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Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

17 de janeiro de 2018

17 de janeiro é comemorado o Dia do Ceará

CULTURA
O Dia do Ceará
Qual o apelido do autor de Iracema?
O dia 17 de janeiro faz parte do calendário oficial de eventos do Estado por meio da Lei nº 13.470, de 18 de maio de 2004, que instituiu a data comemorativa referenciando o dia em que o Ceará ganhou autonomia da Capitania de Pernambuco, em 1799, tornando-se administrativamente independente. A emancipação do Ceará foi garantida por Carta Régia assinada pela Imperatriz de Portugal, D. Maria I, em virtude do crescimento populacional e econômico que a antiga capitania do Ceará apresentava em 1799.
A lei estadual determina a realização anual de um evento oficial em Aquiraz, primeira capital do Estado, por ocasião da data. Além disso, órgãos e entidades da administração estadual, assim como as escolas da rede pública estadual de ensino, devem promover o Dia do Ceará.
O Dia do Ceará será comemorado, hoje, em Aquiraz — Região Metropolitana de Fortaleza. A Secretaria da Cultura do Estado (Secult) e a Prefeitura de Aquiraz realizam programação na praça Cônego Araripe, a Praça da Matriz, na data que marca comemora os 219 anos de emancipação do Estado. Aquiraz é a primeira capital do Estado. A festa começa às 8 horas. Atividades como apresentações culturais, shows e programação gastronômica estão previstas para o dia todo na Cidade.
O Povo

Por 10 votos a 6, tombamento estadual do Náutico é rejeitado

Foto da área interna do Náutico
Houve tombamento municipal provisório em 2006 e definitivo em 2012 (Foto: Reprodução/Blog do Eliomar)
A reunião do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (Coepa), decidiu, nesta quarta-feira, 17, que o clube Náutico Atlético Cearense não será tombado pelo Governo. A parte mais antiga do prédio já é tombada pelo Município e continuará preservada.
 
Existe proposta de demolição da área não tombada para a construção de empreendimento no local, como um estacionamento com 800 vagas. A medida é cercada de polêmica.

A decisão de rejeitar o tombamento estadual foi tomada na sede da Secretaria da Cultura do Estado (Secult), localizada no edifício do cineteatro São Luiz, no Centro da Capital. Ao total foram 10 votos contra, seis a favor e três abastenções. A votação terminou às 11h50min desta quarta-feira.
 
O engenheiro eletricista Aderbal Aguiar Junior, integrante do movimento Náutico Urgente, explica que o tombamento municipal por si só protegeria o prédio da especulação imobiliária, por exemplo. Mas de acordo com ele, “houve um entendimento entre a Procuradoria Geral do Município e a Diretoria do clube, no sentido de dar uma interpretação distinta da que constava no documento do tombamento”. Segundo o engenheiro, no acordo se negociou “bens e direitos indisponíveis da sociedade”.

Aderbal explica que existe uma homologação - objeto de anulação - no Supremo Tribunal de Justiça, para que a ministra Regina Helena, com o parecer favorável do Ministério Público Federal, anulem o acordo firmado entre a Procuradoria Geral do Município e a diretoria do Náutico. O engenheiro ressalta que há a possibilidade deles obterem sucesso pois, “além da ilegalidade do acordo”, existe uma ação popular e civil pública contra o que foi decidido. 

O engenheiro destacou que após o resultado adverso, o próximo passo é focar no processo eleitoral que ocorre em fevereiro. Ele destaca que o movimento tem cerca de 35% dos votos, e que vão “fazer um esforço” para obter o controle da direção do clube. 

Neton César de Vasconcelos, presidente do conselho deliberativo do Náutico, explicou que foram realizadas três assembleias gerais com os sócios do clube para discutir sobre os problemas que cercam o Náutico. De acordo com ele, 85% dos sócios aprovaram as decisões da diretoria e do conselho. 

O presidente destaca que a construção de empreendimentos irá ajudar no que se refere aos problemas financeiros do Náutico, que soma um total de R$ 61 milhões em dívidas, e que atualmente o clube “não pode pagar”. “Antes tínhamos cerca de 18 mil sócios, hoje contamos apenas com 1.500”, destaca. 

