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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

29 de abril de 2016

Prêmio Governo Minas Gerais de Literatura alavanca carreiras de escritores iniciantes

Categoria Jovem Escritor incentiva autores com bolsa de R$ 45 mil. Edital tem inscrições até 29 de abril
02/04/2016 14h30
DIVULGAÇÃO/SEC
Brito e Mello, premiado na primeira edição, em 2007, destaca a importância do júri
Como um pontapé inicial de efeito ressonante, a categoria Jovem Escritor do Prêmio Governo Minas Gerais de Literatura tem impulsionado carreiras incipientes de brasileiros dedicados à arte das letras. O valor da bolsa, de R$ 45 mil, destinado ao selecionado, permite que o autor viabilize sua obra em progresso no mercado editorial. O edital 2016 do prêmio está com inscrições abertas até o dia 29 de abril.
Carlos de Brito e Mello, vencedor como Jovem Escritor da primeira edição do prêmio, em 2007, ressalta a amplitude alçada pela seleção na categoria. “O certame impacta em dois caminhos: o da obra e o do escritor. O livro publicado mediante incentivo certamente rompe as limitações que este segmento tem no Brasil e circula com maior abrangência. Já eu, como escritor, pude transitar com maior consistência na cena literária”.
O autor, que tem pouco mais de 30 anos, publicou o romance “A Passagem Tensa dos Corpos” (2009), obra que participou do edital, e “A Cidade, o Inquisidor e os Ordinários” (2013) pela editora Companhia das Letras. Brito e Mello ainda pontua que as benesses não se estancam no incentivo da premiação.
Bertoni: "Chancela na carreira" - Crédito: Divulgação/SEC
“O júri que avalizou a minha obra - Affonso Romano de Sant’Anna, Maria Esther Maciel e Bartolomeu Campos de Queirós - ajudou que eu visse meu trabalho com outros olhos. A avaliação distanciada de cada um deles, que eu não podia ter, me abriu para outras interpretações sobre meu livro. Depois desse contato, eles se tornaram consultores e conselheiros”.
Sens:"Visibilidade" - Crédito: Divulgação/SEC
Alex Sens, vencedor da categoria em 2012, com “O Frágil Toque dos Mutilados”, publicado pela editora Autêntica, diz que os holofotes dos veículos de comunicação vieram a calhar. “A partir do prêmio consegui uma agente literária que viabilizou a publicação do meu livro. A visibilidade midiática em meios de comunicação de voz nacional permitiu não só a divulgação da obra em si, como também jogou luz sobre a minha carreira, trazendo à tona trabalhos passados e prospectando os futuros”, comemora Sens.  
O último Jovem Escritor contemplado pelo Prêmio Governo Minas Gerais de Literatura, Estevão Luis Bertoni Araújo e Silva, com a obra “Ylus, O Dragão de Papel”, confessa que a seleção foi como uma chancela de que tinha escolhido a carreira ideal. “O prêmio é, ao mesmo tempo, facilitador e incentivador, o reconhecimento veio como uma confirmação de que estou no caminho certo e de que o empenho e dedicação à arte das letras é e será recompensado”.
Sobre o Prêmio
O Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura foi lançado em dezembro de 2007 para promover e divulgar a literatura brasileira, reconhecendo grandes nomes nacionais e abrindo espaço para os jovens escritores mineiros. O prêmio é dividido em quatro categorias: I - Conjunto da Obra (homenagem a um escritor brasileiro em atividade), II - Poesia, III - Ficção e IV - Jovem Escritor Mineiro.
Em todas as categorias, as obras não podem ter sido publicadas anteriormente, seja de forma impressa ou virtual.
A categoria Jovem Escritor Mineiro é restrita a pessoas com idade entre 18 e 25 anos, nascidas em Minas Gerais ou residentes no estado há pelo menos cinco anos. Cada participante pode inscrever apenas uma obra inédita por categoria.
Serviço:
Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura
Inscrições abertas: de 1º de março a 29 de abril de 2016
Endereço para entrega de propostas:
Suplemento Literário de Minas Gerais
Avenida João Pinheiro, 342, Centro
Belo Horizonte/MG
CEP 30130-180
Entrega presencial (das 10h às 17h) ou via Correios
Informações: (31) 3269-1140 ou suplemento@cultura.mg.gov.br

Matrículas Abertas para o curso de Literatura e Contação de Histórias.


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Foi lançado ontem a abertura de mais uma turma de pós-graduação em  Literatura e Contação de Histórias no Pólo de Florianópolis.


