Destaque

Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

11 de julho de 2017

Ceará vai ganhar a primeira escola grátis de desenvolvimento de apps do Nordeste

Com quase um mês de operação no Ceará o aplicativo de motos VemCmg já planeja o próximo passo para as atividades no Ceará. A empresa que possui capital 100% nacional, deseja abrir a primeira escola com aulas grátis para desenvolvimento de aplicativos do Brasil, mantida exclusivamente pelo VemCmg.
“A proposta é que o nordeste seja o Vale do Silício do Brasil, e o nosso publico alvo são os jovens e adolescentes de baixa renda, vamos ensinar e promover a sua inclusão neste novo universo digital, gerando novos profissionais para o mercado e um aquecimento na economia local”, explica Bruno Souza o Diretor de Operações da VemCmg.
curso básico terá a duração de 6 meses e incluirá o modulo de lógica e programação na criação dos aplicativos, as melhores ideias ainda podem contar com um investimento para abertura de novas empresas. A inscrição é feita através do link na internet.
Hoje a companhia já tem mais de 5 mil usuários somente no Nordeste e espera que os empresários locais também queiram ajudar no processo de crescimento do Estado, fomentando uma rede de apoio e investimento em um novo negócio no formato digital, interessados devem enviar para o e-mail para:contato@vemcmg.com
Sobre o Vemcmg
A empresa oferece transporte individual privado de passageiro através de motocicletas e com preços abaixo do valor de mercado. Há ainda a possibilidade de pagar com cartão de crédito pelas corridas.
preço minimo é R$ 2,00, e todas as corridas são calculadas com base no quilômetro custando R$ 0,95. Nas corridas pagas com dinheiro, todo o valor fica com o mototaxista parceiro. Nas corridas pagas com cartão, 15% vão para a operação financeira.

Tribuna do Ceará

Coletânea reúne crônicas de Rubem Braga nunca publicadas em livro, sobre a cidade, amizades e a vida

