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Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

15 de fevereiro de 2017

UFC oferece inscrições para o curso de formação acadêmica destinado a indígenas

Índios tapeba, uma das etnias aptas a concorrer às vagas da Licenciatura ( Foto: Fabiane de Paula )
Dos cerca de 15 mil indígenas que habitam aldeias na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), apenas 74 possuem graduação em Licenciatura Intercultural, numa demonstração de que há uma demanda muito grande de formação entre os povos indígenas no Estado.
A reflexão é do professor Carlos Kleber Saraiva, coordenador da Licenciatura Intercultural Indígena Pitakjá, cujas inscrições para a seleção da segunda turma estão abertas até o dia 24 deste mês. Elas podem ser feitas no Centro de Humanidades área 3 (CH3) da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Campus do Benfica, ao lado da Reitoria (3º piso), no horário de 8h às 17h.
Com duração de quatro anos, o curso é reconhecido pelo Ministério da Cultura (MEC) e vinculado ao Centro de Humanidades da UFC, explica o professor Kleber Saraiva, acrescentando que os candidatos devem ter concluído o ensino médio.
Sua criação partiu de reivindicação da própria população indígena, em 2006. Três anos depois, o curso foi autorizado e as aulas, iniciadas no ano seguinte. Em agosto de 2016, os 74 alunos que formaram a primeira turma colaram grau. "A demanda é grande e muitos índios querem participar", reconhece Kleber. São oferecidas 50 vagas para o curso que habilita o aluno a concorrer a uma vaga na pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado).
Conteúdo
O currículo é dividido em duas áreas, abrangendo conhecimentos de língua portuguesa, antropologia, matemática, e de elementos cultuais de cada etnia, a exemplo do toré e da língua tupi.
O curso tem o propósito de reunir os saberes acadêmico e científico, promovendo a troca de ideias e experiências realizadas em cada uma das aldeias. As aulas acontecem na segunda semana de cada mês, em diferentes tribos.
Com carga horária de 3.500 h/aula, a licenciatura inclui, ainda, a realização de plenária Pitakajá (às terças-feiras), a fim de discutir as demandas, problemas do curso e debate acerca do contexto político. Nas quintas-feiras, acontecerão as noites culturais, organizadas pelas etnias, com enfoque na celebração de cerimônias e elementos culturais de cada uma delas.
O conteúdo englobará danças, comidas e narrativas míticas, assinala Kleber Saraiva. O curso é financiado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), que cuida dos cursos de licenciatura no campo e indígenas. Os recursos são usados em forma de custeio, garantindo alimentação, aluguel de ônibus e material didático
"Não tem custo para o aluno", avisa o coordenador. A UFC disponibiliza os professores que ministrarão as disciplinas divididas em seis módulos: antropologia e cultura, educação, sociologia, história, língua portuguesa e matemática. As aulas deverão começar até o mês de junho e tem previsão de durar quatro anos.
Etnias
No entanto, as vagas não são disponíveis a todas as etnias. Podem concorrer apenas indígenas das etnias Pitaguary, Tapeba, Kanindé de Aratuba, Jenipapo-Kanindé e Anacé.
A restrição atende a pedido dos próprios indígenas que, há cerca de oito anos, lutaram pela implantação da licenciatura. Da cinco etnias contempladas, somente a Kanindé de Aratuba não faz parte de aldeias localizadas na RMF.
Outro requisito básico para participar da seleção é que os candidatos sejam aldeiado. A comprovação pode ser feita pela declaração de associação local. Os interessados deverão entregar o formulário de inscrição, anexo ao Edital nº 05/2017 (goo.Gl/GAvK1p), e a documentação indicada no mesmo edital, no ato da inscrição. A prova constará de uma redação sobre cultura e movimento indígena no Ceará.
Mais informações:
Inscrições para curso de Licenciatura Intercultural Indígena Pitakjá. Até 24/02, das 8h às 17h, no CH3 da UFC (Av. Da Universidade, 2995, 3º Piso, Campus Benfica). Gratuito. Contato: (85) 3366.7582
Diário do Nordeste