Tivemos a presença da professora Beatriz V. Fleck que apresentou o curso através de uma contação de História.

As matrículas para essa nova turma já estão disponíveis no nosso site www.facvestpos.com.br. Previsão de início dia 29/04/2016 com aulas todas as sextas-feiras.

Entre em contato conosco e garanta já as últimas vagas para essa turma.

Ceres realiza palestras sobre literatura de cordel com Clotilde Tavares

Nas palestras é analisado o papel que as formas tradicionais de expressão cultural representam na contemporaneidade
Por: Redação
Ceres
Ceres Reprodução/ Internet

Os Departamentos de Letras e de Educação do Centro de Ensino Superior do Seridó da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizam o evento O Cordel está no ar: encontro com Clotilde Tavares. O encontro aconteceu no campus de Caicó na quinta-feira(28), às 14h, e em Currais Novos nesta sexta-feira (29) de abril, às 15h. Ambos acontecem nos auditórios principais dos campus.

O cordel está no ar é mais um projeto coordenado pela pesquisadora e escritora Clotilde Tavares, que visitou 15 cidades de diferentes estados e regiões com palestras sobre o romanceiro nordestino e a literatura de cordel. Nas palestras é analisado o papel que as formas tradicionais de expressão cultural representam na contemporaneidade, sobretudo na convivência com as ferramentas modernas de comunicação.

As atividades dos encontros incluem a divulgação dos livros A Botija, O Verso e o Briefing: a publicidade na literatura de cordel e O Monstro das Sete Bocas, publicados pela Editora 34 e pela editora Jovens Escribas. Clotilde Tavares escolheu esses livros para participar do projeto por serem fruto de pesquisa e criação artística nas áreas do saber mencionadas.

O público do evento são os alunos das licenciaturas em Pedagogia, Geografia e História e alunos da graduação e do mestrado de Letras. As inscrições podem ser feitas pelo Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa) aqui para os estudantes de Currais Novos e aqui para os alunos de Caicó.

MENSAGEM PARA O DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS: COMUNICAÇÃO E MISERICÓRDIA

Cidade do Vaticano (RV) - Mensagem do Papa Francisco para o 50° Dia Mundial das Comunicações Sociais sobre o tema: «Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo». 