por Leonardo Cazes - Agência O Globo
Rubem Braga: retratos intimistas de colegas e da vivência no Rio de Janeiro ( Foto: Sérgio Tomisaki/Folha )
Rubem Braga (1913- 1990) sempre relutou em ser considerado um literato. O capixaba de Cachoeiro de Itapemirim se via mais como um homem de imprensa. Os jornais foram seu ganha-pão ao longo de toda vida de repórter, redator, correspondente de guerra e, principalmente, cronista. Na busca de assunto para o texto diário, não foram poucas as vezes em que Braga transformou amigos escritores em personagens.
Em dezembro de 1954, por exemplo, uma visita à casa em Copacabana do poeta Carlos Drummond de Andrade, que estava de férias do Correio da Manhã, tornou-se mote para um relato pessoal sobre o amigo, o verão inclemente daquele ano e a falta d'água que assolava o Rio. Na crônica, o poeta taciturno cedeu lugar a um homem comum que, sem camisa, tentava sobreviver ao calor e ao barulho dos caminhões que, às terças-feiras, o acordavam às 3h da manhã ao descarregar frutas, verduras, peixes e carnes para a feira livre.
O retrato intimista de Drummond, intitulado "O poeta", é um dos 25 textos da seleta "O poeta e outras crônicas de literatura e vida" (Global Editora), organizada pelo editor Gustavo Henrique Tuna. A obra reúne crônicas publicadas em diferentes jornais, mas que permaneciam inéditas em livro. Além de Drummond, outros escritores brasileiros aparecem nas páginas, como Graciliano Ramos e Manuel Bandeira. Para Tuna, os textos de Braga misturam o cotidiano da cidade e suas memórias com a obra e a vida dos autores.
"É comum falar na falta de assunto do cronista. Em geral, as crônicas de Braga eram motivadas por acontecimentos, quando uma pessoa morria ou fazia aniversário, por exemplo. Em alguns casos, o tema surge das próprias lembranças dele. O fio que acaba unindo todos os textos é a amizade. Por isso falar de literatura e vida, as duas coisas estão juntas nas crônicas", afirma o organizador.
Detalhes
A crônica "O velho", dedicada a Graciliano Ramos, é emblemática desse cruzamento de vida e literatura. Braga e o "velho Graça" dividiram a mesma pensão na Rua Corrêa Dutra, no Catete. O cronista definia o amigo, que então completava 60 anos, como "esse grande pessimista de coração de menino".
Pela sua memória, foi Lúcio Rangel quem levou os dois para aqueles apartamentos, administrados por uma "velhinha meio pancada" que só chamava Graciliano de "Braziliano" e apostava, religiosamente, quase tudo o que ganhava na roleta, "sempre no número da catacumba do Flori, seu marido". O defunto não costumava trazer muita sorte, e os dois escritores sofriam com as pobres refeições.
"Foi nesse período em que os dois viveram na mesma pensão no Catete que Graciliano escreveu o romance 'Vidas secas'. Ele não conta isso nessa crônica, conta em outra. Mas foi nessa mesma época", explica Tuna. Segundo o editor, há material inédito suficiente para publicar ao menos mais duas obras apenas com crônicas sobre escritores. Tuna explica que a editora contratou dois pesquisadores para levantar todos os textos com esse perfil do acervo do escritor, guardado no Arquivo-Museu da Literatura Brasileira na Fundação Casa de Rui Barbosa e que se encontra digitalizado e disponível na internet.
Após a identificação das crônicas, Tuna debruçou-se sobre o material para eleger as 25 que compõem o livro. O principal critério foi não repetir autores, já que ele, em vários casos, dedicou mais de um texto a um amigo.
Nem instituições como a Academia Brasileira de Letras (ABL) são poupadas por Braga. Em agosto de 1959, época da posse de seu amigo Álvaro Moreyra na casa de Machado de Assis, o cronista confessa: "não entendo por que as pessoas querem entrar para a Academia. É verdade que sua composição melhorou muito, mas assim mesmo que coisa mais sem graça esse clube sem senhoras, com um chá por semana e a presença sempre constrangedora de alguns velhos chicharros sobreviventes".
A crítica à ABL, entretanto, é só o pretexto para falar de "Alvinho", como chamava Moreyra, e de sua casa na Rua Xavier da Silveira, em Copacabana, para onde jovens jornalistas e escritores, muitos recém-chegados na então capital federal, afluíam ainda nos anos 1930.
Para Tuna, ao falar dos amigos, Braga revela também muito sobre si mesmo. O cronista narra sua chegada a São Paulo, em 1933, quando ainda era um jovem repórter com uma passagem pela cadeia, por conta de suas reportagens na Revolução Constitucionalista de 1932, e não conhecia ninguém na cidade.
Aos poucos, alcançou fama com seus textos no Diário de S. Paulo até despertar a fúria dos paulistas com uma crônica sobre um antepassado seu, "um Braga bandeirante, caçador de índios e esmeraldas, paulista de 400 anos...". A história lhe rendeu a amizade de Oswald de Andrade e a reprimenda de Mário de Andrade.
Memórias
Já no texto sobre Manuel Bandeira, Braga lembra os anos de adolescência que passou em Niterói e o deslumbramento que lhe causou a obra do poeta pernambucano. O cronista diz, inclusive, que os versos de Bandeira são a principal influência no seu estilo. "Acho que nenhum prosador teve influência maior em minha escrita do que o poeta Manuel", escreveu, em "Meu professor Bandeira".
"Essas crônicas abrangem um grupo largo de escritores, jornalistas. De Alcântara Machado até a Clarice Lispector. Tem um pouco de autobiografia aí também. Braga teve uma vida muito intensa. Trabalhou em Minas, Recife, Rio, São Paulo, foi adido comercial no Chile e embaixador no Marrocos. Isso revela muito sua inquietude", afirma o editor.