Convivência com a estiagem é tema de palestra na Unifor

A intervenção Vacas Magras, esculturas dos animais subnutridos, símbolos da seca, pode ser vista no Campus da Unifor ( Foto: Yago Albuquerque )
De uma coisa é consenso: a seca é um fenômeno climático natural que sempre existirá. A questão é quais os mecanismos, alternativas e estratégias para se conviver com ela, principalmente uma população de 23 milhões de pessoas do Semiárido nordestino. O assunto foi o principal indutor do debate realizado na Universidade de Fortaleza (Unifor), na manhã de ontem e integra a programação da intervenção Vacas Magras, em exibição no Campus da Instituição até o dia 30 de abril.
Na história do Brasil, desde o seu descobrimento, a região semiárida, que inclui oito estados nordestinos (com exceção do Maranhão) e mais o Norte de Minas Gerais, com pouco mais de 982 mil km², registra 72 anos de seca, sendo 32 delas plurianuais ou seja com mais de um ano com chuvas abaixo da média. "As temperaturas são altas, a evaporação é grande e todo ano corremos 60% de riscos de o ano ser mais um seco", aponta o coordenador da Articulação do Semiárido no Ceará (ASA/CE), Marcos Jacinto.
Ele acrescenta que desde o ano de 2012, mais de 1,4 mil municípios da região amargam as consequências da falta de precipitações. "E se não fossem as várias ações implementadas, estaríamos contando mortes, como as ocorridas antes da década de 90", aponta Jacinto.
É nesse contexto que se insere o trabalho desenvolvido pela artista plástica Márcia Pinheiro. Ela é idealizadora e autora da intervenção Vacas Magras, que objetiva chamar atenção fomentando o debate e conscientizando sobre os efeitos da estiagem, em especial, nos animais. Seu trabalho, esculturas em tamanho real dos animais subnutridos, símbolos da seca no sertão, pode ser visto na Unifor.
Ao todo, serão expostas 10 vacas, construídas em fibra de vidro e resina, durante todo o ano de 2016. Elas já ficaram expostas em várias avenidas de Fortaleza. "A seca é natural, mas não podemos ficar inertes perante seus efeitos", analisa a artista que informa o desenvolvimento de outro projeto, intitulado Água de Chuva, cujo objetivo é ativar poços em 20 comunidades rurais do Ceará.
A necessidade de políticas que fortaleçam a descentralização do uso da água foi destacada durante as falas de Marcos Jacinto, de Márcia Pinheiro e reconhecida pelo meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), David Ferran. "Nunca enfrentamos um momento tão crítico quanto o que estamos vivenciando agora, com quase seis anos com chuvas abaixo da média. É preciso guardar essa água e aliar às políticas públicas que garantam seu uso de forma sustentável", destaca.
Segundo Ferran, o Semiárido é uma região que precisa de um olhar diferente. "Em uma quadra que chegamos a 800mm (de chuva), por exemplo, a evaporação chega a três metros de toda água acumulada", comenta. Ferran frisa que Fortaleza é a única Capital da região abastecida pelo Semiárido. "As outras, como Recife, Salvador, recebem água da Zona da Mata", compara.
Para Marcos Jacinto, talvez esteja aí a razão da briga pela água. "O açude Orós, que já ajuda o Castanhão, está com pouco mais do que 11% da capacidade e essa água vem para a Capital. E aqui, a população não tem noção e desperdiça".
Importância
O vice-reitor de Extensão da Unifor, professor Randal Pompeu, destacou o tema das palestras e ressaltou a importância de colocar foco em um tema fundamental para o cearense. "E a Academia não pode ficar fora desse debate", pontua.
De acordo com o coordenador do Grupo de Estudos Organizacionais do Semiárido (Geosa) e professor do programa de Pós-Graduação em Administração da Unifor, Fábio Marquesan, que mediou o evento, a iniciativa representa uma oportunidade ímpar de envolvimento com a comunidade. "A palestra é uma chance de enriquecer o diálogo entre a Universidade e a comunidade local, reforçando o compromisso da Instituição em chamar a atenção para um fenômeno que afeta diretamente a população cearense há cerca de seis anos", pontua.
Diário do Nordeste

