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Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

8 de abril de 2014

Os milagres de São José de Anchieta

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Ninguém se torna “santo” após a morte; o que conta é a vida santa e o testemunho de santidade.

Por Dom Odilo Pedro Scherer*

Ao saberem da notícia da canonização do Padre José de Anchieta, muitas pessoas perguntarem logo: qual foi o milagre? Por qual milagre ele se tornou santo? 

As perguntas não surgem sem motivo, pois a Igreja sempre tem falado que, para a beatificação, é preciso que haja um milagre, acontecido pela intercessão daquele que é beatificado; e, para a canonização, espera-se um novo milagre do bem-aventurado. Desta maneira, a Igreja entende que Deus, o único a realizar milagres, confirma a santidade daqueles que veneramos como "santo". 

A Igreja é muito criteriosa e até severa para dar reconhecimento a um suposto milagre. No caso de Anchieta, houve a confirmação de um milagre antes de sua beatificação. Para a sua proclamação como “santo”, foi dispensada a confirmação de um novo milagre. O papa pode fazer isso, usando da autoridade que lhe é própria. É verdade que não faltaram testemunhos sobre sinais prodigiosos conseguidos através da intercessão de Anchieta; mas, de modo geral, tais supostos milagres são de difícil verificação, dada a escassez de documentação e de testemunhos. 

Aqui se faz oportuna uma reflexão: os santos, assim reconhecidos e proclamados pela Igreja, não se tornam "santos" por causa de algum milagre; o reconhecimento público e oficial da Igreja supõe, acima de tudo, a vida santa de quem é proclamado “santo”. Por isso mesmo, este ato oficial da Igreja não é dito “santificação”, mas “canonização”, ou seja, inscrição na lista (“cânon”) dos santos reconhecidos pela Igreja. Ninguém se torna “santo” depois da morte; o que conta, é a vida santa e o testemunho de santidade durante esta vida. 

Foi o que aconteceu com Anchieta. O papa Francisco reconheceu oficialmente aquilo que se tinha por certo já quando Anchieta faleceu, em 1597: foi um homem santo, um homem de Deus, que se dedicou profundamente à obra do Evangelho, no seguimento de Jesus; homem de extraordinária fé, esperança e caridade, ele viveu conforme as bem-aventuranças, cultivou a misericórdia, a oração e a comunhão com Deus; foi zeloso da glória de Deus e do bem do próximo, gastou sua vida como missionário; foi um grande cristão, um sacerdote dedicado, um filho amoroso da Igreja. E isso foi testemunhado pelos que o conheceram em vida e, sem interrupção, confirmado pela Igreja, depois de sua morte, até nossos dias. Falta alguma coisa para ser santo?! 

As pessoas gostam de saber: para qual “graça” o Santo deve ser invocado? A Igreja ensina que, acima de tudo, os santos devem ser imitados; eles são testemunhas de vida cristã, excelsos discípulos de Jesus. Em nossos dias, devemos pedir a intercessão de São José de Anchieta para conseguir aquelas “graças” que mais o caracterizaram em vida: ser pessoas de fé viva, apaixonados por Deus, pela Igreja e sua missão; ser missionários dedicados e capazes até de sacrifícios pela causa do Evangelho; ser catequistas criativos e interessados em comunicar aos outros os tesouros do Reino de Deus; ajudar outros a se aproximarem de Cristo vivo, a chegarem à alegria de crer; ser respeitosos para com todos, promotores da justiça e da defesa dos mais fracos e vulneráveis; ser pacificadores, sem deixar que a violência imponha a sua lei...

Quantos “milagres” podemos pedir a Deus pela intercessão de São José de Anchieta! Sem esquecer que ele veio ao Brasil ainda jovem, com 19 anos de idade, com um desejo imenso de “levar irmãos para Cristo” e de promover em tudo a maior glória de Deus (“ad maiorem Dei gloriam”)... Nenhum sacrifício ou renúncia lhe pareceram demasiados para fazer isso. Ainda hoje, Anchieta pode ser uma inspiração para muitos jovens! 