Diário do Nordeste

Um olhar sobre o machismo

por Bruno Ghetti - Folhapress
No filme "A Vida de uma Mulher", a protagonista poderia ter uma vida extraordinária, mas acaba levando uma existência entediante
O formato de tela de um filme pode dizer muito sobre o universo de seu protagonista. Se longas com imagens mais horizontalizadas, em scope, costumam narrar tramas que destacam liberdade, espetacularidade, aqueles com formato mais estreito tendem a fazer uma referência à própria limitação da vida dos personagens retratados.
Foi pensando nisso que o francês Stéphane Brizé optou por uma tela quase quadrada em "A Vida de uma Mulher", que estreou ontem (10) no País.
Fazendo coro com certa tendência do cinema mundial recente - visível em filmes como "Mommy" (2014), de Xavier Dolan, e "O Filho de Saul" (2015), de László Nemes - , Brizé usa a estreiteza da tela para mostrar a asfixiante rotina de sua protagonista uma mulher burguesa do século 19, que vive sob as demarcações de uma sociedade conservadora e machista.
O curioso é que o diretor chegou a fazer testes em scope nas filmagens, mas mudou de ideia de última hora. "Logo percebi que criava um falso modernismo, como se eu quisesse impor um aspecto de atualidade a um filme de época, que não é o que eu buscava", disse à reportagem, no Festival de Veneza do ano passado, de onde saiu com o prêmio da crítica (Fipresci). "Desisti e testei o formato quadrado, achei mais pertinente".
Retrato
Adaptação do romance "Uma Vida", de Guy de Maupassant (1850-1893), o filme acompanha mais de três décadas na trajetória de Jeanne, mulher que passa a juventude em isolamento religioso, mas precisa lidar com a malícia (e as maldades) do mundo após deixar o local. Com dificuldades para "perder a inocência" na percepção do que a rodeia, Jeanne sofre muito, sobretudo após se casar (e saber das traições do marido) e ter um filho (que a leva à ruína financeira).
"Minha intenção foi explorar uma forma de alguém se relacionar com o mundo. Que é essa dificuldade de se fazer o luto do paraíso perdido, dessa infância em que tudo parecia simples e fácil de entender", diz Brizé. "De repente, as pessoas precisam se preparar bem para se defender, se proteger da duplicidade do mundo. Mas Jeanne não sabe fazer isso. Ou não pode... Ela não aceita que o mundo seja como de fato é. Opta por continuar muito pura, e é nessa pureza que mora sua tragédia".
Mas a marca trágica da vida de Jeanne também tem outras origens. Inteligente, bela e rica, a moça poderia ter uma existência repleta de acontecimentos extraordinários, mas acaba levando uma vida dolorosamente entediante por imposições de uma sociedade machista. Embora fale de uma situação do século 19, o longa não deixa de ser um aceno à mulher de hoje, que ainda vê seu potencial contraído por conta de regras sexistas.
"A história me interessou justamente porque há elementos que não são específicos daquela época", conta Brizé. "Não falo de algo que ficou no passado. O filme é um 'retrato' de uma mulher, que não necessariamente do século 19".
Em seu filme anterior, "O Valor de um Homem" (2015), o diretor mostrava as dificuldades de um sujeito íntegro se manter honrado em um mundo dominado pela selvageria capitalista. Apesar de tratar de outro momento histórico, "A Vida de uma Mulher" preserva a mesma essência. "Os protagonistas dos dois filmes têm algo em comum: possuem uma ideia elevada a respeito do homem", diz Brizé.
 