Bombeiro adota bebê que ele ajudou a nascer em uma emergência

O dia estava calmo no sempre ocupado posto do Corpo de Bombeiros de Myrtle Beach, Carolina do Sul, quando naquele 11 de novembro de 2011 entrou uma chamada de emergência. O bombeiro Marc Hadden, que trabalhava com a unidade médica, estava jantando no meio do seu plantão de 24 horas e teve que pular na ambulância e sair para a ocorrência. Ele e seu parceiro encontraram uma mulher em trabalho de parto e, logo que a colocaram na ambulância, ela estava pronta para dar à luz. Pela primeira vez em 20 anos de trabalho, Hadden assumiu o comando, como conta a reportagem da CBS News.
O bombeiro mal sabia que, naquele momento, estava ajudando a sua filha a respirar pela primeira vez.
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A equipe pediu apoio e correu para o hospital. Enquanto Hadden preenchia a papelada rotineira, ele ouviu uma enfermeira dizer que a nova mãe havia pedido que a bebê fosse para a adoção. Hadden e sua esposa Rebecca já estavam esperando para adotar uma criança. Incapaz de ter mais filhos depois de seu segundo, eles tinham procurado pela adoção e oraram para isso, mas achavam que era muito difícil conseguir. Meio-brincando, Hadden disse para a enfermeira: “Jogue meu nome no chapéu se este bebê estiver sendo adotado”.
A enfermeira disse para ele ir falar com a mãe. Com um pouco de hesitação, Hadden se apresentou, contou a ela sobre sua família, suas circunstâncias e o desejo deles de adotar. No dia seguinte, Rebecca foi conhecer a mãe biológica da criança. “Com os nossos dois filhos nós tivemos o apoio de nossas famílias, auxílio e uma tonelada de coisas”, disse  Hadden. “Essa mãe não teve nada. Nem a família dela estava lá”, acrescentou.
Apenas 48 horas depois, a família de Hadden teve a custódia da menina, a quem deram o nome de Rebecca Grace – “Gracie” – e, em Março de 2012, o processo de adoção foi concluído.
“Era para ser”, disse Hadden. “Tudo que aconteceu naquele dia mudou: meu posto, atribuições, localização. Muitas coisas aconteceram e fizeram nos sentir 100% seguros”.
Hadden disse à CBS que o nome Grace se tornou extremamente adequado ao longo dos anos. “Ela é uma criança incrível”, diz ele. Agora com cinco anos de idade, Gracie “adora brincar com seus irmãos e vestir-se como sua mãe, mas ela adora ouvir a história de como seu ‘pai’ a atendeu na parte de trás de uma ambulância”.
“Nossa ligação é extremamente forte. Ela é parte da família, e nós a amamos mais do que a vida”, disse Hadden. “Nós não mudaríamos nada. Faríamos tudo de novo, se pudéssemos’, finalizou o pai orgulhoso.

Aleteia

Risonhos: Gargalhadas e alegria para o público infantil enfermo

Todos os fins de semana, os palhacinhos amadores da Ong Risonhos se reúnem com o objetivo de levar alegria e força às crianças internas em hospitais ou instituições de longa permanência, localizados em Fortaleza

Foto: Divulgação / Risonhos
Registro de uma das visitas feitas ao Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS)

E aí, qual será a sua programação para o próximo fim de semana? Para os voluntários que trabalham na Ong Risonhos o destino já é certo.Eles irão distribuir sorrisos, cores e diversão. Os palhacinhos amadores se reúnem com o objetivo de levar alegria e força aos internos em hospitais ou instituições de longa permanência, localizados em Fortaleza.
 
Essa animação é distribuída através da figura lúdica do palhaço. Os "doutores" encaram as vestimentas, pinturas e trapalhadas para que os encontros se tornem momentos prazerosos. Se eles tem vergonha? Que nada! Para eles o mais importante é conquistar o sorriso de alguém que talvez acredite não ter motivos para sorrir.

O início
A ONG Risonhos é herdeira do grupo Vagalumes Ceará, uma filial do Casa Vagalumes originado em São Paulo. O grupo foi trazido para Fortaleza através de Silvia Macário, primeira coordenadora do Projeto, em janeiro de 2008. Esse primeiro ano ficou marcado pela aprendizagem dos voluntários com os erros e acertos das primeiras experiências. Na época, nossos atos eram quinzenais, revezando entre as instituições atendidas.