Eis a Mensagem na íntegra:
Queridos irmãos e irmãs!
O Ano Santo da Misericórdia convida-nos a refletir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia. Com efeito a Igreja unida a Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir. Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus.
Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das ações da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos. Trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado; aquele calor que dá substância às palavras da fé e acende, na pregação e no testemunho, a «centelha» que os vivifica.
A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Como é bom ver pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. E isto acontece tanto no ambiente físico como no digital. Assim, palavras e ações hão-de ser tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantêm prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio. Ao contrário, a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação.
Por isso, queria convidar todas as pessoas de boa vontade a redescobrirem o poder que a misericórdia tem de curar as relações dilaceradas e restaurar a paz e a harmonia entre as famílias e nas comunidades. Todos nós sabemos como velhas feridas e prolongados ressentimentos podem aprisionar as pessoas, impedindo-as de comunicar e reconciliar-se. E isto aplica-se também às relações entre os povos. Em todos estes casos, a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar, como se exprimiu muito eloquentemente Shakespeare: «A misericórdia não é uma obrigação. Desce do céu como o refrigério da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe» (“O mercador de Veneza”, Ato IV, Cena I).
É desejável que também a linguagem da política e da diplomacia se deixe inspirar pela misericórdia, que nunca dá nada por perdido. Faço apelo sobretudo àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação da opinião pública, para que estejam sempre vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado. É fácil ceder à tentação de explorar tais situações e, assim, alimentar as chamas da desconfiança, do medo, do ódio. Pelo contrário, é preciso coragem para orientar as pessoas em direção a processos de reconciliação, mas é precisamente tal audácia positiva e criativa que oferece verdadeiras soluções para conflitos antigos e a oportunidade de realizar uma paz duradoura. «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. (...) Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 7.9).
Como gostaria que o nosso modo de comunicar e também o nosso serviço de pastores na Igreja nunca expressassem o orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo, nem humilhassem aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis! A misericórdia pode ajudar a mitigar as adversidades da vida e dar calor a quantos têm conhecido apenas a frieza do julgamento. Seja o estilo da nossa comunicação capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos. Podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc. –, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas. É nosso dever admoestar quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu. O Evangelho de João lembra-nos que «a verdade [nos] tornará livres» (Jo 8, 32). Em última análise, esta verdade é o próprio Cristo, cuja misericórdia repassada de mansidão constitui a medida do nosso modo de anunciar a verdade e condenar a injustiça. É nosso dever principal afirmar a verdade com amor (cf. Ef 4, 15). Só palavras pronunciadas com amor e acompanhadas por mansidão e misericórdia tocam os nossos corações de pecadores. Palavras e gestos duros ou moralistas correm o risco de alienar ainda mais aqueles que queríamos levar à conversão e à liberdade, reforçando o seu sentido de negação e defesa.
Alguns pensam que uma visão da sociedade enraizada na misericórdia seja injustificadamente idealista ou excessivamente indulgente. Mas tentemos voltar com o pensamento às nossas primeiras experiências de relação no seio da família. Os pais amavam-nos e apreciavam-nos mais pelo que somos do que pelas nossas capacidades e os nossos sucessos. Naturalmente os pais querem o melhor para os seus filhos, mas o seu amor nunca esteve condicionado à obtenção dos objetivos. A casa paterna é o lugar onde sempre és bem-vindo (cf. Lc 15, 11-32). Gostaria de encorajar a todos a pensar a sociedade humana não como um espaço onde estranhos competem e procuram prevalecer, mas antes como uma casa ou uma família onde a porta está sempre aberta e se procura aceitar uns aos outros.
Para isso é fundamental escutar. Comunicar significa partilhar, e a partilha exige a escuta, o acolhimento. Escutar é muito mais do que ouvir. Ouvir diz respeito ao âmbito da informação; escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade. A escuta permite-nos assumir a atitude justa, saindo da tranquila condição de espectadores, usuários, consumidores. Escutar significa também ser capaz de compartilhar questões e dúvidas, caminhar lado a lado, libertar-se de qualquer presunção de omnipotência e colocar, humildemente, as próprias capacidades e dons ao serviço do bem comum.
Escutar nunca é fácil. Às vezes é mais cómodo fingir-se de surdo. Escutar significa prestar atenção, ter desejo de compreender, dar valor, respeitar, guardar a palavra alheia. Na escuta, consuma-se uma espécie de martírio, um sacrifício de nós mesmos em que se renova o gesto sacro realizado por Moisés diante da sarça-ardente: descalçar as sandálias na «terra santa» do encontro com o outro que me fala (cf. Ex 3, 5). Saber escutar é uma graça imensa, é um dom que é preciso implorar e depois exercitar-se a praticá-lo.
Também e-mails, sms, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral. Rezo para que o Ano Jubilar, vivido na misericórdia, «nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação» (Misericordiae Vultus, 23). Em rede, também se constrói uma verdadeira cidadania. O acesso às redes digitais implica uma responsabilidade pelo outro, que não vemos mas é real, tem a sua dignidade que deve ser respeitada. A rede pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha.
A comunicação, os seus lugares e os seus instrumentos permitiram um alargamento de horizontes para muitas pessoas. Isto é um dom de Deus, e também uma grande responsabilidade. Gosto de definir este poder da comunicação como «proximidade». O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade.
                                                                                                                                                                          Papa Francisco
Vaticano, 24 de Janeiro de 2016.