Diário do Nordeste

Canal no youtube resgata memória artística e cultural no Cariri cearense

por 
Crato. As redes e mídias sociais têm se constituído numa importante ferramenta no resgate cultural e artístico. Neste Município, na região do Cariri, o documentarista Laerto Xenofonte, 48, lançou no mês passado um canal no YouTube cujo objetivo “é resgatar, disseminar e fortalecer a cultura regional e nacional, distribuindo e exibindo conteúdos audiovisuais informativos, culturais e educativos”.
No canal Museu de Arte Kariri, o internauta pode conferir inúmeros vídeos de grandes shows que marcaram época na região, além de documentários e entrevistas com personalidade da terras, como por exemplo Patativa do Assaré e Abdoral Jamacaru. “São centenas de vídeos que carrego comigo ao longo da minha trajetória iniciada na década de 80 e hoje decidi divulgá-los por entender que essas obras pertencem ao grande público. Além disso, os vídeos servirão para que as novas gerações conheçam o que marcou época”, completa Xenofonte.
canal já conta com quase 30 vídeos publicados e, segundo Laerto, a expectativa é lançar pelo menos dois novos vídeos a cada semana. “O acervo é grande. Tenho quase uma milhar de gravações em meus arquivos. Relíquias que até então estavam privadas somente a mim, passarei a compartilhar com o Cariri e com o mundo, através do YouTube”, disse.
Dentre as publicações, algumas pérolas, como no dia em que Naná Vasconcelos saiu de Nova York diretamente para o Cariri. O canal conta ai com trechos de shows de Cassia Eller, Engenheiros do Hawaii, Paralamas do Sucesso, Caviar com Rapadura, Fagner, João do Crato, Irmãos Aniceto. “O internauta também poderá ver a qualidade das gravações. Mesmo que naquela época os equipamentos não fossem tão sofisticados e tecnológicos como são hoje, conseguíamos atingir um excelente grau de profissionalismo”, recorda Laerto Xenofonte.