Nosso tempo desafia-nos a sermos missionários e isso requer “conversão pessoal e pastoral”. O papa Francisco tem dito que precisamos ser um “povo em missão” e uma Igreja “em saída”, indo aos irmãos que vivem nas “periferias” de todos os tipos. Este é mais um “milagre” importante a ser pedido através do missionário Anchieta, que largou tudo e foi ao encontro daqueles que viviam nas periferias do mundo, na América... 

Oh, sim, valei-nos, São José de Anchieta! Olhai para o nosso Brasil, o “vosso” Brasil! Pedi essas graças para nós! Precisamos muito desses milagres!
CNBB, 07-04-2014.
*Dom Odilo Pedro Scherer é cardeal e arcebispo de São Paulo (SP).

Mercado e informações assimétricas

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Marcus Eduardo de Oliveira

Introdução: Assimetria de Informações

Imagine que você queira comprar um carro usado: um Gol ano 1998, por exemplo. 
Você encontra este modelo em vários lugares da cidade, mas quando volta para casa, você vê o Gol ano 1998 do seu vizinho com uma placa de “vende-se” na janela. Qual carro você irá preferir: o da loja ou do seu vizinho?

Agora, coloque-se no lugar de um gerente de produção que precisa contratar um engenheiro. Você tem inúmeros currículos na sua mesa, mas um deles é do filho do seu amigo, que você conhece desde pequeno. Qual seria sua escolha natural?

Ambos os casos tratam da questão da Informação Assimétrica, uma das teorias mais importantes para entender o funcionamento dos desvios de eficiência no mercado de trabalho.

Depois do Nobel de Economia para a Teoria dos Jogos em 1994, a comunidade acadêmica tem se interessado cada vez mais pela microeconomia, como foi o Nobel de 2001 “concedido” para os propagadores da Informação Assimétrica: George Akerlof, Michael Spence e Joseph Stigliz.

Determinados mercados, como os de carros usados, seguros, crédito e serviços especializados têm a característica de uma das partes saber muito mais do que a outra sobre a real qualidade do que está sendo negociado. O vendedor do carro usado sabe muito mais sobre o estado do veículo que o comprador. Quem contrata um plano de seguro médico conhece melhor seu próprio estado de saúde que a empresa de seguro. E, no caso do mercado de trabalho, o empregado também sabe muito mais sobre si mesmo que empregador.

A Informação Assimétrica, porém, tem uma conseqüência nefasta sobre os vendedores: a Seleção Adversa. Quando compradores e vendedores não têm como determinar a real qualidade do produto, fazendo com que produtos de qualidades distintas sejam vendidos pelo mesmo preço, a Seleção Adversa cria um desvio de eficiência no mercado.

Este desvio se traduz em uma depreciação indiscriminada de preços. Para entender o efeito da Informação Assimétrica sobre o mercado de trabalho, George Akerlof estudou o mercado de carros usados nos Estados Unidos, lá conhecidos como “lemons”. Akerlof concluiu que, como vendedores e compradores não tinham como saber a verdadeira qualidade dos veículos, o mercado tendia a ter seu ponto de equilíbrio baseado no preço dos carros de baixa qualidade.

Na verdade, somente pelo fato do veículo estar à venda em uma loja de usados, seu preço já seria substancialmente depreciado. Em contrapartida, os consumidores estariam dispostos a pagar mais pelos “carros de vizinho”. Acontece que o carro do vizinho vale mais para você que o conhece. Este mesmo carro em uma loja de usados é um “lemon”. Ou seja, o que faz a diferença é a assimetria de informações.

De forma análoga, um profissional que já esteja empregado vai ter muito mais facilidade em conseguir outro emprego que alguém que esteja desempregado. Apesar de um potencial empregador eventualmente nem conhecer a empresa onde determinada pessoa trabalhe, ele vai admitir por hipótese que se trata de uma pessoa mais qualificada simplesmente por não estar no mercado de “lemons”.