EX-FEMINISTA SARA WINTER FALA CONTRA O ABORTO NO SENADO BRASILEIRO

Audiência Pública com a finalidade de discutir a descriminalização do aborto no Brasil
Sara Winter
Sara Winter/Foto: TVsenado
Hoje pela manhã, 28, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal do Brasil realizou uma Audiência Pública com a finalidade de discutir a descriminalização do aborto no Brasil.
Pela sugestão 15 / 2014, a interrupção da gravidez pelo SUS seria permitida dentro das 12 primeiras semanas de gestação.
Entre as posições contrárias ao aborto estavam Sara Winter, Dóris Hipólito e Rose Santiago.
Sara Winter é ex-feminista. (Leia entrevista de Sara com ZENIT). Por anos pertenceu ao movimento pró aborto, tendo inclusive feito um aborto. Recentemente, com o nascimento do filho Valentim, descobriu o milagre da maternidade e hoje é uma das mais aguerridas defensoras da vida.
Em mensagem publicada no seu perfil pessoal do Facebook Sara Winter disse que “Não tem preço poder trabalhar com o que eu amo: defender a vida!”, no entanto, disse também que “Não foi fácil falar com as feministas xingando, vaiando e mostrando cartazes ofensivos, porém acredito que passei o meu recado”. “Muito obrigada por todo apoio: o aborto NÃO PASSARÁ”. Por fim, destacou também nesse post uma observação “tive que sair escoltada do plenário, porque elas tentaram cuspir em mim!”.
Em sua fala na audiência afirmou que “Eu nunca pensei que seria dentro da Igreja que eu encontraria pessoas que fazem muito mais pelas mulheres do que o feminismo jamais fez”. Em seguida denunciou que “O movimento feminista no Brasil tem grupos no facebook que ajuda as mulheres a fazerem aborto”. “Se eu tivesse conhecido as iniciativas Pró-Vida antes eu nunca teria feito isso”, disse. Com a voz trêmula afirmou também que “Eu sonho com um pedaço do meu filho saindo de mim, e eu sonho tentando colocar ele de volta”.
A ativista pró-vida disse também que “O movimento feminista só quer legalizar o aborto por questão de ego porque existem tantas pautas importantes que estão sendo deixadas de lado”. “O aborto não é só a morte do bebê, é a morte de uma mãe”.
Sara Winter afirmou que “O objetivo final do corpo humano com o sexo é reproduzir. É preciso que as pessoas tenham o culhão não só para levantar cartazes, mas para a assumir as suas responsabilidades também”. Zenit

ROMA: «FONTANA DI TREVI» PINTADA DE VERMELHO PARA RECORDAR SANGUE DOS MÁRTIRES CRISTÃOS

Agência Ecclesia 29 de Abril de 2016, às 09:00   
AIS
AIS
Vigília de oração começa às 20h00 locais com a fonte tingida de vermelho

Roma, 29 abr 2016 (Ecclesia) – A ‘Fontana di Trevi’, na capital de Itália, vai ser tingida hoje de vermelho para recordar o sangue dos cristãos que foram mortos por ódio à fé, numa iniciativa da fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

“A violação do direito de liberdade religiosa deve tornar-se um tema central no debate público, para evitar o risco da indiferença e o perpetrar de uma intolerável agonia”, explica promotora do evento.

A iniciativa “inédita” pretende mobilizar a sociedade para a realidade da violação do direito de liberdade religiosa e dos cristãos perseguidos.

O presidente internacional da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre vai intervir na vigília e considera que dessa ação, de Roma, vai elevar-se “uma voz incómoda, profética”.

Para o cardeal Mauro Piacenza, é decisivo rezar e agir para que “os corações das pessoas se abram para enxugar as ‘lágrimas de Deus’ onde quer que ele chore” e convida a fazer “memória do sangue dos mártires cristãos, derramado por causa da violência dos homens e do pecado no mundo”.

A AIS vai dar voz “a histórias e testemunhos do martírio cristão” tingindo de vermelho o mármore da Fonte di Trevi, através de um feixe de luz.

O bispo caldeu de Alepo (Síria), D. Antoine Audo, vai participar na vigília promovida pela secção italiana da fundação pontifícia.

O secretariado português da AIS acrescenta que, entre os muitos cristãos martirizados que vão ser lembrados na jornada de oração, se contam as irmãs da congregação da Madre Teresa de Calcutá, assassinadas no Iémen no início do mês de março.

A AIS italiana tem recebido o apoio de diversas entidades ligadas à Igreja Católica, como a Comunidade de Santo Egídio, o Movimento Comunhão e Libertação, o Movimento dos Focolares, ou órgãos de comunicação social católica como o jornal ‘Avvenire’ ou a ‘Catholic News Agency’.

A jornada de oração num dos mais visitados pontos turísticos de Roma começa às 20h00 locais (menos uma hora em Lisboa) e vai ser transmitido em direto pelo canal de televisão da Conferência Episcopal Italiana, a “TV2000”.

O presidente da Conferência Episcopal Italiana considera que a ocasião é um momento para “oferecer a todos um sinal da presença”.

O cardeal Angelo Bagnasco espera um “aumento de sensibilidade” sobre o tema da liberdade religiosa e que “produza frutos de compromisso e de participação ativa”.

A AIS, fundada em 1947 pelo padre Werenfried van Straaten, é uma organização que realiza projetos de financiamento da pastoral da Igreja nos lugares onde é perseguida.