Diário do Nordeste

Mostra "Henri Matisse - Jazz" abre hoje (11), na Caixa Cultural Fortaleza

por Iracema Sales - Repórter
arte
A exposição "Henri Matisse - Jazz", cuja abertura acontece nesta terça (11), na Caixa Cultural Fortaleza, com visitação fechada, tem como objetivo ressaltar o talento de um dos nomes mais significativos da arte moderna ocidental. A mostra é formada por 20 reproduções que ilustram o livro-álbum "Jazz", publicado em Paris, no ano de 1947, e ressalta uma das múltiplas facetas do pintor francês (1869- 1954): a experimentação.
Matisse transitou com desenvoltura por diferentes linguagens artísticas, entre pintura, desenho e escultura, além de inventar suas próprias técnicas de trabalho. Essas sutilezas são verificadas em "Jazz", através dos papéis coloridos.
O livro reúne tanto os experimentos visuais - com recortes, colagens e interferências de pintura - quanto escritos do próprio Matisse, como numa afinada orquestra de jazz. A exposição traz apenas a parte visual, sem os textos. Os temas são simples, retirados do cotidiano, variando entre a abstração e o figurativo. "Todas as folhas que contêm imagens estão na exposição. Em algumas, a imagem ocupa todo o espaço, em outras temos o texto ao lado. As folhas compostas apenas de texto não serão apresentadas", explica a curadora Anna Paola Baptista.
A mostra será aberta ao público geral nesta quarta-feira (12), e fica em cartaz até 10 de setembro. Daqui, seguirá para Brasília, Curitiba, Salvador e Recife, terminando a itinerância no Rio de Janeiro.
Responsável também pela curadoria do Museu da Chácara do Céu, no Rio, Anna Paola Batista arrisca dizer que "Matisse e Picasso são considerados os dois maiores ícones da arte moderna ocidental, portanto é sempre enriquecedor poder observar sua obra, especialmente no Brasil, onde os acervos públicos não são especialmente ricos em obras desses artistas".
Ao ser indagada sobre qual a importância de resgatar o trabalho de Matisse, nos dias atuais, Anna Paola responde: "A arte contemporânea bebe na fonte do passado assim como a arte de cada tempo".
Técnica
A curadora fala sobre as ilustrações do livro "Jazz", desenvolvidas pelo desenhista, pintor e escultor na segunda metade dos anos 1940, resultado da combinação de recortes de papéis e ilustrações. A técnica foi criada durante o período em que Matisse ficou doente, sofrendo limitações de locomoção e chegando a usar cadeira de rodas.
Trata-se da técnica "aupochoir", que, segundo Anna Paola, é uma variação da serigrafia. O mestre francês utilizava moldes vazados (stencils), um para cada forma da composição. "A tinta é aplicada com pincel, tipo pompom, no vazamento do molde. É extremamente artesanal, delicada e trabalhosa", completa a curadora.
Algumas vanguardas artísticas do início do século XX utilizaram a colagem, a exemplo dos surrealistas e dadaístas, associando palavras com a intenção de unir pintura e poesia.
No entanto, Paola assegura que Matisse fez uso com fundamentos e objetivos diferentes daqueles dos vanguardistas. "Sua ideia é automatizar a cor, poder fundir cor e desenho, passando a desenhar diretamente na cor", esclarece.
Fonte
Segundo a Caixa Cultural, dos 250 livros impressos dois estão no Brasil. As obras que compõem a mostra pertencem ao exemplar 196, que integra o acervo dos Museus Castro Maya. O artista havia experimentado a técnica denominada "papel colado", antes, ao realizar estudos para a concepção de uma das suas obras mais conhecidas, "A dança", de 1909.
"Durante os primeiros dois anos de trabalho, Matisse experimentou cores e formas, utilizando folhas de papel que coloria com vivas e brilhantes cores de guache. Recortava até atingir o resultado que pretendia. O processo de edição do álbum, iniciado em 1942, durou cinco anos. O título foi definido em 1944 e a ideia de incluir texto, em 1946", explica o material de divulgação da exposição.
"As imagens refletem as tendências da arte no período, oscilando entre a abstração e o figurativo, sendo acrescidas de mensagens escritas", prossegue o texto.
Nas ilustrações de "Jazz", o autor aborda motivos simples, indo buscar referências nos circos, seus personagens, contos populares e viagens, tudo de maneira harmoniosa, comparando o processo à regência de uma orquestra de jazz - o que justifica o título.
Mais informações:
Abertura da exposição "Henri Matisse - Jazz". Hoje (11), às 19h, com visita guiada para convidados, na Caixa Cultural Fortaleza (Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema). Aberta ao público a partir de quarta (12) até 10/09. Horário: de terça a sábado, das 10h às 20h; domingo, das 12h às 19. Gratuito. Contato: (85) 3453.2770

Diário do Nordeste

Caminhão com sala de cinema itinerante estaciona em cinco locais de Fortaleza

O filme "Up - altas aventuras" será um dos filmes exibidos. Foto: Divulgação
Um caminhão itinerante recebe quatro filmes nesta semana. De segunda-feira, 10, a sexta-feira, 14, cinco pontos de Fortaleza recebem a terceira edição do Cinemóvel Carrefour, com exibição gratuita de longas em uma sala montada no caminhão. Na capital cearense, o projeto passará pelos espaços Polo de lazer Sargento Hermínio, Praça Dom Hélder Câmara, Areninha do Rodolfo Teófilo, Praça Padre Cícero e Residencial Alameda das Palmeiras.
Nesta edição, serão exibidos os filmes: "Up Altas Aventuras", "Divertida Mente", "O Sorriso de Monalisa" e "Mãos Talentosas". As sessões acontecem em três turnos: manhã (às 10h), tarde (às 13h30 e às 15h30) e noite (às 19h).
Climatizado e com um telão de 120 polegadas, o Cine Móvel possui 30 poltronas, incluindo rampa, acomodação para cadeirantes, e sistema de som estéreo. A maioria das sessões é voltada ao público infantil, principalmente, alunos do ensino fundamental de escolas públicas, mas há na programação opções de filmes indicados para jovens com mais de 12 anos, plateia mais comum nas sessões noturnas.
Esta é a 3ª edição do projeto, que, neste ano, cruza 22 cidades de oito estados - Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Goiás, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Amazonas, até o dia 11 de agosto.
Serviço
Programação | Cinemóvel
Quando: 10 a 14 de julho
Segunda-feira (10/7): 13h30/15h30/19h - Polo de lazer Sargento Hermínio (Av. Sargento Hermínio Sampaio - São Gerardo)
Terça-feira (11/7): 10h/13h30/15h30/19h - Praça Dom Hélder Câmara (Av. Dioguinho, S/N - Praia do Futuro)
Quarta-feira (12/7): 10h/13h30/15h30/19h - Areninha do Rodolfo Teófilo (Rua Tavares Iracema com rua Frei Marcelino (Rodolfo Teófilo - Estádio Novo Ideal)
Quinta-feira (13/7): 10h/13h30/15h30/19h - Praça Padre Cícero (Av. João de Araújo Lima, S/N 2º Etapa - Pref. José Walter)
Sexta-feira (14/7): 10h/13h30/15h30 - Residencial Alameda das Palmeiras (Rua Marlene Farias Filgueiras. Ponto de referência: 4º Anel Viário da BR 116, entre a Igreja Batista Central e a loja Normatel)
Redação O POVO Online