A rejeição do tombamento foi vista por Neton como um ato de “sensibilidade do conselho”, pois para ele, o grupo percebeu que um “clube como o Náutico não pode ir a leilão, e a única forma de evitar isso é conseguindo uma forma jurídica e arquitetônica, para aqueles que tenham o direito de construir do outro lado do clube, paguem as dívidas”.
 
Ressaltou também que o Náutico não deixará de ter o que possui hoje (piscina olímpica, ginásio coberto, quatro quadras de tênis), além de ganhar um estacionamento no subsolo com mais de 800 vagas, que geraria uma renda de R$ 600 mil por mês, contribuindo com a renda do clube. “O processo de tombamento dificultaria isso. Com essa perspectiva de renda, podemos recobrar a possibilidade de nos reencontrarmos”. 

 
Lívia Priscilla| Marcela Benevides
O Povo

Holanda expõe obras 'esquecidas' de Van Gogh e Flinck

O empresário John Fentener van Vlissingen e o diretor do Museu Van Gogh de Amsterdã, Axel Ruger, observam em 16 de janeiro de 2018 o desenho de Van Gogh
O empresário John Fentener van Vlissingen e o diretor do Museu Van Gogh de Amsterdã, Axel Ruger, observam em 16 de janeiro de 2018 o desenho de Van Gogh "A colina de Montmartre com pedreira", de março de 1886, recentemente atribuído ao artista e exibido no Museu Siner Laren. (ANP/AFP)
Duas obras de Vincent Van Gogh e duas pinturas de Govert Flinck, aluno de Rembrandt, foram expostas nesta terça-feira (16) pela primeira vez na Holanda, após décadas de esquecimento.
De Van Gogh (1853-1890) foi identificado um desenho que pertencia à coleção da fundação de arte Van Vlissingen, "A colina de Montmartre com pedreira", que data de março de 1886.
"Durante muitos anos o desenho passou despercebido em uma coleção privada, até que foi apresentado ao museu Van Gogh em 2013 para ser autentificado", explicou à AFP o pesquisador Teio Meedendorp, acrescentando que se trata de uma descoberta "excepcional".
Graças a esta descoberta, um quadro intitulado "A colina de Montmartre" (1886), descartado previamente por falta de elementos para poder compará-lo, foi em consequência atribuído a Van Gogh.
Essas obras foram apresentadas nesta terça-feira ao público em uma exposição sobre impressionismo no museu Singer Laren.
Por sua vez, duas pinturas desconhecidas de Govert Flinck (1615-1660) foram apresentadas na exposição "Ferdinand Bol e Govert Flinck, os mestres alunos de Rembrandt" no museu de Amsterdam.
Essas duas telas, datadas em 1654, estavam em mãos de um particular, que as cedeu para a exposição.

AFP

Editora Terreno Estranho aposta em obras inscritas nos limites entre as duas linguagens artísticas