Se os efeitos da Informação Assimétrica são tão devastadores para quem está desempregado, os economistas começaram então a entender o que poderia ser feito para diminuir a Seleção Adversa no mercado de trabalho.

Neste ponto, a Informação Assimétrica se “encontra” com a Teoria dos Jogos ao concluir que a reputação seria um dos principais fatores para diminuir a disparidade de informações.

Outra forma de diminuir a assimetria de informações seria através da sinalização de mercado. Um curso de (MBA) em Harvard, por exemplo, é um forte sinalizador não só porque significa que o profissional tenha conhecimentos específicos sobre administração de empresas.

Talvez mais importante que o conhecimento, ter um título de “categoria” sinaliza outras qualidades, como inteligência, disciplina e empenho.
Economista. Especialista em Política Internacional e Mestre em Integração da América Latina (USP). Professor de economia da FAC-FITO e do UNIFIEO, em São Paulo. prof.marcuseduardo@bol.com.br

'Deus perdoa não com decreto, mas com carícia'

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A partir do Evangelho da adúltera perdoada, papa explica o significado da misericórdia de Deus.
Por Domenico Agasso Jr 

O Deus dos cristãos é um Deus de misericórdia, que não veio para desconhecer o pecado, mas para perdoar o pecador. O Papa recordou esta verdade na manhã dessa segunda-feira (7), na homilia da missa matutina na Capela da Casa Santa Marta, segundo indicou a Rádio Vaticano.

A partir do Evangelho da adúltera perdoada, o papa Francisco explicou o significado da misericórdia de Deus. Trata-se do conhecido episódio em que os fariseus e os escribas levam até Jesus uma mulher surpreendida em adultério e lhe perguntam o que fazer com ela, tendo em conta que a lei de Moisés previa o apedrejamento, por tratar-se de um pecado considerado gravíssimo. “O matrimônio – afirmou o papa – é o símbolo e também uma realidade humana da relação de Deus com o seu povo. E quando o matrimônio fracassa com um adultério, enturva-se esta relação de Deus com o povo”. 

Mas os escribas e os fariseus fazem esta pergunta para ter um motivo e acusá-lo: “Se Jesus tivesse dito: ‘Sim, sim, podem apedrejá-la’, teriam dito às pessoas: ‘Mas esse é o mestre tão bom de vocês... Olhem que coisa fez com esta pobre mulher’. E se Jesus tivesse dito: ‘Não, coitadinha. Perdoem-na’, teriam dito: ‘Não cumpre a lei’... Eles não se importaram com a mulher; não se importaram com os adúlteros, talvez algum deles fosse adúltero... Não lhes importava. Só se importavam em ter uma armadilha para pegar Jesus”. Por isso a resposta do Senhor: “Quem de vocês estiver sem pecado, que atire a primeira pedra”. 

O Evangelho, observou o papa com certa ironia, diz que os acusadores “se foram, um a um, a começar pelos mais velhos. Vê-se – disse Francisco – que estes, no banco do céu, tinham uma boa conta corrente contra eles”. E Jesus permanece sozinho com a mulher, como um confessor, dizendo-lhe: “Mulher, onde estão? Ninguém lhe condenou? Onde estão? Estamos sozinhos, você e eu. Você diante de Deus, sem acusações, sem falatórios. Você e Deus. Ninguém lhe condenou?”. A mulher responde: “Ninguém, Senhor”, mas ela não diz: “Foi uma falsa acusação. Eu não cometi adultério”; ao contrário, “reconhece seu pecado”. 