Vaga de moradia anunciada no Facebook é acusada de configurar escravidão

Em poucas horas, a publicação foi compartilhada em diversas páginas feministas e foi inundada de críticas.
Anúncio de moradia compartilhada em troca de serviços domésticos causou revolta nas redes sociais. Foto: Reprodução de postagem no Facebook
Anúncio de moradia compartilhada em troca de serviços domésticos causou revolta nas redes sociais. Foto: Reprodução de postagem no Facebook (Reprodução/ Facebook)
No último fim de semana, uma designer paulista viu seu Facebook ser inundado de comentários e mensagens, após ter publicado um anúncio de "moradia compartilhada", pedindo, em troca, que a pessoa cuidasse de seu filho.

O anúncio começa com a frase "quer morar num apartamento descolado sem pagar nada?", e o texto continua dizendo que é uma "ótima oportunidade para estudante ou para quem busca uma nova oportunidade de viver em São Paulo". Em troca, a designer pede que a interessada cuide de seu filho, de sete anos, no período da manhã.

"Gostar de criança, saber cozinhar e manter a casa organizada. Você terá que dar almoço e colocá-lo no transporte escolar. Troca feita", finaliza o anúncio. Em poucas horas, a publicação foi compartilhada em diversas páginas feministas e foi inundada de críticas. Nos comentários, centenas de pessoas acusam a mulher de oferecer trabalho análogo à escravidão.

Após denúncias de usuários, o Facebook excluiu o perfil da requerente. Em entrevista ao E+, a designer, que é mãe solteira, se defendeu: "A única escrava aqui sou eu. Para mim, tudo isso é feito por pessoas desocupadas, que não pensam que existe uma pessoa do outro lado, no caso, uma mãe precisando de ajuda. Eu não tenho condições financeiras de contratar uma babá [em contrato] CLT, com férias, 13º, meu orçamento não comporta isso. Eu preciso de ajuda, então foi uma alternativa que encontrei", explicou.

A designer disse que teve ideia de receber ajuda e, ao mesmo tempo, ajudar outras mães. "Eu pensei: por que não encontrar uma mãe que também tenha dificuldades em pagar aluguel, para dividir um apartamento? A pessoa não vai fazer faxina, não vai lavar banheiro da minha casa. Ninguém questiona a história do meu filho, uma criança que vai ficar sozinha dentro de casa, e aí eu vou ser denunciada no Conselho Tutelar. Ninguém está preocupado com isso, fica todo mundo polemizando, e tem uma mãe que precisa trabalhar e precisa de ajuda. Teve gente que me denunciou no Ministério Publico por escravidão, o MP tem tanta coisa mais importante para fazer. Eu sou só uma mãe solteira pedindo ajuda para cuidar do meu pequeno", completou a designer.