LFS/CB

“AQUILO SIM É QUE ERA MULHER”

Temer tem a seu lado uma mulher anulada (tão decorativa quanto o vice).
A esposa do vice-presidente da república, Michel Temer, foi ufanada na reportagem da revista Veja.
A esposa do vice-presidente da república, Michel Temer, foi ufanada na reportagem da revista Veja.
Por Tânia da Silva Mayer*
Não é de hoje que os versos do antigo samba retumbam nas palavras e louvações à “mulher de verdade”. Todos, certamente, já ouvimos a canção que enaltece a “Amélia”, a personagem-símbolo de um ideal feminino. Sim, estamos falando da “Amélia” que há anos reforçou a tese ilusória de um “ideal de mulher”, querido por homens e mulheres como a realização perfeita de uma vida bem sucedida. “Amélia” é incensada porque, segundo o poeta, ela “era a mulher de verdade”. Os versos do samba confirmam essa ideia porquanto nossa personagem é alguém que, mesmo na fome, “achava bonito não ter o que comer”. Ela é, também, alguém que “não tinha a menor vaidade”; Mas há de se louvar Amélia não somente por essas segundas qualidades, porém, e principalmente, porque toda a sua vida gira ao redor de um homem, o seu homem: “às vezes passava fome ao meu lado”. A nossa “Amélia”, “a mulher de verdade”, é uma mulher sem ambições e sonhos. Quiçá ela teria esperança para alimentar as utopias. Glorificada pelos “homens de bem”, “Amélia” é, de longe, o símbolo do que espera-se de uma mulher adulta: que ela seja capaz de subtrair-se ao lado do seu companheiro e apoiá-lo nas suas convicções e ideias e, além disso, seja solidária aos seus conflitos, zelando pelo lar, pelos filhos e sendo compreensiva nos tempos de penúria que, vez ou outra, podem assolar os homens que foram mal sucedidos em seus negócios. “Amélia” é protótipo feminino à medida que anulou-se para viver, com discrição, os sonhos do homem que a possui e do qual ela estará sempre ao lado.
Não nos enganemos pensando que “Amélia” é, apenas, mais uma personagem na literatura que expressou e embalou as relações de uma época em que ser uma mulher que cuida da casa, que preza pela reserva da sua intimidade e que procura corresponder aos padrões de beleza estabelecidos pela alta sociedade consiste no grau máximo a ser atingido por elas. Das “cavernas” do século XXI, o antigo samba ainda é batucado, mas dessa vez ele não foi entoado para “Amélia”, não foi por ela que os pandeiros balançaram, mas por Marcela Temer, aquela que é “bela, recatada e do lar”.
A esposa do vice-presidente da república, Michel Temer, foi ufanada na reportagem da revista Veja, São Paulo, de semanas passadas, quando trouxe uma matéria sobre a Marcela, ressaltando sua “beleza”, “posturas” e “hábitos” familiares. Desde que Michel Temer ascendeu na vida política nacional, como vice-presidente da república, pouquíssimas vezes se viu ou se ouviu falar da sua esposa e a matéria da revista relata, agora (e por que será que tão somente agora, hein?), o seu lugar na vida de Temer. Não fossem as frases inicial e final, a matéria teria concorrido a um lugar comum de relato da vida dos famosos. No entanto, o louvor elevado às personagens da vida real se tornou ainda mais evidente quando o que se argumentou é que ambos são mulher e homem de sorte, respectivamente.

