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Curso básico de extensão LITERATURA CEARENSE



Hoje, 1º de maio, além de ser o dia dedicado ao Trabalho, é aquele em que comemoramos os 191 anos de nascimento de JOSÉ DE ALENCAR, grande romancista cearense e brasileiro, que tão forte marca deixou em nossa literatura.
Em 2019, aos seus 190 anos, apresentamos um projeto em comemoração à data e, assim, como presente desse aniversário para todos nós, A PARTIR DE 4 DE MAIO DE 2020 (segunda-feira), a Universidade Aberta do Nordeste da Fundação Demócrito Rocha, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e com o apoio da Universidade Federal do Ceará (UFC), inicia as INSCRIÇÕES GRATUITAS E ABERTAS PARA TODO O PAÍS do curso básico de extensão LITERATURA CEARENSE, com 140h. Fascículos, videoaulas, radioaulas, webconferências, material complementar, entre outros, com o objetivo de promover, de forma geral e para todo o país, o interesse, a pesquisa e a leitura da literatura produzida no Ceará, desde o século XIX à contemporaneidade, através de alguns de seus autores(as), grupos/agremiações literárias e obras referenciais, em consonância com os estudos da Literatura Brasileira. Curta, COMPARTILHE BASTANTE e PARTICIPE: cursos.fdr.org.br

Patativa do Assaré: 110 anos de palavra viva

Por  

Há 110 anos nascia Antônio Gonçalves da Silva, poeta magistral sertanejo que, na forma de Patativa, versou as verdades dos muitos brasis de universal Nordeste. Respeitado por sua genialidade, faz menos falta do que devia, pois sua palavra é viva

Menina de 6 anos declama cordéis e fica famosa na internet

Foi aos 6 anos que a estudante Sâmia Abreu deu o primeiro passo no mundo artístico. Após ver o pai rindo de uma poesia, ela começou a se apaixonar pela arte.
Criança, mas com talento de gente grande, Sâmia não tem nem uma década de vida e já sabe na ponta da língua o que quer para o futuro. “Eu quero ser desembargadora e poeta”.
Hoje a pequena poeta divide o tempo entre os estudos e a gravação de vídeos declamando cordéis no canal no Youtube, que toda semana tem uma nova publicação.
Tribuna do Ceará

Literatura de cordel recebe título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro

Por G1 PE
Literatura de Cordel vira patrimônio cultural
 
Literatura de Cordel vira patrimônio cultural

A literatura de cordel foi reconhecida, nesta quarta-feira (19), como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. O título foi concedido por unanimidade pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A reunião ocorreu no Rio de Janeiro, com presença de representantes do Ministério da Cultura e da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. (Veja vídeo acima)
Em Pernambuco, o gênero ganha destaque em festivais e com o Museu do Cordel Olegário Fernandes, em Caruaru, reformado em 2013.
 
Literatura de cordel é reconhecida como patrimônio cultural
Literatura de cordel é reconhecida como patrimônio cultural

No mesmo município, a literatura também é valorizada pela Academia Caruaruense de Literatura de Cordel (ACLC), criada em 2005 com o objetivo de valorizar os poetas do passado e incentivar os futuros cordelistas. As homenagens ao gênero são feitas sobretudo em novembro, mês em que é celebrado o Dia da Literatura de Cordel(Veja vídeo acima)
De acordo com a pesquisadora e escritora Maria Alice Amorim, que estudou a literatura de cordel no mestrado e doutorado, o título é uma forma de reconhecer um gênero que já sofreu preconceitos.
"Embora seja uma tradição reconhecida e admirada, ela também sofre uma série de preconceitos e, consequentemente, exclusões de alguns nichos literários devido ao caráter popular", explica.
Literatura de cordel virou patrimônio cultural — Foto: Oton Veiga/TV Globo
 