Apesar de todas as palhaçadas e prezepadas realizadas quando estão visitando os hospitais, a equipe é muito organizada e as reuniões para coordenação e aprimoramento das atividades acontecem com frequência,

A Ong não possui ajuda financeira permanente de nenhuma empresa. As reuniões são feitas mensalmente em espaço cedido pela Faculdade Lourenço Filho ou mesmo na residência de um dos membros.

Voluntários
Atualmente cerca de trinta pessoas se revezam na execução das atividades. Segundo Nayara Lima, voluntária do núcleo de comunicação, em breve haverá nova inscrição para voluntários. “Estamos organizando a chegada de mais amigos. Nós precisamos e eles serão muito bem vindos. Nosso trabalho requer muita sensibilidade, percepção do ambiente hospitalar e suas particularidades”, afirma Nayara.


E é pensando nisso que a Ong disponibiliza uma Consultoria Teórica e Prática para os voluntários. “É muito importante a preparação para o ambiente hospitalar. Os doentes e acompanhantes precisam da nossa alegria, força. palavra amiga. E nós temos que estar alertas para possíveis situações, conclui Mayara.

As visitas estão sendo realizadas no Instituto José Frota (Ala infantil) e no Hospital infantil Albert Sabin (HIAS). E essa turma ainda faz visita a abrigo de idosos. A prioridade nos abrigos é a conversa, é ouvir bem mais do que falar."Nós organizamos visitas eletivas. Sempre procuramos algo que eles gostem. Os idosos querem a nossa atenção, ter com quem conversar", explica a voluntária.

Serviço
ONG Risonhos

Boa Notícia

Livro sobre as alegrias de Maria é lançado pelas Edições Shalom no Ano Mariano

“As Alegrias de Maria” é um livro que elenca 12 alegrias que Nossa Senhora teve ao longo de sua vida, mesmo em meio às intempéries da vida


“Como ser alegre sempre? Isso é possível?” Esse é o questionamento inicial do livro “As Alegrias de Maria”, de Maria Emmir O. Nogueira, que será lançado em fevereiro pelas Edições Shalom. O livro, que está sendo lançado no ano em que toda a Igreja Nacional dedica à Maria, traz 12 alegrias vividas por Nossa Senhora e cada uma delas mostra o quão importante é seguir a vontade de Deus, e como podemos ser felizes sempre, alegres no Senhor.

O lançamento será realizado no Renascer 2017, cujo tema é “Alegra-te”. O retiro de Carnaval ocorre dos dias 26 a 28 de fevereiro no Ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza, e em outras dezenas de cidades do Brasil.

Emmir Nogueira, autora do livro, comenta que “como toda criatura humana, Maria enfrentou desafios e dores. Entretanto, havia nela a alegria própria dos Santos, dos íntimos de Deus.Ao apresentar os sentimentos de Maria em situações semelhantes às que nós próprios enfrentamos no dia a dia, este livro nos ensina segredos do Coração da Mãe para viver sempre alegre”. O livro deve ser lançado no dia 26 de fevereiro, no primeiro dia do Renascer 2017, em Fortaleza.

A Autora
Maria Emmir Oquendo Nogueira é Cofundadora da Comunidade Shalom, professora, cearense, mãe de quatro filhos e há 34 anos está à frente da Formação da Comunidade. Já escreveu dezenas de livros, entre eles “Maria, mãe da Nossa fé”, lançado em 2013, e “Maria, visita nossa casa”. Ambos com temática também Mariana.

Serviço
Venda do livro na Livraria Shalom em todo o Brasil e site:
www.livrariashalom.org
Valor: R$ 18,00

Com informações da Assessoria de Comunicação

Boa Notícia

Imagem de Nossa Senhora de Fátima coroada em Inglaterra

Peça foi criada pela joalharia que fez a joia presente na imagem original

O cardeal Vincent Nichols, arcebispo de Westminster e presidente da Conferência Episcopal de Inglaterra e País de Gales, vai coroar uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, durante uma cerimónia na Catedral de Westminster, no próximo sábado, 18 de fevereiro. 