A sorte de Marcela consiste no fato do esposo bancá-la em jantares caros em lugares estimados pela classe média brasileira. Por outro lado, o vice é um homem de sorte porque Marcela é jovem e bela; porque é discreta e foge dos holofotes da velha imprensa; porque devota cuidados ao lar, lugar onde está na maioria do seu tempo. Por tudo isso, Temer é um homem de sorte. Tem a seu lado uma mulher anulada (tão decorativa quanto o vice), uma aliada conectada que passa os dias analisando o clima das Redes Sociais, tão somente a fim de deixar o marido bem informado do que lá se passa. Ela é uma espécie de “Amélia”, sem sonhos, desejos, vontades e ambições. O retrato de Marcela, que foi pintado pela revista, revela isto, ela é uma mulher a esperar pelo marido e a acompanhá-lo, de casa, com a sua pronta solidariedade a seu homem de vida pública. A matéria da revista, ao dizer que o vice-presidente é um homem de sorte, pareceu cantar o samba naquele verso que dizia (não sei mais se de Amélia ou de Marcela): “Aquilo sim é que era mulher”.
Obviamente que essa pintura promovida pela revista tem o objetivo, dentre outras intenções, contrapor, no meio do caos antipolítico que foi instaurado no país, a figura de Marcela com a de Dilma. Nem de longe Marcela, tal como foi ilustrada, se parece com a presidenta, a começar pelo fato de que Dilma não vive às sombras de um marido como Marcela. Depois, porque a presidenta ocupa o maior cargo da República e Marcela é tão somente vice-primeira-dama; enquanto Dilma chefia, lidera, delibera, discursa no Brasil e no exterior, tudo isso com muita valentia e coragem, suportando toda uma sorte de xingamentos, e outras violências, machistas por parte de quem a ela se opõe, Marcela continua cuidando da sua beleza e do seu lar, com descrição. Essa é a postura louvada que, quando é feita por um veículo de imprensa com abrangência nacional, não pretende outra coisa que reforçar a ideia de um ideal de mulher que deve ser imitado por todas as outras. Com alegria, as Redes Sociais, embaladas por muita crítica, não se calaram e retumbaram ainda mais forte que “o lugar de mulher é onde ela quiser”. Passou da hora de todos entenderem isso: que nós somos “senhoras do destino”, ou melhor, que somos donas das nossas decisões e, sobretudo, das nossas vidas e que o“lugar de mulher” é onde quisermos estar: em casa, cuidando dos filhos e do lar, no esporte, na sala de aula, na política ou na liderança das instituições e nos altos cargos de chefia, ou em nenhum desses lugares também, caso queiramos.
A idealização a respeito de um “lugar de mulher” foi corroborada, ao longo da história pelas religiões de cunho machista-patriarcal. No catolicismo dos séculos XI ao XIX, Maria de Nazaré foi apresentada como modelo e paradigma de vida feminina. Ela se tornará a meta inalcançável para todas as mulheres que, entre Eva e a Mãe de Jesus, nunca conseguirão alcançar um lugar de “Nossa Senhora”. Uma crítica feminista a respeito da figura de Maria é realizada na esteira dos textos bíblicos a fim de purificar o que acostumou-se compreender a respeito da mãe de Jesus e com amplas e complexas consequências para vida de todas as outras mulheres, as de ontem e as de hoje. Mas isso é assunto para nosso próximo artigo. Até a próxima.
*Tânia da Silva Mayer é Mestra e Bacharela em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje); Cursa Letras na UFMG. É editora de textos da Comissão Arquidiocesana de Publicações, da Arquidiocese de Belo Horizonte. Escreve às sextas-feiras.