Literatura de cordel virou patrimônio cultural — Foto: Oton Veiga/TV Globo

Maria Alice, no entanto, acredita que a riqueza do gênero supera as discriminações já sofridas pelas produções e pelos escritores.
"Por ter esse caráter de uma tradição popular, de livros que são feitos de uma forma mais artesanal, com materiais mais baratos, existe esse preconceito. Só que na verdade, enquanto discurso poético, o cordel é muito rico e refinado, porque necessita de uma técnica de métrica e rima", observa.
Com o título, a pesquisadora acredita que a literatura de cordel ganha força para ser perpetuada. "Essa salvaguarda vai garantir que a tradição permaneça viva e que outras pessoas possam desenvolver o talento poético pra poesia de cordel", afirma.
Literatura de cordel é comumente exibida em cordões em feiras e editoras — Foto: Oton Veiga/TV Globo
 
Literatura de cordel é comumente exibida em cordões em feiras e editoras — Foto: Oton Veiga/TV Globo

Estilo

Em texto postado no site, o Iphan informa que a literatura de cordel teve início no Norte e no Nordeste e o estilo se espalhou por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração populacional.
Hoje, de acordo com o Instituto, o gênero circula com maior intensidade na Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.
A expressão cultural retrata o imaginário coletivo, a memória social e o ponto de vista dos poetas a respeito de acontecimentos vividos ou imaginados.

III Feira do Cordel Brasileiro acontece na Caixa Cultural Fortaleza neste fim de semana

Arte de Eduardo Macedo
Gênero da literatura que remonta ao século XVI, o cordel insere-se, sobretudo, na cultura popular, como uma extensão natural da oralidade. Elaborado sob o formato de rimas, cada qual com suas inúmeras particulares, o gênero impresso nos folhetos tornou-se, à época, a única forma oficial de comunicação. No Nordeste brasileiro, especialmente, a literatura de cordel sempre teve a sua importância e, apesar das crescentes e visíveis inovações tecnológicas, ainda mantém-se firme. Exemplo recente foi o Espaço Cordel e Repente, que integrou a programação da 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, encerrada no último domingo, 12, no Anhembi.
"O espaço é uma cria da Praça do Cordel, da Bienal Internacional do Livro do Ceará, que tem sido, ao longo de várias bienais, um grande sucesso de público e crítica", resume o escritor, editor, cordelista, quadrinista e ilustrador Klévisson Viana. "O público sempre valorizou muito a literatura popular, e as escolas estão redescobrindo esse tesouro cada dia mais. O meio acadêmico e a mídia também têm percebido o valor dessa manifestação literária e, por essa razão, editoras de várias partes do País têm procurado editar textos de literatura de cordel. É importante dizer que milhares de brasileiros aprenderam a ler através dessa literatura", contextualiza.
Bráulio Tavares profere a palestra Imagens da Ficção Científica no Cordel (Leonardo Costa/ Divulgação)
Bráulio Tavares profere a palestra Imagens da Ficção Científica no Cordel (Leonardo Costa/ Divulgação)
Natural de Quixeramobim, no Sertão Central cearense, Klévisson é o responsável pela curadoria da Feira do Cordel Brasileiro, que, em sua terceira edição, acontece de hoje a domingo, na Caixa Cultural (Praia de Iracema). Iniciativa da Associação de Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará (Aestrofe), o evento irá homenagear as figuras do 'Rei do Baião' Luiz Gonzaga e do paraibano Leandro Gomes de Barros, além de reunir, ao longo dos quatro dias, uma programação de palestras, shows de repentistas e violeiros, recitais e lançamentos literários. O público poderá visitar ainda uma exposição com obras raras e, de quebra, adquirir camisetas e CDs alusivos ao evento.
"Leandro Gomes de Barros é paraibano e autor de inúmeros clássicos dessa literatura. Se fizéssemos uma eleição dos 20 maiores clássicos de todos os tempos, teria de constar nessa lista, no mínimo, cinco obras de Leandro", exalta Klévisson. O autor viveu na segunda metade do século XIX e início do século XX, deixando um legado de quase mil obras publicadas. "Basta lembrar que Macunaíma (de Mário de Andrade) e O Auto da Compadecida (de Ariano Suassuna) foram inspirados na obra de Leandro Gomes de Barros. Esse ano está completando 100 anos de sua morte", explica o curador.
Na parte de palestras, o destaque será o paraibano Bráulio Tavares, que irá discorrer sobre o tema Imagens da Ficção Científica no Cordel. "Bráulio é um dos maiores pensadores da cultura de nosso tempo, um gênio no trato com a palavra", define Klévisson, contando que, além de cordelista e compositor, o convidado é roteirista de cinema e televisão com nome que consta na antologia dos 100 maiores poetas brasileiros de todos os tempos. "É autor - com o repentista Ivanildo Vila Nova - da música de protesto Nordeste Independente e, para acabar de completar, é especialista em cordel e ficção científica", ressalta o curador, que ainda cita o músico Gereba Barreto e o mestre Bule-Bule, este lançando seu livro Orixás em Cordel, como presenças confirmadas.
O mercado consumidor da literatura de cordel, segundo Klévisson, segue confiante. "Muito embora o país esteja passando por uma época politicamente muito delicada e economicamente incerta, o interesse pela cultura não foi interrompido", avalia. Segundo ele, há muita coisa boa sendo publicada, e o número de leitores aumenta a cada ano. "Uma das coisas boas dessa geração de cordelistas da qual faço parte é que nós estamos, cada vez mais, nos capacitando para ministrar palestras, oficinas, recitais, e isto tem ampliado muito nosso mercado de trabalho. Sem contar que nenhum evento cultural atualmente se considera completo, a exemplo do Festival Vida & Arte, se a linguagem do cordel não estiver contemplada", concluiu.
III Feira do Cordel Brasileiro
Quando: de hoje a sábado, 18, das 14h às 21h; e domingo, 19, das 14h às 19 horas
Onde: Caixa Cultural Fortaleza (avenida Pessoa Anta, 287 - Praia de Iracema)
Entrada franca
Programação: www.facebook.com/IIIFeiradoCordelBrasileiro
Outras informações: (85) 3453 2770 / (85) 3023 3064
O Povo