E Jesus afirma: “Nem sequer eu a condeno. Vai, vai e de agora em diante não peque mais, para não passar um momento feio como este; para não passar tanta vergonha; para não ofender a Deus, para não turvar a bela relação centre Deus e seu povo”. “Jesus perdoa – afirma o Papa. Mas aqui se trata de algo mais que o perdão”: “Jesus supera a lei e vai além. Não lhe diz: ‘O adultério não é pecado’. Não diz isso. Mas não a condena com a lei. E este é o mistério da misericórdia. Este é o mistério da misericórdia da Jesus”.

“A misericórdia – afirmou o papa – vai além e faz de modo que o pecado seja colocado de lado na vida de uma pessoa. É como o céu: Nós olhamos para o céu e vemos tantas estrelas; mas quando chega o sol, pela manhã, com muita luz, não vemos as estrelas. E assim é a misericórdia de Deus: uma grande luz de amor, de ternura. Deus perdoa não com um decreto, mas com um carinho, acariciando as nossas feridas do pecado. Porque Ele faz parte do perdão, faz parte da nossa salvação. E assim Jesus faz como um confessor: não a humilha, não lhe diz ‘O que você fez, diga-me! E quando foi isso? E como foi? E com quem?’. Não! ‘Vai’, vai’ e de agora em diante não peque mais!’. É grande a misericórdia de Deus, é grande a misericórdia de Jesus. Perdoar-nos, acariciando-nos!”
Vatican Insider, 07-04-2014.

'Brasileiros roubaram meu coração', diz papa


Pontífice recordou sua viagem para a JMJ e disse sentir saudades.
Cidade do Vaticano - O papa Francisco contou nessa segunda-feira (7) que sua viagem ao Brasil, em julho do ano passado, foi "inesquecível" e que os brasileiros "roubaram seu coração". Durante encontro nessa segunda, no Vaticano, com organizadores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), liderados pelo cardeal e arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, Francisco relembrou sua viagem ao país, que significou seu primeiro giro internacional como líder da Igreja Católica. 

O papa disse que o povo carioca o recebeu de "braços abertos" e com uma "alegria peculiar", fatores que permitiram que "o amor de Deus tocasse, literalmente, o coração de milhões de pessoas". "Falando de coração, tenho uma confissão a fazer. Quando cheguei ao Brasil, disse que gostaria de entrar no coração dos brasileiros pedindo licença, de maneira delicada e para transcorrer toda a semana com o povo brasileiro. Porém, no fim da semana, voltando para Roma, cheio de nostalgia, dei-me conta de que os brasileiros e cariocas são ladrões, porque roubaram meu coração", contou Francisco, que ficou no país entre os dias 22 e 28 de julho. 

Essa, no entanto, não é a primeira vez que o papa elogia os brasileiros e recorda sua viagem, a qual contou também com uma visita ao Santuário Nacional de Aparecida, no estado de São Paulo. Em setembro do ano passado, durante uma audiência geral no Vaticano, Francisco chegou a dizer que sentia "saudades" do Brasil e agradeceu aos brasileiros pela acolhida.

"Boas pessoas estes brasileiros, têm um grande coração", comentou. No mês anterior, poucas semanas depois de deixar o Rio de Janeiro, o Papa também disse que os brasileiros são "um povo de grande coração". "Não esqueço sua calorosa recepção, sua saudação, a alegria de um povo generoso. Que Deus os abençoe".
SIR/ANSA

Uma encíclica de Francisco sobre ecologia

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Papa prepara encíclica em que levantará o dedo contra irresponsabilidade dos agentes econômicos.
Por Luigi Sandri
Paira o apocalipse sobre o mundo, destinado quase a ser destruído pelo homem que violou irresponsavelmente a Terra-Mãe, ou ainda existe esperança de que a sabedoria prevaleça e que o planeta possa ser salvo? Enfrentar adequadamente o problema ecológico, um dos mais dramáticos que existem hoje, é tarefa da macropolítica, a dos governos e das instituições internacionais, mas também da micropolítica, a de cada um de nós, para aquela parte infinitesimal que lhe diz respeito.