Após a coroação e a missa, haverá «um simpósio sobre Fátima» às 18h00, informou Nuno Prazeres, diretor do secretariado internacional do Apostolado Mundial de Fátima, organização que promove a iniciativa no âmbito da celebração do Centenário das Aparições. 

A coroa que será atribuída foi benzida por António Marto, bispo da diocese de Leiria-Fátima, e criada pela joalharia portuguesa que fez a joia que em 1942 coroou a imagem original que está em Fátima, revelou Jorge Van Zeller Leitão, responsável pela joalharia Leitão e Irmão, em Lisboa. 

A joia foi executada sob o tema «a paz e o amor», e a sua composição é de prata dourada. Trata-se de uma «reinterpretação da coroa feita em 1942 [ano em que a joia foi entregue ao santuário], com um design do novo milénio, moderno, para uma rainha do século XXI», referiu o responsável da joalharia, citado pela agência Lusa, que ofereceu a obra. 

Jorge Van Zeller Leitão destaca a coincidência desta coroação acontecer 60 anos depois da rainha de Inglaterra ter sido acolhida na Praça do Comércio, na capital portuguesa. A imagem que será coroada foi benzida por João Paulo VI na Cova da Iria e entregue pelo Santuário de Fátima a Inglaterra em 1968, para «divulgar a mensagem de Fátima pelo mundo».


Fátima Missionária

Carbono Zero será tema das atividades de sustentabilidade da Copa Verde 2017

Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil
O Ministério do Meio Ambiente e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) assinam hoje (15), em Brasília, protocolo de intenções para o desenvolvimento das ações e atividades socioambientais e de sustentabilidade da Copa Verde 2017, competição que terá a participação de 18 clubes das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. O protocolo será assinado pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, o vice-presidente da CBF, Antônio Nunes, e o secretário-geral da CBF, Walter Feldman.
O lançamento da edição de 2017 da Copa Verde será feito sexta-feira (17), no palácio do governo de Macapá, no Amapá.  A competição foi a primeira de iniciativa sustentável no futebol brasileiro. Segundo a CBF, neste ano, em continuação ao projeto, será levantada a bandeira do Carbono Zero, com ações de compensação das emissões de gás carbônico e de preservação do meio ambiente.
No lançamento, o público vai conhecer as novidades previstas para a Copa Verde 2017, que se juntam às ações adotadas no ano passado, quando o Paysandu, clube paraense, foi campeão ao vencer o Gama no placar agregado nas finais, de 3 a 2. Os dois foram os primeiros a receber o ecológico Troféu Vivo, que é uma muda de árvore a ser plantada na sede do clube vencedor.
Ingressos
Os torcedores que quiserem acompanhar os jogos nos estádios poderão trocar garrafas PET por ingressos, o que, em 2016, animou o público. Foram trocados mais de 13 mil ingressos, e quatro cooperativas do Movimento Nacional de Catadores de Resíduos receberam quase duas toneladas de garrafas PET.
Na edição 2017, que terá jogos até 15 de maio, além do Troféu Vivo, haverá novamente concurso de redação para estudantes sobre a conscientização ecológica e a presença nos jogos do Vermelhão, mascote oficial do campeonato inspirado na arara-vermelha-grande, animal ameaçado de extinção e encontrado em estados onde estão sediados os clubes participantes do torneio. O vencedor terá acesso direto às oitavas de final da Copa do Brasil de 2018.