por Dellano Rios - Editor de Área
A zona de interseção onde coincidem música e literatura. É este o espaço que a editora Terreno Estranho pretende explorar. Baseada na capital paulista, a casa editorial está no mercado desde o fim do ano passado, quando se apresentou lançando um livro de Lee Ranaldo, guitarrista do Sonic Youth. Reunindo textos pessoais, dotados de qualidades poéticas, "JRNLS80s" é uma espécie de autorretrato do músico, nos primeiros anos de sua banda, uma das principais do chamado rock alternativo.
"A priori, é essa proposta da Terreno Estranho: trabalhar a conexão musical no mundo das letras", explica o editor Marcelo Viegas. A ideia, contudo, é fugir do óbvio, como as biografias e autobiografias que predominam nas livrarias brasileiras. "Não quer dizer que não elas possam acontecer. Mas o terreno que a editora está buscando pavimentar passa por maneiras paralelas de falar de música e literatura", detalha.
"A editora é do Nilson (Paes). Ele é o fundador. E chamou, primeiro, o (Fábio) Massari para essa missão de montar a editora. O Massari exerce uma função que é uma espécie de direção artística. Quando eles decidiram pelo primeiro título, o livro do Lee Ranaldo, fui convidado para fazer a edição do livro", apresenta Marcelo Viegas.
Terreno Estranho, aliás, é o nome de um programa radiofônico, produzido e apresentado por Nilson Paes. Massari, um ex-VJ da MTV conhecido por seu repertório enciclopédico e por conhecer pérolas underground de meio mundo, já havia investindo no universo editorial, publicando pelas Edições Ideal - de uma coleção de textos a uma HQ jornalística. E Viegas um editor experiente, que trabalhou com a Ideal até a editora encerrar suas atividades, no começo do ano passado.
O catálogo das Edições Ideal, contudo, era mais convencional, com biografias, livros de memórias e coleções de entrevistas. A ideia da Terreno Estranho, para fins de comparação, é percorrer as margens deste universo musical-editorial.
arteProjeções
Se toda a projeção mais otimista for concretizada, a nova casa editorial coloca outros quatro livros no mercado até o fim do ano. "O primeiro a sair é de um autor nacional, um músico se aventurando por meio da palavra escrita. Teremos outro americano publicado, ainda no primeiro semestre", adianta, sem poder revelar mais detalhes. Um dos mistérios, contudo, foi revelado. Em sua conta no Instagram, a editora divulgou que lançará em 2018 o romance "South of the Pumphouse", do baixista norte-americano Les Claypool, do Primus.
O romance de Les Claypool ajuda a entender os caminhos que a editora tenta trilhar. Para começar, é um título bem diferente daquele assinado por Lee Ranaldo. A trama se desenrola num lado decadente dos EUA, povoado por viciados em meta-anfetamina e racistas exaltados. O clima sombrio não é exatamente o mesmo das letras esquisitas e um santo surrealistas do Primus, mas não é distante de certo lodaçal que costuma ser explorado pela turma à margem do mainstream. O balanço geral da crítica e dos leitores é de que se trata de um bom livro.
O que há de musical no livro não é somente o fato de o autor tocar numa banda. Há no algo no livro, uma certa atmosfera, que inspira a criação de trilhas sonoras imaginárias para harmonizar com a leitura.
Investimento e consumo
A Terreno Estranho não é a primeira a investir em um segmento que costuma ser ignorado pelos grandes grupos editoriais brasileiros. "Para nós, apaixonados por música e editores, é uma tentação forte demais pra se possa resistir", confessa Marcelo Viegas.
Entre as muitas pedras pelo caminho, estão os elevados custos dos processos editoriais e amarras de títulos com editoras nem sempre interessadas em lançá-los. Para Viegas, a bibliografia nacional deu saltos quantitativos e qualitativos na última década. "Mas há muita coisa ainda inédita", avalia, citando a obra do jornalista inglês Jon Savage, autor de títulos importantes sobre o punk britânico (dele, saiu por aqui apenas "A Criação da Juventude", da Rocco).
O editor explica que há potenciais a serem explorados, sobretudo pelos artistas independentes. "O consumo da música, em alguma plataforma física, caiu muito. Falam que o vinil faz uma compensação, mas a verdade é que uma minoria é que consome vinil. Esses itens são importantes para as bandas. E eu olho para o livro como mais um item na banquinha de merchandising: você tem a camiseta, o disco em vinil, o CD (que ninguém vai comprar) e o livro", ilustra.
O exemplo dado por Marcelo Viegas também tem a ver com outra de suas observações sobre a área. "O livro de música consegue abrir pontos de vendas que outros não conseguem. Ele pode estar na loja de discos, de instrumentos, nos shows. Isso diversifica sua forma de acessar o público".
As bandas, acredita Viegas, já começaram a entender este potencial do livro. "Agora, fazer um livro não é fácil, como alguns pensam. Falta expertise, de entender que um livro nasce de uma conjunção de forças. Ele tem custos editorias, gráficos, de promoção, de redes sociais. Se você ignora isso, acaba com um problema nas mãos e termina por se frustrar", explica.