Deixando a principal responsabilidade à política e à economia, as Igrejas e as religiões também têm o dever de incentivar os seus seguidores a formar uma consciência ecológica, isto é, estar consciente de que explorar e contaminar a Terra-Mãe é mais do que um pecado, é uma escolha suicida.

É por esse motivo que a Assembleia Geral do Conselho Ecumênico de Igrejas, que ocorre em Vancouver (Canadá), em 1983, lançou o "processo conciliar de justiça, paz e salvaguarda da criação" (JPIC, na sigla em inglês). Essa tríade derivava de uma análise, dificilmente refutável, que destacava o entrelaçamento inseparável entre a ecologia e a paz na justiça.

De fato, uma das causas que mais contribui para depredar o planeta e para poluir a atmosfera é justamente a corrida armamentista, a busca de minerais para construir tais armamentos e o uso de armas. O aumento das bombas nucleares – sejam elas usadas contra a população, como os EUA decidiram em 1945, colocando o Japão de joelhos com as bombas atômicas lançadas contra Hiroshima e Nagasaki; sejam elas acionadas em um atol desabitado no Pacífico – tem consequências desastrosas para o ecossistema.

Mais uma vez, a principal causa das guerras do futuro será se agarrar ao "ouro azul", a água. Portanto, ajudar as pessoas a terem consciência ecológica não é, nem mesmo para as Igrejas, uma opção, mas é – ou deveria ser – um ponto capital do seu anúncio. E, de fato, em algumas Igrejas, o programa JPIC tornou-se proeminente do seu modo de anunciar o Evangelho. 

Nesse rastro também está o papa Bergoglio, que, assumindo o nome de Francisco, quis expressar um compromisso e uma mensagem, a de "cantar as criaturas", bendizendo o Senhor "pelo Irmão Sol, Irmã Lua... e água preciosa e casta". Por isso, não surpreende que ele esteja preparando uma encíclica, dedicada justamente à ecologia. 

Podemos ter certeza de que, embora o bispo de Roma irá citar, atualizando-a, a mensagem ecológica do pobrezinho de Assis, ele também levantará o dedo contra a "irresponsabilidade" daqueles que, no mundo político e econômico, ganham lucros gigantescos às custas da ecossustentabilidade da Terra-Mãe e às custas das gerações futuras, que vão se encontrar em um planeta doente e inabitável. 

Uma "irresponsabilidade" que, certamente, também é de ateus ou de agnósticos, mas também de pessoas religiosas e até mesmo de cristãos, para os quais o Deus-dinheiro é muito mais importante do que o cuidado amoroso da "aiuola che ci fa tanto feroci" (do canteiro que nos faz tão ferozes), como Dante escreveu profeticamente sete séculos atrás.
Trentino, 07-04-2014.

Humanidade sustentável, natureza sustentável: nossa responsabilidade



Cidade do Vaticano (RV) – As Pontifícias Academias das Ciências e das Ciências Sociais promovem, de 2 a 6 de maio, no Vaticano, um seminário sobre o tema “Humanidade sustentável, natureza sustentável: nossa responsabilidade”.


Especialistas de todo o mundo debaterão temas como: qual o estatuto da pessoa humana num mundo onde a ciência predomina? Como entendemos uma boa relação entre homem e natureza? Os recursos naturais estão na base do crescente abismo entre o mundo dos ricos e o mundo dos pobres?

De acordo com os organizadores do evento, os "problemas ambientais” e as “perspectivas” se apresentam de maneira diferente a culturas diferentes. 

Alguns identificam os problemas ambientais com o crescimento da população mundial, outros defendem que se trata de modelos errôneos de crescimento econômico. Há quem veja indícios de problemas ambientais na poluição urbana das economias emergentes, e outros que veem esses mesmos indícios diante da pobreza de inúmeros países. 