Pesquisadores catalogam gírias do Ceará para criar dicionário “cearensês”

Livros
Quem não é do Ceará deve achar estranho ou, simplesmente, não entender o sentido de palavras. São nomes que só têm sentido para quem nasceu ou mora no Estado. Há termos até para referir doenças. Para os cearenses, “piloura”, por exemplo, é quando a pessoa está com muita fome e precisa comer urgente. Já “arquejando” é utilizado para pessoas que estão morrendo aos poucos.
Em meio a tantas denominações e significados, uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Ceará (UFC) catalogou a maioria desses nomes. Segundo a coordenadora da pesquisa, Virginia Bentes, a ideia é armazenar a memória das termologia cearense.
“A gente começou a perceber que é necessário armazenar uma perspectiva de manutenção desse léxico e desse resgate de memórias. Fico preocupada com a perda de tanta cultura”, declarou.
Ao todo, o dicionário já conseguiu reunir 400 palavras e, de acordo com Virginia, a previsão é de crescimento. “Terminamos um mapeamento das comunidades indígenas. Falta fazer o mapeamento do sertão cearense”, acrescenta.
Ao concluir, a pretensão é criar um site para disponibilizar as informações para a população. “A gente tem a intenção de fazer um site com os nomes das doenças e suas respectivas relações”, conclui.
O dicionário é um resultado de uma pesquisa iniciada em 2014 pelo programa de Pós Graduação em Ciência da Informação da UFC.
Tribuna do Ceará