Unesco: 758 milhões de adultos não liam ou escreviam uma frase simples em 2015

Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil
Apesar do avanço nas políticas de aprendizagem e de educação de adultos nos últimos anos, 758 milhões de adultos, incluindo 115 milhões de pessoas com idade entre 15 e 24 anos, não tinham capacidade de ler ou escrever uma simples frase em 2015. É o que mostra o 3º Relatório Global sobre Aprendizagem e Educação de Adultos (Grale III), divulgado hoje (15) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
De acordo com o levantamento, a maioria dos 144 países signatários do Marco de Ação de Belém, assinado em 2009 no Brasil, informou não ter alcançado a meta da Educação para Todos (compromisso global firmado por 164 governos reunidos na Cúpula Mundial de Educação, em Dakar, em 2000), de atingir 50% de melhoria nos níveis de alfabetização de adultos até 2015.
Aprovado por ocasião da 6ª Conferência Internacional de Aprendizagem e Educação de Adultos, no Marco de Ação de Belém os países concordaram em melhorar a aprendizagem e a educação de adultos em cinco áreas: políticas, governança, financiamento, participação e qualidade. Os signatários do acordo se comprometeram a adotar ações em aprendizagem e educação de adultos por meio de políticas públicas e leis.
Segundo o Grale III, a maioria dos países signatários relatou progressos na implementação de todas as áreas do acordo. Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido, segundo a Unesco, especialmente na redução da desigualdade de gênero. Conforme o levantamento, a maioria dos excluídos da escola é formada por meninas: 9,7% das meninas de todo o mundo estão fora da escola, índice comparado a 8,3% dos meninos.
Da mesma forma, mostra a pesquisa, 63% dos adultos com baixas habilidades de alfabetização são mulheres. “A educação é essencial para a dignidade e os direitos humanos e é uma força para o empoderamento. A educação de mulheres também tem grande impacto nas famílias e na educação das crianças, influenciando o desenvolvimento econômico, a saúde e o engajamento cívico de toda a sociedade”, diz trecho do Grale III.
Segundo a Unesco, 81% dos países que responderam às perguntas do levantamento disseram que suas políticas tratam de adultos com baixos níveis de alfabetização e habilidades básicas. “Entretanto, vários grupos continuam marginalizados: as políticas de aprendizagem e educação de adultos de apenas 18% dos países tratam de minorias étnicas, linguísticas e religiosas. Somente 17% dos países tratam de imigrantes e refugiados e somente 17% tratam de adultos com deficiências”.
Conforme o estudo, 75% dos países relataram ter melhorado significativamente suas políticas e leis em aprendizagem e educação de adultos desde 2009. Em contrapartida, 70% disseram ter aprovado novas políticas nessa área desde 2009. Para 85% dos países, a alfabetização e as habilidades básicas são prioridades dos programas de aprendizagem e educação de adultos. Na Europa Central e no Leste Europeu, por exemplo, somente 57% dos países dão prioridade a essa área.
A terceira edição do Grale tem como tema “O impacto da aprendizagem e da educação de adultos na saúde e no bem-estar, no emprego e no mercado de trabalho e na vida social, cívica e comunitária”. O estudo apresenta dados e exemplos práticos que demonstram que a aprendizagem e a educação de adultos ajudam o indivíduo a se tornar e se manter mais saudável, a melhorar as perspectivas econômicas e a se tornar cidadão mais informado e ativo, onde quer que viva no mundo.

Pesquisa vai mapear influência genética e ambiental na ocorrência de câncer

Elaine Patrícia Cruz - Repórter da Agência Brasil
São Paulo - O Hospital A.C. Camargo, que é referência no tratamento de câncer, faz parceria internacional de pesquisa sobre a doença com o Programa Grand Challenge (Rovena Rosa/Agência Brasil)
O Hospital A.C. Camargo, referência no tratamento de câncer, faz parceria internacional de pesquisa sobre a doença com o Programa Grand Challenge -Rovena Rosa/Agência Brasil





