Com este seminário, os organizadores não pretendem catalogar os problemas ambientais: “Nós, ao invés, nos propomos a analisar estes desafios humanos e ambientais a partir de uma tríplice aliança que está na base da sobrevivência humana: alimentação, saúde e energia”, lê-se no comunicado do encontro.

Entre os participantes, estão o Presidente da Pontifícia Academia das Ciências, Dom Marcelo Sánchez Sorondo, e o Presidente da Cáritas Internacional, Card. Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga.

(BF)

Rádio Vaticano

O Bispo de Roma precisa do conselho, prudência e experiência de seus coirmãos no episcopado, diz Francisco




Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco nomeou Bispo, nesta terça-feira, o subsecretário do Sínodo para os Bispos, Mons. Fabio Fabene. Numa carta, o Papa motiva a nomeação com o desejo de conferir ulterior valor à colegialidade que a instituição do Sínodo sempre reforçou e difundiu em meio século de existência.


Uma nomeação querida pelo Santo Padre para tornar "mais manifesto o apreciado serviço" que a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos oferece "em favor da colegialidade episcopal com o Bispo de Roma".

Numa longa carta dirigida ao secretário geral do Sínodo dos Bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri, o Pontífice explica com essas palavras as razões da nomeação episcopal de Mons. Fabio Fabene.

O Papa elogia a perspicácia de seus predecessores, em particular, de Paulo VI e João Paulo II, o primeiro por ter criado a instituição do Sínodo dos Bispos, e o segundo – escreve – por ter reconhecido "o bem enorme que este faz à Igreja".

"De fato, afirma o Papa Francisco, a extensão e a profundidade do objetivo dado à instituição sinodal derivam da amplidão inexorável do mistério e do horizonte da Igreja de Deus, que é comunhão e missão."

"Por isso, se devem e se podem buscar formas sempre mais profundas e autênticas do exercício da colegialidade sinodal, para melhor realizar a comunhão eclesial e para promover a sua inexorável missão."

Portanto, à distância de 50 anos de sua criação, "consciente de que para o exercício do meu Ministério Petrino é necessário, mais do que nunca, reavivar ainda mais o laço estreito com todos os Pastores da Igreja, desejo valorizar esta preciosa herança conciliar" – afirma o Papa –, com a elevação do encargo de subsecretário do Sínodo dos Bispos à dignidade episcopal.

"Não há dúvida – reconhece Francisco – de que o Bispo de Roma precisa da presença de seus Coirmaõs Bispos, do conselho e da prudência e experiência deles."

"O Sucessor de Pedro deve sim proclamar a todos quem é "o Cristo, o Filho do Deu vivo", mas, ao mesmo tempo, deve prestar atenção àquilo que o Espírito Santo suscita nos lábios daqueles que, acolhendo a palavra de Jesus que declara: "Tu és Pedro...", participam plenamente do Colégio Apostólico".

O Papa termina a carta dizendo-se "muito grato àqueles que, com um trabalho generoso, assíduo e competente, asseguraram, em todos estes anos, que a instituição sinodal contribuísse para o imprescindível diálogo entre Pedro e seus Coirmãos". (RL)

Rádio Vaticano 

Microsoft decreta 'morte' do Windows XP

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Empresa abandonará sistema operacional para investir em tecnologias mais recentes.

A Microsoft decreta nesta terça-feira (8) a morte do Windows XP. As novas atualizações automáticas, que ajudam a proteger os computadores, deixarão de existir para esse sistema operacional. De acordo com a Microsoft, sem elas, o computador continuará funcionando, "mas poderá ficar vulnerável a vírus e a riscos de segurança".

Considerado um sistema operacional de fácil utilização, o Windows XP recebeu suporte da companhia durante 12 anos. No entanto, para a empresa de Bill Gates, criadora do programa que "deu vida" a vários computadores mundo afora, está na hora de investir recursos no suporte a tecnologias mais recentes, para continuar oferecendo novas experiências aos usuários.