Diário do Nordeste

Sem Título Arte abre nova exposição do artista visual Junior Pimenta

Fotografias da série Adentrar%u2019evidenciam o gesto do corpo como um lugar de resistência FOTOS DIVULGAÇÃO
Fotografias da série Adentrar%u2019evidenciam o gesto do corpo como um lugar de resistência FOTOS DIVULGAÇÃO
A expressão “não pertencer”, no sentido de não se reconhecer – seja a um lugar, a uma turma, a um determinado padrão de comportamento pré-estabelecido – faz parte da trajetória de Júnior Pimenta há um certo tempo. Natural da cidade de Orós (distante 410km de Fortaleza), mudou-se aos 14 anos de idade para a capital mineira, permanecendo lá por um período de cinco anos. “Uma tia, que morava em BH, convidou e eu fui. Foi uma mudança... enorme. De uma cidade que conhecia todos para uma que não conhecia quase ninguém. Uma cidade que não me pertencia”, relembra.
Artista visual e atualmente mestrando em Artes pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Júnior Pimenta teve como ponto de partida a reflexão sobre pertencimento para sua terceira exposição individual, batizada de Vá em frente, volte pra casa!. A residência artística em São Paulo, em decorrência da premiação durante o 67º Salão de Abril (2016), foi fundamental nesse sentido. A atual exposição, que surge após Âmago (2013) e Descaminhos (2014), abre hoje, às 19 horas, na Sem Título Arte (Aldeota), seguindo com visitação gratuita até 22 de fevereiro.
Sobre o título, a justificativa: “Em janeiro de 2017, me deparei com a situação de um refugiado (do Gabão) que morava legalmente na Itália, tinha autorização pra viver lá, e ele se joga no canal de Veneza – não sei a razão, se foi num surto devido aos ataques xenofóbicos que ele sofria por não pertencer àquele lugar – e vários turistas e cidadãos italianos filmam aquela situação, algumas pessoas jogam algumas moedas, mas ninguém tentar salvá-lo de fato. Se não bastasse isso, ainda proferiam frases e uma delas foi ‘Vá em frente, volte pra casa!’, mandando ele nadar, se jogar e voltar pra casa. Essa frase ficou marcada em mim e acabou virando o nome da exposição”, explica.
Para além dessa situação pontual, Júnior também sentiu na pele esse questionamento. “Fiz o ensino médio lá em Belo Horizonte e era comum eu escutar como ‘o que é que eu fui fazer lá’, ‘por que eu fui morar lá’, ‘por que eu não voltava pra minha terra’, ‘se eu tinha ido lá roubar as vagas deles’... E era bem estranho pra mim pensar que a gente morava no mesmo país, então por que eu não podia circular e estar ali, né? E era um lugar que não me pertencia”.
Em Vá em frente, volte pra casa!, cuja curadoria é assinada por Marcelo Amorim (GO), Júnior Pimenta apresenta seis trabalhos, divididos entre fotografias, instalações, bandeira e objeto. “O trabalho não nasce de uma coisa só, vem de coisas anteriores. Esse trabalho da bandeira, na realidade, me veio em mente a partir de uma música do Cidadão Instigado, que é Apenas um Incômodo. No final da música, ele fala ‘Só tenho um sonho que já é meu e duas palavras pra lhe dizer nesse instante: Me aguente’. Esse ‘me aguente’ foi uma coisa que me marcou muito. A partir disso, eu resolvi desenvolver um desses trabalhos”.
No caso das fotografias, estas fazem parte de uma instalação chamada Adentrar, a partir do tema em questão. “Fui me interessando por esse gesto do corpo, o gesto como lugar de resistência, o corpo que não se contenta com esse limite imposto por um muro”, resume.
SERVIÇO
Abertura da exposição Vá em frente, volte pra casa!, de Júnior Pimenta
Quando: hoje, 17, às 19horas, prosseguindo até 22 de fevereiro
Onde: Sem Título Arte (rua João Carvalho, 66 – Aldeota)
Entrada franca
Outras info: (85) 99742 2701