De acordo com a advogada trabalhista Maria Lucia Benhame, o anúncio não condiz com a Lei Trabalhista que regulamenta funcionários domésticos: "O erro mais grave: não é uma troca, ela está contratando um serviço, e esse serviço deve ser pago. A lei não permite o pagamento total em utilidades, parte do valor deve ser em dinheiro sempre. E mais: o empregado deve ser registrado e o valor do salário utilidade, no caso moradia e alimentação, devem ser computados para encargos de INSS e FGTS, bem como reflexo em 13º e férias".

A especialista explica que funcionários domésticos devem receber pelo menos um salário mínimo, e que o anúncio "caracteriza situação análoga à escravidão, pois faz troca de moradia e alimentação por trabalho".

Mesmo com as críticas e a exclusão de seu perfil no Facebook, Patrícia garante que a proposta continua valendo e que já tem várias candidatas. "Tenho recebido mensagens de muitas pessoas interessadas na oferta. Já estou entrevistando algumas, pedindo documentos de mães que eu me identifiquei, agora estou fazendo uma consulta com um advogado trabalhista para que a gente não tenha problemas. Tem muita mãe precisando, que está na mesma situação que eu, pessoas que não estão dando conta de pagar o aluguel, então é uma oportunidade bacana", justifica.

Agência Estado

Após ampliação, Parque da Chapada dos Veadeiros assegura título da Unesco

Maiana Diniz - Repórter da Agência Brasil
Alto Paraíso de Goiás (GO) - Vista dos Saltos do Rio Preto, a partir do Mirante da Janela, área que faz parte da proposta de ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Vista dos Saltos do Rio Preto, a partir do Mirante da Janela, que está na área de ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) afastou o risco de o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, localizado em Goiás, perder o título de Patrimônio Natural da Humanidade. A decisão foi anunciada na 41ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da entidade, realizada na semana passada em Cracóvia, na Polônia.
No encontro, a comunidade internacional assegurou a manutenção do título, um mês após a ampliação da unidade de conservação de 65 mil para 240 mil hectares, anunciada pelo governo federal em 5 de junho.
Para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão da unidade, a manutenção do título de patrimônio natural é resultado direto da expansão, por ter afastado ameaças à integridade do parque nacional.

Conservação do Cerrado

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi criado em janeiro de 1961 com uma área de 625 mil hectares, mas ao longo dos anos passou por sucessivas reduções de área, até chegar a 65 mil hectares.
A região é uma das áreas mais emblemáticas do Cerrado e tem importância estratégica para o bioma, em especial por ter áreas de Cerrado de Altitude, com representantes de flora e fauna restritos a esse habitat.
Alto Paraíso de Goiás (GO) - Flor de Caliandra na região do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Parque é considerado uma das principais unidades de conservação do Cerrado Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
O parque abriga 32 espécies da fauna e 17 da flora ameaçadas de extinção, que poderiam desaparecer sem a garantia de proteção integral da unidade de conservação, entre elas o cervo-do-Pantanal, o lobo-guará, o pato-mergulhão e a onça-pintada.
Sobre a região, a Unesco avalia que “esses locais têm servido de refúgio para várias espécies durante os períodos de mudanças climáticas e permanecerá vital para a manutenção da biodiversidade da região do Cerrado em flutuações climáticas futuras.”
A ampliação do parque no último mês ocorreu após diversas tentativas, com pressão de ambientalistas e da sociedade civil diante de impasse com o governo estadual e setores do agronegócio.
Além das localidades Alto Paraíso, Cavalcante e Colinas do Sul, que já faziam parte do parque, os novos limites incluem parte dos municípios de Teresina de Goiás, Nova Roma e São João da Aliança. Dessa forma, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros passou a formar – junto com a Área de Proteção Ambiental (APA) estadual do Pouso Alto, 22 reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs) e o território quilombola Kalunga – um vasto mosaico de unidades de conservação.