A Microsoft também avisou que, após essa data, não oferecerá mais o Microsoft Security Essentials para download no Windows XP, que é usado contra vírus, spyware e outros softwares mal-intencionados . Se o Microsoft Security Essentials já estiver instalado, o usuário continuará a receber atualizações de assinaturas contra pragas eletrônicas por tempo limitado, o que constitui risco para os usuários.

Na avaliação da empresa, outro problema para quem tem Windows XP no computador, é que os fabricantes de programas e de peças passarão a otimizar seus produtos para versões mais recentes de sistemas operacionais, trazendo problema para quem permanecer com o antigo.

De formato simples, o sistema operacional é um programa, ou um conjunto deles, que permite ao usuário fazer o computador funcionar, além de servir de interface entre a máquina e seu usuário, gerenciando recursos e dando acesso a eles.

Depois do Windows XP, a Microsoft liberou o Windows 7 e mais recentemente o Windows 8.1. Fazer a atualização do XP para o Windows 8 dói no bolso. É preciso ter pelo menos R$ 359, segundo informa o site da Microsoft. Muitas máquinas antigas, no entanto, não conseguirão rodar no novo sistema. Para saber para qual sistema migrar basta executar o assistente de atualização liberado pela empresa.

De acordo com a russa Kaspersky, uma das maiores e mais conhecidas empresas de solução de segurança, no Brasil, dados obtidos até o mês passado indicam que 10,88% dos usuários continuam com o Windows XP e, entre eles, 8,47% ainda têm instalado o Service Pack 2 (pacote de atualização) , ou seja, não têm seus sistemas atualizados.

Os usuários de máquinas antigas podem buscar outros sistemas operacionais, como o Linux, que é gratuito. Uma das versões mais amigáveis é o Ubuntu.  

Morador de Brasília e empresário da área de tecnologia, Marcelo Freire diz, no entanto, que, no Brasil, exceto as pessoas que usam computadores fabricados pela Apple, são poucos os que adotam sistemas operacionais, principalmente os domésticos, que não são da Microsoft.

"O Windows XP é um sistema operacional bem-sucedido, mas tem que dar lugar a soluções mais modernas. Então, a empresa decidiu interromper o suporte para o sistema, que, com o tempo, deixará de existir, assim como foi com o Windows 98, por exemplo. Hoje em dia, mesmo a Apple crescendo muito no Brasil, não se compara o número de usuários da Microsoft".
Agência Brasil

Autoridades abrem Congresso Franco-Brasileiro

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Solenidade foi realizada na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Programação prossegue nesta terça e quarta-feiras, na Escola Superior Dom Helder Câmara.
Com a presença do diretor do Centro de Estudos Internacionais em Propriedade Intelectual (CEIPI) da Universidade de Strasbourg, professor Yves Reboul, e outros grandes nomes do Direito francês e brasileiro, a Escola Superior Dom Helder Câmara abriu, na manhã desta terça-feira (8), o I Congresso ‘As funções dos Direitos de Propriedade Intelectual no século XXI’. O evento é promovido em parceria com a Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que sediou a cerimônia de abertura, o CEIPI e a Compagnie Nationale des Conseils en Propriétés Industrielle (CNCPI).

Para compor a mesa solene, foram convidados os professores Amanda Flávio de Oliveira, diretora da Faculdade de Direito da UFMG; Rodrigo Gava, presidente da Rede Mineira de Propriedade Intelectual e pesquisador da Universidade Federal de Viçosa; Maria Fernanda Salcedo Repolês, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Direito da UFMG; e Élcio Nacur Rezende, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Direito da Dom Helder Câmara, representando o reitor da instituição, professor Paulo Umberto Stumpf. Também participaram Célio Cabral de Souza Júnior; gerente de Apoio à Inovação do Instituto Euvaldo Lodi (Sistema FIEMG); e os professores Roberto Luís Silva, coordenador geral do evento representando o Brasil, e Yann Basire, coordenador geral do evento representando a França.

