Bento, na periferia de Messejana, ele resume sua experiência no curso.
"Já tinha feito outras coisas na área, mas como formação mais longa de um teatro mais técnico e mais elaborado, estou tendo agora com o CPBT. Tem sido uma experiência ímpar porque você sai do lugar do evento para a vivência, que acrescenta a experiência com a arte. O processo também envolve muita técnica, muito corpo e o afeto perpassa do primeiro ao quarto módulo, que é o da montagem. A gente passa a madrugada produzindo, discutindo o figurino", destaca ele que, na montagem, dá vida a mais de um personagem.
Paulo chama a atenção para a própria estética da montagem: "A concepção parte de um teatro épico e da relação com a dialética de Brecht". Neidinha, por sua vez, ressalta a questão das afinidades para Re-talho chegar a um denominador comum. "Assim como em todas as outras turmas, os alunos entram com um modo diferente de ver as coisas. Ficamos entre vários temas porque todos são muito fortes e inseridos no contexto atual. Falamos de um jeito muito claro, utilizando as metáforas".
Espetáculo Re-talho: Temporada de estreia
Quando: sexta-feira, 24, às 19 horas; sábado, 25, e domingo, 26, às 17h e 19 horas
Onde: palco principal do Theatro José de Alencar (rua Liberato Barroso, 525 - Centro)
Quanto: R$ 10 (inteira)
Info: (85) 3101 2583
O Povo

Facebook detecta usuários que tentam confundir sobre notícias falsas

Plataforma com dois bilhões de usuários está sob críticas por supostamente não fazer o suficiente para bloquear a maré de informações falsas que circulam nela.


O Facebook negou de forma contundente que conte com um sistema de detecção que qualifique a confiabilidade de seus usuários

O Facebook negou de forma contundente que conte com um sistema de detecção que qualifique a confiabilidade de seus usuários Foto (Pixabay)
O Facebook anunciou nesta terça-feira (21) que desenvolveu ferramentas para identificar os usuários que informam de notícias falsas "indiscriminadamente" e que socavam os esforços da companhia para lutar contra a desinformação.
Mas a rede social negou terminantemente uma informação do Washington Post que afirma que ela está desenvolvendo um sistema de detecção que qualifica a confiabilidade de todos os seus usuários.
A plataforma com dois bilhões de usuários está sob críticas por supostamente não fazer o suficiente para bloquear a maré de informações falsas que circulam nela.
O grupo explicou que desenvolveu um sistema para evitar que o trabalho de seus verificadores seja destruído por usuários que assinalam sistematicamente notícias, mesmo que sejam corretas, muitas vezes devido ao fato de não estarem de acordo com o conteúdo.
"A razão pela qual fazemos isso é porque queremos que a nossa luta contra a desinformação seja a mais eficaz possível", afirmou a empresa, consultada pela AFP.
Os usuários que advertem de informações suspeitas de serem falsas recebem um ponto de confiabilidade que vai de 0 a 1 de acordo com a sua capacidade para distinguir as histórias reais das falsas.
Essa é uma das muitas ferramentas usadas para fazer alertas às equipes encarregadas de corroborar e eliminar os conteúdos suspeitos.
No fim de julho, o Facebook informou que havia fechado 32 páginas e contas falsas envolvidas em uma tentativa "coordenada" de manipulação política da opinião pública nas eleições legislativas de novembro nos Estados Unidos.

AFP