TERESA MONTEIRO
O Povo

CNH eletrônica começa a valer em fevereiro no Brasil

A partir do mês que vem todos os estados brasileiros estarão aptos a emitir CNH-e

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Da redação, com Detran
A partir do mês de fevereiro, todos os estados do Brasil poderão disponibilizar a Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e). Este documento digital terá o mesmo valor jurídico que a versão impressa, que também continuará a ser emitida.
A CNH-e funcionará por meio de um aplicativo para smartphones. Ela só poderá ser solicitada, porém, para aqueles motoristas que já possuem o documento impresso com o QR-Code ― trata-se de código que possibilita a leitura das informações por aparelhos eletrônicos e que foi implantado nos documentos impressos emitidos a partir de maio do ano passado. Os condutores que renovarem suas carteiras terão acesso à CNH-e.
O aplicativo para a CNH digital está disponível para as plataformas Android e iOS . Para solicitar o documento, o motorista deverá preencher um cadastro no Portal de Serviço do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que confirmará seu e-mail com a utilização de um certificado digital. O cadastro deve ser feito por meio de um equipamento que permita esse tipo de certificação ou em um posto do Detran.

MEC inicia debates para implantar Base Nacional Comum Curricular

Edwirges Nogueira - Repórter da Agência Brasil
Alfabetização
Pelo modelo cearense, alfabetização deve ser feita até o segundo anoMarcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil
O Ministério da Educação (MEC) escolheu o Ceará para começar a elaborar as estratégias de implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a educação infantil e o ensino fundamental. As diretrizes, que definem a aprendizagem essencial que todos os alunos, tanto na rede pública como particular, devem adquirir na escola, foram homologadas em dezembro e entram em vigor em janeiro de 2019.
O secretário da Educação Básica do MEC, Rossieli Silva, reuniu-se hoje (16) em Fortaleza com o secretário da Educação do Ceará, Idilvan Alencar, e com o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime), Aléssio Costa Lima, para debater o assunto e conhecer as experiências do estado que podem auxiliar na construção e revisão dos currículos, material didático e formação de professores.
Silva destacou o modelo do Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), implantado há 10 anos no Ceará e que reduziu de 32% para 0,7% o número de crianças não alfabetizadas até o final do segundo ano.

“A base trouxe essa decisão de, na alfabetização, seguir o exemplo do Ceará e ter a alfabetização feita até o segundo ano. O restante será feito respeitando o contexto local. O currículo não será definido por Brasília ou por gabinetes, mas pela participação dos professores num processo que já é feito aqui no estado”, disse o representante do MEC.
Idilvan Alencar, que também preside o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), explicou que o programa cearense criou formas de cooperação entre o estado e os municípios que podem facilitar a implantação da BNCC e servir de exemplo para o Brasil.
“Implantar a base significa desenvolver currículos e materiais didáticos novos. É um grande desafio, pois o documento oportuniza direitos iguais para todos. Defendemos uma boa implantação, com a participação de professores e diretores e, aqui do Ceará, vamos ajudar nacionalmente”, acrescentou Idilvan.
A elaboração ou atualização dos currículos é um dos primeiros passos da implantação da Base Nacional Comum Curricular. Segundo Aléssio Costa Lima, da Undime, os currículos podem ser municipais, regionais ou estaduais e devem envolver todos os atores.
“Queremos uma discussão articulada, subsidiada pelo Ministério da Educação, que propicie aos municípios criar redes de colaboração para ter currículos que reflitam as realidades locais. É preciso ter uma formação intensa das equipes técnicas das secretarias de Educação e, a partir daí, traçar os passos para que esta discussão chegue na ponta, ao professor, e que ele participe de forma muito crítica para poder vivenciar a BNCC de forma prática”, enfatizou Rossieli.
Nesta quarta-feira (17), em Brasília, o MEC dá prosseguimento aos debates sobre a implantação da Base Comum Curricular, em reunião com representantes de outros estados e de entidades da sociedade civil.