“Dentro das minhas atribuições como diretora desta casa, a que acontece neste momento é uma das mais felizes: ser testemunha de um espaço de discussão tão rico, com pessoas capazes, amigos queridos e instituições de tamanha relevância. Desejo sucesso ao evento e parabenizo pela iniciativa, em especial à professora Jamile Bergamaschine Mata, que se empenha na organização há quase um ano, ao professor Élcio, aos colegas franceses e a todos os participantes”, afirmou a professora Amanda Flávio de Oliveira, da UFMG.

Em seguida, em nome da Dom Helder Câmara, o professor Élcio Nacur Rezende destacou a importância da parceria entre as instituições francesas e brasileiras, que possibilitou a realização do congresso, e agradeceu a todos pelo empenho. “Tenho certeza que todos nós aprenderemos muito com a contribuição dos professores franceses”, destacou.

Congresso

O evento tem como principal finalidade apresentar as inovações, problemas e soluções relacionadas com a extensão e limites dos direitos de propriedade intelectual no mundo atual. “Estamos trabalhando diante de uma perspectiva europeia e brasileira, o que permite uma analise de direito comparado”, comenta o professor Élcio Nacur Rezende. As atividades prosseguem na tarde desta terça-feira (8) e nesta quarta-feira (9), conforme a programação disponível na página do evento.
Redação Dom Total

Toque de Mestre

Título original: Grand Piano
Antes do desempenho que marca seu retorno, um pianista que sofre de medo do palco descobre um bilhete assustador em suas partituras. A ameaça afirma que ele terá que fazer o melhor concerto de sua vida, sem um único erro, se quiser salvar a si mesmo e também à sua esposa.
País: Estados Unidos, Espanha
Ano: 2014
Gênero: Suspense
Classificação: 12
Direção: Eugenio Mira
Elenco: Elijah Wood, John Cusack, Tamsin Egerton, Alex Winter, Kerry Bishé, Allen Leech, Dee Wallace, Don McManus
Duração: 90 min.


Em cartaz

Concurso para juiz federal: salário de R$ 23.900

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O salário é de R$ 23.997,19.O prazo para os interessados se inscreverem se encerra às 18h do dia 6 de maio. A taxa de inscrição é de R$ 190. A prova objetiva seletiva está prevista para o dia 20 de julho.
Já estão abertas as inscrições para o XVI Concurso Público para Provimento de Cargo de Juiz Federal Substituto da 4ª Região. O salário é de R$ 23.997,19.O prazo para os interessados se inscreverem se encerra às 18h do dia 6 de maio.

O candidato deverá preencher o formulário online de Requerimento de Inscrição Preliminar que está disponível na página eletrônica do concurso. A taxa de inscrição é de R$ 190,00.

A prova objetiva seletiva está prevista para o dia 20 de julho, em Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis. Para as provas escritas a previsão de data é de 31 de outubro. Já no dia 1º de novembro deve acontecer a prova de prática de sentença civil, e no dia 2 de novembro a de prática de sentença penal. As datas das demais etapas serão divulgadas posteriormente.

Clique aqui para ler o edital

Somos o que somos

Título original: We Are What We Are

Em sua pequena cidade, os Parker são conhecidos por sua descrição e reclusão. Por trás das portas fechadas, o pai, Frank, conduz sua família com bastante severidade. Com a morte inesperada e brutal da mãe, as filhas mais velhas, Iris e Rose tem de tomar conta do irmão mais novo, Rory. Primeiro filme lançado com a grife Editora Darkside, especializada em terror e fantasia.
País: Estados Unidos
Ano: 2013
Gênero: Suspense
Classificação: 18
Direção: Jim Mickle
Elenco: Kassie Wesley DePaiva, Laurent Rejto, Julia Garner, Ambyr Childers, Jack Gore, Bill Sage, Kelly McGillis, Wyatt Russell, Michael Parks
Duração: 100 min.
)


Em cartaz