Um projeto global, que contará com a participação de três instituições brasileiras, pretende mapear como os fatores genéticos e ambientais podem influenciar a ocorrência de câncer em todo o mundo. O programa, chamado Grand Challenge, foi lançado na última sexta-feira (10) pelo Cancer Research UK, um órgão de pesquisas sobre o câncer no Reino Unido, que vai investir 100 milhões de libras – quase R$ 390 milhões – nessa ação.
O que se pretende com o projeto é entender, por exemplo, porque determinados tipos de cânceres são mais comuns em certas regiões e como os comportamentos considerados de risco, como os hábitos de fumar e beber, podem levar ao desenvolvimento da doença.
Para que isso seja possível, os pesquisadores vão analisar e traçar o perfil epidemiológico e as assinaturas genéticas de 5 mil pacientes de cinco continentes, que desenvolveram tumores de rim, pâncreas, esôfago ou intestino.
No Brasil, a pesquisa será desenvolvida com o apoio do Hospital do Câncer de Barretos, do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e do A.C. Camargo Cancer Center.
“O câncer não é mais um problema de São Paulo, do Brasil ou dos Estados Unidos. É um problema mundial, existem vários fatores que podem estar relacionados ao processo tumoral e temos que conhecer todos esses fatores para conseguir resolver o problema mundialmente”, disse Vilma Regina Martins, cientista e superintendente de Pesquisa do A.C.Camargo, em entrevista à Agência Brasil. “Quanto mais dados você tiver, tanto em amostras quanto em diversidade de amostras e de cérebros pensando a respeito do problema, aumenta a chance de se fazer alguma coisa relevante”, ressaltou.
São Paulo - Superintendente de Pesquisa do A.C.Camargo, Vilma Regina Martins, fala da pesquisa sobre o câncer em parceria com o Programa Grand Challenge, financiado pela Cancer Research UK (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Superintendente de Pesquisa do A.C.Camargo, Vilma Regina Martins, fala da pesquisa sobre o câncer em parceria com o Programa Grand Challenge, financiado pela Cancer Research UK - Rovena Rosa/Agência Brasil
Sete principais linhas de pesquisa ou questionamentos serão feitos dentro do projeto. O A.C. Camargo Cancer Center, por exemplo, fará a parte da pesquisa chamada Mutographs of câncer: discovering the causes of câncer through mutational signatures, liderado pelo professor Mike Stratton, diretor de um campus de pesquisa do genoma do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido. Essa linha de trabalho busca entender como a interação de determinada pessoa com o meio ambiente e o tabaco, por exemplo, pode levar ao desenvolvimento da doença.
A pesquisa também pretende identificar que outros fatores, ainda desconhecidos, estão causando alterações na leitura do código genético do DNA e influenciando o desenvolvimento do câncer. Todos esses fatores provocam algum tipo de alteração na leitura do código genético do DNA. Alguns, como os que são provocados pelo tabaco, já foram identificados. Mas, segundo a cientista, há dezenas de outros que provocam alterações no código genético e que ainda não foram identificados. “Conhecemos alguns desses agentes [tabaco, álcool, benzeno, vírus, produtos químicos, entre outros] que são os mais clássicos e que já foram estudados, mas o ponto é: e quando há um perfil que não está associado a nenhum desses agentes que conheço. Qual é esse agente?”, perguntou Vilma.
“Quando se olha para a população mundial, vemos que alguns tumores são mais incidentes em algumas regiões. Pode ser por um fator ambiental como também por um fato genômico ou da genética daquela população, que pode ter algumas alterações que aumentam ou diminuem o risco de desenvolver determinado tumor. Provavelmente o que temos é uma combinação dos dois: do ambiente e da genética dessas pessoas”, disse a cientista.
Outras linhas de pesquisa
Outros questionamentos buscam respostas para o desenvolvimento de vacinas destinadas a prevenir os cânceres não virais e o desenvolvimento de abordagens inovadoras para tornar a doença  controlável e não letal, ou abordam a erradicação dos tumores induzidos pelo Epstein-Barr vírus (EBV) e a distinção entre os tumores letais e que precisam de tratamento dos não letais. Também está previsto um mapeamento dos tumores em níveis molecular e celular e uma pesquisa sobre a entrega de macromoléculas biologicamente ativas a qualquer célula do corpo.
A expectativa é de que sejam coletadas amostras de 900 pessoas no Brasil, que serão sequenciadas por meio de um exame de DNA. Essas pessoas terão também que responder a um questionário padronizado que irá ajudar a entender o seu perfil e os hábitos alimentares ou sua exposição a agentes carcinogênicos.
“Ao final de cinco anos [tempo de duração do projeto], a gente imagina que conseguirá identificar outros agentes etiológicos [causadores de doença] que estão associados com o câncer. E, talvez, algumas características populacionais. E aí conseguiremos mapear, no genoma, onde estão essas alterações ou essas diferenças entre as populações e entender porque elas estão em maior risco que outras. Isso será muito importante porque quando se conhece o agente etiológico, de forma geral você consegue fazer a prevenção”, afirmou a cientista.