Coletânea reúne ensaios sobre poesia cearense

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Antonio Girão Barroso, um dos seis representantes da poesia cearense moderna e contemporânea, analisados em livro de Carlos Augusto Viana ( FOTO: CID BARBOSA )
Poeta e ensaísta, Carlos Augusto Viana é conhecido no meio literário cearense pelo olhar atento aos escritores da terra. Em textos na imprensa, em livros, palestras e apresentações de autor, já deu mostras de sua porção crítico literário. E é, como crítico, que ele figura em seu livro mais recente. "A Literatura Cearense Através de Ensaios" será lançado nesta quarta-feira, 6, às 19 horas, no Ideal Clube.
O livro é o primeiro volume de uma série que Carlos Augusto Viana promete publicar. São seis ensaios dedicados à poesia. "O estudo percorre as vozes de Antônio Girão Barroso; Filgueiras Lima; José Valdivino de Carvalho; e Gerardo Mello Mourão - estes compondo o bloco dos artistas que, ora mortos, foram eternizados pela invenção de seus respectivos discursos; por fim, as escrituras poéticas de dois artistas vivos: Adriano Espínola e o Príncipe dos Poetas Cearenses, Linhares Filho - o que, de certa forma, oferece circularidade ao trabalho, uma vez que, na abertura e no dois poetas gigantes dão-se as mãos", descreve o autor, no texto de introdução à coleção de ensaios.
Entre os livros que publicou, Carlos Augusto Viana já havia feito uma incursão anterior pelo ensaísmo, tendo a poesia por objeto. "Drummond: a insone arquitetura" era dedicado a um dos grandes nomes da poesia brasileira do século XX.
Escrita
Poetisa, ensaísta e psicanalista, Nadiá Paulo Ferreira assina a orelha do livro. Para ela, o leitor vai encontrar "um artista que descortina janelas". Professora titular de Literatura Portuguesa da UERJ, ela elogia a escritura "límpida, bem urdida, demonstrando não apenas um sólido arcabouço teórico, mas a extrema capacidade de mergulhar na atmosfera dos textos, iluminando o que, até então, encontrava-se sob a crosta do inefável".
O autor parte o método interpretativo. Na apresentação, Carlos Augusto Viana detalha, de forma breve e precisa, suas ferramentas teórias. Os seis ensaios de seu novo livro põem "em relevo aspectos singulares a cada um desses escritores, quer em relação a traços estilísticos, quer em termos da escolha temática; contamos, ainda, nessa empreitada, com o auxílio da Estilística, da Simbologia, da Teoria da Literatura, além de um número representativo de teóricos, cujas reflexões recaem sobre o fenômeno do poético ou sobre as diversas problemáticas que envolvem as questões ligadas à criação artística".
O livro, apesar da forma fragmentária inerente ao ensaio, não é mera reunião de escritos avulsos. O autor os enlaça e, em seu conjunto, formam uma obra coesa, como se pode ver pela opção do crítico de escrever uma "Conclusão". Carlos Augusto Viana procurou construir "um painel que revelasse as peculiaridades inerentes a cada um deles, bem como, por outro lado, também pusesse em revelo os vasos comunicantes que, em muitos momentos, podem aproximá-los uns dos outros".
Perfil
Jornalista por formação, Carlos Augusto Viana é mestre em Letras e doutor em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Ele integra o corpo de professores da Curso de Letras da Universidade Estadual do Ceará (UECE).
Diretor de Cultura e Arte do Ideal Clube, é ainda membro da Academia Cearense de Letras; da Academia de Letras e Artes do Nordeste; e da Associação Brasileira dos Bibliófilos. No jornalismo, editou os suplementos DN Cultura e Ler, do Diário do Nordeste. É autor de livros como "Primavera empalhada", "Inscrições dos lábios", "A báscula do desejo" (Prêmio Osmundo Pontes - 2003) e "Côdeas" (Prêmio Unifor - 2006).
Mais informações:
Lançamento do livro "A literatura cearense através de ensaios - volume 1/ Poesia", de Carlos Augusto Viana. Quarta-feira, 6, às 19h30, no Ideal Clube
(Av. Monsenhor Tabosa, 1381 - Meireles). Contato: (85) 3248.5688

Diário do Nordeste
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