O TRABALHO COMO FONTE DE DIGNIDADE NA BÍBLIA

Fomos criados para a comunhão e não para o acúmulo desmedido de riquezas.
O homem e a mulher fazem as vezes de Deus no zelo pelo mundo criado.
O homem e a mulher fazem as vezes de Deus no zelo pelo mundo criado.
Por Felipe Magalhães Francisco*
“No sétimo dia, Deus concluiu toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia repousou de toda a obra que fizera” (Gn 2,2). O repouso do Criador, sobre toda a criação, é a conclusão do trabalho divino, de dar vida ao mundo criado. Por ocasião da Aliança, feita com o povo de Israel, guardar o sábado – portanto, o sétimo dia –, torna-se imperativo de repouso para todos aqueles que trabalham, pois o próprio Deus repousa nesse dia (cf. Ex 20,9-11). O repouso de Deus sobre a criação significa comunhão: é o Criador que abraça todo o mundo criado, numa relação de harmoniosa convivência. Esse repouso, entretanto, não é apenas para o humano criado, mas para toda a criação: também os animais e a terra precisam descansar.
Com o passar do tempo, ao passo em que a relação entre o povo e Deus ia se estreitando, novo significado foi agregado à lei do repouso sabático. À ideia do repouso como dia de convivência com o Criador, foi agregada a memória da libertação da escravidão no Egito: “Lembra-te de que foste escravo no Egito, mas o Senhor teu Deus te tirou de lá com mão forte e braço estendido. É por isso que o Senhor teu Deus ordena que guardes o sábado” (Dt 5,15). É preciso que o povo nunca se esqueça da ação de Deus, como libertação da escravidão no Egito, bem como da relação de comunhão que esse Deus tem com a criação. Portanto, todos são chamados a guardar o dia do repouso: o dono da terra, os seus filhos, os seus servos, os seus animais e os estrangeiros que vivem na terra, pois a vida de liberdade e para a liberdade não significa em nada a experiência de escravidão no Egito.
Os dois significados do repouso aludem, ainda, à outra questão, a saber, a dignidade do trabalho. O próprio Deus Criador revela a dignidade do trabalho, ao contemplar a obra de sua criação, bem como ao fazer comunhão com ela. Nesse sentido, o trabalho não significa um mero fazer, sem mais. O ser humano, como responsável por toda a criação, precisa dar valor ao seu trabalho e ao trabalho de toda a criação, tanto como gratidão pela vida que se vai edificando quanto pela Terra que o sustenta e produz vida, pois a terra que recebeu por herança do Senhor não foi dada por mérito, mas pela gratuidade de Deus: “Fica, pois, sabendo que não é por tua justiça que o Senhor teu Deus te dá a posse desta boa terra. Pois na verdade és um povo de cabeça dura” (Dt 9,6).
Contudo, insistiu-se, por muito tempo, no trabalho como castigo pelo pecado humano, numa interpretação de Gn 3,17-19. O sentido do trabalho, no entanto, precede à ideia deste como um fardo: toda a criação está sob o cuidado do humano criado, pois, feito à imagem e à semelhança do Criador, o homem e a mulher fazem as vezes de Deus no zelo pelo mundo criado. O desejo de domínio e apropriação sobre a criação, por parte do ser humano, torna a relação com o mundo criado mais difícil e pesada, pois há uma quebra na comunhão primordial. O pecado humano, nesse sentido, gera como que uma cadeia de injustiças, criando ruptura na comunhão entre toda a criação: “[...] amaldiçoado será o solo por tua causa. Com sofrimento tirarás dele o alimento todos os dias da tua vida” (Gn 3,17).
Nós, hoje, precisamos recuperar a inspiração bíblica primordial para o trabalho e romper com essa cadeia de injustiça. Precisamos pensar o trabalho não como um meio de acumular riquezas, sem mais, tampouco para garantir o mínimo de sobrevivência, sem quaisquer outras realizações: “Por isso, eu vos digo: não vivais preocupados com o que comer ou beber, quanto à vossa vida; nem com o que vestir, quanto ao vosso corpo. Afinal, a vida não é mais que o alimento, o corpo, mais que a roupa?” (Mt 6,25). O trabalho, como caminho de dignidade para o ser humano, precisa ser valorizado e respeitado, não como mão-de-obra, que a todo momento pode ser substituída por outra força humana de trabalho ou por uma máquina, mas como construtor de um sujeito que se realiza, pessoal e comunitariamente, também pelo trabalho. Dessa maneira, o trabalho não pode se tornar um meio de perpetuar a injustiça contra a vida, tanto como exploração do humano trabalhador como da natureza, fonte de recursos.
Romper com a cadeia da injustiça e da exploração é resgatar a inspiração mais profunda da relação de Deus com o mundo criado: fomos criados para a comunhão e não para o acúmulo desmedido de riquezas, que só causa injustiça e destruição para os outros e para a natureza, pois “mais vale pouco com o temor do Senhor do que grandes tesouros com inquietação” (Pr 15,16). E mais: “[...] que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida?” (Mc 8,36). O coração humano precisa se voltar para aquilo que é fonte de vida, na busca pelo que realmente é necessário. Nesse sentido, nosso trabalho precisa ter como fruto o próprio Reino de Deus: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo” (Mt 6,33). Se assim não for, a dignidade da vida está cativa. Precisamos, pois, libertá-la! 
*Felipe Magalhães Francisco é mestre em Teologia, pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia. Coordena a Comissão Arquidiocesana de Publicações, da Arquidiocese de Belo Horizonte. Coordena, ainda, a Editoria de Religião deste portal. É autor do livro de poemas Imprevisto (Penalux, 2015).

VATICANO: REFORMA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Mais de 400 comunicadores participam de evento em Roma
Em entrevista coletiva, o prefeito da Secretaria Vaticana para Comunicação, monsenhor Dario Edoardo Viganò, falou sobre “A Igreja e os novos desafios da comunicação”. O pronunciamento ocorreu na quarta-feira, 27, por ocasião do 10º Seminário de Comunicadores, que reúne 400 participantes de quarenta países, em Roma. O evento é promovido pela Pontifícia Universidade Santa Cruz. 
“A reforma dos meios de comunicação do Vaticano para ser eficaz deverá abranger não somente as estruturas, mas também os processos de comunicação”, disse o prefeito. 
No discurso, monsenhor Viganò disse que “o critério apostólico” é fundamental para entender a reforma dos meios de comunicação vaticanos. 
“O objetivo é fazer com que o Evangelho e o magistério do papa cheguem ao coração das pessoas, de todos. Este critério apostólico deve ser declinado de forma que não substitua a comunicação das Igrejas locais e ao mesmo tempo apoie as comunidades eclesiais que mais precisam”, pontuou. 
O processo da reforma envolve a Rádio e o Centro Televisivo Vaticano. De acordo com o bispo, a reforma não é somente uma “mudança semântica”, maquiagem ou simples integração ou coordenação de estruturas. 
“Trata-se de repensar a comunicação vaticana a fim de torná-la eficiente sobretudo num momento em que, com o desenvolvimento da mídia digital, é necessária uma maior convergência e interatividade. Em particular, é preciso repensar os processos de produção de forma transversal a fim de levar a um ‘novo fluxo comunicativo’. Um sistema de comunicação novo que seja atual no âmbito tecnológico, mas que ao mesmo tempo não se esqueça das realidades mais carentes, também no âmbito da comunicação”, explicou. 
Trabalho em equipe 
Na visão do prefeito, “devem ser valorizados os recursos humanos através de alguns pontos fortes como a formação, a reorganização, a consolidação do trabalho em equipe, participação e partilha”.
Ao final da exposição, destacou a importância de uma liderança, sobretudo na comunicação, que não seja hierárquica, diretiva, mas que olhe para a rede de seus colaboradores e valorize o funcionário. “Um guia baseado na partilha, que seja capaz de transformar um déficit comunicativo em algo mais. Uma liderança mais interessada em orientar perguntas que a receber respostas”, disse o sacerdote. 
CNBB com informações e foto no News.va

Papa Francisco: vida dupla, não! Isso não!”

Na homilia desta sexta-feira o Santo Padre recordou que não existe erro reconhecido que não atraia ternura e perdão do Pai
Papa Francisco
Comentando o trecho da Carta de São João, no qual o Apóstolo coloca os fiéis diante da responsabilidade de não ter uma vida dupla, o Papa Francisco refletiu nessa manhã, em sua homilia na Capela da Casa Marta, no significado de caminhar na luz.
“Se dizemos que não temos pecado, fazemos de Deus um mentiroso”, afirmou Francisco, ressaltando a eterna luta do homem contra o pecado e pela graça:
“Se você diz que está em comunhão com o Senhor, então caminhe na luz. Mas vida dupla, não! Isso não! Aquela mentira que nós estamos tão acostumados a ver, e também a cair, não? Dizer uma coisa e fazer outra. Sempre a tentação… A mentira nós sabemos de onde vem: Na Bíblia, Jesus chama o diabo de ‘pai da mentira, o mentiroso. E por isso, com tanta doçura, com tanta mansidão, este avô diz à Igreja ‘adolescente’: ‘Não seja mentirosa! Você está em comunhão com Deus, então caminha na luz. Faça obras de luz, não dizer uma coisa e fazer outra, não faça uma vida dupla”.
“Meus Filhos” é o início da carta de São João: esta introdução carinhosa – com o tom que um avô usa com seus netos mais jovens – reflete a doçura das palavras do Evangelho do dia, quando Jesus define como “leve” o seu fardo e promete descanso aos fadigados e oprimidos. Do mesmo modo, o apelo de João – afirma Francisco – é para não pecar, “mas se alguém o fez, não se desencoraje”,
“Temos um Paráclito, uma palavra, um advogado, um defensor junto ao Pai: é Jesus Cristo, o Justo. Ele nos dá a graça. A gente tem vontade de dizer ao avô, que nos aconselha assim: “Mas não é muito feio ter pecados?. Não, o pecado é feio! Mas se você pecou, olha, estão te esperando para te perdoar! Sempre! Porque Ele – o Senhor – é maior do que os nossos pecados”.
Esta – conclui Francisco – “é a misericórdia de Deus, a grandeza de Deu”. Ele sabe que “não somos nada, que somente Dele vem a força, e assim, sempre nos espera”:
“Caminhemos na luz, porque Deus é luz. Não caminhar com um pé na luz e outro nas trevas. Não seja mentiroso. E outra: todos pecamos, ninguém pode dizer: “Este é um pecador, esta é uma pecadora. Eu, graças a Deus, sou justo”. Não, somente um é o Justo, aquele que pagou por nós. E se alguém peca, Ele espera, nos perdoa, porque é misericordioso e sabe que somos plasmados, recorda que nós somos pó. Que a alegria que esta Leitura nos dá nos leve avante na simplicidade e na transparência da vida cristã, principalmente quando nos dirigimos ao Senhor, com a verdade”.
Zenit